Categoria: Viagens

EUA New York O que fazer em Washington DC Viagens Washington

Viagem de trem entre Nova Iorque e Washington DC

15 de setembro de 2017

Se você estiver em Nova Iorque ou em Washington DC, sabia que dá para fazer o trajeto entre as duas cidades de trem e conhecer lugares maravilhosos numa única viagem?

Mês passado uma grande amiga que fiz no Togo estava em NYC com os filhos numa conexão para outro país, não pensei duas vezes e fui ver eles. Afinal… ela morando no Togo e nós em DC, quando eu poderia tomar um café com ela novamente? Entre as opções que eu tinha para chegar lá, optei pelo trem.

A Amtrak é a maior rede ferroviária dos EUA e cobre mais de 500 cidades em 46 estados. Os tickets variam de preços, desde os valores “populares” até os mais caros de primeira classe (como uma passagem de avião) e se você se programar com antecedência, consegue um bom valor.

A viagem entre NYC e DC custa a partir de U$49. Fiz milhares de simulações no site e não vi valores mais baratos que este. Após descobrir que não pagaria menos que isso num trecho fechei os bilhetes de ida e volta por U$98. Não achei caro considerando que de avião o mais barato para o trajeto seria U$250 para a época e a pouca antecedência para a viagem. Talvez seja possível encontrar mais em conta, mas como comprei um mês antes de viajar, estes foram os melhores valores.

A Amtrak oferece 4 tipos de tarifas para um mesmo trajeto: Saver, Value, Flexible e Premium. Comprei meus tickets na tarifa Saver que é uma tarifa não reembolsável e também não é possível fazer um upgrade para a business ou primeira classe. Mas como era um trajeto curto de 3 horas… eu honestamente não me preocupei com isso.

A saída para NYC de Washington é feita pela Union Station. A estação em si é um luxo. Um dos prédios mais bonitos de DC onde fotógrafos e amadores se deleitam com tanta riqueza de detalhes. O embarque é feito 15 minutos antes do trem partir, porém como seres humanos adoram filas em qualquer lugar do mundo, se você quiser um assento na janela, eu aconselho que você chegue pelo menos 30-45 minutos antes do trem partir.

Quando embarquei escolhi o Silent Car. Neste carro ligações telefônicas são proibidas, o uso do celular é liberado para mensagens e internet no modo silencioso apenas. Os assentos não são demarcados, então chegou, sentou. Eu fiquei muito animada quando soube do Silent Car porque fiquei morrendo de medo de estar no mesmo vagão daquelas pessoas que falam mais que a boca por 2 horas no telefone. Peguei um assento na janela do lado esquerdo (indicação do marido), pois segundo ele na ida para NYC era o lado que eu teria acesso a uma vista melhor. E ele não estava errado.

No carro que eu estava tinha wi-fi, tomadas para carregar os equipamentos eletrônicos e banheiros. Se você por acaso sentar no corredor, terá que pedir para a pessoa da janela conectar o seu eletrônico para você. Mais um motivo pelo o qual é bom chegar para o embarque com antecedência, assim você não precisa se preocupar de incomodar o próximo.

O trem que faz rotas consideradas curtas também conta com o Café Car. É um carro que tem uma lanchonete e mesas com cadeiras. Eu tomei café puro com um ham, egg and cheese sandwich. Além de ser caro, não era lá essas coisas…, mas na hora da fome… desce qualquer coisa. Eles aceitam cartão de crédito e dinheiro em espécie. Você pode optar por comer no Café Car ou voltar para o seu assento e utilizar a bandeja (como no avião). Eu comi no meu assento, pois estava viajando sozinha e tinha que olhar as minhas coisas.

No geral, a viagem entre NYC e DC é bem confortável. O trem da Amtrak me surpreendeu muito. Sempre tive vontade de andar de trem que não fosse um metrô em área urbana e fiquei bem impressionada. Carros climatizados, banheiros, vagão para refeições, wi-fi, tomadas, poltronas reclináveis. Meu único adendo é não fazer o que eu fiz de ir e voltar no mesmo dia. Confesso que eu apaguei na viagem de volta de tão cansada que eu estava.

A Amtrak oferece um App onde você não precisa imprimir o voucher de embarque, é só apresentar o ticket na tela do celular para embarcar. Eu achei bem prático. Outra praticidade da viagem de trem, é que o embarque comparado a uma viagem de avião é muito mais rápido. E você pode levar normalmente suas bagagens com você.

A própria Amtrak te dá dicas de destinos que você pode conhecer pelos EUA de trem. É só acessar este link aqui e começar a sonhar com a sua próxima viagem.

E você, já viajou de trem pelos EUA? O que achou da experiência?

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Por Érica Brasilino

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EUA O que fazer em Washington DC Viagens Washington

Old Town – Alexandria

25 de agosto de 2017

Alexandria é uma cidadezinha localizada a 20 minutos de DC e que pode ser acessada de barco pelo Rio Potomac, de metrô saindo de qualquer lugar de Washington ou de carro. Cidade natal do primeiro presidente George Washington, essa cidade histórica foi palco de lutas armadas durante a Guerra Civil americana e também foi o ponto de encontro de vários dos fundadores da capital dos Estados Unidos.

Crédito: Visit Alexandria

Alexandria hoje ferve com turistas do mundo inteiro que ao passar por DC tem a curiosidade de conhecer essa bucólica parte colada à capital americana. Com seus prédinhos de tijolos no estilo colonial, hoje Old Town é um mix de restaurantes, lojas, história e museus. Você pode tanto caminhar pelas ruazinhas de paralelepípedos e do nada se deparar com noivas e seus convidados tirando lindas fotos nesse cenário encantador como pode optar usar o bondinho (gratuito) para subir e descer as ruas e decidir onde começar a sua caminhada por lá. Também é possível fazer passeios de barco durante o verão e ver os monumentos de DC por uma perspectiva diferente à partir do Rio Potomac. Por U$18 ida e volta (preço de agosto de 2017) é possível fazer o roteiro National Mall – Old Town Alexandria – National Harbor. É um passeio delicioso que vale muito a pena.

National Mall visto pelo Rio Potomac

Quando temos visitas, levamos geralmente para conhecer essa jóia escondida que poucos turistas tem realmente tempo de visitar. Entre as opções de locais para comer por lá indico:

Café da Manhã Americano / Brunch

Chadwicks

Crédito: Chadwicks

Sem dúvida o melhor brunch nessa região. Localizado ao lado do Rio Potomac, Aos domingos é simplesmente lotado. Não importa a temperatura, sempre é difícil conseguir mesa. Geralmente vamos aos sábados quando o número de pessoas cai pela metade. No cardápio nosso prato favorito é o Sausage Egg & Cheese Biscuit ou o Brunch Tacos.

Almoço

Chart House

 

 

 

 

 

 

Já aviso que não é um restaurante barato, mas é o melhor localizado com uma vista sensacional do Rio Potomac, local para ver e ser visto. Aqui você paga mais pela experiência de estar num local do que pela comida em si. Dito isso, no menu eu indico o Coconut Crunchy Shrimp de entrada e o Shrimp Tacos para prato principal (sim sou a louca por camarão).

Hamburger

Burger Fi

Perfeito para um almoço mais tarde ou uma boquinha. Fica um pouco mais afastado do Waterfront mas vale a pena andar até lá. Um dos melhores hamburger de Washington DC. No cardápio o meu favorito é o Burger Fi Cheeseburger. Ahh nessa loja tem aquela máquina da Coca Cola que tem mais de 100 opcões de refrigerantes e eu pude tomar Fanta Uva pela primeira vez fora do Brasil. Delícia.

 

 

 

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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EUA O que fazer em Washington DC Viagens Washington

George Washington Masonic National Memorial

18 de agosto de 2017

Você sabe o que é a maçonaria?

De acordo com a wikipedia é uma sociedade filantrópica, iniciática e progressista. Hoje há aproximadamente 3.6 milhões de maçons espalhados pelo mundo (muito provavelmente você conheça alguém que é mas não fala abertamente sobre a fraternidade).

Washington é a cidade “secreta”da maçonaria, tendo sido totalmente construída por eles e baseada em suas crenças. Tanto que a perfeição com que os monumentos foram construídos e posicionados no National Mall é tanta que indica que os grandes nomes por trás da fundação da cidade faziam realmente parte da mesma fraternidade. E a maior prova disso é o prédio George Washington Masonic National Memorial.

Símbolos maçonicos teriam sidos utilizados na construção da cidade mais poderosa do planeta

Washington foi batizada em homenagem ao primeiro presidente americano e um dos Founding Fathers (pais fundadores em tradução livre)  dos Estados Unidos. Foi também um dos responsáveis pela elaboração da Constituição americana (lei suprema que pode ser encontrada a cópia original no National Archives). Hoje George Washington não apenas é celebrado na nota de um dólar americana, como no Washington Monument no meio do National Mall e também no Masonic Temple de DC.

Não entrarei em detalhes sobre a maçonaria porque honestamente eu não tenho conhecimento a respeito. Tenho amigos maçons no Brasil e sei alguma coisa ou outra por conversas informais e por ter feito um tour no Masonic Temple, mas não sei mais do que qualquer outro curioso que pesquise no Google.

Crédito: Érica Brasilino

O memorial está aberto para visitação para matar a nossa curiosidade de segunda a sexta das 9am as 5pm. Fecha em feriados nacionais. Há tours guiados com duração de uma hora ao longo do dia, que explica a história da maçonaria e de Washington DC, você pode acessar o link para informações sobre os tours aqui. O fim do tour acontece no observation deck no 9 andar de onde é possível ver DC do alto. Se você é um curioso por história de comunidades secretas, vale a pena conhecer.

Crédito: Érica Brasilino

Não há código de vestimenta para o tour, mas lembre-se que toda a visita será em inglês.

 

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Por Érica Brasilino

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Africa Togo Viagens

Obrigada Togo

08 de agosto de 2017

Este é um post que eu particularmente tinha pensado em não escrever. Mas seria injusto não falar sobre o país onde moramos e principalmente sobre um país que pouquíssimo se encontra na internet a respeito.

A principal avenida do país

Quando descobri que íamos morar no oeste da África, mais precisamente no Togo, minha primeira reação ao nome do país foi… ONDE? Confesso… eu nunca tinha ouvido falar na minha vida sobre este local e tive que recorrer ao Google para ver onde ele estava localizado no mundo. Desde quando fomos informados sobre a mudança até chegar lá efetivamente, foram 21 meses de preparação e pesquisas que não deram praticamente em lugar nenhum. Eu não conseguia encontrar praticamente nada a respeito. Tinha uma foto ou outra no Instagram mas nada que pudesse me dar uma idéia do que estava por vir na nossa vida.

O Togo é um pequeno país localizado entre Ghana, Benin, Burkina Faso e o Oceano Atlântico. Quente praticamente 365 dias do ano, com 60% da população cristã e 40% muçulmana. Um país onde a poligamia é aceita e praticada por alguns e onde a mulher ainda é vista com algum nível de submissão apesar de ser a força de trabalho mais vista nas ruas.

Se não for uma avenida, não tem asfalto

Quando cheguei ao Togo meu noivo já estava lá por duas semanas. Minha saída do Brasil onde eu estava de férias e aproveitava as Olímpiadas com os amigos foi estressante. Ao fazer o check in no balcão da Ethiopian Airlines em Guarulhos fui chamada de lado pelos agentes da companhia. Primeiro eles nunca tinham visto nenhuma mulher viajar para o Togo (o vôo na verdade é SP – Addis Abeba com uma pausa de 40 minutos em Lomé… mas ninguém desce lá nem muito menos uma mulher sozinha!). Além de tudo eu estava com um ticket de ida apenas e com um visto para o país emitido na embaixada do Togo em Washington DC. Tive de contar toda a minha vida e mostrar fotos do meu Instagram para comprovar a minha história. Depois que tudo foi esclarecido fui informada que o Togo é a porta de entrada para o tráfico internacional de mulheres principalmente em rota para o Oriente Médio, então eles queriam ter certeza de que eu sabia para onde estava indo e tinha uma história plausível… do contrário voltaria pra casa. Confesso que fiquei assustada… mas depois tudo fez sentido, e fico feliz que exista essa preocupação com a viajante do sexo feminino desacompanhada.

Ao chegar ao Togo fui a ÚNICA mulher a descer da aeronave… eu e mais uns 6 togoleses descemos e claro todos eles ficaram me encarando curiosos. Por sorte havia uma pessoa me esperando e fez todos os trâmites para mim (contratada pelo Ezio) e não tive de me preocupar com nada. Só apresentava para ela o que ela pedia e ela traduzia para o idioma local. Foi rápido e indolor na imigração e no check point de vacinação (a vacina de febre amarela é obrigatória para a maioria dos países da África). O Togo exige visto para entrar mas o mesmo pode ser obtido no aeroporto na chegada.

O trânsito caótico sem leis da África

Para sair do aeroporto havia uma fila ENORME. Os togoleses abrem TODAS as malas e tiram todos os itens para procurar por drogas. Eu jurava que estavam de olho em itens de importação… não! A preocupação por lá é o tráfico.

Ao sair do aeroporto pude finalmente abraçar o meu amor. No Togo não é possível esperar seu ente querido que chega de viagem dentro do aeroporto, você tem que ficar no calor togolês de 50c lá fora esperando. O bafo era tão quente que eu pensei que não fosse aguentar morar lá.

O sol escaldante do Togo

O caminho entre o aeroporto e a nossa casa foi longo… parece ter demorado uma eternidade… mas depois aprendi que nossa casa estava apenas a 10 minutos do aeroporto. Enfim… foi o suficiente para eu me questionar por várias vezes: “Que diabos eu vim fazer aqui?????”. Quem nunca visitou a África não tem idéia do que é realmente pisar na África. Existem na minha cabeça pré Togo 3 Áfricas: A super desenvolvida que se resume a África do Sul, a África dos safáris onde os animais correm lindamente pelo cerrado com câmeras escondidas da National Geographic (a louca) e a África paupérrima onde crianças desnutridas estão esperando a morte ou a ajuda de alguém chegar. Nunca pensei num meio termo onde as outras pessoas vivem. E foi neste meio termo que eu cai de paraquedas. Numa capital onde eles têm um aeroporto de primeiro mundo, onde soldados com armas guardam a entrada mas na rua do lado de fora do aeroporto pessoas fazem suas necessidades ao ar livre como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ao ver uma senhora agachar na rua para fazer xixi olhando para a minha cara como se ela fizesse isso todos os dias me assustou. Temos a mania absurda de falar mal do Brasil, do governo, do trânsito, mas dar de cara com uma realidade que mesmo nós que viemos de um país com favelas, não estamos acostumados, é para dar tilt em qualquer cabeça. Confesso que fiquei feliz quando o carro virou á direita e entrou num bairro com ruas asfaltadas e com casas lindas que não pareciam estar na África. É feio falar isso? Acredito que sim… mas só estando lá passando por tudo isso simultâneamente para saber como realmente é. Fiquei praticamente uma semana dentro de casa com medo de sair na rua. Mas eu sabia que não podia deixar este medo do desconhecido me ganhar pois eu tinha muito tempo pela frente por lá.

70% da população vive em condições precárias

Claro que estar num país como expatriada, fazendo parte da elite de 1% de pessoas que são consideradas milionárias é surreal. Mesmo sabendo que aqui nos EUA somos classe média e não podemos comprar uma Ferrari, lá éramos vistos como magnatas. E isso muito me incomodava pois eu tenho familiares que lutam todos os dias por uma vida melhor no Brasil, ou seja, eu estava vivendo numa bolha surreal por lá. Nunca na minha vida imaginei ter 4 funcionários em casa e ser chamada de madame. Isso muito me incomodou durante todo o tempo que vivi por lá. Eu nunca usei a piscina de casa nos dias que a Berenice ia trabalhar (segunda, quarta e sexta). Pode parecer ridículo mas eu não tinha coragem de vestir um biquínis e pedir para ela me levar um suco na piscina. Eu também tinha muita vergonha de fazer compras na rua e chegar com as sacolas em casa. Só de saber que nossa compra no mercado por semana era o dobro do valor do salário dos guardas na nossa casa me matava por dentro. Este sentimento de culpa e vergonha me acompanhou durante todo o meu tempo vivendo lá. Saber que minha gaveta de maquiagens tinha o valor do salário da Bernice de 3 anos me enojava. Não comprei nada por quase um ano, não usava maquiagens, não me permitia me arrumar por pura vergonha. Até ouvir de uma amiga psicóloga que como chefe deles uma postura era esperada da minha parte, e eu tinha que agir como a madame (senhora). Isso foi um tapa enorme na minha cara.

O viajante (ocasional ou frequente) tem de ter a mente aberta ao novo. E ir para outro continente traz o choque cultural para a sua realidade diária. É fácil viajar para o Uruguai, Argentina ou até mesmo os Estados Unidos e se sentir confortável. Por mais que sejam outros países, dividimos o mesmo continente e muitas vezes a comida é muito semelhante, como no caso da Costa Rica, México e Cuba. Quando você atravessa o oceano tudo muda de figura. Eu que passei a vida pensando que eu era negra, me vi ser taxada de branca pela primeira vez na vida. Aprendi a dar valor a coisas simples como uma sacola plástica. Ou a caixa de papelão que é utilizada para fazer paredes!

Infância roubada

Claro que existe o togolês classe média, aquele que tem a sorte de ter acesso a educação e a um emprego no governo local ou estrangeiro. E estes tem uma vida consideravelmente confortável. Mas mesmo estes, ainda têm o sonho de imigrar para o Canadá ou para a Alemanha. Essa foi uma das maiores diferenças entre o Brasil e o Togo. Enquanto o Brasil estava numa onde econômica boa, pouco se ouvia falar de pessoas imigrando. Mas quando tudo começa a piorar, o número de pessoas saindo do país aumenta exponencialmente.

Grand Marche, onde sua cor de pele dita o preço

Na cidade a energia elétrica é bem instável e tínhamos geradores em casa. Houveram alguns dias que a energia piscou mais de 10 vezes e o gerador simplesmente trabalhava non stop. A internet também caía com muita frequência, então tínhamos que ter outras formas de lazer como revistas, livros, jogos de tabuleiros ou DVDs (foi assim que começamos a assistir Game of Thrones). Muitas pessoas não tem geladeira ou televisor em casa, então consequentemente muitas não sabem o que está acontecendo no mundo lá fora. Lembro quando mostrei a Bernice a escola de samba do Rio que foi campeã este ano cantando sobre a África, os olhos dela brilharam maravilhados de emoção por ver o continente dela sendo retratado de maneira tão rica.

Minha fiel ajudante Bernice

Por falar na Bernice o dia que jamais vou esquecer foi o dia que perguntei a ela o que ela queria de presente do Brasil. Pensei que ela fosse me pedir uma comida típica ou um par de Havaianas (como eu sou idiota, acho que o mundo inteiro sabe o que são Havaianas) e ela me pediu desodorante!!!!! Como era muito caro na cidade comprar desodorantes, se ela comprasse um ela não poderia comprar comida. Isso porque o salário que ela fazia lá em casa ela era considerada classe média. Quando contei isso pra minha mãe, choramos juntas. Ao voltar do Brasil minha mãe tinha feito um kit de presente para a Bere com vários desodorantes, creme hidratante, batons e outros itens femininos. Jamais esquecerei como ela ficou agradecida.

Crianças sendo crianças

Enfim após 10 meses de Togo estamos de volta á Washington. Eu poderia ficar horas e horas falando sobre o Togo e todas as lições que aprendi neste quase um ano por lá. Eu poderia ter passado dez longos meses reclamando de tudo a minha volta, como era horrível não ter um shopping, um cinema ou qualquer outra coisa para fazer (e não tinha mesmo). Mas preferi optar por ser feliz e absorver a cultura daquele local. E uma lição que vou levar para a minha vida é a de que não importa o tamanho do seu problema, Deus está sempre olhando por você, mesmo que você não veja isso. Agradeça sempre por ter um copo de água limpa ou um travesseiro para descansar a sua cabeça. Nunca vi/conheci gente mais feliz do que a africana, mesmo aqueles que não tem nada. Se um dia tiver a oportunidade de conhecer a África, não pense duas vezes. Mas não a África que vendem nas agências de viagem, mas a verdadeira África, aquela que você vai pensando que vai ajudar, mas sai de lá é presenteado de aprendizado pra vida. Sim o Togo não foi um local fácil para morar, mas foi sem dúvida um divisor de águas na história da minha vida.

Voluntariado com os missionários brasileiros

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Por Érica Brasilino

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Africa Mauritius Viagens

Ilhas Maurício – O lado oeste (que realmente vale a pena) da ilha

27 de julho de 2017

E o último post sobre Mauritius demorou quase dois meses para ser publicado, será longo mas terá fotos incríveis (desde que comecei a trabalhar no rascunho dele mil e uma coisas aconteceram na minha vida). Claro que eu deixei para contar sobre a melhor parte da ilha, o lado com as praias e vistas mais estupendas por último. O lado oeste é o mais concorrido pelos turistas, é onde há a maior concentração de hotéis, pousadas e casas de veraneio. Tudo o que lia a respeito quando estava pesquisando sobre o país, indicava que tínhamos que focar especificamente daquele lado, e os guias de turismo e blogs não estavam mentindo.

Nos hospedamos na Pousada Marlin Creek, além de não sermos adeptos de resorts, o valor de vários dias na pousada pagava 1 diária e meia num dos grandes monstros hoteleiros por lá. Mauritius pode ser uma viagem extremamente cara se você optar pelas delícias do all inclusive. Este é um dos segredos das nossas viagens, sempre procuramos locais aconchegantes, intimistas e menores. Além de ter uma ótima classificação no Booking, o casal dono da pousada são uns amores. Amaury e sua esposa são extremamente atenciosos e preocupados com o bem estar dos hóspedes. O café da manhã era bem variado e eles deram ótimas dicas de onde comer e o que fazer (claro que eu já tinha feito o meu dever de casa, mas dicas sempre são bem vindas).

Começamos o tour do lado oeste visitando a Martelo Tower, muito próxima da capital Port Louis. Tivemos um contratempo ao chegar lá… Haviam pessoas muito estranhas na região e não tivemos coragem de descer do carro para ver a torre. Mesmo estando em casal em plena luz do dia, não achamos o local seguro. Vimos a torre pelo vidro do carro e fomos embora. De lá partimos para a Phare d’Albion, já era final do dia e queríamos ver o por do sol deste local. Não nos decepcionou, foi sem sombra de dúvidas um dos locais mais lindos que vimos em Mauritius.

O dia seguinte reservamos ele inteiramente ao Casela Nature Park. Este é um passeio imperdível caso você curta esportes radicais. Casela é um parque onde você pode passar o dia entre animais e a natureza. Há tirolesas, trilhas, hanging bridges e safáris. Pagamos R$73 reais cada um de entrada (MRU 775 – Mauritian Rupies) e R$260 (MRU 2730) pelo tour safari de duas horas num quadriciclo duplo (dois adultos). Ainda pagamos um extra de R$100 (MRU 1000) para a interação com os leões. O Casela é um parque dentro de um parque nacional, então os animais estão soltos no habitat natural. Os animais que estão na área de interação com o público não estão sedados como os animais do Zoo de Lujan na Argentina. Eles estavam ativos numa área cercada com segurança. Os guias são enfáticos ao escolher quem pode entrar na área de interação, dão treinamento antes explicando o que pode e não pode fazer, como se comportar na presença dos felinos, e deixam claro que não seguir a risca as instruções pode ocasionar um ataque por parte dos animais ao grupo. Confesso que fiquei com medo, mas a possibilidade de poder tocar um animal como estes falou mais alto. Fui sem medo.

 

No terceiro dia, dirigimos pelo maior parque da ilha o Black River Gorges National Park. Dirigir por dentro do parque é uma aventura e tanto, uma vez que as curvas são extremamente acentuadas. Como eu já tinha colocado pins no Google Maps, nós já sabíamos o que íamos visitar. Nossa primeira parada foi no parque La Terre de 7 Couleurs. Este é um passeio anunciado por toda a ilha e inclusive você encontra posts a respeito no Tripadvisor. Honestamente… não gostamos. Eles anunciam essa terra que tem 7 cores diferentes e que é o resultado de um vulcão que entrou em erupção a anos atrás… Achamos de uma chatice sem fim. A única coisa que vale a pena lá é a vista espetacular da cachoeira de Chamarel. De 0 a 10, demos nota 3.

Do outro lado da rua tem o Curious Corner of Chamarel, que é uma espécie de Ripley’s Believe it or Not. Seria um local onde você vê experimentos e curiosidades. Achamos o valor bem salgado comparado a outras atrações locais, então decidimos não fazer o passeio. Porém indico veementemente a lanchonete deles. Comemos um peixe com salada e batata frita sensacional (sem pimenta assassina muito comum na culinária local).

Ainda passeando por dentro do parque nacional, chegamos até a Rhumerie de Chamarel, uma fábrica de produção de rum. Há pessoas que amam fazer degustação de vinhos, nós nos apaixonamos por fazer degustação de rum. Como a cana é o produto mais produzido na ilha, a produção de rum de Mauritius é uma das maiores do mundo. La na Rhumerie é possível fazer um tour guiado com explicação sobre o processo de destilação de rum, com degustação de diferentes tipos de rum e geléias produzidas localmente. Foi um passeio bem interessante, sem contar que a rumaria está localizada numa das partes mais altas do parque, a vista é simplesmente exuberante. Ao final do tour você pode fazer uma refeição no restaurante local ou pode gastar seus euros/rupias de Maurício na lojinha da rumaria. Como tudo custava um rim compramos apenas uma geléia local de maracujá divina.

Pra finalizar o dia dirigimos até o Gorges Viewpoint e fomos agraciados com a vista mais maravilhosa que já pudemos encontrar no que diz respeito a floresta/área verde em nossas viagens até hoje. Tirei tantas fotos do mesmo ponto de observação pois era muito difícil acreditar em tanta beleza em um único local. P.S: Só tome muito cuidado ao dirigir nesta sessão do parque, a quantidade de locais que param o carro no acostamento para colher berries no meio do caminho é enorme. É como um esporte local e é muito perigoso.

Já no quarto dia fizemos a tão esperada scenic drive do nosso hotel descendo até a região de Baie du Cap e Bel Ombre. Tombada pela Unesco, é considerada uma das rotas mais bonitas do mundo. Ficamos simplesmente extasiados por dirigir numa rodovia junta ao mar turquesa do oceano índico. Foi sem dúvida o ponto alto da viagem (e o mais esperado também). Macondé é o nome da pedra onde os escravos se jogavam ao mar para não serem transportados para outros países. A mesma pedra foi cortada para dar passagem a rodovia que interliga a ilha. Palavras não são o suficiente para descrever o quão maravilhosa é essa parte da ilha.

De lá fomos para  La Vallee des Couleurs Nature Park. Este parque oferece o mesmo passeio que o Casela, quadriciclo para duas pessoas ou individual. A diferença é que neste o tour de quad passa por cascatas e vistas maravilhosas. O parque é sensacional e o tour de duas horas de quadriciclo foi incrível. Como fizemos um tour em grupo mais um privado de 1 hora com um guia só para nós, ele nos levou no topo da montanha mais alta do parque onde pudemos ver a ilha do pico mais alto e tivemos uma visão de 360 graus. Foi simplesmente animal, valeu cada centavo. O restaurante principal tem uma vista magnifica mas aconselho a tomar cuidado com a pimenta na comida. Quase morremos. Como o parque é de indianos, o tempero é muito forte e não vende cerveja (a agua é grátis!!!). Não me lembro os valores deste parque e eles também não disponibilizam na internet…

No quinto dia pegamos uma praia (finalmente). Mas não foi qualquer praia… foi simplesmente uma das praias mais linda do mundo segundo o Tripadvisor. Passamos o dia na estonteante Le Morne. A agua era de um azul que não dava para acreditar que fosse real, totalmente sem ondas. Uma verdadeira piscina natural a céu aberto. Água morna e vista espetacular. Você pode curtir Le Morne tanto de um resort como na parte pública. Pensamos em pagar um day use num dos resorts locais… até descobrirmos que há um restaurante ótimo chamado Emba Filao que você pode usar a cadeira e mesa deles (desde que você consuma, claro). Como o marido morre de medo de sol, pra ele foi ótimo pois ele pôde curtir a sombra e água fresca enquanto eu me esbaldava no sol maravilhoso de Mauritius. Foi uma maneira maravilhosa de encerrar a nossa viagem cinematográfica por um dos lugares mais lindos do mundo.

Nós somos muito adeptos de viagens de praia, gostamos de destinos quentes e paradisíacos. Já tivemos a oportunidade de conhecer lugares sensacionais no Brasil e no exterior, mas Mauritius é sem sombra de dúvidas um dos lugares mais fenomenais que tivemos a oportunidade de visitar. Não costumamos repetir destinos, mas se tivesse que voltar a algum lugar que já conheço, Mauritius seria a escolha sem pestanejar.

Se você tiver perguntas sobre a ilha, deixa nos comentários que respondo pra você,

Um abraço e até o próximo post  =0)

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Por Érica Brasilino

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Documentação de Viagem EUA Gatos Viagens

Viajando com Gatos de Avião

27 de junho de 2017

Só de pensar em escrever este post eu já fico cansada. Estafada na verdade. Eu sempre quis uma vida leve e sem dores de cabeça… porém fui inventar de adotar uma gata. A vida no Togo era solitária demais, e eu precisava de uma companhia em casa. A Bella chegou na nossa casa com 1 mês e meio de vida e logo se tornou o xodó. Tanto que até o homem da casa que morre de ites e alergias se rendeu de amores por ela. Eu não podia simplesmente deixar a Bella para trás ao voltar para a América.

A minha Bella mais bela

Decidido que ela iria com a gente… começou toda a loucura para entender como funciona o processo. Não é fácil, mas também não é um monstro de sete cabeças. Confesso que por várias vezes pensei: “Mas porque raios eu inventei de ter uma gata?” de tão confuso que tudo parece. Li e reli milhões de blogs gringos, brasileiros, sites de cias aéreas, sites de clínicas veterinárias para saber o que fazer. Deu certo e no post de hoje vou explicar o passo a passo desse complicado e monstruoso processo burocrático.

Primeiro descubra se o país de destino admite gatos. Li sobre várias restrições em várias partes do mundo. Cada país é soberano sobre aceitar o seu amor peludo ou não. O que anima é que gatos são mais aceitos mundo afora do que cachorros e/ou aves. Ponto para os bichanos.

Os EUA é o país mais brando para a importação de pets. Se você pensa em mudar um dia para cá, saiba que até a data de hoje o seu gato/cachorro é muito bem vindo.

Após pesquisar sobre o país tive de definir com qual cia aérea voar. Ai é que começou a grande dor de cabeça. Dependendo do vôo que você comprar… voce tem de se preocupar se o mesmo terá escala e se o país da escala é pet friendly. Já aviso que a União Européia é o destino mais chato para animais tanto em trânsito como para destino final. Após descobrir este detalhe eliminei as possibilidades de vôo que fariam escala por lá. Por este motivo optamos pela única opção viável… um vôo direto Lomé – Newark.

Após decidir o vôo chegou a hora de preparar a documentação exigida pela cia aérea e pelo Departamento de Agricultura americano. Para gatos é obrigatório o microchip, coisa que a Bella não tinha e tivemos de inserir às pressas. A brincadeira em CFAs (moeda da África) ficou em XOF 55 000 algo como R$350. Após o microchip outro item obrigatório é a comprovação da vacina de Raiva. Como a dela está em dia não precisei me preocupar. Também foi exigido um Passaporte. Eu nunca tinha ouvido falar na vida que animais de estimação tivessem passaporte… pois têm. Por sorte a Bella já tinha um e eu nem sabia disso. É a caderneta com todas as informações sobre ela que foi dada pelo veterinário lá no Togo, desde quando a adotamos. Pura sorte!!! Por fim é necessário uma carta do veterinário, emitida no máximo de dez dias a 1 dia antes do embarque. Nessa carta constam todas as informações referentes ao animal como nome, sexo, nome dos donos, endereço de estadia no local de destino e o médico precisa atestar que o animal está saudável e livre de qualquer doença infecto-contagiosa. Essa carta me custou XOF 15 000 (R$87).

Documentação

Após toda a documentação estar em dia você precisa definir se seu filho de quatro patas irá viajar como carga ou na cabine com você. Optamos por levar a Bella na cabine. Eu estava apavorada demais em ter ela longe de mim e com medo de ao chegar no destino final me entregarem um gato morto ou a notificação de que ela havia se perdido no meio do caminho.

Ao decidir que ela iria na cabine o procedimento foi comprar o tiquete e ligar logo em seguida na cia aérea para informar que ela ia viajar comigo. Essa ligação deve ser realizada no máximo até 3 dias antes do embarque. Claro que como tudo na minha vida acontece com emoção… eu comprei o tiquete apenas 2 dias antes de embarcar. E a Ethiopian Airlines tanto no Brasil como no Togo por telefone me deu a maior dor de cabeça. Eles não queriam deixar de jeito nenhum a Bella embarcar usando a desculpa de que eu não estava seguindo à risca a determinação deles. Tive de ir até o aeroporto em Lomé e simplesmente contar toda a minha vida, como a Bella era importante pra mim e lógico explicar que estava indo embora do Togo. Explicar isso para alguém de uma cultura que não liga a mínima para animais de estimação é até ridículo. Todos me olhavam com cara de “o que essa insana ta falando???”. Como eu tenho um santo que não dorme muito forte, eles autorizaram a ida da Bella no vôo. Após autorizarem, tive de pagar uma taxa de XOF 117 000 (R$670) e ela finalmente foi liberada para embarcar comigo. Fui informada das dimensões obrigatórias da bolsa de transporte. Este item é extremamente importante. Se você optar que o animal viaje com você na cabine deve seguir a risca esta informação. Eu já tinha comprado uma bolsa para ela na Amazon neste link aqui. Cada cia tem as dimensões distintas para o espaço embaixo da poltrona a sua frente, então aconselho que você leve a fita métrica com você a pet store quando for comprar a sua. Além disso a bolsa deve ser maleável (aqui no exterior) e o animal e bolsa não podem ultrapassar 8 quilos. Soube que algumas cias limitam para 7 quilos já outras por aí podem chegar até 10 quilos. Não há um consenso. Verifique antes com eles todas as informações uma vez que muda de empresa para empresa. Lembre-se que eles limitam de 2 a no máximo 3 animais na cabine e pode acontecer de no seu vôo já não ter mais espaço para o seu pet quando você comprar o bilhete, neste caso você deverá seguir outros trâmites para enviar o bichinho como carga.

Mala de mão para a Bella

No dia de embarcar eu rezei para todos os santos me ajudarem com o processo. Lembre de não alimentar o seu bichinho de quatro a seis horas antes de voar. Parece desumano mas isso evita que ele vomite, tenha ânsia, enjôos, náuseas e faca fezes na malinha de transporte durante o deslocamento. Eu estava sozinha e foi uma briga colocar ela dentro da bolsa de transporte. Por mais que ela já estivesse usando a mesma a 3 semanas para dormir para se habituar com o espaço, cheiros e afins… parece que naquele dia desceu um santo nela e ela percebeu que ia ficar um dia inteiro lá dentro. Foi um mega drama. Como a Bella nunca tinha saído de casa na vida… tudo a assustou. O caminho de casa ao aeroporto foi um drama. Ela se debateu tanto que parecia que estava tendo convulsões. Eu só chorava. Por sorte minha grande amiga Deusa estava comigo e como um anjo acalmou a Bella. Fizemos o check in – meu e dela – e neste momento é quando você apresenta todos os documentos que precisou providenciar para o seu pet. Por sorte ou intervenção divina de repente ela ficou quieta. O drama foi passar pela segurança… no aeroporto em Lomé passamos por duas revistas e em ambas eles queriam retirar ela da bolsa. Eu com o meu francês mea boca expliquei que se ela saisse… nenhum de nós nunca mais conseguiríamos pegar ela. Mostrei minhas mãos com marcas de unhadas dela e eles todos entraram em pânico. Pelo menos no Togo a grande maioria dos locais não tem afinidades com gatos e muitos comem ou praticam rituais de vudu. Ouvi várias piadinhas durante a revista no aeroporto sobre o absurdo que era eu pagar tudo aquilo para levar um gato, ou toda a dor de cabeça que eu estava passando por um animal “besta”. Ouvi também guardas que pediram para eu dar ela para eles comerem e teve um outro que me disse que ao invés de gastar dinheiro pra levar ela para os EUA eu deveria levar ele… só Jesus na causa.

Entrei na aeronave, posicionei a Bella embaixo do assento à minha frente e rezei. Essa gata surtou na subida… acho que por conta da diferença de pressão… ela fez um escândalo. Miou, chorou, se debateu, tentou sair da mala… tive de conversar com ela para ela se acalmar. Durante o vôo (de 10 horas e meia) ela tentou escapar umas 3 vezes… sempre conversava com ela e enfiava a mão na mala para poder acalma-la. E a descida foi o mesmo drama… uma hora ela se debateu tanto que eu achei que ela fosse morre de ataque cardíaco… fiquei bem penalizada pelo desespero dela…

Ao chegar aos EUA o processo foi TÃO simples que deu até gosto. Passamos pela imigração onde carimbaram meu passaporte e fui na sequência pegar as malas. Ela super quieta prestando atenção a tudo e a todos. Na saída tive de pegar uma outra fila para ser inspecionada pelo Departamento de Agricultura. Como no cartão de chegada (o I-94) eu tinha mencionado que tinha uma gatinha eu fui direcionada a essa fila. Nunca, jamais, em hipótese alguma minta neste formulário. Gatinhos/Cachorros/Aves apreendidos irregularmente são enviados para destruction (morte). Você não quer isso!!!!! Entreguei pro oficial todos os documentos que eu providenciei no Togo e ele gentilmente me falou que como era uma gata eu podia passar tranquilamente por fora do Raio X e ir para a saída. Curiosa como sempre, perguntei o porque e ele me explicou que cachorros são mais suscetíveis a transmitir doenças infecto contagiosas do que gatos. Mais um ponto para a Bella.

Ao sair do aero meu mozão aguardava por nós e fomos pegar o carro pois ainda tínhamos 4 horas de estrada entre Newark e Washington. Enquanto ele arrumava as malas no carro coloquei treats que trouxe comigo na malinha de mão da Bella e ela comeu. Fiquei surpresa que apesar de todo o estresse ela ainda tivesse animo para beliscar alguma coisa. A essa hora já estávamos a 17 horas em deslocamento e a coitadinha estava presa por todo este tempo. A agua ela nem tocou. A viagem de carro foi bem mais sossegada. Acho que como éramos apenas nós dois e ela ouvia com mais clareza a nossa voz e não houveram movimentos bruscos… ela ficou mais calma do que no avião.

Ao chegar ao hotel abri a porta da malinha dela e ela claro sumiu. Hoje enquanto escrevo este post (sexta 23/6) já tem 5 dias que chegamos aqui e ela aos poucos está melhorando. Já sai de debaixo do sofá para comer, beber água e usar o banheirinho dela (á noite quando já estamos deitados) e pula a noite toda em cima de nós dois enquanto dormimos. Porém ela ainda não se adaptou aos barulhos da cidade grande. Tudo a assusta com muita facilidade e ela tem passado os dias embaixo do sofá o mais reclusa possível. Hoje por um milagre de Deus ela saiu das trevas do sofá e brincou por uma hora com os brinquedinhos que comprei aqui após chegarmos. Trouxe dois comigo que ela brincava no Togo mas ela nem ligou pra eles.

Por enquanto essa tem sido a adaptação da Bella… como estamos em um hotel tem sido complicado… os barulhos de abre e fecha de portas nos quartos ao lado a assusta muito e quando algum funcionário do hotel tem que entrar aqui pra ela é um caos. Como temos uma vida itinerante ela vai um dia se habituar com isso. Não vou abrir mão dela… já a  trouxe do Togo pra cá e evitei que ela virasse comida ou artigo de macumba. Sem contar todo o dinheiro já gasto com ela e toda a carga emocional também já investida nestes 8 meses.

Vou deixar alguns links abaixo que vocês podem ler com mais calma sobre como transportar gatinhos/cachorros para os EUA e também de avião pelo Brasil. Espero que este artigo apesar de grande sirva de ajuda para vocês.

Até o próximo post  =0)

http://pt.wikihow.com/Transportar-Gatos-por-Avião

http://www.aeroportoguarulhos.net/dicas-de-viagem/como-levar-animais-de-estimacao-em-viagens-de-aviao

https://www.voegol.com.br/pt/servicos/transporte-de-animais-no-aviao

https://www.latam.com/pt_br/informacao-para-sua-viagem/como-viajar-com-cachorro-e-gato/

http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/quanto-custa-viajar-de-aviao-com-seu-cachorro-ou-gato/

https://www.state.gov/m/fsi/tc/c10442.htm

https://www.cdc.gov/importation/traveling-with-pets.html

http://www.freshfromflorida.com/Divisions-Offices/Animal-Industry/Consumer-Resources/Animal-Movement/Dog-and-Cat-Movement-Requirements

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Por Érica Brasilino

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Africa Mauritius Onde comer Viagens

Ilhas Maurício – O lado norte da ilha

26 de maio de 2017

Quando estávamos planejando nossa viagem a Mauritius, decidimos dividir a ilha em três partes e nos hospedarmos em três pontos distintos para podermos conhecer essa ilha ao máximo. Não somos viajantes que ficam apenas 4 dias na capital e dizemos que conhecemos tal país, gostamos de nos aprofundar na história, cultura local e entender onde estamos pisando. Confesso que a primeira parte da viagem me deixou extasiada quanto a beleza exuberante de muitas praias, mas achei Mahebourg a cidade onde nos hospedamos velha e sem muitos atrativos turísticos. Por ser um dos primeiros pontos de entrada na ilha na época das grandes navegações, Mahebourg não é muito bem cuidada.

Seguimos para o norte e no caminho paramos para conhecer o Chateau Labourdonnais. Uma das casas mais bonitas da ilha, construída pela família mais importante da região na época das grandes navegações, hoje funciona como museu e rumaria. Além da visita guiada à mansão e aos jardins (sensacionais), também é possível fazer degustação de rum, uma das bebidas mais produzidas no país. No local também tem um restaurante muito chique (e caríssimo) onde os locais vão para eventos e reuniões.

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Chateau Labourdonnais

Após conhecer o chateau fizemos check in na nossa morada no norte, um apartamento sensacional do grupo Element Bay 2. Ficamos surpresos com a limpeza, decoração, velocidade da internet e atenção dos locatários. Por ser um apartamento convencional, nós pudemos ir ao mercado e fazer o nosso próprio café da manhã. Também tínhamos acesso a internet e uma Smart TV com Netflix. O serviço de recepção do grupo locatário foi sensacional, eles deslocaram uma funcionária para nos falar das comodidades do apartamento fora todas as oportunidades de passeio da ilha.

No dia seguinte escolhemos a praia de Mont Choisy para passar umas horinhas. A praia é pública e conta com alguns food trucks de comida e bebida. A água de um azul lindíssimo e mar calmo são uma linda combinação. Depois dirigimos até a ponta mais norte da ilha, Cap Malheureux (Cabo da Má Sorte em francês) e ficamos extasiados com a vista do local.

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Cap Malheureux

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Entardecer em Pereybere/Grand Baie (sem filtro)

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Pegando uma cor em Mont Choisy

Reservamos um dia inteiro para ir na exclusiva Ilê Aux Cerfs. Dirigimos até a praia de Trou d’Eau Douce e de lá pegamos a embarcação para a ilha. Ilê Aux Cerfs é uma ilha privada onde você pode passar o dia em águas cristalinas ou pode aproveitar para experimentar os três restaurantes e bares, há também várias atividades aquáticas que podem ser contratadas por lá. Bem visitada por turistas e locais, você pode tanto optar por passar o dia inteiro ou metade do dia. Passamos meio dia por lá, pois fomos justamente no único dia chuvoso das nossas férias. Ao sair da ilha dirigimos para o Hindu Temple na região de Poste de Flacq. A entrada do templo é por uma rua medonha… tivemos a sensação de que íamos para um abatedouro… mas felizmente não desistimos e visitamos o local. O templo fica situado numa área verde lindíssima e tem uma vista privilegiada do rio e do mar. Fizemos uma visita guiada onde o neto do fundador do templo nos explicou sobre a origem da religião hindu, a crença no Ganesha, Shiva e outros deuses. Foi uma aula de religião e cultura. Fizemos nossas preces e fomos abençoados. Não há taxa de entrada mas eles pedem uma doação ao final do tour.

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Ponto de Embarcação em Trou d’Eau Douce

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É possível ver a água azul turquesa na exclusiva Ilê Aux Cerfs mesmo com um temporal a caminho

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No caminho entre Trou d’Eau Douce e Ilê Aux Cerfs é possível se hospedar no exclusivo Shangri-lá Resort onde só se chega de barco. Diárias à partir de EUR 283

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Hindu Temple

No nosso último dia no lado norte fomos conhecer um dos mais famosos pontos turísticos de Mauritius, o jardim botânico Sir Seewoosagur Ramgoolam Botanic Garden. Uma bonita área verde no meio de uma das maiores cidades da ilha, o ponto alto da nossa visita foi sem dúvida o maravilhoso lago onde há vitória régias gigantes trazidas do meu amado Brasil. De tirar o fôlego. Depois fomos almoçar no único shopping da ilha o Le Caudan Waterfront, por ser um sábado estava apinhado de gente, o que não foi uma experiência agradável. Indicamos o Arabia Gourmet Café onde provamos wraps árabes sensacionais. Como já visitamos outras marinas na Espanha, Brasil e EUA, essa não nos impressionou tanto.

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Sir Seewoosagur Ramgoolam Botanic Garden

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Le Caudan Waterfront

Deste lado da ilha indicamos o restaurante italiano Luigi’s. A pizza deles é divina e o restaurante é bem frequentado. Por estar no Lonely Planet e no Tripadvisor, vá sabendo que pode haver espera para sentar. Fomos atendidos em português (de Portugal) por um garçom (uma adorável surpresa).

Escrever sobre Mauritius me deixa com vontade de voltar para lá…

Até o próximo post  =0)

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Por Érica Brasilino

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Africa Mauritius Onde comer Viagens

Ilhas Maurício – O lado leste da ilha

16 de maio de 2017

Após dois intensos meses onde viajamos de férias + recebemos minha melhor amiga em casa aqui no Togo + provas finais de semestre na faculdade… volto a postar sobre as Ilhas Maurício.

Ao chegarmos ao aeroporto Sir Seewoosagur Ramgoolam, os agentes de imigração pediram para apresentarmos passagens de volta e o endereço onde nos hospedaríamos completo com telefone e pessoa de contato. Pelo o que nos foi explicado por um dos locais, como Mauritius é o país mais rico do continente africano, eles querem evitar imigração ilegal a todo custo. Mesmo com reservas efetuadas em três locais diferentes, apresentamos apenas o contato do primeiro hotel e não houve maiores problemas. A vacina contra febre amarela também é obrigatória para poder entrar no país.

 

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Aeroporto SSR – Sir Seewoosagur Ramgoolam

O primeiro hotel que nos hospedamos na ilha foi o ChillPill Guest House. A dona, uma senhora francesa muito simpática foi de uma atenção absurda durante a reserva quando nos explicou sobre o processo de imigração na chegada à ilha, e também nos orientou com informações sobre onde ir e o que fazer. Dividimos a ilha em três partes para poder dirigir e conhecer melhor. O primeiro hotel ficava a apenas 10 minutos de carro do aeroporto, e foi muito fácil localizar utilizando o Google Maps.

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Vista do nosso quarto no Chill Pill Guest House

A vista do hotel foi sem dúvida um dos motivos pelo qual escolhemos o Chill Pill. Após oito meses seguidos no Togo, estávamos necessitados de ver algo bonito. Nosso quarto tinha o balcão de frente pro mar e acordávamos todos os dias com o barulho do oceano. Reservamos o hotel pelo Booking, mas após bater um papo com eles, optamos por fazer a reserva diretamente com o hotel, além de economizarmos com uma taxa mais em conta, eles também evitaram pagar a taxa intermediária pro site. O café da manhã era simples com pães, geléia, sucos, café, iogurte, chá e ovos.

Neste lado da ilha optamos por comer em alguns restaurantes que estavam no guia da Lonely Planet. Visitamos o indiano La Vielle Rouge e comemos um frango apimentado dos deuses; o restaurante com comida crioula local Le Bougainville – adendo: não tivemos coragem de comer comida local, pois eles adoram pimenta e eu já tinha passado muito mal com queda de pressão na noite anterior quando visitamos o restaurante indiano – acabamos optando por uma pizza mesmo. Pedimos drinks mas achamos o teor alcoólico muito alto; no dia seguinte comemos no McDonald’s (eu precisava de junk food). Uma das coisas mais interessantes do McDonald’s local é que há apenas 5 opções de lanches com carne e mais de 10 com lanches de frango. Como a população é predominantemente descendente de indianos, quase não se come carne por lá. Existem McChickens de tudo quanto é jeito que você imaginar: duplo, triplo, picante, extra picante, sem pimenta, grelhado, frito. É insana a quantidade de frango consumida por lá.

Deste lado da ilha visitamos as praias de Blue Bay, Pointe D’Esny, La Cambuse, Trou D’Eau Douce, Palmar, Belle Mare e Gris Gris. Uma mais deslumbrante que a outra. A mais bonita de todas é sem dúvida Blue Bay e Palmar. Blue Bay é utilizada pelos locais para aulas de natação para as crianças. Por ser uma piscina natural, a praia, totalmente sem ondas só é utilizada pelos turistas para fotos. O azul infinito chega a ser surreal. Pegamos uma corzinha em Palmar que estava praticamente deserta. Uma das coisas mais interessantes a se notar sobre Mauritius, é a divisão entre praias de locais e para turistas. Há praias públicas por toda a ilha, e você pode com certeza visitar qualquer uma delas. Porém nós optamos por não usarmos as praias onde os locais frequentam. Era muito comum ver mulheres vestidas completamente nas praias dos locais, ou grupos fazendo oferendas ao Lorde Ganesha por exemplo… eu não me senti confortável em tirar a roupa e mostrar meu corpo tatuado por lá. Já as praias frequentadas por turistas você vê todos os tipos de pessoas (além de alguns poucos locais). Mas fica a seu critério e como você se sente mais confortável.

 

E nesta parte da ilha visitamos alguns pontos turísticos que não são propriamente na praia mas com vistas espetaculares. Entre eles a cascata Rochester Falls que eu veementemente não aconselho a visitar sozinho. Nós somos turistas que fazem tudo sozinhos com guia de viagem, gps e coragem. Achamos a localização péssima para se chegar se não for num 4×4 e achamos as pessoas que estavam por lá muito estranhas. Talvez se tivéssemos ido até lá com um grupo + guia teríamos nos sentido mais seguros. Quando chegamos haviam dois casais alemães que estavam indo embora e mais três locais que estavam lá de bobeira sentados olhando pro nada. Quem fica de bobeira no meio do mato olhando pro nada? Não pensamos duas vezes e saímos correndo de lá.  Visitamos também a formação rochosa “que chora” La Roche Qui Pleure na região de Souilac e a vista espetacular do Le Souffleur. Ambos super fáceis de se encontrar pelo GPS mas aconselho a prestar atenção caso chova. Se chover um dia antes e você tiver alugado um carro pequeno, evite. O caminho é entre buracos e lama. A vista compensa e se for o caso, contrate uma agência. E pra finalizar este lado da ilha visitamos a Pointe du Diable e vimos a deslumbrante Lion Mountain.

Este lado da ilha não tem tanto entretenimento. É menos visitado por turistas. A grande maioria evita essa região para dormir e passa rapidamente por lá. Claro que na alta temporada se as outras regiões já estiverem lotadas e sem vagas de hotel, é uma boa opção se hospedar por lá. Se voltarmos um dia a Mauritius, passaremos pelo lado leste rapidamente só para olhar para a Blue Bay e nada mais.

Nos próximos posts falarei sobre as outras regiões da ilha.

Até lá  =0)

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Por Érica Brasilino

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Africa Documentação de Viagem Mauritius Quando Viajar Viagens

Ilhas Maurício

18 de abril de 2017

“Maurício foi criada primeiro, depois o paraíso.” Mark Twain

Após uma pausa merecida de duas semanas fora do Togo, depois de 7 longos meses por aqui, volto a blogar hoje justamente sobre o nosso destino de férias: As Ilhas Maurício. No post de hoje vou comentar porque escolhemos o destino e mais curiosidades sobre este país encantador no meio do Oceano Índico.

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Crédito: O Globo

Ao pesquisar destinos para nossa petit pause, sabíamos que iríamos viajar pela África. Por já morar neste continente, queríamos conhecer um país diferente por aqui mesmo.  Temos uma lista de locais para viajar e Maurício estava no top 3. Mesmo morando num país onde o verão nos presenteia com a sua presença praticamente 365 dias do ano, queríamos um local onde pudéssemos unir praias deslumbrantes com turismo de aventura. Estávamos em dúvida entre quais das ilhas focar uma vez que Mauritius, Reunion, Rodrigues e Seychelles estão relativamente na mesma região, queríamos ter a certeza de que nossa escolha seria uma ilha que oferecesse eco turismo, turismo de aventura, história e praias de tirar o fôlego. Curiosidade: Seychelles foi o destino de lua de mel dos príncipes William e Kate. Após muito pesquisar, batemos o martelo por Mauritius e não nos decepcionamos.

Chegar em Mauritius saindo do Togo não foi nada fácil. As conexões para as ilhas saem todas de Joanesburgo na África do Sul e não temos vôo direto para lá… não tínhamos, porque lógico que após comprar nossas passagens fomos informados de que a South African vai começar a operar este destino à partir de junho. Ohh well… dirigimos por 5 horas para Accra a capital do país vizinho, Ghana. Vou postar depois única e exclusivamente sobre o perrengue ridículo que foi esta jornada. De Accra, voamos para Joanesburgo e de Joburg voamos para Mauritius. Quando o avião começou a se aproximar da ilha, confesso que todo o perrengue do deslocamento foi superado, o espetáculo começa antes mesmo de você colocar os pés na ilha.

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Crédito: Érica Brasilino

Localizada a 800km da costa da ilha de Madagáscar, a ilha tem como vizinho mais próximo a ilha Reunion que seria um departamento (estado) da França. Há 14 vôos diários entre as duas ilhas com duração de 30 minutos. Pensamos que teríamos tempo para ver Reunion mas vai ficar para a próxima viagem. Maurício foi descoberta pelos portugueses (claro) em 1505. O país se tornou independente em 1968. É um país democrático com eleições diretas e é considerado o país mais rico da África. A ilha inteira tem uma população aproximada de 1.2 milhões de pessoas e o seu produto principal é o açúcar. Ele é plantado por 90% da área de cultivo. O idioma oficial é o francês e o crioulo. Você encontrará pessoas que falam um pouco de inglês mas com o sotaque extremamente carregado. É muito difícil visitar o país falando apenas português ou espanhol. A população de Maurício é predominantemente de origem indiana. Conversando com locais soubemos que chegam a 70% dos habitantes. Isso se reflete tanto na culinária local como no número incontável de templos hindus espalhados em cada esquina. O restante da populaçao é de origem africana, chinesa e expatriados europeus.

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Pointe d’Esny – Crédito: Érica Brasilino

Após essa mini introdução te pergunto: porque ir? Porque é um dos locais mais lindos do planeta Terra. Os tons de azul se misturam de uma maneira no horizonte que não dá pra saber onde termina o mar e começa o céu. O verde das montanhas no lado oposto ao mar são um plus. Para quem é brasileiro como eu, muito me recorda as praias do litoral norte, só que com o azul infinito no horizonte. A ilha é cercada por uma enorme barreira de corais que faz com que 90% das praias sejam uma enorme piscina de água morna e areia branca. A alta temporada na ilha é entre dezembro e março, quando o preço dos resorts estão nas alturas e a ilha está lotada de gente por todos os lados. Optamos por abril pois sabíamos que a temperatura estaria mais amena e os preços estavam mais em conta. Para chegar às ilhas Maurício saindo de São Paulo fiz uma simulação no Kayak para setembro e vi passagens de ida e volta pela South African por U$1650 aproximadamente R$5250 reais na cotação de hoje. Este vôo com escala em Joanesburgo seria longo no retorno, com uma espera de 15 horas entre os vôos. Neste caso eu aconselharia pegar uma escala maior de 48 horas e passar pelo menos 2 dias por lá. O máximo que já fiquei num aeroporto foram 7 horas e confesso que é um porre.

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Pereybere – Crédito: Érica Brasilino

Brasileiros não precisam solicitar visto antecipadamente. O visto é emitido no aeroporto na chegada, e você precisa apresentar o bilhete de volta para poder ser admitido no país. No guichê da imigração, eles pediram para apresentarmos o voucher de retorno, as reservas de hotéis e o mais importante a caderneta de vacinação internacional com a comprovação da vacina de febre amarela.

No quesito acomodações a ilha oferece 3 tipos: residências, bed and breakfasts (pousadas) e resorts. Os preços variam muito e tudo aqui vai depender de quanto você está disposto a pagar. Nós não somos fãs de resorts, uma vez que não ficamos dentro do hotel. Só precisamos mesmo de uma cama confortável, chuveiro quente e ar condicionado. Nessa viagem porém, diversificamos a nossa estadia pois dirigimos por toda a ilha e pudemos nos hospedar em 4 hotéis diferentes. Nos próximos posts vou dividir a ilha por regiões e falarei sobre os locais onde ficamos e o que fazer em cada região. Mas só para ter uma idéia na média temporada (shoulder season) uma residência que loca no mínimo quatro noites fica em torno de U$653, um bed and breakfast que loca no mínimo três noites, você pode encontrar quartos por U$336 o período e os resorts… well… eles começam a conversar com você, se você estiver disposto a pagar U$350 por noite. E claro tudo depende da localização do resort e do quarto que você escolher. Vimos resorts que a noite custa facilmente U$1400.

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Resort Tessarouk na exclusiva ilha Aux Cerfs – Crédito: Érica Brasilino

No que diz respeito a transporte nós optamos por alugar um carro. Após muito pesquisar descobri que existe uma diferença bem grande entre alugar nas empresas que estão dentro do aeroporto e com as menores, locais. Optamos por uma locadora pequena familiar e pagamos cerca de 30% mais barato no valor total do carro para os 15 dias. A ilha utiliza a mão inglesa, então meu marido ficou responsável por dirigir. Achei muito confuso. Eu teria matado a gente facilmente pois tudo é feito pelo lado esquerdo. Até o câmbio do carro é do lado esquerdo. No way. Ter um carro disponível foi uma mão na roda. Percebemos ao longo das duas semanas que haviam dois tipos de turistas por lá: os que faziam tudo sozinhos com mapas e gps (a.k.a: nós) e os que tinham motorista particular. Honestamente eu não me sentiria confortável com um motorista por lá, uma vez que as estradas são muito estreitas e muito sinuosas. Não apenas tínhamos mais liberdade para fazer o que quiséssemos a hora que bem entendessemos, como também me senti mais segura com o marido na direção e não um local. Mas ai vai de cada pessoa, como já mencionei em posts anteriores, há vários tipos de turistas. A locação do carro começa a partir de U$56 a diária para um carro compacto.

E por fim o dinheiro em Mauritius é a Rúpia de Maurício. 1 dolar é equivalente a 35 rupias. Cartões são aceitos por praticamente toda a ilha, mas é importante ter rúpias trocadas caso você decida viajar pelo interior da ilha e queira parar para comprar uma coca cola por exemplo. E também para dar gorjetas ou comer na praia em alguns raros quiosques que não aceitam cartões de crédito. Por 200 rúpias em média você come um prato de arroz, salada e filé de peixe na maioria dos restaurantes. Por 60 rúpias uma porção de batata frita, 198 rúpias um número 1 completo no McDonald’s.

Nós próximos posts vou comentar sobre os passeios que fizemos, onde nos hospedamos, o que comemos e as melhores praias. Confesso que já estou com saudades de Mauritius.

Até o próximo post  =0)

 

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Por Érica Brasilino

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EUA O que fazer em Washington DC Washington

Newseum – Museu da Notícia

31 de março de 2017

O post de hoje é sobre um dos museus mais interessantes de Washington, o Newseum – Museu da Notícia (tradução livre), que está localizado perto do National Mall e do Capitólio.    O Newseum é um museu digital que defende a liberdade de expressão e de imprensa, e procura mostrar através de exibições, como a mídia livre é capaz de ajudar a escrever a história da humanidade.


Localizado na 555 Pennsylvania Avenue, o Newseum é um dos únicos museus pagos da cidade. A entrada custa U$21 porém, você tem direito a dois dias seguidos de acesso com uma entrada. Caso não consiga ver todo o museu num dia, poderá voltar no outro de graça para finalizar o seu passeio. Visitei o museu um pouco antes de mudar de DC e confesso que deveria ter ido lá mais vezes mesmo sendo pago. O museu teve um impacto muito grande sob a minha perspectiva/idéia sobre a cultura americana e como eles tratam a liberdade de expressão (mesmo ultimamente ela tendo passado por alguns “challenges” por lá).

Logo na entrada do museu todos os dias são expostas as manchetes dos principais jornais do mundo inteiro. Essa exibição é gratuita e pode ser vista por quem passa pela calçada. Uma ótima maneira de se manter informado seja você de onde for.

Eles tem várias exibições entre fixas e temporárias. As que eu mais gostei foram:

Pulitzer Prize Photographs Gallery: Nessa exibição você pode ver as fotos ganhadoras do maior prêmio jornalístico do mundo. A foto que mais impressionou e que eu já conhecia a história por trás da foto é a Starving Child and Vulture do fotógrafo Kevin Carter de 1993. Quando fiz aulas de fotografia, essa foto foi tema de uma das minhas aulas e sempre me assombrou. Ver a original exposta no museu foi impressionante. Caso tenha curiosidade sobre a foto e o autor, você pode ler mais sobre a obra aqui.

NBC News Interactive Newsroom: Nessa exibição você escolhe se será um apresentador de telejornal ou repórter e grava num estúdio de verdade uma matéria de 4 minutos que pode ser sobre futebol americano, previsão do tempo ou uma entrevista em estúdio. Fiquei sentada assistindo vários alunos brincarem de repórter e achei bem bacana.

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Journalists Memorial: Um painel gigantesco com o nome de jornalistas que morreram no mundo apenas por perguntar algo que não deveria ser perguntado ou por escrever um artigo que não deveria ser publicado. Vi neste mural o nome do Tim Lopes, jornalista da Rede Globo assassinado por traficantes no Rio de Janeiro. Você pode acessar a informação que está no mural neste link interativo.

Berlin Wall Gallery: Uma das mais interessantes exibições do museu, lá você pode ver ao vivo e a cores um fragmento do Muro de Berlin e uma das torres de observação em tamanho real. É impactante ficar em pé em frente ao muro que dividiu um país por tantos anos e fez tantas pessoas sofrerem. Imaginar a separação entre famílias e amigos é muito forte.


9/11 Gallery Sponsored by Comcast: A galeria mais impactante de todas pra mim, talvez porque eu lembre mais vivamente do dia do ataque de 11 de Setembro do que da queda do Muro de Berlim, nessa exibição você tem acesso a informações de como as redes de televisão e os fotógrafos nos EUA reagiram ao ataque ás Torres Gêmeas. Entrevistas em primeira pessoa fazem você se emocionar com os relatos de quem estava naquele dia fatídico tentando contar ao mundo o terror que assolou NYC. Neste link aqui você pode assistir a uma das várias entrevistas em exposição no Newseum. Impossível não chorar nesta parte do museu.

Você também pode visitar o terraço do museu e ter uma vista fantástica dó Capitólio e da National Gallery of Art. É de tirar o fôlego.

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Este é um dos lugares em DC que você tem que visitar. Mesmo sendo pago, acho válida a afirmação americana de que o direito de expressão é um dos mais importantes e isso tem impacto diretamente com tudo o que está acontecendo no mundo atualmente. Ter acesso á informação não apenas é um direito do cidadão mas também é dever do Estado. Por morar num local onde as pessoas não conseguem exercer este direito, hoje vejo como sou sortuda de ser nacional de um país que apesar de todos os problemas, as pessoas se expressam e conseguem unidas mudar a história de alguma maneira.

Caso você visite o Newseum ou tenha mais perguntas a respeito, deixa uma mensagem nos comentários,

Até o próximo post. =0)

 

 

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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EUA O que fazer em Washington DC Washington

Shenandoah National Park

28 de março de 2017

A primeira vez que eu ouvi falar do Shenandoah National Park, foi numa foto no perfil do Facebook de uma conhecida. Ela tirou uma foto tão magnífica das árvores alaranjadas no outono americano que eu fiquei enlouquecida e fui pesquisar a respeito. Passamos oito meses em DC e eu sabia que não estaríamos lá para ver a mudança na vegetação, porém por tudo o que eu pesquisava a respeito, valia muito a pena visitar o parque mesmo assim.

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Shenandoah fica no estado da Virgínia e foi estabelecido em 1935. Uma viagem de 40 minutos de carro partindo de Washington e você já está na entrada norte do parque. Ele é famoso por ter sido habitado pelos colonizadores e índios americanos. Hoje há uma variedade de atividades que você pode fazer no parque como caminhadas, trilhas, acampar, andar a cavalo…

Quando visitamos Shenandoah optamos por seguir a Skyline Drive. Basicamente é a rodovia que corta o parque de norte a sul com 169 quilômetros de extensão. Ao longo da estrada você pode apreciar a natureza, a fauna, flora e consegue acessar inúmeras trilhas entre elas a mais famosa de todas a Appalachian Trail. Como na mesma rota carros dividem espaço com pessoas a cavalo, motos, bicicletas e afins, deve-se manter uma velocidade baixa durante todo o percurso. Por essa mesma rota é possível acessar o Visitor’s Center, a área de acampamento e também os resorts que estão localizados dentro do parque caso você decida pernoitar por lá. Como morávamos relativamente perto voltamos no final da tarde pra casa.

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Este é um passeio para quem curte a natureza, quem curte dirigir por lugares verdes e ouvir apenas o som dos pássaros. Aconselho a tirar um dia para fazer sem pressa. No dia da nossa visita, fomos agraciados com a visão de um urso e.n.o.r.m.e bem na nossa frente. Eu tremia tanto que não sei como consegui tirar foto dele. Eu estava com a cara enterrada na câmera quando o carro parou abruptamente e senti o braço do meu marido me segurando. Ele falou com a maior calma do mundo: “não grite e não faça movimentos bruscos”. De repente lá estava ele, enorme, marrom e imponente bem na frente do nosso carro. Ele atravessou a rodovia com a maior calma do mundo. Tivemos muita sorte pois ele atravessou bem devagar e todos os outros carros atrás de nós não entendiam porque tínhamos parado de repente e quando finalmente se deram conta, ele já estava entrando na mata outra vez. Como foi na época daquele filme O Regresso do Leonardo di Caprio meu maior medo era que ele viesse na nossa direção e nos atacasse. Mas pelo visto ele já esta mais habituado a humanos do que nós a eles.

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Após nosso encontro com o Zé Colméia (hahaha), continuamos dirigindo pelo parque e vimos uma coruja sensacional voar bem a nossa frente. Já era por volta de 5 da tarde e já ia começar a escurecer. Ficamos impressionados pois não é sempre que você vê corujas assim em plena luz do dia voando baixo. Essa não tive tempo de tirar foto (infelizmente).

Nós gostamos muito dos parques nacionais nos EUA, eles são sempre lindos para visitar e entrar em contato com a natureza. Aqui na África sentimos muita falta de poder dirigir ou caminhar por um lugar calmo, bonito e preservado. Acho que neste aspecto os EUA são sensacionais pois tem lugares magníficos onde você não precisa gastar nada para se divertir.

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Nós temos uma lista que inclui o Zyon e o Yosemite para visitar nas próximas idas para lá. Na Flórida já andamos de moto por dentro do Everglades tanto em dia de sol como num dia de tempestade absurda (será tópico para um outro post futuro).

Caso você tenha curiosidade você pode verificar o site oficial do Shenandoah National Park clicando aqui. Lá você terá todas as informações para poder planejar melhor a sua visita.

E você, conhece algum national park por lá que vale a pena a visita? Compartilha comigo.

Ate o proximo post  =0)

 

 

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Por Érica Brasilino

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EUA O que fazer em Washington DC Washington

DEA Museum – Museu da Narcóticos

21 de março de 2017

E quem diria que há um museum fora da área metropolitana de DC totalmente dedicado ao DEA (Drug Enforcement Administration) ou se você preferir a Narcóticos. Pois sim e hoje falo sobre ele.

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Credito: http://www.deamuseum.org

Localizado na Virgínia na estação de metro Pentagon City este museu e rico em informações sobre o efeito das drogas nos seres humanos e a luta do DEA contra o trafico de drogas nos EUA. O museu não atrai 1/20 dos visitantes que se acotovelam no Smithsonian no National Mall, mas é uma jóia escondida para quem gosta de informações e adora visitar lugares que a maioria das pessoas não visitam.

A exibição mostra o inicio do consumo de drogas desde a antiguidade quando o opium era inalado pela burguesia, passa pela plantação de coca na China, ate os dias de Pablo Escobar e a atualidade. Há também uma coleção incrível de objetos que já foram utilizados para esconder e traficar. Você também pode ver alguns objetivos extremamente caros e de luxo que foram confiscados pela policia de traficantes famosos como o El Chapo. O museu também traça uma linha do tempo sobre as drogas mais utilizadas em cada época como morfina, cocaína, psicodélicos, heroína e maconha.

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Credito: http://www.deamuseum.org

Confesso que a parte que mais me chocou foi a que fala sobre a Coca Cola que no inicio era um remédio e acabou se tornando uma bebida. Por isso tantas pessoas são viciadas no refrigerante no mundo hoje. Uma das exibições também fala sobre o abuso no uso de drogas prescritas e controladas (como a que levou a morte o cantor Michael Jackson). Há também um display chocante com mugshots (fotos de pessoas reais que foram fichadas pela policia) em vários estágios do vicio. E de cortar o coração

Se você ficou interessado o DEA Museum funciona de terça a sexta das 10:00 as 16:00. Fecha em todos os feriados federais. Desça na estação Pentagon City, suba as escadas rolantes e pegue a saída a sua direita. Você estará de frente ao Pentagon City Mall (do outro lado da rua). O museu esta dentro do prédio do DEA a sua direita.

E você já visitou ou planeja visitar o DEA Museum? Compartilha como a sua experiência

Ate o próximo post  =0)

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Por Érica Brasilino

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