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Um dia na Filadélfia

30 de abril de 2018

A Filadélfia é a maior cidade do estado da Pensilvânia e a segunda cidade mais populosa da costa leste americana, perdendo apenas para Nova Iorque. Uma das cidades mais importante e antiga dos Estados Unidos, vale muito a pena dedicar pelo menos um dia para passear pelas suas ruas e entender e aprender como começou a revolução que culminou com a independência americana. Se você estiver baseado em Washington D.C a viagem de carro leva aproximadamente 3 horas, mas a cidade pode ser facilmente acessada também por Nova Iorque de carro em aproximadamente 2 horas.

A Filadélfia foi palco no dia 4 de julho de 1776 do Primeiro Congresso Continental onde foi assinada a Declaração de Independência e onde o Sino da Liberdade foi tocado anunciando que o país estava finalmente livre da Inglaterra. O governo do novo país foi formado na cidade até ser transferido para a recém construída Washington D.C.

Agora que você já tem uma ideia da importância da cidade para os Estados Unidos, o que ver e fazer ao visitar a Filadélfia? No post de hoje conto para vocês o meu roteiro condensado que fiz em 7 horas de visita num dia cinza, frio e chuvoso.

Comecei o dia saindo de Washington ás 7 da manhã. Gastei aproximadamente U$16 entre os 3 pedágios que encontrei pelo caminho. Nota mental: leve dinheiro trocado. As 10 da manhã eu já estava no estacionamento do Independence Visitor Center. O estacionamento custa U$20 para o dia inteiro, porém se você chegar antes das 9 da manhã ele custa U$14 para o mesmo período. Achei o preço decente se comparado ao valor do estacionamento com Washington DC (U$25 o dia perto do National Mall). Você encontra mais informações sobre o estacionamento clicando aqui. Claro que você também pode estacionar pela cidade ou em outros locais, eu achei este o mais conveniente entre as opções. O bom de estacionar é que você fica livre para andar pela cidade e descobrir as belezas locais sem se preocupar com o carro. A Filadélfia foi eleita a 4º cidade americana mais fácil de se locomover a pé. Aproveite as ruas lindas e arborizadas para se esbaldar com a história dos EUA.

O Visitor Center é uma ótima pedida para quem não planejou a viagem com antecedência e não tem ideia do que visitar. Lá é possível pegar informações sobre todos os tours oferecidos, horários de shows, dicas de restaurantes e muito mais. Eles oferecem também banheiro, telefones, caixas 24 horas e quiosques com lembranças da cidade.

Do outro lado da rua do Visitor Center fica a President’s House, a casa onde os senhores George Washington e John Adams o primeiro e o segundo presidentes viveram e comandaram a nação enquanto as mentes mais importantes do país os ajudavam a escrever a Declaração de Independência, a Constituição Americana e a Declaração de Direitos em tradução livre. Eles viveram nessa casa com mais 9 escravos que pertenciam a George Washington e foram transferidos de sua residência oficial a Mount Vernon na Virgínia para a Filadélfia. O interessante é que estes escravos viviam e trabalhavam para os homens que pregavam que todo americano tinha o direito de ser livre, mas nem todos os americanos usufruíam dessa liberdade. Interessante e bem controverso não é mesmo? É possível ler e ouvir trechos dos diários dos escravos que estão em exibição no local falando sobre seus sentimentos e pontos de vista sobre o novo país que nascia diante dos seus olhos. Toda a informação está disponibilizada em inglês.

Anexo a casa é possível acessar o complexo onde está o Liberty Bell. Você pode não apenas ver o Sino da Liberdade que foi tocado para anunciar a liberdade dos EUA como é possível tocar numa parte do sino e ler sobre como ele foi produzido, o real significado simbólico para a nação no momento em que a declaração foi proclamada e também aprender sobre como este sino é importante para pessoas de todo o mundo que já o visitaram, desde o Papa até figuras como Nelson Mandela que tanto lutou pela liberdade em seu próprio país. Só tenha muita paciência, tirar uma foto no local não é nada fácil…

Ao sair do Liberty Bell Center logo na rua de trás está localizado o suntuoso prédio que abrigou as mentes mais brilhantes dos Estados Unidos durante o período pré e pós declaração de independência chamado de Independence Hall. No local é oferecido tours diários por park rangers (totalmente em inglês) onde eles explicam de acordo com historiadores e objetos encontrados ou doados ao longo dos anos pelos familiares dos pais da independência, como aconteceram os fatos, como cada um dos Founding Fathers pensavam, o que cada um deles deu como explicação para poderem fazer com que as 13 colônias britânicas concordassem que era a hora de serem livres. Para quem é aficionado por história como eu, o tour é uma viagem no tempo. O tour acontece em momentos específicos do dia e dependendo da época que você visitar a cidade, talvez seja necessário reservar tickets com antecedência. Você pode conseguir mais informações sobre o tour clicando aqui. No local há uma gift store do National Park Service onde você pode adquirir imãs de geladeira, calendários e mais uma infinidade de itens para o seu travel journal 🙂

Ao sair do Independence Hall encontrei com minha amiga Vanessa que estava morando na cidade e ela me levou para conhecer o Reading Terminal Market, uma espécie de Mercadão Municipal onde as pessoas vão para comprar frutas, verduras, legumes, queijos e também comer o famoso Philly Cheesesteak, sanduíche tradicional da Filadélfia. Como o dia estava muito frio e chuvoso o mercado estava lotado, porém conseguimos uma mesa no único local que vendia cerveja por lá o Molly Malloy’s. Colocamos o papo em dia bebendo uma cervejinha estupidamente gelada. O sanduíche era tão grande que nós compartilhamos um e saímos de lá satisfeitas. Aproveitei também para comprar chocolates artesanais no quiosque da Mueller Chocolate Co. Eles são a loja mais conhecida de chocolates da Filadélfia por vender chocolates em formatos excêntricos. É possível comer um pé de chocolate por exemplo. Alguns chocolates eu confesso que achei de mal gosto… só que o sabor… delicioso.

Como a chuva deu uma trégua fui visitar a rua mais antiga dos EUA: Elfreth’s Alley. As casas foram construídas entre 1728 e 1836 e hoje é tombada como patrimônio nacional americano. A rua é linda e bucólica, porém não tem onde estacionar nas redondezas. Todas as vagas são praticamente designadas para moradores locais com licença afixada no carro. Como eu já tinha tirado o carro do estacionamento do Visitor Center, tive de dar a volta e ver a rua de dentro do meu carro. A dica aqui é não usar o próprio carro pela cidade, mas sim usufruir se possível do sistema do Big Bus para poder descer e subir onde quiser com mais liberdade. Você pode clicar aqui para mais informações sobre os valores do ônibus turístico e seus pontos de parada.

Perto da Elfreth’s Alley está localizada a casa da senhora Betsy Ross, onde foi produzida a primeira bandeira norte americana. Também tombada como patrimônio americano, é possível fazer um tour guiado e ver uma das casas mais famosas da história do país. Como eu não tinha onde estacionar, parei o carro do outro lado da rua e fotografei pelo lado de fora, mas fiquei muito chateada porque eu sabia que tinha uma exibição lá dentro. Ficou como promessa para um retorno a Filadélfia.

Para finalizar o dia passei pelo Philadelphia Museum of Art que ficou extremamente famoso no filme de 1976 Rocky. Logo ao lado do museu há uma escultura em tamanho real do Sylvester Stallone caracterizado como o personagem. Mas o mais engraçado mesmo foi ver várias pessoas fazendo vídeos subindo as escadas correndo ao som da música icônica do filme. Eles chegavam ao topo das escadas mortos, porque vamos combinar que o Stallone estava em ótima condição física durante as filmagens.

Enfim foi um dia muito produtivo, vi mais do que eu esperava pela cidade, claro que preciso voltar com tempo para poder absorver melhor outros detalhes como o prédio da prefeitura que é lindíssimo ou a cadeia local que é famosa por ter sido o lar de vários criminosos famosos no passado. Se você visitar a Filadélfia aconselho que passe pelo menos uma noite por lá para poder ter tempo de ver mais do que eu vi.

E você, conhece a Filadélfia? Qual parte da cidade eu não fui que devo ir da próxima vez? Não conhece e tem dúvidas? Deixa mensagem pra mim nos comentários abaixo,

 

Até o próximo post =0)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks Califórnia EUA Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Yosemite National Park

10 de abril de 2018

Uma das últimas paradas da nossa road trip pelos Estados Unidos em dezembro foi o Yosemite National Park. Este era um dos únicos lugares da minha lista que era parada obrigatória. O parque não desapontou e após essa visita entendi porque ele é um dos queridinhos dos americanos. No post de hoje explico sobre como visitar, onde se hospedar e o que fazer num dos parques mais lindos que já visitei por aqui.

A noite anterior nós já havíamos pernoitado pela região e escolhemos o Gunn House Historical Hotel na cidade de Sonora. O hotel em si se mistura com a história da cidade e tem uma sala de café da manhã incrível. Impossível não ser transportado para o século passado ao tomar uma xícara de chá num prédio construído com pedras. Se você tiver tempo, vale gastar umas 2 horas andando por Sonora. Uma das inúmeras cidades que nasceram por conta da corrida do ouro americana, eles tem inclusive um museu que fala sobre a Gold Rush.

Entramos no parque pelo lado oeste, pela rodovia 140. A estrada tem um visual de cair o queixo e já é uma viagem a parte. O motorista infelizmente não consegue apreciar muito a paisagem uma vez que a estrada é bem estreita em alguns trechos é cheia de curvas. Mas os passageiros se esbaldam com a beleza da região. Aconselho que você faça o download um mapa off-line ou use mapa de papel, pois o celular já começa a ficar intermitente nessa área. Sinal de wifi pelo parque é grátis para quem se hospedar lá dentro ou se você decidir pagar o pacote de dados por dia. Então não é possível depender única e exclusivamente dele.

Outro fator importantíssimo para visitar o Yosemite é ficar de olho na previsão do tempo, especialmente se você visitar o parque no inverno (nosso caso). Nós não sabíamos se conseguiríamos porque a previsão era de neve. Tanto que a rodovia de acesso mais bonita do parque (Tioga Pass) já estava fechada e não conseguimos nem chegar perto dela. Como visitamos Mammoth Lakes e o Lake Tahoe, estávamos do lado leste do Yosemite e tivemos de dar uma volta enorme para entrar pelo lado oeste do parque por conta do fechamento da região. Pesquise as condições da estrada se você pretende visitar o parque entre novembro-março. Verifique inclusive o Twitter oficial do Parque e do departamento de estradas da Califórnia que atualizam a conta deles diariamente com informações importantes para os turistas.

Quanto mais próximo do parque menos opções para abastecer o carro e quando finalmente encontrar um posto o preço será mais alto (em torno de U$4 o gallon), fique atento.

Ao entrarmos no parque já demos de cara com um mirante que só podia ser traduzido como WOW, o Big Crane Flat. Confesso que me emocionei em ver ao vivo o Half Dome e o El Captain logo assim na entrada do parque. Mesmo enfrentando um vento congelante e um sol mentiroso, a beleza do Yosemite antes mesmo de chegar ao Visitor’s Center e o Yosemite Valley já me deixou extasiada.

Como essa viagem foi no estilo “decidimos o que fazer ao chegarmos no local”, percebemos no caminho entre Sonoma e o parque que chegar até o Village levaria muito tempo (algo em torno de 2 horas pelo menos) e que deveríamos pernoitar por lá. Não sabíamos porém, se conseguiríamos uma vez que os hotéis lá dentro esgotam as reservas com meses e meses de antecedência. Por sorte descobrimos que ainda tinham algumas vagas no Yosemite Valley Lodge e conseguimos reservar um quarto para uma noite. Quando for ao Yosemite JAMAIS faça isso, principalmente se for entre a primavera-verão. Este é um dos parques considerados premier nos EUA e a procura por ele é insana. Só conseguimos uma vaga por ser inverno e antes do Natal, fomos informados pela recepcionista do Lodge que em qualquer outra época do ano isso é impossível.

O Lodge é um dos hotéis mais em conta dentro do parque (mais barato ainda seria acampar no parque). Pagamos U$190 por uma noite num quarto com duas camas, mini-cozinha, banheiro e uma varanda.

Para passear pelo parque você pode tanto dirigir seu próprio carro ou você pode utilizar o sistema de ônibus que deixa você nas principais paradas. Logo após fazer o check in no Lodge meu marido optou por dar uma volta de ônibus para se familiarizar com o sistema e saber exatamente onde iríamos no dia seguinte.

Para comer o parque oferece algumas opções para quem não estiver num motor home e não for cozinhar a própria comida. Nós utilizamos o Mountain Room que ficava no nosso hotel. Comida simples estilo cafeteria com bandejão. Não é nada de outro mundo, apenas cumpre o que promete. Dentro do parque também há um supermercado (sim!!!). O Village Store tem desde comida até itens mais finos como tem também opções para presentes. Adorei passar um tempinho lá dentro escolhendo meus souvenires de viagem.

Se você estiver viajando on the budget, aconselho levar sua própria comida. O Yosemite Park se mostrou um local bem caro para um parque nacional. Inclusive este foi um dos parques mais caros que visitamos nesta viagem. Lembre de que o Yosemite é lar de vários ursos e animais selvagens, então siga as orientações de segurança e nunca deixe comida no carro ou fácil acesso para animais. Existem várias maneiras de manter sua alimentação segura em parques nacionais e vou falar sobre isso em outro post.

 

E o que fizemos por lá afinal?

Nossa visita foi condensada, passamos uma tarde inteira, uma noite e um dia inteiro por lá. Tenho plena consciência de que não vimos metade do que deveríamos e sabemos que vamos voltar para explorar numa outra estação com temperaturas mais amenas. Mas para quem foi em pleno inverno nós até que fizemos muita coisa:

 

– Ranger Talk

Participamos de uma palestra de uma hora com um professor de botânica dentro do parque. Ele nos deu uma explicação bem interessante sobre as árvores e plantas encontradas na região como os tipos de animais que essas plantas atraem. Foi bem bacana, porém é super boring para crianças (lembrando que a palestra claro é totalmente em inglês). Para informações sobre a programação cultural do parque clique aqui

 

– Starry Skies Walking

Este foi o ponto alto do nosso primeiro dia no parque (fora ter entrado pela Big Crane Flat e ter se maravilhado com a vista). Essa caminhada noturna durou aproximadamente 90 minutos e uma park ranger contou lendas indígenas sobre a criação dos céus dessa região dos Estados Unidos. Quer ainda mais magia? Foi a noite que aconteceu uma das maiores chuvas de meteoros da atualidade. Foi simplesmente um espetáculo a parte. Não apenas as histórias contadas pela ranger eram incríveis mas o céu do Yosemite é lindissimo. Como não tem luzes de nenhuma cidade muito próxima, é possível ver praticamente tudo sem a ajuda de telescópios. Caso você decida pernoitar dentro do parque, aconselho veementemente a fazer estou tour. Pagamos U$10 cada um. Informações neste link aqui.

 

– Lower Falls Trail

No segundo dia aproveitamos para fazer a trilha da Yosemite Falls. A cachoeira é linda. Ouvimos de um outro visitante frequente que a visão das águas é ainda mais impressionante após o inverno quando todo o gelo e neve começam a derreter e enchem os rios do parque. Deve ser realmente incrível uma vez que o parque neste momento está semi-fechado por conta de risco de inundação. Que loucura!

 

 

– The Majestic Hotel

Fizemos uma visita guiada ao Majestic Hotel que foi construído em 1927 dentro do parque. A diária do hotel é de apenas U$530 dólares por noite (leia com ironia por favor). O local é fenomenal, desde a arquitetura como a decoração rústica. Vários presidentes e chefes de estado já passaram pelo hotel ao longo dos anos e nas semanas que antecedem o Natal eles oferecem um jantar de gala chamado Bracebridge que é inspirado em banquetes medievais. Custa U$400 por pessoa e são servidos 7 pratos desde entrada até o cafezinho final. Durante o jantar de gala há encenação com atores sobre os costumes de época. Caso tenha interesse você pode encontrar mais informações aqui.

 

– Mirror Lake Trail

Considerada uma trilha fácil, passamos aproximadamente 2 horas praticando essa atividade. A caminhada em si não é difícil, mas o terreno não é convidativo para pessoas com mobilidade reduzida. Como visitamos no inverno o lago não estava cheio então o “espelho” que é esperado nessa região não estava tão visível. Valeu pela caminhada com o meu marido e as palhaçadas que contávamos um ao outro no caminho.

 

– Tunnel View

Quando achávamos que o Yosemite não tinha mais nada para nos surpreender… eis que na saída do parque demos de cara com o mirante mais belo de todos. O Tunnel View é sem dúvidas o local mais espetacular que vimos nessa viagem. Finalizar a nossa visita ali foi mágico. Ficamos abraçados apreciando aquela vista espetacular. Prometemos voltar lá um dia.

 

Voce pode obter mais informações sobre o que ver e fazer no Yosemite acessando a página principal do parque. Caso visite a Califórnia, inclua este parque no seu roteiro. O Yosemite é um dos locais mais lindos que já visitei nos Estados Unidos e com certeza quero voltar para explorar ainda mais este local tão exuberante.

 

Até o próximo post  =)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks EUA Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Bryce Canyon National Park

06 de fevereiro de 2018

Você já pensou em fazer uma trilha no meio de formações rochosas com de mais de 2700 metros de altura? Então te apresento o Bryce Canyon National Park.

Ao chegarmos na cidade de Bryce Canyon nos hospedamos no histórico hotel Ruby’s Inn que hoje faz parte da rede Best Western. Ao mudar-se para Bryce em 1916, Reuben C. (Ruby) Syrett descobriu que ao lado do seu rancho havia um canyon com vistas espetaculares. Ele ficou tão impressionado com a beleza do local que decidiu hospedar visitantes que passavam pela cidade. Em 1928 Bryce Canyon se tornou um parque nacional e Ruby conseguiu autorização do governo para formalizar seu “tourist rest” transformando assim o seu rancho em um hotel oficialmente. O resto é história.

O complexo é simplesmente enorme e te transporta para uma daquelas cidades do século passado no meio oeste americano. É uma pena que não tenhamos passado mais tempo por lá, adoraria ter tido a oportunidade de desbravar as lojinhas locais.

Como sempre começamos nosso passeio pelo Visitor’s Center. Como já é de praxe quando visitamos um parque nacional, assistimos o filme introdutório sobre a história do parque, entendemos a geologia (por cima, claro) do local, observamos as exposições sobre os animais que podemos encontrar pelo caminho durante o dia e vou na lojinha do parque comprar meus ímãs de geladeira e carimbar o meu Travel Diary/Travel Planner com o stamp oficial do parque. Aproveitamos sempre também para usar o banheiro, eu não sou muito fã dos banheiros químicos espalhados pelos parques.

Acredito que a informação mais importante que nos foi passada pelo Park Ranger foi a que todos os 13 viewpoints do parque estão localizados do lado direito. Dito isso optamos por dirigir por todo o parque até o último viewpoint, que é também o local mais alto do parque. Fomos até o Rainbow Point e começamos a explorar por lá.

O Bryce Canyon é famoso por suas formações rochosas meio alaranjadas que em vários locais tem a formação de um anfiteatro.

Por termos visitado no inverno, o Rainbow Point foi bem sofrido de ser apreciado. Essa parte mais alta do parque ventava tanto que nem mesmo com nossa roupa pesada de frio, conseguimos ficar muito tempo apreciando a paisagem. Tinham turistas que não estavam tão preparados como nós estávamos e eles nem saíram do carro. Este dia foi o dia mais frio que pegamos na nossa viagem, pela manhã acordamos e estava -17C com sensação térmica de -27C.

De lá começamos a voltar em direção a saída do parque e íamos parando nos viewpoints. Na mesma área onde estacionamos o carro para ver o Rainbow Point, fica a entrada da trilha para o Yovimpa Point. Fique atento para não perder. Quase não vimos de tão escondidinho que é.

No Ponderosa Canyon demos de cara com  dois pássaros enormes. O mais engraçado é que eles estavam parados justamente de onde dava para ter o melhor ângulo para fotos do viewpoint. Os park rangers sempre avisam para as pessoas não alimentarem nenhum animal nos parques porque eles se tornam agressivos. Há inclusive placas pelo parque informando o valor da multa altíssima para quem for pego alimentando os animais.

Um dos viewpoints mais espetaculares é o Inspiration Point. Como o nome é quase um spoiler do que te espera, para mim é um dos mais bonitos. E fomos num dia que estava mega vazio, então eu e o meu marido nos abraçamos e ficamos ali em silêncio absorvendo toda aquela beleza e pensando como o cara lá de cima é maravilhoso (e o calor do corpo do outro também ajudava a continuar lá apreciando a vista).

O Sunset Viewpoint era o mais esperado por mim neste parque. Exatamente porque neste viewpoint esta a entrada da trilha Navajo Loop de onde é possível ver o Thor’s Hammer e a formação rochosa Wall Street. Essa foi a única trilha que fizemos no parque, mas valeu muito a pena. Foi nessa trilha que me dei conta de que o sistema de parques nacionais dos Estados Unidos é maravilhoso. E foi nessa trilha que me apaixonei por este tipo de viagem e já tenho pelo menos umas 3 viagens meio programadas na cabeça para os próximos anos por outros parques por aqui.

A Navajo Loop tem aproximadamente 2.2km de extensão e acredita-se que da para fazer ela entre 1 ou 2 horas, dependendo do seu ritmo, mas ela não é um loop no inverno. Ela é considerada uma trilha de nível intermediário. A descida é muito sossegada, o problema é a volta. Ela se torna uma subida muito íngreme. Nós não temos preparo físico nenhum e fizemos a trilha. Não foi “de boa”, mas foi o suficiente para eu decidir voltar a malhar para poder continuar fazendo este tipo de turismo no futuro.

A descida da trilha é bem sossegada, e quanto mais você desce mais interessante fica. Fiquei um pouco assustada porque afunila bastante (chega a ser claustrofóbico) e eu não me senti muito confiante/confortável em passar entre rochas com espaços mínimos entre si. Mas eu queria muito ver o que tinha do outro lado da trilha. Continuamos andando até que não parecia mais tão promissora a vista, então demos meia volta e subimos em direção ao início da trilha. Foi um sacrifício, não vou mentir. O que ajudou a subida foi a água que tínhamos conosco. É impossível fazer trilhas sem carregar água o suficiente para a ida e volta. Quando chegamos no topo da trilha vimos que tinha uma “bifurcação”, então seguimos por ela tendo como companhia do lado esquerdo o famoso Martelo do Thor. A vista é espetacular.

E do nada chegamos exatamente onde eu queria chegar, a vista que eu tinha em mente ao pesquisar sobre este parque no Instagram e no Google:

Ficamos ali do topo da trilha admirando o vazio e a imensidão do Canyon á nossa frente. Quando nos demos conta o sol já estava se pondo e as cores no anfiteatro ficaram ainda mais bonitas. Foi um pôr do sol memorável.

Como escureceu muito rapidamente não conseguimos ver mais nada pelo parque, mas o dia foi muito bem aproveitado. Saímos do Bryce Canyon e dirigimos em direção ao Zion National Parque, que será a estrela do próximo post.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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Califórnia EUA Nevada Viagens

Epic USA Road Trip – Nevada – Primm e Las Vegas

23 de janeiro de 2018

Primm é uma cidade localizada exatamente na fronteira entre os estados da Califórnia e Nevada. A economia da cidade é totalmente baseada nos três cassinos que lá estão instalados. A cidade é uma “última” oportunidade para turistas que estão saindo do estado de Nevada fazerem suas apostas.

Quando saímos do Mojave National Preserve a ideia era dormir em Las Vegas. Porém estávamos completamente podres de cansados. Então decidimos pernoitar em Primm. Dentre as pouquíssimas opções que tínhamos nos arredores, escolhemos o Whiskey Pete’s Hotel & Casino. Ficamos completamente surpresos com o local. Os quartos acabaram de ser renovados e além de serem enormes estavam bem limpos. Talvez por não ter um fluxo de clientes tão grande quanto outros lugares, seja mais fácil manter o hotel decente.

Para nossa surpresa, no lobby do resort tem uma exposição sobre a morte de Bonnie e Clyde e por incrível que possa parecer, no meio do nada no deserto de Nevada está localizado o carro que foi completamente destruído no dia em que o casal de ladrões mais famoso dos EUA foi assassinado. Também na exposição é possível ver a camisa que Clyde estava usando no dia em que foi assassinado. Os objetos são expostos com cartas que atestam sua veracidade. Não sabíamos sobre essa exposição e quando nos deparamos com os artefatos, claro que pesquisamos no Google a respeito, e para nossa surpresa e espanto, estava lá, tudo devidamente comprovado. Uma daquelas surpresas de viagem não planejadas (obrigada universo). Caso queira mais informações sobre o carro e a exposição clique aqui.

Dentro do resort há um Ihop (famosa rede de café da manhã americano). Quando chegamos por volta de 10 da manhã o restaurante estava vazio, mas ao sairmos mais ou menos às 11:30 o local estava completamente lotado. Como Primm fica no meio do nada, muitos caminhoneiros também param nessa cidade para fazer uma refeição.

Se você estiver numa road trip e passar por Primm e estiver muito cansado para seguir viagem, eu aconselho você a pernoitar por lá. Fora os três cassinos, não espere mais nada da cidade. Entretenimento por lá é bem escasso.

Ao sairmos de Primm passamos rapidamente por Las Vegas. Não estava nos nossos planos parar na cidade pois queríamos seguir direto para o Grand Canyon no estado vizinho. Mas sabe como é.… da rodovia vimos os cassinos grandiosos de longe… então acabamos entrando na cidade. Demos uma volta pela Las Vegas Strip e paramos para almoçar num fast food da vida. Não queríamos perder muito tempo então decidimos que na volta passaríamos uma noite por lá. Nós já visitamos Las Vegas em 2013, então não era o nosso foco visitar a cidade nessa viagem.

No próximo post, vou falar sobre nossa próxima parada, o Parque Nacional do Grand Canyon no estado vizinho do Arizona.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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American National Parks Califórnia EUA Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Pioneertown, Joshua Tree National Park e Mojave National Preserve

19 de janeiro de 2018

Após levar 5 horas para conseguir sair de Los Angeles (não estou exagerando), chegamos na cidade de Yucca Valley. Decidimos pernoitar nessa área pois queríamos visitar Pioneertown e o Joshua Tree National Park. Nos hospedamos no Motel 8 – Yucca Valley. O hotel é péssimo e não recomendamos para ninguém. O cheiro de mofo no quarto era horrendo e o café da manhã que eles anunciam na internet é uma piada. Lição aprendida nessa viagem: nem sempre um hotel com nota 8 no Booking será uma boa escolha. Por sorte a cidade tem um Denny’s e acabamos tomando café da manhã por lá. Como a cidade fica literalmente no meio do nada, não esperávamos nada 5 estrelas pela região. Quando você faz uma road trip pelos parques nacionais, deve estar preparado tanto para pagar muito dinheiro em hotéis de categoria superior ou tentar a sorte num hotel comum fora dos parques e passar raiva.

Começamos nosso dia subindo até Pioneertown. A cidade foi construída na década de 40 por figurões de Hollywood para servir como set de filmagens sobre o velho oeste. Em 2006 parte da cidade foi destruída por um incêndio na região, porém os bombeiros conseguiram salvar pelo menos a avenida principal da cidade onde você pode ver um saloon, estábulo, banco e casa de banho. Fomos até lá por pura curiosidade mesmo, não tem quase nada para fazer por lá. Porém para quem curte fotografia, a locação é incrível.

Em seguida fomos diretamente para o Joshua Tree National Park. Eu nunca tinha ouvido falar sobre este parque na vida, até ler o guia da Lonely Planet sobre os Parques Nacionais dos EUA. O parque é famoso por suas formações rochosas e por suas Joshua Trees (arvores de Josué) no meio do deserto. A maioria dos frequentadores deste parque, são escaladores (amadores ou profissionais), uma vez que o local possui as formações rochosas mais interessantes da Califórnia. O peak season para visitar o Joshua Tree é justamente no inverno americano, como o parque está localizado no deserto, é quase impossível praticar esportes por lá no alto verão.

Acessamos o Joshua Tree pela entrada localizada na 6554 Park Blvd. No Visitor Center é possível conversar com Park Rangers e descobrir a programação do dia, pegar mapas atualizados com as rotas abertas/fechadas para trilhas, tem também banheiros, exposição informativa sobre a geologia, fauna e flora do parque, entre outras informações. Nos visitor centers também é possível encontrar uma gift store com itens que são vendidos para manter o parque como calendários, ímãs de geladeira, livros, fotos, cartões postais, bichos de pelúcia e vários outros itens. Se visitar os parques nacionais, principalmente os menos famosos como o Joshua Tree, PLEASE, compre qualquer coisa por lá. O atual governo não destina muito dinheiro para o National Park Service e estes parques vivem única e exclusivamente das taxas de entrada pagas pelos turistas e os itens vendidos nas lojinhas.

O parque é aberto 24 horas por dia, porém algumas áreas são fechadas ao público por segurança durante a noite. Durante a nossa visita a temperatura máxima chegou aos 18C, no fim do dia, a temperatura tinha caído muito e estava por volta dos 2C.

Como a temperatura na área do deserto pode variar muito de um minuto para o outro, o parque indica o site do National Weather Service forecast for Joshua Tree National Park para que os visitantes monitorem o tempo. Não deixe de levar essa informação a sério e se prepare para quedas bruscas de temperatura se visitar no inverno. Outro item fundamental para visitar este parque é estar atento a sua segurança, o deserto é lindíssimo, mas pode ser extremamente perigoso se você não estiver preparado. Entre outras dicas, as principais de acordo com o próprio parque são:

– Não há serviço de internet ou celular dentro do parque

– Se for passar o dia dirigindo no parque, mantenha um estoque de pelo menos 4 litros de agua por pessoa, se for fazer trilhas ou escalar as pedras, dobre a quantidade por pessoa.

– Evite atividades extremas durante os dias de verão ou de calor intenso

– Proteja-se do sol usando óculos escuros, chapéu, protetor solar e labial

Dentro do parque há banheiros químicos em algumas áreas, lembre de usar sempre que ver um destes banheiros. Não há restaurantes ou hotéis dentro do parque. Caso você decida acampar, lembre que você deve ter com você tudo o que é necessário para a sua sobrevivência. Nós optamos por passar o dia dirigindo dentro do parque nas rotas asfaltadas. Levamos conosco muitas barras de cereal, snacks, chocolates, água, Gatorade e outros snacks.

Fizemos apenas uma trilha, a Hidden Valley Nature Trail. Depois de uns 40 minutos caminhando, sentimos que perdemos a trilha, e antes de entrar em pânico decidimos voltar. Talvez se fosse em outro lugar, nós não teríamos ficado com medo, mas o fato de estarmos no meio do deserto realmente nos assustou.

Após voltarmos em segurança para o nosso carro, dirigimos até o pico chamado Keys View que é um dos picos mais famosos por lá. Do lado direito do mirante é possível avistar a cidade de Palm Springs. A cidade é famosa por ter a maior quantidade de resorts e spas numa única cidade americana por metro quadrado. Os ricos e famosos de Hollywood adoram passar alguns finais de semana por lá cuidando do corpo e da mente. Já do lado esquerdo do mirante é possível ver Coachella. Sim a própria, a cidade que é famosa por conta de um dos maiores festivais de musica do mundo. E olhando mais ao longe, é possível num dia claro e sem neblina ver o México!!!

O Joshua Tree é um parque muito interessante, foi bem rica a experiência de visitar um parque praticamente no deserto. Eu não passaria mais do que dois dias por lá, acho que um dia inteiro é o suficiente caso você não tenha interesse em escalar diferentes pontos pelo local. O que mais me desanimou em explorar a região por mais de um dia foi a escassez de hotéis decentes. Caso você tenha visitado a área e saiba de uma acomodação melhor, por favor compartilhe comigo.

Ao sairmos do Joshua Tree, pegamos a estrada por dentro da Mojave National Preserve. A intenção era vermos a Kelso Dunes e a formação rochosa Hole in the Wall. Não contávamos que a reserva fosse TÃO grande e não tivesse praticamente NENHUM lugar para comer, dormir ou ir ao banheiro. Nos demos conta disso muito tarde. Só percebemos que seria uma furada tentar ver estes dois pontos turísticos quando eu precisei ir ao banheiro desesperadamente e tive de fazer xixi no deserto. Sim… justo eu, libriana e fina… fazendo xixi no meio do deserto. O meu medo de ser atacada por uma cobra ou um coiote quase me fez chorar. Infelizmente tivemos que seguir viagem para poder achar algum lugar para passar a noite. Porém fomos agraciados com um por do sol deslumbrante.

Nós não tínhamos noção de que a reserva fosse tão espetacular. Quando começamos a pesquisar sobre a nossa rota, pensávamos em parar por duas horas apenas. É uma pena porque descobrimos que é um local com uma beleza única e não muito divulgado. Porém agora temos em mente a idéia de quando meu marido se aposentar, alugaremos um RV e desbravaremos sem pressa essa região da Califórnia.

No final do dia estávamos tão exaustos que não conseguimos chegar a Las Vegas. Cruzamos a fronteira do estado e pernoitamos em Primm.

No próximo post conto para vocês sobre Primm, uma cidade no meio do nada.

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Por Érica Brasilino

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American National Parks EUA O que fazer em Washington DC Viagens Washington

Manassas National Battlefield Park e Winery at Bull Run

31 de outubro de 2017

Aproveitei a visita da minha amiga de São Paulo, Cyntia e fui fazer um passeio que eu vinha querendo desde a primeira vez que moramos em D.C e nunca fizemos. Ver um dos campos de batalha da Guerra Civil Americana aqui na cidade vizinha de Manassas.

O local que foi o campo de duas grandes batalhas em 1861, é mantido pelo National Park Service e recebe anualmente 900 mil visitantes. Não é nada comparado aos 15 milhões de visitantes que Washington recebe. Porém é um passeio bem interessante se você vier para DC e ficar mais de uma semana por aqui.

O campo de batalha é enorme e você tem de vir preparado para caminhar muito. Se for alto verão, aconselho repelente uma vez que as trilhas são no meio do verde, entre rios e/ou campos abertos.

É um passeio para quem curte andar no meio da natureza e apreciar paisagens bucólicas. O local é muito utilizado por fotógrafos para ensaios de casamento, noivado, fotos familiares e afins. Tenha paciência ao caminhar pelas trilhas uma vez que várias sessões podem estar em andamento no dia que você visitar. No centro de visitantes tem uma exibição com armas, uniformes e curiosidades sobre as batalhas, tem artefatos de época e também é possível assistir um filme sobre as batalhas que ocorreram em Manassas, quando o Sul lutou contra o Norte numa das batalhas mais sangrentas da história americana. O parque está aberto diariamente das 8:30 as 17:00 e fecha apenas nos feriados de Ação de Graças e Natal.

Após visitar o Battlefield eu indico uma visita para descansar e apreciar a vista e um ótimo vinho na Vinícola Bull Run que fica exatamente ao lado da entrada do estacionamento do campo de batalhas. A vinícola foi descoberta por acaso… eu e as meninas (minha amiga Vanessa que mora aqui e a Cyntia) estávamos falando mais do que devíamos no carro e eu errei a entrada para o Battlefield. Foi um achado… acabamos descobrindo essa vinícola sem querer e nos apaixonamos pelo local. Gente bonita, ambiente familiar (tinha uma galera solteira também se essa for a sua pegada). Como eu não sou muito fã de vinhos eu tomei sangria, mas as meninas adoraram o vinho local. A vinícola pode ser visitada para piqueniques, mas não aceita bebidas de fora. Se você não levar nada para comer, não se preocupe, pois, é possível comprar uma variedade de pães, patês e queijos no bar na área interna.

 

Manassas National Battlefield Park

Aberto todos os dias das 9am as 5pm, entrada gratuita

 

The Winery at Bull Run

Aberta de Sábado a Quarta das 11am as 7pm – Quintas e Sextas das 11am as 10pm, entrada gratuita, bolsas sujeitas a checagem de segurança

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EUA New York Viagens

Nova Iorque além dos clichês – Parte II

27 de outubro de 2017

Continuando o post anterior, hoje falo sobre outras atrações de NYC que valem a pena serem visitadas, caso você tenha tempo. Hoje o foco será Midtown Manhattan.

 

Penn Station

 

Principal ligação de trens, metrô e ônibus de NYC, essa estação recebe cerca de 600 mil pessoas por dia. Se passar por lá não deixe de dar uma espiada na Pennsy, uma espécie de mercadão na estação que serve comida japonesa, tailândesa, indiana entre outras. Se comer por lá, eu recomendo o SabiSushi.

 

Macy’s Herald Square

 

Carro chefe da loja de departamentos Macy’s, a unidade localizada em NYC é a maior loja de departamento do mundo com 205 mil metros quadrados. A loja também é famosa por ter as vitrines de Natal mais bonita dos EUA. Recomendo subir ao último andar e ir descendo quando for fazer compras por lá, do contrário, na metade do segundo andar você já estará cansado.

 

New York Public Library

Segunda maior biblioteca pública dos EUA (perde apenas para a Library of Congress aqui em Washington), essa biblioteca é casa de 53 milhões de artigos entre livros, revistas, jornais, periódicos e afins. Mesmo que você não tenha nada para pesquisar, vale a pena ver este prédio histórico.

 

Grand Central Terminal

Um dos pontos turísticos mais visitados do mundo (cerca de 22 milhões de pessoas passaram por lá em 2013), esta estação serve para conectar a ilha de Manhattan a algumas outras partes de NY fora da ilha e também ao estado de Connecticut. Lindíssima por dentro e por fora.

 

Chrysler Building

Na minha opinião este é o prédio mais lindo de NYC. O Chrysler Building hoje é o 5º prédio mais alto da cidade. Com a sua arquitetura Art Deco, já foi ganhador de inúmeros prêmios na categoria. Também já serviu de set de filmagem para vários filmes, inclusive o Homens de Preto 3. Não há nenhum tour no interior do prédio disponível para turistas.

 

Hard Rock Café

 

Mais do mesmo… Rede de Fast Food presente em grandes capitais do mundo. Eu tenho mania de visitar em todas as cidades que viajamos, porém esta acabou passando batido. Fica como um pretexto para voltar a NYC.

 

Times Square

Ou se você preferir… a 25 de Março de NYC. É uma zona generalizada por todos os lados. Os letreiros coloridos, os telões, a multidão de gente de todas as partes do mundo, os táxis amarelos, os ônibus de turismo… difícil não ficar boquiaberto no meio dessa loucura. Geralmente compro um café e sento na escadaria e fico olhando o mar de gente transitando sem fim. Já vi desde casais de brasileiros quebrando o maior pau em alto e bom som até noivas parando o trânsito com a ajuda de policiais para fotos de casamento. Entretenimento para quem não tem fobia de lugares cheios.

 

M&Ms World

Um mundo de chocolate e souvenires em uma loja super bem localizada no meio do burburinho da Times Square. Mas vá preparado… impossível sair de lá sem deixar no mínimo U$20.

 

TKTS Times Square

Bilheteria oficial da TKTS, responsável por vender ingressos para os shows da Broadway com até 50% de desconto. Vale lembrar que não comercializa todos os shows (Wicked e o famoso Book of Mormon não são vendidos lá). Abre todos os dias as 3:00pm e vende tíquetes apenas para o mesmo dia. Conversando com locais, soube que são comercializadas as sobras de ingressos para os espetáculos do dia que não foram vendidos nos sites oficiais dos teatros. Pode acontecer de terem disponíveis lugares ruins ou assentos separados. Claro que é possível ótimos achados também, mas vá ciente das possibilidades.

 

Hope/Love Sculpture

 

Esculturas com as palavras Hope (Esperança) e Love (Amor), bem bonitinhas, ótimas para fotos.

 

Radio City Music Hall

 

Casa de espetáculos aberta em 1932, além de receber eventos musicais, recebe anualmente o MTV Video Music Awards. Faz parte do complexo do Rockefeller Center.

 

Rockefeller Center

Complexo com 19 prédios, é uma das atrações turísticas mais visitadas de NYC. Porém a atração é ainda mais procurada no inverno, quando o restaurante na Plaza dá espaço a pista de patinação no gelo e a árvore de Natal mais procurada da cidade. Também é a sede da rede de televisão NBC e onde são gravados os episódios do humorístico Saturday Night Live. É possível visitar o Top of the Rock, um dos rooftop views da cidade. Ainda não subi neste mirante, mas esta na minha lista para a próxima visita a cidade.

 

St Patrick’s Cathedral

Igreja católica no estilo Neogótico, datada de 1878. Situada na famosa 5º Avenida, do outro lado da rua do Rockfeller Center, a igreja está aberta a visitações. Abre as 10 da manhã.

 

 

 

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América EUA Quando Viajar Viagens Washington

Quando viajar para Washington D.C?

06 de junho de 2016

Além da acomodação, transporte e orçamento disponível para as férias , muitas vezes não pensamos no essencial para se ter uma ótima viagem: Qual época visitar o destino escolhido?

Muitas vezes nos preocupamos apenas quando a empresa pode nos liberar para curtir a tão sonhada e merecida férias. So que devemos nos preocupar em pesquisar se o destino será o ideal para quando podemos viajar.

Se você escolheu Washington D.C como seu destino, você deve levar alguns itens em consideração para definir a melhor época para visitar essa cidade incrível.

Inverno Americano – Dezembro a Março

Cheguei em DC no dia 3 de janeiro ou seja 3 semanas após o início do inverno. Posso falar com propriedade. É muito frio para o nosso padrão brasileiro. O que mais pode incomodar aqui em DC na verdade é o vento. A ventania na cidade é apavorante. Às vezes eu tinha medo do vento me levar. As temperaturas chegam aos -17C facilmente. Os dias são de um cinza interminável. Porém raramente chove. E quando chove claro que a chuva se torna neve pois está abaixo de zero. Se você tiver roupa adequada para enfrentar o inverno, isso não é um problema. Eu sai para todos os cantos da cidade durante estes 3 meses de inverno e confesso que prefiro a cidade para turistar nessa época. Não tem quase ninguém a não ser os próprios moradores e pessoas que aqui estão á trabalho e aproveitam para passear. É uma ótima pedida para fazer tudo o que durante os meses quentes é impossível como conseguir tickets para as atrações mais concorridas.  Nada que touca, luvas, cachecol, segunda pele, calça de lã, botas para neve, meias e um ótimo casaco de inverno por cima de mais umas 4 camadas de malhas não resolvam. Se eu que sou friorenta sobrevivi você também consegue.

Primavera Americana – Março a Junho

Tá aí uma estação extremamente interessante. A primavera é bem marcante aqui na parte norte do país. Em março, as pessoas alérgicas sofrem. Mas sofrem demais. Como as árvores pela cidade decidem entrar no pico do florescimento todas ao mesmo tempo, o pólen voa por toda a cidade. Até eu que não sofro de nenhuma ite (rinite, sinusite, etc) precisei tomar remédio. Era uma sinfonia de espirros por todos os lugares. Rostos inchados, narizes escorrendo e corrida às farmácias. Se você tem problemas severos de alergia eu aconselho que você não venha para DC em março. Porém, você com certeza perderá uma das épocas mais lindas dessa cidade. Nunca na minha vida vi cores tão lindas por todos os lados como na época do festival das cerejeiras. A cidade inteira fica coberta de rosas e as multidões chegam aos montes para ver de perto a beleza das árvores. A temperatura ainda é extremamente fria, não se engane. Varia entre -14C a 3C. Em abril é a época das chuvas. E este ano por incrível que pareça bateu o recorde e choveu incessantemente por 21 dias consecutivos. Eu evitei sair para turistar porque ninguém merece. Estamos no início de junho e finalmente esquentou. Estamos com as temperaturas entre 12C e 28C. Esta semana até deu pra pegar uma piscina só que as multidões já começaram a andar pela cidade. Conversando com locais, descobri que eu devo correr e visitar o restante das atrações até o final de junho pois em julho além de ser extremamente quente a cidade estará um inferno para passear.

Verão Americano – Junho a Setembro

Essa é uma estação que pode ser bem complicada para visitar Washington. Nos meses de junho, julho e agosto a cidade fica lotada por conta das férias escolares (lembre que o calendário escolar aqui é diferente). Os americanos chegam aos montes para aproveitar os museus e os incontáveis passeios gratuitos. Se você não estiver dentro de um local com ar condicionado no último nível, sua experiência turística pode ser bem desagradável. A cidade além de ser extremamente quente é muito úmida. Ficamos com o corpo pegajoso o dia inteiro. Porém os dias são compridos, no pico do solstício de verão até 8:30 da noite é possível ainda estar claro. Protetor solar e guarda chuva para se proteger do sol são itens indispensáveis por aqui.

Outono Americano – Setembro a Dezembro

Sem dúvida a minha estação favorita para visitar Washington. O calor começa a perder forças e o Pumpkin Spice Latte volta com tudo ao cardápio do Starbucks (sim, beba todos os dias porque a edição é limitada). A cidade fica exuberante, com tons de amarelo, laranja e vermelho por todos os lados. Se você ama as cores outonais, essa é a melhor época do ano para visitar a capital americana. Fiz um passeio fotográfico no pico do outono em outubro no Rock Creek Park e as fotos ficaram lindas. Ta aí uma ótima época também para contratar fotógrafos profissionais e tirar fotos de família para os cartões de Natal. Nessa época é sempre bom andar com um casaco na bolsa pois as temperaturas tendem a cair à noite.

 

E você, já decidiu qual época prefere visitar Washington D.C?

 

 

 

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América EUA Viagens Virgínia Washington

Como chegar em DC?

19 de maio de 2016

Esta pensando em vir pra cá?  Vou te contar como!

Você pode tanto voar diretamente para o aeroporto internacional de Dulles ou pode escolher fazer uma conexão em qualquer lugar e de lá voar para o aeroporto nacional Ronald Reagan. Pra quem conhece São Paulo, o Dulles seria como o nosso aeroporto internacional de Guarulhos, esta fora de DC e leva em média até uma hora de carro do aeroporto até a capital. Eu sei que o seu Google Maps vai te falar 28 minutos… mentira. É uma cidade grande, com um fluxo enorme de pessoas, entrar em DC pode ser bem chatinho uma vez que a cidade é cercada de rios, florestas e afins,  em alguns lugares o trânsito simplesmente afunila. Não chega a ser um pesadelo como São Paulo, mas congestiona. Já o aeroporto Ronald Reagan seria como o aeroporto de Congonhas e fica dentro da cidade, sendo atendido inclusive pelo metrô (ahhhh que delícia … cidades que conectam o aeroporto ao metrô sempre ganham o meu coração, vide Madri e DC S2).

Já voei para DC em vôo direto e já fiz conexão. Posso falar com propriedade sobre os dois.

Se você vier direto para Dulles o vôo é de aproximadamente 10 horas. Fiz uma rápida  simulação para setembro numa data que não engloba feriado nem aqui nem no Brasil e o vôo direto pela United está por volta de U$780. Devo dizer que a internet neste aeroporto é sensacional. Já precisei esperar algumas horas por lá e até capítulo de novela eu assisti.

Caso você venha num vôo com conexão tenho algumas dicas. A primeira e mais importante da vida é evitar com toda a força do seu ser fazer conexão em Miami. O aeroporto internacional de Miami se tornou um grande terminal rodoviário do Tietê. É humanamente desgastante fazer qualquer conexão ou desembarque naquele lugar. As últimas vezes que tivemos que passar por lá foi extremamente estressante. As filas são absurdamente quilométricas, por que aparentemente todas as pessoas do mundo entram nos EUA por Miami e de lá fazem conexões. É um inferno. FIM!

Eu super aconselho a quem puder vir use ou a Azul e faça conexao em Fort Lauderdale ou pela Air Canada e faça conexão em Toronto. A Air Canada além de ser a melhor cia que já voei na vida (e pra melhorar os vistos para brasileiros não são mais necessários, ebbbaaaaaaaa), a imigração  americana é feita em solo canadense. Como você passa pela imigração no Canadá, sua entrada aqui é mamão  com açúcar. Entra pelo aeroporto nacional Ronald Reagan, pega a malinha e já sai do aeroporto vendo o Washington Monument no horizonte. Se quiser economizar o dinheiro do aluguel do carro, pegue o metrô dentro do aeroporto. Isso é vida.

Fiz uma simulação na decolar.com e vôos com conexão estão por volta de U$674. São 100 doletas de desconto em comparação ao vôo direto. É pra se pensar…

Eu particularmente prefiro voar com conexão e chegar no aeroporto nacional que é dentro da cidade. Se seu vôo chegar durante o dia então… é simplesmente mágico. Em fevereiro agora, cheguei após a nevasca Jonas e Washington de cima estava um espetáculo. Um tapete branco infinito. Sem contar que você pode ver o National Mall de cima. Lindo demais.

No próximo post vou falar sobre mobilidade em Washington. Como se locomover pela cidade e otimizar seu tempo e economizar dinheiro.

Até lá =)

 

 

 

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América EUA Viagens Washington

Por que DC?

13 de maio de 2016

O brasileiro quando pensa nos EUA pensa automaticamente no trecho Miami – Orlando – NY. Não o culpo… é o que nos é vendido por Hollywood. Quem não quer ver o Mickey? Quem não quer ir para uma praia fantástica e de quebra visitar um paraíso de compras sem fim? (Well… essa parte do paraíso está meio desatualizada uma vez que o real não está valendo muito ultimamente…). Quem não quer visitar NYC e suas ruas com prédios tão altos que dá torcicolo de olhar para cima?

Washington DC tem cada vez mais feito parte do imaginário mundial com seriados e filmes que falam sobre política. Quando pensamos em Washington, automaticamente conectamos a cidade com o poder político americano. Nao é pra menos, a cidade que era um pântano, foi escolhida para ser a capital do poder e assim foi construída.

Não o culpo por não querer visitar DC… afinal, o que fazer num lugar que não tem praia, que de dezembro a maio só faz frio, neva e chove, onde pessoas so falam sobre governo e afins? Engano seu… para aficcionados por história como eu ou amantes de museus, DC é o seu destino dos sonhos.

Confesso que a cada dia que passa me apaixono perdidamente por esta cidade, mesmo enfrentando dias que acordo e olho para este céu cinzento sem fim e penso em ficar na cama o dia inteiro… Washington é um oásis de coisas legais para fazer.

Começarei uma série de posts sobre o que vi na cidade, como agendar e como chegar aos locais. Espero que um dia você tenha a oportunidade de conhecer DC e a apreciar tudo o que essa cidade linda tem pra oferecer e se apaixonar perdidamente por este lugar como eu sou apaixonada. Não nasci em Washington, mas me sinto uma Washingtonian.

 

 

 

 

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