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Roteiro de 3 Dias em Washington DC

08 de novembro de 2016

Atendendo a pedidos da minha adorada amiga Robs, o post de hoje é um roteiro de 3 dias por DC. O que ver e fazer na cidade que tem milhões de eventos e lugares para visitar com tempo reduzido? Quando recebemos nossos familiares por lá eu já sabia de primeira onde levar eles e por quê. Tenha em mente que serão três dias muito cansativos mas que dá pra cobrir os pontos mais importantes da cidade, gastar a sola do tênis, aprender muita história americana e perder uns quilos. Vamos as dicas.

Dia 1

Monumentos do National Mall + Tidal Basin e seus Monumentos + Holocaust Museum + Bureau of Engraving and Printing

De metrô vá até a estação Foggy Bottom e ao subir as escadas rolantes desça a 23rd St. pro lado direito. Descendo essa rua inteira, ao final você vai dar de cara com o Lincoln Memorial. Comece seu passeio por ele e aprecie a grandiosidade que é este monumento. Depois sente na escadaria de frente ao monumento e aprecie a vista do local onde Martin Luther King Jr fez seu famoso discurso I Have a Dream.  Seguindo pelo lado esquerdo veja os monumento dedicados aos que perderam suas vidas na Guerra do Vietnã. São três memoriais: O The Three Soldiers, Vietnã Women’s Memorial e o Vietnan Veterans Memorial. Siga andando em direção ao Washington Monument e pare para apreciar o lago Constitution Gardens. Há uma mini ilha no centro do lago que pode ser acessada por um caminho a pé. Ali veja os nomes dos 56 políticos e homens de dinheiro que assinaram a Independência dos EUA. Continue andando em direção ao Washington Monument e pare no imponente World War II Memorial. Um dos mais belos na minha opinião. Encontre seu estado americano do coração e tire sua selfie. Após apreciar toda a beleza deste monumento espetacular, vá até o Washington Monument. Ele geralmente é aberto para visitações como expliquei neste post. Só que no momento ele esta fechado devido a um problema no elevador principal. Mas visite ele por fora mesmo assim. Ele é muito alto e pode ser visto de várias partes da cidade (além de estar presente em vários filmes e seriados).

De frente para o Lincoln Memorial hora de caminhar de volta em direção a ele. Pare no meio do caminho no DC War Memorial que por não ser um monumento nacional mas sim do estado muitas pessoas casam nele. Na sequência caminhe até o Korean War Veterans Memorial. Fique impressionado como as estátuas parecem ser homens de verdade num campo de batalhas. Após ver este último monumento do National Mall atravesse a avenida bem em frente que se chama Independence Av SW e você já estará na entrada do Martin Luther King Jr Memorial que fica exatamente no Tidal Basin. Ali fique impressionado com as frases de impacto que foram ditas em vários discursos e sermões do pastor que tanto lutou pelo movimento Civil Rights contra a segregação racial nos EUA. Uma vez que você já esta no Tidal Basin comece a caminhar em direção ao lado direito e você chegará no meu memorial favorito: o Franklin Delano Roosevelt Memorial. O único presidente que ficou no poder por 4 mandatos seguidos e tirou os EUA da depressão no pós segunda guerra. Tão grandioso quanto o legado que ele deixou no pais. Após continue caminhando pelo seu lado direito e chegue ao George Mason Memorial um dos pais da constituição americana. Seguindo o lago ainda pelo seu lado direito você chegará ao Thomas Jefferson Memorial que também é muito bonito e fecha a parte de monumento do Tidal Basin.

Quando você chegar neste ponto você já terá percorrido 6.5 kms e aproximadamente 14 mil passos de acordo com o meu iWatch. Quando faço estes passeios por D.C no dia seguinte preciso de Tylenol para levantar da cama, mas é um exercício que vale muito a pena. Não pense que você vai descansar, agora é hora de ir ver o dinheiro ser feito no Bureau of Engraving and Printing. E na sequência hora de ficar chocada com a maldade humana no emocionante Holocaust Memorial Museum. Se você seguir este roteiro já terá aproveitado muitíssimo bem o seu primeiro dia em DC. No final do dia após tantas andanças eu me daria ao luxo de atacar uma cheesecake na famosa The Cheesecake Factory na estação Clarendon do metrô. Vai por mim.

Dia 2

Library of Congress + US Supreme Court + Capitol + US Botanic Gardens + Smithsonian Air & Space Museum + Museum of the American Indian

Vá direto para a estação Capitol South e comece seu dia ás 8 da manhã. Na Library of Congress veja o primeiro livro impresso da história entre outras curiosidades. O passeio é imperdível. Após se impressionar com o prédio suntuoso e cheio de cultura e conhecimento, vá para o prédio do lado direito e se sinta importante ao visitar a Suprema Corte americana. Se tiver sorte conseguirá pegar um tour guiado pela sala onde ocorrem os julgamentos mais importantes do país. Ao sair de lá, atravesse a rua e visite o centro do poder americano o Capitólio, um dos prédios mais emblemáticos e filmados da capital do poder. Faça o tour guiado e absorva todo o conhecimento e as informações disponíveis. Saia do Capitólio e desça a Independence Avenue pelo lado esquerdo e respire o ar puro e veja toda a beleza do US Botanic Garden. Após essa pausa para apreciar a natureza ataque um lanche no McDonalds que esta localizado dentro do Air & Space Museum e já aproveite para visitar um dos museus queridinho dos turistas em D.C. Se tiver muito cansado tente assistir um dos filmes nas salas 3D do museu que duram em média 45 minutos e são ótimos para aprender e descansar simultaneamente. Caso você tenha tempo e energia eu aconselharia uma passagem super rápida no museu do lado o do American Indian (lembrando que os museus fecham as 5 da tarde).

Neste roteiro do segundo dia a distância percorrida entre os pontos de interesse será de 3,2 kms. Lembrando que você ainda deve levar em consideração o seu tempo caminhando dentro dos museus. Pode tomar aquele shake extra no McDonald’s do Air and Space Museum afinal você estará no lucro.

Dia 3

White House + National Museum of African American History and Culture + National Museum of American History + Smithsonian National Museum of Natural History + National Gallery of Art Sculpture and Garden + National Archives

O último dia é um banho de conhecimento e cultura. Vá direto para a estação McPherson Square e de lá ande até a casa mais famosa do mundo. Sim o Obama mora ali na Casa Branca e está bem mais perto do que você pensa. Após tirar suas selfies e postar no Instagram, hora de ir em direção ao National Mall e ver todos os museus que o seu tempo permitir. Começamos pelo novíssimo National Museum of African American History que infelizmente eu não tive a oportunidade de ver pois inaugurou em outubro e nós já estávamos na África. Visite e me conte tudo o que tem de fantástico neste lugar. Na sequência vá para o museu ao lado, o American History e aprenda sobre a história dos EUA contada por eles. Se bater a fome aproveite para comer no próprio museu, pois a cafeteria deles é ótima e quase não há comida na rua se for um dia de semana no inverno. Na sequência, siga para o museu mais visitado dos E.U.A: o Museum of Natural History e se encante com tudo o que foi mostrado no filme Uma Noite no Museu. Após tirar fotos de dinossauros e afins siga para o National Gallery of Art Sculpture Garden e tome um café de frente para a fonte lindíssima rodeada de instalações de arte ao ar livre. Se você visitar D.C no inverno, a pista de patinação no gelo estará disponível no jardim. Caso seja antes das 5 da tarde de um pulo rapidamente no National Archives para ver o documento original da Declaracão de Independência americana. O documento é mantido numa sala com pouca iluminação e com controle de ar. Os americanos piram por lá.

E após andar por todos estes museus, eu aproveitaria essa última noite na cidade para andar pelo National Mall mais uma vez, só que a noite. Os monumentos sob a luz do luar são de uma magnitude absurda. Vale muito a pena.

D.C é uma cidade que passar apenas 3 dias é uma pena. Tem TANTA coisa para ver, fazer, aprender… fiquei lá por 8 meses e ainda não vi tudo. Não vejo a hora de voltar e continuar a descobrir coisas fantásticas por essa cidade linda.

Caso tenha alguma dúvida ou comentário deixa uma mensagem pra mim abaixo,

Até o próximo post  =o)

 

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Por Érica Brasilino

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Vizinhança da Casa Branca – Parte 2

09 de setembro de 2016

Continuando nosso passeio pela vizinhança da Casa Branca que começou neste post aqui, hoje falo sobre o que mais você pode ver uma vez que já esta nessa área da cidade.

 

Saindo da Renwick Gallery e descendo a 17th St em direção ao National Mall, pare em frente ao Corcoran Gallery of Art. O prédio por si só impressiona de tão bonito. Infelizmente a galeria de arte esta fechada neste momento (agosto/2016) mas você pode tirar fotos lindas do prédio pelo lado de fora.

Logo atrás do Corcoran você encontra o Octagon Museum. É um museu administrado pela associação de arquitetos de D.C e é uma casa tombada como National Historic Landmark. A casa foi construída em 1799 pelo primeiro arquiteto do Capitólio e hoje tem exibições que mostram a arquitetura e mobília da época em que foi construída.

Voltando para a 17th St, o próximo prédio suntuoso é o da American National Red Cross. Este prédio homenageia tanto as mulheres que serviram durante a Guerra Civil Americana e também é o quartel general de uma das organizações mais conhecidas no mundo. Para quem não sabe, a Cruz Vermelha é uma instituição humanitária que ajuda países necessitados ao redor do mundo após desastres de grandes proporções. Neste prédio há uma janela feita pelo filho do dono da joalheria Tiffany’s chamado Tiffany Window. Esta é a única janela feita por ele que esta em seu local original. Construída na época por U$10 mil dólares hoje não se fala em valores, porém especialistas acreditam que valem milhões de dólares.

O prédio ao lado da Red Cross é o DAR – Daughters of the American Revolution. Essa organização é basicamente destinada para descendentes de pessoas que lutaram pela independência americana. Para se associar, a pessoa deve ter no mínimo 18 anos de idade. Eles tem aproximadamente 180 mil membros associados pelos EUA e por todo o mundo. Essa associação era predominantemente branca, porém na década de 60 por conta da luta do movimento Civil Rights eles passaram a aceitar negros e qualquer outra minoria que comprovasse ser descendente de pessoas da época da revolução. O DAR é considerado o maior prédio do mundo dirigido apenas por mulheres. Tambem é considerado uma das maiores bibliotecas de árvore genealógica existente atualmente.

Siga caminhando para o próximo prédio em direção ao National Mall e você estará em frente ao Organization of American States. Essa organização reúne os países das Américas do Norte, Central e do Sul para promover a unificação, cooperação e a paz entres os países das Américas. Tentei visitar o museu deles que fica localizado na parte de trás do prédio, porém estava fechado para reformas. Tentei em março/2016, então não sei precisar se já está aberto ao público.

Seguindo à sua esquerda você estará em frente ao enorme gramado verde conhecido como Ellipse. O Ellipse geralmente é aberto ao público e sempre há várias atividades nele ao longo do ano. Porém a mais famosa para quem mora na cidade é a National Christmas Tree. É algo como a árvore de natal do Ibirapuera para nós de São Paulo. O Ellipse e simplesmente enorme e você pode ficar bem cansado se quiser caminhar por ele.

Se você tiver tempo para ver tudo isso vale a pena. Como eu moro aqui eu fiz em dias diferentes pois essas caminhadas podem ser bem cansativas. Claro que muitas vezes as pessoas não tem o tempo que eu tenho e cortam pela metade os passeios. Caso você passe rapidamente de carro/ônibus/táxi/Uber em frente a estes prédios já saberá do que se trata.

Eu não entrei em nenhum destes prédios – (atualização do dia 9 de Setembro ao revisar este texto) – entrei no American Red Cross no meu último dia antes de sair de D.C em Agosto. Vou fazer um post específico sobre como fazer um tour guiado por lá. Vou deixar os links de cada instituição abaixo e se você tiver tempo e curiosidade por alguma dessas instituições poderá se informar melhor.

Corcoran Gallery of Art: http://www.corcoran.org

Octagon Museum: http://architectsfoundation.org/preservation/

American National Red Cross: http://www.redcross.org/about-us/history/explore-our-history

Daughters of the American Revolution: http://www.dar.org/national-society/visitor-information/plan-your-visit

Organization of American States: http://www.oas.org/pt/default.asp (em português)

The Ellipse: https://www.nps.gov/whho/planyourvisit/explore-the-southern-trail.htm#CP_JUMP_2801867

Caso você tenha visitado algum destes locais ou planeje visitar, deixe seu comentário abaixo.

 

Até o próximo post  =D

 

 

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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Smithsonian National Museum of American History

26 de agosto de 2016

Hoje falo sobre o terceiro museu mais visitado de D.C, o Museu da História Americana. Eu nem sabia que ele existia até vir morar aqui. Quando comecei a pesquisar sobre os locais para passear me deparei com ele lá super importante no mapa do National Mall.

Ao entrar no Museu vindo do National Mall (ele tem duas entradas) você logo dá de cara com a bandeira dos EUA absurdamente enorme e atrás dela fica a primeira de todas que deu origem inclusive ao hino nacional do país. É bem bacana ver de perto o patriotismo dos visitantes e como eles colocam a mão no peito em reverência.

Você pode falar qualquer coisa do povo norte americano menos que eles não amam o país deles. Eles são extremamente patriotas e eu nunca tinha presenciado algo tão forte na minha vida – a não ser durante a Copa do Mundo no Brasil 🙂 (eu sei… não tem comparação). É um amor absurdo e agora entendo o porque tem tantos filmes que tratam sobre este tema.

Como não há uma sequência para ver as exposições neste museu, decidi começar do último andar (terceiro). Pelo menos no dia que eu fui, não havia tour guiado sendo oferecido.

Comecei minha visita pela exibição “Price of Freedom” que fala sobre o preço que a nação americana paga pela sua liberdade e como as guerras determinaram quem os EUA são hoje em dia. A exibição começa pela Guerra da Independência em 1775, passa pela Guerra Civil em 1861, Primeira Guerra Mundial em 1917, Segunda Guerra Mundial em 1941, Guerra Fria 1945, Guerra do Vietnã 1956 e os conflitos recentes que os EUA vem enfrentando.

Continuando neste andar tem uma exibição chamada “The American Presidency” que retrata a presidência dos EUA, viajando pela linha do tempo dos 44 presidentes americanos até hoje com objetos importantes de cada mandato, a era que cada presidente governou, suas dificuldades, etc. Tenho inclusive que voltar a este museu e ver se eles já atualizaram a exposição com algum item sobre o atual presidente Donald Trump.

Logo ao lado dessa exibição vem a minha favorita deste andar que se chama “First Ladies”. Essa exibição fala justamente sobre suas primeira-damas e como era a vida na época de cada uma delas, o que elas representavam para a sociedade, qual o papel de cada uma delas durante o mandato de seus maridos. Eu fiquei encantada com essa exposição. É uma viagem no tempo ver vestidos, objetos pessoais, como o referencial de beleza mudou com o passar dos anos, etc. Abaixo a toda poderosa Michelle Obama doando o vestido que usou na festa de posse do presidente Barack Obama.

No segundo andar que seria o andar de entrada pelo National Mall tem a exibição que mencionei no inicio do post a “Star-Spangled Banner” e também a exibição “American Stories” que mostra objetos importantes para a história do pais.

Já no primeiro andar a exposição mais interessante para mim é a “America on the Move” onde eles abordam a evolução dos transportes nos EUA. Entre os objetos expostos esta uma locomotiva de 199 toneladas modelo 1401 construída originalmente em 1926.

Este museu é enorme e também é considerado um dos mais importantes do grupo Smithsonian. Por eu ser casada com um americano e ouvir muitas coisas em casa sobre a história do país, para mim foi super interessante visitar o museu e entender um pouco mais a cabeça da minha família do lado daqui. Talvez você meu amigo que não seja americano ou não se importe tanto assim com a história dos caras, não passe tanto tempo neste museu como eu passei e talvez não o ache tão interessante.

Lembrando que o Smithsonian National Museum of American History abre das 10am às 5:30pm e também opera em horários especiais no verão americano até às 7:30 da noite. A estação de metrô mais próxima é a Federal Triangle e a sua entrada é livre.

Caso já tenha visitado ou planeje visitar este museu, comenta comigo abaixo as suas impressões,

Até o próximo post =D

 

 

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Smithsonian Butterfly Habitat Garden

18 de agosto de 2016

Hoje falo sobre outro oásis escondido no National Mall que muita gente não dá atenção. O Butterfly Habitat Garden.

Este jardim fica super escondido ao lado do Museu de História Natural e ele tem duas entradas. Ele vai desde a Madison Drive até a Constitution Avenue. Neste jardim há vários tipos de plantas e flores e se você der sorte verá diferentes tipos de borboletas. Diferente da exposição do Pavilhão de Borboletas que esta acontecendo dentro do Museu de História Natural, aqui neste jardim você tem de dar a sorte de ver as borboletas. Já visitei este local algumas vezes e nunca vi uma borboleta por lá. Mas confesso que só visitei durante o frio e borboletas gostam mesmo é de calor. Acredito que se você for durante o verão tenha mais sorte do que eu.

Outro fato interessante é que a cada época do ano que você visitar, as plantas terão uma coloração diferente. No inverno elas estão secas e mortas, na primavera/verão um verde absurdo toma conta da vegetação por aqui e no outono as folhas começam a avermelhar até cair por completo. Em D.C você realmente consegue distinguir as quatro estações do ano.

Confesso que não gastei muito tempo neste jardim. Estava sempre ou muito frio ou muito quente todas as vezes que fui nessa parte do National Mall, então eu realmente não tive muita vontade de explorar. Vi fotos no Google lindíssimas. O que gostei quando passei por ele rapidamente, é que uma vez lá dentro a impressão que dá é que não estamos numa cidade grande pois a vegetação é linda e bem cuidada. Se passar por lá, dê uma olhada mesmo que rápida. Vale a pena.

Agora se você leitor for um entusiasta da jardinagem, o Instituto Smithsonian oferece tours guiados pelos jardins do grupo. Visite a página deles neste link aqui e veja como agendar um tour. Como não acontece todos os dias nem em todas as estações do ano, lá tem explicações de como agendar, número mínimo de pessoas, época do ano, etc. Neste site você também tem informações dos horários de cada jardim da instituição. Lembro que o site oficial deles é em inglês.

Caso você tenha visitado um dos jardins ou planeje visitar, comenta comigo o que achou,

Ate o próximo post =D

 

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Smithsonian National Museum of Natural History

16 de agosto de 2016

Hora de falar sobre o museu queridinho dos turistas, o museu que recebe 7 milhões de pessoas por ano. O famoso Museu de História Natural. Se você tem apenas um dia ou uma semana em Washington, com certeza ele está no topo da sua lista de lugares para ver.

Os números deste museu impressionam, ele é o terceiro museu mais visitado do mundo, o museu de história natural mais visitado do mundo e o museu mais visitado da América do Norte. Não é qualquer museu que segura estes números ano após ano.

Lá você pode ver plantas, animais, fôsseis, minerais, pedras, meteoritos, restos humanos e vários outros itens relacionados ao tema. Cerca de 200 cientistas trabalham atualmente no local.

O museu é enorme, então ao chegar eu aconselho que você pare no balcão de informações para pegar um mapa e se situar. Assim você saberá exatamente onde está e o que você quer ver. Eu subi até o último andar e fui descendo uma vez que o museu é separado por setores.

No segundo andar atualmente as exibições em andamento são: Bones, Live Insect Zoo, Korea Gallery, Mummies, Gems and Minerals, Hope Diamond, Backyard Dinos, FossiLab, The Last American Dinasaur e a Live Butterflies and Plants. Neste andar eu aconselho na Live Insect Zoo, se tiver tempo, ver os docentes mostrando como se alimenta uma tarântula, aconselho também visitar a exposição Mummies caso você curta o Egito antigo, é uma viagem no tempo. A parte da exposição voltada para os dinossauros também é muito interessante, eles tem em exposição um dos mais completos fôsseis de Tiranossauro Rex já encontrados. Confesso que a parte de minerais não prendeu a minha atenção, então passei rapidamente por ela pois este museu é imenso. Ainda no segundo andar, tem uma exposição que é paga à parte que é um viveiro de borboletas e plantas. Se você curtir é uma boa pedida. Eu não paguei pois às terças essa exibição é grátis. Chegue ao museu quando abrir às 10 em ponto e suba diretamente para o segundo andar. No balcão eles distribuem as entradas. Às 10 da manhã os tickets são distribuídos até as 3 da tarde e à partir das 3 da tarde eles distribuem tickets até as 7 da noite. Caso visite num dia qualquer os tickets custam U$6 dólares e se você visitar D.C no verão, aconselho a comprar o ticket adiantado pois fui lá duas vezes mês passado e os tickets já estavam esgotados para o dia.

No primeiro andar do museu as exposições atuais são Mammals, Ocean Hall, African Voices, Human Origins, e algumas outras temporárias. Neste andar eu gastei mais tempo na exposição da Origem Humana. A evolução do ser humano é simplesmente fantástico. Neste momento as exposições temporárias são sobre Mali, Iceland e uma outra sobre fotografias subaquáticas.

Já no andar de entrada do museu as exposições atuais são Birds of D.C e a T-Rex Skull. Neste andar você também encontra lojas, cafeteria, banheiros e amenidades em geral.

Este museu é muito extenso, mesmo que você venha com tempo é possível sair de lá cansado e não ver tudo. Eu já fui diversas vezes e sempre tenho a sensação de que não vi tudo e que tenho que voltar para ver outra parte com calma.

Eles também tem um cinema IMAX com filmes produzidos ou pelo Smithsonian ou pela National Geographic. Vimos a uns dois meses atrás o National Parks Adventure 3D e achei bem legal. Estes filmes tem 45 minutos em média de duração e o ticket custa U$9 por pessoa. Se não tiver tempo, pule essa parte pois em 45 minutos você pode fazer outras coisas no museu.

Como já comentei em outros posts, apesar deste ser o museu mais visitado de D.C ele não é o meu favorito. Eu entendo o porque ele é o número 1, mas pra mim os melhores são o Museu do Holocausto e o Museu do Índio Americano. Mas estes são os meus gostos pessoais que comprovam que nem sempre o que é o favorito da maioria irá ganhar seu coração.

Lembrando que o Museu de História Natural está aberto de segunda a sexta das 10am às 5:30pm e durante os meses de verão americano ele fica aberto até às 7:30pm. A entrada é grátis e a estação de metrô mais próxima é a Federal Triangle.

Se você já visitou ou planeja visitar o museu deixe seu comentário abaixo.

Ate o próximo post =D

 

 

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Por Érica Brasilino

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National Gallery of Art Sculpture Garden

09 de agosto de 2016

E porque não uma galeria de arte a céu aberto? Mas que ótima ideia!!!!

E assim nasceu o jardim de esculturas da National Gallery of Art. Aberta em 1999 este jardim é mantido pela galeria de arte nacional e está situado no National Mall bem ao lado do West Building. Se você estiver cansado após andar muito, é uma ótima ideia sentar por lá para descansar, curtir uma sombra e apreciar a vista.

Na foto abaixo o National Archives visto do Sculpture Garden.

Nos jardins não tem muito o que se fazer, uma vez que não pode correr, andar de bicicleta, patins, nem praticar qualquer atividade física que seja. Animais de estimação também são proibidos sendo autorizado apenas cães guia. O intuito é que os visitantes apreciem esculturas num local incomum. Os jardins abrem diariamente e cada dia segue um horário diferente. No verão de segunda à quinta e aos sábados das 10am as 6pm. Nas sextas das 10am as 8:30pm e aos domingos das 11am as 6pm. Aconselho que você de uma olhada no site oficial antes de ir até lá só por precaução. O site você pode acessar aqui.

Caso você esteja vindo de algum outro lugar mas passou por aqui, há banheiros disponíveis para o público e também um café.

Minhas esculturas favoritas são:

E claro:

Durante o inverno a fonte no centro do Sculpture Garden é transformada em uma pista de patinação no gelo. Coisas que você somente vê na América… Confesso que achei muito mágico durante os meses de dezembro/janeiro ver esta fonte lindíssima se transformar. Me lembrou muito dos filmes Esqueceram de Mim pois eles também colocam musicas natalinas no sistema de som. Se não me engano os tickets estavam em torno de U$10 e você pode patinar por até 2 horas. Mas aconselho acessar o site caso você queira visitar DC durante a época de inverno.

Caso planeje visitar ou já tenha visitado compartilha comigo nos comentários abaixo a sua opinião sobre o lugar.

Ate o próximo post =D

 

 

 

 

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National Gallery of Art

05 de agosto de 2016

A National Gallery of Art está localizado no National Mall e esta dividido entre dois prédios por conta do tamanho enorme de sua coleção.

A galeria de arte nacional tem em sua coleção pinturas, desenhos, impressões, fotografias, esculturas, medalhas, objetos de decoração e faz uma viagem entre o passado e o presente da arte ocidental desde a Idade Média aos dias de hoje. Ela é considerada um dos maiores museus da América do Norte. O museu é composto de 2 prédios sendo o primeiro datado de 1941 e o segundo de 1978. No prédio chamado de “West” building fica a coleção de pinturas e esculturas dos mestres europeus desde a Idade Média até o final do século 19 e entre os artistas podemos ver obras de Monet, Rembrandt, Van Gogh e Da Vinci. Já no “East” building ficam as obras consideradas modernas e contemporâneas e em sua coleção podemos ver nomes como Picasso (meu favorito), Matisse, Andy Warhol entre outros. Em junho quando visitei todas as obras estavam reunidas no mesmo prédio, o West uma vez que o East estava passando por reforma.

A entrada do West bulding é linda:

Vá com tempo, tênis e com muita calma. Quando fui em junho não estava tão lotado. Pegue um mapa no balcão de entrada para você saber exatamente onde estão localizadas as peças dos artistas que você quer ver, uma vez que o museu é enorme e talvez você não tenha tanto tempo assim. O público é mais adulto, crianças podem ficar super entediadas por lá. O museu oferece tours mas diferentemente dos outros museus de D.C os tours aqui são temáticos. Eles também oferecem tours em diferentes idiomas, indico que caso você esteja estudando algum idioma essa é uma maneira legal de praticar. Entre os idiomas disponíveis tem em espanhol, japonês, francês, russo, mandarim, mas infelizmente não tem em português. Caso queira informações sobre um tour em especifico visite o site oficial do museu.

Algumas fotos das pecas em exposição abaixo começando pelo mestre Vincent Van Gogh

E a peca mais difícil de encontrar em todo o museu, rodei como uma louca e encontrei no final da visita após perguntar para mais de um funcionário foi um quadro de Salvador Dallí o meu pintor favorito.

O sacramento da ultima ceia por Salvador Dalli S2

Ao final de sua visita você pode visitar a cafeteria do museu e a gift shop. Tive de me segurar para não gastar uns dólares nas réplicas das peças originais para depois mandar emoldurar. Pra mim foi bem difícil segurar a carteira. Se decidir almoçar ou fazer um lanche na cafeteria do museu sua vista será essa:

É uma cascata que também é visível para quem está do lado de fora do prédio só que por cima. Bem legal não é mesmo?

E a passarela que conecta os dois prédios também é um show a parte. As luzes neste túnel ficam dançando formando um céu estrelado.

A estação de metrô mais próxima é a Archives Navy Memorial/Penn Quarter (linhas verde e amarela). Lembrando que a entrada é gratuita e funciona todos os dias da semana exceto no feriado de Natal e Ano Novo. Abre de segunda a sábado das 10am as 5pm e aos domingos das 11pm as 6pm.

Caso você já tenha visitado ou planeja visitar deixe seus comentários na caixa abaixo.

Ate o próximo post =D

 

 

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U.S Botanic Garden

02 de agosto de 2016

 

O Botanic Garden está localizado no National Mall bem próximo do Capitólio. Ele é administrado pelo mesmo departamento responsável pelos jardins do vizinho famoso. Este é o único local que abre 365 dias do ano em D.C. Não sabia o que esperar antes de visitar e confesso que meu queixo caiu ao chegar lá.

Pelo lado de fora tem este jardim a céu aberto (acima) onde vários funcionários governamentais vão na hora do almoço. Comer um lanche aqui a céu aberto é bem convidativo. Tem essas passarelas no estilo japonês e umas cadeiras espalhadas nos meios das árvores. Uma delícia de lugar.

Mas a grande surpresa mesmo… está lá dentro…

Mas o que fazer lá? Vi grupos de estudantes do ginásio estudando botânica, respondendo questões de professores sobre os diferentes sistemas, vi pessoas apenas observando a beleza das plantas, vi pessoas tirando fotos… eu fui mais com a curiosidade e a câmera mesmo pois não sabia o que ia ver por lá, pois não tinha pesquisado nada a respeito.

O Botanic Garden é separado por sessões onde a temperatura é ajustada de acordo com o local onde essas plantas são encontradas. Você verá plantas e flores raras e espécies em extinção, plantas medicinais, plantas encontradas apenas no deserto, plantas do Havaí, plantas encontradas na floresta amazônica (minha parte favorita pois fala do Brasil), entre outras coisas.

Jardim de Tulipas na entrada:

Deserto:

Na área chamada de Jungle (selva) há um canopy (pontes suspensas) que você pode subir e atravessar de um lado ao outro e ter a perspectiva do alto. Vi que tem elevadores para pessoas com problemas de locomoção. As fotos do alto são espetaculares.

 

Selva:

Lembrando que o jardim botânico abre todos os dias do ano das 10am as 5pm e a entrada é grátis. No verão este horário é estendido até as 7pm, então verifique no site oficial antes de você visitar. A estação de metrô mais próxima é a L’Enfant Plaza. Você pode descer na Smithsonian também, só que a caminhada será maior. Tem banheiros por lá mas não tem nenhuma área de alimentação no local. E lembre que algumas áreas do Botanic Garden são extremamente quentes então se visitar no verão talvez você se sinta um pouco indisposto. Leve a câmera pois as fotos ficarão lindíssimas.

Se você já visitou o Botanic Garden deixe suas impressões nos comentários abaixo.

Ate o próximo post  =D

 

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Por Érica Brasilino

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Smithsonian National Museum of the American Indian

29 de julho de 2016

Hoje falo sobre a visita ao meu museu favorito (entre os gratuitos) em D.C. O National Museum of the American Indian. Eu sei que ele não figura entre os mais visitados e muitas pessoas com tempo reduzido de viagem nem se dão ao trabalho de entrar nele. O que é uma pena pois este museu e riquíssimo em informações, história e cultura.

Este museu está localizado no National Mall ao lado do Smithsonian Air and Space Museum. O prédio já é um show à parte, pois foi feito como uma alusão às ocas de índios. Ele foi aberto em 2004 e é totalmente dedicado à vida, língua, literatura, história e arte dos índios do hemisfério sul das Américas.

Comece seu tour pelo Potomac Atrium logo na entrada do museu, pegue um mapa (em português!!!) para se ambientar. Os voluntários indicarão que você deve começar sua visita pelo 4º andar e ir descendo. Caso tenha tempo reduzido este museu oferece tours de 45 minutos à uma hora com docentes explicando os pontos mais importantes da historia indígena nas Américas Central e do Norte. Lembrando que no átrio sempre tem algum evento acontecendo como danças, apresentações de música nativa, etc.

Indo de elevador diretamente para o quarto andar há um cinema onde começa a exposição. Eles exibem um filme de 13 minutos chamado Who We Are (Quem Somos Nós) que irá te introduzir no mundo indígena. No quarto andar também tem as exposições Our Universes (Nossos Universos) que trata sobre as crenças indígenas e The Treaties Between the USA and the American Indian Nations (Os Tratados entre os EUA e as Nações de Índios Americanos).

No terceiro andar a principal exibição na minha opinião se chama The Great Inka Road que fala sobre a engenharia rústica indígena utilizada para a construção de Machu Pichu ligando Cusco no Peru à Colômbia, Equador, Bolívia, Argentina e Chile. Só de imaginar que sem nenhum dos recursos modernos eles foram capazes de construir um império. É simplesmente sensacional.

Confesso que uma das exibições que mais me chocaram foi uma instalação que exibe entrevistas com descendentes dos povos que foram expulsos de suas casas para a construção dos EUA. Acho que me tocou, pois quando visitei Porto Seguro na Bahia muito se assemelha a nossa própria historia. Os índios que eram os nativos e viviam livres de repente se viram a mercê do branco colonizador e foram enganados, expulsos ou pior mortos em sua terra para a expansão dos países como hoje conhecemos. Muitos foram embriagados e assinaram papéis vendendo suas terras à preço de banana, outros tantos morreram por adquirir doenças do homem branco ao se misturarem. Suas mulheres foram estupradas e seus filhos assassinados.

Aqui neste museu também há uma exposição exaltando o trabalho de integração realizado entre vários índios com os colonizadores como no caso da famosa Pocahontas que aprendeu a falar inglês e foi uma grande intermediadora entre sua tribo e os ingleses, vindo mais tarde a se converter católica para poder casar com o colonizador John Smith e a viver com ele na Inglaterra.

Eu que não sou de comprar nada nas lojas dos museus neste aqui acabei me encantando com um filtro dos sonhos e tenho ele ao lado da minha cama para espantar as energias ruins. Parte das vendas são revertidas para assistir as tribos que as produzem. Se você tiver com dólares sobrando, ajude. É possível comprar desde roupas típicas, bolsas, copos, bijuterias, quadros, à uma infinidade de itens indígenas.

E outra coisa bem interessante por á é o Mitsitam Native Cafe onde você pode comer comida tipicamente indígena. Eu não comi mas vi pessoas falando muito bem da comida.

Lembrando que o museu funciona das 10am as 5:30pm todos os dias exceto no Natal. A estação de metrô mais próxima é a L’Enfant Plaza.

Caso você tenha visitado o museu comenta aqui as suas impressões,

Até o próximo post  =)

 

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Por Érica Brasilino

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Smithsonian National Air & Space Museum

25 de julho de 2016

Hora de falar sobre a menina dos olhos do National Mall. O museu que divide o primeiro lugar com o famoso Museu de História Natural. Simmmmm vamos falar sobre o Smithsonian National Air & Space Museum, o rock star que recebeu no ano passado cerca de 6.9 milhões de visitantes de acordo com o site oficial do Instituto Smithsonian. Ele figura nas listas de TEM DE VISITAR de todos os sites de turismo que falam sobre Washington D.C. Já perdi as contas de quantas vezes eu visitei este museu. Ele é tão grande que ou você reserva uma dia inteiro para visitar com calma ou você divide sua visita em etapas caso seja possível. Tem tanta coisa para ver e fazer que você pode facilmente gastar mais de 4 horas lá dentro.

Ao chegar ao museu te aconselho a ir direto para o balcão de informações. Lá você pode pegar um mapa do local e se informar que horas acontecem as visitas guiadas gratuitas. Caso você tenha pouco tempo essas visitas guiadas vão te levar pelas principais instalações do museu com informações corretas dadas por docentes voluntários. Lá também é possível verificar os horários dos filmes que estarão em cartaz caso você tenha tempo. Eles tem um cinema IMAX 3D que sempre apresentam filmes relacionados com o ar e o espaço que são os temas do museu. Cada filme tem em média 30 a 45 minutos de duração. Os tours têm 1 hora e meia de duração em média e seguem uma ordem cronológica da história da aviação. Para aqueles que precisam de uma visita vapt vupt essa é a melhor maneira de aproveitar bem o museu. As visitas acontecem geralmente às 10:30 e as 13:00. Só esperar perto do balcão do Welcome Center bem em frente à entrada. Caso você visite DC no verão fique atento ao site para ver se eles oferecem o tour em outros horários.

Eu dividi o museu em várias visitas. A primeira vez que fui fiz o andar de cima, depois voltei para fazer o andar de baixo e já fui várias vezes para ver os filmes. O bacana é que você pode ir la só para ver um filme como um cinema normal.

Por ser um museum sobre a aviação e afins, olhe sempre para cima. Muitos aviões estão pendurados no teto e para ver eles melhor, nada como estar no segundo andar do museu. No segundo andar você poderá ver o Módulo Lunar, o Módulo de Comando da Apollo original, o avião criado em 1903 pelos irmãos Wright (pois é, depois de ir neste museu fui ler mais sobre o Santos Dumont e descobri que nosso herói é uma farsa… triste isso), aviões da Segunda Guerra Mundial, vai poder entrar no nariz de um Boeing 747 e ver a cabine de comando. No segundo andar do museu também está localizado o Planetário e custa U$9 (sim as atrações a parte do museu são pagas… mas acho que vale super a pena uma vez que eles não cobram absolutamente nada para você ver as outras atrações e aprender pra caramba com elas).

No andar da entrada que seria o primeiro andar, estão as exposições que falam sobre o início e os anos de ouro da aviação, tem também uma exposição que fala como os Estados Unidos evoluíram à partir da aviação e nessa parte aqui eu como comissária de bordo que sou (por formação não por atuação) fiquei encantada com a exposição dos uniformes, o processo de seleção das comissárias no início dos anos 50, a evolução do serviço de bordo, a evolução da divisão da primeira classe, bussiness class e classe econômica, a luta do primeiro piloto negro para conseguir trabalhar na época do movimento Civil Rights, foram tantas informações que eu fiquei horas apenas nesta parte do museu. No primeiro andar também tem uma instalação sobre a corrida espacial na década de 60.

No andar da entrada tem também a bilheteria para o cinema IMAX (dica: se assistir mais de um filme o primeiro ticket custa U$9 e o segundo custa U$6). Tem também simuladores de vôo que custam entre U$7 a U$10. O preço varia se você já viu um filme no dia e aí tem direito a desconto ou depende do tipo de simulador que você for. Eu não brinquei em nenhum mas o pessoal lá parecia estava super animado.

Após caminhar feito um camelo dentro deste museu, se tiver fome tem um McDonald’s enorme. Aproveite por que este é o único museu do National Mall que tem uma lanchonete com preços mais ou menos decentes. Todos os outros museus tem cafeterias, mas você paga em média U$16 por uma pizza mais ou menos e um suco de laranja.

Lembrando que o Air and Space Museum tem uma coleção tão vasta, que ela não está abrigada em apenas um único local, o Smithsonian tem outra instalação na cidade de Chantilly no estado vizinho da Virgínia e fica a mais ou menos uma hora de carro saindo de D.C. Este museu está praticamente ao lado do aeroporto internacional Dulles. Já visitei os dois e adianto que o outro e tão sensacional quanto este do National Mall.

Bom espero não ter me alongado muito… o museu é enorme e tem muita coisa para ver. Tentei condensar ao máximo com as informações mais importantes. Saliento que para chegar neste museu a estação de metrô mais próxima é a L’Enfant Plaza. Ela está à um quarteirão apenas e fica muito mais próxima do que se você descer na estação Smithsonian (dica de quem conhece D.C como a palma da mão e já andou muito a pé pra cima e pra baixo debaixo de neve e debaixo de sol escaldante). O museu é grátis e está aberto das 10am às 5:30pm (no verão na alta temporada fica aberto até às 7:30pm).

Se você visitar ou já visitou o Air and Space Museum deixe seu comentário abaixo, vou adorar saber as suas impressões sobre o local.

Até o próximo post  =)

 

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Por Érica Brasilino

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Arthur M. Sackler Gallery & National Museum of African Art

18 de julho de 2016

Hoje falo sobre dois museus super escondidinhos no National Mall que quase ninguém da atenção para eles. O Arthur M. Sackler Gallery & o National Museum of African Art. Ambos fazem parte do grupo Smithsonian e estão localizados na parte de trás do Smithsonian Institution Building. A entrada deles é pelo Enid A Haupt Garden e estão localizados bem abaixo do jardim. Os dois museus são conectados por um túnel subterrâneo e você consegue fazer os dois em um único dia.

A Sackler Gallery é um museu de obras asiáticas e possui a maior biblioteca sobre o assunto nos EUA. Foi aberta ao público em 1987 e ganhou este nome pois foi o senhor Sackler quem doou cerca de 1000 objetos da sua coleção pessoal avaliados em aproximadamente U$50 milhões de dólares mais U$4 milhões de dólares em espécie para a instituição (fonte: wikipedia.org).

O museu tem em sua coleção peças da China, Índia, Coréia e Japão. Entre as peças estão fotografias, cerâmicas, pinturas e outras peças relacionadas à cultura asiática.

Uma das partes mais interessantes na minha opinião é a The Peacock Room que foi desenvolvida para um magnata britânico em 1908 para ele exibir sua coleção de cerâmica asiática. Ver a mesma sala mais de um século depois num museu em outro país é fabuloso.

Já o museu ao lado como diz o nome, é focado em arte africana: National Museum of African Art.

Eu confesso que estava com uma curiosidade maior sobre este museu uma vez que vamos morar na África pelos próximos meses.

Este museu começou meio que informalmente na década de 60. Um diplomata americano que viveu em vários países da África colecionava objetos de cada país que teve a oportunidade de visitar. Pessoas que sabiam do interesse do senhor Warren M. Robbins em arte africana contribuíram financeiramente para que ele continuasse a adquirir peças para a coleção. No final dos anos 70 o senhor Robbins contactou o Congresso americano e ofereceu sua vasta coleção para o governo e para o Instituto Smithsonian. Após acertarem a compra da coleção decidiram alocar as pecas no espaço no National Mall que está até hoje. O governo de Oman no final de 2013 fez a maior doação da história do museu de U$1.8 milhões de dólares.

O museu não é grande, mas tem exibições fixas bem interessantes. Peças africanas, fotografias, pinturas, salas onde você pode ouvir os sons e ritmos africanos de vários países. Há uma sala que você senta e ouve os sons de uma feira ao ar livre na África com seus gritos e ruídos. A instalação que mais me interessou na verdade foi uma de fotografias sobre a família real do Benin. Interessante ver a vida da família real, cercada de riqueza e glamour no meio da África sub-sahariana.

Os museus são gratuitos e funcionam de domingo a domingo das 10 da manhã as 5:30 da tarde. Fecham no dia 25 de dezembro apenas. Eles podem ser acessados facilmente pela estação Smithsonian do metrô.

Caso você visite um destes museus, deixe seu comentário abaixo e me fale sobre sua experiência.

Até o próximo post  =)

 

 

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Por Érica Brasilino

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Museus Smithsonian

14 de julho de 2016

O post hoje é sobre os Museus que fazem parte do Instituto Smithsonian que estão por toda D.C e também em NYC e que fazem parte do grupo de lugares mais visitados dos EUA, recebendo todos os anos cerca de 28 milhões de visitantes. É gente que não acaba mais. De acordo com dados oficiais do site do grupo Smithsonian, em 2015 os mais visitados dividindo o primeiro lugar foram o National Air and Space Museum e o National Museum of Natural History com 6.9 milhões de visitantes cada, seguidos pelo National Museum of American History em segundo lugar com 4.1 milhões de visitantes e em terceiro lugar o National Zoo com 2.2 milhões de visitantes. Os dados impressionam.

Mas quem foi o senhor James Smithson e porque ele foi tão importante para os EUA sem ao menos ser americano?

James Smithson era um cientista nascido na França que adquiriu a cidadania britânica e viveu entre 1765-1829 e morreu sem deixar herdeiros. Em seu testamento ele declarou seu único sobrinho como herdeiro total. Porém para ter acesso a esse dinheiro  este deveria casar e ter filhos. Caso seu sobrinho viesse a falecer sem constituir família toda a sua fortuna “deveria ser entregue para o governo americano para que fosse empregado em um Instituto chamado Smithsonian para financiar a busca pelo conhecimento contínuo.

O restante é história. Hoje o Smithsonian Institution é composto por 19 museus e um zoológico sendo que a entrada para eles é gratuita. Isso mesmo GRATUITA e vive de doações de benfeitores, vendas de comidas e bebidas em suas áreas de alimentação, venda de produtos licenciados, exposições especiais temporárias, vendas de tickets para os seus filmes em 3D e etc.

O Smithsonian é sem dúvida parte da cultura americana e um dos motivos principais pelos quais vale muito a pena visitar Washington. Nestes meses que estou por aqui, sempre temos algo para visitar gratuito graças a este senhor gentil e visionário.

O prédio principal é carinhosamente conhecido como The Castle. Mas o nome verdadeiro seria Smithsonian Institution Building. Nele você encontra o Visitor Center para todos os Museus e lá também seria o quartel general do instituto pois muitos trabalham na parte administrativa neste local. O prédio se destaca por ter o estilo dos castelos do século 12 e é considerado um marco histórico nacional americano.

Muita gente pula este prédio quando esta com pouco tempo para visitar D.C, mas se não for o seu caso eu aconselho você a dar um pulinho lá. No prédio você tem acesso a informações para planejar sua visita aos museus com informações de horários, exibições especiais, filmes e assim pode ter uma ideia do que visitar antes de começar sua peregrinação pelo National Mall. No fundo do “castelo” tem um belíssimo jardim chamado Enid A. Haupt Garden que fica simplesmente precioso na época das cherry blossoms que mencionei neste post aqui e você também pode acessar dois museus desconhecidos do grande público que fazem parte do grupo Smithsonian o Freer Gallery of Art e o Arthur M. Sackler Gallery.

Acredito que você vai gastar cerca de 1 hora e meia para ver o castelo e passear pelo jardim. Lá você encontra peças originais de quando o castelo foi construído, fotos sobre o trabalho do senhor Smithson, etc. É uma viagem no tempo. Se você curtir museus é uma boa pedida.

Seguem abaixo fotos que tirei em diferentes épocas do castelo neste ano de 2016 assim dá para ter uma ideia como ele muda com as estações do ano.

Caso você tenha a chance de visitar o prédio comente abaixo e me diga o que você achou a respeito.

Até o próximo post  =)

 

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Por Érica Brasilino

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