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Califórnia EUA Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Pioneertown, Joshua Tree National Park e Mojave National Preserve

19 de Janeiro de 2018

Após levar 5 horas para conseguir sair de Los Angeles (não estou exagerando), chegamos na cidade de Yucca Valley. Decidimos pernoitar nessa área pois queríamos visitar Pioneertown e o Joshua Tree National Park. Nos hospedamos no Motel 8 – Yucca Valley. O hotel é péssimo e não recomendamos para ninguém. O cheiro de mofo no quarto era horrendo e o café da manhã que eles anunciam na internet é uma piada. Lição aprendida nessa viagem: nem sempre um hotel com nota 8 no Booking será uma boa escolha. Por sorte a cidade tem um Denny’s e acabamos tomando café da manhã por lá. Como a cidade fica literalmente no meio do nada, não esperávamos nada 5 estrelas pela região. Quando você faz uma road trip pelos parques nacionais, deve estar preparado tanto para pagar muito dinheiro em hotéis de categoria superior ou tentar a sorte num hotel comum fora dos parques e passar raiva.

Começamos nosso dia subindo até Pioneertown. A cidade foi construída na década de 40 por figurões de Hollywood para servir como set de filmagens sobre o velho oeste. Em 2006 parte da cidade foi destruída por um incêndio na região, porém os bombeiros conseguiram salvar pelo menos a avenida principal da cidade onde você pode ver um saloon, estábulo, banco e casa de banho. Fomos até lá por pura curiosidade mesmo, não tem quase nada para fazer por lá. Porém para quem curte fotografia, a locação é incrível.

Em seguida fomos diretamente para o Joshua Tree National Park. Eu nunca tinha ouvido falar sobre este parque na vida, até ler o guia da Lonely Planet sobre os Parques Nacionais dos EUA. O parque é famoso por suas formações rochosas e por suas Joshua Trees (arvores de Josué) no meio do deserto. A maioria dos frequentadores deste parque, são escaladores (amadores ou profissionais), uma vez que o local possui as formações rochosas mais interessantes da Califórnia. O peak season para visitar o Joshua Tree é justamente no inverno americano, como o parque está localizado no deserto, é quase impossível praticar esportes por lá no alto verão.

Acessamos o Joshua Tree pela entrada localizada na 6554 Park Blvd. No Visitor Center é possível conversar com Park Rangers e descobrir a programação do dia, pegar mapas atualizados com as rotas abertas/fechadas para trilhas, tem também banheiros, exposição informativa sobre a geologia, fauna e flora do parque, entre outras informações. Nos visitor centers também é possível encontrar uma gift store com itens que são vendidos para manter o parque como calendários, ímãs de geladeira, livros, fotos, cartões postais, bichos de pelúcia e vários outros itens. Se visitar os parques nacionais, principalmente os menos famosos como o Joshua Tree, PLEASE, compre qualquer coisa por lá. O atual governo não destina muito dinheiro para o National Park Service e estes parques vivem única e exclusivamente das taxas de entrada pagas pelos turistas e os itens vendidos nas lojinhas.

O parque é aberto 24 horas por dia, porém algumas áreas são fechadas ao público por segurança durante a noite. Durante a nossa visita a temperatura máxima chegou aos 18C, no fim do dia, a temperatura tinha caído muito e estava por volta dos 2C.

Como a temperatura na área do deserto pode variar muito de um minuto para o outro, o parque indica o site do National Weather Service forecast for Joshua Tree National Park para que os visitantes monitorem o tempo. Não deixe de levar essa informação a sério e se prepare para quedas bruscas de temperatura se visitar no inverno. Outro item fundamental para visitar este parque é estar atento a sua segurança, o deserto é lindíssimo, mas pode ser extremamente perigoso se você não estiver preparado. Entre outras dicas, as principais de acordo com o próprio parque são:

– Não há serviço de internet ou celular dentro do parque

– Se for passar o dia dirigindo no parque, mantenha um estoque de pelo menos 4 litros de agua por pessoa, se for fazer trilhas ou escalar as pedras, dobre a quantidade por pessoa.

– Evite atividades extremas durante os dias de verão ou de calor intenso

– Proteja-se do sol usando óculos escuros, chapéu, protetor solar e labial

Dentro do parque há banheiros químicos em algumas áreas, lembre de usar sempre que ver um destes banheiros. Não há restaurantes ou hotéis dentro do parque. Caso você decida acampar, lembre que você deve ter com você tudo o que é necessário para a sua sobrevivência. Nós optamos por passar o dia dirigindo dentro do parque nas rotas asfaltadas. Levamos conosco muitas barras de cereal, snacks, chocolates, água, Gatorade e outros snacks.

Fizemos apenas uma trilha, a Hidden Valley Nature Trail. Depois de uns 40 minutos caminhando, sentimos que perdemos a trilha, e antes de entrar em pânico decidimos voltar. Talvez se fosse em outro lugar, nós não teríamos ficado com medo, mas o fato de estarmos no meio do deserto realmente nos assustou.

Após voltarmos em segurança para o nosso carro, dirigimos até o pico chamado Keys View que é um dos picos mais famosos por lá. Do lado direito do mirante é possível avistar a cidade de Palm Springs. A cidade é famosa por ter a maior quantidade de resorts e spas numa única cidade americana por metro quadrado. Os ricos e famosos de Hollywood adoram passar alguns finais de semana por lá cuidando do corpo e da mente. Já do lado esquerdo do mirante é possível ver Coachella. Sim a própria, a cidade que é famosa por conta de um dos maiores festivais de musica do mundo. E olhando mais ao longe, é possível num dia claro e sem neblina ver o México!!!

O Joshua Tree é um parque muito interessante, foi bem rica a experiência de visitar um parque praticamente no deserto. Eu não passaria mais do que dois dias por lá, acho que um dia inteiro é o suficiente caso você não tenha interesse em escalar diferentes pontos pelo local. O que mais me desanimou em explorar a região por mais de um dia foi a escassez de hotéis decentes. Caso você tenha visitado a área e saiba de uma acomodação melhor, por favor compartilhe comigo.

Ao sairmos do Joshua Tree, pegamos a estrada por dentro da Mojave National Preserve. A intenção era vermos a Kelso Dunes e a formação rochosa Hole in the Wall. Não contávamos que a reserva fosse TÃO grande e não tivesse praticamente NENHUM lugar para comer, dormir ou ir ao banheiro. Nos demos conta disso muito tarde. Só percebemos que seria uma furada tentar ver estes dois pontos turísticos quando eu precisei ir ao banheiro desesperadamente e tive de fazer xixi no deserto. Sim… justo eu, libriana e fina… fazendo xixi no meio do deserto. O meu medo de ser atacada por uma cobra ou um coiote quase me fez chorar. Infelizmente tivemos que seguir viagem para poder achar algum lugar para passar a noite. Porém fomos agraciados com um por do sol deslumbrante.

Nós não tínhamos noção de que a reserva fosse tão espetacular. Quando começamos a pesquisar sobre a nossa rota, pensávamos em parar por duas horas apenas. É uma pena porque descobrimos que é um local com uma beleza única e não muito divulgado. Porém agora temos em mente a idéia de quando meu marido se aposentar, alugaremos um RV e desbravaremos sem pressa essa região da Califórnia.

No final do dia estávamos tão exaustos que não conseguimos chegar a Las Vegas. Cruzamos a fronteira do estado e pernoitamos em Primm.

No próximo post conto para vocês sobre Primm, uma cidade no meio do nada.

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Por Érica Brasilino

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Califórnia EUA Onde comer Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Beverly Hills e Bel Air

16 de Janeiro de 2018

Chegamos em Los Angeles pelo aeroporto LAX e alugamos um Chrysler 300 na Alamo. Sabíamos que o carro seria a nossa segunda casa por 21 dias, e precisávamos tanto de segurança como de conforto, e o carro não decepcionou. Tanto a performance como o sistema de navegação utilizando o sistema iCar da Apple, passando pelo espaço no bagageiro fizeram deste carro um dos melhores que já dirigimos em viagens aqui nos Estados Unidos. A semana de locação saiu por aproximadamente U$200. Essa não é a categoria mais em conta para alugar, mas tudo depende do que você procura quando precisa dirigir por dias e dias como foi o nosso caso. Se você tiver curiosidade sobre o modelo, deixo aqui o link oficial da Chrysler para você.

Após resolver tudo com a locadora seguimos para o La Quinta Inn no bairro de Inglewood. Com suítes a partir de U$105 por noite, além de estar localizado a 5 minutos do aeroporto, o hotel oferece café da manhã (o café nos surpreendeu, melhor do que esperávamos), wifi, estacionamento coberto privativo e transfer de/para o aeroporto LAX.

No dia seguinte fizemos check out e fomos encontrar uma amiga que mora na cidade e eu não via a muito tempo. Nos encontramos no Le Pain Quotidien perto da famosa UCLA – University of California (vale dirigir por dentro do campus para ter uma noção de como é a vida universitária nos EUA). O restaurante é uma graça e o menu deles é excelente. Eu optei por um pain au chocolat e um café, meu marido foi de avocado e tomato omelete. O que mais gosto dessa “padaria” são as mesas comunitárias. Se você visitar uma cidade americana e ver uma loja da rede, não pense duas vezes, pare e tome um café por lá. É uma ótima opção.

Aproveitamos que estávamos na região, e após nos despedirmos da minha amiga, dirigimos por Bel Air e Beverly Hills.

Estes bairros são famosos por conta das séries Um Maluco no Pedaço e Barrados no Baile, além dos filmes As Patricinhas de Beverly Hills e Uma Linda Mulher, entre outros. A região é simplesmente linda e as casas de tirar o fôlego. Por lá recomendo dirigir pela Rodeo Drive que seria a Alameda Santos de Los Angeles. Não que tenhamos condições de comprar alguma coisa nas lojas grifadas, mas não custa tomar um sorvete andando por calçadas onde os ricos e famosos passeiam com frequência. Eu jurava que ia tropeçar numa Kardashian, mas não foi dessa vez.

Outro passeio imperdível nessa parte da cidade é fazer um tour pela casa dos famosos. Você pode tanto fazer este passeio com um grupo ou você pode comprar pela cidade o mapa com o endereço dos artistas por aproximadamente U$10. Eu peguei alguns endereços na internet em outros blogs de viagem e compartilho aqui alguns com vocês:

  • Michael Jackson – 100 N. Carolwood Drive
  • Walt Disney –355 N Carolwood Dr
  • Tom Cruise –1111 Calle Vista Dr
  • Jennifer Aniston –1026 Ridgedale Dr

Neste site aqui você consegue mapear muitos outros endereços de artistas caso você tenha tempo e curiosidade de dirigir pelo local. Outro ponto de interesse é o hotel onde foi filmado Uma Linda Mulher. O Beverly Wilshire da rede Four Seasons, é muito visitado por curiosos que querem tirar uma foto no lobby da famosa locação de um dos maiores filmes românticos da nossa era.

Não passeamos muito no nosso segundo dia na cidade porque o trânsito em Los Angeles consegue ser pior do que o trânsito de São Paulo numa sexta feira chuvosa antes de um feriado prolongado. Queríamos partir o quanto antes para o nosso próximo destino que não era perto de onde estávamos. Pelo menos deu para sentir um pouquinho da vibe do local. Estar onde o cinema acontece é meio mágico, e a oportunidade de tropeçar numa celebridade é real. Essa foi a minha segunda vez nessa região, eu já tinha visitado Los Angeles em 2012, e num período de 5 anos muita coisa mudou. Porém a quantidade de carros por lá só piorou. No próximo post vou contar sobre o nosso terceiro dia de viagem, nossa visita a região de Yucca Valley.

Até lá 🙂

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Por Érica Brasilino

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EUA Livros Viagens

Planejando uma viagem de última hora

12 de Janeiro de 2018

2017 foi o ano que tivemos que mudar tudo o que planejamos aos 45 minutos do segundo tempo no jogo da vida. Desde nossa volta repentina do Togo para os EUA antes do previsto, passando pelo nosso casamento que ia acontecer em agosto na Costa do Dendê na Bahia (rolou em setembro em Washington), sem contar outros perrengues que não valem a pena serem mencionados por aqui… foi o ano da resiliência. Claro que nossa última viagem do ano, não ia ser diferente.

A ideia era passar um mês no Brasil em novembro. Como eu ia voar para fazer provas na faculdade, íamos aproveitar para esta ser a nossa grande viagem do ano. Já tínhamos reservado hotéis, comprado passagens, reservado passeios. Meu marido ia finalmente voltar ao Brasil após 3 anos, minha família estava animada e excitada para nos abraçar após o nosso casamento. Estava tudo pronto quando fui informada que não podia deixar os EUA. Abafa o caso… chorei, gritei, esperneei, de nada adiantou… Além de ter de cancelar tudo, perder dinheiro com alguns hotéis e com a TAM, meu marido não podia simplesmente cancelar as férias dele. Nos vimos com 21 dias nas mãos já aprovados para poder fazer o que quiséssemos e eu totalmente devastada e depressiva sem cabeça para organizar mais nada. Eu já tinha gastado toda a minha energia montando um mega roteiro pelo nordeste brasileiro, como pensar em outro local faltando apenas 14 dias para viajar?

Sentei sem vontade na frente do computador e tive de decidir para onde iríamos. Só tinha uma condição: no roteiro que eu ia montar, tinha que incluir o Death Valley. Meu esposo colocou na cabeça que queria passar uns dias isolados dirigindo por estradas onde não teria nenhum outro vestígio de civilização além de nós…  Corri na Barnes and Nobles e comprei o guia USA National Parks da Lonely Planet e foi aí que tudo mudou. Após dois dias eu já tinha um esboço em mente. Íamos fazer uma road trip pela Califórnia passando pelo Death Valley, Yosemite e de lá íamos descer a Pacific Coastal Highway até Los Angeles. O problema foi que quanto mais nós líamos o guia… mais parques queríamos incluir no roteiro… e muito provavelmente os 21 dias não seriam suficiente para ver tudo o que tínhamos em mente. Depois de muito pesar a respeito, colocamos num papel os locais que queríamos ver em ordem de importância, jogamos no Google Maps e partir daí decidimos comprar apenas as passagens de ida e volta entre Washington D.C e Los Angeles e alugar o carro. Todo o restante da viagem ia ser no esquema decidir o que fazer ao acordar. Foi a primeira vez que viajamos assim e foi uma agradável surpresa. Eu sou a rainha das listas e no nosso roteiro geralmente coloco até a hora que vamos acordar… viajar sem nada definido foi libertador.

Roteiro

 

Então a partir do próximo post, vou dividir com vocês a nossa viagem épica por 6 dos maiores parques nacionais dos Estados Unidos localizados em 4 estados distintos. Vou compartilhar dicas sobre o Arizona, a Califórnia, Nevada e o Utah. O que ver, fazer, onde dormir, onde não dormir, onde comer e como chegar aos locais sensacionais que encontramos pelo caminho nessa viagem que nem pensávamos em fazer a dois meses atrás e acabou se tornando uma das nossas viagens mais legais.

 

Até o próximo post 🙂

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Por Érica Brasilino

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EUA O que fazer em Washington DC Viagens Washington

Manassas National Battlefield Park e Winery at Bull Run

31 de outubro de 2017

Aproveitei a visita da minha amiga de São Paulo, Cyntia e fui fazer um passeio que eu vinha querendo desde a primeira vez que moramos em D.C e nunca fizemos. Ver um dos campos de batalha da Guerra Civil Americana aqui na cidade vizinha de Manassas.

O local que foi o campo de duas grandes batalhas em 1861, é mantido pelo National Park Service e recebe anualmente 900 mil visitantes. Não é nada comparado aos 15 milhões de visitantes que Washington recebe. Porém é um passeio bem interessante se você vier para DC e ficar mais de uma semana por aqui.

O campo de batalha é enorme e você tem de vir preparado para caminhar muito. Se for alto verão, aconselho repelente uma vez que as trilhas são no meio do verde, entre rios e/ou campos abertos.

É um passeio para quem curte andar no meio da natureza e apreciar paisagens bucólicas. O local é muito utilizado por fotógrafos para ensaios de casamento, noivado, fotos familiares e afins. Tenha paciência ao caminhar pelas trilhas uma vez que várias sessões podem estar em andamento no dia que você visitar. No centro de visitantes tem uma exibição com armas, uniformes e curiosidades sobre as batalhas, tem artefatos de época e também é possível assistir um filme sobre as batalhas que ocorreram em Manassas, quando o Sul lutou contra o Norte numa das batalhas mais sangrentas da história americana. O parque está aberto diariamente das 8:30 as 17:00 e fecha apenas nos feriados de Ação de Graças e Natal.

Após visitar o Battlefield eu indico uma visita para descansar e apreciar a vista e um ótimo vinho na Vinícola Bull Run que fica exatamente ao lado da entrada do estacionamento do campo de batalhas. A vinícola foi descoberta por acaso… eu e as meninas (minha amiga Vanessa que mora aqui e a Cyntia) estávamos falando mais do que devíamos no carro e eu errei a entrada para o Battlefield. Foi um achado… acabamos descobrindo essa vinícola sem querer e nos apaixonamos pelo local. Gente bonita, ambiente familiar (tinha uma galera solteira também se essa for a sua pegada). Como eu não sou muito fã de vinhos eu tomei sangria, mas as meninas adoraram o vinho local. A vinícola pode ser visitada para piqueniques, mas não aceita bebidas de fora. Se você não levar nada para comer, não se preocupe, pois, é possível comprar uma variedade de pães, patês e queijos no bar na área interna.

 

Manassas National Battlefield Park

Aberto todos os dias das 9am as 5pm, entrada gratuita

 

The Winery at Bull Run

Aberta de Sábado a Quarta das 11am as 7pm – Quintas e Sextas das 11am as 10pm, entrada gratuita, bolsas sujeitas a checagem de segurança

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Por Érica Brasilino

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EUA New York Viagens

Nova Iorque além dos clichês – Parte II

27 de outubro de 2017

Continuando o post anterior, hoje falo sobre outras atrações de NYC que valem a pena serem visitadas, caso você tenha tempo. Hoje o foco será Midtown Manhattan.

 

Penn Station

 

Principal ligação de trens, metrô e ônibus de NYC, essa estação recebe cerca de 600 mil pessoas por dia. Se passar por lá não deixe de dar uma espiada na Pennsy, uma espécie de mercadão na estação que serve comida japonesa, tailândesa, indiana entre outras. Se comer por lá, eu recomendo o SabiSushi.

 

Macy’s Herald Square

 

Carro chefe da loja de departamentos Macy’s, a unidade localizada em NYC é a maior loja de departamento do mundo com 205 mil metros quadrados. A loja também é famosa por ter as vitrines de Natal mais bonita dos EUA. Recomendo subir ao último andar e ir descendo quando for fazer compras por lá, do contrário, na metade do segundo andar você já estará cansado.

 

New York Public Library

Segunda maior biblioteca pública dos EUA (perde apenas para a Library of Congress aqui em Washington), essa biblioteca é casa de 53 milhões de artigos entre livros, revistas, jornais, periódicos e afins. Mesmo que você não tenha nada para pesquisar, vale a pena ver este prédio histórico.

 

Grand Central Terminal

Um dos pontos turísticos mais visitados do mundo (cerca de 22 milhões de pessoas passaram por lá em 2013), esta estação serve para conectar a ilha de Manhattan a algumas outras partes de NY fora da ilha e também ao estado de Connecticut. Lindíssima por dentro e por fora.

 

Chrysler Building

Na minha opinião este é o prédio mais lindo de NYC. O Chrysler Building hoje é o 5º prédio mais alto da cidade. Com a sua arquitetura Art Deco, já foi ganhador de inúmeros prêmios na categoria. Também já serviu de set de filmagem para vários filmes, inclusive o Homens de Preto 3. Não há nenhum tour no interior do prédio disponível para turistas.

 

Hard Rock Café

 

Mais do mesmo… Rede de Fast Food presente em grandes capitais do mundo. Eu tenho mania de visitar em todas as cidades que viajamos, porém esta acabou passando batido. Fica como um pretexto para voltar a NYC.

 

Times Square

Ou se você preferir… a 25 de Março de NYC. É uma zona generalizada por todos os lados. Os letreiros coloridos, os telões, a multidão de gente de todas as partes do mundo, os táxis amarelos, os ônibus de turismo… difícil não ficar boquiaberto no meio dessa loucura. Geralmente compro um café e sento na escadaria e fico olhando o mar de gente transitando sem fim. Já vi desde casais de brasileiros quebrando o maior pau em alto e bom som até noivas parando o trânsito com a ajuda de policiais para fotos de casamento. Entretenimento para quem não tem fobia de lugares cheios.

 

M&Ms World

Um mundo de chocolate e souvenires em uma loja super bem localizada no meio do burburinho da Times Square. Mas vá preparado… impossível sair de lá sem deixar no mínimo U$20.

 

TKTS Times Square

Bilheteria oficial da TKTS, responsável por vender ingressos para os shows da Broadway com até 50% de desconto. Vale lembrar que não comercializa todos os shows (Wicked e o famoso Book of Mormon não são vendidos lá). Abre todos os dias as 3:00pm e vende tíquetes apenas para o mesmo dia. Conversando com locais, soube que são comercializadas as sobras de ingressos para os espetáculos do dia que não foram vendidos nos sites oficiais dos teatros. Pode acontecer de terem disponíveis lugares ruins ou assentos separados. Claro que é possível ótimos achados também, mas vá ciente das possibilidades.

 

Hope/Love Sculpture

 

Esculturas com as palavras Hope (Esperança) e Love (Amor), bem bonitinhas, ótimas para fotos.

 

Radio City Music Hall

 

Casa de espetáculos aberta em 1932, além de receber eventos musicais, recebe anualmente o MTV Video Music Awards. Faz parte do complexo do Rockefeller Center.

 

Rockefeller Center

Complexo com 19 prédios, é uma das atrações turísticas mais visitadas de NYC. Porém a atração é ainda mais procurada no inverno, quando o restaurante na Plaza dá espaço a pista de patinação no gelo e a árvore de Natal mais procurada da cidade. Também é a sede da rede de televisão NBC e onde são gravados os episódios do humorístico Saturday Night Live. É possível visitar o Top of the Rock, um dos rooftop views da cidade. Ainda não subi neste mirante, mas esta na minha lista para a próxima visita a cidade.

 

St Patrick’s Cathedral

Igreja católica no estilo Neogótico, datada de 1878. Situada na famosa 5º Avenida, do outro lado da rua do Rockfeller Center, a igreja está aberta a visitações. Abre as 10 da manhã.

 

 

 

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Nova Iorque além dos clichês – Parte I

24 de outubro de 2017

Hoje comento sobre lugares que valem muito a pena visitar caso você esteja passeando por NYC e esteja na região de Lower Manhattan. Estes são lugares que você muito provavelmente não iria sair da sua rota para ver apenas eles, mas se estiver na região para ver a Estátua da Liberdade ou o novo World Trade Center, aproveite e já dê uma espiada, afinal, quanto mais pontos turísticos, melhor.

 

National Museum of the American Indian

Este museu é um braço do museu de mesmo nome, localizado aqui em Washington. Como o de DC é um dos meus favoritos, indico de olhos fechados a visitação caso você tenha tempo. O museu conta a história do índio americano e como eles foram ludibriados pelos conquistadores na época da colonização americana para doarem as suas terras para a construção de capitais e outras cidades pelo país afora. O museu foca na herança histórica e cultural do índio americano e tenta resgatar os valores perdidos ao longo do tempo.

Brooklyn Bridge

Famosa ponte suspensa que conecta Manhattan ao Brooklyn. Ícone americano desde 1883, hoje faz parte do National Historic Landmark. É possível cruzar a ponte a pé, de bicicleta ou de carro.

 

Charging Bull / Touro de Wall Street

Obra instalada no distrito financeiro de NYC em dezembro de 1989, o touro retratado em posição de ataque seria uma alusão a bolsa de valores nova iorquina, sempre pronta para enfrentar obstáculos. Diz a lenda que se você tocar os testículos do animal, você voltará a NYC. Prepare-se para filas imensas para tirar fotos por lá.

 

New York Stock Exchange / Bolsa de Valores de NY

Uma das mais famosas instituições financeiras do mundo, a NYSE como é conhecida foi fundada em 1792!!! É uma das mais influentes do mundo.

 

Trinity Church / Igreja da Trindade

Parte da igreja anglicana, a igreja data de 1696 e foi totalmente reconstruída após um incêndio que destruiu 25% da ilha de Manhattan em 1776. Os turistas costumam aproveitar a sombra das árvores durante o verão e descansam nos bancos localizados entre os túmulos no cemitério anexo a igreja. É uma das paradas o Big Bus.

 

Chinatown

Lar da maior comunidade chinesa fora da China (não… eles não moram todos em São Paulo), o bairro conta com aproximadamente 100 mil chineses (dados de 2014). A língua falada nessa região é o chinês, mandarim ou o cantonês. No bairro eu indico duas paradas caso você esteja com pressa: Manhattan Criminal Court (Corte Criminal de Manhattan) que é aberta ao público e pode ser visitada por turistas. A corte opera nessa região da cidade pois no passado a casa de detenção de NY estava localizada bem ao lado. E indico também o Columbus Park, parque onde pela manhã é possível ver os locais praticando o Tai Chi Chuan. O parque está localizado no encontro de ruas conhecido como Five Points que foi mencionado no filme (que eu não sou muita fã) Gangues de Nova Iorque com o Leonardo Di Caprio e o Daniel Day-Lewis. Essa era a junção de 5 ruas mais sangrenta da história, onde as gangues duelavam pelo poder na ilha.

 

Little Italy

Ficou mundialmente conhecida após ter sido retratada no filme O Poderoso Chefão. O bairro é o lar dos italianos/americanos de NY. As lojas na região não são baratas, mas a qualidade é ótima. Eu não conheço a Itália (ainda), mas pelo o que vejo em filmes e seriados, é como estar na Itália fora da Itália com suas lojas, restaurantes e gelaterias. O bairro é um convite á boa mesa. Vá sem medo dos quilinhos extra da viagem de férias.

 

The High Line Park

Parque suspenso criado na antiga linha abandonada do trem. Trouxe vida nova a essa região de NY, antes visitada por sem tetos e criminosos. Uma mistura de arquitetura com urbanismo e ecologia. Do High Line é possível ter uma vista linda do Hudson River.

 

Chelsea Market

Localizada no prédio onde foi lar da Nabisco (a bolacha Oreo foi inventada aqui), o Chelsea Market hoje é o local certo para os amantes da culinária mundial. Você encontra comida japonesa, tailandesa entre outras. Aberto todos os dias das 7am as 9pm.

 

Eataly

Maior shopping de comida italiana do mundo, você encontra num mesmo ambiente, restaurantes, sorveterias, docerias, supermercado e escola de culinária. A rede alcançou sucesso estrondoso e hoje conta com unidades em São Paulo, Mônaco, Istambul, Japão e claro na Itália, sem contar várias unidades espalhadas pelos EUA e em navios da rede MSC.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Visita ao novo World Trade Center e Memorial do 11 de Setembro

20 de outubro de 2017

A primeira vez que visitei NYC em fevereiro de 2013, o novo prédio One World Trade Center estava sendo construído no local onde ocorreram os atentados de 11 de setembro. Lembro que fiquei muito depressiva no dia da visita e só pensava nas milhares de vidas perdidas naquele local, numa data que a nossa geração jamais vai esquecer. Hoje, quase 5 anos após a primeira vez que pisei no Ground Zero, tive a oportunidade de entrar no prédio mais alto de NYC e vou compartilhar com vocês como foi a experiência.

Fomos de metrô até o local e descemos na estação World Trade Center. Lá você pode seguir as placas e ao invés de sair pela rua você pode ir diretamente para o shopping Westfield World Trade Center que faz parte do complexo. Acredito que deva ser o shopping mais movimentado do mundo, pois nunca vi tanta gente num único local.

Ao sair do shopping, é possível ter uma visão melhor do Oculus, a estrutura gigante que foi construída como entrada tanto da estação de metrô/trem como do shopping. O Oculus é uma alusão as lágrimas que foram derramadas por conta dos atentados de 2001.

Logo em frente ao Oculus estão localizados os dois memoriais no local onde estavam as torres gêmeas. São duas cascatas artificias com uma queda d’água onde não é possível ver para onde a água escoa. É uma alusão ao vazio deixado pela perda dessas vidas. Nas bordas das duas fontes, estão localizados os nomes das 2983 vítimas que perderam a vida no fatídico 11 de Setembro. Os nomes foram organizados juntamente com os familiares de maneira que eles estão agrupados perto de quem provavelmente essas pessoas passaram seus últimos momentos, colegas de escritório, chefes, e etc.

 

Entre as duas cascatas há o museu 9/11 Museum com peças doadas pelos familiares, documentos resgatados das torres, partes dos aviões, carros de bombeiro, escadas utilizadas pelos sobreviventes. Como eu tinha visitado o acervo em 2013, não visitei dessa vez.

E por fim finalmente subi no observatório. Confesso que eu não estava confortável em fazer essa visita… eu não parava de pensar no que aconteceu com aquelas pessoas e fiquei com medo de que algo pudesse acontecer enquanto estivéssemos lá em cima. Mas… YOLO (You Only Live Once – você só vive uma vez).

Visitamos o Observatório por volta de 6 da tarde e foi a nossa melhor decisão. A fila para entrar no prédio era quase inexistente, muito diferente do que tínhamos visto durante o dia quando passamos com o ônibus turístico por lá. Compramos os tickets lá na hora mesmo, mas há a possibilidade de comprar antecipadamente pela internet.

Ao entrar no observatório há uma atualização em tempo real de onde são os visitantes do complexo (quando você compra o ticket com antecedência, essa informação é requerida). Achei interessante que quando fomos, naquele dia, o maior número de visitantes era da Alemanha.  E o número de visitantes da África num todo é muito pequeno. Isso é muito interessante de analisar, uma vez que a quantidade de africanos morando nessa parte dos EUA é enorme. Ou seja… eles moram, mas não fazem turismo… enfim… só uma curiosidade dessa pessoa aqui que presta atenção em tudo.

Logo na sequência você passará por um corredor onde tem vídeos com gravações de entrevistas concedidas por quem trabalhou na construção do complexo, suas emoções em reconstruir parte da cidade deles, curiosidades. Em seguida você é direcionado ao elevador que te levará ao 102º andar. Ele é um dos elevadores mais rápido do mundo e o percurso leva apenas 60 segundos. Dá para sentir o estalido no ouvido como se você estivesse levantando voo. Nas paredes e no teto do elevador, passa um filme mostrando a história da construção de NYC e da torre do WTC. O efeito é incrível mas se você tiver labirintite aconselho que feche os olhos. Vi algumas pessoas reclamando de tontura e ânsia de vomito.

Ao sair do elevador você é levado a um teatro que mostra um vídeo de 2 minutos da cidade de NYC. As imagens são tão reais e coloridas que parece que você está de volta na rua andando pela cidade. Ao final do vídeo a tela se abre e você fica boquiaberto com a visão da cidade de Nova Iorque lá embaixo aos seus pés. É neste momento que você entende o real significado da expressão WOW. Não tem uma pessoa naquela sala que não fique sem fôlego.

Enfim você chegou até o observatório que é o ponto alto da visita. Você terá uma vista de 360º graus da cidade. Honestamente eu já subi duas vezes ao Empire State e posso garantir que se você tiver com a grana curta ou pouco tempo de viagem e tenha que escolher entre quais dos dois fazer, vá de olhos fechados ao One World Trade Center. Ficamos lá por 1 hora para poder pegar o pôr do sol e a experiência foi simplesmente incrível. P.S: Eu não fui ainda ao topo do Rockefeller Center, então não tenho como comparar com este. Ouvi de amigos que a vista lá é mais do Central Park. Na minha próxima ida a NYC farei ele para comparar.

No andar do observatório tem um bar, lanchonete e restaurante. Para jantar lá você deve pagar a entrada do observatório e ter reservas. Tem também um café para lanches rápidos (mais acessível) e tem um bar além claro da lojinha de souvenir.

O observatório pode ser visitado de segunda a segunda das 9am as 8pm. O restaurante e o bar funcionam até as 10pm. Visite o site para ver se há alguma programação diferente para o dia da sua visita clicando aqui e evitar surpresas como fechamento por conta de algum evento.

Preços

9/11 Museum a partir de U$24

One World Observatory a partir de U$34

 

 

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Statue of Liberty

17 de outubro de 2017

Um dos passeios mais tradicionais de NYC é sem dúvida a visita a Statue of Liberty. Ir a NYC e não ver ela de perto é como ir ao Rio de Janeiro e não ver o Cristo ou à Paris e não ver a Torre Eiffel. Hoje explico como visitar este monumento símbolo dos EUA.

Visitei a estátua pela primeira vez em fevereiro de 2013 com um frio de -14C. Na ocasião não pude descer na ilha, pois ela estava em reforma após a passagem de um furacão por Nova Iorque. Dessa vez visitei em pleno verão e pude ver o que o passeio tem para oferecer.

Há diferentes maneiras de visitar a estátua. Eu já visitei por conta, comprando o ticket diretamente com os administradores do parque e este ano visitei como parte dos tickets inclusos no valor que paguei para o Big Bus. Vou explicar como funcionam das duas maneiras.

Você pode tanto acessar o site oficial e comprar online ou ir até o quiosque deles que está localizado dentro da Castle Clinton National Monument que fica no Battery Park. Você pode acessar o parque de metrô, ônibus turístico, táxi ou Uber.

Caso você compre o ticket Deluxe para o Big Bus como eu fiz, você receberá um voucher no ato da compra, este voucher deve ser trocado por um ticket próprio para o ferry. Na parada do Big Bus da estátua, tem funcionários uniformizados da empresa prontos para efetuar a troca do seu voucher pelo ticket.

Após comprar/trocar o ticket, é hora de embarcar. Quando estiver no ferry, fique do lado direito da embarcação. Este é o lado que vai passar de frente para a estátua. Se estiver sentado, tenha em mente que todos vão levantar para tentar o melhor ângulo possível. Eu consegui um lugar ótimo nas escadas da embarcação, entre o terceiro e o segundo andar. Quando o ferry foi chegando perto da estátua e perceberam que eu estava lá sozinha, eu já tinha tirado milhares de fotos ótimas sem mais ninguém ao lado (fica a dica).

Na ilha tem uma lanchonete com fast food americano e sorvete, e claro que também tem lojinhas (lojas everywhere). Comprei uma casquinha mista e fui andar. A vista de Manhattan ao longe é bem bonita, mas o que me interessa mesmo é o comportamento humano em locais turísticos. Então apreciei meu sorvete oferecendo meus serviços de fotógrafa para famílias de brasileiros. Eu me divirto quando estou fazendo turismo sozinha, sempre conheço gente bacana.

A Estátua da Liberdade em si causa dois tipos de impressão no viajante. Tem aqueles que ficam extasiados por verem de perto algo que povoa a nossa imaginação por tantos anos por conta de Hollywood. E tem aqueles que se decepcionam com o tamanho dela. Ela não chega a ser tão impetuosa como o nosso Cristo Redentor, mas honestamente eu acho uma estátua muito bonita.

É possível por valores extras visitar o interior da estátua e por outro valor a mais subir ate a sua coroa. Como eu já mencionei em outros posts aqui do blog, eu acho NYC uma cidade muito cara. Acho que morar numa cidade onde o turismo é grátis e maravilhoso como Washington, me deixou mão de vaca. Então acabei não pagando os extras do passeio e fiquei feliz com o que vi. Mas vai de cada um, se você tem $ sobrando ou é o teu sonho subir na estátua, vai com tudo.

Os preços para o ferry e a visita este mês de outubro de 2017 são:

Visita com horário reservado U$18,50

Visita com acesso ao interior da estátua + U$18,50

Visita com acesso ao interior da estátua e a coroa + U$21,50

Visitar a Ellis Island e estátua pelo lado de fora com horário reservado U$53,50

 

O problema de você reservar horário é que NYC é uma cidade caótica. É difíci saber como estará o transito. Tanto que quando visitei a primeira vez eu comprei o ticket na hora, quando cheguei naquela parte da cidade. O site indica que você deve pegar o ferry com pelo menos 30 minutos de antecedência do seu horário agendado.

Os ferries de NY para a estátua, saem todos os dias a partir das 8:30am e o último sai ás 4:00pm. O ultimo ferry da estátua para a ilha de Manhattan sai ás 5:45pm.

É possível também pegar o ferry saindo de New Jersey, diz a lenda que a fila é bem menor.  Você pode ver a agenda completa neste link aqui.

 

*Eu não visitei a Ellis Island. Estava com o horário apertado para encontrar meu esposo no final do dia para um evento na cidade. O ferry dá o direito de descer nas duas ilhas.

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Por Érica Brasilino

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Ônibus Turístico em NYC

10 de outubro de 2017

Se você vai para NYC pela primeira vez, acredito que o ônibus turístico seja uma grande opção de passeio para você. Estes ônibus com teto aberto servem como meio de transporte especial para turistas e também como um guia onde você pode se orientar sobre o que tem pra ver e fazer na cidade e onde seus pontos de interesse estão localizados.

A primeira vez que fui para Manhattan eu não utilizei o ônibus, então dessa vez decidi subir em um e ver se eu ainda tinha alguma jóia escondida na cidade para desbravar. Optei pela empresa Big Bus, pois já tinha utilizado a mesma em San Francisco e algumas cidades da Espanha, então eu já sabia exatamente o que esperar do serviço deles.

Comprei um Deluxe Ticket válido por 48 horas por $89. No valor pago estavam inclusos além do bilhete do ônibus, tickets de entrada para o Night Tour Bus, Brooklyn Tour e Statue of Liberty & Ellis Island Ferry. Na verdade, era possível escolher também entre o Boat Tour no Hudson River ou o Empire State Building. Vai do que você esta interessado em ver.

É possível adquirir o ticket de qualquer funcionário uniformizado da empresa Big Bus. É muito fácil encontrar um pelas ruas de NY, além de eles estarem perto dos principais pontos turísticos (geralmente nos pontos de parada do ônibus), o uniforme deles é fácil de reconhecer. Todos aceitam maquininha de cartão de crédito. Há varias opções de valores de acordo com o número de dias que você tem na cidade e o número de atrações que quer visitar.

Em Nova Iorque, o Big Bus oferece 4 linhas. A vermelha conhecida como Downtown é a linha principal. Nessa linha você passará pela Times Square, 5º Avenida, Empire State Building, os bairros do Soho, Little Italy e Chinatown, a famosa ponte do Brooklyn, Wall Street, Statue of Liberty, Rockefeller Center, entre outros locais.

A linha azul ou Uptown vai focar na região mais abastada e também em partes da região mais pobre da ilha. Você poderá ver os teatros da Broadway, Radio City Music Hall, Central Park, American Museum of Natural History, Metropolitan Museum of Art, Central Park Zoo entre outras paradas.

A linha roxa ou Midtown vai focar numa região mais condensada, localizada bem no centro da ilha como Times Square, Madison Square Garden, Empire State e etc.

A linha verde, chamada de Brooklyn Tour só tem duas paradas: Statue of Liberty e One World Observatory (antigas Torres Gêmeas). O intuito dessa linha é atravessar o Hudson River sentido New Jersey pela Brooklyn Bridge. Não há ponto de descida em New Jersey.

E por fim, tem a linha amarela que é a Night Tour. Este tour não tem hop on hop off (sobe e desce) em pontos ao longo do trajeto. Ele sai exclusivamente da parada em frente a loja da M&Ms na Times Square e faz um trajeto que engloba partes da linha vermelha com a linha verde. O foco deste tour é ver NYC com todas as suas luzes á noite.

O Big Bus tem um guia que explica sobre os pontos turísticos da cidade e atrações. Ao longo do dia, conforme você for subindo e descendo do ônibus, você vai perceber que há guias bons e ruins. Eu dei a sorte de fazer um loop com uma guia maravilhosa no primeiro dia já no dia seguinte quando fui com meu marido, pegamos um guia péssimo, então eu explicava para ele o que o guia não estava explicando que eu tinha aprendido no dia anterior. Tem de dar sorte. Acho que o problema é que a guia do primeiro dia foi além do esperado, falando coisas da cidade que não estavam nem no áudio tour em português. Já o guia do segundo dia repetia o que ele tinha decorado do áudio tour. Uma pena (não ganhou gorjeta).

Caso você não fale inglês, há disponível um áudio guia traduzido para dez idiomas, entre eles espanhol, francês, italiano, alemão, português e japonês (entre outros).

Este tipo de tour é uma ótima maneira de entender como funciona a cidade, onde estão localizados os pontos de interesse da sua viagem e caso necessário você terá como voltar lá mesmo que seja de Uber ou metrô. Mesmo com o Google Maps a nosso favor hoje em dia, nestes ônibus turísticos você sempre vai saber uma história curiosa ou uma lenda de algum lugar que você nem sabia que existia na cidade. Vimos por exemplo o prédio que recebeu os sobreviventes do naufrágio do Titanic em 1912.

Horário de funcionamento

Linha vermelha: Das 8am as 6pm. Duração da rota sem descida: 2 horas

Linha azul:  Das 9am as 6pm. Duração da rota sem descida: 2 horas

Linha roxa: Das 9am as 6pm. Duração da rota sem descida: 1 hora e meia

Linha verde: Das 10am as 3pm. Duração da rota sem descida: 2 horas

Linha amarela: Das 7pm as 9pm. Duração da rota sem descidas: 2 horas e meia

 

*Você vai ver outras operadoras de turismo com ônibus semelhantes pela cidade e com cores diferentes. Eu não utilizei essas outras empresas, então não sei como é o serviço deles.

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Por Érica Brasilino

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Passeio de bicicleta pelo Central Park

06 de outubro de 2017

O parque urbano mais famoso do mundo merece um passeio com calma se você estiver viajando para Nova York. Porquê? Simplesmente pelo fato de ser uma cidade de ritmo tão frenético, você vai precisar de uma área verde para recarregar as energias consumidas nessa viagem.

Localizado no coração de Manhattan, o Central Park é sem dúvida um dos maiores símbolos dos EUA. Locação de filmes icônicos como a franquia Esqueceram de Mim, estar no Central Park é como ser transportado para dentro de um filme. O parque em si é tão grande que é quase impossível conhecer ele inteiro num único dia. Andar de bicicleta é uma das soluções mais em conta para poder ver o parque. Sem contar que é uma ótima maneira de queimar as calorias consumidas nas pizzarias sensacionais espalhadas por toda a cidade.

Aluguei bicicleta na Bike Rent NYC e foi uma experiência bem legal (este post não é publicidade). Por $20 aluguei uma bicicleta adulto e pude utilizar por um período de duas horas. Por $1 acrescentei uma cesta para poder carregar umas sacolas que eu tinha e também a corrente da bicicleta que era bem pesada. Retirei a bicicleta na unidade localizada na W 58th Street com a 7th Avenue e fui informada que não podia pilotar a bicicleta até efetivamente entrar no parque. Como essa unidade da loja era bem próxima de uma das entradas, não foi tão problemático assim. Claro… NYC é muito cheia, então é até compreensível que eles peçam para evitar andar de bicicleta pela calçada… atropelar alguém desavisado é muito fácil.

Como estava com uma amiga e seus filhinhos pequenos, focamos na parte sul do parque, pois é a região mais voltada para crianças. Andar de bicicleta pelo parque é uma ótima maneira de sentir na pele como é o dia a dia de vários nova iorquinos que aproveitam seus dias de verão para correr, andar de patins ou simplesmente almoçar ao ar livre e dar uma fugidinha do escritório rapidamente para recarregar as baterias. Eu estou bem fora de forma então foi um passeio para principiantes.

Nessa região do parque conseguimos visitar:

  • Central Park Zoo: Famoso após o desenho Madagascar, é praticamente a parte mais visitada na parte do sul do parque

  • Carousel: No verão, o carrossel é aberto 7 dias por semana, se não chover. É considerado uma das atrações mais visitadas do Central Park por famílias

  • Wollman Ice Rink: Atração icônica nos meses de inverno, quando turistas e locais se reúnem para patinar no gelo ouvindo músicas natalinas, também funciona no verão. Mesmo quem tem medo de patinar (como eu) pode apreciar a vista (e as quedas) dos visitantes, tomando um delicioso chocolate quente. O horário de utilização para turistas é limitado, uma vez que o mesmo local é utilizado para os times de hóquei no gelo e patinação artística da cidade, como também é possível alugar para ter aulas privadas ou realizar eventos. Caso tenha interesse em aprender a patinar, acesse o site clicando aqui.

 

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Por Érica Brasilino

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Empire State Building

03 de outubro de 2017

Visitar Nova Iorque e não subir em uma das torres de observação para apreciar a cidade de cima, é o mesmo que visitar o Rio de Janeiro e não subir no Cristo Redentor. Dito isso, hoje comento sobre como visitar o Empire State Building caso você esteja de viagem marcada para Nova Iorque.

Do alto de seus 102 andares, o Empire State Building é sem dúvidas um dos prédios mais conhecidos do mundo. Ele já foi atacado (no cinema) pelo King Kong e sobreviveu ao ataque de deuses no filme Percy Jackson. Localizado na famosa 5 Avenida entre as ruas 33rd e 34th, é praticamente impossível visitar Manhattan e não ver ele em algum momento da sua viagem.

Visitar o Empire State é muito fácil. Ele está aberto todos os dias do ano (isso mesmo!!!). A primeira visita do dia começa as 8:00am e a última subida do elevador para turistas é as 1:45am. Ou seja… não tem como dar desculpa de que não teve tempo.

Você tem algumas opções. A visita simples é a do observatório aberto no 86º andar. Eu já visitei no inverno e no verão. Honestamente não é aprazível em nenhuma das duas estações, porém é menos pior no verão. No inverno de -14C os dedos quase congelam ao ficarem foram da luva para poder clicar o botão da câmera fotográfica. Sem contar que o vento congelante nessa temperatura é como levar mini facadas por qualquer parte do corpo que estiver exposta sem roupa. Impossível apreciar uma vista tão magnifica com um frio absurdo. Visitei também no verão com calor de 32C. O vento a essa altura é absurdo. Eu estava de vestido e não sabia se eu segurava a saia ou se tirava fotos. Dica valiosa para as mulheres: não vá de saia! Tirando este contratempo do vento, a vista é exuberante. Ver Nova Iorque do alto é algo sem explicação. Todos os lados da ilha vista de cima são lindos.

Há também a possibilidade de subir ao 102º andar. Se você não comprar este ticket logo na entrada, não se preocupe, pois há um guichê no 86º andar que permite que você faça um upgrade no seu ticket e suba caso você mude de ideia. Eu não fui ao 102º andar em nenhuma das duas vezes que visitei o Empire State, por achar o valor para o deck superior abusivo. Vi algumas fotos de quem subiu e realmente 24 andares a mais são sim significativos na diferença de perspectiva, porém eu me contentei apenas com 86 andares. Não sei se por morar em D.C e fazer tudo aqui praticamente de graça, eu morro de dó de gastar $ com algumas coisas turísticas. Se você for, por favor, compartilha suas fotos comigo 🙂

Quando visitei em 2013 o observatório das novas Torres Gêmeas ainda não estavam disponíveis para os turistas. Nessa viagem visitei as duas e num próximo post vou comentar sobre o observatório do One World.

 

Os valores para visitar o Empire State na data de hoje (outubro de 2017) são:

 

86º andar

Adulto U$34

Criança U$27

Idoso U$31

 

86º andar com 102º andar

Adulto U$54

Criança U$47

Idoso U$51

 

Nascer do Sol

U$100 para todas as idades, porém no site não especifica de qual andar…

 

Existem ainda outros pacotes que podem ser comprados com preços diferenciados clicando aqui.

 

Até o próximo post 🙂

 

 

 

 

 

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Como se locomover em NYC?

29 de setembro de 2017

Se você estiver de viagem marcada para NYC, tenho algumas dicas de como se locomover em uma das cidades que tem o trânsito mais caótico que já presenciei na vida.

Manhattan é uma ilha condensada… o trânsito pode fazer com que você perca valiosos minutos da sua viagem, caso seja uma viagem curta isso pode ser ainda pior. Estou aqui durante a UNGA ou se você preferir a Assembleia Geral da ONU. Como algo ruim pode sempre piorar… há vários bloqueios perto do prédio da ONU onde nem passar a pé é permitido. A hora do rush está uma verdadeira loucura onde todo mundo entra na ilha na parte da manhã e todo mundo deixa a ilha a tarde sentido New Jersey. Ou seja… o caos.

Uma das melhores maneiras de se locomover por Nova Iorque é a pé… nos últimos dois dias andei cerca de 20 quilômetros em cada dia. A pé ainda será a melhor maneira de você descobrir preciosidades na cidade e ver coisas que se você estiver num táxi por exemplo pode não conseguir ver. Lembre-se apenas de vir com o seu tênis mais confortável e uma mochila nas costas para não ficar segurando uma bolsa na lateral do corpo o dia inteiro.

Caso andar não seja a sua praia você pode optar pelos ônibus de turismo com teto aberto. Eu gosto deste tipo de locomoção para poder ter uma ideia geral de onde ficam as coisas e poder voltar com calma depois. Foi assim que descobri onde estava o Eataly e o bairro de Little Italy onde esta acontecendo estes dias a Festa de San Genaro. E foi também pelo ônibus de turismo que vi que Chinatown em NYC é medonha e não vou perder tempo indo nessa parte da cidade (acho que como a Chinatown em DC me parece mais amistosa… e a Liberdade em São Paulo é bem menos feia), tive um pré-conceito com este bairro. Ao andar de ônibus de turismo também constatei que a área do porto de onde saem os ferries para a Estátua da Liberdade e New Jersey é uma área péssima para estar após as 3 da tarde. Como 70% das pessoas que trabalham em Manhattan moram do outro lado do rio, o transito da cidade inteira se converte para essa região. Visite essa área na parte da manha e saia de lá antes das 2 da tarde.

Outra opção para locomoção é o metrô. O metrô em NYC é sujo, quente, fedido e caótico. Acho que é o pior metrô que já andei na vida. Porém ele te leva para todos os cantos da cidade.  Você precisa ficar atento onde tomar o trem correto, se não por descuido pode ir para do outro lado do rio. Há 25 linhas no sistema metroviário de NYC e nem todas passam pelas mesmas estações. Para não se perder, aconselho você a ter um plano de internet para utilizar um mapa online ou que você baixe o mapa off-line atualizado.

O metrô aqui custa U$1 para comprar o bilhete. Se você carregar o bilhete a cada viagem, ela vai custar U$2.75. Por U$32 você pode comprar um bilhete com viagens ilimitadas para um período de 7 dias. Só aconselho você a comprar este bilhete caso não utilize o ônibus de turismo com o teto aberto, porque este ônibus te possibilita entrar e sair em qualquer rota a qualquer hora do dia durante o período que o seu ticket for válido (economia).

Há também os famosos táxis amarelos e aplicativos de transporte como Uber e Lyft. Eu não aconselho você a utilizar táxi, a não ser que você tenha dinheiro sobrando para gastar. Como o transito é infernal, suas chances de gastar mais do que o necessário de táxi para ir do ponto A ao ponto B são enormes. Você ficará muito tempo parado no trânsito enquanto o taxímetro estiver correndo. Sem contar que não tem apenas o valor da corrida mas tem também a gorjeta (obrigatória) de 15% a 20% do taxista. Se precisar se locomover e não quiser usar o metrô eu indico o Uber. O App funciona normalmente na cidade e o valor da corrida é fixo. Você sabe de antemão quanto vai pagar entre o ponto A e B mesmo que fique duas horas dentro do carro. Não esqueça de acrescentar a gorjeta no App para o taxista. Gorjetas fazem parte da cultura americana e principalmente aqui na cidade dos negócios (nota: percebi que o valor da tarifa do Uber em Manhattan é mais caro para um trajeto curto do que em Washington ou São Paulo. Acredito que isso se deva ao fato de eles já contabilizarem uma tarifa maior pelo tempo que os motoristas ficam parados no trânsito).

E por fim tem várias estações de bicicleta que são patrocinadas pelo Citibank por toda a cidade. Chamada de Citibike, para ter acesso as bicicletas você deve primeiro baixar o App onde através dele você terá o controle total do serviço. Você consegue visualizar o mapa de estações de bicicletas e saber quantas delas há disponíveis perto de onde você esta. Através do App você controla quanto tempo tem para utilizar a bicicleta, quantas calorias foram gastas e quantas milhas percorridas. E para devolver, você tem apenas que encontrar uma estação onde há um espaço disponível e encaixar a bicicleta no espaço designado ate ela travar e aparecer uma luz verde. Simples e prático. Os preços variam entre U$12 a diária ou U$24 para um pass de 3 dias. Lembre que você pode nestes períodos utilizar quantas bicicletas você quiser, mas cada corrida tem de ser de no máximo  30 minutos.

Perto da região do Central Park você ainda tem a opção de contratar homens que levam você de bicicleta para dar uma volta. Custa U$5 o minuto. E tem também charretes puxadas por cavalos (este eu não vi os valores, mas as charretes estão concentradas na parte mais abastada do parque). Ou seja, opções para andar por NYC e ver tudo o que a ilha de Manhattan tem para oferecer é o que não faltam.

Espero que você encontre a melhor maneira para se locomover por essa cidade tão excêntrica.

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