Categoria: Mauritius

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Ilhas Maurício – O lado oeste (que realmente vale a pena) da ilha

27 de julho de 2017

E o último post sobre Mauritius demorou quase dois meses para ser publicado, será longo mas terá fotos incríveis (desde que comecei a trabalhar no rascunho dele mil e uma coisas aconteceram na minha vida). Claro que eu deixei para contar sobre a melhor parte da ilha, o lado com as praias e vistas mais estupendas por último. O lado oeste é o mais concorrido pelos turistas, é onde há a maior concentração de hotéis, pousadas e casas de veraneio. Tudo o que lia a respeito quando estava pesquisando sobre o país, indicava que tínhamos que focar especificamente daquele lado, e os guias de turismo e blogs não estavam mentindo.

Nos hospedamos na Pousada Marlin Creek, além de não sermos adeptos de resorts, o valor de vários dias na pousada pagava 1 diária e meia num dos grandes monstros hoteleiros por lá. Mauritius pode ser uma viagem extremamente cara se você optar pelas delícias do all inclusive. Este é um dos segredos das nossas viagens, sempre procuramos locais aconchegantes, intimistas e menores. Além de ter uma ótima classificação no Booking, o casal dono da pousada são uns amores. Amaury e sua esposa são extremamente atenciosos e preocupados com o bem estar dos hóspedes. O café da manhã era bem variado e eles deram ótimas dicas de onde comer e o que fazer (claro que eu já tinha feito o meu dever de casa, mas dicas sempre são bem vindas).

Começamos o tour do lado oeste visitando a Martelo Tower, muito próxima da capital Port Louis. Tivemos um contratempo ao chegar lá… Haviam pessoas muito estranhas na região e não tivemos coragem de descer do carro para ver a torre. Mesmo estando em casal em plena luz do dia, não achamos o local seguro. Vimos a torre pelo vidro do carro e fomos embora. De lá partimos para a Phare d’Albion, já era final do dia e queríamos ver o por do sol deste local. Não nos decepcionou, foi sem sombra de dúvidas um dos locais mais lindos que vimos em Mauritius.

O dia seguinte reservamos ele inteiramente ao Casela Nature Park. Este é um passeio imperdível caso você curta esportes radicais. Casela é um parque onde você pode passar o dia entre animais e a natureza. Há tirolesas, trilhas, hanging bridges e safáris. Pagamos R$73 reais cada um de entrada (MRU 775 – Mauritian Rupies) e R$260 (MRU 2730) pelo tour safari de duas horas num quadriciclo duplo (dois adultos). Ainda pagamos um extra de R$100 (MRU 1000) para a interação com os leões. O Casela é um parque dentro de um parque nacional, então os animais estão soltos no habitat natural. Os animais que estão na área de interação com o público não estão sedados como os animais do Zoo de Lujan na Argentina. Eles estavam ativos numa área cercada com segurança. Os guias são enfáticos ao escolher quem pode entrar na área de interação, dão treinamento antes explicando o que pode e não pode fazer, como se comportar na presença dos felinos, e deixam claro que não seguir a risca as instruções pode ocasionar um ataque por parte dos animais ao grupo. Confesso que fiquei com medo, mas a possibilidade de poder tocar um animal como estes falou mais alto. Fui sem medo.

 

No terceiro dia, dirigimos pelo maior parque da ilha o Black River Gorges National Park. Dirigir por dentro do parque é uma aventura e tanto, uma vez que as curvas são extremamente acentuadas. Como eu já tinha colocado pins no Google Maps, nós já sabíamos o que íamos visitar. Nossa primeira parada foi no parque La Terre de 7 Couleurs. Este é um passeio anunciado por toda a ilha e inclusive você encontra posts a respeito no Tripadvisor. Honestamente… não gostamos. Eles anunciam essa terra que tem 7 cores diferentes e que é o resultado de um vulcão que entrou em erupção a anos atrás… Achamos de uma chatice sem fim. A única coisa que vale a pena lá é a vista espetacular da cachoeira de Chamarel. De 0 a 10, demos nota 3.

Do outro lado da rua tem o Curious Corner of Chamarel, que é uma espécie de Ripley’s Believe it or Not. Seria um local onde você vê experimentos e curiosidades. Achamos o valor bem salgado comparado a outras atrações locais, então decidimos não fazer o passeio. Porém indico veementemente a lanchonete deles. Comemos um peixe com salada e batata frita sensacional (sem pimenta assassina muito comum na culinária local).

Ainda passeando por dentro do parque nacional, chegamos até a Rhumerie de Chamarel, uma fábrica de produção de rum. Há pessoas que amam fazer degustação de vinhos, nós nos apaixonamos por fazer degustação de rum. Como a cana é o produto mais produzido na ilha, a produção de rum de Mauritius é uma das maiores do mundo. La na Rhumerie é possível fazer um tour guiado com explicação sobre o processo de destilação de rum, com degustação de diferentes tipos de rum e geléias produzidas localmente. Foi um passeio bem interessante, sem contar que a rumaria está localizada numa das partes mais altas do parque, a vista é simplesmente exuberante. Ao final do tour você pode fazer uma refeição no restaurante local ou pode gastar seus euros/rupias de Maurício na lojinha da rumaria. Como tudo custava um rim compramos apenas uma geléia local de maracujá divina.

Pra finalizar o dia dirigimos até o Gorges Viewpoint e fomos agraciados com a vista mais maravilhosa que já pudemos encontrar no que diz respeito a floresta/área verde em nossas viagens até hoje. Tirei tantas fotos do mesmo ponto de observação pois era muito difícil acreditar em tanta beleza em um único local. P.S: Só tome muito cuidado ao dirigir nesta sessão do parque, a quantidade de locais que param o carro no acostamento para colher berries no meio do caminho é enorme. É como um esporte local e é muito perigoso.

Já no quarto dia fizemos a tão esperada scenic drive do nosso hotel descendo até a região de Baie du Cap e Bel Ombre. Tombada pela Unesco, é considerada uma das rotas mais bonitas do mundo. Ficamos simplesmente extasiados por dirigir numa rodovia junta ao mar turquesa do oceano índico. Foi sem dúvida o ponto alto da viagem (e o mais esperado também). Macondé é o nome da pedra onde os escravos se jogavam ao mar para não serem transportados para outros países. A mesma pedra foi cortada para dar passagem a rodovia que interliga a ilha. Palavras não são o suficiente para descrever o quão maravilhosa é essa parte da ilha.

De lá fomos para  La Vallee des Couleurs Nature Park. Este parque oferece o mesmo passeio que o Casela, quadriciclo para duas pessoas ou individual. A diferença é que neste o tour de quad passa por cascatas e vistas maravilhosas. O parque é sensacional e o tour de duas horas de quadriciclo foi incrível. Como fizemos um tour em grupo mais um privado de 1 hora com um guia só para nós, ele nos levou no topo da montanha mais alta do parque onde pudemos ver a ilha do pico mais alto e tivemos uma visão de 360 graus. Foi simplesmente animal, valeu cada centavo. O restaurante principal tem uma vista magnifica mas aconselho a tomar cuidado com a pimenta na comida. Quase morremos. Como o parque é de indianos, o tempero é muito forte e não vende cerveja (a agua é grátis!!!). Não me lembro os valores deste parque e eles também não disponibilizam na internet…

No quinto dia pegamos uma praia (finalmente). Mas não foi qualquer praia… foi simplesmente uma das praias mais linda do mundo segundo o Tripadvisor. Passamos o dia na estonteante Le Morne. A agua era de um azul que não dava para acreditar que fosse real, totalmente sem ondas. Uma verdadeira piscina natural a céu aberto. Água morna e vista espetacular. Você pode curtir Le Morne tanto de um resort como na parte pública. Pensamos em pagar um day use num dos resorts locais… até descobrirmos que há um restaurante ótimo chamado Emba Filao que você pode usar a cadeira e mesa deles (desde que você consuma, claro). Como o marido morre de medo de sol, pra ele foi ótimo pois ele pôde curtir a sombra e água fresca enquanto eu me esbaldava no sol maravilhoso de Mauritius. Foi uma maneira maravilhosa de encerrar a nossa viagem cinematográfica por um dos lugares mais lindos do mundo.

Nós somos muito adeptos de viagens de praia, gostamos de destinos quentes e paradisíacos. Já tivemos a oportunidade de conhecer lugares sensacionais no Brasil e no exterior, mas Mauritius é sem sombra de dúvidas um dos lugares mais fenomenais que tivemos a oportunidade de visitar. Não costumamos repetir destinos, mas se tivesse que voltar a algum lugar que já conheço, Mauritius seria a escolha sem pestanejar.

Se você tiver perguntas sobre a ilha, deixa nos comentários que respondo pra você,

Um abraço e até o próximo post  =0)

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Por Érica Brasilino

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Ilhas Maurício – O lado norte da ilha

26 de maio de 2017

Quando estávamos planejando nossa viagem a Mauritius, decidimos dividir a ilha em três partes e nos hospedarmos em três pontos distintos para podermos conhecer essa ilha ao máximo. Não somos viajantes que ficam apenas 4 dias na capital e dizemos que conhecemos tal país, gostamos de nos aprofundar na história, cultura local e entender onde estamos pisando. Confesso que a primeira parte da viagem me deixou extasiada quanto a beleza exuberante de muitas praias, mas achei Mahebourg a cidade onde nos hospedamos velha e sem muitos atrativos turísticos. Por ser um dos primeiros pontos de entrada na ilha na época das grandes navegações, Mahebourg não é muito bem cuidada.

Seguimos para o norte e no caminho paramos para conhecer o Chateau Labourdonnais. Uma das casas mais bonitas da ilha, construída pela família mais importante da região na época das grandes navegações, hoje funciona como museu e rumaria. Além da visita guiada à mansão e aos jardins (sensacionais), também é possível fazer degustação de rum, uma das bebidas mais produzidas no país. No local também tem um restaurante muito chique (e caríssimo) onde os locais vão para eventos e reuniões.

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Chateau Labourdonnais

Após conhecer o chateau fizemos check in na nossa morada no norte, um apartamento sensacional do grupo Element Bay 2. Ficamos surpresos com a limpeza, decoração, velocidade da internet e atenção dos locatários. Por ser um apartamento convencional, nós pudemos ir ao mercado e fazer o nosso próprio café da manhã. Também tínhamos acesso a internet e uma Smart TV com Netflix. O serviço de recepção do grupo locatário foi sensacional, eles deslocaram uma funcionária para nos falar das comodidades do apartamento fora todas as oportunidades de passeio da ilha.

No dia seguinte escolhemos a praia de Mont Choisy para passar umas horinhas. A praia é pública e conta com alguns food trucks de comida e bebida. A água de um azul lindíssimo e mar calmo são uma linda combinação. Depois dirigimos até a ponta mais norte da ilha, Cap Malheureux (Cabo da Má Sorte em francês) e ficamos extasiados com a vista do local.

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Cap Malheureux

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Entardecer em Pereybere/Grand Baie (sem filtro)

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Pegando uma cor em Mont Choisy

Reservamos um dia inteiro para ir na exclusiva Ilê Aux Cerfs. Dirigimos até a praia de Trou d’Eau Douce e de lá pegamos a embarcação para a ilha. Ilê Aux Cerfs é uma ilha privada onde você pode passar o dia em águas cristalinas ou pode aproveitar para experimentar os três restaurantes e bares, há também várias atividades aquáticas que podem ser contratadas por lá. Bem visitada por turistas e locais, você pode tanto optar por passar o dia inteiro ou metade do dia. Passamos meio dia por lá, pois fomos justamente no único dia chuvoso das nossas férias. Ao sair da ilha dirigimos para o Hindu Temple na região de Poste de Flacq. A entrada do templo é por uma rua medonha… tivemos a sensação de que íamos para um abatedouro… mas felizmente não desistimos e visitamos o local. O templo fica situado numa área verde lindíssima e tem uma vista privilegiada do rio e do mar. Fizemos uma visita guiada onde o neto do fundador do templo nos explicou sobre a origem da religião hindu, a crença no Ganesha, Shiva e outros deuses. Foi uma aula de religião e cultura. Fizemos nossas preces e fomos abençoados. Não há taxa de entrada mas eles pedem uma doação ao final do tour.

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Ponto de Embarcação em Trou d’Eau Douce

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É possível ver a água azul turquesa na exclusiva Ilê Aux Cerfs mesmo com um temporal a caminho

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No caminho entre Trou d’Eau Douce e Ilê Aux Cerfs é possível se hospedar no exclusivo Shangri-lá Resort onde só se chega de barco. Diárias à partir de EUR 283

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Hindu Temple

No nosso último dia no lado norte fomos conhecer um dos mais famosos pontos turísticos de Mauritius, o jardim botânico Sir Seewoosagur Ramgoolam Botanic Garden. Uma bonita área verde no meio de uma das maiores cidades da ilha, o ponto alto da nossa visita foi sem dúvida o maravilhoso lago onde há vitória régias gigantes trazidas do meu amado Brasil. De tirar o fôlego. Depois fomos almoçar no único shopping da ilha o Le Caudan Waterfront, por ser um sábado estava apinhado de gente, o que não foi uma experiência agradável. Indicamos o Arabia Gourmet Café onde provamos wraps árabes sensacionais. Como já visitamos outras marinas na Espanha, Brasil e EUA, essa não nos impressionou tanto.

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Sir Seewoosagur Ramgoolam Botanic Garden

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Le Caudan Waterfront

Deste lado da ilha indicamos o restaurante italiano Luigi’s. A pizza deles é divina e o restaurante é bem frequentado. Por estar no Lonely Planet e no Tripadvisor, vá sabendo que pode haver espera para sentar. Fomos atendidos em português (de Portugal) por um garçom (uma adorável surpresa).

Escrever sobre Mauritius me deixa com vontade de voltar para lá…

Até o próximo post  =0)

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Por Érica Brasilino

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Ilhas Maurício – O lado leste da ilha

16 de maio de 2017

Após dois intensos meses onde viajamos de férias + recebemos minha melhor amiga em casa aqui no Togo + provas finais de semestre na faculdade… volto a postar sobre as Ilhas Maurício.

Ao chegarmos ao aeroporto Sir Seewoosagur Ramgoolam, os agentes de imigração pediram para apresentarmos passagens de volta e o endereço onde nos hospedaríamos completo com telefone e pessoa de contato. Pelo o que nos foi explicado por um dos locais, como Mauritius é o país mais rico do continente africano, eles querem evitar imigração ilegal a todo custo. Mesmo com reservas efetuadas em três locais diferentes, apresentamos apenas o contato do primeiro hotel e não houve maiores problemas. A vacina contra febre amarela também é obrigatória para poder entrar no país.

 

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Aeroporto SSR – Sir Seewoosagur Ramgoolam

O primeiro hotel que nos hospedamos na ilha foi o ChillPill Guest House. A dona, uma senhora francesa muito simpática foi de uma atenção absurda durante a reserva quando nos explicou sobre o processo de imigração na chegada à ilha, e também nos orientou com informações sobre onde ir e o que fazer. Dividimos a ilha em três partes para poder dirigir e conhecer melhor. O primeiro hotel ficava a apenas 10 minutos de carro do aeroporto, e foi muito fácil localizar utilizando o Google Maps.

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Vista do nosso quarto no Chill Pill Guest House

A vista do hotel foi sem dúvida um dos motivos pelo qual escolhemos o Chill Pill. Após oito meses seguidos no Togo, estávamos necessitados de ver algo bonito. Nosso quarto tinha o balcão de frente pro mar e acordávamos todos os dias com o barulho do oceano. Reservamos o hotel pelo Booking, mas após bater um papo com eles, optamos por fazer a reserva diretamente com o hotel, além de economizarmos com uma taxa mais em conta, eles também evitaram pagar a taxa intermediária pro site. O café da manhã era simples com pães, geléia, sucos, café, iogurte, chá e ovos.

Neste lado da ilha optamos por comer em alguns restaurantes que estavam no guia da Lonely Planet. Visitamos o indiano La Vielle Rouge e comemos um frango apimentado dos deuses; o restaurante com comida crioula local Le Bougainville – adendo: não tivemos coragem de comer comida local, pois eles adoram pimenta e eu já tinha passado muito mal com queda de pressão na noite anterior quando visitamos o restaurante indiano – acabamos optando por uma pizza mesmo. Pedimos drinks mas achamos o teor alcoólico muito alto; no dia seguinte comemos no McDonald’s (eu precisava de junk food). Uma das coisas mais interessantes do McDonald’s local é que há apenas 5 opções de lanches com carne e mais de 10 com lanches de frango. Como a população é predominantemente descendente de indianos, quase não se come carne por lá. Existem McChickens de tudo quanto é jeito que você imaginar: duplo, triplo, picante, extra picante, sem pimenta, grelhado, frito. É insana a quantidade de frango consumida por lá.

Deste lado da ilha visitamos as praias de Blue Bay, Pointe D’Esny, La Cambuse, Trou D’Eau Douce, Palmar, Belle Mare e Gris Gris. Uma mais deslumbrante que a outra. A mais bonita de todas é sem dúvida Blue Bay e Palmar. Blue Bay é utilizada pelos locais para aulas de natação para as crianças. Por ser uma piscina natural, a praia, totalmente sem ondas só é utilizada pelos turistas para fotos. O azul infinito chega a ser surreal. Pegamos uma corzinha em Palmar que estava praticamente deserta. Uma das coisas mais interessantes a se notar sobre Mauritius, é a divisão entre praias de locais e para turistas. Há praias públicas por toda a ilha, e você pode com certeza visitar qualquer uma delas. Porém nós optamos por não usarmos as praias onde os locais frequentam. Era muito comum ver mulheres vestidas completamente nas praias dos locais, ou grupos fazendo oferendas ao Lorde Ganesha por exemplo… eu não me senti confortável em tirar a roupa e mostrar meu corpo tatuado por lá. Já as praias frequentadas por turistas você vê todos os tipos de pessoas (além de alguns poucos locais). Mas fica a seu critério e como você se sente mais confortável.

 

E nesta parte da ilha visitamos alguns pontos turísticos que não são propriamente na praia mas com vistas espetaculares. Entre eles a cascata Rochester Falls que eu veementemente não aconselho a visitar sozinho. Nós somos turistas que fazem tudo sozinhos com guia de viagem, gps e coragem. Achamos a localização péssima para se chegar se não for num 4×4 e achamos as pessoas que estavam por lá muito estranhas. Talvez se tivéssemos ido até lá com um grupo + guia teríamos nos sentido mais seguros. Quando chegamos haviam dois casais alemães que estavam indo embora e mais três locais que estavam lá de bobeira sentados olhando pro nada. Quem fica de bobeira no meio do mato olhando pro nada? Não pensamos duas vezes e saímos correndo de lá.  Visitamos também a formação rochosa “que chora” La Roche Qui Pleure na região de Souilac e a vista espetacular do Le Souffleur. Ambos super fáceis de se encontrar pelo GPS mas aconselho a prestar atenção caso chova. Se chover um dia antes e você tiver alugado um carro pequeno, evite. O caminho é entre buracos e lama. A vista compensa e se for o caso, contrate uma agência. E pra finalizar este lado da ilha visitamos a Pointe du Diable e vimos a deslumbrante Lion Mountain.

Este lado da ilha não tem tanto entretenimento. É menos visitado por turistas. A grande maioria evita essa região para dormir e passa rapidamente por lá. Claro que na alta temporada se as outras regiões já estiverem lotadas e sem vagas de hotel, é uma boa opção se hospedar por lá. Se voltarmos um dia a Mauritius, passaremos pelo lado leste rapidamente só para olhar para a Blue Bay e nada mais.

Nos próximos posts falarei sobre as outras regiões da ilha.

Até lá  =0)

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Por Érica Brasilino

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Africa Documentação de Viagem Mauritius Quando Viajar Viagens

Ilhas Maurício

18 de abril de 2017

“Maurício foi criada primeiro, depois o paraíso.” Mark Twain

Após uma pausa merecida de duas semanas fora do Togo, depois de 7 longos meses por aqui, volto a blogar hoje justamente sobre o nosso destino de férias: As Ilhas Maurício. No post de hoje vou comentar porque escolhemos o destino e mais curiosidades sobre este país encantador no meio do Oceano Índico.

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Crédito: O Globo

Ao pesquisar destinos para nossa petit pause, sabíamos que iríamos viajar pela África. Por já morar neste continente, queríamos conhecer um país diferente por aqui mesmo.  Temos uma lista de locais para viajar e Maurício estava no top 3. Mesmo morando num país onde o verão nos presenteia com a sua presença praticamente 365 dias do ano, queríamos um local onde pudéssemos unir praias deslumbrantes com turismo de aventura. Estávamos em dúvida entre quais das ilhas focar uma vez que Mauritius, Reunion, Rodrigues e Seychelles estão relativamente na mesma região, queríamos ter a certeza de que nossa escolha seria uma ilha que oferecesse eco turismo, turismo de aventura, história e praias de tirar o fôlego. Curiosidade: Seychelles foi o destino de lua de mel dos príncipes William e Kate. Após muito pesquisar, batemos o martelo por Mauritius e não nos decepcionamos.

Chegar em Mauritius saindo do Togo não foi nada fácil. As conexões para as ilhas saem todas de Joanesburgo na África do Sul e não temos vôo direto para lá… não tínhamos, porque lógico que após comprar nossas passagens fomos informados de que a South African vai começar a operar este destino à partir de junho. Ohh well… dirigimos por 5 horas para Accra a capital do país vizinho, Ghana. Vou postar depois única e exclusivamente sobre o perrengue ridículo que foi esta jornada. De Accra, voamos para Joanesburgo e de Joburg voamos para Mauritius. Quando o avião começou a se aproximar da ilha, confesso que todo o perrengue do deslocamento foi superado, o espetáculo começa antes mesmo de você colocar os pés na ilha.

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Crédito: Érica Brasilino

Localizada a 800km da costa da ilha de Madagáscar, a ilha tem como vizinho mais próximo a ilha Reunion que seria um departamento (estado) da França. Há 14 vôos diários entre as duas ilhas com duração de 30 minutos. Pensamos que teríamos tempo para ver Reunion mas vai ficar para a próxima viagem. Maurício foi descoberta pelos portugueses (claro) em 1505. O país se tornou independente em 1968. É um país democrático com eleições diretas e é considerado o país mais rico da África. A ilha inteira tem uma população aproximada de 1.2 milhões de pessoas e o seu produto principal é o açúcar. Ele é plantado por 90% da área de cultivo. O idioma oficial é o francês e o crioulo. Você encontrará pessoas que falam um pouco de inglês mas com o sotaque extremamente carregado. É muito difícil visitar o país falando apenas português ou espanhol. A população de Maurício é predominantemente de origem indiana. Conversando com locais soubemos que chegam a 70% dos habitantes. Isso se reflete tanto na culinária local como no número incontável de templos hindus espalhados em cada esquina. O restante da populaçao é de origem africana, chinesa e expatriados europeus.

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Pointe d’Esny – Crédito: Érica Brasilino

Após essa mini introdução te pergunto: porque ir? Porque é um dos locais mais lindos do planeta Terra. Os tons de azul se misturam de uma maneira no horizonte que não dá pra saber onde termina o mar e começa o céu. O verde das montanhas no lado oposto ao mar são um plus. Para quem é brasileiro como eu, muito me recorda as praias do litoral norte, só que com o azul infinito no horizonte. A ilha é cercada por uma enorme barreira de corais que faz com que 90% das praias sejam uma enorme piscina de água morna e areia branca. A alta temporada na ilha é entre dezembro e março, quando o preço dos resorts estão nas alturas e a ilha está lotada de gente por todos os lados. Optamos por abril pois sabíamos que a temperatura estaria mais amena e os preços estavam mais em conta. Para chegar às ilhas Maurício saindo de São Paulo fiz uma simulação no Kayak para setembro e vi passagens de ida e volta pela South African por U$1650 aproximadamente R$5250 reais na cotação de hoje. Este vôo com escala em Joanesburgo seria longo no retorno, com uma espera de 15 horas entre os vôos. Neste caso eu aconselharia pegar uma escala maior de 48 horas e passar pelo menos 2 dias por lá. O máximo que já fiquei num aeroporto foram 7 horas e confesso que é um porre.

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Pereybere – Crédito: Érica Brasilino

Brasileiros não precisam solicitar visto antecipadamente. O visto é emitido no aeroporto na chegada, e você precisa apresentar o bilhete de volta para poder ser admitido no país. No guichê da imigração, eles pediram para apresentarmos o voucher de retorno, as reservas de hotéis e o mais importante a caderneta de vacinação internacional com a comprovação da vacina de febre amarela.

No quesito acomodações a ilha oferece 3 tipos: residências, bed and breakfasts (pousadas) e resorts. Os preços variam muito e tudo aqui vai depender de quanto você está disposto a pagar. Nós não somos fãs de resorts, uma vez que não ficamos dentro do hotel. Só precisamos mesmo de uma cama confortável, chuveiro quente e ar condicionado. Nessa viagem porém, diversificamos a nossa estadia pois dirigimos por toda a ilha e pudemos nos hospedar em 4 hotéis diferentes. Nos próximos posts vou dividir a ilha por regiões e falarei sobre os locais onde ficamos e o que fazer em cada região. Mas só para ter uma idéia na média temporada (shoulder season) uma residência que loca no mínimo quatro noites fica em torno de U$653, um bed and breakfast que loca no mínimo três noites, você pode encontrar quartos por U$336 o período e os resorts… well… eles começam a conversar com você, se você estiver disposto a pagar U$350 por noite. E claro tudo depende da localização do resort e do quarto que você escolher. Vimos resorts que a noite custa facilmente U$1400.

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Resort Tessarouk na exclusiva ilha Aux Cerfs – Crédito: Érica Brasilino

No que diz respeito a transporte nós optamos por alugar um carro. Após muito pesquisar descobri que existe uma diferença bem grande entre alugar nas empresas que estão dentro do aeroporto e com as menores, locais. Optamos por uma locadora pequena familiar e pagamos cerca de 30% mais barato no valor total do carro para os 15 dias. A ilha utiliza a mão inglesa, então meu marido ficou responsável por dirigir. Achei muito confuso. Eu teria matado a gente facilmente pois tudo é feito pelo lado esquerdo. Até o câmbio do carro é do lado esquerdo. No way. Ter um carro disponível foi uma mão na roda. Percebemos ao longo das duas semanas que haviam dois tipos de turistas por lá: os que faziam tudo sozinhos com mapas e gps (a.k.a: nós) e os que tinham motorista particular. Honestamente eu não me sentiria confortável com um motorista por lá, uma vez que as estradas são muito estreitas e muito sinuosas. Não apenas tínhamos mais liberdade para fazer o que quiséssemos a hora que bem entendessemos, como também me senti mais segura com o marido na direção e não um local. Mas ai vai de cada pessoa, como já mencionei em posts anteriores, há vários tipos de turistas. A locação do carro começa a partir de U$56 a diária para um carro compacto.

E por fim o dinheiro em Mauritius é a Rúpia de Maurício. 1 dolar é equivalente a 35 rupias. Cartões são aceitos por praticamente toda a ilha, mas é importante ter rúpias trocadas caso você decida viajar pelo interior da ilha e queira parar para comprar uma coca cola por exemplo. E também para dar gorjetas ou comer na praia em alguns raros quiosques que não aceitam cartões de crédito. Por 200 rúpias em média você come um prato de arroz, salada e filé de peixe na maioria dos restaurantes. Por 60 rúpias uma porção de batata frita, 198 rúpias um número 1 completo no McDonald’s.

Nós próximos posts vou comentar sobre os passeios que fizemos, onde nos hospedamos, o que comemos e as melhores praias. Confesso que já estou com saudades de Mauritius.

Até o próximo post  =0)

 

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Por Érica Brasilino

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