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Um dia na Filadélfia

30 de Abril de 2018

A Filadélfia é a maior cidade do estado da Pensilvânia e a segunda cidade mais populosa da costa leste americana, perdendo apenas para Nova Iorque. Uma das cidades mais importante e antiga dos Estados Unidos, vale muito a pena dedicar pelo menos um dia para passear pelas suas ruas e entender e aprender como começou a revolução que culminou com a independência americana. Se você estiver baseado em Washington D.C a viagem de carro leva aproximadamente 3 horas, mas a cidade pode ser facilmente acessada também por Nova Iorque de carro em aproximadamente 2 horas.

A Filadélfia foi palco no dia 4 de julho de 1776 do Primeiro Congresso Continental onde foi assinada a Declaração de Independência e onde o Sino da Liberdade foi tocado anunciando que o país estava finalmente livre da Inglaterra. O governo do novo país foi formado na cidade até ser transferido para a recém construída Washington D.C.

Agora que você já tem uma ideia da importância da cidade para os Estados Unidos, o que ver e fazer ao visitar a Filadélfia? No post de hoje conto para vocês o meu roteiro condensado que fiz em 7 horas de visita num dia cinza, frio e chuvoso.

Comecei o dia saindo de Washington ás 7 da manhã. Gastei aproximadamente U$16 entre os 3 pedágios que encontrei pelo caminho. Nota mental: leve dinheiro trocado. As 10 da manhã eu já estava no estacionamento do Independence Visitor Center. O estacionamento custa U$20 para o dia inteiro, porém se você chegar antes das 9 da manhã ele custa U$14 para o mesmo período. Achei o preço decente se comparado ao valor do estacionamento com Washington DC (U$25 o dia perto do National Mall). Você encontra mais informações sobre o estacionamento clicando aqui. Claro que você também pode estacionar pela cidade ou em outros locais, eu achei este o mais conveniente entre as opções. O bom de estacionar é que você fica livre para andar pela cidade e descobrir as belezas locais sem se preocupar com o carro. A Filadélfia foi eleita a 4º cidade americana mais fácil de se locomover a pé. Aproveite as ruas lindas e arborizadas para se esbaldar com a história dos EUA.

O Visitor Center é uma ótima pedida para quem não planejou a viagem com antecedência e não tem ideia do que visitar. Lá é possível pegar informações sobre todos os tours oferecidos, horários de shows, dicas de restaurantes e muito mais. Eles oferecem também banheiro, telefones, caixas 24 horas e quiosques com lembranças da cidade.

Do outro lado da rua do Visitor Center fica a President’s House, a casa onde os senhores George Washington e John Adams o primeiro e o segundo presidentes viveram e comandaram a nação enquanto as mentes mais importantes do país os ajudavam a escrever a Declaração de Independência, a Constituição Americana e a Declaração de Direitos em tradução livre. Eles viveram nessa casa com mais 9 escravos que pertenciam a George Washington e foram transferidos de sua residência oficial a Mount Vernon na Virgínia para a Filadélfia. O interessante é que estes escravos viviam e trabalhavam para os homens que pregavam que todo americano tinha o direito de ser livre, mas nem todos os americanos usufruíam dessa liberdade. Interessante e bem controverso não é mesmo? É possível ler e ouvir trechos dos diários dos escravos que estão em exibição no local falando sobre seus sentimentos e pontos de vista sobre o novo país que nascia diante dos seus olhos. Toda a informação está disponibilizada em inglês.

Anexo a casa é possível acessar o complexo onde está o Liberty Bell. Você pode não apenas ver o Sino da Liberdade que foi tocado para anunciar a liberdade dos EUA como é possível tocar numa parte do sino e ler sobre como ele foi produzido, o real significado simbólico para a nação no momento em que a declaração foi proclamada e também aprender sobre como este sino é importante para pessoas de todo o mundo que já o visitaram, desde o Papa até figuras como Nelson Mandela que tanto lutou pela liberdade em seu próprio país. Só tenha muita paciência, tirar uma foto no local não é nada fácil…

Ao sair do Liberty Bell Center logo na rua de trás está localizado o suntuoso prédio que abrigou as mentes mais brilhantes dos Estados Unidos durante o período pré e pós declaração de independência chamado de Independence Hall. No local é oferecido tours diários por park rangers (totalmente em inglês) onde eles explicam de acordo com historiadores e objetos encontrados ou doados ao longo dos anos pelos familiares dos pais da independência, como aconteceram os fatos, como cada um dos Founding Fathers pensavam, o que cada um deles deu como explicação para poderem fazer com que as 13 colônias britânicas concordassem que era a hora de serem livres. Para quem é aficionado por história como eu, o tour é uma viagem no tempo. O tour acontece em momentos específicos do dia e dependendo da época que você visitar a cidade, talvez seja necessário reservar tickets com antecedência. Você pode conseguir mais informações sobre o tour clicando aqui. No local há uma gift store do National Park Service onde você pode adquirir imãs de geladeira, calendários e mais uma infinidade de itens para o seu travel journal 🙂

Ao sair do Independence Hall encontrei com minha amiga Vanessa que estava morando na cidade e ela me levou para conhecer o Reading Terminal Market, uma espécie de Mercadão Municipal onde as pessoas vão para comprar frutas, verduras, legumes, queijos e também comer o famoso Philly Cheesesteak, sanduíche tradicional da Filadélfia. Como o dia estava muito frio e chuvoso o mercado estava lotado, porém conseguimos uma mesa no único local que vendia cerveja por lá o Molly Malloy’s. Colocamos o papo em dia bebendo uma cervejinha estupidamente gelada. O sanduíche era tão grande que nós compartilhamos um e saímos de lá satisfeitas. Aproveitei também para comprar chocolates artesanais no quiosque da Mueller Chocolate Co. Eles são a loja mais conhecida de chocolates da Filadélfia por vender chocolates em formatos excêntricos. É possível comer um pé de chocolate por exemplo. Alguns chocolates eu confesso que achei de mal gosto… só que o sabor… delicioso.

Como a chuva deu uma trégua fui visitar a rua mais antiga dos EUA: Elfreth’s Alley. As casas foram construídas entre 1728 e 1836 e hoje é tombada como patrimônio nacional americano. A rua é linda e bucólica, porém não tem onde estacionar nas redondezas. Todas as vagas são praticamente designadas para moradores locais com licença afixada no carro. Como eu já tinha tirado o carro do estacionamento do Visitor Center, tive de dar a volta e ver a rua de dentro do meu carro. A dica aqui é não usar o próprio carro pela cidade, mas sim usufruir se possível do sistema do Big Bus para poder descer e subir onde quiser com mais liberdade. Você pode clicar aqui para mais informações sobre os valores do ônibus turístico e seus pontos de parada.

Perto da Elfreth’s Alley está localizada a casa da senhora Betsy Ross, onde foi produzida a primeira bandeira norte americana. Também tombada como patrimônio americano, é possível fazer um tour guiado e ver uma das casas mais famosas da história do país. Como eu não tinha onde estacionar, parei o carro do outro lado da rua e fotografei pelo lado de fora, mas fiquei muito chateada porque eu sabia que tinha uma exibição lá dentro. Ficou como promessa para um retorno a Filadélfia.

Para finalizar o dia passei pelo Philadelphia Museum of Art que ficou extremamente famoso no filme de 1976 Rocky. Logo ao lado do museu há uma escultura em tamanho real do Sylvester Stallone caracterizado como o personagem. Mas o mais engraçado mesmo foi ver várias pessoas fazendo vídeos subindo as escadas correndo ao som da música icônica do filme. Eles chegavam ao topo das escadas mortos, porque vamos combinar que o Stallone estava em ótima condição física durante as filmagens.

Enfim foi um dia muito produtivo, vi mais do que eu esperava pela cidade, claro que preciso voltar com tempo para poder absorver melhor outros detalhes como o prédio da prefeitura que é lindíssimo ou a cadeia local que é famosa por ter sido o lar de vários criminosos famosos no passado. Se você visitar a Filadélfia aconselho que passe pelo menos uma noite por lá para poder ter tempo de ver mais do que eu vi.

E você, conhece a Filadélfia? Qual parte da cidade eu não fui que devo ir da próxima vez? Não conhece e tem dúvidas? Deixa mensagem pra mim nos comentários abaixo,

 

Até o próximo post =0)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks Califórnia EUA Nevada Quando Viajar Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Death Valley National Park – Parte 1

09 de Março de 2018

Quando decidimos fazer uma road trip pelo sudoeste americano meu marido tinha apenas uma única e singela reinvindicação: teríamos que passar pelo Death Valley. Não importava para onde eu queria ir, o que queria ver, fazer, comer, desde que ele pudesse ver com os próprios olhos o famoso Vale da Morte. Confesso que eu não tinha conhecimento algum sobre a região e o nome me dava calafrios. O parque foi uma surpresa sem tamanho. Tanto que foi o local que passamos mais dias de todos os locais que visitamos nessa viagem, 3 no total. Foi o local das fotos mais sensacionais, das paisagens mais inóspitas, foi onde vimos a beleza da falta de água ou da água salinizada em estado puro. Hoje compartilho com vocês o que ver, fazer, onde dormir, comer e como se preparar para visitar o deserto mais famosos dos EUA.

O Death Valley está localizado na Califórnia, mas faz fronteira com o estado de Nevada. Se você visitar tanto Los Angeles ou Las Vegas como porta de entrada para essa região do país, terá fácil acesso pelos dois lados. 95% do parque é considerado área selvagem e por isso visitar a área requer planejamento. Desde entender as mudanças bruscas de temperatura que ocorrem dentro do próprio parque como onde dormir ou comer, pode ser vital para que a sua visita não se torne uma dor de cabeça. Antes de pegar estrada passamos em um mercado em Las Vegas e compramos provisões. Como nunca nenhum de nós tínhamos visitado um deserto antes, li sobre o que deveríamos ter conosco. Então tínhamos barras de cereais, aproximadamente 20 litros de água em garrafas de 2 litros, Gatorade, snacks diversos, barras de cereal, chocolates, e mais um monte de itens diversificados.

No caminho passamos por paisagens incríveis. Era justamente o que nós tínhamos em mente, dirigir numa estrada sem fim e sem outras pessoas ao redor. Passávamos por outros carros a cada 20 minutos e olhe lá. Se você curte dirigir sem se preocupar com semáforo, pedestres e quer apenas apreciar a natureza em estado bruto com uma música bacana no sistema de som do carro, este tipo de viagem é perfeito para você.

Nós saímos de Las Vegas no estado de Nevada e pegamos a Rodovia 160 em direção a Pahrump. Aconselho os amantes de fotografia a pararem no acostamento (com segurança por favor) e a tirarem fotos da rodovia sem fim. Nunca antes dirigimos por estradas que era possível enxergar mais de 10 milhas á nossa frente e não ver nenhum carro, a experiência é sem dúvida muito diferente. Fique atento pois há relatos de coiotes nessa região e não quero que você seja atacado por um. Essa rota é também muito indicada para os amantes de motocicleta. Acredito que fazer essa viagem nessa época do ano (inverno) de moto deve ser fantástica.

Nós finalmente chegamos no Death Valley pela entrada de Amargosa (a entrada sul do parque). Paramos na placa de entrada do parque e já começamos a ter uma noção do que teríamos pela frente, NADA. Mas não um nada que não seja interessante, mas o nada em estado bruto. Você pode simplesmente rodar um filme no Death Valley que a sensação será a de que você está literalmente em outro planeta.

Logo após o local onde está a placa com o nome do parque há a entrada em si. Ali você deve efetuar o pagamento no quiosque de acordo com os valores que estão fixados no totem. Também é possível pegar mapas e o jornal informativo. Aconselho veementemente que você use o banheiro mesmo que não queira. Banheiros no Death Valley são escassos. O que é interessante é que não tem ninguém efetuando a cobrança da entrada. Entende-se que você será uma pessoa honesta e fará o pagamento.

A primeira parada da nossa jornada dentro do parque foi Zabriskie Point, local árido chamado de badlands por ser de difícil travessia. Essa parte lembra muito a superfície da lua. No local á 5 milhões de anos atrás era o Furnace Creek Lake que secou, porém deixou milhões de vestígios até hoje, sensacional.

De lá partimos para o Visitor Center que diferente de outros parques, está localizado mais ao centro na região que também se chama Furnace Creek. Ao chegarmos no local ficamos surpresos com a quantidade de visitantes. Os meses de novembro-fevereiro são considerados a alta temporada do parque, pois é a única época do ano que é possível fazer trilhas no Death Valley. Por ser um dos locais mais quentes do mundo, os amantes de trekking e da natureza optam por visitar no inverno americano. Claro que não sabíamos disso, pois estamos começando agora a nossa vida de desbravadores de parques nacionais.

No Visitor Center conversamos com os park rangers, pedimos informações e diferente de outros parques, este tem opções de comida para venda. O que é sensacional pois o local é completamente deserto. Como opções tinham sanduiches natural, Gatorade, potato chips e barras de cereal. Praticamente o que tínhamos comprado para essa visita. Há também uma área de picnic do lado de fora com inúmeros bancos. Pelo tamanho da instalação, acredito que durante as férias escolares americanas o local deva ficar extremamente lotado. Há também banheiros e indico a utilização.

Como a luz do dia já estava chegando ao fim, decidimos dirigir para a cidade de Beatty no estado de Nevada. Não se engane, não era longe. Como no Visitor Center era o único local onde nossa internet estava funcionando, ali aproveitamos para reservar um quarto. Sorte de principiantes em viagens deste tipo, encontramos acomodação no Death Valley Inn. Hotel extremamente simples como 99% dos hotéis na região do vale. Para aquela noite só precisávamos mesmo de cama, chuveiro e ar quente que funcionasse, pois a temperatura ao por do sol caiu vertiginosamente.

No meio do caminho quando percebemos que éramos o único carro na estrada dentro do parque, estacionamos e apagamos todas as luzes. O Ezio foi corajoso o suficiente de descer do carro para apreciar as estrelas. Não desci, o medo me paralisou. Fiquei com muito medo de ser atacada por um coiote ou outro animal faminto. Abri a janela do carro e coloquei metade do corpo para fora para apreciar o céu mais lindo da vida. Estar no meio do nada fez com que nossa visão do céu fosse aquela do Google. Vimos estrelas que nem sabíamos que existiam. Ficar ali parada no meio do deserto do Vale da Morte apreciando as estrelas com meu marido deu um novo sentido para a ideia de viagem a dois. Estar em contato com a natureza, ouvir a respiração um do outro, estar atento ao movimento de qualquer folha que seja para não ser surpreendido por um animal. Foi um momento muito especial.

Quando percebemos que estávamos sendo observados por um animal que estava cada vez mais próximo, nos trancamos no carro no escuro e ficamos ali parados atentos para ver o que era. Após uns cinco minutos vimos dois pares de olhos nos encarando muito mais perto do que pensávamos e quando acendemos os faróis do carro vimos dois coiotes a nossa espreita. Claro que eles correram ao perceberem que o carro começou a se mexer, mas foi tenso.

Deixo registrado que visitar o Death Valley é para pessoas que não estão procurando luxo durante a sua viagem. Eu deixo claro que não curto acampar, nunca gostei. Sou libriana, gosto de conforto, uso chapinha no cabelo e maquiagem para ir malhar. Dito isso, mesmo eu com todas as minhas frescuras, confesso que amei o primeiro dia. Sair do local comum e se deixar  surpreender por lugares que jamais pesquisei a respeito ou tinha a intenção de conhecer. No final das contas acho que viajar é isso, é um eterno aprender e surpreender. Que graça tem ser uma menina da cidade e só viajar para cidades?

No próximo post falo sobre o segundo e o terceiro dia dentro do Death Valley, porque ficamos mais tempo por lá do que nos outros parques que visitamos nessa viagem e porque este se tornou o nosso local favorito com promessas de volta.

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks EUA Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Zion National Park

09 de Fevereiro de 2018

Que tal fazer trilhas incríveis em um dos parques nacionais mais bonitos dos Estados Unidos? Hoje falo sobre o Zion National Park.

Para visitar o Zion, nós escolhemos a cidade de La Verkin como nossa base. A cidade está a aproximadamente 30 minutos da entrada principal do parque e os preços eram bem mais acessíveis. Por termos feito essa viagem em dezembro o fluxo de visitantes era muito inferior ao fluxo esperado durante as férias de verão. Tanto que conseguimos acomodação no hotel de um dia para o outro. Essa road trip foi na base do vamos decidir o que fazer quando acordarmos e se gostarmos do local ficamos mais tempo nele. Se você decidir visitar os parques entre abril-setembro, é preciso começar a reservar hotéis com no mínimo 6 meses ou mais de antecedência. Em La Verkin nós ficamos no Best Western Plus Zion West. Eles oferecem café da manhã incluso no valor da diária. Nada de outro mundo não, mas dá para enganar o estômago.

Começamos o dia pelo Visitor Center e seguimos as instruções do park ranger. Por ser inverno o parque estava bem vazio, então pudemos dirigir nosso próprio carro ao invés de usar o sistema de shuttle do parque. Dirigimos por toda a extensão do Zion até o último viewpoint, o nº9 chamado Temple of Sinawava. Lá fizemos a trilha Riverside Walk que tem 3.5km. O interessante dessa trilha é que ela é acessível para portadores de deficiência motora. A caminhada é bem tranquila, a trilha é pavimentada e é ao lado do rio. Pudemos caminhar, ouvir o barulho da água, dos pássaros, observar a natureza.

Ao chegar no final da trilha, avistamos o início do caminho para a trilha mais famosa do parque The Narrows. De acordo com o parque, ela leva 8 horas para ser feita, são 15 kms de extensão e você tem que pernoitar ao chegar no final da trilha para voltar no dia seguinte. Sem contar que ela é feita em sua maior parte por dentro do rio. Se eu tivesse equipamento correto e estivesse em condições físicas, faria essa trilha com certeza, as fotos na internet são simplesmente fenomenais.

Voltamos pela trilha até o estacionamento e dirigimos até o viewpoint nº5 e decidimos fazer a trilha Lower Emerald Pool. Essa trilha tem 2km e pode ser feita em aproximadamente 1 hora. Porém nós levamos quase 2 horas pois já haviam partes da trilha que estavam com gelo, principalmente a parte onde tivemos que caminhar por baixo da cachoeira.

O visual de cima nessa parte do parque é bem bonito. O Zion tem jogos de luzes bem interessante dependendo de quando você visita ele. Tudo depende da estação do ano e como os raios solares estão incidindo dentro do parque. No geral eu achei o parque muito bonito, mas muito gelado, mesmo se comparar com o Bryce que visitamos no dia anterior numa cidade a uma hora de distância do Zion e com 18C de temperatura mais frio. Talvez no verão seja menos desconfortável a experiência pelo parque.

Vimos animais diferentes pelo parque, o que foi bem interessante. Mas seguimos as instruções das placas e admiramos eles de longe.

No geral visitar o Zion foi uma experiência bem diferente. Como tínhamos visto o Bryce e o Grand Canyon antes e ambos os parques a visão dos canyons é por cima, neste pudemos ter a visão de baixo para cima, então muitas vezes ao longo do dia nos pegamos olhando para o alto para poder ver toda a magnitude das rochas. O Zion pode ser muito frio durante o mês de dezembro e este é um parque que eu definitivamente adoraria voltar com a temperatura mais amena para poder aproveitar melhor. Mas indiferente do tempo, a beleza dele é única.

Dicas para aproveitar melhor o parque:

– A scenic drive que utilizamos para nos locomover entre os viewpoints é fechada para o público durante a primavera-verão quando o sistema de shuttle está operando. Fique atento as datas de funcionamento no site clicando aqui.

– Se você visitar o parque na alta temporada, chegue cedo para garantir um lugar no estacionamento para o seu veículo. O estacionamento já está lotado por volta das 10 da manhã. Caso chegue após este horário, o ideal é encontrar estacionamento na cidade de Springdale e de lá pegar o shuttle bus gratuito para o parque.

– Leve sempre água em abundância. Há estações para encher as garrafas de água pelo parque. Para localizar as estações use o mapa do parque que está disponível no Visitor’s Center

– Caminhe de acordo com o seu condicionamento físico. Caso não seja adepto da prática de esportes no dia a dia, de preferência para as caminhadas consideradas fácil – moderada. Na entrada das trilhas há informações vitais sobre o tamanho da trilha, tempo aproximado para realizar o percurso (ida e volta). Não faça uma trilha além do seu limite por mais que você queira muito ver algo naquele local (eu mesma queria ver a Narrows… vejo ela pelo Instagram!).

– Não alimente nenhum dos animais que encontrar pelo parque. Eles se tornam agressivos contra outros visitantes no futuro para poder roubar comida deles.

– Deposite seu lixo nos espaços designados. Não deixe rastros ou restos de comidas no meio ambiente. Preserve o parque para futuras gerações

– Sempre use o banheiro antes de começar uma trilha, mesmo que você não esteja com vontade de usar o banheiro!

– Se decidir fazer a trilha The Narrows, você é responsável por recolher os seus dejetos (fezes). Existem sacos descartáveis para este fim nas lojas dentro do parque

– Sempre faça sua trilha em fila indiana para dar espaço aos hikers (caminhantes) que vierem no sentido contrário

– Faça suas caminhadas em silêncio ou faça o mínimo de barulho possível. Seja gentil para com os outros visitantes para que eles possam apreciar a natureza

– Os visitantes que estão subindo a trilha, sempre tem a preferência. Caso seja um local estreito, deixe espaço para quem sobe passar primeiro.

 

Lembrando que o parque está aberto 365 dias do anos 24 horas por dia. Você pode obter informações sobre os valores de entrada clicando aqui.

No próximo post continuo postando sobre a nossa road trip pelos EUA. O próximo destino será Las Vegas.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks EUA Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Bryce Canyon National Park

06 de Fevereiro de 2018

Você já pensou em fazer uma trilha no meio de formações rochosas com de mais de 2700 metros de altura? Então te apresento o Bryce Canyon National Park.

Ao chegarmos na cidade de Bryce Canyon nos hospedamos no histórico hotel Ruby’s Inn que hoje faz parte da rede Best Western. Ao mudar-se para Bryce em 1916, Reuben C. (Ruby) Syrett descobriu que ao lado do seu rancho havia um canyon com vistas espetaculares. Ele ficou tão impressionado com a beleza do local que decidiu hospedar visitantes que passavam pela cidade. Em 1928 Bryce Canyon se tornou um parque nacional e Ruby conseguiu autorização do governo para formalizar seu “tourist rest” transformando assim o seu rancho em um hotel oficialmente. O resto é história.

O complexo é simplesmente enorme e te transporta para uma daquelas cidades do século passado no meio oeste americano. É uma pena que não tenhamos passado mais tempo por lá, adoraria ter tido a oportunidade de desbravar as lojinhas locais.

Como sempre começamos nosso passeio pelo Visitor’s Center. Como já é de praxe quando visitamos um parque nacional, assistimos o filme introdutório sobre a história do parque, entendemos a geologia (por cima, claro) do local, observamos as exposições sobre os animais que podemos encontrar pelo caminho durante o dia e vou na lojinha do parque comprar meus ímãs de geladeira e carimbar o meu Travel Diary/Travel Planner com o stamp oficial do parque. Aproveitamos sempre também para usar o banheiro, eu não sou muito fã dos banheiros químicos espalhados pelos parques.

Acredito que a informação mais importante que nos foi passada pelo Park Ranger foi a que todos os 13 viewpoints do parque estão localizados do lado direito. Dito isso optamos por dirigir por todo o parque até o último viewpoint, que é também o local mais alto do parque. Fomos até o Rainbow Point e começamos a explorar por lá.

O Bryce Canyon é famoso por suas formações rochosas meio alaranjadas que em vários locais tem a formação de um anfiteatro.

Por termos visitado no inverno, o Rainbow Point foi bem sofrido de ser apreciado. Essa parte mais alta do parque ventava tanto que nem mesmo com nossa roupa pesada de frio, conseguimos ficar muito tempo apreciando a paisagem. Tinham turistas que não estavam tão preparados como nós estávamos e eles nem saíram do carro. Este dia foi o dia mais frio que pegamos na nossa viagem, pela manhã acordamos e estava -17C com sensação térmica de -27C.

De lá começamos a voltar em direção a saída do parque e íamos parando nos viewpoints. Na mesma área onde estacionamos o carro para ver o Rainbow Point, fica a entrada da trilha para o Yovimpa Point. Fique atento para não perder. Quase não vimos de tão escondidinho que é.

No Ponderosa Canyon demos de cara com  dois pássaros enormes. O mais engraçado é que eles estavam parados justamente de onde dava para ter o melhor ângulo para fotos do viewpoint. Os park rangers sempre avisam para as pessoas não alimentarem nenhum animal nos parques porque eles se tornam agressivos. Há inclusive placas pelo parque informando o valor da multa altíssima para quem for pego alimentando os animais.

Um dos viewpoints mais espetaculares é o Inspiration Point. Como o nome é quase um spoiler do que te espera, para mim é um dos mais bonitos. E fomos num dia que estava mega vazio, então eu e o meu marido nos abraçamos e ficamos ali em silêncio absorvendo toda aquela beleza e pensando como o cara lá de cima é maravilhoso (e o calor do corpo do outro também ajudava a continuar lá apreciando a vista).

O Sunset Viewpoint era o mais esperado por mim neste parque. Exatamente porque neste viewpoint esta a entrada da trilha Navajo Loop de onde é possível ver o Thor’s Hammer e a formação rochosa Wall Street. Essa foi a única trilha que fizemos no parque, mas valeu muito a pena. Foi nessa trilha que me dei conta de que o sistema de parques nacionais dos Estados Unidos é maravilhoso. E foi nessa trilha que me apaixonei por este tipo de viagem e já tenho pelo menos umas 3 viagens meio programadas na cabeça para os próximos anos por outros parques por aqui.

A Navajo Loop tem aproximadamente 2.2km de extensão e acredita-se que da para fazer ela entre 1 ou 2 horas, dependendo do seu ritmo, mas ela não é um loop no inverno. Ela é considerada uma trilha de nível intermediário. A descida é muito sossegada, o problema é a volta. Ela se torna uma subida muito íngreme. Nós não temos preparo físico nenhum e fizemos a trilha. Não foi “de boa”, mas foi o suficiente para eu decidir voltar a malhar para poder continuar fazendo este tipo de turismo no futuro.

A descida da trilha é bem sossegada, e quanto mais você desce mais interessante fica. Fiquei um pouco assustada porque afunila bastante (chega a ser claustrofóbico) e eu não me senti muito confiante/confortável em passar entre rochas com espaços mínimos entre si. Mas eu queria muito ver o que tinha do outro lado da trilha. Continuamos andando até que não parecia mais tão promissora a vista, então demos meia volta e subimos em direção ao início da trilha. Foi um sacrifício, não vou mentir. O que ajudou a subida foi a água que tínhamos conosco. É impossível fazer trilhas sem carregar água o suficiente para a ida e volta. Quando chegamos no topo da trilha vimos que tinha uma “bifurcação”, então seguimos por ela tendo como companhia do lado esquerdo o famoso Martelo do Thor. A vista é espetacular.

E do nada chegamos exatamente onde eu queria chegar, a vista que eu tinha em mente ao pesquisar sobre este parque no Instagram e no Google:

Ficamos ali do topo da trilha admirando o vazio e a imensidão do Canyon á nossa frente. Quando nos demos conta o sol já estava se pondo e as cores no anfiteatro ficaram ainda mais bonitas. Foi um pôr do sol memorável.

Como escureceu muito rapidamente não conseguimos ver mais nada pelo parque, mas o dia foi muito bem aproveitado. Saímos do Bryce Canyon e dirigimos em direção ao Zion National Parque, que será a estrela do próximo post.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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American National Parks Arizona EUA Viagens

Epic USA Road Trip – Arizona – Grand Canyon National Park

26 de Janeiro de 2018

Para visitar o Grand Canyon decidimos que nossa base seria a cidade de Tusayan. Essa cidade fica a 15 minutos da entrada sul do parque. Tusayan é uma cidadezinha com ótima infraestrutura para turistas. Oferece diversas opções de hotéis, restaurantes, posto de gasolina, supermercado, entre outras facilidades. Nos hospedamos no Holiday Inn Express Tusayan.

Como decidimos passar duas noites na região, optamos por um hotel de categoria intermediária. Foi uma ótima decisão. A acomodação era grande e confortável e o café da manhã contava com várias opções entre sucos, chás, café, leite, iogurte, pães, bolos e etc… O único, porém, era a internet que não era tão rápida. Talvez pela quantidade de turistas que estavam utilizando a mesma rede ou por estarmos muito afastados das cidades principais. Mas essa questão da internet foi algo que percebemos ao longo de toda a nossa road trip. Como passamos por muitos lugares isolados, haviam momentos em que a internet ficava intermitente ou simplesmente parava de funcionar.

Se você visitar o Grand Canyon na alta temporada e decidir se hospedar em Tusayan, o National Park Service oferece shuttle buses gratuitos durante os meses de março a setembro entre a cidade e o parque. De acordo com informações distribuídas pela própria administração do Grand Canyon, os estacionamentos já estão completamente lotados entre 11 e 13 da tarde, por este motivo eles aconselham os visitantes a usarem o sistema de ônibus. O serviço funciona de segunda a segunda das 8am as 9:45pm. Os ônibus passam em intervalos de 20 minutos.

Os shuttles que ligam o parque a Tusayan deixam os visitantes no Visitor Center, se você optar pelo serviço, você já deve ter comprado as entradas para o parque antecipadamente. Clique aqui e veja como adquirir o seu passe. Do visitor center já é possível começar o dia fazendo as trilhas ou pegando o ônibus interno para os viewpoints em toda a parte sul do Grand Canyon. Há duas rotas internas, a Orange e a Blue. Cada rota leva em média uma hora para ser feita caso você não desça do ônibus ao longo do trajeto. No visitor center é possível ter acesso a dicas do que fazer durante a sua visita de acordo com o tempo que você tem disponível para visitar o parque.

No primeiro dia assistimos ao vídeo introdutório sobre a história do Grand Canyon, para entender e decidir exatamente o que veríamos no nosso passeio. Claro que também aproveitei para comprar meu imã de geladeira e outras coisinhas na lojinha do parque. Pegamos nosso mapa e jornal informativo e nos preparamos para a aventura do dia.

Como praticamente 90% dos visitantes começam a visitação pelo viewpoint mais próximo do estacionamento principal (lado direito do mapa), decidimos que seríamos do contra e dirigimos ate o último view point do lado esquerdo até chegarmos ao Hermits Rest. Foi uma ótima ideia uma vez que estava bem vazio.

Na sequência fizemos uma visita guiada ao Kolb Studio. É uma casa histórica construída no Grand Canyon que funcionou durante décadas como a residência da família Kolb e também como estúdio fotográfico do Grand Canyon. O tour é interessantíssimo e acontece apenas 1 vez por dia. Ele é limitado a 15 pessoas apenas, então se você tiver interesse em aprender como o Grand Canyon foi descoberto pelos turistas através das fotos dos irmãos Kolb e também ter uma vista privilegiada, não perca este tour. Mais informações em como conseguir os ingressos aqui.

Ao final do tour do Kolb Studio, decidimos fazer uma pequena parte da trilha chamada Bright Angel trail. Essa é a trilha mais famosa do parque e a melhor conservada. Se você é novato em trilhas como eu, essa é a sua melhor opção. Crianças, jovens, adultos e idosos conseguem fazer, mesmo que parcialmente e as vistas são espetaculares. O meu único problema com essa trilha… é que ela é utilizada pelos turistas que decidem fazer o tour com a mula/jegue. Então esteja ciente de que você tem que compartilhar a trilha ocasionalmente com estes animais dóceis e queridos. Só que eles fazem suas necessidades ao andar… e o cheiro pode não ser dos mais agradáveis, principalmente num dia quente de verão.

Uma das iniciativas mais bacanas no Grand Canyon é a Go Green que incentiva os turistas a carregarem sua própria garrafa de água e a reutilizar a mesma com várias estações de água pelo parque. Ao invés de comprar água nas lojas do parque, use as estações espalhadas por todo o South Rim e encha sua garrafinha. Além de economizar $ você ajuda o planeta com a redução do uso das garrafas plásticas. Bem bacana. Lembrando que durante o inverno a água pode congelar, então tenha sempre um plano B.

No nosso segundo e último dia no Grand Canyon, começamos a nossa visita pelo Yavapai Point Museum e Viewpoint. Este museu é mais focado na geologia do parque, mas a vista… é de cair o queixo.

Após sairmos do museu, começamos a nossa rota sentido leste (east) pela Desert View Drive. A rota tem aproximadamente 40 kms e conta com 6 viewpoints. Na minha opinião, as vistas dessa parte do parque são muito mais bonitas do que o lado West. Os 3 últimos viewpoints são os grandes astros do parque (Lipan Point, Navajo Point e Desert View Watchtower).

Nós passamos praticamente dois dias visitando o Grand Canyon. Se você não tiver todo este tempo eu o aconselho a focar na Bright Angel Trail e dirigir até a Watchtower viewpoint. Claro que é uma pena visitar um local único como este com o tempo contado.

Saímos do Grand Canyon e fomos em direção a cidade de Page também no Arizona. O que não sabíamos era que dirigir por dentro da Reserva dos índios Navajo seria uma experiência única. Falo sobre essa parte da viagem no próximo post.

 

Até lá   =)

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Por Érica Brasilino

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American National Parks Califórnia EUA Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Pioneertown, Joshua Tree National Park e Mojave National Preserve

19 de Janeiro de 2018

Após levar 5 horas para conseguir sair de Los Angeles (não estou exagerando), chegamos na cidade de Yucca Valley. Decidimos pernoitar nessa área pois queríamos visitar Pioneertown e o Joshua Tree National Park. Nos hospedamos no Motel 8 – Yucca Valley. O hotel é péssimo e não recomendamos para ninguém. O cheiro de mofo no quarto era horrendo e o café da manhã que eles anunciam na internet é uma piada. Lição aprendida nessa viagem: nem sempre um hotel com nota 8 no Booking será uma boa escolha. Por sorte a cidade tem um Denny’s e acabamos tomando café da manhã por lá. Como a cidade fica literalmente no meio do nada, não esperávamos nada 5 estrelas pela região. Quando você faz uma road trip pelos parques nacionais, deve estar preparado tanto para pagar muito dinheiro em hotéis de categoria superior ou tentar a sorte num hotel comum fora dos parques e passar raiva.

Começamos nosso dia subindo até Pioneertown. A cidade foi construída na década de 40 por figurões de Hollywood para servir como set de filmagens sobre o velho oeste. Em 2006 parte da cidade foi destruída por um incêndio na região, porém os bombeiros conseguiram salvar pelo menos a avenida principal da cidade onde você pode ver um saloon, estábulo, banco e casa de banho. Fomos até lá por pura curiosidade mesmo, não tem quase nada para fazer por lá. Porém para quem curte fotografia, a locação é incrível.

Em seguida fomos diretamente para o Joshua Tree National Park. Eu nunca tinha ouvido falar sobre este parque na vida, até ler o guia da Lonely Planet sobre os Parques Nacionais dos EUA. O parque é famoso por suas formações rochosas e por suas Joshua Trees (arvores de Josué) no meio do deserto. A maioria dos frequentadores deste parque, são escaladores (amadores ou profissionais), uma vez que o local possui as formações rochosas mais interessantes da Califórnia. O peak season para visitar o Joshua Tree é justamente no inverno americano, como o parque está localizado no deserto, é quase impossível praticar esportes por lá no alto verão.

Acessamos o Joshua Tree pela entrada localizada na 6554 Park Blvd. No Visitor Center é possível conversar com Park Rangers e descobrir a programação do dia, pegar mapas atualizados com as rotas abertas/fechadas para trilhas, tem também banheiros, exposição informativa sobre a geologia, fauna e flora do parque, entre outras informações. Nos visitor centers também é possível encontrar uma gift store com itens que são vendidos para manter o parque como calendários, ímãs de geladeira, livros, fotos, cartões postais, bichos de pelúcia e vários outros itens. Se visitar os parques nacionais, principalmente os menos famosos como o Joshua Tree, PLEASE, compre qualquer coisa por lá. O atual governo não destina muito dinheiro para o National Park Service e estes parques vivem única e exclusivamente das taxas de entrada pagas pelos turistas e os itens vendidos nas lojinhas.

O parque é aberto 24 horas por dia, porém algumas áreas são fechadas ao público por segurança durante a noite. Durante a nossa visita a temperatura máxima chegou aos 18C, no fim do dia, a temperatura tinha caído muito e estava por volta dos 2C.

Como a temperatura na área do deserto pode variar muito de um minuto para o outro, o parque indica o site do National Weather Service forecast for Joshua Tree National Park para que os visitantes monitorem o tempo. Não deixe de levar essa informação a sério e se prepare para quedas bruscas de temperatura se visitar no inverno. Outro item fundamental para visitar este parque é estar atento a sua segurança, o deserto é lindíssimo, mas pode ser extremamente perigoso se você não estiver preparado. Entre outras dicas, as principais de acordo com o próprio parque são:

– Não há serviço de internet ou celular dentro do parque

– Se for passar o dia dirigindo no parque, mantenha um estoque de pelo menos 4 litros de agua por pessoa, se for fazer trilhas ou escalar as pedras, dobre a quantidade por pessoa.

– Evite atividades extremas durante os dias de verão ou de calor intenso

– Proteja-se do sol usando óculos escuros, chapéu, protetor solar e labial

Dentro do parque há banheiros químicos em algumas áreas, lembre de usar sempre que ver um destes banheiros. Não há restaurantes ou hotéis dentro do parque. Caso você decida acampar, lembre que você deve ter com você tudo o que é necessário para a sua sobrevivência. Nós optamos por passar o dia dirigindo dentro do parque nas rotas asfaltadas. Levamos conosco muitas barras de cereal, snacks, chocolates, água, Gatorade e outros snacks.

Fizemos apenas uma trilha, a Hidden Valley Nature Trail. Depois de uns 40 minutos caminhando, sentimos que perdemos a trilha, e antes de entrar em pânico decidimos voltar. Talvez se fosse em outro lugar, nós não teríamos ficado com medo, mas o fato de estarmos no meio do deserto realmente nos assustou.

Após voltarmos em segurança para o nosso carro, dirigimos até o pico chamado Keys View que é um dos picos mais famosos por lá. Do lado direito do mirante é possível avistar a cidade de Palm Springs. A cidade é famosa por ter a maior quantidade de resorts e spas numa única cidade americana por metro quadrado. Os ricos e famosos de Hollywood adoram passar alguns finais de semana por lá cuidando do corpo e da mente. Já do lado esquerdo do mirante é possível ver Coachella. Sim a própria, a cidade que é famosa por conta de um dos maiores festivais de musica do mundo. E olhando mais ao longe, é possível num dia claro e sem neblina ver o México!!!

O Joshua Tree é um parque muito interessante, foi bem rica a experiência de visitar um parque praticamente no deserto. Eu não passaria mais do que dois dias por lá, acho que um dia inteiro é o suficiente caso você não tenha interesse em escalar diferentes pontos pelo local. O que mais me desanimou em explorar a região por mais de um dia foi a escassez de hotéis decentes. Caso você tenha visitado a área e saiba de uma acomodação melhor, por favor compartilhe comigo.

Ao sairmos do Joshua Tree, pegamos a estrada por dentro da Mojave National Preserve. A intenção era vermos a Kelso Dunes e a formação rochosa Hole in the Wall. Não contávamos que a reserva fosse TÃO grande e não tivesse praticamente NENHUM lugar para comer, dormir ou ir ao banheiro. Nos demos conta disso muito tarde. Só percebemos que seria uma furada tentar ver estes dois pontos turísticos quando eu precisei ir ao banheiro desesperadamente e tive de fazer xixi no deserto. Sim… justo eu, libriana e fina… fazendo xixi no meio do deserto. O meu medo de ser atacada por uma cobra ou um coiote quase me fez chorar. Infelizmente tivemos que seguir viagem para poder achar algum lugar para passar a noite. Porém fomos agraciados com um por do sol deslumbrante.

Nós não tínhamos noção de que a reserva fosse tão espetacular. Quando começamos a pesquisar sobre a nossa rota, pensávamos em parar por duas horas apenas. É uma pena porque descobrimos que é um local com uma beleza única e não muito divulgado. Porém agora temos em mente a idéia de quando meu marido se aposentar, alugaremos um RV e desbravaremos sem pressa essa região da Califórnia.

No final do dia estávamos tão exaustos que não conseguimos chegar a Las Vegas. Cruzamos a fronteira do estado e pernoitamos em Primm.

No próximo post conto para vocês sobre Primm, uma cidade no meio do nada.

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Por Érica Brasilino

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American National Parks EUA O que fazer em Washington DC Viagens Washington

Manassas National Battlefield Park e Winery at Bull Run

31 de outubro de 2017

Aproveitei a visita da minha amiga de São Paulo, Cyntia e fui fazer um passeio que eu vinha querendo desde a primeira vez que moramos em D.C e nunca fizemos. Ver um dos campos de batalha da Guerra Civil Americana aqui na cidade vizinha de Manassas.

O local que foi o campo de duas grandes batalhas em 1861, é mantido pelo National Park Service e recebe anualmente 900 mil visitantes. Não é nada comparado aos 15 milhões de visitantes que Washington recebe. Porém é um passeio bem interessante se você vier para DC e ficar mais de uma semana por aqui.

O campo de batalha é enorme e você tem de vir preparado para caminhar muito. Se for alto verão, aconselho repelente uma vez que as trilhas são no meio do verde, entre rios e/ou campos abertos.

É um passeio para quem curte andar no meio da natureza e apreciar paisagens bucólicas. O local é muito utilizado por fotógrafos para ensaios de casamento, noivado, fotos familiares e afins. Tenha paciência ao caminhar pelas trilhas uma vez que várias sessões podem estar em andamento no dia que você visitar. No centro de visitantes tem uma exibição com armas, uniformes e curiosidades sobre as batalhas, tem artefatos de época e também é possível assistir um filme sobre as batalhas que ocorreram em Manassas, quando o Sul lutou contra o Norte numa das batalhas mais sangrentas da história americana. O parque está aberto diariamente das 8:30 as 17:00 e fecha apenas nos feriados de Ação de Graças e Natal.

Após visitar o Battlefield eu indico uma visita para descansar e apreciar a vista e um ótimo vinho na Vinícola Bull Run que fica exatamente ao lado da entrada do estacionamento do campo de batalhas. A vinícola foi descoberta por acaso… eu e as meninas (minha amiga Vanessa que mora aqui e a Cyntia) estávamos falando mais do que devíamos no carro e eu errei a entrada para o Battlefield. Foi um achado… acabamos descobrindo essa vinícola sem querer e nos apaixonamos pelo local. Gente bonita, ambiente familiar (tinha uma galera solteira também se essa for a sua pegada). Como eu não sou muito fã de vinhos eu tomei sangria, mas as meninas adoraram o vinho local. A vinícola pode ser visitada para piqueniques, mas não aceita bebidas de fora. Se você não levar nada para comer, não se preocupe, pois, é possível comprar uma variedade de pães, patês e queijos no bar na área interna.

 

Manassas National Battlefield Park

Aberto todos os dias das 9am as 5pm, entrada gratuita

 

The Winery at Bull Run

Aberta de Sábado a Quarta das 11am as 7pm – Quintas e Sextas das 11am as 10pm, entrada gratuita, bolsas sujeitas a checagem de segurança

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Por Érica Brasilino

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American National Parks EUA New York Viagens

Statue of Liberty

17 de outubro de 2017

Um dos passeios mais tradicionais de NYC é sem dúvida a visita a Statue of Liberty. Ir a NYC e não ver ela de perto é como ir ao Rio de Janeiro e não ver o Cristo ou à Paris e não ver a Torre Eiffel. Hoje explico como visitar este monumento símbolo dos EUA.

Visitei a estátua pela primeira vez em fevereiro de 2013 com um frio de -14C. Na ocasião não pude descer na ilha, pois ela estava em reforma após a passagem de um furacão por Nova Iorque. Dessa vez visitei em pleno verão e pude ver o que o passeio tem para oferecer.

Há diferentes maneiras de visitar a estátua. Eu já visitei por conta, comprando o ticket diretamente com os administradores do parque e este ano visitei como parte dos tickets inclusos no valor que paguei para o Big Bus. Vou explicar como funcionam das duas maneiras.

Você pode tanto acessar o site oficial e comprar online ou ir até o quiosque deles que está localizado dentro da Castle Clinton National Monument que fica no Battery Park. Você pode acessar o parque de metrô, ônibus turístico, táxi ou Uber.

Caso você compre o ticket Deluxe para o Big Bus como eu fiz, você receberá um voucher no ato da compra, este voucher deve ser trocado por um ticket próprio para o ferry. Na parada do Big Bus da estátua, tem funcionários uniformizados da empresa prontos para efetuar a troca do seu voucher pelo ticket.

Após comprar/trocar o ticket, é hora de embarcar. Quando estiver no ferry, fique do lado direito da embarcação. Este é o lado que vai passar de frente para a estátua. Se estiver sentado, tenha em mente que todos vão levantar para tentar o melhor ângulo possível. Eu consegui um lugar ótimo nas escadas da embarcação, entre o terceiro e o segundo andar. Quando o ferry foi chegando perto da estátua e perceberam que eu estava lá sozinha, eu já tinha tirado milhares de fotos ótimas sem mais ninguém ao lado (fica a dica).

Na ilha tem uma lanchonete com fast food americano e sorvete, e claro que também tem lojinhas (lojas everywhere). Comprei uma casquinha mista e fui andar. A vista de Manhattan ao longe é bem bonita, mas o que me interessa mesmo é o comportamento humano em locais turísticos. Então apreciei meu sorvete oferecendo meus serviços de fotógrafa para famílias de brasileiros. Eu me divirto quando estou fazendo turismo sozinha, sempre conheço gente bacana.

A Estátua da Liberdade em si causa dois tipos de impressão no viajante. Tem aqueles que ficam extasiados por verem de perto algo que povoa a nossa imaginação por tantos anos por conta de Hollywood. E tem aqueles que se decepcionam com o tamanho dela. Ela não chega a ser tão impetuosa como o nosso Cristo Redentor, mas honestamente eu acho uma estátua muito bonita.

É possível por valores extras visitar o interior da estátua e por outro valor a mais subir ate a sua coroa. Como eu já mencionei em outros posts aqui do blog, eu acho NYC uma cidade muito cara. Acho que morar numa cidade onde o turismo é grátis e maravilhoso como Washington, me deixou mão de vaca. Então acabei não pagando os extras do passeio e fiquei feliz com o que vi. Mas vai de cada um, se você tem $ sobrando ou é o teu sonho subir na estátua, vai com tudo.

Os preços para o ferry e a visita este mês de outubro de 2017 são:

Visita com horário reservado U$18,50

Visita com acesso ao interior da estátua + U$18,50

Visita com acesso ao interior da estátua e a coroa + U$21,50

Visitar a Ellis Island e estátua pelo lado de fora com horário reservado U$53,50

 

O problema de você reservar horário é que NYC é uma cidade caótica. É difíci saber como estará o transito. Tanto que quando visitei a primeira vez eu comprei o ticket na hora, quando cheguei naquela parte da cidade. O site indica que você deve pegar o ferry com pelo menos 30 minutos de antecedência do seu horário agendado.

Os ferries de NY para a estátua, saem todos os dias a partir das 8:30am e o último sai ás 4:00pm. O ultimo ferry da estátua para a ilha de Manhattan sai ás 5:45pm.

É possível também pegar o ferry saindo de New Jersey, diz a lenda que a fila é bem menor.  Você pode ver a agenda completa neste link aqui.

 

*Eu não visitei a Ellis Island. Estava com o horário apertado para encontrar meu esposo no final do dia para um evento na cidade. O ferry dá o direito de descer nas duas ilhas.

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Por Érica Brasilino

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Shenandoah National Park

28 de Março de 2017

A primeira vez que eu ouvi falar do Shenandoah National Park, foi numa foto no perfil do Facebook de uma conhecida. Ela tirou uma foto tão magnífica das árvores alaranjadas no outono americano que eu fiquei enlouquecida e fui pesquisar a respeito. Passamos oito meses em DC e eu sabia que não estaríamos lá para ver a mudança na vegetação, porém por tudo o que eu pesquisava a respeito, valia muito a pena visitar o parque mesmo assim.

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Shenandoah fica no estado da Virgínia e foi estabelecido em 1935. Uma viagem de 40 minutos de carro partindo de Washington e você já está na entrada norte do parque. Ele é famoso por ter sido habitado pelos colonizadores e índios americanos. Hoje há uma variedade de atividades que você pode fazer no parque como caminhadas, trilhas, acampar, andar a cavalo…

Quando visitamos Shenandoah optamos por seguir a Skyline Drive. Basicamente é a rodovia que corta o parque de norte a sul com 169 quilômetros de extensão. Ao longo da estrada você pode apreciar a natureza, a fauna, flora e consegue acessar inúmeras trilhas entre elas a mais famosa de todas a Appalachian Trail. Como na mesma rota carros dividem espaço com pessoas a cavalo, motos, bicicletas e afins, deve-se manter uma velocidade baixa durante todo o percurso. Por essa mesma rota é possível acessar o Visitor’s Center, a área de acampamento e também os resorts que estão localizados dentro do parque caso você decida pernoitar por lá. Como morávamos relativamente perto voltamos no final da tarde pra casa.

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Este é um passeio para quem curte a natureza, quem curte dirigir por lugares verdes e ouvir apenas o som dos pássaros. Aconselho a tirar um dia para fazer sem pressa. No dia da nossa visita, fomos agraciados com a visão de um urso e.n.o.r.m.e bem na nossa frente. Eu tremia tanto que não sei como consegui tirar foto dele. Eu estava com a cara enterrada na câmera quando o carro parou abruptamente e senti o braço do meu marido me segurando. Ele falou com a maior calma do mundo: “não grite e não faça movimentos bruscos”. De repente lá estava ele, enorme, marrom e imponente bem na frente do nosso carro. Ele atravessou a rodovia com a maior calma do mundo. Tivemos muita sorte pois ele atravessou bem devagar e todos os outros carros atrás de nós não entendiam porque tínhamos parado de repente e quando finalmente se deram conta, ele já estava entrando na mata outra vez. Como foi na época daquele filme O Regresso do Leonardo di Caprio meu maior medo era que ele viesse na nossa direção e nos atacasse. Mas pelo visto ele já esta mais habituado a humanos do que nós a eles.

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Após nosso encontro com o Zé Colméia (hahaha), continuamos dirigindo pelo parque e vimos uma coruja sensacional voar bem a nossa frente. Já era por volta de 5 da tarde e já ia começar a escurecer. Ficamos impressionados pois não é sempre que você vê corujas assim em plena luz do dia voando baixo. Essa não tive tempo de tirar foto (infelizmente).

Nós gostamos muito dos parques nacionais nos EUA, eles são sempre lindos para visitar e entrar em contato com a natureza. Aqui na África sentimos muita falta de poder dirigir ou caminhar por um lugar calmo, bonito e preservado. Acho que neste aspecto os EUA são sensacionais pois tem lugares magníficos onde você não precisa gastar nada para se divertir.

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Nós temos uma lista que inclui o Zyon e o Yosemite para visitar nas próximas idas para lá. Na Flórida já andamos de moto por dentro do Everglades tanto em dia de sol como num dia de tempestade absurda (será tópico para um outro post futuro).

Caso você tenha curiosidade você pode verificar o site oficial do Shenandoah National Park clicando aqui. Lá você terá todas as informações para poder planejar melhor a sua visita.

E você, conhece algum national park por lá que vale a pena a visita? Compartilha comigo.

Ate o proximo post  =0)

 

 

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Arlington National Cemetery

24 de Fevereiro de 2017

Nenhuma visita a Washington D.C é completa sem uma parada obrigatória no Cemitério Nacional de Arlington, o cemitério militar mais famoso dos E.U.A. Aberto na época da Guerra Civil americana, ele é conhecido por ser o lar eterno de mais de 400 mil veteranos (e contando). Entre as personalidades que lá foram enterradas com honras militares estão o ex-presidente e ex primeira dama John Kennedy e Jacqueline Kennedy Onassis, o ex senador Robert Kennedy, há também uma tumba simbólica para os integrantes da espaçonave Challenger que explodiu em janeiro de 1986 ao vivo perante os olhos incrédulos de milhares de pessoas ao redor do mundo que acompanhavam pela T.V a missão. Se quiser mais informações sobre esse fato clique aqui (em inglês).

Você pode pensar que visitar um cemitério é algo macabro ou tenebroso. Tem sim seu lado melancólico, mas o tour é tão rico em informações que vale a pena. O cemitério foi palco da primeira comemoração do feriado americano do Memorial Day em maio de 1868 dando inicio a tradição de relembrar aqueles que morreram em combate (tão patriótico). O cemitério é famoso por ser o único que tem representantes de todas as guerras que os E.U.A já participaram. Há também os restos mortais de 3 inimigos americanos (dois italianos e um alemão) que faleceram na região metropolitana de Washington durante seu cativeiro. Como a convenção de Genebra impõe a obrigatoriedade de serviço funeral para presos de guerra, Arlington por ser o cemitério mais próximo de onde eles faleceram acabou sendo o local onde o enterro foi realizado. Há também pelo menos 4000 escravos livres enterrados na sessão 27 do cemitério com a nomenclatura “citizen”. Todos eles moravam ao redor do terreno que hoje abriga Arlington, uma vez que essa região era conhecida por ser uma terra onde todos os escravos viviam livres. Durante o período de transição no final da era escravocrata, os escravos que conseguiam sua liberdade construíam sua vida nessa região.

O cemitério pode ser visitado a pé (não aconselho) ou com o tour (pago).  A pé você andará (muito) entre milhares de tumbas sem saber quem foram algumas daquelas pessoas. Já com o tour, o guia (em inglês) mostra exatamente por qual sessão do cemitério você esta passando, quem esta enterrado ali e também conta histórias bem interessantes sobre algumas das personalidades famosas na história americana. Evite visitar durante o feriado de Memorial Day ou Veterans Day, é absolutamente lotado.

Dentro do cemitério há um anfiteatro em estilo grego romano onde todos os anos e celebrado o feriado do Memorial Day. Ali também ocorre a  famosa troca da guarda na tumba do soldado desconhecido onde um representante sem identificação das três maiores guerras (Vietnã, I Guerra e II Guerra Mundial) estão enterrados. A solenidade é bem tocante. E ao lado da tumba do senhor John Kennedy Jr. fica a famosa chama eterna que (diz a lenda) nunca se apaga.

Você pode acessar o cemitério atravessando a ponte atrás do Lincoln Memorial, Se estiver vindo pelo National Mall e tiver muito no pique de continuar perdendo calorias, a vista é deslumbrante. Se preferir pegue um táxi ou um Uber por U$4 (preço de agosto/2016). A entrada do cemitério custa U$13.50 para adultos, metade para crianças, e U$10 para idosos. Militares e veteranos que comparecerem uniformizados a entrada é grátis ou U$6,75 para adultos e metade do valor para crianças de militares. O cemitério é o único local em D.C que esta aberto 365 dias no ano. A troca da guarda acontece a cada hora cheia (1:00, 2:00, etc.) de outubro a março e a cada meia hora (1:30, 2:00) de abril a setembro. Durante outubro a março o cemitério está aberto das 8am as 5pm e de abril a setembro das 8am as 7pm.

Nota: No Memorial Day, marines colocam uma bandeira dos EUA em CADA UMA das mais de 400 000 tumbas, Impressive.

E voce já visitou ou planeja visitar o Arlington National Cemetery? Compartilha comigo a sua experiência.

Até o próximo post  =0)

 

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks EUA O que fazer em Washington DC Viagens Washington

Roteiro de 3 Dias em Washington DC

08 de novembro de 2016

Atendendo a pedidos da minha adorada amiga Robs, o post de hoje é um roteiro de 3 dias por DC. O que ver e fazer na cidade que tem milhões de eventos e lugares para visitar com tempo reduzido? Quando recebemos nossos familiares por lá eu já sabia de primeira onde levar eles e por quê. Tenha em mente que serão três dias muito cansativos mas que dá pra cobrir os pontos mais importantes da cidade, gastar a sola do tênis, aprender muita história americana e perder uns quilos. Vamos as dicas.

Dia 1

Monumentos do National Mall + Tidal Basin e seus Monumentos + Holocaust Museum + Bureau of Engraving and Printing

De metrô vá até a estação Foggy Bottom e ao subir as escadas rolantes desça a 23rd St. pro lado direito. Descendo essa rua inteira, ao final você vai dar de cara com o Lincoln Memorial. Comece seu passeio por ele e aprecie a grandiosidade que é este monumento. Depois sente na escadaria de frente ao monumento e aprecie a vista do local onde Martin Luther King Jr fez seu famoso discurso I Have a Dream.  Seguindo pelo lado esquerdo veja os monumento dedicados aos que perderam suas vidas na Guerra do Vietnã. São três memoriais: O The Three Soldiers, Vietnã Women’s Memorial e o Vietnan Veterans Memorial. Siga andando em direção ao Washington Monument e pare para apreciar o lago Constitution Gardens. Há uma mini ilha no centro do lago que pode ser acessada por um caminho a pé. Ali veja os nomes dos 56 políticos e homens de dinheiro que assinaram a Independência dos EUA. Continue andando em direção ao Washington Monument e pare no imponente World War II Memorial. Um dos mais belos na minha opinião. Encontre seu estado americano do coração e tire sua selfie. Após apreciar toda a beleza deste monumento espetacular, vá até o Washington Monument. Ele geralmente é aberto para visitações como expliquei neste post. Só que no momento ele esta fechado devido a um problema no elevador principal. Mas visite ele por fora mesmo assim. Ele é muito alto e pode ser visto de várias partes da cidade (além de estar presente em vários filmes e seriados).

De frente para o Lincoln Memorial hora de caminhar de volta em direção a ele. Pare no meio do caminho no DC War Memorial que por não ser um monumento nacional mas sim do estado muitas pessoas casam nele. Na sequência caminhe até o Korean War Veterans Memorial. Fique impressionado como as estátuas parecem ser homens de verdade num campo de batalhas. Após ver este último monumento do National Mall atravesse a avenida bem em frente que se chama Independence Av SW e você já estará na entrada do Martin Luther King Jr Memorial que fica exatamente no Tidal Basin. Ali fique impressionado com as frases de impacto que foram ditas em vários discursos e sermões do pastor que tanto lutou pelo movimento Civil Rights contra a segregação racial nos EUA. Uma vez que você já esta no Tidal Basin comece a caminhar em direção ao lado direito e você chegará no meu memorial favorito: o Franklin Delano Roosevelt Memorial. O único presidente que ficou no poder por 4 mandatos seguidos e tirou os EUA da depressão no pós segunda guerra. Tão grandioso quanto o legado que ele deixou no pais. Após continue caminhando pelo seu lado direito e chegue ao George Mason Memorial um dos pais da constituição americana. Seguindo o lago ainda pelo seu lado direito você chegará ao Thomas Jefferson Memorial que também é muito bonito e fecha a parte de monumento do Tidal Basin.

Quando você chegar neste ponto você já terá percorrido 6.5 kms e aproximadamente 14 mil passos de acordo com o meu iWatch. Quando faço estes passeios por D.C no dia seguinte preciso de Tylenol para levantar da cama, mas é um exercício que vale muito a pena. Não pense que você vai descansar, agora é hora de ir ver o dinheiro ser feito no Bureau of Engraving and Printing. E na sequência hora de ficar chocada com a maldade humana no emocionante Holocaust Memorial Museum. Se você seguir este roteiro já terá aproveitado muitíssimo bem o seu primeiro dia em DC. No final do dia após tantas andanças eu me daria ao luxo de atacar uma cheesecake na famosa The Cheesecake Factory na estação Clarendon do metrô. Vai por mim.

Dia 2

Library of Congress + US Supreme Court + Capitol + US Botanic Gardens + Smithsonian Air & Space Museum + Museum of the American Indian

Vá direto para a estação Capitol South e comece seu dia ás 8 da manhã. Na Library of Congress veja o primeiro livro impresso da história entre outras curiosidades. O passeio é imperdível. Após se impressionar com o prédio suntuoso e cheio de cultura e conhecimento, vá para o prédio do lado direito e se sinta importante ao visitar a Suprema Corte americana. Se tiver sorte conseguirá pegar um tour guiado pela sala onde ocorrem os julgamentos mais importantes do país. Ao sair de lá, atravesse a rua e visite o centro do poder americano o Capitólio, um dos prédios mais emblemáticos e filmados da capital do poder. Faça o tour guiado e absorva todo o conhecimento e as informações disponíveis. Saia do Capitólio e desça a Independence Avenue pelo lado esquerdo e respire o ar puro e veja toda a beleza do US Botanic Garden. Após essa pausa para apreciar a natureza ataque um lanche no McDonalds que esta localizado dentro do Air & Space Museum e já aproveite para visitar um dos museus queridinho dos turistas em D.C. Se tiver muito cansado tente assistir um dos filmes nas salas 3D do museu que duram em média 45 minutos e são ótimos para aprender e descansar simultaneamente. Caso você tenha tempo e energia eu aconselharia uma passagem super rápida no museu do lado o do American Indian (lembrando que os museus fecham as 5 da tarde).

Neste roteiro do segundo dia a distância percorrida entre os pontos de interesse será de 3,2 kms. Lembrando que você ainda deve levar em consideração o seu tempo caminhando dentro dos museus. Pode tomar aquele shake extra no McDonald’s do Air and Space Museum afinal você estará no lucro.

Dia 3

White House + National Museum of African American History and Culture + National Museum of American History + Smithsonian National Museum of Natural History + National Gallery of Art Sculpture and Garden + National Archives

O último dia é um banho de conhecimento e cultura. Vá direto para a estação McPherson Square e de lá ande até a casa mais famosa do mundo. Sim o Obama mora ali na Casa Branca e está bem mais perto do que você pensa. Após tirar suas selfies e postar no Instagram, hora de ir em direção ao National Mall e ver todos os museus que o seu tempo permitir. Começamos pelo novíssimo National Museum of African American History que infelizmente eu não tive a oportunidade de ver pois inaugurou em outubro e nós já estávamos na África. Visite e me conte tudo o que tem de fantástico neste lugar. Na sequência vá para o museu ao lado, o American History e aprenda sobre a história dos EUA contada por eles. Se bater a fome aproveite para comer no próprio museu, pois a cafeteria deles é ótima e quase não há comida na rua se for um dia de semana no inverno. Na sequência, siga para o museu mais visitado dos E.U.A: o Museum of Natural History e se encante com tudo o que foi mostrado no filme Uma Noite no Museu. Após tirar fotos de dinossauros e afins siga para o National Gallery of Art Sculpture Garden e tome um café de frente para a fonte lindíssima rodeada de instalações de arte ao ar livre. Se você visitar D.C no inverno, a pista de patinação no gelo estará disponível no jardim. Caso seja antes das 5 da tarde de um pulo rapidamente no National Archives para ver o documento original da Declaracão de Independência americana. O documento é mantido numa sala com pouca iluminação e com controle de ar. Os americanos piram por lá.

E após andar por todos estes museus, eu aproveitaria essa última noite na cidade para andar pelo National Mall mais uma vez, só que a noite. Os monumentos sob a luz do luar são de uma magnitude absurda. Vale muito a pena.

D.C é uma cidade que passar apenas 3 dias é uma pena. Tem TANTA coisa para ver, fazer, aprender… fiquei lá por 8 meses e ainda não vi tudo. Não vejo a hora de voltar e continuar a descobrir coisas fantásticas por essa cidade linda.

Caso tenha alguma dúvida ou comentário deixa uma mensagem pra mim abaixo,

Até o próximo post  =o)

 

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Por Érica Brasilino

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National Mall

14 de junho de 2016

Hoje vou falar sobre a menina dos olhos de todos os turistas que visitam Washington D.C: O National Mall.

Não ele não é um shopping… é um parque nacional e vai desde o Capitólio até o Lincoln Memorial cobrindo aproximadamente 3 quilômetros de uma ponta a outra. Estima-se que esta área receba cerca de 24 milhões de visitantes por ano!!!

Os residentes de DC gostam de ir ao National Mall para praticar exercícios ao ar livre. A vista é deslumbrante. O mall também é conhecido mundialmente porque sempre que os EUA são atacados por alienígenas a estátua do Lincoln ou o Washington Monument são destruídos.

O Mall é uma das minhas áreas favoritas de DC. Tem tanta coisa para ver por lá que você pode passar dias voltando para o mesmo local para ver coisas diferentes. Para visitar o mall você deve planejar com antecedência pois tudo depende de quanto tempo você terá para a sua viagem.

É possível acessar o National Mall por algumas estações de metrô diferentes. Tudo depende de qual área você irá desbravar. Olhando a foto acima fica mais fácil entender. Se você visitar a área dos monumentos que ficam entre o Lincoln Memorial (este prédio em estilo grego/romano) e o Washington Memorial (o obelisco alto no centro do parque) é mais fácil acessar pela estação Foggy Bottom do metrô (linhas laranja, prata e azul). Se você for ao mall para visitar os museus que estão localizados entre o Washington Monument e o Capitólio, o melhor acesso é pela estação Smithsonian do metrô (linhas azul, laranja e prata). Tem tanta coisa bacana para ver nesta área que vou postar individualmente sobre cada atracão, assim fica mais fácil para você  decidir o que fazer e quanto tempo gastar em cada área uma vez que vale a pena gastar tempo pra ver tudo por lá.

O mapa acima dá pra ter uma ideia de tudo o que você tem disponível para ver no Mall. O rio Potomac divide Washington de Arlington que fica no estado vizinho da Virgínia, e por lá você também tem atrações para visitar como o Pentágono, Arlington National Cemetery, Old Town Alexandria, entre outros. Se você conseguir planejar sua visita, terá tempo para ver as melhores atrações das duas cidades.

O national mall eu dividiria em dois dias. Um apenas para os monumentos e o outro para ver os museus. Mas isso será tema para outros posts.

A título de curiosidade… quando recebemos visitas aqui, no primeiro dia sempre levo eles para um tour dos monumentos no Mall. De acordo com o Activity App do iWatch este tour é de aproximadamente 7 milhas (11.2 quilomêtros). Ou seja, tenha em mente que você vai precisar de sapatos confortáveis porque caminha-se muito por aqui.

No próximo post vou falar sobre o Lincoln Memorial e os monumentos que estão ao lado dele que dá pra fazer no mesmo dia de visita. Se tiver alguma dica ou pergunta  deixe abaixo que eu respondo.

Até lá  =)

 

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Por Érica Brasilino

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