Estilo de Vida

Porquê desisti do cabelo encaracolado?

11 de agosto de 2017

Já fui enrolada, lisa, loira, morena, ruiva. Hoje voltei para a progressiva… e algumas pessoas me perguntam o porquê…

Quero meu cabelo de volta!

Primeiro… honestamente nunca foi a minha intenção deixar de fazer parte do time das alisadas. Aconteceu única e exclusivamente porquê ano passado quando estávamos de mudança para a África eu sabia que não conseguiria encontrar por lá o tratamento que eu estava habituada a fazer. As mulheres africanas não tem a mesma textura de cabelo que nós deste lado de cá do oceano e eu não queria ficar com o cabelo pela metade (raiz enrolada e ponta lisa). Eu não tenho essa paciência que as meninas têm de esperar o cabelo crescer e fazer texturas durante este meio tempo para passar pelo processo de transição. Eu tiro o meu chapéu para as meninas que fazem isso diariamente. É uma luta. Quando meu cabelo estava exatamente do jeito que eu sempre quis (foto acima), manter ele daquele jeito me custava cerca de 100 reais para colorir + 300 reais em média para a progressiva a cada 90 dias. Quando chegamos nos EUA todos os lugares que eu fui (meu noivo pacientemente me levou em dezenas e teve de lidar com a minha frustração ao ouvir sempre as mesmas respostas) queriam me cobrar 500 dólares somente para a progressiva. E nem era a progressiva mas o que eles chamam de queratina. Aqui não se faz progressiva e encontrar um latino ou brasileiro que faça é um parto. Faltando 30 dias para a nossa viagem para o Togo eu fiz o primeiro corte…

Eu sabia que era uma medida paliativa e que eu teria de encarar o problema de frente… mas a cabeleireira ficou com medo de eu me arrepender e depois processar ela… (aqui é a terra do processo). Este corte pra mim não foi tão drástico porque eu já tive este mesmo corte muitas vezes, então pra mim foi natural. Até que faltando alguns dias para viajar de vez para a África me enchi de coragem e fiz o famoso BC (big chopp):

Não vou mentir… não foi nada fácil lidar com os sentimentos conflitantes que passaram pela minha cabeça após cortar o cabelo. Eu não me sentia feminina, eu sentia falta de passar a mão pela minha cabeça e sentir toda aquela imensidão de cabelo que eu sempre tive. Sem contar que este tipo de corte pede que você gaste mais tempo com maquiagem e acessórios uma vez que o cabelo não está mais em evidência e sim o seu rosto. O Ezio foi um fofo durante todo o processo e sempre me assegurava de que me ama de qualquer maneira, com qualquer cabelo, de qualquer jeito. Meus amigos incentivadores e sempre mencionaram o quanto eu era louca ou corajosa e isso me animava a não chorar todos os dias com saudades do meu cabelão. Ao chegar no Togo confesso que gostei de ter tomado a decisão do cabelo curto. Além de fazer um calor absurdo por lá na casa dos 47C, a água também mudou a textura do meu cabelo.

Quando meu cabelo começou a crescer foi que as coisas começaram a complicar… o cabelo encaracolado precisa de muito tempo para deixar ele no lugar. Claro que como eu no momento estou num período sabático, isso não é um problema. O problema é que eu não tenho saco. Foi aí que me lembrei o motivo pelo qual eu optei pela progressiva quando eu tinha 19 anos de idade:  PRATICIDADE. Eu não tenho paciência para cuidar de cabelo, gosto de coisas práticas e rápidas. Sem contar que ao acordar, eu parecia o Ravengar de tão armado que ele estava. Quanto mais meu cabelo crescia, mais eu fazia uso de faixas, lenços, bandanas, presilhas. Mas tem dias que você tem que sair correndo e/ou acordou atrasada… e ai como fica? Usar turbantes na África é fácil… eu não sei como é usar eles no Brasil, nos EUA, ou em outros lugares… e honestamente… eu já gosto de maquiagem às 5 da manhã… eu não sei se quero chamar a atenção pelo combo maquiagem + turbante num dia que meu cabelo não estiver legal. Mas essa sou eu, se alguém estiver lendo e fizer isso eu acho ótimo. Cada um de nós sabemos até onde vai os nossos limites.

Enfim… estes foram os motivos pelos quais eu voltei ao time da progressiva. Isso é muito pessoal e vai de pessoa para pessoa. Tenho amigas que desistiram da progressiva e estão lindas com seus cachos ao vento e super se adaptaram. Quem sabe um dia eu me adapte. Hoje a minha vontade de voltar á química falou mais alto e eu fiz no Brasil e já estou pesquisando lugares para continuar fazendo aqui. Sei que vai levar um tempo para o meu cabelo voltar a ser o que era na primeira foto deste post, mas não estou com pressa. Se amanhã eu cansar do visual liso, volto a cortar. Eu não tenho problemas com grandes mudanças. E acho que o bacana hoje em dia é ter a liberdade de poder ter o cabelo que a gente quiser e bem entender, sem ter que dar satisfações para ninguém. Se você cansou da progressiva, faça a transição capilar, se cansou da transição, volte para a progressiva. Você só deve satisfações para você mesma.

Feliz, sendo escrava da química novamente 🙂

Compartilhe

Por Érica Brasilino

2

Pessoas comentaram

Africa Togo Viagens

Obrigada Togo

08 de agosto de 2017

Este é um post que eu particularmente tinha pensado em não escrever. Mas seria injusto não falar sobre o país onde moramos e principalmente sobre um país que pouquíssimo se encontra na internet a respeito.

A principal avenida do país

Quando descobri que íamos morar no oeste da África, mais precisamente no Togo, minha primeira reação ao nome do país foi… ONDE? Confesso… eu nunca tinha ouvido falar na minha vida sobre este local e tive que recorrer ao Google para ver onde ele estava localizado no mundo. Desde quando fomos informados sobre a mudança até chegar lá efetivamente, foram 21 meses de preparação e pesquisas que não deram praticamente em lugar nenhum. Eu não conseguia encontrar praticamente nada a respeito. Tinha uma foto ou outra no Instagram mas nada que pudesse me dar uma idéia do que estava por vir na nossa vida.

O Togo é um pequeno país localizado entre Ghana, Benin, Burkina Faso e o Oceano Atlântico. Quente praticamente 365 dias do ano, com 60% da população cristã e 40% muçulmana. Um país onde a poligamia é aceita e praticada por alguns e onde a mulher ainda é vista com algum nível de submissão apesar de ser a força de trabalho mais vista nas ruas.

Se não for uma avenida, não tem asfalto

Quando cheguei ao Togo meu noivo já estava lá por duas semanas. Minha saída do Brasil onde eu estava de férias e aproveitava as Olímpiadas com os amigos foi estressante. Ao fazer o check in no balcão da Ethiopian Airlines em Guarulhos fui chamada de lado pelos agentes da companhia. Primeiro eles nunca tinham visto nenhuma mulher viajar para o Togo (o vôo na verdade é SP – Addis Abeba com uma pausa de 40 minutos em Lomé… mas ninguém desce lá nem muito menos uma mulher sozinha!). Além de tudo eu estava com um ticket de ida apenas e com um visto para o país emitido na embaixada do Togo em Washington DC. Tive de contar toda a minha vida e mostrar fotos do meu Instagram para comprovar a minha história. Depois que tudo foi esclarecido fui informada que o Togo é a porta de entrada para o tráfico internacional de mulheres principalmente em rota para o Oriente Médio, então eles queriam ter certeza de que eu sabia para onde estava indo e tinha uma história plausível… do contrário voltaria pra casa. Confesso que fiquei assustada… mas depois tudo fez sentido, e fico feliz que exista essa preocupação com a viajante do sexo feminino desacompanhada.

Ao chegar ao Togo fui a ÚNICA mulher a descer da aeronave… eu e mais uns 6 togoleses descemos e claro todos eles ficaram me encarando curiosos. Por sorte havia uma pessoa me esperando e fez todos os trâmites para mim (contratada pelo Ezio) e não tive de me preocupar com nada. Só apresentava para ela o que ela pedia e ela traduzia para o idioma local. Foi rápido e indolor na imigração e no check point de vacinação (a vacina de febre amarela é obrigatória para a maioria dos países da África). O Togo exige visto para entrar mas o mesmo pode ser obtido no aeroporto na chegada.

O trânsito caótico sem leis da África

Para sair do aeroporto havia uma fila ENORME. Os togoleses abrem TODAS as malas e tiram todos os itens para procurar por drogas. Eu jurava que estavam de olho em itens de importação… não! A preocupação por lá é o tráfico.

Ao sair do aeroporto pude finalmente abraçar o meu amor. No Togo não é possível esperar seu ente querido que chega de viagem dentro do aeroporto, você tem que ficar no calor togolês de 50c lá fora esperando. O bafo era tão quente que eu pensei que não fosse aguentar morar lá.

O sol escaldante do Togo

O caminho entre o aeroporto e a nossa casa foi longo… parece ter demorado uma eternidade… mas depois aprendi que nossa casa estava apenas a 10 minutos do aeroporto. Enfim… foi o suficiente para eu me questionar por várias vezes: “Que diabos eu vim fazer aqui?????”. Quem nunca visitou a África não tem idéia do que é realmente pisar na África. Existem na minha cabeça pré Togo 3 Áfricas: A super desenvolvida que se resume a África do Sul, a África dos safáris onde os animais correm lindamente pelo cerrado com câmeras escondidas da National Geographic (a louca) e a África paupérrima onde crianças desnutridas estão esperando a morte ou a ajuda de alguém chegar. Nunca pensei num meio termo onde as outras pessoas vivem. E foi neste meio termo que eu cai de paraquedas. Numa capital onde eles têm um aeroporto de primeiro mundo, onde soldados com armas guardam a entrada mas na rua do lado de fora do aeroporto pessoas fazem suas necessidades ao ar livre como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ao ver uma senhora agachar na rua para fazer xixi olhando para a minha cara como se ela fizesse isso todos os dias me assustou. Temos a mania absurda de falar mal do Brasil, do governo, do trânsito, mas dar de cara com uma realidade que mesmo nós que viemos de um país com favelas, não estamos acostumados, é para dar tilt em qualquer cabeça. Confesso que fiquei feliz quando o carro virou á direita e entrou num bairro com ruas asfaltadas e com casas lindas que não pareciam estar na África. É feio falar isso? Acredito que sim… mas só estando lá passando por tudo isso simultâneamente para saber como realmente é. Fiquei praticamente uma semana dentro de casa com medo de sair na rua. Mas eu sabia que não podia deixar este medo do desconhecido me ganhar pois eu tinha muito tempo pela frente por lá.

70% da população vive em condições precárias

Claro que estar num país como expatriada, fazendo parte da elite de 1% de pessoas que são consideradas milionárias é surreal. Mesmo sabendo que aqui nos EUA somos classe média e não podemos comprar uma Ferrari, lá éramos vistos como magnatas. E isso muito me incomodava pois eu tenho familiares que lutam todos os dias por uma vida melhor no Brasil, ou seja, eu estava vivendo numa bolha surreal por lá. Nunca na minha vida imaginei ter 4 funcionários em casa e ser chamada de madame. Isso muito me incomodou durante todo o tempo que vivi por lá. Eu nunca usei a piscina de casa nos dias que a Berenice ia trabalhar (segunda, quarta e sexta). Pode parecer ridículo mas eu não tinha coragem de vestir um biquínis e pedir para ela me levar um suco na piscina. Eu também tinha muita vergonha de fazer compras na rua e chegar com as sacolas em casa. Só de saber que nossa compra no mercado por semana era o dobro do valor do salário dos guardas na nossa casa me matava por dentro. Este sentimento de culpa e vergonha me acompanhou durante todo o meu tempo vivendo lá. Saber que minha gaveta de maquiagens tinha o valor do salário da Bernice de 3 anos me enojava. Não comprei nada por quase um ano, não usava maquiagens, não me permitia me arrumar por pura vergonha. Até ouvir de uma amiga psicóloga que como chefe deles uma postura era esperada da minha parte, e eu tinha que agir como a madame (senhora). Isso foi um tapa enorme na minha cara.

O viajante (ocasional ou frequente) tem de ter a mente aberta ao novo. E ir para outro continente traz o choque cultural para a sua realidade diária. É fácil viajar para o Uruguai, Argentina ou até mesmo os Estados Unidos e se sentir confortável. Por mais que sejam outros países, dividimos o mesmo continente e muitas vezes a comida é muito semelhante, como no caso da Costa Rica, México e Cuba. Quando você atravessa o oceano tudo muda de figura. Eu que passei a vida pensando que eu era negra, me vi ser taxada de branca pela primeira vez na vida. Aprendi a dar valor a coisas simples como uma sacola plástica. Ou a caixa de papelão que é utilizada para fazer paredes!

Infância roubada

Claro que existe o togolês classe média, aquele que tem a sorte de ter acesso a educação e a um emprego no governo local ou estrangeiro. E estes tem uma vida consideravelmente confortável. Mas mesmo estes, ainda têm o sonho de imigrar para o Canadá ou para a Alemanha. Essa foi uma das maiores diferenças entre o Brasil e o Togo. Enquanto o Brasil estava numa onde econômica boa, pouco se ouvia falar de pessoas imigrando. Mas quando tudo começa a piorar, o número de pessoas saindo do país aumenta exponencialmente.

Grand Marche, onde sua cor de pele dita o preço

Na cidade a energia elétrica é bem instável e tínhamos geradores em casa. Houveram alguns dias que a energia piscou mais de 10 vezes e o gerador simplesmente trabalhava non stop. A internet também caía com muita frequência, então tínhamos que ter outras formas de lazer como revistas, livros, jogos de tabuleiros ou DVDs (foi assim que começamos a assistir Game of Thrones). Muitas pessoas não tem geladeira ou televisor em casa, então consequentemente muitas não sabem o que está acontecendo no mundo lá fora. Lembro quando mostrei a Bernice a escola de samba do Rio que foi campeã este ano cantando sobre a África, os olhos dela brilharam maravilhados de emoção por ver o continente dela sendo retratado de maneira tão rica.

Minha fiel ajudante Bernice

Por falar na Bernice o dia que jamais vou esquecer foi o dia que perguntei a ela o que ela queria de presente do Brasil. Pensei que ela fosse me pedir uma comida típica ou um par de Havaianas (como eu sou idiota, acho que o mundo inteiro sabe o que são Havaianas) e ela me pediu desodorante!!!!! Como era muito caro na cidade comprar desodorantes, se ela comprasse um ela não poderia comprar comida. Isso porque o salário que ela fazia lá em casa ela era considerada classe média. Quando contei isso pra minha mãe, choramos juntas. Ao voltar do Brasil minha mãe tinha feito um kit de presente para a Bere com vários desodorantes, creme hidratante, batons e outros itens femininos. Jamais esquecerei como ela ficou agradecida.

Crianças sendo crianças

Enfim após 10 meses de Togo estamos de volta á Washington. Eu poderia ficar horas e horas falando sobre o Togo e todas as lições que aprendi neste quase um ano por lá. Eu poderia ter passado dez longos meses reclamando de tudo a minha volta, como era horrível não ter um shopping, um cinema ou qualquer outra coisa para fazer (e não tinha mesmo). Mas preferi optar por ser feliz e absorver a cultura daquele local. E uma lição que vou levar para a minha vida é a de que não importa o tamanho do seu problema, Deus está sempre olhando por você, mesmo que você não veja isso. Agradeça sempre por ter um copo de água limpa ou um travesseiro para descansar a sua cabeça. Nunca vi/conheci gente mais feliz do que a africana, mesmo aqueles que não tem nada. Se um dia tiver a oportunidade de conhecer a África, não pense duas vezes. Mas não a África que vendem nas agências de viagem, mas a verdadeira África, aquela que você vai pensando que vai ajudar, mas sai de lá é presenteado de aprendizado pra vida. Sim o Togo não foi um local fácil para morar, mas foi sem dúvida um divisor de águas na história da minha vida.

Voluntariado com os missionários brasileiros

Compartilhe

Por Érica Brasilino

4

Pessoas comentaram

Compras

Primeira Lista de Mercado

04 de agosto de 2017

Uma das coisas que mais me assustam ao mudar é a compra do mercado. A primeira compra para uma casa nova é sempre grande e cara, seja você recém casado ou profissional que sempre se muda (de cidade, estado ou país). No nosso caso que mudamos com frequência, o rombo no bolso já é esperado. E mesmo já tendo uma casa montada, sempre que nos mudamos levamos em média 3 meses até receber nossas coisas… e qualquer casa precisa de itens básicos de sobrevivência. Mesmo estando num corporate housing (apartamento já mobiliado e com cozinha semi completa), ao voltar para DC tivemos de enfrentar o mercado e comprar tudo do zero. Além de não ter nada na geladeira e na despensa, tudo o que tínhamos de comida no Togo ou foi doado antes da mudança ou está nas caixas de mudança e só veremos em outubro… E tem gente que acha que vida de diplomata é puro glamour…

Como eu sou viciada em listas, claro que tenho uma já pronta no computador para uso sempre que nos realocamos e assim nós não perdemos tempo pensando sobre o que precisamos comprar. Essa lista pode ser adaptada aos seus gostos alimentares e ou necessidades, é apenas uma base para a partir daí retirar ou acrescentar o que quiser:

Limpeza

  • Detergente
  • Veja
  • Lenços Umedecidos com Desinfetante
  • Desinfetante
  • Limpa Vidros
  • Cândida
  • Sabão em pó
  • Amaciante
  • Esponjas
  • Pano de chão, para a pia e pano para tirar o pó dos móveis (se tiver camiseta velha de algodão, economize dinheiro)
  •  Sacos de lixo (eu sou adepta da sacola de mercado para o lixo pequeno do banheiro, então só gasto com o saco grande para a cozinha)

Higiene Pessoal

  • Sabonete
  • Pasta de dente
  • Shampoo
  • Condicionador
  • Absorvente
  • Cotonetes
  • Fio Dental
  • Lâmina e espuma para barba
  • Papel Higiênico
  • Algodão
  • Lenço de Papel

Cozinha

  • Arroz
  • Feijão
  • Óleo, Azeite
  • Sal, Orégano, Temperos Diversos (adoro!!!)
  • Vinagre
  • Macarrão
  • Molho e Extrato de Tomate
  • Queijo Ralado
  • Carne, Peixe, Frango, Salsicha, Linguiça, Ovos
  • Feira (verduras, frutas e legumes)
  • Enlatados (milho, ervilha, seleta, palmito, cogumelos, pickles, etc)
  • Catchup, Mostarda, Maionese, Molho BBQ, Honey Mustard, etc
  • Molho Inglês, Molho Shoyo, Molho de Pimenta
  • Azeitonas
  • Atum, Sardinha
  • Bolacha (salgada e/ou doce)
  • Pães, Torradas, Bolos
  • Geléia, Manteiga, Cream Cheese, Nutella S2
  • Cereal
  • Iogurte
  • Achocolatado
  • Leite, Café, Chá
  • Filtro para Café
  • Açúcar
  • Frios
  • Leite Condensado, Creme de Leite
  • Farinha de Trigo, Fermento, Farinha de Mandioca, Farinha de Milho
  • Molho para Saladas, Croutons

Claro que sempre levamos um item a mais ou não como salgadinhos, amendoins, um ou outro congelado. Como estamos tentando controlar o que comemos alguns itens não entraram na compra, mas estão ai na lista anyway. Espero que essa lista ajude você a se organizar para a sua primeira compra na casa nova (se for este o caso).

Um abraço e até o próximo post  =0)

 

Compartilhe

Por Érica Brasilino

0

Pessoas comentaram

Receitas

Aproveitando a Carne Moída que Sobrou

01 de agosto de 2017

Após morar por quase um ano na África, uma das lições de vida que aprendi com a Bernice (minha fiel ajudante no Togo) e carregarei comigo para sempre é a de que tudo pode ser reaproveitado. Aqui em casa somos apenas duas pessoas e eu já cozinho metade da metade pois é muito fácil enjoar da comida e eu nem como tanto. Sempre jogamos muita coisa fora e ao perceber que a Bernice reaproveitava as nossas sobras comecei a pesquisar na internet a respeito. Com essa onda minimalista e contra a cultura do desperdício cada vez mais tomando conta da internet (espero que seja algo real e não apenas para inglês ver), é muito fácil pesquisar e encontrar receitas de pratos novos utilizando a famosa sobra de comida (que está boa para o consumo, of course).

Eu estava louca para comer carne moída com batatas, simples, prático, delicioso e um prato que também é famoso na culinária cubana (marido cubano/americano merece comer o que gosta também né?). Após dois dias já estávamos cansados de comer a mesma coisa e eu não queria congelar a sobra pois comer carne pronta descongelada é horrível na grande maioria das vezes. Foi então que me deparei com a receita de Bolinho de Sobras (nome horrível!!!!!!!!!!!!) e vou compartilhar com vocês.

Bolinho de Sobras

Ingredientes

  • Sobras de carne moída, ou desfiada, ou de panela, ou frango
  • 1 colher de óleo ou azeite de oliva
  • 1 cebola média picada
  • 1 dente de alho
  • cheiro verde picado a gosto
  • 1 xícara de leite
  • 3/4 de xícara de farinha de trigo
  • 1 tablete de caldo de carne (pode ser substituído por 1 envelope se for o caso)
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • Manteiga
  • Farinha de rosca

Modo de Preparo

1- Frite o alho e a cebola no óleo

2- Junte a carne e os demais temperos e misture bem

3- Junte a farinha e misture bem para não empelotar

4- Adicione o leite. Mexa bem até se tornar uma massa que desgruda do fundo da panela

5- Cozinhe sempre mexendo por mais 3 minutos

6- Espere esfriar, unte as mãos com manteiga (eu geralmente uso a manteiga em spray) e molde pequenas porções no formato de quibe (ou outro de sua preferência)

7- Passe os bolinhos na farinha de rosca – eu usei Panko, aqui nos EUA eu não consigo encontrar farinha de rosca com facilidade

8- Frite em óleo quente e sirva com molhos de sua preferência

 

 

Bom Apetite!

 

Compartilhe

Por Érica Brasilino

0

Pessoas comentaram

Africa Mauritius Viagens

Ilhas Maurício – O lado oeste (que realmente vale a pena) da ilha

27 de julho de 2017

E o último post sobre Mauritius demorou quase dois meses para ser publicado, será longo mas terá fotos incríveis (desde que comecei a trabalhar no rascunho dele mil e uma coisas aconteceram na minha vida). Claro que eu deixei para contar sobre a melhor parte da ilha, o lado com as praias e vistas mais estupendas por último. O lado oeste é o mais concorrido pelos turistas, é onde há a maior concentração de hotéis, pousadas e casas de veraneio. Tudo o que lia a respeito quando estava pesquisando sobre o país, indicava que tínhamos que focar especificamente daquele lado, e os guias de turismo e blogs não estavam mentindo.

Nos hospedamos na Pousada Marlin Creek, além de não sermos adeptos de resorts, o valor de vários dias na pousada pagava 1 diária e meia num dos grandes monstros hoteleiros por lá. Mauritius pode ser uma viagem extremamente cara se você optar pelas delícias do all inclusive. Este é um dos segredos das nossas viagens, sempre procuramos locais aconchegantes, intimistas e menores. Além de ter uma ótima classificação no Booking, o casal dono da pousada são uns amores. Amaury e sua esposa são extremamente atenciosos e preocupados com o bem estar dos hóspedes. O café da manhã era bem variado e eles deram ótimas dicas de onde comer e o que fazer (claro que eu já tinha feito o meu dever de casa, mas dicas sempre são bem vindas).

Começamos o tour do lado oeste visitando a Martelo Tower, muito próxima da capital Port Louis. Tivemos um contratempo ao chegar lá… Haviam pessoas muito estranhas na região e não tivemos coragem de descer do carro para ver a torre. Mesmo estando em casal em plena luz do dia, não achamos o local seguro. Vimos a torre pelo vidro do carro e fomos embora. De lá partimos para a Phare d’Albion, já era final do dia e queríamos ver o por do sol deste local. Não nos decepcionou, foi sem sombra de dúvidas um dos locais mais lindos que vimos em Mauritius.

O dia seguinte reservamos ele inteiramente ao Casela Nature Park. Este é um passeio imperdível caso você curta esportes radicais. Casela é um parque onde você pode passar o dia entre animais e a natureza. Há tirolesas, trilhas, hanging bridges e safáris. Pagamos R$73 reais cada um de entrada (MRU 775 – Mauritian Rupies) e R$260 (MRU 2730) pelo tour safari de duas horas num quadriciclo duplo (dois adultos). Ainda pagamos um extra de R$100 (MRU 1000) para a interação com os leões. O Casela é um parque dentro de um parque nacional, então os animais estão soltos no habitat natural. Os animais que estão na área de interação com o público não estão sedados como os animais do Zoo de Lujan na Argentina. Eles estavam ativos numa área cercada com segurança. Os guias são enfáticos ao escolher quem pode entrar na área de interação, dão treinamento antes explicando o que pode e não pode fazer, como se comportar na presença dos felinos, e deixam claro que não seguir a risca as instruções pode ocasionar um ataque por parte dos animais ao grupo. Confesso que fiquei com medo, mas a possibilidade de poder tocar um animal como estes falou mais alto. Fui sem medo.

 

No terceiro dia, dirigimos pelo maior parque da ilha o Black River Gorges National Park. Dirigir por dentro do parque é uma aventura e tanto, uma vez que as curvas são extremamente acentuadas. Como eu já tinha colocado pins no Google Maps, nós já sabíamos o que íamos visitar. Nossa primeira parada foi no parque La Terre de 7 Couleurs. Este é um passeio anunciado por toda a ilha e inclusive você encontra posts a respeito no Tripadvisor. Honestamente… não gostamos. Eles anunciam essa terra que tem 7 cores diferentes e que é o resultado de um vulcão que entrou em erupção a anos atrás… Achamos de uma chatice sem fim. A única coisa que vale a pena lá é a vista espetacular da cachoeira de Chamarel. De 0 a 10, demos nota 3.

Do outro lado da rua tem o Curious Corner of Chamarel, que é uma espécie de Ripley’s Believe it or Not. Seria um local onde você vê experimentos e curiosidades. Achamos o valor bem salgado comparado a outras atrações locais, então decidimos não fazer o passeio. Porém indico veementemente a lanchonete deles. Comemos um peixe com salada e batata frita sensacional (sem pimenta assassina muito comum na culinária local).

Ainda passeando por dentro do parque nacional, chegamos até a Rhumerie de Chamarel, uma fábrica de produção de rum. Há pessoas que amam fazer degustação de vinhos, nós nos apaixonamos por fazer degustação de rum. Como a cana é o produto mais produzido na ilha, a produção de rum de Mauritius é uma das maiores do mundo. La na Rhumerie é possível fazer um tour guiado com explicação sobre o processo de destilação de rum, com degustação de diferentes tipos de rum e geléias produzidas localmente. Foi um passeio bem interessante, sem contar que a rumaria está localizada numa das partes mais altas do parque, a vista é simplesmente exuberante. Ao final do tour você pode fazer uma refeição no restaurante local ou pode gastar seus euros/rupias de Maurício na lojinha da rumaria. Como tudo custava um rim compramos apenas uma geléia local de maracujá divina.

Pra finalizar o dia dirigimos até o Gorges Viewpoint e fomos agraciados com a vista mais maravilhosa que já pudemos encontrar no que diz respeito a floresta/área verde em nossas viagens até hoje. Tirei tantas fotos do mesmo ponto de observação pois era muito difícil acreditar em tanta beleza em um único local. P.S: Só tome muito cuidado ao dirigir nesta sessão do parque, a quantidade de locais que param o carro no acostamento para colher berries no meio do caminho é enorme. É como um esporte local e é muito perigoso.

Já no quarto dia fizemos a tão esperada scenic drive do nosso hotel descendo até a região de Baie du Cap e Bel Ombre. Tombada pela Unesco, é considerada uma das rotas mais bonitas do mundo. Ficamos simplesmente extasiados por dirigir numa rodovia junta ao mar turquesa do oceano índico. Foi sem dúvida o ponto alto da viagem (e o mais esperado também). Macondé é o nome da pedra onde os escravos se jogavam ao mar para não serem transportados para outros países. A mesma pedra foi cortada para dar passagem a rodovia que interliga a ilha. Palavras não são o suficiente para descrever o quão maravilhosa é essa parte da ilha.

De lá fomos para  La Vallee des Couleurs Nature Park. Este parque oferece o mesmo passeio que o Casela, quadriciclo para duas pessoas ou individual. A diferença é que neste o tour de quad passa por cascatas e vistas maravilhosas. O parque é sensacional e o tour de duas horas de quadriciclo foi incrível. Como fizemos um tour em grupo mais um privado de 1 hora com um guia só para nós, ele nos levou no topo da montanha mais alta do parque onde pudemos ver a ilha do pico mais alto e tivemos uma visão de 360 graus. Foi simplesmente animal, valeu cada centavo. O restaurante principal tem uma vista magnifica mas aconselho a tomar cuidado com a pimenta na comida. Quase morremos. Como o parque é de indianos, o tempero é muito forte e não vende cerveja (a agua é grátis!!!). Não me lembro os valores deste parque e eles também não disponibilizam na internet…

No quinto dia pegamos uma praia (finalmente). Mas não foi qualquer praia… foi simplesmente uma das praias mais linda do mundo segundo o Tripadvisor. Passamos o dia na estonteante Le Morne. A agua era de um azul que não dava para acreditar que fosse real, totalmente sem ondas. Uma verdadeira piscina natural a céu aberto. Água morna e vista espetacular. Você pode curtir Le Morne tanto de um resort como na parte pública. Pensamos em pagar um day use num dos resorts locais… até descobrirmos que há um restaurante ótimo chamado Emba Filao que você pode usar a cadeira e mesa deles (desde que você consuma, claro). Como o marido morre de medo de sol, pra ele foi ótimo pois ele pôde curtir a sombra e água fresca enquanto eu me esbaldava no sol maravilhoso de Mauritius. Foi uma maneira maravilhosa de encerrar a nossa viagem cinematográfica por um dos lugares mais lindos do mundo.

Nós somos muito adeptos de viagens de praia, gostamos de destinos quentes e paradisíacos. Já tivemos a oportunidade de conhecer lugares sensacionais no Brasil e no exterior, mas Mauritius é sem sombra de dúvidas um dos lugares mais fenomenais que tivemos a oportunidade de visitar. Não costumamos repetir destinos, mas se tivesse que voltar a algum lugar que já conheço, Mauritius seria a escolha sem pestanejar.

Se você tiver perguntas sobre a ilha, deixa nos comentários que respondo pra você,

Um abraço e até o próximo post  =0)

Compartilhe

Por Érica Brasilino

0

Pessoas comentaram