EUA O que fazer em Washington DC Washington

National Air & Space Museum

25 de julho de 2016

Hora de falar sobre a menina dos olhos do National Mall. O museu que divide o primeiro lugar com o famoso Museu de Historia Natural. Simmmmm vamos falar sobre o Air & Space Museum o rock star que recebeu no ano passado cerca de 6.9 milhoes de visitantes de acordo com o site oficial do Instituto Smithsonian. Ele figura nas listas de TEM DE VISITAR de todos os sites de turismo. Ja perdi as contas de quantas vezes eu visitei este museu. Ele e tão grande que ou você reserva uma dia inteiro para ver ele com calma ou você divide sua visita em etapas caso seja possível. Tem tanta coisa para ver e fazer que você pode facilmente gastar mais de 4 horas la dentro.

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Credito: Érica Brasilino

Ao chegar ao museu te aconselho a ir direto para o balcão de informações. La você pode pegar um mapa do local e se informar que horas acontecem as visitas guiadas gratuitas. Caso você tenha pouco tempo essas visitas guiadas vão te levar pelas principais instalações do museu com informações corretas dadas por docentes voluntários. La também você pode verificar os horários dos filmes que estarão em cartaz caso tenha tempo. Eles tem um cinema IMAX 3D enorme que sempre apresentam filmes relacionados com o ar e o espaço que são os temas deste museu. Cada filme tem em media 30 a 45 minutos de duração. Voltando a falar sobre os tours, eles tem 1 hora e meia de duração e seguem uma ordem cronológica da historia da aviação. Para aqueles que precisam de uma visita vapt vupt e a melhor maneira de aproveitar bem o museu. As visitas acontecem geralmente as 10:30 e as 13:00. So esperar perto do balcão do Welcome Center. Caso você visite DC no verão fique atento ao site para ver se eles oferecem o tour em outros horários.

Eu dividi o museu em varias visitas. A primeira vez que fui fiz o andar de cima, depois voltei para fazer o andar de baixo e já fui varias vezes para ver os filmes. O bacana e que você pode ir la só para ver um filme como um cinema normal.

Por ser um museum de aviação olhe sempre para cima. Muitos aviões estão pendurados no teto e para ver eles melhor nada como estar no segundo andar do museu. No segundo andar você poderá ver o Modulo Lunar, o Modulo de Comando da Apollo original, o avião criado em 1903 pelos irmãos Wright (e como brasileiro se indignar quando ler que eles foram os primeiros a voar e não o nosso Santos Dumont!!!!), aviões da Segunda Guerra Mundial, vai poder entrar no nariz de um Boeing 747 e ver a cabine de comando. No segundo andar do museu também esta localizado o Planetário e custa U$9 (sim as atrações a parte do museu são pagas… mas acho que vale super a pena uma vez que eles não cobram absolutamente nada para você ver as outras atrações e aprender pra caramba com elas).

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Credito: Érica Brasilino

No andar da entrada que seria o primeiro andar você tem as exposições que falam sobre o inicio da aviação, os anos de ouro da aviação, tem também uma exposição que fala como os Estados Unidos evoluiu a partir da aviação e nessa parte aqui eu como comissaria de bordo que sou (por formação não por atuação) fiquei encantada com a evolução da aviação, os uniformes, o processo de seleção das comissárias no inicio dos anos 50, a evolução do serviço de bordo, a evolução da divisão da primeira classe, bussines class e classe econômica, a luta do primeiro piloto negro para conseguir trabalhar na época do movimento Civil Rights, foram tantas informações que eu fiquei horas apenas nesta parte do museu. No primeiro andar também tem uma instalação sobre o corrida espacial na década de 60.

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Credito: Érica Brasilino

No andar da entrada tem também a bilheteria para o cinema IMAX (dica: se assistir mais de um filme o primeiro ticket custa U$9 e o segundo custa U$6). Tem também simuladores de voo que custam entre U$7 a U$10. O preço varia se você já viu um filme no dia e ai tem direito a desconto ou depende do tipo de simulador que você for. Eu não brinquei em nenhum mas o pessoal la parecia estar curtindo pakas (Orkut feelings!).

Apos caminhar feito um camelo dentro deste museu se tiver fome tem um McDonald’s enorme. Aproveite por que este e o único museu do National Mall que tem uma lanchonete com preços mais ou menos decentes. Todos os outros museus oferecem lanchonetes mas você paga em media U$16 por uma pizza chimfrim e um suco de laranja.

Lembrando que o Air and Space Museum e tão grandioso que ele não cabe apenas em um único museu, o Smithsonian tem outra instalação na cidade de Chantilly no estado vizinho da Virgínia e fica a mais ou menos uma hora de carro saindo de DC. Este museu esta praticamente ao lado do aeroporto internacional Dulles. Falarei sobre ele mais pra frente. Ja visitei os dois e adianto que o outro e tão sensacional quanto este do National Mall.

Bom espero não ter me alongado muito… o museu e enorme e tem muita coisa para se ver. Tentei condensar ao máximo com as informações mais importantes. Saliento que para chegar neste museu a estacao de metro mais próxima e a L’Enfant Plaza. Ela esta a um quarteirão apenas e fica muito mais próxima do que se você descer na estacao Smithsonian (dica de quem conhece DC como a palma da mão e já andou muito a pé pra cima e pra baixo debaixo de neve e debaixo de sol escaldante). O museu e grátis e esta aberto das 10 da manha as 5:30 da tarde (no verão em alta temporada fica aberto ate as 7:30pm).

Se você visitar ou já visitou o Air and Space Museum deixe seu comentário na caixa abaixo, vou adorar saber as suas impressões sobre o local.

Ate o próximo post!!!!

 

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Por Érica Brasilino

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Hirshhorn Museum and Sculpture Garden

21 de julho de 2016

Continuando nossa andança pelos museus do National Mall o post de hoje e sobre o Hishhorn Museum e o Sculpture Garden. Ele faz parte do grupo Smithsonian e também e gratuito. Este museu abriga arte moderna e contemporânea. Ele esta exatamente na metade do caminho entre o Capitólio e o Washington Monument e pode ser acessado pelas estações L’Enfant Plaza e Smithsonian do metro (sendo a primeira a mais próxima deste museu).

Hirshhorn-Building

Credito: http://www.hishhorn.si.edu

Caso você não tenha tempo para visitar o interior do Museu pelo menos uma foto na frente dele e valida pois ele parece uma nave espacial. Consegui umas fotos incríveis do meio do vão livre do prédio.

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Credito: Érica Brasilino

Pelo lado de fora do prédio há um jardim de esculturas. Confesso que quando visitei estava tão gelado (temperaturas extremamente negativas para a brasileira aqui) que não gastei muito tempo olhando as esculturas nem fotografando. Eu queria mesmo era entrar correndo no prédio para aproveitar a calefação deles. Se eu voltar no museu agora no verão eu atualizarei este post. Segue abaixo uma panorâmica do Sculpture Garden roubada do Google.

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Credito: http://www.gardens.si.edu

No momento eles estão com 6 exibicoes fixas. Caso você seja amante de arte moderna aconselho a visitar este museu. Confesso que não sou muito fã… amantes de arte se acabarem encontrando este post na internet… desculpem me. Eu sou amante de historia na verdade.

O museu abre das 10:00 as 5:30 da tarde e o jardim de esculturas esta aberto das 7:30 da manha ate anoitecer. Mas lembre-se que o anoitecer por aqui varia de acordo com as estações do ano. Em janeiro as 5:30 da tarde já esta tão escuro que parece ser 10 da noite. No verão por volta de 8:30 ate as 9:00 da noite e quando escurece. O museu abre todos os dias exceto no Natal e a entrada como já mencionei acima e grátis. Se você e como eu e não entende de arte moderna, eu aconselho uma visita guiada. O Hishhorn oferece dois tours por dia as 12:30 e as 3:30 da tarde sem agendamento prévio. Somente esteja no balcão de informações neste horário que o guia ira ate vocês.

Caso você visite o Hishhorn compartilhe comigo a sua experiência clicando nos comentários abaixo.

Ate o próximo post!

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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Arthur M. Sackler Gallery & National Museum of African Art

18 de julho de 2016

Hoje vou falar sobre dois museus super escondidinhos no National Mall que quase ninguém da atenção para eles. O Sackler Gallery & o National Museum of African Art. Ambos fazem parte do grupo Smithsonian e estão localizados na parte de trás do Smithsonian Institution Building que eu comentei no post anterior. A entrada deles é pelo Enid A Haupt Garden e estão localizados bem abaixo do jardim. Os dois museus são conectados por um túnel subterrâneo e você consegue fazer os dois em um único dia.

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Credito: Flickr user Heather Coleman under a CC

A Sackler Gallery é um museu de obras asiáticas e possui a maior biblioteca sobre o assunto nos EUA. Foi aberta ao público em 1987 e ganhou este nome pois foi o senhor Sackler quem doou cerca de 1000 objetos de sua coleção pessoal avaliados em aproximadamente U$50 milhoes de dólares mais U$4 milhoes de dólares em espécie para a instituição (fonte: wikipedia.org).

O museu tem em sua coleção peças da China, Índia, Coréia e Japão. Entre as peças estão fotografias, cerâmicas, pinturas e outras peças relacionadas à cultura asiática.

Uma das partes mais interessantes na minha opinião e a The Peacock Room que foi desenvolvida para um magnata britânico em 1908 para ele exibir sua coleção de cerâmica asiática. Ver a mesma sala mais de um século depois num museu em outro país é fabuloso. Da pra ter uma ideia da sala na foto abaixo.

Peacock Room 1908

Credito: http://www.wikipedia.org

Após um banho de conhecimento sobre arte asiática é hora de ir para o museu ao lado da Sackler Gallery que se chama National Museum of African Art e como diz o nome é focado em arte africana.

Eu confesso que estava com uma curiosidade maior sobre este museu uma vez que vamos morar na África pelos próximos dois anos.

National_Museum_of_African_Art_DC_2007_003

Credito: http://www.wikipedia.org

Este museu começou meio que informalmente na década de 60. Um diplomata americano que viveu em vários países da África colecionava objetos de cada país que teve a oportunidade de visitar. Pessoas que sabiam do interesse do senhor Warren M Robbins em arte africana contribuíram financeiramente para que ele continuasse a adquirir peças para a coleção. No final dos anos 70 o senhor Robbins contactou o Congresso americano e ofereceu sua vasta coleção para o governo e para o Instituto Smithsonian. Após acertarem a compra da coleção decidiram alocar as pecas no espaço no National Mall que está até hoje. O governo de Oman no final de 2013 fez a maior doação da história do Museu de U$1.8 milhões de dólares.

O museu não é grande, mas tem exibições fixas bem interessantes. Peças africanas, fotografia, pinturas, salas onde você pode ouvir os sons e ritmos africanos de vários países. Há uma sala que você senta e ouve os sons de uma feira ao ar livre na África com seus gritos e ruídos. A exposição que mais me interessou na verdade foi uma de fotografias sobre a família real do Benin na Nigéria. Interessante ver a vida da família real, cercada de riqueza e glamour no meio da África sub-sahariana.

Os museus são gratuitos e funcionam de domingo a domingo das 10 da manhã as 5:30 da tarde. Fecham no dia 25 de dezembro apenas. Eles podem ser acessados facilmente pela estação Smithsonian do metrô.

Caso você visite um destes museus, deixe seu comentário abaixo e me fale sobre sua experiência.

Até o próximo post.

 

 

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Museus Smithsonian

14 de julho de 2016

O post hoje é sobre os Museus que fazem parte do Instituto Smithsonian que estão por toda DC e também em NYC e que fazem parte do grupo de lugares mais visitados dos EUA, recebendo todos os anos cerca de 28 milhões de visitantes. É gente que não acaba mais. De acordo com dados oficiais do site do grupo Smithsonian, em 2015 os mais visitados dividindo o primeiro lugar foram o National Air and Space Museum e o National Museum of Natural History com 6.9 milhões de visitantes cada, seguidos pelo National Museum of American History em segundo lugar com 4.1 milhões de visitantes e em terceiro lugar o National Zoo com 2.2 milhões de visitantes. Os dados impressionam.

Mas quem foi o senhor James Smithson e porque ele foi tão importante para os EUA sem ao menos ser americano?

Smithson,_James_portrait_Smithsonian

Credito: http://www.si.edu

James Smithson era um cientista nascido na França que adquiriu a cidadania britânica e viveu entre 1765-1829 e morreu sem deixar herdeiros. Em seu testamento ele declarou seu único sobrinho como herdeiro total. Porém para ter acesso a esse dinheiro  este deveria casar e ter filhos. Caso seu sobrinho viesse a falecer sem constituir família toda a sua fortuna “deveria ser entregue para o governo americano para que fosse empregado em um Instituto chamado Smithsonian para financiar a busca pelo conhecimento contínuo.

O restante é história. Hoje o Smithsonian Institution é composto por 19 museus e um zoológico sendo que a entrada para eles é gratuita. Isso mesmo GRATUITA e vive de doações de benfeitores, vendas de comidas e bebidas em suas áreas de alimentação, venda de produtos licenciados, exposições especiais temporárias, vendas de tickets para os seus filmes em 3D e etc.

O Smithsonian é sem dúvida parte da cultura americana e um dos motivos principais pelos quais vale muito a pena visitar Washington. Nestes meses que estou por aqui, sempre temos algo para visitar gratuito graças a este senhor gentil e visionário.

O prédio principal é carinhosamente conhecido como The Castle. Mas o nome verdadeiro seria Smithsonian Institution Building. Nele você encontra o Visitor Center para todos os Museus e lá também seria o quartel general do instituto pois muitos trabalham na parte administrativa neste local. O prédio se destaca por ter o estilo dos castelos do século 12 e é considerado um marco histórico nacional americano.

Muita gente pula este prédio quando esta com pouco tempo para visitar DC mas se não for o seu caso eu aconselho você a dar um pulinho lá. No prédio você tem acesso a informações para planejar sua visita aos museus com informações de horários, exibições especiais, filmes e assim pode ter uma ideia do que visitar antes de começar sua peregrinação pelo National Mall. No fundo do “castelo” tem um belíssimo jardim chamado Enid A. Haupt Garden que fica simplesmente precioso na época das cherry blossoms que mencionei neste post aqui e você também pode acessar dois museus desconhecidos do grande público que fazem parte do grupo Smithsonian o Freer Gallery of Art e o Arthur M. Sackler Gallery.

Acredito que você vai gastar cerca de 1 hora e meia para ver o castelo e passear pelo jardim. La você encontra peças originais de quando o castelo foi construído, fotos sobre o trabalho do senhor Smithson, etc. É uma viagem no tempo. Se você curtir museus é uma boa pedida.

Seguem abaixo fotos que tirei em diferentes épocas do castelo neste ano de 2016 assim dá para ter uma ideia como ele muda com as estações do ano.

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Credito: Érica Brasilino

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Credito: Érica Brasilino

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Credito: Érica Brasilino

Caso você tenha a chance de visitar o prédio comente abaixo e me diga o que você achou a respeito.

Até o próximo post  =)

 

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United States Holocaust Memorial Museum – Museu do Holocausto

12 de julho de 2016

Para mim este museu é um must visit de DC. Se você não tem muito tempo na cidade e só pode fazer um único museu… eu aconselho com toda a certeza do mundo visitar o Museu do Holocausto. Porque? Simplesmente para lembrar como a humanidade consegue ser maldosa, escrota, perversa, doentia, vingativa, repugnante e qualquer outro adjetivo asqueroso que você queira colocar aqui neste parágrafo nunca será o suficiente para descrever o que foi o Holocausto.

O Museu do Holocausto está ao lado do Bureau of Engraving and Printing (Casa da Moeda) que eu falei no post anterior e pode ser encontrado clicando aqui. Se você vier para DC em alta temporada, deve ir ao quiosque localizado em frente ao Museu e ao Bureau na Raoul Wallenburg Place e retirar ingressos para o mesmo dia. Lembre-se quanto mais cedo chegar ao quiosque mais cedo será sua visita. Se você preferir por U$1 clicando aqui você consegue comprar seu ticket para o dia e horário desejado antecipadamente. O museu funciona de segunda a sexta feira das 10am as 5:20pm. Eu aconselho vir com tempo pois ele é enorme e você poderá ver com calma as exibições. De acordo com informações no site do próprio museu as pessoas levam em média entre 1 a 3 horas lá dentro. Eu fiquei 5 horas.

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Credito: Érica Brasilino

Eu já tive a oportunidade de visitar o Museu do Holocausto quatro vezes. Ele é composto por uma exibição fixa que é exatamente a que precisa de tickets para visitar e tem as temporárias que ficam no andar de baixo do museu. A primeira vez que visitei em 2014 fiquei tão atônita com a exposição permanente e sai de lá tão chocada que não tive cabeça para fazer o restante do museu. Este ano visitei novamente e dei ênfase a exposição temporária que este ano se chama They Were Neighbors (Eles eram vizinhos).

Quando você entra no Museu e vai pegar a fila de acordo com o seu horário do ticket para a exposição permanente, você tem biombos nas paredes com milhões de passaportes com histórias de pessoas que vivenciaram o Holocausto. Você pode pegar um (está dividido em homens e mulheres). Confesso que sempre pego um de cada. Nestes passaportes tem a foto e informações pessoais de pessoas reais. Cada página conta o que foi acontecendo com aquelas pessoas com o passar dos anos e a cada andar que você visita no museu (são 3 andares inteiros) ele indica para você ir virando a página e ver o Holocausto através da experiência de vida daquela pessoa e o que aconteceu com ela.

Você entra num elevador e um funcionário do museu te transporta para a Alemanha nazista. Ele te dá orientações e pede para que você fique em silêncio pois não é apenas um museu e sim um memorial aos quase 11 milhões de mortos. Sim você leu certo, 11 milhões de seres humanos foram brutalmente assassinados durante o período mais negro da história mundial.

Quando o elevador abre as portas… você é transportado para um local que você jamais pensou ter existido…

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Credito: Érica Brasilino

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Credito: http://www.ushmm.org

A exposição começa do último andar e você vem descendo pelo prédio. O terceiro andar é completamente voltado ao ideal nazista de uma nação perfeita. Como Adolf Hitler utilizou sua boa oratória para impregnar no cérebro dos jovens alemães que apenas os brancos de olhos azuis seriam a verdadeira raça ariana e os merecedores de viver numa Alemanha expurga de todo o mal (que na cabeça dele eram os negros, judeus, ciganos, pessoas com deformidades físicas, psicológicas e afins). Ao entrar nessa parte inicial é um choque absurdo. Você esquece o mundo lá fora e ouve aqueles discursos inflamados de Hitler e imagens chocantes de jovens loiros, altos e perfeitos sorrindo como se estivessem diante do Messias. É explicado em detalhes como Hittler chegou ao poder pelo Partido Nazista em 1933 e a explosão da Segunda Guerra Mundial em Setembro de 1939.

Descendo para o segundo andar entramos na parte da exposição que fala sobre o desenrolar do Holocausto e a evolução do nazismo com a criação dos guetos onde os judeus foram confinados em bairros inteiros enquanto o governo alemão tomava posse de suas casas e riquezas para continuar financiando a máquina de guerra. Também nessa parte da exposição temos uma clara ideia de como era realizado o transporte dos presos até os campos de concentração, a vida nos campos, o trabalho braçal ao qual eles eram forçados e a eliminação de presos através de fuzilamentos ou câmara de gás.

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Credito: http://www.ushmm.org

Descendo para o primeiro e último andar chegamos ao final da guerra com a liberação dos presos que sobreviveram ao Holocausto e a vitória dos aliados contra os nazistas. Tem também lembranças do que foi encontrado no país que ficou aos pedaços após a guerra.

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Credito: Érica Brasilino

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Credito: Érica Brasilino

 

Na saída da exposição fixa há um cinema onde há relatos de pessoas que sobreviveram ao Holocausto. Fiquei muito tempo lá dentro… sentei e chorei assistindo relato atrás de relato do que aquelas pessoas viveram. E não chorei sozinha. Vi homens, mulheres, adultos e adolescentes com lágrimas nos olhos assistindo pessoas reais contando coisas que mantiveram gravadas na memória até hoje. É impossível visitar este museu sem sair de lá tocado. É impossível não comparar o que aconteceu lá com o que vemos todos os dias na TV ou na Internet por vários lugares do mundo até hoje. 

Quando sair dessa área da exposição permanente não esqueça de visitar no último andar a exposição temporária. Não sei de quanto em quanto tempo eles mudam mas hoje como já mencionei acima há a exposição They Were Neighbors que fala sobre os judeus que foram denunciados a Gestapo (a polícia alemã) por seus próprios vizinhos, amigos, colegas de trabalho, namorados, em troca de algum cargo no governo Hitler ou unicamente por inveja dos bens que aquelas famílias tinham, e quem os entregava acabava recebendo algum dinheiro do governo ou a oportunidade de continuar com o negócio dessas famílias. Chocante e absurdo. No andar da entrada/saída sempre tem algum convidado especial sentadinho perto do guichê de informações. Este ano tive o imenso prazer de conhecer uma gentil senhora alemã/americana que sobreviveu ao Holocausto. Vi que ela estava conversando com um casal e como sou curiosa cheguei perto e fiquei ouvindo ela narrar a história de vida dela. Quando as lágrimas começaram a escorrer pelo rosto dela eu chorei junto. O casal agradeceu a conversa e se foi. Ela me chamou mais pra perto perguntou meu nome e me contou mais algumas coisas sobre a vinda dela para os EUA após o fim da guerra. No final eu perguntei se podia abraçar ela pois no meu país temos o hábito de abraçar pessoas que desejamos o bem. Ela abriu um sorriso enorme e perguntou de onde eu era e disse que o abraço de uma brasileira sempre seria bem vindo.

Neste andar também tem uma exposição sobre o Holocausto para as crianças caso você esteja viajando com crianças pequenas e queira explicar ludicamente para o seu filho/a sobre o ocorrido.

Enfim… desculpem me pelo post longo… mas acredito que este museu é sensacional. Eu sai de lá diferente da pessoa que entrou. E acredito que esta tenha sido uma das melhores experiências que eu tive aqui em DC.

Como diz o cartaz que tem na entrada do museu: “Da próxima vez que você ver injustiça, da próxima vez que você presenciar o ódio, da próxima vez que você ouvir falar de genocídio PENSE SOBRE O QUE VOCÊ VIU”

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Credito: Google

Se você visitou o museu compartilhe comigo nos comentários o que você achou do que viu por lá.

Até o próximo post =)

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