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Epic USA Road Trip – Califórnia – Yosemite National Park

10 de abril de 2018

Uma das últimas paradas da nossa road trip pelos Estados Unidos em dezembro foi o Yosemite National Park. Este era um dos únicos lugares da minha lista que era parada obrigatória. O parque não desapontou e após essa visita entendi porque ele é um dos queridinhos dos americanos. No post de hoje explico sobre como visitar, onde se hospedar e o que fazer num dos parques mais lindos que já visitei por aqui.

A noite anterior nós já havíamos pernoitado pela região e escolhemos o Gunn House Historical Hotel na cidade de Sonora. O hotel em si se mistura com a história da cidade e tem uma sala de café da manhã incrível. Impossível não ser transportado para o século passado ao tomar uma xícara de chá num prédio construído com pedras. Se você tiver tempo, vale gastar umas 2 horas andando por Sonora. Uma das inúmeras cidades que nasceram por conta da corrida do ouro americana, eles tem inclusive um museu que fala sobre a Gold Rush.

Entramos no parque pelo lado oeste, pela rodovia 140. A estrada tem um visual de cair o queixo e já é uma viagem a parte. O motorista infelizmente não consegue apreciar muito a paisagem uma vez que a estrada é bem estreita em alguns trechos é cheia de curvas. Mas os passageiros se esbaldam com a beleza da região. Aconselho que você faça o download um mapa off-line ou use mapa de papel, pois o celular já começa a ficar intermitente nessa área. Sinal de wifi pelo parque é grátis para quem se hospedar lá dentro ou se você decidir pagar o pacote de dados por dia. Então não é possível depender única e exclusivamente dele.

Outro fator importantíssimo para visitar o Yosemite é ficar de olho na previsão do tempo, especialmente se você visitar o parque no inverno (nosso caso). Nós não sabíamos se conseguiríamos porque a previsão era de neve. Tanto que a rodovia de acesso mais bonita do parque (Tioga Pass) já estava fechada e não conseguimos nem chegar perto dela. Como visitamos Mammoth Lakes e o Lake Tahoe, estávamos do lado leste do Yosemite e tivemos de dar uma volta enorme para entrar pelo lado oeste do parque por conta do fechamento da região. Pesquise as condições da estrada se você pretende visitar o parque entre novembro-março. Verifique inclusive o Twitter oficial do Parque e do departamento de estradas da Califórnia que atualizam a conta deles diariamente com informações importantes para os turistas.

Quanto mais próximo do parque menos opções para abastecer o carro e quando finalmente encontrar um posto o preço será mais alto (em torno de U$4 o gallon), fique atento.

Ao entrarmos no parque já demos de cara com um mirante que só podia ser traduzido como WOW, o Big Crane Flat. Confesso que me emocionei em ver ao vivo o Half Dome e o El Captain logo assim na entrada do parque. Mesmo enfrentando um vento congelante e um sol mentiroso, a beleza do Yosemite antes mesmo de chegar ao Visitor’s Center e o Yosemite Valley já me deixou extasiada.

Como essa viagem foi no estilo “decidimos o que fazer ao chegarmos no local”, percebemos no caminho entre Sonoma e o parque que chegar até o Village levaria muito tempo (algo em torno de 2 horas pelo menos) e que deveríamos pernoitar por lá. Não sabíamos porém, se conseguiríamos uma vez que os hotéis lá dentro esgotam as reservas com meses e meses de antecedência. Por sorte descobrimos que ainda tinham algumas vagas no Yosemite Valley Lodge e conseguimos reservar um quarto para uma noite. Quando for ao Yosemite JAMAIS faça isso, principalmente se for entre a primavera-verão. Este é um dos parques considerados premier nos EUA e a procura por ele é insana. Só conseguimos uma vaga por ser inverno e antes do Natal, fomos informados pela recepcionista do Lodge que em qualquer outra época do ano isso é impossível.

O Lodge é um dos hotéis mais em conta dentro do parque (mais barato ainda seria acampar no parque). Pagamos U$190 por uma noite num quarto com duas camas, mini-cozinha, banheiro e uma varanda.

Para passear pelo parque você pode tanto dirigir seu próprio carro ou você pode utilizar o sistema de ônibus que deixa você nas principais paradas. Logo após fazer o check in no Lodge meu marido optou por dar uma volta de ônibus para se familiarizar com o sistema e saber exatamente onde iríamos no dia seguinte.

Para comer o parque oferece algumas opções para quem não estiver num motor home e não for cozinhar a própria comida. Nós utilizamos o Mountain Room que ficava no nosso hotel. Comida simples estilo cafeteria com bandejão. Não é nada de outro mundo, apenas cumpre o que promete. Dentro do parque também há um supermercado (sim!!!). O Village Store tem desde comida até itens mais finos como tem também opções para presentes. Adorei passar um tempinho lá dentro escolhendo meus souvenires de viagem.

Se você estiver viajando on the budget, aconselho levar sua própria comida. O Yosemite Park se mostrou um local bem caro para um parque nacional. Inclusive este foi um dos parques mais caros que visitamos nesta viagem. Lembre de que o Yosemite é lar de vários ursos e animais selvagens, então siga as orientações de segurança e nunca deixe comida no carro ou fácil acesso para animais. Existem várias maneiras de manter sua alimentação segura em parques nacionais e vou falar sobre isso em outro post.

 

E o que fizemos por lá afinal?

Nossa visita foi condensada, passamos uma tarde inteira, uma noite e um dia inteiro por lá. Tenho plena consciência de que não vimos metade do que deveríamos e sabemos que vamos voltar para explorar numa outra estação com temperaturas mais amenas. Mas para quem foi em pleno inverno nós até que fizemos muita coisa:

 

– Ranger Talk

Participamos de uma palestra de uma hora com um professor de botânica dentro do parque. Ele nos deu uma explicação bem interessante sobre as árvores e plantas encontradas na região como os tipos de animais que essas plantas atraem. Foi bem bacana, porém é super boring para crianças (lembrando que a palestra claro é totalmente em inglês). Para informações sobre a programação cultural do parque clique aqui

 

– Starry Skies Walking

Este foi o ponto alto do nosso primeiro dia no parque (fora ter entrado pela Big Crane Flat e ter se maravilhado com a vista). Essa caminhada noturna durou aproximadamente 90 minutos e uma park ranger contou lendas indígenas sobre a criação dos céus dessa região dos Estados Unidos. Quer ainda mais magia? Foi a noite que aconteceu uma das maiores chuvas de meteoros da atualidade. Foi simplesmente um espetáculo a parte. Não apenas as histórias contadas pela ranger eram incríveis mas o céu do Yosemite é lindissimo. Como não tem luzes de nenhuma cidade muito próxima, é possível ver praticamente tudo sem a ajuda de telescópios. Caso você decida pernoitar dentro do parque, aconselho veementemente a fazer estou tour. Pagamos U$10 cada um. Informações neste link aqui.

 

– Lower Falls Trail

No segundo dia aproveitamos para fazer a trilha da Yosemite Falls. A cachoeira é linda. Ouvimos de um outro visitante frequente que a visão das águas é ainda mais impressionante após o inverno quando todo o gelo e neve começam a derreter e enchem os rios do parque. Deve ser realmente incrível uma vez que o parque neste momento está semi-fechado por conta de risco de inundação. Que loucura!

 

 

– The Majestic Hotel

Fizemos uma visita guiada ao Majestic Hotel que foi construído em 1927 dentro do parque. A diária do hotel é de apenas U$530 dólares por noite (leia com ironia por favor). O local é fenomenal, desde a arquitetura como a decoração rústica. Vários presidentes e chefes de estado já passaram pelo hotel ao longo dos anos e nas semanas que antecedem o Natal eles oferecem um jantar de gala chamado Bracebridge que é inspirado em banquetes medievais. Custa U$400 por pessoa e são servidos 7 pratos desde entrada até o cafezinho final. Durante o jantar de gala há encenação com atores sobre os costumes de época. Caso tenha interesse você pode encontrar mais informações aqui.

 

– Mirror Lake Trail

Considerada uma trilha fácil, passamos aproximadamente 2 horas praticando essa atividade. A caminhada em si não é difícil, mas o terreno não é convidativo para pessoas com mobilidade reduzida. Como visitamos no inverno o lago não estava cheio então o “espelho” que é esperado nessa região não estava tão visível. Valeu pela caminhada com o meu marido e as palhaçadas que contávamos um ao outro no caminho.

 

– Tunnel View

Quando achávamos que o Yosemite não tinha mais nada para nos surpreender… eis que na saída do parque demos de cara com o mirante mais belo de todos. O Tunnel View é sem dúvidas o local mais espetacular que vimos nessa viagem. Finalizar a nossa visita ali foi mágico. Ficamos abraçados apreciando aquela vista espetacular. Prometemos voltar lá um dia.

 

Voce pode obter mais informações sobre o que ver e fazer no Yosemite acessando a página principal do parque. Caso visite a Califórnia, inclua este parque no seu roteiro. O Yosemite é um dos locais mais lindos que já visitei nos Estados Unidos e com certeza quero voltar para explorar ainda mais este local tão exuberante.

 

Até o próximo post  =)

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Por Érica Brasilino

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Epic USA Road Trip – Califórnia – Lake Tahoe

29 de março de 2018

Saímos de Mammoth Lakes em direção ao Lake Tahoe. O lago fica na divisa entre os estados de Nevada e da Califórnia. Meu marido queria passar por lá antes de seguirmos para o Yosemite National Park, então aproveitamos que estávamos dirigindo pela região e fomos checar o local.

O Lake Tahoe é o maior lago alpino da América do Norte (lago alpino é um lago situado em altitudes elevadas). O lago é um dos pontos turísticos mais visitados da Califórnia.

Não sei se porque nós já havíamos visitado lugares deslumbrantes nessa road trip, eu honestamente não consegui achar o Lake Tahoe tudo o que falam. Claro que tudo é uma questão de perspectiva e o bacana de ser turista é que nem sempre um local que é o máximo para uma pessoa será para outra.

Então o que fizemos por lá? Fizemos o tour básico que todo turista de primeira viagem em Lake Tahoe faz, dirigimos ao redor de todo o lago para ter uma ideia do local.

Quem visita o Lake Tahoe no inverno geralmente quer esquiar, mas como já tínhamos passado pela estação de Mammoth Lakes, não visitamos nenhuma estação de esqui. Tiramos o dia para dirigir e apreciar a vista montanhosa com o lago ao centro.

Na região de Stateline do lado de Nevada perto do lago, é possível se hospedar em cassinos no mesmo esquema de Las Vegas. Tem inclusive um Hard Rock Café por lá.

Ao sairmos de Lake Tahoe seguimos para o Donner Memorial State Park. Localizado ao norte de Lake Tahoe, o parque estava na minha lista de viagem desde que viajei para a Califórnia a primeira vez em 2012.

O parque foi criado para preservar o local chamado Donner Camp, exatamente onde os membros do grupo Donner ficaram presos no inverno de 1846-1847 num local sem abrigo e com quase nada de suprimentos. Aqueles que sobreviveram do grupo tiveram de recorrer ao canibalismo. Caso você tenha curiosidade sobre a fatídica situação do Donner Party clique aqui para ler mais a respeito.

No parque ao visitarmos o Visitor’s Center, pudemos ver vídeos sobre o grupo Donner e ver exibições com peças reais encontradas na região que pertenciam aos sobreviventes. A história é fascinante e também é um retrato de como funcionavam os grupos que fizeram parte da corrida do ouro na Califórnia. Vale a pena visitar o parque caso você esteja na região do Lake Tahoe.

Nossa viagem pela Califórnia continua no próximo post que será o último sobre a nossa road trip, onde vou falar sobre o Yosemite National Park, o parque que eu mais queria ver nessa viagem.

 

Até lá  =)

 

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Por Érica Brasilino

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Epic USA Road Trip – Califórnia – Mammoth Lakes

21 de março de 2018

Chegamos à cidade após sairmos do Death Valley. Depois que li o guia da Lonely sobre a Califórnia a uns anos atrás, descobri a região e me apaixonei. Eu sabia que um dia iríamos visitar, e calhou de termos tempo nessa viagem. Mammoth está a 4 horas de carro do Death Valley e a paisagem muda completamente ao chegar na área. Montanhas cobertas de neve, frio que nos obriga a usar o mais pesado dos casacos, equipamentos de esqui, chocolate quente, e tudo o mais que você sempre viu nos filmes e na TV sobre este tipo de cidade.

Ao chegarmos focamos a nossa visita a Mammoth Mountain, estação de esqui utilizada pela equipe nacional americana de esqui para os treinos olímpicos e paraolímpicos. O local tem uma infraestrutura estupenda, não sei se por que estávamos visitando uma estação de esqui pela primeira vez e não temos parâmetro para comparar com outras, achamos tudo muito moderno, limpo, organizado e caro.

A estação oferece pacotes e atividades para todas as idades (não para todos os bolsos). Eu nunca esquiei e na verdade nunca tive nenhuma vontade de esquiar na vida, sou uma pessoa de praia e estava lá mais pela curiosidade de entender como funciona este tipo de turismo e curtir um pouco as montanhas cobertas de neve. Dito isso, entre todas as opções disponíveis a que mais nos interessou seria andar de Snowmobile, uma espécie de jet ski para a neve. Infelizmente não conseguimos fazer o passeio pois como visitamos Mammoth no inicio da temporada de inverno, ainda não tinha nevado o suficiente para podermos andar com segurança no equipamento. As únicas atividades disponíveis eram na ocasião o esqui e a Gondola Ride.

A Gondola Ride é basicamente um teleférico que vai desde a base da montanha até o topo, com uma parada na montanha usada pelos esquiadores de nível básico antes de seguir para o topo da segunda montanha onde os praticantes de esqui mais experientes e profissionais podem aproveitar por sua conta e risco (a segunda montanha é mais alta, mais íngreme e mais perigosa). No nosso caso, subimos até a última montanha e fizemos um tour pelo local. Vários turistas principalmente mais idosos ou com crianças de colo faziam este passeio. No topo da última montanha há uma cafeteria com vista panorâmica e há também uma loja de souvenir e um museu explicativo sobre a montanha e a região. A vista é espetacular.

O bacana da Gondola Ride é que você pode passar o tempo que quiser nas duas estações e é possível ter uma ideia de como funciona o esporte. Vimos vários professores ensinando todas as idades, vimos profissionais que simplesmente se jogavam montanha abaixo fazendo manobras espetaculares e vimos crianças aprendendo desde cedo o que é o esporte. Porém é um programa caro e realmente o público que faz este tipo de turismo é seleto. Ao passear por uma das lojas conheci o Felipe, um estudante brasileiro que trabalhava lá durante o inverno como parte de um programa de intercâmbio. Ele comentou conosco que é muito raro encontrar brasileiros por lá e que no dia anterior os Jonas Brothers estavam no local com a amiga Selena Gomez e que as irmãs Kardashian são frequentadoras assíduas. Já dá para ter uma ideia do local só por este comentário.

Mammoth é uma região lindíssima que vale muito a pena ser visitada. Os preços, porém, são salgados, mesmo para nós que pagamos em dólar. Deixo abaixo alguns valores para vocês terem noção do que estou falando:

  • Ticket 1 dia para utilizar a montanha U$160 por pessoa
  • Aula de esqui + ticket para teleférico + aluguel de equipamento por 2 horas U$209 por pessoa
  • Snowmobille tour (o que mais nos interessava) aqui menciono os preços para o tour onde iriamos os dois no mesmo equipamento (eu não tenho a necessidade de pilotar, prefiro ir como passageira assim tiro fotos): Tour de 90 mins U$159 e Tour de 180 mins U$299
  • Snow Play Park (local onde você e seus filhos podem descer uma montanha menor e menos perigosa de boia) U$40 por pessoa para 75mins de diversão
  • Gondola ride (suba a montanha de teleférico e veja a região do topo) U$27 por pessoa, fique o tempo que quiser em qualquer uma das montanhas. A viagem entre as montanhas é ilimitada e você pode passar quanto tempo quiser. No momento em que você descer até a base, acaba a validade do ticket
  • Snowcat Tour (tour num veiculo próprio fechado, aquecido, próprio para a neve, com parada para um picnic num local cênico) entre U$60 a U$65 por adulto, preço varia de acordo com o horário escolhido para o tour.
  • Diária hotel por U$109 a noite num quarto com banheiro compartilhado ou
  • Diária hotel por U$199 a noite num quarto com banheiro privativo

Agora que você tem uma ideia de quanto custa visitar uma estação de esqui e quanto custa a brincadeira, fica mais fácil para você decidir qual rim vender para poder esquiar (hahaahaha).

Mammoth Lakes é só esqui? NÃO!!! Milhares de turistas visitam para fazer trilhas, ver lagos deslumbrantes e sentir na pele o friozinho Californiano.

Após sairmos de Mammoth pegamos a estrada e visitamos no caminho o Lake June. Estava deserto, mas acredito que no verão deva ser muito visitado, pois vimos várias instalações para turismo.

Mammoth Lakes me lembrou Campos do Jordão de uma certa maneira. É uma cidade cercada de montanhas onde a maioria dos turistas visitam na época de inverno para esquiar. A região é belíssima e se nós tivéssemos mais tempo, iríamos explorar com certeza. Quem sabe numa próxima oportunidade a gente possa fazer isso com mais tempo.

No próximo post vou falar sobre nossa próxima parada nessa épica viagem de carro, o Lake Tahoe.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks Califórnia EUA Nevada Quando Viajar Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Death Valley National Park – Parte 1

09 de março de 2018

Quando decidimos fazer uma road trip pelo sudoeste americano meu marido tinha apenas uma única e singela reinvindicação: teríamos que passar pelo Death Valley. Não importava para onde eu queria ir, o que queria ver, fazer, comer, desde que ele pudesse ver com os próprios olhos o famoso Vale da Morte. Confesso que eu não tinha conhecimento algum sobre a região e o nome me dava calafrios. O parque foi uma surpresa sem tamanho. Tanto que foi o local que passamos mais dias de todos os locais que visitamos nessa viagem, 3 no total. Foi o local das fotos mais sensacionais, das paisagens mais inóspitas, foi onde vimos a beleza da falta de água ou da água salinizada em estado puro. Hoje compartilho com vocês o que ver, fazer, onde dormir, comer e como se preparar para visitar o deserto mais famosos dos EUA.

O Death Valley está localizado na Califórnia, mas faz fronteira com o estado de Nevada. Se você visitar tanto Los Angeles ou Las Vegas como porta de entrada para essa região do país, terá fácil acesso pelos dois lados. 95% do parque é considerado área selvagem e por isso visitar a área requer planejamento. Desde entender as mudanças bruscas de temperatura que ocorrem dentro do próprio parque como onde dormir ou comer, pode ser vital para que a sua visita não se torne uma dor de cabeça. Antes de pegar estrada passamos em um mercado em Las Vegas e compramos provisões. Como nunca nenhum de nós tínhamos visitado um deserto antes, li sobre o que deveríamos ter conosco. Então tínhamos barras de cereais, aproximadamente 20 litros de água em garrafas de 2 litros, Gatorade, snacks diversos, barras de cereal, chocolates, e mais um monte de itens diversificados.

No caminho passamos por paisagens incríveis. Era justamente o que nós tínhamos em mente, dirigir numa estrada sem fim e sem outras pessoas ao redor. Passávamos por outros carros a cada 20 minutos e olhe lá. Se você curte dirigir sem se preocupar com semáforo, pedestres e quer apenas apreciar a natureza em estado bruto com uma música bacana no sistema de som do carro, este tipo de viagem é perfeito para você.

Nós saímos de Las Vegas no estado de Nevada e pegamos a Rodovia 160 em direção a Pahrump. Aconselho os amantes de fotografia a pararem no acostamento (com segurança por favor) e a tirarem fotos da rodovia sem fim. Nunca antes dirigimos por estradas que era possível enxergar mais de 10 milhas á nossa frente e não ver nenhum carro, a experiência é sem dúvida muito diferente. Fique atento pois há relatos de coiotes nessa região e não quero que você seja atacado por um. Essa rota é também muito indicada para os amantes de motocicleta. Acredito que fazer essa viagem nessa época do ano (inverno) de moto deve ser fantástica.

Nós finalmente chegamos no Death Valley pela entrada de Amargosa (a entrada sul do parque). Paramos na placa de entrada do parque e já começamos a ter uma noção do que teríamos pela frente, NADA. Mas não um nada que não seja interessante, mas o nada em estado bruto. Você pode simplesmente rodar um filme no Death Valley que a sensação será a de que você está literalmente em outro planeta.

Logo após o local onde está a placa com o nome do parque há a entrada em si. Ali você deve efetuar o pagamento no quiosque de acordo com os valores que estão fixados no totem. Também é possível pegar mapas e o jornal informativo. Aconselho veementemente que você use o banheiro mesmo que não queira. Banheiros no Death Valley são escassos. O que é interessante é que não tem ninguém efetuando a cobrança da entrada. Entende-se que você será uma pessoa honesta e fará o pagamento.

A primeira parada da nossa jornada dentro do parque foi Zabriskie Point, local árido chamado de badlands por ser de difícil travessia. Essa parte lembra muito a superfície da lua. No local á 5 milhões de anos atrás era o Furnace Creek Lake que secou, porém deixou milhões de vestígios até hoje, sensacional.

De lá partimos para o Visitor Center que diferente de outros parques, está localizado mais ao centro na região que também se chama Furnace Creek. Ao chegarmos no local ficamos surpresos com a quantidade de visitantes. Os meses de novembro-fevereiro são considerados a alta temporada do parque, pois é a única época do ano que é possível fazer trilhas no Death Valley. Por ser um dos locais mais quentes do mundo, os amantes de trekking e da natureza optam por visitar no inverno americano. Claro que não sabíamos disso, pois estamos começando agora a nossa vida de desbravadores de parques nacionais.

No Visitor Center conversamos com os park rangers, pedimos informações e diferente de outros parques, este tem opções de comida para venda. O que é sensacional pois o local é completamente deserto. Como opções tinham sanduiches natural, Gatorade, potato chips e barras de cereal. Praticamente o que tínhamos comprado para essa visita. Há também uma área de picnic do lado de fora com inúmeros bancos. Pelo tamanho da instalação, acredito que durante as férias escolares americanas o local deva ficar extremamente lotado. Há também banheiros e indico a utilização.

Como a luz do dia já estava chegando ao fim, decidimos dirigir para a cidade de Beatty no estado de Nevada. Não se engane, não era longe. Como no Visitor Center era o único local onde nossa internet estava funcionando, ali aproveitamos para reservar um quarto. Sorte de principiantes em viagens deste tipo, encontramos acomodação no Death Valley Inn. Hotel extremamente simples como 99% dos hotéis na região do vale. Para aquela noite só precisávamos mesmo de cama, chuveiro e ar quente que funcionasse, pois a temperatura ao por do sol caiu vertiginosamente.

No meio do caminho quando percebemos que éramos o único carro na estrada dentro do parque, estacionamos e apagamos todas as luzes. O Ezio foi corajoso o suficiente de descer do carro para apreciar as estrelas. Não desci, o medo me paralisou. Fiquei com muito medo de ser atacada por um coiote ou outro animal faminto. Abri a janela do carro e coloquei metade do corpo para fora para apreciar o céu mais lindo da vida. Estar no meio do nada fez com que nossa visão do céu fosse aquela do Google. Vimos estrelas que nem sabíamos que existiam. Ficar ali parada no meio do deserto do Vale da Morte apreciando as estrelas com meu marido deu um novo sentido para a ideia de viagem a dois. Estar em contato com a natureza, ouvir a respiração um do outro, estar atento ao movimento de qualquer folha que seja para não ser surpreendido por um animal. Foi um momento muito especial.

Quando percebemos que estávamos sendo observados por um animal que estava cada vez mais próximo, nos trancamos no carro no escuro e ficamos ali parados atentos para ver o que era. Após uns cinco minutos vimos dois pares de olhos nos encarando muito mais perto do que pensávamos e quando acendemos os faróis do carro vimos dois coiotes a nossa espreita. Claro que eles correram ao perceberem que o carro começou a se mexer, mas foi tenso.

Deixo registrado que visitar o Death Valley é para pessoas que não estão procurando luxo durante a sua viagem. Eu deixo claro que não curto acampar, nunca gostei. Sou libriana, gosto de conforto, uso chapinha no cabelo e maquiagem para ir malhar. Dito isso, mesmo eu com todas as minhas frescuras, confesso que amei o primeiro dia. Sair do local comum e se deixar  surpreender por lugares que jamais pesquisei a respeito ou tinha a intenção de conhecer. No final das contas acho que viajar é isso, é um eterno aprender e surpreender. Que graça tem ser uma menina da cidade e só viajar para cidades?

No próximo post falo sobre o segundo e o terceiro dia dentro do Death Valley, porque ficamos mais tempo por lá do que nos outros parques que visitamos nessa viagem e porque este se tornou o nosso local favorito com promessas de volta.

Até lá  =)

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Epic USA Road Trip – Nevada – Primm e Las Vegas

23 de janeiro de 2018

Primm é uma cidade localizada exatamente na fronteira entre os estados da Califórnia e Nevada. A economia da cidade é totalmente baseada nos três cassinos que lá estão instalados. A cidade é uma “última” oportunidade para turistas que estão saindo do estado de Nevada fazerem suas apostas.

Quando saímos do Mojave National Preserve a ideia era dormir em Las Vegas. Porém estávamos completamente podres de cansados. Então decidimos pernoitar em Primm. Dentre as pouquíssimas opções que tínhamos nos arredores, escolhemos o Whiskey Pete’s Hotel & Casino. Ficamos completamente surpresos com o local. Os quartos acabaram de ser renovados e além de serem enormes estavam bem limpos. Talvez por não ter um fluxo de clientes tão grande quanto outros lugares, seja mais fácil manter o hotel decente.

Para nossa surpresa, no lobby do resort tem uma exposição sobre a morte de Bonnie e Clyde e por incrível que possa parecer, no meio do nada no deserto de Nevada está localizado o carro que foi completamente destruído no dia em que o casal de ladrões mais famoso dos EUA foi assassinado. Também na exposição é possível ver a camisa que Clyde estava usando no dia em que foi assassinado. Os objetos são expostos com cartas que atestam sua veracidade. Não sabíamos sobre essa exposição e quando nos deparamos com os artefatos, claro que pesquisamos no Google a respeito, e para nossa surpresa e espanto, estava lá, tudo devidamente comprovado. Uma daquelas surpresas de viagem não planejadas (obrigada universo). Caso queira mais informações sobre o carro e a exposição clique aqui.

Dentro do resort há um Ihop (famosa rede de café da manhã americano). Quando chegamos por volta de 10 da manhã o restaurante estava vazio, mas ao sairmos mais ou menos às 11:30 o local estava completamente lotado. Como Primm fica no meio do nada, muitos caminhoneiros também param nessa cidade para fazer uma refeição.

Se você estiver numa road trip e passar por Primm e estiver muito cansado para seguir viagem, eu aconselho você a pernoitar por lá. Fora os três cassinos, não espere mais nada da cidade. Entretenimento por lá é bem escasso.

Ao sairmos de Primm passamos rapidamente por Las Vegas. Não estava nos nossos planos parar na cidade pois queríamos seguir direto para o Grand Canyon no estado vizinho. Mas sabe como é.… da rodovia vimos os cassinos grandiosos de longe… então acabamos entrando na cidade. Demos uma volta pela Las Vegas Strip e paramos para almoçar num fast food da vida. Não queríamos perder muito tempo então decidimos que na volta passaríamos uma noite por lá. Nós já visitamos Las Vegas em 2013, então não era o nosso foco visitar a cidade nessa viagem.

No próximo post, vou falar sobre nossa próxima parada, o Parque Nacional do Grand Canyon no estado vizinho do Arizona.

 

Até lá  =)

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Epic USA Road Trip – Califórnia – Pioneertown, Joshua Tree National Park e Mojave National Preserve

19 de janeiro de 2018

Após levar 5 horas para conseguir sair de Los Angeles (não estou exagerando), chegamos na cidade de Yucca Valley. Decidimos pernoitar nessa área pois queríamos visitar Pioneertown e o Joshua Tree National Park. Nos hospedamos no Motel 8 – Yucca Valley. O hotel é péssimo e não recomendamos para ninguém. O cheiro de mofo no quarto era horrendo e o café da manhã que eles anunciam na internet é uma piada. Lição aprendida nessa viagem: nem sempre um hotel com nota 8 no Booking será uma boa escolha. Por sorte a cidade tem um Denny’s e acabamos tomando café da manhã por lá. Como a cidade fica literalmente no meio do nada, não esperávamos nada 5 estrelas pela região. Quando você faz uma road trip pelos parques nacionais, deve estar preparado tanto para pagar muito dinheiro em hotéis de categoria superior ou tentar a sorte num hotel comum fora dos parques e passar raiva.

Começamos nosso dia subindo até Pioneertown. A cidade foi construída na década de 40 por figurões de Hollywood para servir como set de filmagens sobre o velho oeste. Em 2006 parte da cidade foi destruída por um incêndio na região, porém os bombeiros conseguiram salvar pelo menos a avenida principal da cidade onde você pode ver um saloon, estábulo, banco e casa de banho. Fomos até lá por pura curiosidade mesmo, não tem quase nada para fazer por lá. Porém para quem curte fotografia, a locação é incrível.

Em seguida fomos diretamente para o Joshua Tree National Park. Eu nunca tinha ouvido falar sobre este parque na vida, até ler o guia da Lonely Planet sobre os Parques Nacionais dos EUA. O parque é famoso por suas formações rochosas e por suas Joshua Trees (arvores de Josué) no meio do deserto. A maioria dos frequentadores deste parque, são escaladores (amadores ou profissionais), uma vez que o local possui as formações rochosas mais interessantes da Califórnia. O peak season para visitar o Joshua Tree é justamente no inverno americano, como o parque está localizado no deserto, é quase impossível praticar esportes por lá no alto verão.

Acessamos o Joshua Tree pela entrada localizada na 6554 Park Blvd. No Visitor Center é possível conversar com Park Rangers e descobrir a programação do dia, pegar mapas atualizados com as rotas abertas/fechadas para trilhas, tem também banheiros, exposição informativa sobre a geologia, fauna e flora do parque, entre outras informações. Nos visitor centers também é possível encontrar uma gift store com itens que são vendidos para manter o parque como calendários, ímãs de geladeira, livros, fotos, cartões postais, bichos de pelúcia e vários outros itens. Se visitar os parques nacionais, principalmente os menos famosos como o Joshua Tree, PLEASE, compre qualquer coisa por lá. O atual governo não destina muito dinheiro para o National Park Service e estes parques vivem única e exclusivamente das taxas de entrada pagas pelos turistas e os itens vendidos nas lojinhas.

O parque é aberto 24 horas por dia, porém algumas áreas são fechadas ao público por segurança durante a noite. Durante a nossa visita a temperatura máxima chegou aos 18C, no fim do dia, a temperatura tinha caído muito e estava por volta dos 2C.

Como a temperatura na área do deserto pode variar muito de um minuto para o outro, o parque indica o site do National Weather Service forecast for Joshua Tree National Park para que os visitantes monitorem o tempo. Não deixe de levar essa informação a sério e se prepare para quedas bruscas de temperatura se visitar no inverno. Outro item fundamental para visitar este parque é estar atento a sua segurança, o deserto é lindíssimo, mas pode ser extremamente perigoso se você não estiver preparado. Entre outras dicas, as principais de acordo com o próprio parque são:

– Não há serviço de internet ou celular dentro do parque

– Se for passar o dia dirigindo no parque, mantenha um estoque de pelo menos 4 litros de agua por pessoa, se for fazer trilhas ou escalar as pedras, dobre a quantidade por pessoa.

– Evite atividades extremas durante os dias de verão ou de calor intenso

– Proteja-se do sol usando óculos escuros, chapéu, protetor solar e labial

Dentro do parque há banheiros químicos em algumas áreas, lembre de usar sempre que ver um destes banheiros. Não há restaurantes ou hotéis dentro do parque. Caso você decida acampar, lembre que você deve ter com você tudo o que é necessário para a sua sobrevivência. Nós optamos por passar o dia dirigindo dentro do parque nas rotas asfaltadas. Levamos conosco muitas barras de cereal, snacks, chocolates, água, Gatorade e outros snacks.

Fizemos apenas uma trilha, a Hidden Valley Nature Trail. Depois de uns 40 minutos caminhando, sentimos que perdemos a trilha, e antes de entrar em pânico decidimos voltar. Talvez se fosse em outro lugar, nós não teríamos ficado com medo, mas o fato de estarmos no meio do deserto realmente nos assustou.

Após voltarmos em segurança para o nosso carro, dirigimos até o pico chamado Keys View que é um dos picos mais famosos por lá. Do lado direito do mirante é possível avistar a cidade de Palm Springs. A cidade é famosa por ter a maior quantidade de resorts e spas numa única cidade americana por metro quadrado. Os ricos e famosos de Hollywood adoram passar alguns finais de semana por lá cuidando do corpo e da mente. Já do lado esquerdo do mirante é possível ver Coachella. Sim a própria, a cidade que é famosa por conta de um dos maiores festivais de musica do mundo. E olhando mais ao longe, é possível num dia claro e sem neblina ver o México!!!

O Joshua Tree é um parque muito interessante, foi bem rica a experiência de visitar um parque praticamente no deserto. Eu não passaria mais do que dois dias por lá, acho que um dia inteiro é o suficiente caso você não tenha interesse em escalar diferentes pontos pelo local. O que mais me desanimou em explorar a região por mais de um dia foi a escassez de hotéis decentes. Caso você tenha visitado a área e saiba de uma acomodação melhor, por favor compartilhe comigo.

Ao sairmos do Joshua Tree, pegamos a estrada por dentro da Mojave National Preserve. A intenção era vermos a Kelso Dunes e a formação rochosa Hole in the Wall. Não contávamos que a reserva fosse TÃO grande e não tivesse praticamente NENHUM lugar para comer, dormir ou ir ao banheiro. Nos demos conta disso muito tarde. Só percebemos que seria uma furada tentar ver estes dois pontos turísticos quando eu precisei ir ao banheiro desesperadamente e tive de fazer xixi no deserto. Sim… justo eu, libriana e fina… fazendo xixi no meio do deserto. O meu medo de ser atacada por uma cobra ou um coiote quase me fez chorar. Infelizmente tivemos que seguir viagem para poder achar algum lugar para passar a noite. Porém fomos agraciados com um por do sol deslumbrante.

Nós não tínhamos noção de que a reserva fosse tão espetacular. Quando começamos a pesquisar sobre a nossa rota, pensávamos em parar por duas horas apenas. É uma pena porque descobrimos que é um local com uma beleza única e não muito divulgado. Porém agora temos em mente a idéia de quando meu marido se aposentar, alugaremos um RV e desbravaremos sem pressa essa região da Califórnia.

No final do dia estávamos tão exaustos que não conseguimos chegar a Las Vegas. Cruzamos a fronteira do estado e pernoitamos em Primm.

No próximo post conto para vocês sobre Primm, uma cidade no meio do nada.

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Por Érica Brasilino

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Califórnia EUA Onde comer Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Beverly Hills e Bel Air

16 de janeiro de 2018

Chegamos em Los Angeles pelo aeroporto LAX e alugamos um Chrysler 300 na Alamo. Sabíamos que o carro seria a nossa segunda casa por 21 dias, e precisávamos tanto de segurança como de conforto, e o carro não decepcionou. Tanto a performance como o sistema de navegação utilizando o sistema iCar da Apple, passando pelo espaço no bagageiro fizeram deste carro um dos melhores que já dirigimos em viagens aqui nos Estados Unidos. A semana de locação saiu por aproximadamente U$200. Essa não é a categoria mais em conta para alugar, mas tudo depende do que você procura quando precisa dirigir por dias e dias como foi o nosso caso. Se você tiver curiosidade sobre o modelo, deixo aqui o link oficial da Chrysler para você.

Após resolver tudo com a locadora seguimos para o La Quinta Inn no bairro de Inglewood. Com suítes a partir de U$105 por noite, além de estar localizado a 5 minutos do aeroporto, o hotel oferece café da manhã (o café nos surpreendeu, melhor do que esperávamos), wifi, estacionamento coberto privativo e transfer de/para o aeroporto LAX.

No dia seguinte fizemos check out e fomos encontrar uma amiga que mora na cidade e eu não via a muito tempo. Nos encontramos no Le Pain Quotidien perto da famosa UCLA – University of California (vale dirigir por dentro do campus para ter uma noção de como é a vida universitária nos EUA). O restaurante é uma graça e o menu deles é excelente. Eu optei por um pain au chocolat e um café, meu marido foi de avocado e tomato omelete. O que mais gosto dessa “padaria” são as mesas comunitárias. Se você visitar uma cidade americana e ver uma loja da rede, não pense duas vezes, pare e tome um café por lá. É uma ótima opção.

Aproveitamos que estávamos na região, e após nos despedirmos da minha amiga, dirigimos por Bel Air e Beverly Hills.

Estes bairros são famosos por conta das séries Um Maluco no Pedaço e Barrados no Baile, além dos filmes As Patricinhas de Beverly Hills e Uma Linda Mulher, entre outros. A região é simplesmente linda e as casas de tirar o fôlego. Por lá recomendo dirigir pela Rodeo Drive que seria a Alameda Santos de Los Angeles. Não que tenhamos condições de comprar alguma coisa nas lojas grifadas, mas não custa tomar um sorvete andando por calçadas onde os ricos e famosos passeiam com frequência. Eu jurava que ia tropeçar numa Kardashian, mas não foi dessa vez.

Outro passeio imperdível nessa parte da cidade é fazer um tour pela casa dos famosos. Você pode tanto fazer este passeio com um grupo ou você pode comprar pela cidade o mapa com o endereço dos artistas por aproximadamente U$10. Eu peguei alguns endereços na internet em outros blogs de viagem e compartilho aqui alguns com vocês:

  • Michael Jackson – 100 N. Carolwood Drive
  • Walt Disney –355 N Carolwood Dr
  • Tom Cruise –1111 Calle Vista Dr
  • Jennifer Aniston –1026 Ridgedale Dr

Neste site aqui você consegue mapear muitos outros endereços de artistas caso você tenha tempo e curiosidade de dirigir pelo local. Outro ponto de interesse é o hotel onde foi filmado Uma Linda Mulher. O Beverly Wilshire da rede Four Seasons, é muito visitado por curiosos que querem tirar uma foto no lobby da famosa locação de um dos maiores filmes românticos da nossa era.

Não passeamos muito no nosso segundo dia na cidade porque o trânsito em Los Angeles consegue ser pior do que o trânsito de São Paulo numa sexta feira chuvosa antes de um feriado prolongado. Queríamos partir o quanto antes para o nosso próximo destino que não era perto de onde estávamos. Pelo menos deu para sentir um pouquinho da vibe do local. Estar onde o cinema acontece é meio mágico, e a oportunidade de tropeçar numa celebridade é real. Essa foi a minha segunda vez nessa região, eu já tinha visitado Los Angeles em 2012, e num período de 5 anos muita coisa mudou. Porém a quantidade de carros por lá só piorou. No próximo post vou contar sobre o nosso terceiro dia de viagem, nossa visita a região de Yucca Valley.

Até lá 🙂

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Por Érica Brasilino

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