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Epic USA Road Trip – Utah – Bryce Canyon National Park

06 de Fevereiro de 2018

Você já pensou em fazer uma trilha no meio de formações rochosas com de mais de 2700 metros de altura? Então te apresento o Bryce Canyon National Park.

Ao chegarmos na cidade de Bryce Canyon nos hospedamos no histórico hotel Ruby’s Inn que hoje faz parte da rede Best Western. Ao mudar-se para Bryce em 1916, Reuben C. (Ruby) Syrett descobriu que ao lado do seu rancho havia um canyon com vistas espetaculares. Ele ficou tão impressionado com a beleza do local que decidiu hospedar visitantes que passavam pela cidade. Em 1928 Bryce Canyon se tornou um parque nacional e Ruby conseguiu autorização do governo para formalizar seu “tourist rest” transformando assim o seu rancho em um hotel oficialmente. O resto é história.

O complexo é simplesmente enorme e te transporta para uma daquelas cidades do século passado no meio oeste americano. É uma pena que não tenhamos passado mais tempo por lá, adoraria ter tido a oportunidade de desbravar as lojinhas locais.

Como sempre começamos nosso passeio pelo Visitor’s Center. Como já é de praxe quando visitamos um parque nacional, assistimos o filme introdutório sobre a história do parque, entendemos a geologia (por cima, claro) do local, observamos as exposições sobre os animais que podemos encontrar pelo caminho durante o dia e vou na lojinha do parque comprar meus ímãs de geladeira e carimbar o meu Travel Diary/Travel Planner com o stamp oficial do parque. Aproveitamos sempre também para usar o banheiro, eu não sou muito fã dos banheiros químicos espalhados pelos parques.

Acredito que a informação mais importante que nos foi passada pelo Park Ranger foi a que todos os 13 viewpoints do parque estão localizados do lado direito. Dito isso optamos por dirigir por todo o parque até o último viewpoint, que é também o local mais alto do parque. Fomos até o Rainbow Point e começamos a explorar por lá.

O Bryce Canyon é famoso por suas formações rochosas meio alaranjadas que em vários locais tem a formação de um anfiteatro.

Por termos visitado no inverno, o Rainbow Point foi bem sofrido de ser apreciado. Essa parte mais alta do parque ventava tanto que nem mesmo com nossa roupa pesada de frio, conseguimos ficar muito tempo apreciando a paisagem. Tinham turistas que não estavam tão preparados como nós estávamos e eles nem saíram do carro. Este dia foi o dia mais frio que pegamos na nossa viagem, pela manhã acordamos e estava -17C com sensação térmica de -27C.

De lá começamos a voltar em direção a saída do parque e íamos parando nos viewpoints. Na mesma área onde estacionamos o carro para ver o Rainbow Point, fica a entrada da trilha para o Yovimpa Point. Fique atento para não perder. Quase não vimos de tão escondidinho que é.

No Ponderosa Canyon demos de cara com  dois pássaros enormes. O mais engraçado é que eles estavam parados justamente de onde dava para ter o melhor ângulo para fotos do viewpoint. Os park rangers sempre avisam para as pessoas não alimentarem nenhum animal nos parques porque eles se tornam agressivos. Há inclusive placas pelo parque informando o valor da multa altíssima para quem for pego alimentando os animais.

Um dos viewpoints mais espetaculares é o Inspiration Point. Como o nome é quase um spoiler do que te espera, para mim é um dos mais bonitos. E fomos num dia que estava mega vazio, então eu e o meu marido nos abraçamos e ficamos ali em silêncio absorvendo toda aquela beleza e pensando como o cara lá de cima é maravilhoso (e o calor do corpo do outro também ajudava a continuar lá apreciando a vista).

O Sunset Viewpoint era o mais esperado por mim neste parque. Exatamente porque neste viewpoint esta a entrada da trilha Navajo Loop de onde é possível ver o Thor’s Hammer e a formação rochosa Wall Street. Essa foi a única trilha que fizemos no parque, mas valeu muito a pena. Foi nessa trilha que me dei conta de que o sistema de parques nacionais dos Estados Unidos é maravilhoso. E foi nessa trilha que me apaixonei por este tipo de viagem e já tenho pelo menos umas 3 viagens meio programadas na cabeça para os próximos anos por outros parques por aqui.

A Navajo Loop tem aproximadamente 2.2km de extensão e acredita-se que da para fazer ela entre 1 ou 2 horas, dependendo do seu ritmo, mas ela não é um loop no inverno. Ela é considerada uma trilha de nível intermediário. A descida é muito sossegada, o problema é a volta. Ela se torna uma subida muito íngreme. Nós não temos preparo físico nenhum e fizemos a trilha. Não foi “de boa”, mas foi o suficiente para eu decidir voltar a malhar para poder continuar fazendo este tipo de turismo no futuro.

A descida da trilha é bem sossegada, e quanto mais você desce mais interessante fica. Fiquei um pouco assustada porque afunila bastante (chega a ser claustrofóbico) e eu não me senti muito confiante/confortável em passar entre rochas com espaços mínimos entre si. Mas eu queria muito ver o que tinha do outro lado da trilha. Continuamos andando até que não parecia mais tão promissora a vista, então demos meia volta e subimos em direção ao início da trilha. Foi um sacrifício, não vou mentir. O que ajudou a subida foi a água que tínhamos conosco. É impossível fazer trilhas sem carregar água o suficiente para a ida e volta. Quando chegamos no topo da trilha vimos que tinha uma “bifurcação”, então seguimos por ela tendo como companhia do lado esquerdo o famoso Martelo do Thor. A vista é espetacular.

E do nada chegamos exatamente onde eu queria chegar, a vista que eu tinha em mente ao pesquisar sobre este parque no Instagram e no Google:

Ficamos ali do topo da trilha admirando o vazio e a imensidão do Canyon á nossa frente. Quando nos demos conta o sol já estava se pondo e as cores no anfiteatro ficaram ainda mais bonitas. Foi um pôr do sol memorável.

Como escureceu muito rapidamente não conseguimos ver mais nada pelo parque, mas o dia foi muito bem aproveitado. Saímos do Bryce Canyon e dirigimos em direção ao Zion National Parque, que será a estrela do próximo post.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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Arizona EUA Onde comer Viagens

Epic USA Road Trip – Arizona – Horseshoe Bend, Navajo Bridge e Marble Canyon

02 de Fevereiro de 2018

No último post comentei sobre a nossa visita ao Antelope Canyon, localizado na cidade de Page. Outra atração imperdível em Page é a formação Horseshoe Bend. Indicado pela minha amiga Ninna, quando ela viu no Facebook que estávamos numa road trip, ele generosamente compartilhou a informação sobre este destino comigo. Eu nunca tinha ouvido falar e ao pesquisar a respeito, meu queixo caiu.

Horseshoe Bend é uma curva do Rio Colorado que tem a aparência de uma ferradura. A área é aberta ao público e você não precisa pagar para ter acesso. No local tem estacionamento e banheiros químicos. A acessibilidade não é das melhores para pessoas portadoras de deficiência motora. A caminhada entre o estacionamento e o viewpoint é de aproximadamente 20 minutos. Mas a vista… espetacular.

Tenho visto diversas fotos nas redes sociais do local. Cada época do ano e horário do dia vai determinar as cores que você verá no Canyon. Claro que existe muita foto photoshopada na internet, mas nada compara quando você vê o canyon ao vivo.

Após passarmos aproximadamente uma hora no local, pegamos a estrada e começamos a dirigir em direção a Utah. Sabíamos que teríamos uma longa estrada pelo caminho, porém não tínhamos ideia de como essa estrada seria fascinante. Dizer que o Arizona é bonito é pouco.

Na região de Bitter Springs nos deparamos com Port of Page. Uma formação rochosa que foi cortada ao meio para a passagem da rodovia.

Pegamos um desvio pela rodovia 89A que rendeu inúmeras fotos fabulosas e chegamos até a Navajo Bridge. Essa é 1 das 7 pontes que passam sobre o rio Colorado. A ponte data de 1873 e foi construída pelos primeiros moradores da região, em sua maioria mórmons que fugiam da perseguição na época. A ponte esta localizada em uma área deslumbrante em frente ao Marble Canyon. O Marble Canyon é o ponto de partida para aqueles que querem cruzar o Grand Canyon de barco.

Dirigimos por dentro da Glen Canyon Reserve e chegamos a conclusão de que não veríamos metade do que tínhamos para ver na região. O local é simplesmente fantástico, daqueles que você quer colocar uma trilha sonora bacana no som do carro e dirigir por uma estrada sem fim, sem outros carros ao redor e apenas com a natureza como companhia. Para quem esta interessado em fugir da cidade grande, este tipo de viagem é perfeito.

Essa mesma estrada nos levou diretamente para a entrada norte do Grand Canyon. Infelizmente não conseguimos ver essa parte do parque pois ela já estava fechada para o inverno. Mais uma desculpa para voltarmos com tempo no futuro.

Nós seguimos até a cidade de Bryce e jantamos no restaurante do hotel Bryce Canyon Pines. O restaurante estava lotado, mas ele também não era tão grande assim. Caso você faça um pit stop neste local, eu recomendo o fish sandwich.

No próximo post vou falar sobre a visita que fizemos ao Bryce Canyon National Park.

 

Até lá   =)

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Por Érica Brasilino

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