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Epic USA Road Trip – Califórnia – Death Valley National Park – Parte 2

13 de março de 2018

Começamos o nosso segundo dia no Death Valley fazendo uma viagem no tempo, mais precisamente para a época da corrida do ouro americana em 1848. Visitamos logo ao amanhecer a cidade de Rhyolite, uma das inúmeras cidades fantasma entre os estados da Califórnia e Nevada. Na cidade é possível ver partes de construções da época como a mercearia, a estação de trem, partes do banco e da cadeia. Foi interessante ver uma cidade praticamente no meio do nada, que foi construída por conta da extração dos minérios e do mesmo jeito que surgiu rapidamente, foi abandonada na mesma velocidade. Ao andar pela cidade para fotografar, fiquei imaginando como era difícil viver naquela época naquela cidade em especifico, o calor absurdo e o frio extremo que eles deveriam passar naquela região.

Ao sairmos de Rhyolite dirigimos por aproximadamente 1:30hr sentido norte dentro do Death Valley (sim você leu certo, dirigimos por todo este tempo dentro do parque!!!) e fomos visitar a cratera do vulcão Ubehebe. O vulcão tem aproximadamente 1 km de extensão e os especialistas presumem que ele tenha entre 2000 a 7000 anos. Existem três trilhas na região do vulcão e nós optamos pela mais fácil, a trilha entre o estacionamento e o topo do vulcão, para termos a visão dele de cima. Confesso que tenho medo de visitar vulcões, essa foi a terceira experiência que tive (as outras duas foram na Costa Rica), e sempre acho que um vulcão adormecido pode acordar do nada e ploft, já era. Mas o vulcão é uma visão e tanto.

Após visitarmos o Ubehebe Crater dirigimos por mais uma hora até chegarmos a outro ponto dentro do Death Valley, um dos locais que eu mais queria visitar por lá, a Mesquite Flat Sand Dunes. As dunas vista de longe na estrada são um show á parte. Acessar as dunas é facílimo uma vez que há estacionamento no local. Para você tirar fotos sem muitas pegadas de outros visitantes na areia, ou você visita a região ao amanhecer ou você deve estar disposto a caminhar muito para poder chegar as dunas mais altas. Como já estávamos na metade do dia e ainda queríamos tentar ver outros pontos do parque, essa não era a nossa intenção. As distâncias percorridas dentro do Death Valley são insanas. Como é possível ver mais de 15 quilômetros sem obstáculos na sua frente na estrada, tem se a impressão errada de que tudo é perto. Ledo engano.

Das dunas dirigimos por mais 45 minutos até chegarmos ao Badwater Basin. O caminho até lá foi simplesmente surreal. Não tem como visitar o Death Valley sem pensar que você viajou para outro planeta. Tanto que o local já foi locação de inúmeros filmes de Hollywood e entre estes filmes o clássico Star Wars. Eu como fotógrafa amadora já fiquei extasiada, imagine os profissionais.

 

Badwater Basin é o ponto de elevação mais baixo dos Estados Unidos, estando 86 metros abaixo do nível do mar. Quando visitar o local olhe para trás para a montanha chamada Dante, pois há uma placa indicando exatamente o nível do mar. Ter essa ideia é interessante. O local é totalmente coberto por sal e como visitamos no final do dia, ver o por do sol por lá foi insano. Honestamente eu não esperava que o Death Valley pudesse ser tão bonito.

Como escureceu rapidamente, precisávamos de um local para dormir e não tínhamos a intenção de dirigir para a cidade que dormimos no dia anterior. Há pouquíssimas opções de lodging dentro do parque, então dirigimos até a área de Panamint Springs e nos hospedamos no Panamint Springs Resort. Esqueça a ideia de resort, no Death Valley é só um nome. Por não ser alta temporada, por sorte conseguimos um chalé, mas o tamanho do chalé… era uma piada. Não pudemos nem tirar nossas malas do carro, tivemos de pegar apenas os itens que precisávamos no porta malas e levar até a calcinha na mão para dentro do quarto. Uma pessoa muito alta ou com sobrepeso honestamente não caberia dentro da cabin. Importante mencionar que caso você pense em fazer uma road trip e incluir o Death Valley na alta temporada, não faça como nós que não tínhamos nenhuma reserva, você corre um grande risco de dormir dentro do seu carro.

No dia seguinte o café da manhã no único restaurante disponível na região custava U$10 por pessoa. Não tem muito o que fazer, ou você aceita pagar este valor ou você morre de fome. O café era decente com café, leite, chá, suco de laranja, ovos mexidos, batatas. E é necessário comer bem para poder enfrentar o dia no parque, uma vez que praticamente não tem nada por longas distâncias. Ao lado do restaurante/lodging também tem um posto de gasolina com a tarifa mais alta que já vi nos EUA, cerca de U$4 o gallon. Ou você abastece ou você não tem como passear (e consequentemente também não tem como sair do parque!).

Ao sairmos do resort demos de cara com dois coiotes lindíssimos. Fomos obrigados a parar e apreciar a beleza destes animais. Claro que não saímos do carro e nem abrimos a janela, pois ficamos com medo. É importante lembrar que os parques nacionais multam visitantes que são pegos alimentando os animais, nunca, jamais alimente nenhum destes bichos ao encontrar com eles, pois eles se tornam agressivos contra outros visitantes no futuro, esperando que eles também os alimentem.

Seguimos na sequência para a Artists Drive Pallete, que de acordo com as fotos no Instagram seria o ponto alto do nosso dia. E realmente não decepcionou, o local é simplesmente fenomenal. Tanto a estrada como as montanhas são deslumbrantes. Pedi para meu esposo parar o carro no meio do caminho e ficamos ali extasiados com tanta beleza em um único lugar. Acredito que durante a alta temporada deve ser um congestionamento sem fim. Ficamos com medo de aparecerem outros coiotes pelo caminho, mas nós caminhamos a pé pelo local mesmo assim. Breathtaking!

De lá seguimos para o Dante’s View, um ponto de observação no topo da montanha Dante que dá para ver toda a extensão do Badwater Basin que visitamos no dia anterior. De cima dá para ter uma noção como o basin está realmente muito abaixo do nível do mar. As pessoas no basin vistas de cima, pareciam pequenas formigas. Do topo da montanha Dante o frio era insuportável, estava pelo menos 25C mais frio do que na base da montanha. Leve roupa de frio mesmo no verão, senão a experiência lá em cima se torna insuportável (o que pode ser uma pena, já que a vista é linda).

Para finalizar nossa visita ao parque, decidimos dirigir na Emigrant Canyon Rd. No meio do caminho percebemos que precisaríamos de um dia inteiro para essa região. A vista era espetacular, mas a estrada era totalmente deserta e perigosa de dirigir. Uma sessão em particular descendo uma montanha foi a que mais me assustou. As curvas eram totalmente fechadas e vimos apenas um trailer descendo muitos quilômetros a nossa frente. Caso tivéssemos um problema no meio do caminho, muito dificilmente iriam nos encontrar no mesmo dia. Como também o dia já ia começar a escurecer e precisávamos sair de dentro da região do Vale da Morte para achar um local para dormir no fim do dia, decidimos dar meia volta. Meu marido ficou bem decepcionado por não poder ver o fim da trilha, mas decidimos que para a nossa segurança era melhor voltar. Fica para a próxima visita, porque com certeza no futuro vamos voltar ao Death Valley, é impossível ver tudo em apenas 3 dias.

Saímos do parque e seguimos para a cidade de Lone Pine, onde paramos para abastecer e jantar. Achamos um restaurante fantástico chamado Mt Whitney Restaurant, que é muito famoso por ter sido visitado por inúmeros artistas de Hollywood que dormiam na região quando filmavam filmes e seriados no passado em Death Valley. As fotos na parede impressionam. A comida também era muito boa. Enfim seguimos até a cidade de Bishop onde passamos a noite no hotel Vagabond Inn e começamos a pesquisar sobre o que fazer no dia seguinte.

 

Considerações finais sobra o Death Valley:

Vá!!!! Sem dúvida superou as pouquíssimas expectativas que eu tinha sobre o local. É a segunda vez que meu marido indica um local para viagens (geralmente sou eu quem bate o martelo sobre nossos destinos de férias) e ele me surpreendeu. Vá entre novembro-janeiro pois é quando você conseguirá aproveitar melhor para andar pelo parque. No verão é um dos locais mais quentes do mundo, então não é uma boa ideia. E vá preparado para passar mais de dois dias no parque. Passamos uma tarde e dois dias inteiros e não vimos tudo.

E você conhece o Death Valley? Já visitou? Planeja visitar? Se tiver dúvidas a respeito deixe suas impressões na caixa de comentários

 

Até o próximo post  =)

 

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks Califórnia EUA Nevada Quando Viajar Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Death Valley National Park – Parte 1

09 de março de 2018

Quando decidimos fazer uma road trip pelo sudoeste americano meu marido tinha apenas uma única e singela reinvindicação: teríamos que passar pelo Death Valley. Não importava para onde eu queria ir, o que queria ver, fazer, comer, desde que ele pudesse ver com os próprios olhos o famoso Vale da Morte. Confesso que eu não tinha conhecimento algum sobre a região e o nome me dava calafrios. O parque foi uma surpresa sem tamanho. Tanto que foi o local que passamos mais dias de todos os locais que visitamos nessa viagem, 3 no total. Foi o local das fotos mais sensacionais, das paisagens mais inóspitas, foi onde vimos a beleza da falta de água ou da água salinizada em estado puro. Hoje compartilho com vocês o que ver, fazer, onde dormir, comer e como se preparar para visitar o deserto mais famosos dos EUA.

O Death Valley está localizado na Califórnia, mas faz fronteira com o estado de Nevada. Se você visitar tanto Los Angeles ou Las Vegas como porta de entrada para essa região do país, terá fácil acesso pelos dois lados. 95% do parque é considerado área selvagem e por isso visitar a área requer planejamento. Desde entender as mudanças bruscas de temperatura que ocorrem dentro do próprio parque como onde dormir ou comer, pode ser vital para que a sua visita não se torne uma dor de cabeça. Antes de pegar estrada passamos em um mercado em Las Vegas e compramos provisões. Como nunca nenhum de nós tínhamos visitado um deserto antes, li sobre o que deveríamos ter conosco. Então tínhamos barras de cereais, aproximadamente 20 litros de água em garrafas de 2 litros, Gatorade, snacks diversos, barras de cereal, chocolates, e mais um monte de itens diversificados.

No caminho passamos por paisagens incríveis. Era justamente o que nós tínhamos em mente, dirigir numa estrada sem fim e sem outras pessoas ao redor. Passávamos por outros carros a cada 20 minutos e olhe lá. Se você curte dirigir sem se preocupar com semáforo, pedestres e quer apenas apreciar a natureza em estado bruto com uma música bacana no sistema de som do carro, este tipo de viagem é perfeito para você.

Nós saímos de Las Vegas no estado de Nevada e pegamos a Rodovia 160 em direção a Pahrump. Aconselho os amantes de fotografia a pararem no acostamento (com segurança por favor) e a tirarem fotos da rodovia sem fim. Nunca antes dirigimos por estradas que era possível enxergar mais de 10 milhas á nossa frente e não ver nenhum carro, a experiência é sem dúvida muito diferente. Fique atento pois há relatos de coiotes nessa região e não quero que você seja atacado por um. Essa rota é também muito indicada para os amantes de motocicleta. Acredito que fazer essa viagem nessa época do ano (inverno) de moto deve ser fantástica.

Nós finalmente chegamos no Death Valley pela entrada de Amargosa (a entrada sul do parque). Paramos na placa de entrada do parque e já começamos a ter uma noção do que teríamos pela frente, NADA. Mas não um nada que não seja interessante, mas o nada em estado bruto. Você pode simplesmente rodar um filme no Death Valley que a sensação será a de que você está literalmente em outro planeta.

Logo após o local onde está a placa com o nome do parque há a entrada em si. Ali você deve efetuar o pagamento no quiosque de acordo com os valores que estão fixados no totem. Também é possível pegar mapas e o jornal informativo. Aconselho veementemente que você use o banheiro mesmo que não queira. Banheiros no Death Valley são escassos. O que é interessante é que não tem ninguém efetuando a cobrança da entrada. Entende-se que você será uma pessoa honesta e fará o pagamento.

A primeira parada da nossa jornada dentro do parque foi Zabriskie Point, local árido chamado de badlands por ser de difícil travessia. Essa parte lembra muito a superfície da lua. No local á 5 milhões de anos atrás era o Furnace Creek Lake que secou, porém deixou milhões de vestígios até hoje, sensacional.

De lá partimos para o Visitor Center que diferente de outros parques, está localizado mais ao centro na região que também se chama Furnace Creek. Ao chegarmos no local ficamos surpresos com a quantidade de visitantes. Os meses de novembro-fevereiro são considerados a alta temporada do parque, pois é a única época do ano que é possível fazer trilhas no Death Valley. Por ser um dos locais mais quentes do mundo, os amantes de trekking e da natureza optam por visitar no inverno americano. Claro que não sabíamos disso, pois estamos começando agora a nossa vida de desbravadores de parques nacionais.

No Visitor Center conversamos com os park rangers, pedimos informações e diferente de outros parques, este tem opções de comida para venda. O que é sensacional pois o local é completamente deserto. Como opções tinham sanduiches natural, Gatorade, potato chips e barras de cereal. Praticamente o que tínhamos comprado para essa visita. Há também uma área de picnic do lado de fora com inúmeros bancos. Pelo tamanho da instalação, acredito que durante as férias escolares americanas o local deva ficar extremamente lotado. Há também banheiros e indico a utilização.

Como a luz do dia já estava chegando ao fim, decidimos dirigir para a cidade de Beatty no estado de Nevada. Não se engane, não era longe. Como no Visitor Center era o único local onde nossa internet estava funcionando, ali aproveitamos para reservar um quarto. Sorte de principiantes em viagens deste tipo, encontramos acomodação no Death Valley Inn. Hotel extremamente simples como 99% dos hotéis na região do vale. Para aquela noite só precisávamos mesmo de cama, chuveiro e ar quente que funcionasse, pois a temperatura ao por do sol caiu vertiginosamente.

No meio do caminho quando percebemos que éramos o único carro na estrada dentro do parque, estacionamos e apagamos todas as luzes. O Ezio foi corajoso o suficiente de descer do carro para apreciar as estrelas. Não desci, o medo me paralisou. Fiquei com muito medo de ser atacada por um coiote ou outro animal faminto. Abri a janela do carro e coloquei metade do corpo para fora para apreciar o céu mais lindo da vida. Estar no meio do nada fez com que nossa visão do céu fosse aquela do Google. Vimos estrelas que nem sabíamos que existiam. Ficar ali parada no meio do deserto do Vale da Morte apreciando as estrelas com meu marido deu um novo sentido para a ideia de viagem a dois. Estar em contato com a natureza, ouvir a respiração um do outro, estar atento ao movimento de qualquer folha que seja para não ser surpreendido por um animal. Foi um momento muito especial.

Quando percebemos que estávamos sendo observados por um animal que estava cada vez mais próximo, nos trancamos no carro no escuro e ficamos ali parados atentos para ver o que era. Após uns cinco minutos vimos dois pares de olhos nos encarando muito mais perto do que pensávamos e quando acendemos os faróis do carro vimos dois coiotes a nossa espreita. Claro que eles correram ao perceberem que o carro começou a se mexer, mas foi tenso.

Deixo registrado que visitar o Death Valley é para pessoas que não estão procurando luxo durante a sua viagem. Eu deixo claro que não curto acampar, nunca gostei. Sou libriana, gosto de conforto, uso chapinha no cabelo e maquiagem para ir malhar. Dito isso, mesmo eu com todas as minhas frescuras, confesso que amei o primeiro dia. Sair do local comum e se deixar  surpreender por lugares que jamais pesquisei a respeito ou tinha a intenção de conhecer. No final das contas acho que viajar é isso, é um eterno aprender e surpreender. Que graça tem ser uma menina da cidade e só viajar para cidades?

No próximo post falo sobre o segundo e o terceiro dia dentro do Death Valley, porque ficamos mais tempo por lá do que nos outros parques que visitamos nessa viagem e porque este se tornou o nosso local favorito com promessas de volta.

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América EUA Nevada Onde comer Viagens

Epic USA Road Trip – Nevada – 1 Noite em Las Vegas

21 de fevereiro de 2018

Saímos do Zion National Park em direção ao Death Valley National Park, porém tinha Las Vegas no meio do caminho… e no último segundo decidimos quando estávamos na estrada pernoitar por lá. Conseguimos reservar um quarto no Planet Hollywood Resort and Casino muito em conta no App do Booking.com, porém estacionar neste hotel… foi o pior pesadelo da nossa vida de turista.

O Planet Hollywood compartilha o prédio do estacionamento com o Caesars Palace e com o Miracle Mile Mall. Além da rua do estacionamento ser bem escondida e difícil de encontrar… após estacionar você tem de atravessar o shopping inteiro com as malas até chegar ao cassino para depois encontrar o lobby do hotel. Foi ridículo. Depois de passar pelo estresse do estacionamento, nós finalmente fizemos check in e pelo menos fomos agraciados com uma ótima suite. Uma das melhores inclusive desta viagem.

Subir para a nossa suite foi uma maravilha, porque logo na elevador demos de cara com a minha diva maior. Britney Spears que estava inclusive com um show fixo no Planet Hollywood. A residência dela por lá chegou ao fim mas eles estão com shows do Pitbull, Jennifer Lopez, Lionel Ritchie e Backstreet Boys. Você pode obter informações sobre os espetáculos aqui.

Mas o que fazer quando se tem apenas uma noite em Las Vegas?

Decidimos focar na região do próprio hotel para não ter que lidar com estacionamento. Então começamos a noite com drinks e aperitivos no Margaritaville. Lá indicamos o Last Mango in Paris que é uma margarita feita com tequila de manga, Cointreau de laranja, suco de cranberry e margarita blend. E de aperitivo fomos de Volcano Nachos, que são tortilla chips, cobertas com chili, queijo, pico de galo, guacamole, creme azeda e pimenta jalapeño. Uma porção serve bem 2 pessoas e sobra.

Saímos do restaurante e andamos até o Bellagio para assistir o show das águas. Você pode encontrar o cronograma com os horários do show clicando aqui. Confesso que eu não esperava ser algo tão legal.

E terminamos a noite vendo um show burlesque chamado Crazy Girls. O melhor era que o show estava em cartaz exatamente no nosso hotel. Derrubei várias barreiras e pré-conceitos ao assistir um show burlesque. Haviam muitos casais na audiência e o público era predominantemente mais velho. O show é de aproximadamente 1:30hr de duração e é um show de dança onde as mulheres estão semi ou completamente nuas. Não é permitido tocar nas garotas quando elas interagem com a audiência. Achei o show de extremo bom gosto e as mulheres eram lindíssimas. Também pelo fato do show estar em cartaz no Planet Hollywod, já demonstra que não é um show qualquer.

Passei alguns minutinhos andando pelo cassino após o show e apostei U$3 míseros dólares nas máquinas. Realmente Las Vegas não é o meu tipo favorito de viagem. Vegas me atrai mais pela quantidade de restaurantes e entretenimento fora dos cassinos do que apostar dinheiro e perder. Tenho outros lugares favoritos pelos EUA. Tanto que nunca voamos especificamente para turistar apenas em Vegas, sempre passamos por lá vindo ou indo para algum outro lugar. Claro que a beleza das luzes da cidade a noite é um espetáculo á parte. No dia seguinte seguimos viagem até o Vale da Morte, então nem exploramos tanto a vida noturna por lá.

 

No próximo post falo sobre nossa visita de 3 dias ao Death Valley National Park, um dos locais mais inóspitos dos EUA.

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks EUA Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Zion National Park

09 de fevereiro de 2018

Que tal fazer trilhas incríveis em um dos parques nacionais mais bonitos dos Estados Unidos? Hoje falo sobre o Zion National Park.

Para visitar o Zion, nós escolhemos a cidade de La Verkin como nossa base. A cidade está a aproximadamente 30 minutos da entrada principal do parque e os preços eram bem mais acessíveis. Por termos feito essa viagem em dezembro o fluxo de visitantes era muito inferior ao fluxo esperado durante as férias de verão. Tanto que conseguimos acomodação no hotel de um dia para o outro. Essa road trip foi na base do vamos decidir o que fazer quando acordarmos e se gostarmos do local ficamos mais tempo nele. Se você decidir visitar os parques entre abril-setembro, é preciso começar a reservar hotéis com no mínimo 6 meses ou mais de antecedência. Em La Verkin nós ficamos no Best Western Plus Zion West. Eles oferecem café da manhã incluso no valor da diária. Nada de outro mundo não, mas dá para enganar o estômago.

Começamos o dia pelo Visitor Center e seguimos as instruções do park ranger. Por ser inverno o parque estava bem vazio, então pudemos dirigir nosso próprio carro ao invés de usar o sistema de shuttle do parque. Dirigimos por toda a extensão do Zion até o último viewpoint, o nº9 chamado Temple of Sinawava. Lá fizemos a trilha Riverside Walk que tem 3.5km. O interessante dessa trilha é que ela é acessível para portadores de deficiência motora. A caminhada é bem tranquila, a trilha é pavimentada e é ao lado do rio. Pudemos caminhar, ouvir o barulho da água, dos pássaros, observar a natureza.

Ao chegar no final da trilha, avistamos o início do caminho para a trilha mais famosa do parque The Narrows. De acordo com o parque, ela leva 8 horas para ser feita, são 15 kms de extensão e você tem que pernoitar ao chegar no final da trilha para voltar no dia seguinte. Sem contar que ela é feita em sua maior parte por dentro do rio. Se eu tivesse equipamento correto e estivesse em condições físicas, faria essa trilha com certeza, as fotos na internet são simplesmente fenomenais.

Voltamos pela trilha até o estacionamento e dirigimos até o viewpoint nº5 e decidimos fazer a trilha Lower Emerald Pool. Essa trilha tem 2km e pode ser feita em aproximadamente 1 hora. Porém nós levamos quase 2 horas pois já haviam partes da trilha que estavam com gelo, principalmente a parte onde tivemos que caminhar por baixo da cachoeira.

O visual de cima nessa parte do parque é bem bonito. O Zion tem jogos de luzes bem interessante dependendo de quando você visita ele. Tudo depende da estação do ano e como os raios solares estão incidindo dentro do parque. No geral eu achei o parque muito bonito, mas muito gelado, mesmo se comparar com o Bryce que visitamos no dia anterior numa cidade a uma hora de distância do Zion e com 18C de temperatura mais frio. Talvez no verão seja menos desconfortável a experiência pelo parque.

Vimos animais diferentes pelo parque, o que foi bem interessante. Mas seguimos as instruções das placas e admiramos eles de longe.

No geral visitar o Zion foi uma experiência bem diferente. Como tínhamos visto o Bryce e o Grand Canyon antes e ambos os parques a visão dos canyons é por cima, neste pudemos ter a visão de baixo para cima, então muitas vezes ao longo do dia nos pegamos olhando para o alto para poder ver toda a magnitude das rochas. O Zion pode ser muito frio durante o mês de dezembro e este é um parque que eu definitivamente adoraria voltar com a temperatura mais amena para poder aproveitar melhor. Mas indiferente do tempo, a beleza dele é única.

Dicas para aproveitar melhor o parque:

– A scenic drive que utilizamos para nos locomover entre os viewpoints é fechada para o público durante a primavera-verão quando o sistema de shuttle está operando. Fique atento as datas de funcionamento no site clicando aqui.

– Se você visitar o parque na alta temporada, chegue cedo para garantir um lugar no estacionamento para o seu veículo. O estacionamento já está lotado por volta das 10 da manhã. Caso chegue após este horário, o ideal é encontrar estacionamento na cidade de Springdale e de lá pegar o shuttle bus gratuito para o parque.

– Leve sempre água em abundância. Há estações para encher as garrafas de água pelo parque. Para localizar as estações use o mapa do parque que está disponível no Visitor’s Center

– Caminhe de acordo com o seu condicionamento físico. Caso não seja adepto da prática de esportes no dia a dia, de preferência para as caminhadas consideradas fácil – moderada. Na entrada das trilhas há informações vitais sobre o tamanho da trilha, tempo aproximado para realizar o percurso (ida e volta). Não faça uma trilha além do seu limite por mais que você queira muito ver algo naquele local (eu mesma queria ver a Narrows… vejo ela pelo Instagram!).

– Não alimente nenhum dos animais que encontrar pelo parque. Eles se tornam agressivos contra outros visitantes no futuro para poder roubar comida deles.

– Deposite seu lixo nos espaços designados. Não deixe rastros ou restos de comidas no meio ambiente. Preserve o parque para futuras gerações

– Sempre use o banheiro antes de começar uma trilha, mesmo que você não esteja com vontade de usar o banheiro!

– Se decidir fazer a trilha The Narrows, você é responsável por recolher os seus dejetos (fezes). Existem sacos descartáveis para este fim nas lojas dentro do parque

– Sempre faça sua trilha em fila indiana para dar espaço aos hikers (caminhantes) que vierem no sentido contrário

– Faça suas caminhadas em silêncio ou faça o mínimo de barulho possível. Seja gentil para com os outros visitantes para que eles possam apreciar a natureza

– Os visitantes que estão subindo a trilha, sempre tem a preferência. Caso seja um local estreito, deixe espaço para quem sobe passar primeiro.

 

Lembrando que o parque está aberto 365 dias do anos 24 horas por dia. Você pode obter informações sobre os valores de entrada clicando aqui.

No próximo post continuo postando sobre a nossa road trip pelos EUA. O próximo destino será Las Vegas.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks EUA Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Bryce Canyon National Park

06 de fevereiro de 2018

Você já pensou em fazer uma trilha no meio de formações rochosas com de mais de 2700 metros de altura? Então te apresento o Bryce Canyon National Park.

Ao chegarmos na cidade de Bryce Canyon nos hospedamos no histórico hotel Ruby’s Inn que hoje faz parte da rede Best Western. Ao mudar-se para Bryce em 1916, Reuben C. (Ruby) Syrett descobriu que ao lado do seu rancho havia um canyon com vistas espetaculares. Ele ficou tão impressionado com a beleza do local que decidiu hospedar visitantes que passavam pela cidade. Em 1928 Bryce Canyon se tornou um parque nacional e Ruby conseguiu autorização do governo para formalizar seu “tourist rest” transformando assim o seu rancho em um hotel oficialmente. O resto é história.

O complexo é simplesmente enorme e te transporta para uma daquelas cidades do século passado no meio oeste americano. É uma pena que não tenhamos passado mais tempo por lá, adoraria ter tido a oportunidade de desbravar as lojinhas locais.

Como sempre começamos nosso passeio pelo Visitor’s Center. Como já é de praxe quando visitamos um parque nacional, assistimos o filme introdutório sobre a história do parque, entendemos a geologia (por cima, claro) do local, observamos as exposições sobre os animais que podemos encontrar pelo caminho durante o dia e vou na lojinha do parque comprar meus ímãs de geladeira e carimbar o meu Travel Diary/Travel Planner com o stamp oficial do parque. Aproveitamos sempre também para usar o banheiro, eu não sou muito fã dos banheiros químicos espalhados pelos parques.

Acredito que a informação mais importante que nos foi passada pelo Park Ranger foi a que todos os 13 viewpoints do parque estão localizados do lado direito. Dito isso optamos por dirigir por todo o parque até o último viewpoint, que é também o local mais alto do parque. Fomos até o Rainbow Point e começamos a explorar por lá.

O Bryce Canyon é famoso por suas formações rochosas meio alaranjadas que em vários locais tem a formação de um anfiteatro.

Por termos visitado no inverno, o Rainbow Point foi bem sofrido de ser apreciado. Essa parte mais alta do parque ventava tanto que nem mesmo com nossa roupa pesada de frio, conseguimos ficar muito tempo apreciando a paisagem. Tinham turistas que não estavam tão preparados como nós estávamos e eles nem saíram do carro. Este dia foi o dia mais frio que pegamos na nossa viagem, pela manhã acordamos e estava -17C com sensação térmica de -27C.

De lá começamos a voltar em direção a saída do parque e íamos parando nos viewpoints. Na mesma área onde estacionamos o carro para ver o Rainbow Point, fica a entrada da trilha para o Yovimpa Point. Fique atento para não perder. Quase não vimos de tão escondidinho que é.

No Ponderosa Canyon demos de cara com  dois pássaros enormes. O mais engraçado é que eles estavam parados justamente de onde dava para ter o melhor ângulo para fotos do viewpoint. Os park rangers sempre avisam para as pessoas não alimentarem nenhum animal nos parques porque eles se tornam agressivos. Há inclusive placas pelo parque informando o valor da multa altíssima para quem for pego alimentando os animais.

Um dos viewpoints mais espetaculares é o Inspiration Point. Como o nome é quase um spoiler do que te espera, para mim é um dos mais bonitos. E fomos num dia que estava mega vazio, então eu e o meu marido nos abraçamos e ficamos ali em silêncio absorvendo toda aquela beleza e pensando como o cara lá de cima é maravilhoso (e o calor do corpo do outro também ajudava a continuar lá apreciando a vista).

O Sunset Viewpoint era o mais esperado por mim neste parque. Exatamente porque neste viewpoint esta a entrada da trilha Navajo Loop de onde é possível ver o Thor’s Hammer e a formação rochosa Wall Street. Essa foi a única trilha que fizemos no parque, mas valeu muito a pena. Foi nessa trilha que me dei conta de que o sistema de parques nacionais dos Estados Unidos é maravilhoso. E foi nessa trilha que me apaixonei por este tipo de viagem e já tenho pelo menos umas 3 viagens meio programadas na cabeça para os próximos anos por outros parques por aqui.

A Navajo Loop tem aproximadamente 2.2km de extensão e acredita-se que da para fazer ela entre 1 ou 2 horas, dependendo do seu ritmo, mas ela não é um loop no inverno. Ela é considerada uma trilha de nível intermediário. A descida é muito sossegada, o problema é a volta. Ela se torna uma subida muito íngreme. Nós não temos preparo físico nenhum e fizemos a trilha. Não foi “de boa”, mas foi o suficiente para eu decidir voltar a malhar para poder continuar fazendo este tipo de turismo no futuro.

A descida da trilha é bem sossegada, e quanto mais você desce mais interessante fica. Fiquei um pouco assustada porque afunila bastante (chega a ser claustrofóbico) e eu não me senti muito confiante/confortável em passar entre rochas com espaços mínimos entre si. Mas eu queria muito ver o que tinha do outro lado da trilha. Continuamos andando até que não parecia mais tão promissora a vista, então demos meia volta e subimos em direção ao início da trilha. Foi um sacrifício, não vou mentir. O que ajudou a subida foi a água que tínhamos conosco. É impossível fazer trilhas sem carregar água o suficiente para a ida e volta. Quando chegamos no topo da trilha vimos que tinha uma “bifurcação”, então seguimos por ela tendo como companhia do lado esquerdo o famoso Martelo do Thor. A vista é espetacular.

E do nada chegamos exatamente onde eu queria chegar, a vista que eu tinha em mente ao pesquisar sobre este parque no Instagram e no Google:

Ficamos ali do topo da trilha admirando o vazio e a imensidão do Canyon á nossa frente. Quando nos demos conta o sol já estava se pondo e as cores no anfiteatro ficaram ainda mais bonitas. Foi um pôr do sol memorável.

Como escureceu muito rapidamente não conseguimos ver mais nada pelo parque, mas o dia foi muito bem aproveitado. Saímos do Bryce Canyon e dirigimos em direção ao Zion National Parque, que será a estrela do próximo post.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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Arizona EUA Onde comer Viagens

Epic USA Road Trip – Arizona – Horseshoe Bend, Navajo Bridge e Marble Canyon

02 de fevereiro de 2018

No último post comentei sobre a nossa visita ao Antelope Canyon, localizado na cidade de Page. Outra atração imperdível em Page é a formação Horseshoe Bend. Indicado pela minha amiga Ninna, quando ela viu no Facebook que estávamos numa road trip, ele generosamente compartilhou a informação sobre este destino comigo. Eu nunca tinha ouvido falar e ao pesquisar a respeito, meu queixo caiu.

Horseshoe Bend é uma curva do Rio Colorado que tem a aparência de uma ferradura. A área é aberta ao público e você não precisa pagar para ter acesso. No local tem estacionamento e banheiros químicos. A acessibilidade não é das melhores para pessoas portadoras de deficiência motora. A caminhada entre o estacionamento e o viewpoint é de aproximadamente 20 minutos. Mas a vista… espetacular.

Tenho visto diversas fotos nas redes sociais do local. Cada época do ano e horário do dia vai determinar as cores que você verá no Canyon. Claro que existe muita foto photoshopada na internet, mas nada compara quando você vê o canyon ao vivo.

Após passarmos aproximadamente uma hora no local, pegamos a estrada e começamos a dirigir em direção a Utah. Sabíamos que teríamos uma longa estrada pelo caminho, porém não tínhamos ideia de como essa estrada seria fascinante. Dizer que o Arizona é bonito é pouco.

Na região de Bitter Springs nos deparamos com Port of Page. Uma formação rochosa que foi cortada ao meio para a passagem da rodovia.

Pegamos um desvio pela rodovia 89A que rendeu inúmeras fotos fabulosas e chegamos até a Navajo Bridge. Essa é 1 das 7 pontes que passam sobre o rio Colorado. A ponte data de 1873 e foi construída pelos primeiros moradores da região, em sua maioria mórmons que fugiam da perseguição na época. A ponte esta localizada em uma área deslumbrante em frente ao Marble Canyon. O Marble Canyon é o ponto de partida para aqueles que querem cruzar o Grand Canyon de barco.

Dirigimos por dentro da Glen Canyon Reserve e chegamos a conclusão de que não veríamos metade do que tínhamos para ver na região. O local é simplesmente fantástico, daqueles que você quer colocar uma trilha sonora bacana no som do carro e dirigir por uma estrada sem fim, sem outros carros ao redor e apenas com a natureza como companhia. Para quem esta interessado em fugir da cidade grande, este tipo de viagem é perfeito.

Essa mesma estrada nos levou diretamente para a entrada norte do Grand Canyon. Infelizmente não conseguimos ver essa parte do parque pois ela já estava fechada para o inverno. Mais uma desculpa para voltarmos com tempo no futuro.

Nós seguimos até a cidade de Bryce e jantamos no restaurante do hotel Bryce Canyon Pines. O restaurante estava lotado, mas ele também não era tão grande assim. Caso você faça um pit stop neste local, eu recomendo o fish sandwich.

No próximo post vou falar sobre a visita que fizemos ao Bryce Canyon National Park.

 

Até lá   =)

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Por Érica Brasilino

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Arizona EUA Onde comer Quando Viajar Viagens

Epic USA Road Trip – Arizona – Antelope Canyon

30 de janeiro de 2018

Ao sair do Grand Canyon pela Desert View Drive decidimos dirigir até a cidade de Page. Lá nossa intenção era visitar dois locais específicos: Horseshoe Bend e Antelope Canyon. Pegamos a rodovia 69 e depois seguimos pela 89. Toda essa região está localizada na área dos índios Navajo. Chamada de Navajo National Reserve, essa é a maior área de posse de uma tribo indígena americana e cobre partes do Arizona, Utah e Novo México. Eu não tinha conhecimento algum antes dessa viagem sobre como funcionam as reservas, eu sabia que os índios por aqui tinham vários direitos assegurados por lei (descobri ao visitar o Museum do Índio Americano aqui em Washington), mas visitar uma reserva foi bem instrutivo.

Em Page nos hospedamos no hotel Best Western View of Lake Powell. Bom hotel com bom café da manhã. O hotel na verdade era bem sossegado, talvez porque viajamos no período entre o Thanksgiving e o Natal. Essa viagem foi go with the flow, então fizemos a reserva um dia antes e conseguimos nos hospedar sem problema. Caso você viaje no pico do verão americano, talvez seja melhor verificar a disponibilidade o quanto antes.

Em Page contratamos a Antelope Canyon Tours para fazer o passeio. Não é possível acessar essa área da reserva sem guias navajos credenciados. No passado turistas faleceram porque não conheciam a região e visitaram o Lower Antelope Canyon num dia onde o tempo mudou e a chuva inundou a fissura. A chuva na verdade nem ocorreu em Page, aconteceu na cidade vizinha, mas foi o suficiente para inundar o local e matar 15 turistas. Apenas um integrante da tribo Navajo que acompanhava o grupo sobreviveu, pois ele tinha treinamento em inundações. Hoje após este trágico episódio os navajos conseguiram uma autorização governamental especial para a exploração da área e algumas melhorias foram instaladas, inclusive um sistema de alerta para o risco iminente de inundação nas fissuras.

Existem dois cânions para visitar em Page, o Upper e o Lower. O Upper que visitamos é o número 1 em visitas. Tanto por ser mais fácil de ser acessado como pela incidência de luz ser mais direta e criar efeitos mais significativos para as fotos. O Lower Antelope Canyon além de ser mais difícil de acessar (você deve descer escadas instaladas na borda da fissura, o que dificulta o acesso de pessoas com deficiência motora e diminui assim o número de visitantes), este cânion não tem tantos jogos de luzes naturais que fizeram seu vizinho mais famoso e mais visitado.

É possível obter informações sobre os tours oferecidos pela internet mesmo. A agência que fechamos o pacote nos levou por um trajeto que envolvia rua asfaltada e off road. Após uns 20 minutos de carro chegamos ao local. O trajeto pode ser bem rough, então segure bem os seus pertences para não cair do carro. Eles dividem os turistas entre vários guias e os guias procuram espaçar os grupos entre si para que todos possam ter a oportunidade de tirar quantas fotos forem possíveis.

A caverna em si é estreita. Se você for claustrofóbico pode ser bem desconfortável. A entrada da caverna é larga e vai estreitando no final. O passeio consiste em ir e voltar pelo mesmo caminho e o guia vai mostrando os melhores lugares para tirar fotos. Confesso que fiquei bem impressionada com o conhecimento do guia navajo sobre fotografia, luz e ângulo. Mesmo quem não tem uma DSRL ou uma câmera mais potente consegue fotos incríveis com o celular.

Este ponto em Page é concorridíssimo por fotógrafos do mundo inteiro. Tanto que na alta temporada é bem difícil conseguir tickets para visitar no mesmo dia ou de um dia para o outro. Se você tem a intenção de ir até lá e já sabe as datas da sua viagem para a região, aconselho que você já entre em contato e reserve os tickets com as operadoras de turismo local.

Conversando com o guia, fomos informados que o pico de visitação ocorre no verão, quando a incidência do sol no cânion bate diretamente numa posição onde as fotos saem mais bonitas. Quando voltamos para o hotel comparamos nossas fotos com as fotos da internet e realmente percebemos que a iluminação faz toda a diferença neste passeio. Como não somos fotógrafos profissionais, isso não me incomodou, e eu também não tinha ido para esta cidade apenas para este passeio. Se você for a Page com essa intenção em mente, saiba que entre maio e setembro são os mais difíceis de conseguir tickets pois fotógrafos profissionais agendam com até um ano de antecedência. E o melhor horário para o tour focado mais em fotografia do que sightseen é o tour das 11:30 da manhâ. Mas este é justamente o tour que os tickets esgotam rapidamente. Fique de olho no site.

Pelo sightseeing tour nós pagamos cerca de U$90 o casal. Mesmo sendo um tour de aproximadamente uma hora, valeu muito a pena. Eu não faria o Lower Antelope Canyon por puro medo de uma inundação, e por achar desnecessário fazer dois tours semelhantes. Mas cada turista sabe o que tem em mente para fazer a sua viagem única e inesquecível.

No final do dia descobrimos que a cidade de Page é tão pequena, que tem um número muito limitado de lugares para comer. Porém encontramos um restaurante tailândes excelente. Comemos no Dara Thai Restaurant. Nós comemos um Pad Thai maravilhoso. Fica a dica.

No próximo post falo sobre o Horseshoe Bend também em Page e falo sobre o que vimos ao dirigir por dentro da reserva da tribo Navajo.

 

Até lá =)

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Por Érica Brasilino

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American National Parks Arizona EUA Viagens

Epic USA Road Trip – Arizona – Grand Canyon National Park

26 de janeiro de 2018

Para visitar o Grand Canyon decidimos que nossa base seria a cidade de Tusayan. Essa cidade fica a 15 minutos da entrada sul do parque. Tusayan é uma cidadezinha com ótima infraestrutura para turistas. Oferece diversas opções de hotéis, restaurantes, posto de gasolina, supermercado, entre outras facilidades. Nos hospedamos no Holiday Inn Express Tusayan.

Como decidimos passar duas noites na região, optamos por um hotel de categoria intermediária. Foi uma ótima decisão. A acomodação era grande e confortável e o café da manhã contava com várias opções entre sucos, chás, café, leite, iogurte, pães, bolos e etc… O único, porém, era a internet que não era tão rápida. Talvez pela quantidade de turistas que estavam utilizando a mesma rede ou por estarmos muito afastados das cidades principais. Mas essa questão da internet foi algo que percebemos ao longo de toda a nossa road trip. Como passamos por muitos lugares isolados, haviam momentos em que a internet ficava intermitente ou simplesmente parava de funcionar.

Se você visitar o Grand Canyon na alta temporada e decidir se hospedar em Tusayan, o National Park Service oferece shuttle buses gratuitos durante os meses de março a setembro entre a cidade e o parque. De acordo com informações distribuídas pela própria administração do Grand Canyon, os estacionamentos já estão completamente lotados entre 11 e 13 da tarde, por este motivo eles aconselham os visitantes a usarem o sistema de ônibus. O serviço funciona de segunda a segunda das 8am as 9:45pm. Os ônibus passam em intervalos de 20 minutos.

Os shuttles que ligam o parque a Tusayan deixam os visitantes no Visitor Center, se você optar pelo serviço, você já deve ter comprado as entradas para o parque antecipadamente. Clique aqui e veja como adquirir o seu passe. Do visitor center já é possível começar o dia fazendo as trilhas ou pegando o ônibus interno para os viewpoints em toda a parte sul do Grand Canyon. Há duas rotas internas, a Orange e a Blue. Cada rota leva em média uma hora para ser feita caso você não desça do ônibus ao longo do trajeto. No visitor center é possível ter acesso a dicas do que fazer durante a sua visita de acordo com o tempo que você tem disponível para visitar o parque.

No primeiro dia assistimos ao vídeo introdutório sobre a história do Grand Canyon, para entender e decidir exatamente o que veríamos no nosso passeio. Claro que também aproveitei para comprar meu imã de geladeira e outras coisinhas na lojinha do parque. Pegamos nosso mapa e jornal informativo e nos preparamos para a aventura do dia.

Como praticamente 90% dos visitantes começam a visitação pelo viewpoint mais próximo do estacionamento principal (lado direito do mapa), decidimos que seríamos do contra e dirigimos ate o último view point do lado esquerdo até chegarmos ao Hermits Rest. Foi uma ótima ideia uma vez que estava bem vazio.

Na sequência fizemos uma visita guiada ao Kolb Studio. É uma casa histórica construída no Grand Canyon que funcionou durante décadas como a residência da família Kolb e também como estúdio fotográfico do Grand Canyon. O tour é interessantíssimo e acontece apenas 1 vez por dia. Ele é limitado a 15 pessoas apenas, então se você tiver interesse em aprender como o Grand Canyon foi descoberto pelos turistas através das fotos dos irmãos Kolb e também ter uma vista privilegiada, não perca este tour. Mais informações em como conseguir os ingressos aqui.

Ao final do tour do Kolb Studio, decidimos fazer uma pequena parte da trilha chamada Bright Angel trail. Essa é a trilha mais famosa do parque e a melhor conservada. Se você é novato em trilhas como eu, essa é a sua melhor opção. Crianças, jovens, adultos e idosos conseguem fazer, mesmo que parcialmente e as vistas são espetaculares. O meu único problema com essa trilha… é que ela é utilizada pelos turistas que decidem fazer o tour com a mula/jegue. Então esteja ciente de que você tem que compartilhar a trilha ocasionalmente com estes animais dóceis e queridos. Só que eles fazem suas necessidades ao andar… e o cheiro pode não ser dos mais agradáveis, principalmente num dia quente de verão.

Uma das iniciativas mais bacanas no Grand Canyon é a Go Green que incentiva os turistas a carregarem sua própria garrafa de água e a reutilizar a mesma com várias estações de água pelo parque. Ao invés de comprar água nas lojas do parque, use as estações espalhadas por todo o South Rim e encha sua garrafinha. Além de economizar $ você ajuda o planeta com a redução do uso das garrafas plásticas. Bem bacana. Lembrando que durante o inverno a água pode congelar, então tenha sempre um plano B.

No nosso segundo e último dia no Grand Canyon, começamos a nossa visita pelo Yavapai Point Museum e Viewpoint. Este museu é mais focado na geologia do parque, mas a vista… é de cair o queixo.

Após sairmos do museu, começamos a nossa rota sentido leste (east) pela Desert View Drive. A rota tem aproximadamente 40 kms e conta com 6 viewpoints. Na minha opinião, as vistas dessa parte do parque são muito mais bonitas do que o lado West. Os 3 últimos viewpoints são os grandes astros do parque (Lipan Point, Navajo Point e Desert View Watchtower).

Nós passamos praticamente dois dias visitando o Grand Canyon. Se você não tiver todo este tempo eu o aconselho a focar na Bright Angel Trail e dirigir até a Watchtower viewpoint. Claro que é uma pena visitar um local único como este com o tempo contado.

Saímos do Grand Canyon e fomos em direção a cidade de Page também no Arizona. O que não sabíamos era que dirigir por dentro da Reserva dos índios Navajo seria uma experiência única. Falo sobre essa parte da viagem no próximo post.

 

Até lá   =)

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Califórnia EUA Nevada Viagens

Epic USA Road Trip – Nevada – Primm e Las Vegas

23 de janeiro de 2018

Primm é uma cidade localizada exatamente na fronteira entre os estados da Califórnia e Nevada. A economia da cidade é totalmente baseada nos três cassinos que lá estão instalados. A cidade é uma “última” oportunidade para turistas que estão saindo do estado de Nevada fazerem suas apostas.

Quando saímos do Mojave National Preserve a ideia era dormir em Las Vegas. Porém estávamos completamente podres de cansados. Então decidimos pernoitar em Primm. Dentre as pouquíssimas opções que tínhamos nos arredores, escolhemos o Whiskey Pete’s Hotel & Casino. Ficamos completamente surpresos com o local. Os quartos acabaram de ser renovados e além de serem enormes estavam bem limpos. Talvez por não ter um fluxo de clientes tão grande quanto outros lugares, seja mais fácil manter o hotel decente.

Para nossa surpresa, no lobby do resort tem uma exposição sobre a morte de Bonnie e Clyde e por incrível que possa parecer, no meio do nada no deserto de Nevada está localizado o carro que foi completamente destruído no dia em que o casal de ladrões mais famoso dos EUA foi assassinado. Também na exposição é possível ver a camisa que Clyde estava usando no dia em que foi assassinado. Os objetos são expostos com cartas que atestam sua veracidade. Não sabíamos sobre essa exposição e quando nos deparamos com os artefatos, claro que pesquisamos no Google a respeito, e para nossa surpresa e espanto, estava lá, tudo devidamente comprovado. Uma daquelas surpresas de viagem não planejadas (obrigada universo). Caso queira mais informações sobre o carro e a exposição clique aqui.

Dentro do resort há um Ihop (famosa rede de café da manhã americano). Quando chegamos por volta de 10 da manhã o restaurante estava vazio, mas ao sairmos mais ou menos às 11:30 o local estava completamente lotado. Como Primm fica no meio do nada, muitos caminhoneiros também param nessa cidade para fazer uma refeição.

Se você estiver numa road trip e passar por Primm e estiver muito cansado para seguir viagem, eu aconselho você a pernoitar por lá. Fora os três cassinos, não espere mais nada da cidade. Entretenimento por lá é bem escasso.

Ao sairmos de Primm passamos rapidamente por Las Vegas. Não estava nos nossos planos parar na cidade pois queríamos seguir direto para o Grand Canyon no estado vizinho. Mas sabe como é.… da rodovia vimos os cassinos grandiosos de longe… então acabamos entrando na cidade. Demos uma volta pela Las Vegas Strip e paramos para almoçar num fast food da vida. Não queríamos perder muito tempo então decidimos que na volta passaríamos uma noite por lá. Nós já visitamos Las Vegas em 2013, então não era o nosso foco visitar a cidade nessa viagem.

No próximo post, vou falar sobre nossa próxima parada, o Parque Nacional do Grand Canyon no estado vizinho do Arizona.

 

Até lá  =)

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American National Parks Califórnia EUA Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Pioneertown, Joshua Tree National Park e Mojave National Preserve

19 de janeiro de 2018

Após levar 5 horas para conseguir sair de Los Angeles (não estou exagerando), chegamos na cidade de Yucca Valley. Decidimos pernoitar nessa área pois queríamos visitar Pioneertown e o Joshua Tree National Park. Nos hospedamos no Motel 8 – Yucca Valley. O hotel é péssimo e não recomendamos para ninguém. O cheiro de mofo no quarto era horrendo e o café da manhã que eles anunciam na internet é uma piada. Lição aprendida nessa viagem: nem sempre um hotel com nota 8 no Booking será uma boa escolha. Por sorte a cidade tem um Denny’s e acabamos tomando café da manhã por lá. Como a cidade fica literalmente no meio do nada, não esperávamos nada 5 estrelas pela região. Quando você faz uma road trip pelos parques nacionais, deve estar preparado tanto para pagar muito dinheiro em hotéis de categoria superior ou tentar a sorte num hotel comum fora dos parques e passar raiva.

Começamos nosso dia subindo até Pioneertown. A cidade foi construída na década de 40 por figurões de Hollywood para servir como set de filmagens sobre o velho oeste. Em 2006 parte da cidade foi destruída por um incêndio na região, porém os bombeiros conseguiram salvar pelo menos a avenida principal da cidade onde você pode ver um saloon, estábulo, banco e casa de banho. Fomos até lá por pura curiosidade mesmo, não tem quase nada para fazer por lá. Porém para quem curte fotografia, a locação é incrível.

Em seguida fomos diretamente para o Joshua Tree National Park. Eu nunca tinha ouvido falar sobre este parque na vida, até ler o guia da Lonely Planet sobre os Parques Nacionais dos EUA. O parque é famoso por suas formações rochosas e por suas Joshua Trees (arvores de Josué) no meio do deserto. A maioria dos frequentadores deste parque, são escaladores (amadores ou profissionais), uma vez que o local possui as formações rochosas mais interessantes da Califórnia. O peak season para visitar o Joshua Tree é justamente no inverno americano, como o parque está localizado no deserto, é quase impossível praticar esportes por lá no alto verão.

Acessamos o Joshua Tree pela entrada localizada na 6554 Park Blvd. No Visitor Center é possível conversar com Park Rangers e descobrir a programação do dia, pegar mapas atualizados com as rotas abertas/fechadas para trilhas, tem também banheiros, exposição informativa sobre a geologia, fauna e flora do parque, entre outras informações. Nos visitor centers também é possível encontrar uma gift store com itens que são vendidos para manter o parque como calendários, ímãs de geladeira, livros, fotos, cartões postais, bichos de pelúcia e vários outros itens. Se visitar os parques nacionais, principalmente os menos famosos como o Joshua Tree, PLEASE, compre qualquer coisa por lá. O atual governo não destina muito dinheiro para o National Park Service e estes parques vivem única e exclusivamente das taxas de entrada pagas pelos turistas e os itens vendidos nas lojinhas.

O parque é aberto 24 horas por dia, porém algumas áreas são fechadas ao público por segurança durante a noite. Durante a nossa visita a temperatura máxima chegou aos 18C, no fim do dia, a temperatura tinha caído muito e estava por volta dos 2C.

Como a temperatura na área do deserto pode variar muito de um minuto para o outro, o parque indica o site do National Weather Service forecast for Joshua Tree National Park para que os visitantes monitorem o tempo. Não deixe de levar essa informação a sério e se prepare para quedas bruscas de temperatura se visitar no inverno. Outro item fundamental para visitar este parque é estar atento a sua segurança, o deserto é lindíssimo, mas pode ser extremamente perigoso se você não estiver preparado. Entre outras dicas, as principais de acordo com o próprio parque são:

– Não há serviço de internet ou celular dentro do parque

– Se for passar o dia dirigindo no parque, mantenha um estoque de pelo menos 4 litros de agua por pessoa, se for fazer trilhas ou escalar as pedras, dobre a quantidade por pessoa.

– Evite atividades extremas durante os dias de verão ou de calor intenso

– Proteja-se do sol usando óculos escuros, chapéu, protetor solar e labial

Dentro do parque há banheiros químicos em algumas áreas, lembre de usar sempre que ver um destes banheiros. Não há restaurantes ou hotéis dentro do parque. Caso você decida acampar, lembre que você deve ter com você tudo o que é necessário para a sua sobrevivência. Nós optamos por passar o dia dirigindo dentro do parque nas rotas asfaltadas. Levamos conosco muitas barras de cereal, snacks, chocolates, água, Gatorade e outros snacks.

Fizemos apenas uma trilha, a Hidden Valley Nature Trail. Depois de uns 40 minutos caminhando, sentimos que perdemos a trilha, e antes de entrar em pânico decidimos voltar. Talvez se fosse em outro lugar, nós não teríamos ficado com medo, mas o fato de estarmos no meio do deserto realmente nos assustou.

Após voltarmos em segurança para o nosso carro, dirigimos até o pico chamado Keys View que é um dos picos mais famosos por lá. Do lado direito do mirante é possível avistar a cidade de Palm Springs. A cidade é famosa por ter a maior quantidade de resorts e spas numa única cidade americana por metro quadrado. Os ricos e famosos de Hollywood adoram passar alguns finais de semana por lá cuidando do corpo e da mente. Já do lado esquerdo do mirante é possível ver Coachella. Sim a própria, a cidade que é famosa por conta de um dos maiores festivais de musica do mundo. E olhando mais ao longe, é possível num dia claro e sem neblina ver o México!!!

O Joshua Tree é um parque muito interessante, foi bem rica a experiência de visitar um parque praticamente no deserto. Eu não passaria mais do que dois dias por lá, acho que um dia inteiro é o suficiente caso você não tenha interesse em escalar diferentes pontos pelo local. O que mais me desanimou em explorar a região por mais de um dia foi a escassez de hotéis decentes. Caso você tenha visitado a área e saiba de uma acomodação melhor, por favor compartilhe comigo.

Ao sairmos do Joshua Tree, pegamos a estrada por dentro da Mojave National Preserve. A intenção era vermos a Kelso Dunes e a formação rochosa Hole in the Wall. Não contávamos que a reserva fosse TÃO grande e não tivesse praticamente NENHUM lugar para comer, dormir ou ir ao banheiro. Nos demos conta disso muito tarde. Só percebemos que seria uma furada tentar ver estes dois pontos turísticos quando eu precisei ir ao banheiro desesperadamente e tive de fazer xixi no deserto. Sim… justo eu, libriana e fina… fazendo xixi no meio do deserto. O meu medo de ser atacada por uma cobra ou um coiote quase me fez chorar. Infelizmente tivemos que seguir viagem para poder achar algum lugar para passar a noite. Porém fomos agraciados com um por do sol deslumbrante.

Nós não tínhamos noção de que a reserva fosse tão espetacular. Quando começamos a pesquisar sobre a nossa rota, pensávamos em parar por duas horas apenas. É uma pena porque descobrimos que é um local com uma beleza única e não muito divulgado. Porém agora temos em mente a idéia de quando meu marido se aposentar, alugaremos um RV e desbravaremos sem pressa essa região da Califórnia.

No final do dia estávamos tão exaustos que não conseguimos chegar a Las Vegas. Cruzamos a fronteira do estado e pernoitamos em Primm.

No próximo post conto para vocês sobre Primm, uma cidade no meio do nada.

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Por Érica Brasilino

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Califórnia EUA Onde comer Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Beverly Hills e Bel Air

16 de janeiro de 2018

Chegamos em Los Angeles pelo aeroporto LAX e alugamos um Chrysler 300 na Alamo. Sabíamos que o carro seria a nossa segunda casa por 21 dias, e precisávamos tanto de segurança como de conforto, e o carro não decepcionou. Tanto a performance como o sistema de navegação utilizando o sistema iCar da Apple, passando pelo espaço no bagageiro fizeram deste carro um dos melhores que já dirigimos em viagens aqui nos Estados Unidos. A semana de locação saiu por aproximadamente U$200. Essa não é a categoria mais em conta para alugar, mas tudo depende do que você procura quando precisa dirigir por dias e dias como foi o nosso caso. Se você tiver curiosidade sobre o modelo, deixo aqui o link oficial da Chrysler para você.

Após resolver tudo com a locadora seguimos para o La Quinta Inn no bairro de Inglewood. Com suítes a partir de U$105 por noite, além de estar localizado a 5 minutos do aeroporto, o hotel oferece café da manhã (o café nos surpreendeu, melhor do que esperávamos), wifi, estacionamento coberto privativo e transfer de/para o aeroporto LAX.

No dia seguinte fizemos check out e fomos encontrar uma amiga que mora na cidade e eu não via a muito tempo. Nos encontramos no Le Pain Quotidien perto da famosa UCLA – University of California (vale dirigir por dentro do campus para ter uma noção de como é a vida universitária nos EUA). O restaurante é uma graça e o menu deles é excelente. Eu optei por um pain au chocolat e um café, meu marido foi de avocado e tomato omelete. O que mais gosto dessa “padaria” são as mesas comunitárias. Se você visitar uma cidade americana e ver uma loja da rede, não pense duas vezes, pare e tome um café por lá. É uma ótima opção.

Aproveitamos que estávamos na região, e após nos despedirmos da minha amiga, dirigimos por Bel Air e Beverly Hills.

Estes bairros são famosos por conta das séries Um Maluco no Pedaço e Barrados no Baile, além dos filmes As Patricinhas de Beverly Hills e Uma Linda Mulher, entre outros. A região é simplesmente linda e as casas de tirar o fôlego. Por lá recomendo dirigir pela Rodeo Drive que seria a Alameda Santos de Los Angeles. Não que tenhamos condições de comprar alguma coisa nas lojas grifadas, mas não custa tomar um sorvete andando por calçadas onde os ricos e famosos passeiam com frequência. Eu jurava que ia tropeçar numa Kardashian, mas não foi dessa vez.

Outro passeio imperdível nessa parte da cidade é fazer um tour pela casa dos famosos. Você pode tanto fazer este passeio com um grupo ou você pode comprar pela cidade o mapa com o endereço dos artistas por aproximadamente U$10. Eu peguei alguns endereços na internet em outros blogs de viagem e compartilho aqui alguns com vocês:

  • Michael Jackson – 100 N. Carolwood Drive
  • Walt Disney –355 N Carolwood Dr
  • Tom Cruise –1111 Calle Vista Dr
  • Jennifer Aniston –1026 Ridgedale Dr

Neste site aqui você consegue mapear muitos outros endereços de artistas caso você tenha tempo e curiosidade de dirigir pelo local. Outro ponto de interesse é o hotel onde foi filmado Uma Linda Mulher. O Beverly Wilshire da rede Four Seasons, é muito visitado por curiosos que querem tirar uma foto no lobby da famosa locação de um dos maiores filmes românticos da nossa era.

Não passeamos muito no nosso segundo dia na cidade porque o trânsito em Los Angeles consegue ser pior do que o trânsito de São Paulo numa sexta feira chuvosa antes de um feriado prolongado. Queríamos partir o quanto antes para o nosso próximo destino que não era perto de onde estávamos. Pelo menos deu para sentir um pouquinho da vibe do local. Estar onde o cinema acontece é meio mágico, e a oportunidade de tropeçar numa celebridade é real. Essa foi a minha segunda vez nessa região, eu já tinha visitado Los Angeles em 2012, e num período de 5 anos muita coisa mudou. Porém a quantidade de carros por lá só piorou. No próximo post vou contar sobre o nosso terceiro dia de viagem, nossa visita a região de Yucca Valley.

Até lá 🙂

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EUA Livros Viagens

Planejando uma viagem de última hora

12 de janeiro de 2018

2017 foi o ano que tivemos que mudar tudo o que planejamos aos 45 minutos do segundo tempo no jogo da vida. Desde nossa volta repentina do Togo para os EUA antes do previsto, passando pelo nosso casamento que ia acontecer em agosto na Costa do Dendê na Bahia (rolou em setembro em Washington), sem contar outros perrengues que não valem a pena serem mencionados por aqui… foi o ano da resiliência. Claro que nossa última viagem do ano, não ia ser diferente.

A ideia era passar um mês no Brasil em novembro. Como eu ia voar para fazer provas na faculdade, íamos aproveitar para esta ser a nossa grande viagem do ano. Já tínhamos reservado hotéis, comprado passagens, reservado passeios. Meu marido ia finalmente voltar ao Brasil após 3 anos, minha família estava animada e excitada para nos abraçar após o nosso casamento. Estava tudo pronto quando fui informada que não podia deixar os EUA. Abafa o caso… chorei, gritei, esperneei, de nada adiantou… Além de ter de cancelar tudo, perder dinheiro com alguns hotéis e com a TAM, meu marido não podia simplesmente cancelar as férias dele. Nos vimos com 21 dias nas mãos já aprovados para poder fazer o que quiséssemos e eu totalmente devastada e depressiva sem cabeça para organizar mais nada. Eu já tinha gastado toda a minha energia montando um mega roteiro pelo nordeste brasileiro, como pensar em outro local faltando apenas 14 dias para viajar?

Sentei sem vontade na frente do computador e tive de decidir para onde iríamos. Só tinha uma condição: no roteiro que eu ia montar, tinha que incluir o Death Valley. Meu esposo colocou na cabeça que queria passar uns dias isolados dirigindo por estradas onde não teria nenhum outro vestígio de civilização além de nós…  Corri na Barnes and Nobles e comprei o guia USA National Parks da Lonely Planet e foi aí que tudo mudou. Após dois dias eu já tinha um esboço em mente. Íamos fazer uma road trip pela Califórnia passando pelo Death Valley, Yosemite e de lá íamos descer a Pacific Coastal Highway até Los Angeles. O problema foi que quanto mais nós líamos o guia… mais parques queríamos incluir no roteiro… e muito provavelmente os 21 dias não seriam suficiente para ver tudo o que tínhamos em mente. Depois de muito pesar a respeito, colocamos num papel os locais que queríamos ver em ordem de importância, jogamos no Google Maps e partir daí decidimos comprar apenas as passagens de ida e volta entre Washington D.C e Los Angeles e alugar o carro. Todo o restante da viagem ia ser no esquema decidir o que fazer ao acordar. Foi a primeira vez que viajamos assim e foi uma agradável surpresa. Eu sou a rainha das listas e no nosso roteiro geralmente coloco até a hora que vamos acordar… viajar sem nada definido foi libertador.

Roteiro

 

Então a partir do próximo post, vou dividir com vocês a nossa viagem épica por 6 dos maiores parques nacionais dos Estados Unidos localizados em 4 estados distintos. Vou compartilhar dicas sobre o Arizona, a Califórnia, Nevada e o Utah. O que ver, fazer, onde dormir, onde não dormir, onde comer e como chegar aos locais sensacionais que encontramos pelo caminho nessa viagem que nem pensávamos em fazer a dois meses atrás e acabou se tornando uma das nossas viagens mais legais.

 

Até o próximo post 🙂

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Por Érica Brasilino

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