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Epic USA Road Trip – Califórnia – Death Valley National Park – Parte 2

13 de Março de 2018

Começamos o nosso segundo dia no Death Valley fazendo uma viagem no tempo, mais precisamente para a época da corrida do ouro americana em 1848. Visitamos logo ao amanhecer a cidade de Rhyolite, uma das inúmeras cidades fantasma entre os estados da Califórnia e Nevada. Na cidade é possível ver partes de construções da época como a mercearia, a estação de trem, partes do banco e da cadeia. Foi interessante ver uma cidade praticamente no meio do nada, que foi construída por conta da extração dos minérios e do mesmo jeito que surgiu rapidamente, foi abandonada na mesma velocidade. Ao andar pela cidade para fotografar, fiquei imaginando como era difícil viver naquela época naquela cidade em especifico, o calor absurdo e o frio extremo que eles deveriam passar naquela região.

Ao sairmos de Rhyolite dirigimos por aproximadamente 1:30hr sentido norte dentro do Death Valley (sim você leu certo, dirigimos por todo este tempo dentro do parque!!!) e fomos visitar a cratera do vulcão Ubehebe. O vulcão tem aproximadamente 1 km de extensão e os especialistas presumem que ele tenha entre 2000 a 7000 anos. Existem três trilhas na região do vulcão e nós optamos pela mais fácil, a trilha entre o estacionamento e o topo do vulcão, para termos a visão dele de cima. Confesso que tenho medo de visitar vulcões, essa foi a terceira experiência que tive (as outras duas foram na Costa Rica), e sempre acho que um vulcão adormecido pode acordar do nada e ploft, já era. Mas o vulcão é uma visão e tanto.

Após visitarmos o Ubehebe Crater dirigimos por mais uma hora até chegarmos a outro ponto dentro do Death Valley, um dos locais que eu mais queria visitar por lá, a Mesquite Flat Sand Dunes. As dunas vista de longe na estrada são um show á parte. Acessar as dunas é facílimo uma vez que há estacionamento no local. Para você tirar fotos sem muitas pegadas de outros visitantes na areia, ou você visita a região ao amanhecer ou você deve estar disposto a caminhar muito para poder chegar as dunas mais altas. Como já estávamos na metade do dia e ainda queríamos tentar ver outros pontos do parque, essa não era a nossa intenção. As distâncias percorridas dentro do Death Valley são insanas. Como é possível ver mais de 15 quilômetros sem obstáculos na sua frente na estrada, tem se a impressão errada de que tudo é perto. Ledo engano.

Das dunas dirigimos por mais 45 minutos até chegarmos ao Badwater Basin. O caminho até lá foi simplesmente surreal. Não tem como visitar o Death Valley sem pensar que você viajou para outro planeta. Tanto que o local já foi locação de inúmeros filmes de Hollywood e entre estes filmes o clássico Star Wars. Eu como fotógrafa amadora já fiquei extasiada, imagine os profissionais.

 

Badwater Basin é o ponto de elevação mais baixo dos Estados Unidos, estando 86 metros abaixo do nível do mar. Quando visitar o local olhe para trás para a montanha chamada Dante, pois há uma placa indicando exatamente o nível do mar. Ter essa ideia é interessante. O local é totalmente coberto por sal e como visitamos no final do dia, ver o por do sol por lá foi insano. Honestamente eu não esperava que o Death Valley pudesse ser tão bonito.

Como escureceu rapidamente, precisávamos de um local para dormir e não tínhamos a intenção de dirigir para a cidade que dormimos no dia anterior. Há pouquíssimas opções de lodging dentro do parque, então dirigimos até a área de Panamint Springs e nos hospedamos no Panamint Springs Resort. Esqueça a ideia de resort, no Death Valley é só um nome. Por não ser alta temporada, por sorte conseguimos um chalé, mas o tamanho do chalé… era uma piada. Não pudemos nem tirar nossas malas do carro, tivemos de pegar apenas os itens que precisávamos no porta malas e levar até a calcinha na mão para dentro do quarto. Uma pessoa muito alta ou com sobrepeso honestamente não caberia dentro da cabin. Importante mencionar que caso você pense em fazer uma road trip e incluir o Death Valley na alta temporada, não faça como nós que não tínhamos nenhuma reserva, você corre um grande risco de dormir dentro do seu carro.

No dia seguinte o café da manhã no único restaurante disponível na região custava U$10 por pessoa. Não tem muito o que fazer, ou você aceita pagar este valor ou você morre de fome. O café era decente com café, leite, chá, suco de laranja, ovos mexidos, batatas. E é necessário comer bem para poder enfrentar o dia no parque, uma vez que praticamente não tem nada por longas distâncias. Ao lado do restaurante/lodging também tem um posto de gasolina com a tarifa mais alta que já vi nos EUA, cerca de U$4 o gallon. Ou você abastece ou você não tem como passear (e consequentemente também não tem como sair do parque!).

Ao sairmos do resort demos de cara com dois coiotes lindíssimos. Fomos obrigados a parar e apreciar a beleza destes animais. Claro que não saímos do carro e nem abrimos a janela, pois ficamos com medo. É importante lembrar que os parques nacionais multam visitantes que são pegos alimentando os animais, nunca, jamais alimente nenhum destes bichos ao encontrar com eles, pois eles se tornam agressivos contra outros visitantes no futuro, esperando que eles também os alimentem.

Seguimos na sequência para a Artists Drive Pallete, que de acordo com as fotos no Instagram seria o ponto alto do nosso dia. E realmente não decepcionou, o local é simplesmente fenomenal. Tanto a estrada como as montanhas são deslumbrantes. Pedi para meu esposo parar o carro no meio do caminho e ficamos ali extasiados com tanta beleza em um único lugar. Acredito que durante a alta temporada deve ser um congestionamento sem fim. Ficamos com medo de aparecerem outros coiotes pelo caminho, mas nós caminhamos a pé pelo local mesmo assim. Breathtaking!

De lá seguimos para o Dante’s View, um ponto de observação no topo da montanha Dante que dá para ver toda a extensão do Badwater Basin que visitamos no dia anterior. De cima dá para ter uma noção como o basin está realmente muito abaixo do nível do mar. As pessoas no basin vistas de cima, pareciam pequenas formigas. Do topo da montanha Dante o frio era insuportável, estava pelo menos 25C mais frio do que na base da montanha. Leve roupa de frio mesmo no verão, senão a experiência lá em cima se torna insuportável (o que pode ser uma pena, já que a vista é linda).

Para finalizar nossa visita ao parque, decidimos dirigir na Emigrant Canyon Rd. No meio do caminho percebemos que precisaríamos de um dia inteiro para essa região. A vista era espetacular, mas a estrada era totalmente deserta e perigosa de dirigir. Uma sessão em particular descendo uma montanha foi a que mais me assustou. As curvas eram totalmente fechadas e vimos apenas um trailer descendo muitos quilômetros a nossa frente. Caso tivéssemos um problema no meio do caminho, muito dificilmente iriam nos encontrar no mesmo dia. Como também o dia já ia começar a escurecer e precisávamos sair de dentro da região do Vale da Morte para achar um local para dormir no fim do dia, decidimos dar meia volta. Meu marido ficou bem decepcionado por não poder ver o fim da trilha, mas decidimos que para a nossa segurança era melhor voltar. Fica para a próxima visita, porque com certeza no futuro vamos voltar ao Death Valley, é impossível ver tudo em apenas 3 dias.

Saímos do parque e seguimos para a cidade de Lone Pine, onde paramos para abastecer e jantar. Achamos um restaurante fantástico chamado Mt Whitney Restaurant, que é muito famoso por ter sido visitado por inúmeros artistas de Hollywood que dormiam na região quando filmavam filmes e seriados no passado em Death Valley. As fotos na parede impressionam. A comida também era muito boa. Enfim seguimos até a cidade de Bishop onde passamos a noite no hotel Vagabond Inn e começamos a pesquisar sobre o que fazer no dia seguinte.

 

Considerações finais sobra o Death Valley:

Vá!!!! Sem dúvida superou as pouquíssimas expectativas que eu tinha sobre o local. É a segunda vez que meu marido indica um local para viagens (geralmente sou eu quem bate o martelo sobre nossos destinos de férias) e ele me surpreendeu. Vá entre novembro-janeiro pois é quando você conseguirá aproveitar melhor para andar pelo parque. No verão é um dos locais mais quentes do mundo, então não é uma boa ideia. E vá preparado para passar mais de dois dias no parque. Passamos uma tarde e dois dias inteiros e não vimos tudo.

E você conhece o Death Valley? Já visitou? Planeja visitar? Se tiver dúvidas a respeito deixe suas impressões na caixa de comentários

 

Até o próximo post  =)

 

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks Califórnia EUA Nevada Quando Viajar Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Death Valley National Park – Parte 1

09 de Março de 2018

Quando decidimos fazer uma road trip pelo sudoeste americano meu marido tinha apenas uma única e singela reinvindicação: teríamos que passar pelo Death Valley. Não importava para onde eu queria ir, o que queria ver, fazer, comer, desde que ele pudesse ver com os próprios olhos o famoso Vale da Morte. Confesso que eu não tinha conhecimento algum sobre a região e o nome me dava calafrios. O parque foi uma surpresa sem tamanho. Tanto que foi o local que passamos mais dias de todos os locais que visitamos nessa viagem, 3 no total. Foi o local das fotos mais sensacionais, das paisagens mais inóspitas, foi onde vimos a beleza da falta de água ou da água salinizada em estado puro. Hoje compartilho com vocês o que ver, fazer, onde dormir, comer e como se preparar para visitar o deserto mais famosos dos EUA.

O Death Valley está localizado na Califórnia, mas faz fronteira com o estado de Nevada. Se você visitar tanto Los Angeles ou Las Vegas como porta de entrada para essa região do país, terá fácil acesso pelos dois lados. 95% do parque é considerado área selvagem e por isso visitar a área requer planejamento. Desde entender as mudanças bruscas de temperatura que ocorrem dentro do próprio parque como onde dormir ou comer, pode ser vital para que a sua visita não se torne uma dor de cabeça. Antes de pegar estrada passamos em um mercado em Las Vegas e compramos provisões. Como nunca nenhum de nós tínhamos visitado um deserto antes, li sobre o que deveríamos ter conosco. Então tínhamos barras de cereais, aproximadamente 20 litros de água em garrafas de 2 litros, Gatorade, snacks diversos, barras de cereal, chocolates, e mais um monte de itens diversificados.

No caminho passamos por paisagens incríveis. Era justamente o que nós tínhamos em mente, dirigir numa estrada sem fim e sem outras pessoas ao redor. Passávamos por outros carros a cada 20 minutos e olhe lá. Se você curte dirigir sem se preocupar com semáforo, pedestres e quer apenas apreciar a natureza em estado bruto com uma música bacana no sistema de som do carro, este tipo de viagem é perfeito para você.

Nós saímos de Las Vegas no estado de Nevada e pegamos a Rodovia 160 em direção a Pahrump. Aconselho os amantes de fotografia a pararem no acostamento (com segurança por favor) e a tirarem fotos da rodovia sem fim. Nunca antes dirigimos por estradas que era possível enxergar mais de 10 milhas á nossa frente e não ver nenhum carro, a experiência é sem dúvida muito diferente. Fique atento pois há relatos de coiotes nessa região e não quero que você seja atacado por um. Essa rota é também muito indicada para os amantes de motocicleta. Acredito que fazer essa viagem nessa época do ano (inverno) de moto deve ser fantástica.

Nós finalmente chegamos no Death Valley pela entrada de Amargosa (a entrada sul do parque). Paramos na placa de entrada do parque e já começamos a ter uma noção do que teríamos pela frente, NADA. Mas não um nada que não seja interessante, mas o nada em estado bruto. Você pode simplesmente rodar um filme no Death Valley que a sensação será a de que você está literalmente em outro planeta.

Logo após o local onde está a placa com o nome do parque há a entrada em si. Ali você deve efetuar o pagamento no quiosque de acordo com os valores que estão fixados no totem. Também é possível pegar mapas e o jornal informativo. Aconselho veementemente que você use o banheiro mesmo que não queira. Banheiros no Death Valley são escassos. O que é interessante é que não tem ninguém efetuando a cobrança da entrada. Entende-se que você será uma pessoa honesta e fará o pagamento.

A primeira parada da nossa jornada dentro do parque foi Zabriskie Point, local árido chamado de badlands por ser de difícil travessia. Essa parte lembra muito a superfície da lua. No local á 5 milhões de anos atrás era o Furnace Creek Lake que secou, porém deixou milhões de vestígios até hoje, sensacional.

De lá partimos para o Visitor Center que diferente de outros parques, está localizado mais ao centro na região que também se chama Furnace Creek. Ao chegarmos no local ficamos surpresos com a quantidade de visitantes. Os meses de novembro-fevereiro são considerados a alta temporada do parque, pois é a única época do ano que é possível fazer trilhas no Death Valley. Por ser um dos locais mais quentes do mundo, os amantes de trekking e da natureza optam por visitar no inverno americano. Claro que não sabíamos disso, pois estamos começando agora a nossa vida de desbravadores de parques nacionais.

No Visitor Center conversamos com os park rangers, pedimos informações e diferente de outros parques, este tem opções de comida para venda. O que é sensacional pois o local é completamente deserto. Como opções tinham sanduiches natural, Gatorade, potato chips e barras de cereal. Praticamente o que tínhamos comprado para essa visita. Há também uma área de picnic do lado de fora com inúmeros bancos. Pelo tamanho da instalação, acredito que durante as férias escolares americanas o local deva ficar extremamente lotado. Há também banheiros e indico a utilização.

Como a luz do dia já estava chegando ao fim, decidimos dirigir para a cidade de Beatty no estado de Nevada. Não se engane, não era longe. Como no Visitor Center era o único local onde nossa internet estava funcionando, ali aproveitamos para reservar um quarto. Sorte de principiantes em viagens deste tipo, encontramos acomodação no Death Valley Inn. Hotel extremamente simples como 99% dos hotéis na região do vale. Para aquela noite só precisávamos mesmo de cama, chuveiro e ar quente que funcionasse, pois a temperatura ao por do sol caiu vertiginosamente.

No meio do caminho quando percebemos que éramos o único carro na estrada dentro do parque, estacionamos e apagamos todas as luzes. O Ezio foi corajoso o suficiente de descer do carro para apreciar as estrelas. Não desci, o medo me paralisou. Fiquei com muito medo de ser atacada por um coiote ou outro animal faminto. Abri a janela do carro e coloquei metade do corpo para fora para apreciar o céu mais lindo da vida. Estar no meio do nada fez com que nossa visão do céu fosse aquela do Google. Vimos estrelas que nem sabíamos que existiam. Ficar ali parada no meio do deserto do Vale da Morte apreciando as estrelas com meu marido deu um novo sentido para a ideia de viagem a dois. Estar em contato com a natureza, ouvir a respiração um do outro, estar atento ao movimento de qualquer folha que seja para não ser surpreendido por um animal. Foi um momento muito especial.

Quando percebemos que estávamos sendo observados por um animal que estava cada vez mais próximo, nos trancamos no carro no escuro e ficamos ali parados atentos para ver o que era. Após uns cinco minutos vimos dois pares de olhos nos encarando muito mais perto do que pensávamos e quando acendemos os faróis do carro vimos dois coiotes a nossa espreita. Claro que eles correram ao perceberem que o carro começou a se mexer, mas foi tenso.

Deixo registrado que visitar o Death Valley é para pessoas que não estão procurando luxo durante a sua viagem. Eu deixo claro que não curto acampar, nunca gostei. Sou libriana, gosto de conforto, uso chapinha no cabelo e maquiagem para ir malhar. Dito isso, mesmo eu com todas as minhas frescuras, confesso que amei o primeiro dia. Sair do local comum e se deixar  surpreender por lugares que jamais pesquisei a respeito ou tinha a intenção de conhecer. No final das contas acho que viajar é isso, é um eterno aprender e surpreender. Que graça tem ser uma menina da cidade e só viajar para cidades?

No próximo post falo sobre o segundo e o terceiro dia dentro do Death Valley, porque ficamos mais tempo por lá do que nos outros parques que visitamos nessa viagem e porque este se tornou o nosso local favorito com promessas de volta.

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América EUA Nevada Onde comer Viagens

Epic USA Road Trip – Nevada – 1 Noite em Las Vegas

21 de Fevereiro de 2018

Saímos do Zion National Park em direção ao Death Valley National Park, porém tinha Las Vegas no meio do caminho… e no último segundo decidimos quando estávamos na estrada pernoitar por lá. Conseguimos reservar um quarto no Planet Hollywood Resort and Casino muito em conta no App do Booking.com, porém estacionar neste hotel… foi o pior pesadelo da nossa vida de turista.

O Planet Hollywood compartilha o prédio do estacionamento com o Caesars Palace e com o Miracle Mile Mall. Além da rua do estacionamento ser bem escondida e difícil de encontrar… após estacionar você tem de atravessar o shopping inteiro com as malas até chegar ao cassino para depois encontrar o lobby do hotel. Foi ridículo. Depois de passar pelo estresse do estacionamento, nós finalmente fizemos check in e pelo menos fomos agraciados com uma ótima suite. Uma das melhores inclusive desta viagem.

Subir para a nossa suite foi uma maravilha, porque logo na elevador demos de cara com a minha diva maior. Britney Spears que estava inclusive com um show fixo no Planet Hollywood. A residência dela por lá chegou ao fim mas eles estão com shows do Pitbull, Jennifer Lopez, Lionel Ritchie e Backstreet Boys. Você pode obter informações sobre os espetáculos aqui.

Mas o que fazer quando se tem apenas uma noite em Las Vegas?

Decidimos focar na região do próprio hotel para não ter que lidar com estacionamento. Então começamos a noite com drinks e aperitivos no Margaritaville. Lá indicamos o Last Mango in Paris que é uma margarita feita com tequila de manga, Cointreau de laranja, suco de cranberry e margarita blend. E de aperitivo fomos de Volcano Nachos, que são tortilla chips, cobertas com chili, queijo, pico de galo, guacamole, creme azeda e pimenta jalapeño. Uma porção serve bem 2 pessoas e sobra.

Saímos do restaurante e andamos até o Bellagio para assistir o show das águas. Você pode encontrar o cronograma com os horários do show clicando aqui. Confesso que eu não esperava ser algo tão legal.

E terminamos a noite vendo um show burlesque chamado Crazy Girls. O melhor era que o show estava em cartaz exatamente no nosso hotel. Derrubei várias barreiras e pré-conceitos ao assistir um show burlesque. Haviam muitos casais na audiência e o público era predominantemente mais velho. O show é de aproximadamente 1:30hr de duração e é um show de dança onde as mulheres estão semi ou completamente nuas. Não é permitido tocar nas garotas quando elas interagem com a audiência. Achei o show de extremo bom gosto e as mulheres eram lindíssimas. Também pelo fato do show estar em cartaz no Planet Hollywod, já demonstra que não é um show qualquer.

Passei alguns minutinhos andando pelo cassino após o show e apostei U$3 míseros dólares nas máquinas. Realmente Las Vegas não é o meu tipo favorito de viagem. Vegas me atrai mais pela quantidade de restaurantes e entretenimento fora dos cassinos do que apostar dinheiro e perder. Tenho outros lugares favoritos pelos EUA. Tanto que nunca voamos especificamente para turistar apenas em Vegas, sempre passamos por lá vindo ou indo para algum outro lugar. Claro que a beleza das luzes da cidade a noite é um espetáculo á parte. No dia seguinte seguimos viagem até o Vale da Morte, então nem exploramos tanto a vida noturna por lá.

 

No próximo post falo sobre nossa visita de 3 dias ao Death Valley National Park, um dos locais mais inóspitos dos EUA.

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks EUA Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Zion National Park

09 de Fevereiro de 2018

Que tal fazer trilhas incríveis em um dos parques nacionais mais bonitos dos Estados Unidos? Hoje falo sobre o Zion National Park.

Para visitar o Zion, nós escolhemos a cidade de La Verkin como nossa base. A cidade está a aproximadamente 30 minutos da entrada principal do parque e os preços eram bem mais acessíveis. Por termos feito essa viagem em dezembro o fluxo de visitantes era muito inferior ao fluxo esperado durante as férias de verão. Tanto que conseguimos acomodação no hotel de um dia para o outro. Essa road trip foi na base do vamos decidir o que fazer quando acordarmos e se gostarmos do local ficamos mais tempo nele. Se você decidir visitar os parques entre abril-setembro, é preciso começar a reservar hotéis com no mínimo 6 meses ou mais de antecedência. Em La Verkin nós ficamos no Best Western Plus Zion West. Eles oferecem café da manhã incluso no valor da diária. Nada de outro mundo não, mas dá para enganar o estômago.

Começamos o dia pelo Visitor Center e seguimos as instruções do park ranger. Por ser inverno o parque estava bem vazio, então pudemos dirigir nosso próprio carro ao invés de usar o sistema de shuttle do parque. Dirigimos por toda a extensão do Zion até o último viewpoint, o nº9 chamado Temple of Sinawava. Lá fizemos a trilha Riverside Walk que tem 3.5km. O interessante dessa trilha é que ela é acessível para portadores de deficiência motora. A caminhada é bem tranquila, a trilha é pavimentada e é ao lado do rio. Pudemos caminhar, ouvir o barulho da água, dos pássaros, observar a natureza.

Ao chegar no final da trilha, avistamos o início do caminho para a trilha mais famosa do parque The Narrows. De acordo com o parque, ela leva 8 horas para ser feita, são 15 kms de extensão e você tem que pernoitar ao chegar no final da trilha para voltar no dia seguinte. Sem contar que ela é feita em sua maior parte por dentro do rio. Se eu tivesse equipamento correto e estivesse em condições físicas, faria essa trilha com certeza, as fotos na internet são simplesmente fenomenais.

Voltamos pela trilha até o estacionamento e dirigimos até o viewpoint nº5 e decidimos fazer a trilha Lower Emerald Pool. Essa trilha tem 2km e pode ser feita em aproximadamente 1 hora. Porém nós levamos quase 2 horas pois já haviam partes da trilha que estavam com gelo, principalmente a parte onde tivemos que caminhar por baixo da cachoeira.

O visual de cima nessa parte do parque é bem bonito. O Zion tem jogos de luzes bem interessante dependendo de quando você visita ele. Tudo depende da estação do ano e como os raios solares estão incidindo dentro do parque. No geral eu achei o parque muito bonito, mas muito gelado, mesmo se comparar com o Bryce que visitamos no dia anterior numa cidade a uma hora de distância do Zion e com 18C de temperatura mais frio. Talvez no verão seja menos desconfortável a experiência pelo parque.

Vimos animais diferentes pelo parque, o que foi bem interessante. Mas seguimos as instruções das placas e admiramos eles de longe.

No geral visitar o Zion foi uma experiência bem diferente. Como tínhamos visto o Bryce e o Grand Canyon antes e ambos os parques a visão dos canyons é por cima, neste pudemos ter a visão de baixo para cima, então muitas vezes ao longo do dia nos pegamos olhando para o alto para poder ver toda a magnitude das rochas. O Zion pode ser muito frio durante o mês de dezembro e este é um parque que eu definitivamente adoraria voltar com a temperatura mais amena para poder aproveitar melhor. Mas indiferente do tempo, a beleza dele é única.

Dicas para aproveitar melhor o parque:

– A scenic drive que utilizamos para nos locomover entre os viewpoints é fechada para o público durante a primavera-verão quando o sistema de shuttle está operando. Fique atento as datas de funcionamento no site clicando aqui.

– Se você visitar o parque na alta temporada, chegue cedo para garantir um lugar no estacionamento para o seu veículo. O estacionamento já está lotado por volta das 10 da manhã. Caso chegue após este horário, o ideal é encontrar estacionamento na cidade de Springdale e de lá pegar o shuttle bus gratuito para o parque.

– Leve sempre água em abundância. Há estações para encher as garrafas de água pelo parque. Para localizar as estações use o mapa do parque que está disponível no Visitor’s Center

– Caminhe de acordo com o seu condicionamento físico. Caso não seja adepto da prática de esportes no dia a dia, de preferência para as caminhadas consideradas fácil – moderada. Na entrada das trilhas há informações vitais sobre o tamanho da trilha, tempo aproximado para realizar o percurso (ida e volta). Não faça uma trilha além do seu limite por mais que você queira muito ver algo naquele local (eu mesma queria ver a Narrows… vejo ela pelo Instagram!).

– Não alimente nenhum dos animais que encontrar pelo parque. Eles se tornam agressivos contra outros visitantes no futuro para poder roubar comida deles.

– Deposite seu lixo nos espaços designados. Não deixe rastros ou restos de comidas no meio ambiente. Preserve o parque para futuras gerações

– Sempre use o banheiro antes de começar uma trilha, mesmo que você não esteja com vontade de usar o banheiro!

– Se decidir fazer a trilha The Narrows, você é responsável por recolher os seus dejetos (fezes). Existem sacos descartáveis para este fim nas lojas dentro do parque

– Sempre faça sua trilha em fila indiana para dar espaço aos hikers (caminhantes) que vierem no sentido contrário

– Faça suas caminhadas em silêncio ou faça o mínimo de barulho possível. Seja gentil para com os outros visitantes para que eles possam apreciar a natureza

– Os visitantes que estão subindo a trilha, sempre tem a preferência. Caso seja um local estreito, deixe espaço para quem sobe passar primeiro.

 

Lembrando que o parque está aberto 365 dias do anos 24 horas por dia. Você pode obter informações sobre os valores de entrada clicando aqui.

No próximo post continuo postando sobre a nossa road trip pelos EUA. O próximo destino será Las Vegas.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks EUA Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Bryce Canyon National Park

06 de Fevereiro de 2018

Você já pensou em fazer uma trilha no meio de formações rochosas com de mais de 2700 metros de altura? Então te apresento o Bryce Canyon National Park.

Ao chegarmos na cidade de Bryce Canyon nos hospedamos no histórico hotel Ruby’s Inn que hoje faz parte da rede Best Western. Ao mudar-se para Bryce em 1916, Reuben C. (Ruby) Syrett descobriu que ao lado do seu rancho havia um canyon com vistas espetaculares. Ele ficou tão impressionado com a beleza do local que decidiu hospedar visitantes que passavam pela cidade. Em 1928 Bryce Canyon se tornou um parque nacional e Ruby conseguiu autorização do governo para formalizar seu “tourist rest” transformando assim o seu rancho em um hotel oficialmente. O resto é história.

O complexo é simplesmente enorme e te transporta para uma daquelas cidades do século passado no meio oeste americano. É uma pena que não tenhamos passado mais tempo por lá, adoraria ter tido a oportunidade de desbravar as lojinhas locais.

Como sempre começamos nosso passeio pelo Visitor’s Center. Como já é de praxe quando visitamos um parque nacional, assistimos o filme introdutório sobre a história do parque, entendemos a geologia (por cima, claro) do local, observamos as exposições sobre os animais que podemos encontrar pelo caminho durante o dia e vou na lojinha do parque comprar meus ímãs de geladeira e carimbar o meu Travel Diary/Travel Planner com o stamp oficial do parque. Aproveitamos sempre também para usar o banheiro, eu não sou muito fã dos banheiros químicos espalhados pelos parques.

Acredito que a informação mais importante que nos foi passada pelo Park Ranger foi a que todos os 13 viewpoints do parque estão localizados do lado direito. Dito isso optamos por dirigir por todo o parque até o último viewpoint, que é também o local mais alto do parque. Fomos até o Rainbow Point e começamos a explorar por lá.

O Bryce Canyon é famoso por suas formações rochosas meio alaranjadas que em vários locais tem a formação de um anfiteatro.

Por termos visitado no inverno, o Rainbow Point foi bem sofrido de ser apreciado. Essa parte mais alta do parque ventava tanto que nem mesmo com nossa roupa pesada de frio, conseguimos ficar muito tempo apreciando a paisagem. Tinham turistas que não estavam tão preparados como nós estávamos e eles nem saíram do carro. Este dia foi o dia mais frio que pegamos na nossa viagem, pela manhã acordamos e estava -17C com sensação térmica de -27C.

De lá começamos a voltar em direção a saída do parque e íamos parando nos viewpoints. Na mesma área onde estacionamos o carro para ver o Rainbow Point, fica a entrada da trilha para o Yovimpa Point. Fique atento para não perder. Quase não vimos de tão escondidinho que é.

No Ponderosa Canyon demos de cara com  dois pássaros enormes. O mais engraçado é que eles estavam parados justamente de onde dava para ter o melhor ângulo para fotos do viewpoint. Os park rangers sempre avisam para as pessoas não alimentarem nenhum animal nos parques porque eles se tornam agressivos. Há inclusive placas pelo parque informando o valor da multa altíssima para quem for pego alimentando os animais.

Um dos viewpoints mais espetaculares é o Inspiration Point. Como o nome é quase um spoiler do que te espera, para mim é um dos mais bonitos. E fomos num dia que estava mega vazio, então eu e o meu marido nos abraçamos e ficamos ali em silêncio absorvendo toda aquela beleza e pensando como o cara lá de cima é maravilhoso (e o calor do corpo do outro também ajudava a continuar lá apreciando a vista).

O Sunset Viewpoint era o mais esperado por mim neste parque. Exatamente porque neste viewpoint esta a entrada da trilha Navajo Loop de onde é possível ver o Thor’s Hammer e a formação rochosa Wall Street. Essa foi a única trilha que fizemos no parque, mas valeu muito a pena. Foi nessa trilha que me dei conta de que o sistema de parques nacionais dos Estados Unidos é maravilhoso. E foi nessa trilha que me apaixonei por este tipo de viagem e já tenho pelo menos umas 3 viagens meio programadas na cabeça para os próximos anos por outros parques por aqui.

A Navajo Loop tem aproximadamente 2.2km de extensão e acredita-se que da para fazer ela entre 1 ou 2 horas, dependendo do seu ritmo, mas ela não é um loop no inverno. Ela é considerada uma trilha de nível intermediário. A descida é muito sossegada, o problema é a volta. Ela se torna uma subida muito íngreme. Nós não temos preparo físico nenhum e fizemos a trilha. Não foi “de boa”, mas foi o suficiente para eu decidir voltar a malhar para poder continuar fazendo este tipo de turismo no futuro.

A descida da trilha é bem sossegada, e quanto mais você desce mais interessante fica. Fiquei um pouco assustada porque afunila bastante (chega a ser claustrofóbico) e eu não me senti muito confiante/confortável em passar entre rochas com espaços mínimos entre si. Mas eu queria muito ver o que tinha do outro lado da trilha. Continuamos andando até que não parecia mais tão promissora a vista, então demos meia volta e subimos em direção ao início da trilha. Foi um sacrifício, não vou mentir. O que ajudou a subida foi a água que tínhamos conosco. É impossível fazer trilhas sem carregar água o suficiente para a ida e volta. Quando chegamos no topo da trilha vimos que tinha uma “bifurcação”, então seguimos por ela tendo como companhia do lado esquerdo o famoso Martelo do Thor. A vista é espetacular.

E do nada chegamos exatamente onde eu queria chegar, a vista que eu tinha em mente ao pesquisar sobre este parque no Instagram e no Google:

Ficamos ali do topo da trilha admirando o vazio e a imensidão do Canyon á nossa frente. Quando nos demos conta o sol já estava se pondo e as cores no anfiteatro ficaram ainda mais bonitas. Foi um pôr do sol memorável.

Como escureceu muito rapidamente não conseguimos ver mais nada pelo parque, mas o dia foi muito bem aproveitado. Saímos do Bryce Canyon e dirigimos em direção ao Zion National Parque, que será a estrela do próximo post.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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