EUA New York Viagens

Nova Iorque além dos clichês – Parte I

24 de outubro de 2017

Hoje comento sobre lugares que valem muito a pena visitar caso você esteja passeando por NYC e esteja na região de Lower Manhattan. Estes são lugares que você muito provavelmente não iria sair da sua rota para ver apenas eles, mas se estiver na região para ver a Estátua da Liberdade ou o novo World Trade Center, aproveite e já dê uma espiada, afinal, quanto mais pontos turísticos, melhor.

 

National Museum of the American Indian

Este museu é um braço do museu de mesmo nome, localizado aqui em Washington. Como o de DC é um dos meus favoritos, indico de olhos fechados a visitação caso você tenha tempo. O museu conta a história do índio americano e como eles foram ludibriados pelos conquistadores na época da colonização americana para doarem as suas terras para a construção de capitais e outras cidades pelo país afora. O museu foca na herança histórica e cultural do índio americano e tenta resgatar os valores perdidos ao longo do tempo.

Brooklyn Bridge

Famosa ponte suspensa que conecta Manhattan ao Brooklyn. Ícone americano desde 1883, hoje faz parte do National Historic Landmark. É possível cruzar a ponte a pé, de bicicleta ou de carro.

 

Charging Bull / Touro de Wall Street

Obra instalada no distrito financeiro de NYC em dezembro de 1989, o touro retratado em posição de ataque seria uma alusão a bolsa de valores nova iorquina, sempre pronta para enfrentar obstáculos. Diz a lenda que se você tocar os testículos do animal, você voltará a NYC. Prepare-se para filas imensas para tirar fotos por lá.

 

New York Stock Exchange / Bolsa de Valores de NY

Uma das mais famosas instituições financeiras do mundo, a NYSE como é conhecida foi fundada em 1792!!! É uma das mais influentes do mundo.

 

Trinity Church / Igreja da Trindade

Parte da igreja anglicana, a igreja data de 1696 e foi totalmente reconstruída após um incêndio que destruiu 25% da ilha de Manhattan em 1776. Os turistas costumam aproveitar a sombra das árvores durante o verão e descansam nos bancos localizados entre os túmulos no cemitério anexo a igreja. É uma das paradas o Big Bus.

 

Chinatown

Lar da maior comunidade chinesa fora da China (não… eles não moram todos em São Paulo), o bairro conta com aproximadamente 100 mil chineses (dados de 2014). A língua falada nessa região é o chinês, mandarim ou o cantonês. No bairro eu indico duas paradas caso você esteja com pressa: Manhattan Criminal Court (Corte Criminal de Manhattan) que é aberta ao público e pode ser visitada por turistas. A corte opera nessa região da cidade pois no passado a casa de detenção de NY estava localizada bem ao lado. E indico também o Columbus Park, parque onde pela manhã é possível ver os locais praticando o Tai Chi Chuan. O parque está localizado no encontro de ruas conhecido como Five Points que foi mencionado no filme (que eu não sou muita fã) Gangues de Nova Iorque com o Leonardo Di Caprio e o Daniel Day-Lewis. Essa era a junção de 5 ruas mais sangrenta da história, onde as gangues duelavam pelo poder na ilha.

 

Little Italy

Ficou mundialmente conhecida após ter sido retratada no filme O Poderoso Chefão. O bairro é o lar dos italianos/americanos de NY. As lojas na região não são baratas, mas a qualidade é ótima. Eu não conheço a Itália (ainda), mas pelo o que vejo em filmes e seriados, é como estar na Itália fora da Itália com suas lojas, restaurantes e gelaterias. O bairro é um convite á boa mesa. Vá sem medo dos quilinhos extra da viagem de férias.

 

The High Line Park

Parque suspenso criado na antiga linha abandonada do trem. Trouxe vida nova a essa região de NY, antes visitada por sem tetos e criminosos. Uma mistura de arquitetura com urbanismo e ecologia. Do High Line é possível ter uma vista linda do Hudson River.

 

Chelsea Market

Localizada no prédio onde foi lar da Nabisco (a bolacha Oreo foi inventada aqui), o Chelsea Market hoje é o local certo para os amantes da culinária mundial. Você encontra comida japonesa, tailandesa entre outras. Aberto todos os dias das 7am as 9pm.

 

Eataly

Maior shopping de comida italiana do mundo, você encontra num mesmo ambiente, restaurantes, sorveterias, docerias, supermercado e escola de culinária. A rede alcançou sucesso estrondoso e hoje conta com unidades em São Paulo, Mônaco, Istambul, Japão e claro na Itália, sem contar várias unidades espalhadas pelos EUA e em navios da rede MSC.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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Visita ao novo World Trade Center e Memorial do 11 de Setembro

20 de outubro de 2017

A primeira vez que visitei NYC em fevereiro de 2013, o novo prédio One World Trade Center estava sendo construído no local onde ocorreram os atentados de 11 de setembro. Lembro que fiquei muito depressiva no dia da visita e só pensava nas milhares de vidas perdidas naquele local, numa data que a nossa geração jamais vai esquecer. Hoje, quase 5 anos após a primeira vez que pisei no Ground Zero, tive a oportunidade de entrar no prédio mais alto de NYC e vou compartilhar com vocês como foi a experiência.

Fomos de metrô até o local e descemos na estação World Trade Center. Lá você pode seguir as placas e ao invés de sair pela rua você pode ir diretamente para o shopping Westfield World Trade Center que faz parte do complexo. Acredito que deva ser o shopping mais movimentado do mundo, pois nunca vi tanta gente num único local.

Ao sair do shopping, é possível ter uma visão melhor do Oculus, a estrutura gigante que foi construída como entrada tanto da estação de metrô/trem como do shopping. O Oculus é uma alusão as lágrimas que foram derramadas por conta dos atentados de 2001.

Logo em frente ao Oculus estão localizados os dois memoriais no local onde estavam as torres gêmeas. São duas cascatas artificias com uma queda d’água onde não é possível ver para onde a água escoa. É uma alusão ao vazio deixado pela perda dessas vidas. Nas bordas das duas fontes, estão localizados os nomes das 2983 vítimas que perderam a vida no fatídico 11 de Setembro. Os nomes foram organizados juntamente com os familiares de maneira que eles estão agrupados perto de quem provavelmente essas pessoas passaram seus últimos momentos, colegas de escritório, chefes, e etc.

 

Entre as duas cascatas há o museu 9/11 Museum com peças doadas pelos familiares, documentos resgatados das torres, partes dos aviões, carros de bombeiro, escadas utilizadas pelos sobreviventes. Como eu tinha visitado o acervo em 2013, não visitei dessa vez.

E por fim finalmente subi no observatório. Confesso que eu não estava confortável em fazer essa visita… eu não parava de pensar no que aconteceu com aquelas pessoas e fiquei com medo de que algo pudesse acontecer enquanto estivéssemos lá em cima. Mas… YOLO (You Only Live Once – você só vive uma vez).

Visitamos o Observatório por volta de 6 da tarde e foi a nossa melhor decisão. A fila para entrar no prédio era quase inexistente, muito diferente do que tínhamos visto durante o dia quando passamos com o ônibus turístico por lá. Compramos os tickets lá na hora mesmo, mas há a possibilidade de comprar antecipadamente pela internet.

Ao entrar no observatório há uma atualização em tempo real de onde são os visitantes do complexo (quando você compra o ticket com antecedência, essa informação é requerida). Achei interessante que quando fomos, naquele dia, o maior número de visitantes era da Alemanha.  E o número de visitantes da África num todo é muito pequeno. Isso é muito interessante de analisar, uma vez que a quantidade de africanos morando nessa parte dos EUA é enorme. Ou seja… eles moram, mas não fazem turismo… enfim… só uma curiosidade dessa pessoa aqui que presta atenção em tudo.

Logo na sequência você passará por um corredor onde tem vídeos com gravações de entrevistas concedidas por quem trabalhou na construção do complexo, suas emoções em reconstruir parte da cidade deles, curiosidades. Em seguida você é direcionado ao elevador que te levará ao 102º andar. Ele é um dos elevadores mais rápido do mundo e o percurso leva apenas 60 segundos. Dá para sentir o estalido no ouvido como se você estivesse levantando voo. Nas paredes e no teto do elevador, passa um filme mostrando a história da construção de NYC e da torre do WTC. O efeito é incrível mas se você tiver labirintite aconselho que feche os olhos. Vi algumas pessoas reclamando de tontura e ânsia de vomito.

Ao sair do elevador você é levado a um teatro que mostra um vídeo de 2 minutos da cidade de NYC. As imagens são tão reais e coloridas que parece que você está de volta na rua andando pela cidade. Ao final do vídeo a tela se abre e você fica boquiaberto com a visão da cidade de Nova Iorque lá embaixo aos seus pés. É neste momento que você entende o real significado da expressão WOW. Não tem uma pessoa naquela sala que não fique sem fôlego.

Enfim você chegou até o observatório que é o ponto alto da visita. Você terá uma vista de 360º graus da cidade. Honestamente eu já subi duas vezes ao Empire State e posso garantir que se você tiver com a grana curta ou pouco tempo de viagem e tenha que escolher entre quais dos dois fazer, vá de olhos fechados ao One World Trade Center. Ficamos lá por 1 hora para poder pegar o pôr do sol e a experiência foi simplesmente incrível. P.S: Eu não fui ainda ao topo do Rockefeller Center, então não tenho como comparar com este. Ouvi de amigos que a vista lá é mais do Central Park. Na minha próxima ida a NYC farei ele para comparar.

No andar do observatório tem um bar, lanchonete e restaurante. Para jantar lá você deve pagar a entrada do observatório e ter reservas. Tem também um café para lanches rápidos (mais acessível) e tem um bar além claro da lojinha de souvenir.

O observatório pode ser visitado de segunda a segunda das 9am as 8pm. O restaurante e o bar funcionam até as 10pm. Visite o site para ver se há alguma programação diferente para o dia da sua visita clicando aqui e evitar surpresas como fechamento por conta de algum evento.

Preços

9/11 Museum a partir de U$24

One World Observatory a partir de U$34

 

 

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Por Érica Brasilino

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Statue of Liberty

17 de outubro de 2017

Um dos passeios mais tradicionais de NYC é sem dúvida a visita a Statue of Liberty. Ir a NYC e não ver ela de perto é como ir ao Rio de Janeiro e não ver o Cristo ou à Paris e não ver a Torre Eiffel. Hoje explico como visitar este monumento símbolo dos EUA.

Visitei a estátua pela primeira vez em fevereiro de 2013 com um frio de -14C. Na ocasião não pude descer na ilha, pois ela estava em reforma após a passagem de um furacão por Nova Iorque. Dessa vez visitei em pleno verão e pude ver o que o passeio tem para oferecer.

Há diferentes maneiras de visitar a estátua. Eu já visitei por conta, comprando o ticket diretamente com os administradores do parque e este ano visitei como parte dos tickets inclusos no valor que paguei para o Big Bus. Vou explicar como funcionam das duas maneiras.

Você pode tanto acessar o site oficial e comprar online ou ir até o quiosque deles que está localizado dentro da Castle Clinton National Monument que fica no Battery Park. Você pode acessar o parque de metrô, ônibus turístico, táxi ou Uber.

Caso você compre o ticket Deluxe para o Big Bus como eu fiz, você receberá um voucher no ato da compra, este voucher deve ser trocado por um ticket próprio para o ferry. Na parada do Big Bus da estátua, tem funcionários uniformizados da empresa prontos para efetuar a troca do seu voucher pelo ticket.

Após comprar/trocar o ticket, é hora de embarcar. Quando estiver no ferry, fique do lado direito da embarcação. Este é o lado que vai passar de frente para a estátua. Se estiver sentado, tenha em mente que todos vão levantar para tentar o melhor ângulo possível. Eu consegui um lugar ótimo nas escadas da embarcação, entre o terceiro e o segundo andar. Quando o ferry foi chegando perto da estátua e perceberam que eu estava lá sozinha, eu já tinha tirado milhares de fotos ótimas sem mais ninguém ao lado (fica a dica).

Na ilha tem uma lanchonete com fast food americano e sorvete, e claro que também tem lojinhas (lojas everywhere). Comprei uma casquinha mista e fui andar. A vista de Manhattan ao longe é bem bonita, mas o que me interessa mesmo é o comportamento humano em locais turísticos. Então apreciei meu sorvete oferecendo meus serviços de fotógrafa para famílias de brasileiros. Eu me divirto quando estou fazendo turismo sozinha, sempre conheço gente bacana.

A Estátua da Liberdade em si causa dois tipos de impressão no viajante. Tem aqueles que ficam extasiados por verem de perto algo que povoa a nossa imaginação por tantos anos por conta de Hollywood. E tem aqueles que se decepcionam com o tamanho dela. Ela não chega a ser tão impetuosa como o nosso Cristo Redentor, mas honestamente eu acho uma estátua muito bonita.

É possível por valores extras visitar o interior da estátua e por outro valor a mais subir ate a sua coroa. Como eu já mencionei em outros posts aqui do blog, eu acho NYC uma cidade muito cara. Acho que morar numa cidade onde o turismo é grátis e maravilhoso como Washington, me deixou mão de vaca. Então acabei não pagando os extras do passeio e fiquei feliz com o que vi. Mas vai de cada um, se você tem $ sobrando ou é o teu sonho subir na estátua, vai com tudo.

Os preços para o ferry e a visita este mês de outubro de 2017 são:

Visita com horário reservado U$18,50

Visita com acesso ao interior da estátua + U$18,50

Visita com acesso ao interior da estátua e a coroa + U$21,50

Visitar a Ellis Island e estátua pelo lado de fora com horário reservado U$53,50

 

O problema de você reservar horário é que NYC é uma cidade caótica. É difíci saber como estará o transito. Tanto que quando visitei a primeira vez eu comprei o ticket na hora, quando cheguei naquela parte da cidade. O site indica que você deve pegar o ferry com pelo menos 30 minutos de antecedência do seu horário agendado.

Os ferries de NY para a estátua, saem todos os dias a partir das 8:30am e o último sai ás 4:00pm. O ultimo ferry da estátua para a ilha de Manhattan sai ás 5:45pm.

É possível também pegar o ferry saindo de New Jersey, diz a lenda que a fila é bem menor.  Você pode ver a agenda completa neste link aqui.

 

*Eu não visitei a Ellis Island. Estava com o horário apertado para encontrar meu esposo no final do dia para um evento na cidade. O ferry dá o direito de descer nas duas ilhas.

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Outros

Mais um ano de vida!

12 de outubro de 2017

O tempo… implacável como sempre… não para nunca. E completei mais um ano de vida. Estes últimos doze meses não foram nada fáceis, foram porradas atrás de porradas, apunhaladas pelas costas, mudanças, mala nas costas, recomeços, novos começos e no fim… resiliência.

Minha vida por si só daria uma bela saga de livros com direito a vários volumes de sucesso. Minhas amigas mais próximas dizem que no dia que eu resolver lançar minhas memórias, vou ficar milionária.

Mas o post de hoje eu só quero agradecer. Quando completei 35 anos em outubro do ano passado a única coisa que eu queria era saúde e forças para enfrentar 36 meses de Togo pela frente. Estávamos na África a apenas um mês e eu jurava que íamos ficar lá ate agosto de 2019. Ledo engano…

Quanto aprendizado em 12 meses… um novo idioma… não fluente, mas o suficiente para não me sentir tão perdida se for para um país que fala francês amanhã (Monsieur Trudeau… ça va bien?), uma nova cultura… um novo continente… 4 novos países…

Aprendi mais uma vez com uma bela apunhalada pelas costas que quem sorri para você e você abraça como seu novo amigo de infância… se fala mal de todo mundo para você, vai com certeza lascar você com os outros. Isso é fato. Nunca, jamais, em hipótese alguma, abra as portas da sua casa para uma pessoa com apenas um mês de amizade. Fica a dica!

Ver meu noivo trabalhar feito um camelo, sábado, domingo, feriado e mal ficar em casa comigo me fez apreciar o pão nosso de cada dia. Eu poderia ter bancado a louca que faz escândalo porque estava no edi do mundo, sozinha, com a internet que mal funcionava, isolada e amargurada. Imagina que relacionamento terrível teríamos se ao invés de entender que ele estava trabalhando feito louco para dar conta do trabalho eu apenas reclamasse que ele não tinha tempo para mim? Eu mesma teria separado de mim!

Adotamos a Bella… mesmo meu digníssimo sabendo que todas as alergias do mundo acometem o nariz dele… ele topou trazer aquela pequena bola de pelos para casa, para eu ter companhia. Tem um ano que nossa casa vive cheia de pelos…, mas sou tão feliz por ter trazido ela para nossa vida. A bicha é chata para cacete, só vem perto da gente quando ela quer…, mas é minha companhia constante todos os dias (mesmo contra a vontade dela).

Fiz voluntariado, vi de perto uma pobreza que eu nunca na vida imaginei existir… imagina… isso aí só existe na National Geographic… e ela esta ali, esfregada na nossa cara, 24 horas por dia nas ruas da África… ajudamos 4 famílias diferentes a ter uma vida menos pior com salários dignos trabalhando na nossa casa. Fiz amigos brasileiros que estão lá doando a vida deles todos os dias por amor ao próximo. Aprendi que amigo de verdade vai na sua casa orar com você quando você liga meio depressivo (mas aceita que após a oração você abra uma cervejinha para desestressar).

Visitamos um dos locais mais exuberantes do planeta… foi difícil para cacete chegar lá… dirigimos 5 horas até Accra em Gana, voamos ate Joanesburgo, voamos até Mahebourgh no meio do oceano índico… mas valeu cada segundo das 24 horas para chegar nas Ilhas Maurício. E visitar um local que estava na sua lista e seu noivo nunca tinha ouvido falar na vida, mas topou ir só porque você queria ir… eu sou muito sortuda.

Visitei minha família por apenas 5 dias. Mas foram os 5 dias mais importantes do ano para minha mãe. Ver minha mãe voltar a acreditar no amor e ser pedida em casamento foi um dos momentos mais lindos do ano. Compartilhar com ela e o Adalberto aquele momento foi mágico. Gratidão por ver minha mãe feliz e finalmente com uma pessoa que a merece.

Voltar pra África e organizar uma mudança entre continentes sozinha. S.O.Z.I.N.H.A. Enfrentar leões enquanto sua melhor metade estava resolvendo o nosso futuro a distancia. Chorei, me desesperei, me descabelei, mas consegui, cuidei de tudo, dei tchau para os meus amigos mais próximos do Togo e vim de mala e cuia e com a Bella embaixo do braço de volta pra América. Ela miou, chorou, tentou escapar, esperneou, se assustou, tentou assustar pessoas… mas chegou aqui. Tudo bem que agora ela desenvolveu uma síndrome de pânico e todas as vezes que ela vê malas ela se esconde e não a achamos de jeito nenhum, mas esta aqui, linda e maravilhosa com a gente.

E por fim… casar… sim… quando eu ia imaginar que ia terminar o ano oficialmente como a senhora Veloso? Tínhamos planos de casar, mas só em 2019 quando saíssemos da África. Íamos fazer algo no meio do caminho para as duas famílias participarem… no fim das contas… casamos, numa tarde de segunda feira… num local escolhido a dedo para simbolizar a nossa vida itinerante. Foi simples, singelo, discreto, mas foi com amor do jeito que tinha que ser.

Perdi dois entes queridos muito próximos e não pude me despedir… aprendi na pele o que é morar no exterior e não poder dizer tchau para os seus familiares que partem. Não poder abraçar uma tia que sofre uma perda, não poder passar pelo luto com a sua família, receber um áudio de WhatsApp avisando algo que você não gostaria de escutar…, mas a vida segue… dia após dia…

Ganhei uma nova amiga… a Flávia… que mesmo longe é sempre tão presente. Foi um daqueles presentes que a vida joga no nosso colo assim de graça… depois de muito descer o cacete em você. Eu queria mesmo poder sentar com ela num fim de tarde ensolarado e ficar bêbada falando besteiras… por enquanto o WhatsApp dá conta do recado.

Estes últimos 12 meses foram insanos…, mas estou aqui, firme e aprendendo a cada dia a ser resiliente. Nunca essa palavra fez tanto sentido na minha vida como agora. Hoje é mais um 12 de outubro, mais um aniversario, mais um ano de vida. Para os próximos 12 meses só peço saúde para mim e para os meus. Nos programamos tanto e muitas vezes a vida é interrompida do nada. Só quero saúde, o resto a gente vai dando conta ao longo do caminho.

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Ônibus Turístico em NYC

10 de outubro de 2017

Se você vai para NYC pela primeira vez, acredito que o ônibus turístico seja uma grande opção de passeio para você. Estes ônibus com teto aberto servem como meio de transporte especial para turistas e também como um guia onde você pode se orientar sobre o que tem pra ver e fazer na cidade e onde seus pontos de interesse estão localizados.

A primeira vez que fui para Manhattan eu não utilizei o ônibus, então dessa vez decidi subir em um e ver se eu ainda tinha alguma jóia escondida na cidade para desbravar. Optei pela empresa Big Bus, pois já tinha utilizado a mesma em San Francisco e algumas cidades da Espanha, então eu já sabia exatamente o que esperar do serviço deles.

Comprei um Deluxe Ticket válido por 48 horas por $89. No valor pago estavam inclusos além do bilhete do ônibus, tickets de entrada para o Night Tour Bus, Brooklyn Tour e Statue of Liberty & Ellis Island Ferry. Na verdade, era possível escolher também entre o Boat Tour no Hudson River ou o Empire State Building. Vai do que você esta interessado em ver.

É possível adquirir o ticket de qualquer funcionário uniformizado da empresa Big Bus. É muito fácil encontrar um pelas ruas de NY, além de eles estarem perto dos principais pontos turísticos (geralmente nos pontos de parada do ônibus), o uniforme deles é fácil de reconhecer. Todos aceitam maquininha de cartão de crédito. Há varias opções de valores de acordo com o número de dias que você tem na cidade e o número de atrações que quer visitar.

Em Nova Iorque, o Big Bus oferece 4 linhas. A vermelha conhecida como Downtown é a linha principal. Nessa linha você passará pela Times Square, 5º Avenida, Empire State Building, os bairros do Soho, Little Italy e Chinatown, a famosa ponte do Brooklyn, Wall Street, Statue of Liberty, Rockefeller Center, entre outros locais.

A linha azul ou Uptown vai focar na região mais abastada e também em partes da região mais pobre da ilha. Você poderá ver os teatros da Broadway, Radio City Music Hall, Central Park, American Museum of Natural History, Metropolitan Museum of Art, Central Park Zoo entre outras paradas.

A linha roxa ou Midtown vai focar numa região mais condensada, localizada bem no centro da ilha como Times Square, Madison Square Garden, Empire State e etc.

A linha verde, chamada de Brooklyn Tour só tem duas paradas: Statue of Liberty e One World Observatory (antigas Torres Gêmeas). O intuito dessa linha é atravessar o Hudson River sentido New Jersey pela Brooklyn Bridge. Não há ponto de descida em New Jersey.

E por fim, tem a linha amarela que é a Night Tour. Este tour não tem hop on hop off (sobe e desce) em pontos ao longo do trajeto. Ele sai exclusivamente da parada em frente a loja da M&Ms na Times Square e faz um trajeto que engloba partes da linha vermelha com a linha verde. O foco deste tour é ver NYC com todas as suas luzes á noite.

O Big Bus tem um guia que explica sobre os pontos turísticos da cidade e atrações. Ao longo do dia, conforme você for subindo e descendo do ônibus, você vai perceber que há guias bons e ruins. Eu dei a sorte de fazer um loop com uma guia maravilhosa no primeiro dia já no dia seguinte quando fui com meu marido, pegamos um guia péssimo, então eu explicava para ele o que o guia não estava explicando que eu tinha aprendido no dia anterior. Tem de dar sorte. Acho que o problema é que a guia do primeiro dia foi além do esperado, falando coisas da cidade que não estavam nem no áudio tour em português. Já o guia do segundo dia repetia o que ele tinha decorado do áudio tour. Uma pena (não ganhou gorjeta).

Caso você não fale inglês, há disponível um áudio guia traduzido para dez idiomas, entre eles espanhol, francês, italiano, alemão, português e japonês (entre outros).

Este tipo de tour é uma ótima maneira de entender como funciona a cidade, onde estão localizados os pontos de interesse da sua viagem e caso necessário você terá como voltar lá mesmo que seja de Uber ou metrô. Mesmo com o Google Maps a nosso favor hoje em dia, nestes ônibus turísticos você sempre vai saber uma história curiosa ou uma lenda de algum lugar que você nem sabia que existia na cidade. Vimos por exemplo o prédio que recebeu os sobreviventes do naufrágio do Titanic em 1912.

Horário de funcionamento

Linha vermelha: Das 8am as 6pm. Duração da rota sem descida: 2 horas

Linha azul:  Das 9am as 6pm. Duração da rota sem descida: 2 horas

Linha roxa: Das 9am as 6pm. Duração da rota sem descida: 1 hora e meia

Linha verde: Das 10am as 3pm. Duração da rota sem descida: 2 horas

Linha amarela: Das 7pm as 9pm. Duração da rota sem descidas: 2 horas e meia

 

*Você vai ver outras operadoras de turismo com ônibus semelhantes pela cidade e com cores diferentes. Eu não utilizei essas outras empresas, então não sei como é o serviço deles.

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