Categoria: Utah

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Epic USA Road Trip – Utah – Capitol Reef National Park

04 de fevereiro de 2019

Como sempre começamos nossa visita ao Capitol Reef pelo Visitor Center. Localizado na entrada do parque, lá pudemos pegar as informações do dia sobre quais estradas dentro do parque estavam abertas/fechadas, se tinha algum ranger program (programa com funcionários onde você pode aprender sobre geologia, fauna, flora e outras curiosidades sobre o local) e claro comprar meu imã de geladeira, marcadores de livros e itens sobre o parque. Sempre que visitamos os National Parks, eu faço questão de comprar alguma coisa para ajudar a manter os parques que para mim são a melhor invenção americana. Também aproveito para carimbar o meu Diário de Viagem onde anoto os principais acontecimentos do dia para depois poder escrever aqui as minhas impressões sobre os locais que visitamos.

Visitamos a região de Utah em Outubro e ainda estava absurdamente quente. Fique atento a este detalhe para você poder se prevenir do sol ou do frio em excesso na região. Comparando a viagem que fizemos em dezembro de 2017 para a mesma região, aprendemos que as temperaturas mais amenas sempre serão melhores para poder aproveitar as trilhas sem maiores problemas de insolação e afins.

Dirigir pelo Capitol Reef é Wow atrás de Wow!!!

O cenário dentro do parque é de cair o queixo, mesmo que você esteja com o tempo curto e tenha apenas tempo de dirigir por dentro dele sem fazer as trilhas, já da para ter uma ideia da imensidão de beleza que o Capitol Reef tem para oferecer aos seus visitantes. Um verdadeiro playground para quem curte este tipo de viagem.

Nossa segunda parada foi a região de Fruita e seu distrito histórico. Lá você pode ver a casa do ferreiro, a antiga escola dos primeiros peregrinos que migraram para essa região, o museu e a Gifford House, casa que está aberta até hoje e serve como um lembrete de como os Mórmons que migraram para Utah viviam a 200 anos atrás. Lá é possível comprar torta de maça e de pera, a mesma receita das famílias que fundaram a região e foi passada de geração para geração. Caso você queira comer a famosa torta, deve visitar essa área cedo pois eles fazem apenas 200 unidades por dia.

Também em Fruita é possível colher maças, peras e outras frutas na hora. Há uma taxa caso você tenha interesse em levar para viagem. Havia uma caixa para o pagamento da coleta das frutas mas não lembro ver nenhum aviso sobre o valor em si. Acredito que era algo como pague quanto vale.

Continuamos nossa visita pela Scenic Drive de 13 quilômetros. Parte dessa estrada é possível dirigir com carros convencionais, destes que você pode alugar em qualquer locadora americana. Porém quanto mais adentramos na trilha, mais percebemos que tração nas 4 rodas era primordial, principalmente se você pegar chuva e estiver no meio da trilha. A terra pode facilmente virar lama e atolar o carro. Verificamos a previsão do tempo e o dia estava claro sem chuvas, então seguimos sem medo. Foi sem dúvidas uma das trilhas mais lindas que já fizemos nos Estados Unidos.

Parece uma pintura de tão lindo S2

Sempre que fazemos essas viagens gostamos de pensar sobre como somos pequenos perante a imensidão do mundo á nossa frente. Poder fugir da civilização e das multidões da cidade grande onde moramos sempre é um prazer. Eu não curtia esse tipo de viagem e confesso que no início do meu namoro com o Ezio eu tinha dificuldade de entender o porque de ele querer desbravar lugares que ninguém ia. Hoje passamos o ano pensando no próximo National Park e qual roteiro vamos montar. Poder dirigir em regiões onde a natureza está em seu estado bruto e encontrar animais selvagens no seu habitat natural é algo que nos fascina. Tenho muito a agradecer o Ezio por ter me ensinado isso.

Se você decidir fazer algumas das trilhas dentro do parque, algumas dicas de segurança são primordiais:

1- Sempre avise a alguém sobre seus planos de viagem. Caso você suma e não dê noticias após o tempo combinado com seu contato, essa pessoa poderá contactar a equipe do National Park Service e você pode ser encontrado mais rápido

2- O Capitol Reef tem um ambiente desértico, tendo isso mente, se for caminhar, mantenha-se nas trilhas e carregue água em abundância. Se for no verão, não esqueça de aplicar protetor solar e sempre reaplique de duas em duas horas. Lembre de carregar essenciais como barrinhas de cereais, frutas e qualquer outro tipo de snack saudável e leve para o dia.

3- Não é possível armar barracas fora das áreas designadas e sempre pergunte no Visitor Center se é necessário alguma licença especial para pernoitar no parque. Do contrário faça como nós e alugue um quarto de hotel nas redondezas (não sou adepta de dormir em barracas at all)

4- Lembre que você deve apenas apreciar a paisagem, qualquer remoção, posse ou tráfico de animais ou itens do parque, pode levar a prisão ou expulsão do local.

Espero que você tenha uma experiência inesquecível caso decida visitar o Capitol Reef National Park, nós adoramos nossa experiência por lá.

Acaba não mundão!

No próximo post vou falar sobre nossa visita a Moab, umas das cidades mais incríveis de Utah e lar de dois dos maiores National Parks do estado,

Até lá =0)

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Por Érica Brasilino

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América do Norte American National Parks EUA Onde comer Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Na estrada de Salt Lake City para Capitol Reef National Park

28 de janeiro de 2019

Na segunda mega viagem por parques nacionais que decidimos realizar, resolvemos voltar ao estado de Utah, que se tornou o nosso estado favorito nos Estados Unidos da América.

Voamos de Washington DC até SLC e de lá alugamos um carro para usar na nossa road trip. Dica número 1: alugue seu carro com antecedência. Salt Lake City recebe um fluxo de turistas absurdo e a cidade ainda não é tão preparada para eles quando o assunto é aluguel de carros. Ao chegarmos no terminal de aluguel de carros do aeroporto de SL, quase surtamos com o tamanho da fila. E para piorar não tinha o carro que pagamos na reserva, a locadora queria nos dar um carro inferior com a desculpa que seria tão bom quanto o que havíamos escolhido… como nós sabíamos que íamos para fora da capital com o carro e queríamos um carro com tração nas 4 rodas para enfrentar estrada de terra, não ia ser fácil nos convencer do contrário. Enfim… foi mega estressante chegar na cidade e resolver isso de cara após voar. Make sure que a sua reserva é com uma companhia grande como a Hertz ou a Localiza. E mesmo assim bata o pé caso o atendente não te entregue pelo o que você pagou.

Depois de resolvermos o babado da locadora, decidimos procurar um local para comer. Pelo Yelp encontramos um restaurante com ótimas recomendações e decidimos arriscar: Chronic Tacos. A comida na realidade era bem meia boca comparada aos mexicanos aqui de Washington. Fui de taco de carnitas e o Ezio optou por um burrito. O preço é acessível mas já comi melhores.

Não é o melhor da vida, mas na hora da fome…

Logo após o almoço decidimos pegar a estrada e ir direto para o nosso hotel perto do Capitol Reef National Park na cidade de Caineville. Enfrentamos quase cinco horas de estrada e vimos pelo caminho paisagens deslumbrantes. Estrada entre montanhas, céu com arco íris. Utah nunca nos decepciona.

O caminho pode ser longo ou uma delícia… a escolha é sua 😉

Vale mencionar que nosso tipo de turismo não é agradável para muita gente. Nós curtimos por o pé na estrada e pegar ruas de terra que mal aparecem no mapa, curtimos as estradas mais curvas perto de montanhas pois essas geralmente são as que oferecem as vistas mais incríveis. Nunca nosso caminho é o mais rápido recomendado pelo Google Maps. Então fica mais uma dica caso você curta dirigir e desbravar lugares que muito provavelmente você não voltará, sempre opte pelas estradas alternativas, elas geralmente são as que escondem os cenários mais lindos.

Meu modelo favorito em algum lugar no meio do nada em Utah

Quando finalmente chegamos no nosso destino percebemos que estávamos no meio do nada, literalmente. Fomos parar em Caineville no hotel Rodeway Inn Capitol Reef. O hotel fica a trinta minutos de carro da entrada do parque, porém o preço é decente e já fica na rota de saída caso na sequência você esteja a caminho do Arches e do Canyonlands National Park. Escolhemos este hotel pela conveniência da localização.

Se você é adepto de hotéis boutique, este não é o hotel para você. Este hotel é para o viajante backpacker, que só precisa de cama e de um chuveiro quente. Não tem nada de glamour no meio do nada do Utah, o café da manhã é o padrão americano (bem ruinzinho por sinal), mas você consegue descansar para poder aproveitar longas horas de caminhada no dia seguinte. A diária custa em média U$80 e o estacionamento é grátis. Aceita animais de estimação e a internet lá é quase nula. Lembre, quanto mais próximo você estiver dos parques nacionais, menos sinal de internet você terá, este tipo de viagem é para te isolar do mundo e para curtir a natureza, não para te manter conectado.

No próximo post falo sobre o que ver e fazer no Capitol Reef National Park, até lá =0)

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Por Érica Brasilino

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Epic USA Road Trip – Parte 2

21 de janeiro de 2019

Quando decidimos viajar por seis parques nacionais americanos em novembro de 2017 (você pode ler sobre eles aqui no blog), jamais imaginamos que iríamos nos apaixonar perdidamente por este tipo de viagem. Tivemos a oportunidade de conhecer um lado dos Estados Unidos pouco divulgado lá fora, tanto que o número de brasileiros que encontramos nesses parques é muito reduzido comparados aos montes que você tromba na Times Square, e os que encontramos em sua grande maioria já moraram aqui ou tem algum parente que mora no país e conhece sobre estes parques. Me sinto na obrigação de falar sobre essa imensidão tão linda de paisagens em locais não muito visitados aqui no Tio Sam. Hoje entendo porque tantos diplomatas que eu conheço ficam emputecidos em atender 4500 pessoas por dia que solicitavam vistos para os EUA (isso em 2016 quando eu sai do consulado) e 90% delas respondiam em seus questionários que o motivo da viagem era New York ou Orlando. As vezes aparecia um filho de Deus indo para a Califórnia. Reduzir um país com paisagens deslumbrantes a apenas alguns míseros locais para conhecer é o mesmo que dizer que o Brasil se resume apenas ao Rio De Janeiro. Você ai do outro lado da tela sabe que é mentira, que o Brasil vai muito além do eixo Rio-SP.

Dito isso… hoje começo a segunda série sobre viagens épicas por locais fenomenais aqui no hemisfério norte. Dessa vez não cruzamos vários estados e focamos somente no meu estado favorito da vida: UTAH!!!!! Sim você leu certo, Utah ganhou o meu coração de uma maneira tão inexplicável que já fiz o marido prometer que iremos voltar lá assim que possível. Então nos próximos posts vocês lerão sobre a nossa última expedição ao estado mais fantástico de todos e lar do Mighty 5 (Arches, Bryce, Canyonlands, Capitol Reef e Zion). E também um pequeno detour que nos custou sete horas a mais na estrada na fronteira com o Arizona para realizar um sonho antigo: conhecer a incrível reserva Navajo de Monument Valley.

Espero que você curta ler a respeito, porque eu já estou animada de escrever sobre estes lugares incríveis e postar fotos deslumbrantes. Sinta o gostinho do que vou falar vendo o vídeo oficial do governo americano sobre o Utah e seus parques nacionais clicando aqui. Está em inglês mas as imagens…

Até o próximo post =0)

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Por Érica Brasilino

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Epic USA Road Trip – Utah – Zion National Park

09 de fevereiro de 2018

Que tal fazer trilhas incríveis em um dos parques nacionais mais bonitos dos Estados Unidos? Hoje falo sobre o Zion National Park.

Para visitar o Zion, nós escolhemos a cidade de La Verkin como nossa base. A cidade está a aproximadamente 30 minutos da entrada principal do parque e os preços eram bem mais acessíveis. Por termos feito essa viagem em dezembro o fluxo de visitantes era muito inferior ao fluxo esperado durante as férias de verão. Tanto que conseguimos acomodação no hotel de um dia para o outro. Essa road trip foi na base do vamos decidir o que fazer quando acordarmos e se gostarmos do local ficamos mais tempo nele. Se você decidir visitar os parques entre abril-setembro, é preciso começar a reservar hotéis com no mínimo 6 meses ou mais de antecedência. Em La Verkin nós ficamos no Best Western Plus Zion West. Eles oferecem café da manhã incluso no valor da diária. Nada de outro mundo não, mas dá para enganar o estômago.

Começamos o dia pelo Visitor Center e seguimos as instruções do park ranger. Por ser inverno o parque estava bem vazio, então pudemos dirigir nosso próprio carro ao invés de usar o sistema de shuttle do parque. Dirigimos por toda a extensão do Zion até o último viewpoint, o nº9 chamado Temple of Sinawava. Lá fizemos a trilha Riverside Walk que tem 3.5km. O interessante dessa trilha é que ela é acessível para portadores de deficiência motora. A caminhada é bem tranquila, a trilha é pavimentada e é ao lado do rio. Pudemos caminhar, ouvir o barulho da água, dos pássaros, observar a natureza.

Ao chegar no final da trilha, avistamos o início do caminho para a trilha mais famosa do parque The Narrows. De acordo com o parque, ela leva 8 horas para ser feita, são 15 kms de extensão e você tem que pernoitar ao chegar no final da trilha para voltar no dia seguinte. Sem contar que ela é feita em sua maior parte por dentro do rio. Se eu tivesse equipamento correto e estivesse em condições físicas, faria essa trilha com certeza, as fotos na internet são simplesmente fenomenais.

Voltamos pela trilha até o estacionamento e dirigimos até o viewpoint nº5 e decidimos fazer a trilha Lower Emerald Pool. Essa trilha tem 2km e pode ser feita em aproximadamente 1 hora. Porém nós levamos quase 2 horas pois já haviam partes da trilha que estavam com gelo, principalmente a parte onde tivemos que caminhar por baixo da cachoeira.

O visual de cima nessa parte do parque é bem bonito. O Zion tem jogos de luzes bem interessante dependendo de quando você visita ele. Tudo depende da estação do ano e como os raios solares estão incidindo dentro do parque. No geral eu achei o parque muito bonito, mas muito gelado, mesmo se comparar com o Bryce que visitamos no dia anterior numa cidade a uma hora de distância do Zion e com 18C de temperatura mais frio. Talvez no verão seja menos desconfortável a experiência pelo parque.

Vimos animais diferentes pelo parque, o que foi bem interessante. Mas seguimos as instruções das placas e admiramos eles de longe.

No geral visitar o Zion foi uma experiência bem diferente. Como tínhamos visto o Bryce e o Grand Canyon antes e ambos os parques a visão dos canyons é por cima, neste pudemos ter a visão de baixo para cima, então muitas vezes ao longo do dia nos pegamos olhando para o alto para poder ver toda a magnitude das rochas. O Zion pode ser muito frio durante o mês de dezembro e este é um parque que eu definitivamente adoraria voltar com a temperatura mais amena para poder aproveitar melhor. Mas indiferente do tempo, a beleza dele é única.

Dicas para aproveitar melhor o parque:

– A scenic drive que utilizamos para nos locomover entre os viewpoints é fechada para o público durante a primavera-verão quando o sistema de shuttle está operando. Fique atento as datas de funcionamento no site clicando aqui.

– Se você visitar o parque na alta temporada, chegue cedo para garantir um lugar no estacionamento para o seu veículo. O estacionamento já está lotado por volta das 10 da manhã. Caso chegue após este horário, o ideal é encontrar estacionamento na cidade de Springdale e de lá pegar o shuttle bus gratuito para o parque.

– Leve sempre água em abundância. Há estações para encher as garrafas de água pelo parque. Para localizar as estações use o mapa do parque que está disponível no Visitor’s Center

– Caminhe de acordo com o seu condicionamento físico. Caso não seja adepto da prática de esportes no dia a dia, de preferência para as caminhadas consideradas fácil – moderada. Na entrada das trilhas há informações vitais sobre o tamanho da trilha, tempo aproximado para realizar o percurso (ida e volta). Não faça uma trilha além do seu limite por mais que você queira muito ver algo naquele local (eu mesma queria ver a Narrows… vejo ela pelo Instagram!).

– Não alimente nenhum dos animais que encontrar pelo parque. Eles se tornam agressivos contra outros visitantes no futuro para poder roubar comida deles.

– Deposite seu lixo nos espaços designados. Não deixe rastros ou restos de comidas no meio ambiente. Preserve o parque para futuras gerações

– Sempre use o banheiro antes de começar uma trilha, mesmo que você não esteja com vontade de usar o banheiro!

– Se decidir fazer a trilha The Narrows, você é responsável por recolher os seus dejetos (fezes). Existem sacos descartáveis para este fim nas lojas dentro do parque

– Sempre faça sua trilha em fila indiana para dar espaço aos hikers (caminhantes) que vierem no sentido contrário

– Faça suas caminhadas em silêncio ou faça o mínimo de barulho possível. Seja gentil para com os outros visitantes para que eles possam apreciar a natureza

– Os visitantes que estão subindo a trilha, sempre tem a preferência. Caso seja um local estreito, deixe espaço para quem sobe passar primeiro.

 

Lembrando que o parque está aberto 365 dias do anos 24 horas por dia. Você pode obter informações sobre os valores de entrada clicando aqui.

No próximo post continuo postando sobre a nossa road trip pelos EUA. O próximo destino será Las Vegas.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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Epic USA Road Trip – Utah – Bryce Canyon National Park

06 de fevereiro de 2018

Você já pensou em fazer uma trilha no meio de formações rochosas com de mais de 2700 metros de altura? Então te apresento o Bryce Canyon National Park.

Ao chegarmos na cidade de Bryce Canyon nos hospedamos no histórico hotel Ruby’s Inn que hoje faz parte da rede Best Western. Ao mudar-se para Bryce em 1916, Reuben C. (Ruby) Syrett descobriu que ao lado do seu rancho havia um canyon com vistas espetaculares. Ele ficou tão impressionado com a beleza do local que decidiu hospedar visitantes que passavam pela cidade. Em 1928 Bryce Canyon se tornou um parque nacional e Ruby conseguiu autorização do governo para formalizar seu “tourist rest” transformando assim o seu rancho em um hotel oficialmente. O resto é história.

O complexo é simplesmente enorme e te transporta para uma daquelas cidades do século passado no meio oeste americano. É uma pena que não tenhamos passado mais tempo por lá, adoraria ter tido a oportunidade de desbravar as lojinhas locais.

Como sempre começamos nosso passeio pelo Visitor’s Center. Como já é de praxe quando visitamos um parque nacional, assistimos o filme introdutório sobre a história do parque, entendemos a geologia (por cima, claro) do local, observamos as exposições sobre os animais que podemos encontrar pelo caminho durante o dia e vou na lojinha do parque comprar meus ímãs de geladeira e carimbar o meu Travel Diary/Travel Planner com o stamp oficial do parque. Aproveitamos sempre também para usar o banheiro, eu não sou muito fã dos banheiros químicos espalhados pelos parques.

Acredito que a informação mais importante que nos foi passada pelo Park Ranger foi a que todos os 13 viewpoints do parque estão localizados do lado direito. Dito isso optamos por dirigir por todo o parque até o último viewpoint, que é também o local mais alto do parque. Fomos até o Rainbow Point e começamos a explorar por lá.

O Bryce Canyon é famoso por suas formações rochosas meio alaranjadas que em vários locais tem a formação de um anfiteatro.

Por termos visitado no inverno, o Rainbow Point foi bem sofrido de ser apreciado. Essa parte mais alta do parque ventava tanto que nem mesmo com nossa roupa pesada de frio, conseguimos ficar muito tempo apreciando a paisagem. Tinham turistas que não estavam tão preparados como nós estávamos e eles nem saíram do carro. Este dia foi o dia mais frio que pegamos na nossa viagem, pela manhã acordamos e estava -17C com sensação térmica de -27C.

De lá começamos a voltar em direção a saída do parque e íamos parando nos viewpoints. Na mesma área onde estacionamos o carro para ver o Rainbow Point, fica a entrada da trilha para o Yovimpa Point. Fique atento para não perder. Quase não vimos de tão escondidinho que é.

No Ponderosa Canyon demos de cara com  dois pássaros enormes. O mais engraçado é que eles estavam parados justamente de onde dava para ter o melhor ângulo para fotos do viewpoint. Os park rangers sempre avisam para as pessoas não alimentarem nenhum animal nos parques porque eles se tornam agressivos. Há inclusive placas pelo parque informando o valor da multa altíssima para quem for pego alimentando os animais.

Um dos viewpoints mais espetaculares é o Inspiration Point. Como o nome é quase um spoiler do que te espera, para mim é um dos mais bonitos. E fomos num dia que estava mega vazio, então eu e o meu marido nos abraçamos e ficamos ali em silêncio absorvendo toda aquela beleza e pensando como o cara lá de cima é maravilhoso (e o calor do corpo do outro também ajudava a continuar lá apreciando a vista).

O Sunset Viewpoint era o mais esperado por mim neste parque. Exatamente porque neste viewpoint esta a entrada da trilha Navajo Loop de onde é possível ver o Thor’s Hammer e a formação rochosa Wall Street. Essa foi a única trilha que fizemos no parque, mas valeu muito a pena. Foi nessa trilha que me dei conta de que o sistema de parques nacionais dos Estados Unidos é maravilhoso. E foi nessa trilha que me apaixonei por este tipo de viagem e já tenho pelo menos umas 3 viagens meio programadas na cabeça para os próximos anos por outros parques por aqui.

A Navajo Loop tem aproximadamente 2.2km de extensão e acredita-se que da para fazer ela entre 1 ou 2 horas, dependendo do seu ritmo, mas ela não é um loop no inverno. Ela é considerada uma trilha de nível intermediário. A descida é muito sossegada, o problema é a volta. Ela se torna uma subida muito íngreme. Nós não temos preparo físico nenhum e fizemos a trilha. Não foi “de boa”, mas foi o suficiente para eu decidir voltar a malhar para poder continuar fazendo este tipo de turismo no futuro.

A descida da trilha é bem sossegada, e quanto mais você desce mais interessante fica. Fiquei um pouco assustada porque afunila bastante (chega a ser claustrofóbico) e eu não me senti muito confiante/confortável em passar entre rochas com espaços mínimos entre si. Mas eu queria muito ver o que tinha do outro lado da trilha. Continuamos andando até que não parecia mais tão promissora a vista, então demos meia volta e subimos em direção ao início da trilha. Foi um sacrifício, não vou mentir. O que ajudou a subida foi a água que tínhamos conosco. É impossível fazer trilhas sem carregar água o suficiente para a ida e volta. Quando chegamos no topo da trilha vimos que tinha uma “bifurcação”, então seguimos por ela tendo como companhia do lado esquerdo o famoso Martelo do Thor. A vista é espetacular.

E do nada chegamos exatamente onde eu queria chegar, a vista que eu tinha em mente ao pesquisar sobre este parque no Instagram e no Google:

Ficamos ali do topo da trilha admirando o vazio e a imensidão do Canyon á nossa frente. Quando nos demos conta o sol já estava se pondo e as cores no anfiteatro ficaram ainda mais bonitas. Foi um pôr do sol memorável.

Como escureceu muito rapidamente não conseguimos ver mais nada pelo parque, mas o dia foi muito bem aproveitado. Saímos do Bryce Canyon e dirigimos em direção ao Zion National Parque, que será a estrela do próximo post.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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