Categoria: Virgínia

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Old Town – Alexandria

25 de agosto de 2017

Alexandria é uma cidadezinha localizada a 20 minutos de DC e que pode ser acessada de barco pelo Rio Potomac, de metrô saindo de qualquer lugar de Washington ou de carro. Cidade natal do primeiro presidente George Washington, essa cidade histórica foi palco de lutas armadas durante a Guerra Civil americana e também foi o ponto de encontro de vários dos fundadores da capital dos Estados Unidos.

Crédito: Visit Alexandria

Alexandria hoje ferve com turistas do mundo inteiro que ao passar por DC tem a curiosidade de conhecer essa bucólica parte colada à capital americana. Com seus prédinhos de tijolos no estilo colonial, hoje Old Town é um mix de restaurantes, lojas, história e museus. Você pode tanto caminhar pelas ruazinhas de paralelepípedos e do nada se deparar com noivas e seus convidados tirando lindas fotos nesse cenário encantador como pode optar usar o bondinho (gratuito) para subir e descer as ruas e decidir onde começar a sua caminhada por lá. Também é possível fazer passeios de barco durante o verão e ver os monumentos de DC por uma perspectiva diferente à partir do Rio Potomac. Por U$18 ida e volta (preço de agosto de 2017) é possível fazer o roteiro National Mall – Old Town Alexandria – National Harbor. É um passeio delicioso que vale muito a pena.

National Mall visto pelo Rio Potomac

Quando temos visitas, levamos geralmente para conhecer essa jóia escondida que poucos turistas tem realmente tempo de visitar. Entre as opções de locais para comer por lá indico:

Café da Manhã Americano / Brunch

Chadwicks

Crédito: Chadwicks

Sem dúvida o melhor brunch nessa região. Localizado ao lado do Rio Potomac, Aos domingos é simplesmente lotado. Não importa a temperatura, sempre é difícil conseguir mesa. Geralmente vamos aos sábados quando o número de pessoas cai pela metade. No cardápio nosso prato favorito é o Sausage Egg & Cheese Biscuit ou o Brunch Tacos.

Almoço

Chart House

 

 

 

 

 

 

Já aviso que não é um restaurante barato, mas é o melhor localizado com uma vista sensacional do Rio Potomac, local para ver e ser visto. Aqui você paga mais pela experiência de estar num local do que pela comida em si. Dito isso, no menu eu indico o Coconut Crunchy Shrimp de entrada e o Shrimp Tacos para prato principal (sim sou a louca por camarão).

Hamburger

Burger Fi

Perfeito para um almoço mais tarde ou uma boquinha. Fica um pouco mais afastado do Waterfront mas vale a pena andar até lá. Um dos melhores hamburger de Washington DC. No cardápio o meu favorito é o Burger Fi Cheeseburger. Ahh nessa loja tem aquela máquina da Coca Cola que tem mais de 100 opcões de refrigerantes e eu pude tomar Fanta Uva pela primeira vez fora do Brasil. Delícia.

 

 

 

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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George Washington Masonic National Memorial

18 de agosto de 2017

Você sabe o que é a maçonaria?

De acordo com a wikipedia é uma sociedade filantrópica, iniciática e progressista. Hoje há aproximadamente 3.6 milhões de maçons espalhados pelo mundo (muito provavelmente você conheça alguém que é mas não fala abertamente sobre a fraternidade).

Washington é a cidade “secreta”da maçonaria, tendo sido totalmente construída por eles e baseada em suas crenças. Tanto que a perfeição com que os monumentos foram construídos e posicionados no National Mall é tanta que indica que os grandes nomes por trás da fundação da cidade faziam realmente parte da mesma fraternidade. E a maior prova disso é o prédio George Washington Masonic National Memorial.

Símbolos maçonicos teriam sidos utilizados na construção da cidade mais poderosa do planeta

Washington foi batizada em homenagem ao primeiro presidente americano e um dos Founding Fathers (pais fundadores em tradução livre)  dos Estados Unidos. Foi também um dos responsáveis pela elaboração da Constituição americana (lei suprema que pode ser encontrada a cópia original no National Archives). Hoje George Washington não apenas é celebrado na nota de um dólar americana, como no Washington Monument no meio do National Mall e também no Masonic Temple de DC.

Não entrarei em detalhes sobre a maçonaria porque honestamente eu não tenho conhecimento a respeito. Tenho amigos maçons no Brasil e sei alguma coisa ou outra por conversas informais e por ter feito um tour no Masonic Temple, mas não sei mais do que qualquer outro curioso que pesquise no Google.

Crédito: Érica Brasilino

O memorial está aberto para visitação para matar a nossa curiosidade de segunda a sexta das 9am as 5pm. Fecha em feriados nacionais. Há tours guiados com duração de uma hora ao longo do dia, que explica a história da maçonaria e de Washington DC, você pode acessar o link para informações sobre os tours aqui. O fim do tour acontece no observation deck no 9 andar de onde é possível ver DC do alto. Se você é um curioso por história de comunidades secretas, vale a pena conhecer.

Crédito: Érica Brasilino

Não há código de vestimenta para o tour, mas lembre-se que toda a visita será em inglês.

 

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Por Érica Brasilino

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American National Parks EUA O que fazer em Washington DC Virgínia Washington

Shenandoah National Park

28 de março de 2017

A primeira vez que eu ouvi falar do Shenandoah National Park, foi numa foto no perfil do Facebook de uma conhecida. Ela tirou uma foto tão magnífica das árvores alaranjadas no outono americano que eu fiquei enlouquecida e fui pesquisar a respeito. Passamos oito meses em DC e eu sabia que não estaríamos lá para ver a mudança na vegetação, porém por tudo o que eu pesquisava a respeito, valia muito a pena visitar o parque mesmo assim.

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Shenandoah fica no estado da Virgínia e foi estabelecido em 1935. Uma viagem de 40 minutos de carro partindo de Washington e você já está na entrada norte do parque. Ele é famoso por ter sido habitado pelos colonizadores e índios americanos. Hoje há uma variedade de atividades que você pode fazer no parque como caminhadas, trilhas, acampar, andar a cavalo…

Quando visitamos Shenandoah optamos por seguir a Skyline Drive. Basicamente é a rodovia que corta o parque de norte a sul com 169 quilômetros de extensão. Ao longo da estrada você pode apreciar a natureza, a fauna, flora e consegue acessar inúmeras trilhas entre elas a mais famosa de todas a Appalachian Trail. Como na mesma rota carros dividem espaço com pessoas a cavalo, motos, bicicletas e afins, deve-se manter uma velocidade baixa durante todo o percurso. Por essa mesma rota é possível acessar o Visitor’s Center, a área de acampamento e também os resorts que estão localizados dentro do parque caso você decida pernoitar por lá. Como morávamos relativamente perto voltamos no final da tarde pra casa.

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Este é um passeio para quem curte a natureza, quem curte dirigir por lugares verdes e ouvir apenas o som dos pássaros. Aconselho a tirar um dia para fazer sem pressa. No dia da nossa visita, fomos agraciados com a visão de um urso e.n.o.r.m.e bem na nossa frente. Eu tremia tanto que não sei como consegui tirar foto dele. Eu estava com a cara enterrada na câmera quando o carro parou abruptamente e senti o braço do meu marido me segurando. Ele falou com a maior calma do mundo: “não grite e não faça movimentos bruscos”. De repente lá estava ele, enorme, marrom e imponente bem na frente do nosso carro. Ele atravessou a rodovia com a maior calma do mundo. Tivemos muita sorte pois ele atravessou bem devagar e todos os outros carros atrás de nós não entendiam porque tínhamos parado de repente e quando finalmente se deram conta, ele já estava entrando na mata outra vez. Como foi na época daquele filme O Regresso do Leonardo di Caprio meu maior medo era que ele viesse na nossa direção e nos atacasse. Mas pelo visto ele já esta mais habituado a humanos do que nós a eles.

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Após nosso encontro com o Zé Colméia (hahaha), continuamos dirigindo pelo parque e vimos uma coruja sensacional voar bem a nossa frente. Já era por volta de 5 da tarde e já ia começar a escurecer. Ficamos impressionados pois não é sempre que você vê corujas assim em plena luz do dia voando baixo. Essa não tive tempo de tirar foto (infelizmente).

Nós gostamos muito dos parques nacionais nos EUA, eles são sempre lindos para visitar e entrar em contato com a natureza. Aqui na África sentimos muita falta de poder dirigir ou caminhar por um lugar calmo, bonito e preservado. Acho que neste aspecto os EUA são sensacionais pois tem lugares magníficos onde você não precisa gastar nada para se divertir.

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Nós temos uma lista que inclui o Zyon e o Yosemite para visitar nas próximas idas para lá. Na Flórida já andamos de moto por dentro do Everglades tanto em dia de sol como num dia de tempestade absurda (será tópico para um outro post futuro).

Caso você tenha curiosidade você pode verificar o site oficial do Shenandoah National Park clicando aqui. Lá você terá todas as informações para poder planejar melhor a sua visita.

E você, conhece algum national park por lá que vale a pena a visita? Compartilha comigo.

Ate o proximo post  =0)

 

 

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Por Érica Brasilino

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DEA Museum – Museu da Narcóticos

21 de março de 2017

E quem diria que há um museum fora da área metropolitana de DC totalmente dedicado ao DEA (Drug Enforcement Administration) ou se você preferir a Narcóticos. Pois sim e hoje falo sobre ele.

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Credito: http://www.deamuseum.org

Localizado na Virgínia na estação de metro Pentagon City este museu e rico em informações sobre o efeito das drogas nos seres humanos e a luta do DEA contra o trafico de drogas nos EUA. O museu não atrai 1/20 dos visitantes que se acotovelam no Smithsonian no National Mall, mas é uma jóia escondida para quem gosta de informações e adora visitar lugares que a maioria das pessoas não visitam.

A exibição mostra o inicio do consumo de drogas desde a antiguidade quando o opium era inalado pela burguesia, passa pela plantação de coca na China, ate os dias de Pablo Escobar e a atualidade. Há também uma coleção incrível de objetos que já foram utilizados para esconder e traficar. Você também pode ver alguns objetivos extremamente caros e de luxo que foram confiscados pela policia de traficantes famosos como o El Chapo. O museu também traça uma linha do tempo sobre as drogas mais utilizadas em cada época como morfina, cocaína, psicodélicos, heroína e maconha.

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Credito: http://www.deamuseum.org

Confesso que a parte que mais me chocou foi a que fala sobre a Coca Cola que no inicio era um remédio e acabou se tornando uma bebida. Por isso tantas pessoas são viciadas no refrigerante no mundo hoje. Uma das exibições também fala sobre o abuso no uso de drogas prescritas e controladas (como a que levou a morte o cantor Michael Jackson). Há também um display chocante com mugshots (fotos de pessoas reais que foram fichadas pela policia) em vários estágios do vicio. E de cortar o coração

Se você ficou interessado o DEA Museum funciona de terça a sexta das 10:00 as 16:00. Fecha em todos os feriados federais. Desça na estação Pentagon City, suba as escadas rolantes e pegue a saída a sua direita. Você estará de frente ao Pentagon City Mall (do outro lado da rua). O museu esta dentro do prédio do DEA a sua direita.

E você já visitou ou planeja visitar o DEA Museum? Compartilha como a sua experiência

Ate o próximo post  =0)

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Por Érica Brasilino

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Theodore Roosevelt Island

03 de março de 2017

A Theodore Roosevelt Island é uma ilha/monumento localizada no Rio Potomac na divisa dos estados da Virgínia e Washington DC e é uma homenagem  ao 24º presidente dos EUA. O interessante é que geograficamente a ilha faz parte do Distrito de Columbia mas só pode ser acessada pelo estado da Virgínia… coisas da geografia.

O parque é ótimo para caminhar, correr e levar seu cachorro de estimação para esticar as pernas. No verão escaldante de D.C é uma delícia caminhar por entre bosques e árvores na sombra projetada da ilha. O único porém é que a ilha esta exatamente na rota do aeroporto nacional Ronald Reagan então sua caminhada será acompanhada de aviões voando baixo a cada 3 minutos. Se isso não for um empecilho para você, aproveite.

O parque é aberto das 6am as 10pm mas no inverno em D.C por volta de 4 da tarde já esta escurecendo, e como o parque é totalmente circulado por água, nos meses mais frios a temperatura pode ser um problema para visitar e praticar exercícios por lá. Entre outubro e abril o banheiro da ilha é fechado para o público por conta do inverno, mas eles disponibilizam banheiros químicos.

O parque oferece 3 trilhas e pessoas iniciantes conseguem realizar as três sem nenhum problema. Em duas horas no máximo é possível cobrir toda a extensão da ilha a pé

No mês de outubro eles oferecem uma programação especial por conta do aniversário do senhor Theodore Roosevelt e várias atividades são oferecidas por park rangers. Você pode acessar o calendário deles neste link aqui.

De uma das partes da ilha é possível ver o Washington Harbor do outro lado do rio Potomac.

E você conhece ou planeja visitar a Theodore Roosevelt Island? Deixe suas impressões nos comentários abaixo.

Até o próximo post  =0)

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Por Érica Brasilino

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Arlington National Cemetery

24 de fevereiro de 2017

Nenhuma visita a Washington D.C é completa sem uma parada obrigatória no Cemitério Nacional de Arlington, o cemitério militar mais famoso dos E.U.A. Aberto na época da Guerra Civil americana, ele é conhecido por ser o lar eterno de mais de 400 mil veteranos (e contando). Entre as personalidades que lá foram enterradas com honras militares estão o ex-presidente e ex primeira dama John Kennedy e Jacqueline Kennedy Onassis, o ex senador Robert Kennedy, há também uma tumba simbólica para os integrantes da espaçonave Challenger que explodiu em janeiro de 1986 ao vivo perante os olhos incrédulos de milhares de pessoas ao redor do mundo que acompanhavam pela T.V a missão. Se quiser mais informações sobre esse fato clique aqui (em inglês).

Você pode pensar que visitar um cemitério é algo macabro ou tenebroso. Tem sim seu lado melancólico, mas o tour é tão rico em informações que vale a pena. O cemitério foi palco da primeira comemoração do feriado americano do Memorial Day em maio de 1868 dando inicio a tradição de relembrar aqueles que morreram em combate (tão patriótico). O cemitério é famoso por ser o único que tem representantes de todas as guerras que os E.U.A já participaram. Há também os restos mortais de 3 inimigos americanos (dois italianos e um alemão) que faleceram na região metropolitana de Washington durante seu cativeiro. Como a convenção de Genebra impõe a obrigatoriedade de serviço funeral para presos de guerra, Arlington por ser o cemitério mais próximo de onde eles faleceram acabou sendo o local onde o enterro foi realizado. Há também pelo menos 4000 escravos livres enterrados na sessão 27 do cemitério com a nomenclatura “citizen”. Todos eles moravam ao redor do terreno que hoje abriga Arlington, uma vez que essa região era conhecida por ser uma terra onde todos os escravos viviam livres. Durante o período de transição no final da era escravocrata, os escravos que conseguiam sua liberdade construíam sua vida nessa região.

O cemitério pode ser visitado a pé (não aconselho) ou com o tour (pago).  A pé você andará (muito) entre milhares de tumbas sem saber quem foram algumas daquelas pessoas. Já com o tour, o guia (em inglês) mostra exatamente por qual sessão do cemitério você esta passando, quem esta enterrado ali e também conta histórias bem interessantes sobre algumas das personalidades famosas na história americana. Evite visitar durante o feriado de Memorial Day ou Veterans Day, é absolutamente lotado.

Dentro do cemitério há um anfiteatro em estilo grego romano onde todos os anos e celebrado o feriado do Memorial Day. Ali também ocorre a  famosa troca da guarda na tumba do soldado desconhecido onde um representante sem identificação das três maiores guerras (Vietnã, I Guerra e II Guerra Mundial) estão enterrados. A solenidade é bem tocante. E ao lado da tumba do senhor John Kennedy Jr. fica a famosa chama eterna que (diz a lenda) nunca se apaga.

Você pode acessar o cemitério atravessando a ponte atrás do Lincoln Memorial, Se estiver vindo pelo National Mall e tiver muito no pique de continuar perdendo calorias, a vista é deslumbrante. Se preferir pegue um táxi ou um Uber por U$4 (preço de agosto/2016). A entrada do cemitério custa U$13.50 para adultos, metade para crianças, e U$10 para idosos. Militares e veteranos que comparecerem uniformizados a entrada é grátis ou U$6,75 para adultos e metade do valor para crianças de militares. O cemitério é o único local em D.C que esta aberto 365 dias no ano. A troca da guarda acontece a cada hora cheia (1:00, 2:00, etc.) de outubro a março e a cada meia hora (1:30, 2:00) de abril a setembro. Durante outubro a março o cemitério está aberto das 8am as 5pm e de abril a setembro das 8am as 7pm.

Nota: No Memorial Day, marines colocam uma bandeira dos EUA em CADA UMA das mais de 400 000 tumbas, Impressive.

E voce já visitou ou planeja visitar o Arlington National Cemetery? Compartilha comigo a sua experiência.

Até o próximo post  =0)

 

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Por Érica Brasilino

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Smithsonian National Air & Space Museum

25 de julho de 2016

Hora de falar sobre a menina dos olhos do National Mall. O museu que divide o primeiro lugar com o famoso Museu de História Natural. Simmmmm vamos falar sobre o Smithsonian National Air & Space Museum, o rock star que recebeu no ano passado cerca de 6.9 milhões de visitantes de acordo com o site oficial do Instituto Smithsonian. Ele figura nas listas de TEM DE VISITAR de todos os sites de turismo que falam sobre Washington D.C. Já perdi as contas de quantas vezes eu visitei este museu. Ele é tão grande que ou você reserva uma dia inteiro para visitar com calma ou você divide sua visita em etapas caso seja possível. Tem tanta coisa para ver e fazer que você pode facilmente gastar mais de 4 horas lá dentro.

Ao chegar ao museu te aconselho a ir direto para o balcão de informações. Lá você pode pegar um mapa do local e se informar que horas acontecem as visitas guiadas gratuitas. Caso você tenha pouco tempo essas visitas guiadas vão te levar pelas principais instalações do museu com informações corretas dadas por docentes voluntários. Lá também é possível verificar os horários dos filmes que estarão em cartaz caso você tenha tempo. Eles tem um cinema IMAX 3D que sempre apresentam filmes relacionados com o ar e o espaço que são os temas do museu. Cada filme tem em média 30 a 45 minutos de duração. Os tours têm 1 hora e meia de duração em média e seguem uma ordem cronológica da história da aviação. Para aqueles que precisam de uma visita vapt vupt essa é a melhor maneira de aproveitar bem o museu. As visitas acontecem geralmente às 10:30 e as 13:00. Só esperar perto do balcão do Welcome Center bem em frente à entrada. Caso você visite DC no verão fique atento ao site para ver se eles oferecem o tour em outros horários.

Eu dividi o museu em várias visitas. A primeira vez que fui fiz o andar de cima, depois voltei para fazer o andar de baixo e já fui várias vezes para ver os filmes. O bacana é que você pode ir la só para ver um filme como um cinema normal.

Por ser um museum sobre a aviação e afins, olhe sempre para cima. Muitos aviões estão pendurados no teto e para ver eles melhor, nada como estar no segundo andar do museu. No segundo andar você poderá ver o Módulo Lunar, o Módulo de Comando da Apollo original, o avião criado em 1903 pelos irmãos Wright (pois é, depois de ir neste museu fui ler mais sobre o Santos Dumont e descobri que nosso herói é uma farsa… triste isso), aviões da Segunda Guerra Mundial, vai poder entrar no nariz de um Boeing 747 e ver a cabine de comando. No segundo andar do museu também está localizado o Planetário e custa U$9 (sim as atrações a parte do museu são pagas… mas acho que vale super a pena uma vez que eles não cobram absolutamente nada para você ver as outras atrações e aprender pra caramba com elas).

No andar da entrada que seria o primeiro andar, estão as exposições que falam sobre o início e os anos de ouro da aviação, tem também uma exposição que fala como os Estados Unidos evoluíram à partir da aviação e nessa parte aqui eu como comissária de bordo que sou (por formação não por atuação) fiquei encantada com a exposição dos uniformes, o processo de seleção das comissárias no início dos anos 50, a evolução do serviço de bordo, a evolução da divisão da primeira classe, bussiness class e classe econômica, a luta do primeiro piloto negro para conseguir trabalhar na época do movimento Civil Rights, foram tantas informações que eu fiquei horas apenas nesta parte do museu. No primeiro andar também tem uma instalação sobre a corrida espacial na década de 60.

No andar da entrada tem também a bilheteria para o cinema IMAX (dica: se assistir mais de um filme o primeiro ticket custa U$9 e o segundo custa U$6). Tem também simuladores de vôo que custam entre U$7 a U$10. O preço varia se você já viu um filme no dia e aí tem direito a desconto ou depende do tipo de simulador que você for. Eu não brinquei em nenhum mas o pessoal lá parecia estava super animado.

Após caminhar feito um camelo dentro deste museu, se tiver fome tem um McDonald’s enorme. Aproveite por que este é o único museu do National Mall que tem uma lanchonete com preços mais ou menos decentes. Todos os outros museus tem cafeterias, mas você paga em média U$16 por uma pizza mais ou menos e um suco de laranja.

Lembrando que o Air and Space Museum tem uma coleção tão vasta, que ela não está abrigada em apenas um único local, o Smithsonian tem outra instalação na cidade de Chantilly no estado vizinho da Virgínia e fica a mais ou menos uma hora de carro saindo de D.C. Este museu está praticamente ao lado do aeroporto internacional Dulles. Já visitei os dois e adianto que o outro e tão sensacional quanto este do National Mall.

Bom espero não ter me alongado muito… o museu é enorme e tem muita coisa para ver. Tentei condensar ao máximo com as informações mais importantes. Saliento que para chegar neste museu a estação de metrô mais próxima é a L’Enfant Plaza. Ela está à um quarteirão apenas e fica muito mais próxima do que se você descer na estação Smithsonian (dica de quem conhece D.C como a palma da mão e já andou muito a pé pra cima e pra baixo debaixo de neve e debaixo de sol escaldante). O museu é grátis e está aberto das 10am às 5:30pm (no verão na alta temporada fica aberto até às 7:30pm).

Se você visitar ou já visitou o Air and Space Museum deixe seu comentário abaixo, vou adorar saber as suas impressões sobre o local.

Até o próximo post  =)

 

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Independence Day

05 de julho de 2016

E o feriado mais importante para os americanos finalmente chegou. O dia em que o Will Smith salvou o planeta Terra dos alienígenas 20 anos atrás 🙂

Brincadeiras a parte, o 4 de Julho, o dia da Independência Americana é a comemoração do 4 de Julho de 1776 quando as 13 colônias declararam a sua independência do Império Britânico se tornando um país livre.

Decidimos ficar em D.C neste ferido. De acordo com tudo o que li, Washington tem a melhor queima de fogos do país para a ocasião. Well… os jornais daqui estavam puxando a sardinha para Washington mas ontem a noite descobri que a melhor mesmo fica em NYC e é organizada pela loja de departamentos Macy’s. Pela TV eles estimavam 3 milhões de pessoas por lá acompanhando a queima. Foi realmente lindo demais de acordo com as imagens do senhor Google.

Começamos a pesquisar locais para ver os fogos aqui em D.C e descobrimos que a grande massa turística vai para o National Mall. De praticamente todos os locais do Mall da pra ter uma vista sensacional.

Também podíamos optar ver os fogos do Capitol Hill. Lembrando que nessa área poderíamos tentar um espaço na escadaria da Suprema Corte ou da Biblioteca do Congresso.

Porém descobrimos que nessa parte do National Mall é realizada a celebração oficial do canal de televisão PBS então tudo estava cercado por policiais e as pessoas estavam sentadas lá desde as 10 da manhã guardando lugar. Choveu durante o dia por aqui e não queríamos perder o nosso feriado sentados na chuva sendo que tínhamos outras coisas para fazer.

Se fôssemos muito ricos de acordo com os sites que pesquisamos poderíamos alugar um quarto de hotel bem chique com vista para o National Mall e passar a noite lá. Mas a brincadeira custava a partir de U$400. Dirigimos por alguns desses hotéis e as ruas estavam com vários check points de segurança e bem chatinho para estacionar. Estacionamento em D.C perto dos pontos turísticos pode chegar a U$30 facilmente. Pelo o que entendi somente pessoas com reservas comprovadas em hotéis podiam acessar essas ruas.

Outra opção seria ir para o Tidal Basin (o lago que comentei nos últimos posts); o topo do Kennedy Center for the Performing Arts; algum bar no último andar de algum prédio onde cobra-se entre U$20 a U$40 de entrada para qualquer pessoa; algum cruzeiro pelo Rio Potomac… tínhamos varias opções de lugares para escolher, o grande ponto aqui seria a locomoção. Se fôssemos para D.C ver os fogos estaríamos dependentes única e exclusivamente do metrô pois tudo estava praticamente inacessível para carros.

Outro ponto de onde se pode ver os fogos é do Iwo Jima Memorial que fica ao lado do Arlington Cemitery na Virgínia do outro lado do Rio Potomac.

Estar aqui no 4 de Julho, acho válido se você quer ter uma experiência tipicamente americana. Fogos são sempre lindos de se ver em qualquer lugar do mundo e nós temos nossa super queima de fogos no Réveillon do Rio. Porém aqui tem toda essa questão patriótica que vale super a pena vivenciar. Foi bem interessante conhecer mais da cultura americana após estudar por tantos anos inglês e ensinar o idioma por muitos anos no Brasil. Se puder viajar para D.C ou NYC nessa época, viaje sem pestanejar. Se tiver um pouco de conhecimento sobre a história americana a experiência será mais rica ainda.

No próximo post vou falar sobre a Casa da Moeda Americana ou como eles chamam aqui o Bureau of Engraving and Printing.

Até lá 🙂

 

 

 

 

 

 

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National Mall

14 de junho de 2016

Hoje vou falar sobre a menina dos olhos de todos os turistas que visitam Washington D.C: O National Mall.

Não ele não é um shopping… é um parque nacional e vai desde o Capitólio até o Lincoln Memorial cobrindo aproximadamente 3 quilômetros de uma ponta a outra. Estima-se que esta área receba cerca de 24 milhões de visitantes por ano!!!

Os residentes de DC gostam de ir ao National Mall para praticar exercícios ao ar livre. A vista é deslumbrante. O mall também é conhecido mundialmente porque sempre que os EUA são atacados por alienígenas a estátua do Lincoln ou o Washington Monument são destruídos.

O Mall é uma das minhas áreas favoritas de DC. Tem tanta coisa para ver por lá que você pode passar dias voltando para o mesmo local para ver coisas diferentes. Para visitar o mall você deve planejar com antecedência pois tudo depende de quanto tempo você terá para a sua viagem.

É possível acessar o National Mall por algumas estações de metrô diferentes. Tudo depende de qual área você irá desbravar. Olhando a foto acima fica mais fácil entender. Se você visitar a área dos monumentos que ficam entre o Lincoln Memorial (este prédio em estilo grego/romano) e o Washington Memorial (o obelisco alto no centro do parque) é mais fácil acessar pela estação Foggy Bottom do metrô (linhas laranja, prata e azul). Se você for ao mall para visitar os museus que estão localizados entre o Washington Monument e o Capitólio, o melhor acesso é pela estação Smithsonian do metrô (linhas azul, laranja e prata). Tem tanta coisa bacana para ver nesta área que vou postar individualmente sobre cada atracão, assim fica mais fácil para você  decidir o que fazer e quanto tempo gastar em cada área uma vez que vale a pena gastar tempo pra ver tudo por lá.

O mapa acima dá pra ter uma ideia de tudo o que você tem disponível para ver no Mall. O rio Potomac divide Washington de Arlington que fica no estado vizinho da Virgínia, e por lá você também tem atrações para visitar como o Pentágono, Arlington National Cemetery, Old Town Alexandria, entre outros. Se você conseguir planejar sua visita, terá tempo para ver as melhores atrações das duas cidades.

O national mall eu dividiria em dois dias. Um apenas para os monumentos e o outro para ver os museus. Mas isso será tema para outros posts.

A título de curiosidade… quando recebemos visitas aqui, no primeiro dia sempre levo eles para um tour dos monumentos no Mall. De acordo com o Activity App do iWatch este tour é de aproximadamente 7 milhas (11.2 quilomêtros). Ou seja, tenha em mente que você vai precisar de sapatos confortáveis porque caminha-se muito por aqui.

No próximo post vou falar sobre o Lincoln Memorial e os monumentos que estão ao lado dele que dá pra fazer no mesmo dia de visita. Se tiver alguma dica ou pergunta  deixe abaixo que eu respondo.

Até lá  =)

 

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O Pentágono  

10 de junho de 2016

Ontem visitei a sede do poder americano: o Pentágono. Primeiro que é incrível que eles ofereçam visita guiada para turistas; segundo para quem adora filmes de ação este passeio é um prato cheio.

O Pentágono pode ser visto de praticamente todos os cantos da cidade. De Washington D.C, das rodovias que entram e saem da cidade, do metrô, do avião, do cemitério de Arlington. Impossível não ver uma parte do suntuoso prédio se você estiver pela cidade. Cedo ou tarde você vai ver ele. O triste é que do chão voce não consegue ver a forma de pentágono do prédio, somente de cima. Mas aí já é outra história…

Mas como visitar o Pentágono?

Primeiro visite o site oficial do Departamento de Defesa americana no link Pentagon, clique em Book a Tour e lá vai aparecer uma página pedindo seu nome e email; insira as informações e clique em submit. Automaticamente assim que você enviar as informações eles vão encaminhar um email para você com um link para continuar a solicitação de visita. O email que você vai receber conterá o link que você  deve clicar para continuar a sua inscrição e o mais importante de tudo é o documento anexo com as informarções de segurança que devem ser seguidas fielmente. Caso você não siga, adeus tour então, be prepared.

O link que você deve clicar no email te levará para uma janela do site do Departamento de Defesa onde você pode escolher as datas para verificar se tem disponibilidade de acordo com a sua agenda. O Pentágono somente oferece as visitas de segunda à sexta em horário comercial. Infelizmente.

No site diz que você pode solicitar visitas com 14 dias de antecedência. Talvez esta informação seja válida para a época de baixa temporada americana (inverno por aqui). Acabei de fazer o passo a passo e só tem disponibilidade para agosto em diante. O primeiro tour é oferecido às 9 da manhã e o último às 3 da tarde. Escolha seu horário e clique em next. Abrirá uma página falando sobre os guidelines de segurança (a mesma informação que foi enviada em anexo no email para você).

Dica: Se os caras estão repetindo a informação, por favor, siga as instruções. Simples assim. A próxima página será para você informar os dados de quem vai no tour. Nome, Data de Nascimento, Sexo, Número de Telefone, Número do Passaporte, Tipo de Visto, País de Origem, Portador de Necessidades ou não… Se não tem cidadania americana o único documento aceito é o nosso passaporte. Não esqueça de levar ele no dia do tour, sem ele você não entra.

Enfim após preencher tudo o Pentágono vai fazer o procedimento de investigação para liberar sua visita. Ou você acha que eles vão autorizar qualquer pessoa a entrar lá? Procedimento normal até quando você vai visitar uma embaixada ou consulado americano fora do país.

Após preencher tudo, eles enviaram um email dizendo que retornariam com uma resposta quando eles decidissem se eu poderia visitar ou não. Demorou uns 20 dias para receber o email confirmando o agendamento da visita.

Ontem foi o grande dia. Fui até a estação de metrô Pentagon (linhas azul ou amarela) e já ali é possível sacar que você está numa área militar. Homens uniformizados por todos os lados (um prato cheio para quem gosta). A estação é praticamente na porta do prédio, ou seja pelo o que vi se você não vai para o Pentágono meio que não tem porquê você perambular por ali. Eles estarão vigiando cada respirada sua.

O email com as instruções diz que você deve chegar lá uma hora antes do tour para poder passar pela segurança. Cheguei as 12:50 (meu tour era as 14:00). Eles não me deixaram entrar. Mandaram eu dar uma volta e retornar em 10 minutos. Voltei e descobri que meu grupo tinha 60 pessoas. No Visitor Information Center somente entra quem tem por quê estar ali. Você passa por dois policiais armados e com cachorros na entrada do prédio, #tenso.

Passei pela primeira porta de vidro e nesta primeira ante-sala é como o consulado americano com janelas blindadas. Você leva uma cópia impressa do email de confirmação que foi enviado para você confirmando seu tour e seu passaporte e eles verificam se seu nome está na lista. Daí você recebe um crachá e pode acessar a próxima sala que é como se você estivesse num aeroporto. Tanto você como sua bolsa passarão pelo X-Ray. A diferença é que no guideline do email eles deixam claro que quase nada além do seu corpo é permitido no Pentágono. Então nada de andar com mochila no dia da visita. Vá com o menor número de itens possíveis. Eu tive de tirar até meu iWatch para ser vistoriado. Também fui selecionada para passar os dedinhos no scan de pó químico. Uma maravilha.

Depois de passar por tudo isso sem ter sido presa (hahaha) acessamos uma área de espera já dentro do prédio. Ali é o único momento da sua vida onde o celular ou a câmera será autorizado desde que você desceu na estação de metrô Pentagon. Lá tem o booth para fotos, uma loja de souvenires e banheiros. Vá ao banheiro, o tour terá 60 minutos onde você será  vigiado o tempo inteiro por pelo menos dois soldados. Sem contar que eles deixam claro que este momento é o único onde você terá privacidade ao usar o banheiro. Se durante o tour você quiser usar, todos os presentes no grupo entrarão no banheiro com você. Melhor não…

Nesta área eles tem uma outra janela onde você tem de dar seu nome para confirmar mais uma vez se você está agendado. Se tiver tudo certo você segue para um auditório onde terá um briefing de segurança com todos os DONT’S enquanto você está dentro do prédio. Se você é meu ex colega de trabalho e está lendo isso e acha que tinha frescura demais no Consulado… reveja seus conceitos.

Enfim… eles separaram o grupo em grupos menores e fomos escoltados por um fuzileiro e um membro da Forca Aérea. Infelizmente fotografias lá são terminantemente proibidas. O prédio é sensacional. Andamos cerca de 2 milhas (quase três quilômetros) e eles contam a história da construção do prédio, histórias de pessoas famosas que já trabalharam por lá como Chuck Norris e Morgan Freeman, histórias de espionagem contra o prédio que foram descobertas. O curioso é que o prédio  em si é praticamente uma cidade. Tem shopping, Starbucks, lavanderias… impressionante o mundo à parte la dentro. O ponto alto do tour é quando eles levam o grupo para a área que foi destruída pelo avião que caiu nos ataques de 11 de Setembro. Os detalhes que são contados do dia do ataque, como os funcionários reagiram, o tempo de reconstrução da área, os americanos que viajaram de todo o país para voluntariar na reconstrução do prédio 24 horas por dia em 11 meses batendo o recorde previsto de um ano… enfim foi emocionante poder estar lá e ver por dentro e entender a visão deles do que aconteceu em 2001.

Se você vier para D.C e tiver tempo, se souber com antecedência suas datas de viagem e tiver curiosidade, eu super indico este passeio. Eles ficaram bem curiosos quando eu mencionei que era brasileira. Pelo o que entendi 90% das pessoas que fazem o tour são americanas. Então fica a dica para quem curte política e quer ver por dentro aquilo que está no nosso imaginário apenas em filmes.

Ao final do tour há um memorial do lado de fora (este pode ser visitado por qualquer pessoa sem agendamento). Há uma praça com bancos com os nomes das pessoas que faleceram nos ataques ao prédio em 11 de Setembro. Como fotos são proibidas a foto abaixo é da internet.

É isso… espero que tenham gostado das informações, se tiverem mais alguma dúvida ou comentário e só escrever pra mim que eu respondo.

 

Até a próxima

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Por Érica Brasilino

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América EUA Maryland Viagens Virgínia Washington

Acomodação e Transporte em Washington D.C

31 de maio de 2016

Washington é uma das cidades mais caras dos EUA para se hospedar. Porém se você considerar que 80% das atrações da cidade são gratuitas, eu acho que vale muito a pena visitar a capital dos Estados Unidos.

Você tanto pode optar por um hotel em DC  mesmo ou pelos bairros na cidade de Arlington, que são atendidas pelo metrô . Em 20 minutos no máximo, você está na capital.

Pelo o que pesquisei no Booking, uma semana em Agosto para duas pessoas pode variar entre U$500 a U$2200 dólares de acomodação. Tudo vai depender claro, do tipo de viajante que você é. Eu só preciso de um chuveiro quente, cama limpa e macia, ar condicionado/aquecedor e wi fi. Não me preocupo com amenidades como piscina ou academia. Quanto mais facilidades o hotel te oferecer e quanto mais próximo da Casa Branca mais caro ele será.

Decidido o hotel, chegou a hora de pensar em locomoção. Como já mencionei o Metrô atende a grande DC e os estados vizinhos de Maryland e Virgínia. O metrô aqui funciona com um cartão chamado Metro Card e ele pode ser comprado em qualquer estação. Ele custa U$10 sendo que deste valor U$8 ficam disponíveis para utilização imediata. Você pode pagar com dinheiro em espécie ou com cartão de crédito internacional. Nao há guichês com funcionários nas estações, todas as máquinas você deve operar sozinho. Porém, caso tenha dificuldade há funcionários na estação para auxiliar.

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O metrô aconselha os viajantes a pagarem U$14 por um daily pass. Eu veementemente não aconselho at all. Primeiro porque o metrô daqui funciona com um sistema de tarifas para o horário de pico e o horário normal. Sem contar que a tarifa não é um valor fixo como em São Paulo por exemplo. A tarifa é cobrada de acordo com a distância entre as estações e o horário que você passar na catraca quando embarcar será levado em conta para a cobrança da tarifa no momento que você desembarcar na sua estação final. As tarifas variam de U$1.75 fora do horário de pico a U$3.60 ou U$2.15 a U$5.90 no horário de pico.

Exemplificando

Se você embarcar no Jabaquara em São Paulo as 11 da manhã (não é horário de pico) e descer por exemplo na Vergueiro você pagaria U$2.15, mas se você descer no Carandiru paga U$3 (gente eu uso São Paulo como exemplo pois sou de lá).

Eu levei dois dias mais ou menos para me habituar ao sistema… depois ficou mais fácil. Em cada estação tem uma tabela com valores atualizados a partir da estação de onde você vai embarcar para todas as outras do sistema. Então caso seu cartão esteja sem crédito e você vai até a estação Smithsonian por exemplo e você está na estação Ballston vai dar mais ou menos uns U$2.20. Você só  tem que ir até a máquina e adicionar seu suado dinheirinho. Abaixo tem um mapa da malha metroviária de DC e arredores para vocês visualizarem melhor.

metro map

A grande maioria das atrações que você quer visitar em DC está na linha laranja/azul/prata entre as estações Foggy Bottom até Stadium-Armory. O Ronald Reagan National Airport é servido pelas linhas Azul/Amarela pela estação de mesmo nome. O melhor shopping da cidade está na linha Prata e fica na estação Tysons Corner e por aí vai.

A título de curiosidade para quem curte um mapa como eu, a estação Rosslyn é a primeira estação do estado da Virgínia para quem está vindo de DC. E do outro lado do Rio Potomac quem sai da Virgínia em direção a DC a primeira estação é a Foggy-Bottom.

Eu curto muito andar de metrô, apesar de eles estarem passando por um processo de reforma que vai durar um ano a contar do próximo sábado 04/06/2016. No metrô, você consegue prestar atenção no cotidiano das pessoas que realmente moram aqui e observar a interação dos Washingtonians com os turistas ou estrangeiros. Sem contar que é uma ótima oportunidade de se ver livre do estresse de dirigir num outro país. Eu particularmente não me sinto a vontade em virar à esquerda aqui, pois sempre acho que o carro que vem no sentido contrário vai bater no meu carro em cheio uma vez que em SP não viramos à esquerda…

Há também a opção de andar de bicicleta pelo sistema de compartilhamento de bicicletas igual ao que o Bradesco tem em São Paulo. Eu nunca usei, sei que tem um App que você  deve utilizar para liberar e você pode devolver em qualquer uma das estações que geralmente estão localizadas perto de algum ponto turístico principal da cidade ou outras estações do metrô. Talvez seja uma opção para aqueles que além de fazer turismo querem se exercitar.

Enfim espero ter dado uma luz sobre transporte e acomodação por aqui. Se tiver alguma dúvida deixe nos comentários.

 

À partir do próximo post vou começar a falar sobre o que vi por aqui e como agendar os passeios  =)

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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América EUA Viagens Virgínia Washington

Como chegar em DC?

19 de maio de 2016

Esta pensando em vir pra cá?  Vou te contar como!

Você pode tanto voar diretamente para o aeroporto internacional de Dulles ou pode escolher fazer uma conexão em qualquer lugar e de lá voar para o aeroporto nacional Ronald Reagan. Pra quem conhece São Paulo, o Dulles seria como o nosso aeroporto internacional de Guarulhos, esta fora de DC e leva em média até uma hora de carro do aeroporto até a capital. Eu sei que o seu Google Maps vai te falar 28 minutos… mentira. É uma cidade grande, com um fluxo enorme de pessoas, entrar em DC pode ser bem chatinho uma vez que a cidade é cercada de rios, florestas e afins,  em alguns lugares o trânsito simplesmente afunila. Não chega a ser um pesadelo como São Paulo, mas congestiona. Já o aeroporto Ronald Reagan seria como o aeroporto de Congonhas e fica dentro da cidade, sendo atendido inclusive pelo metrô (ahhhh que delícia … cidades que conectam o aeroporto ao metrô sempre ganham o meu coração, vide Madri e DC S2).

Já voei para DC em vôo direto e já fiz conexão. Posso falar com propriedade sobre os dois.

Se você vier direto para Dulles o vôo é de aproximadamente 10 horas. Fiz uma rápida  simulação para setembro numa data que não engloba feriado nem aqui nem no Brasil e o vôo direto pela United está por volta de U$780. Devo dizer que a internet neste aeroporto é sensacional. Já precisei esperar algumas horas por lá e até capítulo de novela eu assisti.

Caso você venha num vôo com conexão tenho algumas dicas. A primeira e mais importante da vida é evitar com toda a força do seu ser fazer conexão em Miami. O aeroporto internacional de Miami se tornou um grande terminal rodoviário do Tietê. É humanamente desgastante fazer qualquer conexão ou desembarque naquele lugar. As últimas vezes que tivemos que passar por lá foi extremamente estressante. As filas são absurdamente quilométricas, por que aparentemente todas as pessoas do mundo entram nos EUA por Miami e de lá fazem conexões. É um inferno. FIM!

Eu super aconselho a quem puder vir use ou a Azul e faça conexao em Fort Lauderdale ou pela Air Canada e faça conexão em Toronto. A Air Canada além de ser a melhor cia que já voei na vida (e pra melhorar os vistos para brasileiros não são mais necessários, ebbbaaaaaaaa), a imigração  americana é feita em solo canadense. Como você passa pela imigração no Canadá, sua entrada aqui é mamão  com açúcar. Entra pelo aeroporto nacional Ronald Reagan, pega a malinha e já sai do aeroporto vendo o Washington Monument no horizonte. Se quiser economizar o dinheiro do aluguel do carro, pegue o metrô dentro do aeroporto. Isso é vida.

Fiz uma simulação na decolar.com e vôos com conexão estão por volta de U$674. São 100 doletas de desconto em comparação ao vôo direto. É pra se pensar…

Eu particularmente prefiro voar com conexão e chegar no aeroporto nacional que é dentro da cidade. Se seu vôo chegar durante o dia então… é simplesmente mágico. Em fevereiro agora, cheguei após a nevasca Jonas e Washington de cima estava um espetáculo. Um tapete branco infinito. Sem contar que você pode ver o National Mall de cima. Lindo demais.

No próximo post vou falar sobre mobilidade em Washington. Como se locomover pela cidade e otimizar seu tempo e economizar dinheiro.

Até lá =)

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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