Estilo de Vida Outros

Como funciona uma mudança entre países para o corpo diplomático?

07 de novembro de 2017

Quem me conhece e me acompanha no Instagram viu que a exatamente uma semana recebemos nossa mudança do Togo. Saímos de lá em junho e agora após quase 5 meses finalmente nos reencontramos com os nossos pertences. Uma das delícias e/ou dissabores de ser uma pessoa nômade (no meu caso por conta do trabalho do meu marido), é não ter a certeza de nada em momento nenhum. Quando nos preparamos para o Togo, a princípio íamos ficar lá até agosto de 2019. Por uma dessas jogadas do destino, estamos de volta a Washington. Só que lidar com toda a logística de uma mudança internacional não é fácil.

Ao sairmos de um país onde estamos alocados, saímos apenas com o que podemos carregar de acordo com a nossa passagem aérea. No meu caso eu vim com duas malas de 23 quilos, uma mochila, a mala de transporte da Bella e mais uma mala para ela. E apenas isso. Como sabíamos que nossa mudança levaria muito tempo, tínhamos que ter em mente o que poderíamos precisar durantes estes meses. Aí é que está o grande problema. Você SEMPRE precisa de algo que não está com você… e sempre compra a mais, e de repente se vê com 5 itens de uma coisa que se você morasse numa casa normal sem mudar sempre, teria apenas 1.

Por não trabalhar, eu não precisei me preocupar com roupa social, então no meu caso foi muito mais fácil. Meu esposo por outro lado focou nos seus ternos, pois alguém nessa casa tem que fazer dinheiro. Agora imagine você, essa logística toda quando a família tem filhos. A loucura é totalmente dobrada.

Quando preparamos a casa para a mudança, devemos separar duas levas de transporte. Uma se chama UAB e a outra HHE. Tecnicamente o UAB são duas caixas enormes que chegam geralmente na sua casa ou onde você indicar dentro de 2 a 4 semanas após você chegar no seu novo destino. Como essa parte da mudança chega mais rápido e tem limitações do que pode/não pode transportar (porque viaja de avião), decidimos mandar o maior número de roupas e sapatos possíveis. Principalmente roupa de frio porque não tínhamos ideia de quanto tempo a mudança mesmo levaria para chegar e não queríamos gastar dinheiro novamente com roupa especial para o frio de -15C de Washington. Neste carregamento que foi entregue em agosto aproveitei para também colocar todos os meus itens de maquiagem. Maquiagem é caro demais e eu não queria que ela ficasse debaixo do sol Togolês por meses a fio até liberarem a carga do porto de Lomé. Afinal minhas makes são minhas prioridades (quando a Bella não esta envolvida CLARO).

Em agosto recebemos o UAB e desde então estávamos vivendo apenas com estes itens. Só que ao alugar uma casa nova, lembre que nem colheres nós tínhamos. Ao voltarmos para os Estados Unidos ficamos no limbo… precisamos comer, lavar, passar, cozinhar… e não temos nada. Quando alugamos uma casa/apartamento aqui, temos apenas o básico: fogão, geladeira, lavadora de louça, lava e seca roupas. O restante estava tudo em caixas entre o Togo e os EUA.  Compramos os itens mais vagabundos que você imaginar na vida… por pura necessidade… e algumas coisas decidimos não gastar dinheiro. Não apenas para economizar, mas também porque depois não teríamos espaço para guardar tudo o que compramos. Tivemos que comprar por exemplo ferro e tábua de passar roupa, uma TV mixuruca para assistir… um mini enxoval.

Enfim na terça passada finalmente entregaram a nossa vida inteira embalada em 190 caixas do HHE. Os carregadores chegaram e começaram aquela loucura. O apartamento que antes parecia enorme sem nada foi ficando cada vez menor. E de repente eles foram embora e deixaram para trás um rastro de zona generalizada para todos os lados. Na primeira noite dormimos com bicicletas no nosso quarto e pneus de carro na sala. O cansaço físico e emocional é tão grande que é muito comum as pessoas entrarem em colapso emocional. Eu estava tão perdida que eu não sabia por onde tentar começar a arrumar. Meu esposo teve de me sentar e tentar me acalmar porque entrei num colapso nervoso instantâneo. Ele foi fantástico ao arrumar o quarto de hospedes e categorizar fileiras de caixas separando por categorias como cozinha, quarto, banheiro. Eu não teria pensado melhor. Na quarta feira fomos cuidar das coisas grandes que não iam ficar dentro de casa como carro, moto, bicicletas e os pneus. Conseguimos emplacar o carro e a moto, fazer seguro, inspeção e estacionar. Depois foquei em arrumar o nosso quarto o máximo que eu pude. Porque pelo menos no final do dia precisávamos fechar a porta do quarto e deixar o caos do lado de fora e dormir num local tranquilo.

Hoje quase uma semana depois já levei mais de 10 caixas para doação no Goodwill, já abri metade das 190 caixas e o nosso quarto e a cozinha estão pelo menos 70% organizados. As caixas já estão todas dentro de um único cômodo e aos poucos voltou a parecer com uma casa novamente. Meu esposo viajou a trabalho e estou fazendo tudo sozinha desde sexta. Mas não posso tirar o credito dele de ter me acalmado e ter feito o máximo que ele pôde para me ajudar.

Não consigo imaginar fazer tudo isso com filhos. Eu tiro o meu chapéu para todos os diplomatas e expatriados pelo mundo afora que fazem toda essa mudança com 3, 4, 5 filhos e cachorros e gatos. Eu não daria conta.

Espero que até o mês que vem a casa já esteja totalmente arrumada. Não vou me estressar mais. Preciso focar nas minhas provas finais da faculdade daqui a 15 dias. E preciso de um break também. Desde junho quando saímos do Togo temos matado um leão por semana. Não foi fácil. Porém, já tenho ciência que em agosto de 2019, levantamos a lona e partimos para o próximo posto. E começara tudo outra vez.

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Por Érica Brasilino

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EUA O que fazer em Washington DC Viagens Washington

Manassas National Battlefield Park e Winery at Bull Run

31 de outubro de 2017

Aproveitei a visita da minha amiga de São Paulo, Cyntia e fui fazer um passeio que eu vinha querendo desde a primeira vez que moramos em D.C e nunca fizemos. Ver um dos campos de batalha da Guerra Civil Americana aqui na cidade vizinha de Manassas.

O local que foi o campo de duas grandes batalhas em 1861, é mantido pelo National Park Service e recebe anualmente 900 mil visitantes. Não é nada comparado aos 15 milhões de visitantes que Washington recebe. Porém é um passeio bem interessante se você vier para DC e ficar mais de uma semana por aqui.

O campo de batalha é enorme e você tem de vir preparado para caminhar muito. Se for alto verão, aconselho repelente uma vez que as trilhas são no meio do verde, entre rios e/ou campos abertos.

É um passeio para quem curte andar no meio da natureza e apreciar paisagens bucólicas. O local é muito utilizado por fotógrafos para ensaios de casamento, noivado, fotos familiares e afins. Tenha paciência ao caminhar pelas trilhas uma vez que várias sessões podem estar em andamento no dia que você visitar. No centro de visitantes tem uma exibição com armas, uniformes e curiosidades sobre as batalhas, tem artefatos de época e também é possível assistir um filme sobre as batalhas que ocorreram em Manassas, quando o Sul lutou contra o Norte numa das batalhas mais sangrentas da história americana. O parque está aberto diariamente das 8:30 as 17:00 e fecha apenas nos feriados de Ação de Graças e Natal.

Após visitar o Battlefield eu indico uma visita para descansar e apreciar a vista e um ótimo vinho na Vinícola Bull Run que fica exatamente ao lado da entrada do estacionamento do campo de batalhas. A vinícola foi descoberta por acaso… eu e as meninas (minha amiga Vanessa que mora aqui e a Cyntia) estávamos falando mais do que devíamos no carro e eu errei a entrada para o Battlefield. Foi um achado… acabamos descobrindo essa vinícola sem querer e nos apaixonamos pelo local. Gente bonita, ambiente familiar (tinha uma galera solteira também se essa for a sua pegada). Como eu não sou muito fã de vinhos eu tomei sangria, mas as meninas adoraram o vinho local. A vinícola pode ser visitada para piqueniques, mas não aceita bebidas de fora. Se você não levar nada para comer, não se preocupe, pois, é possível comprar uma variedade de pães, patês e queijos no bar na área interna.

 

Manassas National Battlefield Park

Aberto todos os dias das 9am as 5pm, entrada gratuita

 

The Winery at Bull Run

Aberta de Sábado a Quarta das 11am as 7pm – Quintas e Sextas das 11am as 10pm, entrada gratuita, bolsas sujeitas a checagem de segurança

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Por Érica Brasilino

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EUA New York Viagens

Nova Iorque além dos clichês – Parte II

27 de outubro de 2017

Continuando o post anterior, hoje falo sobre outras atrações de NYC que valem a pena serem visitadas, caso você tenha tempo. Hoje o foco será Midtown Manhattan.

 

Penn Station

 

Principal ligação de trens, metrô e ônibus de NYC, essa estação recebe cerca de 600 mil pessoas por dia. Se passar por lá não deixe de dar uma espiada na Pennsy, uma espécie de mercadão na estação que serve comida japonesa, tailândesa, indiana entre outras. Se comer por lá, eu recomendo o SabiSushi.

 

Macy’s Herald Square

 

Carro chefe da loja de departamentos Macy’s, a unidade localizada em NYC é a maior loja de departamento do mundo com 205 mil metros quadrados. A loja também é famosa por ter as vitrines de Natal mais bonita dos EUA. Recomendo subir ao último andar e ir descendo quando for fazer compras por lá, do contrário, na metade do segundo andar você já estará cansado.

 

New York Public Library

Segunda maior biblioteca pública dos EUA (perde apenas para a Library of Congress aqui em Washington), essa biblioteca é casa de 53 milhões de artigos entre livros, revistas, jornais, periódicos e afins. Mesmo que você não tenha nada para pesquisar, vale a pena ver este prédio histórico.

 

Grand Central Terminal

Um dos pontos turísticos mais visitados do mundo (cerca de 22 milhões de pessoas passaram por lá em 2013), esta estação serve para conectar a ilha de Manhattan a algumas outras partes de NY fora da ilha e também ao estado de Connecticut. Lindíssima por dentro e por fora.

 

Chrysler Building

Na minha opinião este é o prédio mais lindo de NYC. O Chrysler Building hoje é o 5º prédio mais alto da cidade. Com a sua arquitetura Art Deco, já foi ganhador de inúmeros prêmios na categoria. Também já serviu de set de filmagem para vários filmes, inclusive o Homens de Preto 3. Não há nenhum tour no interior do prédio disponível para turistas.

 

Hard Rock Café

 

Mais do mesmo… Rede de Fast Food presente em grandes capitais do mundo. Eu tenho mania de visitar em todas as cidades que viajamos, porém esta acabou passando batido. Fica como um pretexto para voltar a NYC.

 

Times Square

Ou se você preferir… a 25 de Março de NYC. É uma zona generalizada por todos os lados. Os letreiros coloridos, os telões, a multidão de gente de todas as partes do mundo, os táxis amarelos, os ônibus de turismo… difícil não ficar boquiaberto no meio dessa loucura. Geralmente compro um café e sento na escadaria e fico olhando o mar de gente transitando sem fim. Já vi desde casais de brasileiros quebrando o maior pau em alto e bom som até noivas parando o trânsito com a ajuda de policiais para fotos de casamento. Entretenimento para quem não tem fobia de lugares cheios.

 

M&Ms World

Um mundo de chocolate e souvenires em uma loja super bem localizada no meio do burburinho da Times Square. Mas vá preparado… impossível sair de lá sem deixar no mínimo U$20.

 

TKTS Times Square

Bilheteria oficial da TKTS, responsável por vender ingressos para os shows da Broadway com até 50% de desconto. Vale lembrar que não comercializa todos os shows (Wicked e o famoso Book of Mormon não são vendidos lá). Abre todos os dias as 3:00pm e vende tíquetes apenas para o mesmo dia. Conversando com locais, soube que são comercializadas as sobras de ingressos para os espetáculos do dia que não foram vendidos nos sites oficiais dos teatros. Pode acontecer de terem disponíveis lugares ruins ou assentos separados. Claro que é possível ótimos achados também, mas vá ciente das possibilidades.

 

Hope/Love Sculpture

 

Esculturas com as palavras Hope (Esperança) e Love (Amor), bem bonitinhas, ótimas para fotos.

 

Radio City Music Hall

 

Casa de espetáculos aberta em 1932, além de receber eventos musicais, recebe anualmente o MTV Video Music Awards. Faz parte do complexo do Rockefeller Center.

 

Rockefeller Center

Complexo com 19 prédios, é uma das atrações turísticas mais visitadas de NYC. Porém a atração é ainda mais procurada no inverno, quando o restaurante na Plaza dá espaço a pista de patinação no gelo e a árvore de Natal mais procurada da cidade. Também é a sede da rede de televisão NBC e onde são gravados os episódios do humorístico Saturday Night Live. É possível visitar o Top of the Rock, um dos rooftop views da cidade. Ainda não subi neste mirante, mas esta na minha lista para a próxima visita a cidade.

 

St Patrick’s Cathedral

Igreja católica no estilo Neogótico, datada de 1878. Situada na famosa 5º Avenida, do outro lado da rua do Rockfeller Center, a igreja está aberta a visitações. Abre as 10 da manhã.

 

 

 

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EUA New York Viagens

Nova Iorque além dos clichês – Parte I

24 de outubro de 2017

Hoje comento sobre lugares que valem muito a pena visitar caso você esteja passeando por NYC e esteja na região de Lower Manhattan. Estes são lugares que você muito provavelmente não iria sair da sua rota para ver apenas eles, mas se estiver na região para ver a Estátua da Liberdade ou o novo World Trade Center, aproveite e já dê uma espiada, afinal, quanto mais pontos turísticos, melhor.

 

National Museum of the American Indian

Este museu é um braço do museu de mesmo nome, localizado aqui em Washington. Como o de DC é um dos meus favoritos, indico de olhos fechados a visitação caso você tenha tempo. O museu conta a história do índio americano e como eles foram ludibriados pelos conquistadores na época da colonização americana para doarem as suas terras para a construção de capitais e outras cidades pelo país afora. O museu foca na herança histórica e cultural do índio americano e tenta resgatar os valores perdidos ao longo do tempo.

Brooklyn Bridge

Famosa ponte suspensa que conecta Manhattan ao Brooklyn. Ícone americano desde 1883, hoje faz parte do National Historic Landmark. É possível cruzar a ponte a pé, de bicicleta ou de carro.

 

Charging Bull / Touro de Wall Street

Obra instalada no distrito financeiro de NYC em dezembro de 1989, o touro retratado em posição de ataque seria uma alusão a bolsa de valores nova iorquina, sempre pronta para enfrentar obstáculos. Diz a lenda que se você tocar os testículos do animal, você voltará a NYC. Prepare-se para filas imensas para tirar fotos por lá.

 

New York Stock Exchange / Bolsa de Valores de NY

Uma das mais famosas instituições financeiras do mundo, a NYSE como é conhecida foi fundada em 1792!!! É uma das mais influentes do mundo.

 

Trinity Church / Igreja da Trindade

Parte da igreja anglicana, a igreja data de 1696 e foi totalmente reconstruída após um incêndio que destruiu 25% da ilha de Manhattan em 1776. Os turistas costumam aproveitar a sombra das árvores durante o verão e descansam nos bancos localizados entre os túmulos no cemitério anexo a igreja. É uma das paradas o Big Bus.

 

Chinatown

Lar da maior comunidade chinesa fora da China (não… eles não moram todos em São Paulo), o bairro conta com aproximadamente 100 mil chineses (dados de 2014). A língua falada nessa região é o chinês, mandarim ou o cantonês. No bairro eu indico duas paradas caso você esteja com pressa: Manhattan Criminal Court (Corte Criminal de Manhattan) que é aberta ao público e pode ser visitada por turistas. A corte opera nessa região da cidade pois no passado a casa de detenção de NY estava localizada bem ao lado. E indico também o Columbus Park, parque onde pela manhã é possível ver os locais praticando o Tai Chi Chuan. O parque está localizado no encontro de ruas conhecido como Five Points que foi mencionado no filme (que eu não sou muita fã) Gangues de Nova Iorque com o Leonardo Di Caprio e o Daniel Day-Lewis. Essa era a junção de 5 ruas mais sangrenta da história, onde as gangues duelavam pelo poder na ilha.

 

Little Italy

Ficou mundialmente conhecida após ter sido retratada no filme O Poderoso Chefão. O bairro é o lar dos italianos/americanos de NY. As lojas na região não são baratas, mas a qualidade é ótima. Eu não conheço a Itália (ainda), mas pelo o que vejo em filmes e seriados, é como estar na Itália fora da Itália com suas lojas, restaurantes e gelaterias. O bairro é um convite á boa mesa. Vá sem medo dos quilinhos extra da viagem de férias.

 

The High Line Park

Parque suspenso criado na antiga linha abandonada do trem. Trouxe vida nova a essa região de NY, antes visitada por sem tetos e criminosos. Uma mistura de arquitetura com urbanismo e ecologia. Do High Line é possível ter uma vista linda do Hudson River.

 

Chelsea Market

Localizada no prédio onde foi lar da Nabisco (a bolacha Oreo foi inventada aqui), o Chelsea Market hoje é o local certo para os amantes da culinária mundial. Você encontra comida japonesa, tailandesa entre outras. Aberto todos os dias das 7am as 9pm.

 

Eataly

Maior shopping de comida italiana do mundo, você encontra num mesmo ambiente, restaurantes, sorveterias, docerias, supermercado e escola de culinária. A rede alcançou sucesso estrondoso e hoje conta com unidades em São Paulo, Mônaco, Istambul, Japão e claro na Itália, sem contar várias unidades espalhadas pelos EUA e em navios da rede MSC.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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EUA New York Viagens

Visita ao novo World Trade Center e Memorial do 11 de Setembro

20 de outubro de 2017

A primeira vez que visitei NYC em fevereiro de 2013, o novo prédio One World Trade Center estava sendo construído no local onde ocorreram os atentados de 11 de setembro. Lembro que fiquei muito depressiva no dia da visita e só pensava nas milhares de vidas perdidas naquele local, numa data que a nossa geração jamais vai esquecer. Hoje, quase 5 anos após a primeira vez que pisei no Ground Zero, tive a oportunidade de entrar no prédio mais alto de NYC e vou compartilhar com vocês como foi a experiência.

Fomos de metrô até o local e descemos na estação World Trade Center. Lá você pode seguir as placas e ao invés de sair pela rua você pode ir diretamente para o shopping Westfield World Trade Center que faz parte do complexo. Acredito que deva ser o shopping mais movimentado do mundo, pois nunca vi tanta gente num único local.

Ao sair do shopping, é possível ter uma visão melhor do Oculus, a estrutura gigante que foi construída como entrada tanto da estação de metrô/trem como do shopping. O Oculus é uma alusão as lágrimas que foram derramadas por conta dos atentados de 2001.

Logo em frente ao Oculus estão localizados os dois memoriais no local onde estavam as torres gêmeas. São duas cascatas artificias com uma queda d’água onde não é possível ver para onde a água escoa. É uma alusão ao vazio deixado pela perda dessas vidas. Nas bordas das duas fontes, estão localizados os nomes das 2983 vítimas que perderam a vida no fatídico 11 de Setembro. Os nomes foram organizados juntamente com os familiares de maneira que eles estão agrupados perto de quem provavelmente essas pessoas passaram seus últimos momentos, colegas de escritório, chefes, e etc.

 

Entre as duas cascatas há o museu 9/11 Museum com peças doadas pelos familiares, documentos resgatados das torres, partes dos aviões, carros de bombeiro, escadas utilizadas pelos sobreviventes. Como eu tinha visitado o acervo em 2013, não visitei dessa vez.

E por fim finalmente subi no observatório. Confesso que eu não estava confortável em fazer essa visita… eu não parava de pensar no que aconteceu com aquelas pessoas e fiquei com medo de que algo pudesse acontecer enquanto estivéssemos lá em cima. Mas… YOLO (You Only Live Once – você só vive uma vez).

Visitamos o Observatório por volta de 6 da tarde e foi a nossa melhor decisão. A fila para entrar no prédio era quase inexistente, muito diferente do que tínhamos visto durante o dia quando passamos com o ônibus turístico por lá. Compramos os tickets lá na hora mesmo, mas há a possibilidade de comprar antecipadamente pela internet.

Ao entrar no observatório há uma atualização em tempo real de onde são os visitantes do complexo (quando você compra o ticket com antecedência, essa informação é requerida). Achei interessante que quando fomos, naquele dia, o maior número de visitantes era da Alemanha.  E o número de visitantes da África num todo é muito pequeno. Isso é muito interessante de analisar, uma vez que a quantidade de africanos morando nessa parte dos EUA é enorme. Ou seja… eles moram, mas não fazem turismo… enfim… só uma curiosidade dessa pessoa aqui que presta atenção em tudo.

Logo na sequência você passará por um corredor onde tem vídeos com gravações de entrevistas concedidas por quem trabalhou na construção do complexo, suas emoções em reconstruir parte da cidade deles, curiosidades. Em seguida você é direcionado ao elevador que te levará ao 102º andar. Ele é um dos elevadores mais rápido do mundo e o percurso leva apenas 60 segundos. Dá para sentir o estalido no ouvido como se você estivesse levantando voo. Nas paredes e no teto do elevador, passa um filme mostrando a história da construção de NYC e da torre do WTC. O efeito é incrível mas se você tiver labirintite aconselho que feche os olhos. Vi algumas pessoas reclamando de tontura e ânsia de vomito.

Ao sair do elevador você é levado a um teatro que mostra um vídeo de 2 minutos da cidade de NYC. As imagens são tão reais e coloridas que parece que você está de volta na rua andando pela cidade. Ao final do vídeo a tela se abre e você fica boquiaberto com a visão da cidade de Nova Iorque lá embaixo aos seus pés. É neste momento que você entende o real significado da expressão WOW. Não tem uma pessoa naquela sala que não fique sem fôlego.

Enfim você chegou até o observatório que é o ponto alto da visita. Você terá uma vista de 360º graus da cidade. Honestamente eu já subi duas vezes ao Empire State e posso garantir que se você tiver com a grana curta ou pouco tempo de viagem e tenha que escolher entre quais dos dois fazer, vá de olhos fechados ao One World Trade Center. Ficamos lá por 1 hora para poder pegar o pôr do sol e a experiência foi simplesmente incrível. P.S: Eu não fui ainda ao topo do Rockefeller Center, então não tenho como comparar com este. Ouvi de amigos que a vista lá é mais do Central Park. Na minha próxima ida a NYC farei ele para comparar.

No andar do observatório tem um bar, lanchonete e restaurante. Para jantar lá você deve pagar a entrada do observatório e ter reservas. Tem também um café para lanches rápidos (mais acessível) e tem um bar além claro da lojinha de souvenir.

O observatório pode ser visitado de segunda a segunda das 9am as 8pm. O restaurante e o bar funcionam até as 10pm. Visite o site para ver se há alguma programação diferente para o dia da sua visita clicando aqui e evitar surpresas como fechamento por conta de algum evento.

Preços

9/11 Museum a partir de U$24

One World Observatory a partir de U$34

 

 

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Por Érica Brasilino

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