Categoria: Quando Viajar

América Argentina Onde comer Quando Viajar Viagens

Feriado Prolongado em Buenos Aires

25 de julho de 2018

Num fim de semana prolongado decidimos visitar a charmosa Buenos Aires, a capital da nossa vizinha Argentina. No post de hoje compartilho com vocês algumas dicas do que ver e fazer nessa cidade que é puro charme com ares de Europa.

Quando visitamos Buenos Aires sabíamos que não tínhamos muito tempo disponível, então focamos em passear pelas ruas da capital e sentir um pouco como é a vibe e o clima local.

Voamos para a Argentina pela Aerolíneas Argentinas saindo de São Paulo. Confesso que foi a primeira vez que voamos por essa companhia e não gostamos do atendimento deles. Acredito que outros passageiros tenham uma opinião contrária, mas numa próxima ida a Argentina, evitaremos voar com eles.

Em Buenos Aires nós reservamos o Abasto Hotel. Localizado na Avenida Corrientes, uma das principais avenidas da cidade, o hotel oferece wifi gratuito, estacionamento e transfer de/para o aeroporto. O café nós tivemos de pagar a parte, mas o serviço é impecável. Na esquina quase em frente ao hotel está localizado o Shopping Abasto, onde há várias opções de restaurantes e cafés.

Em Buenos Aires nós contratamos o serviço de uma amiga minha de infância que mora na cidade. A Simone Almeida fez o nosso traslado de/para o aeroporto, câmbio de reais para pesos e também fez nossos passeios turísticos. Ter alguém que conhece a cidade foi primordial para que a gente pudesse aproveitar a cidade com o pouco tempo que tínhamos disponível. Caso você tenha interesse entre em contato com a Simone Almeida pelo Instagram dela @monybaiana

 

Mas o que fizemos por lá?

Dia 1

Cemitério da Recoleta + Hard Rock Café + Casa Rosada + Ponte Mujeres

 

Cemitério da Recoleta

Começamos a desbravar Buenos Aires por um de seus bairros mais clássicos, a Recoleta. Cidade que começou a ser povoada em 1871 com a chegada de famílias ricas que fugiam de uma praga de febre amarela. Por ser um local onde abastados moravam, claro que o cemitério não seria diferente. Você pode torcer o nariz e se perguntar porque incluir um cemitério num passeio de férias. Porque este cemitério é praticamente um museu a céu aberto. Com suas lápides e mausoléus extravagantes, quanto mais oponente a morada final de uma pessoa, mais dinheiro aquela família mostrava ter para a sociedade. O cemitério também é famoso por ser o local onde está enterrada Eva Perón e Carlos Gardel. Contrate um guia local para ouvir as histórias de terror sobre personalidades famosas do folclore argentino, torna a visita muito mais interessante. A entrada do cemitério é grátis e ele abre todos os dias das 7am as 5:30pm.

 

Hard Rock Café Buenos Aires

Apenas mais uma unidade da rede de hambúrguer americana. Nada de diferente caso você conheça alguma das outras unidades. Demos uma passadinha por lá para tomar uma cerveja após sair do cemitério, pois está praticamente do outro lado da rua. Aberto de domingo a quinta das 12pm a 1am e as sextas e sábados das 12pm as 2am.

 

Casa Rosada

A casa mais famosa da Argentina claro que tem que fazer parte de qualquer roteiro que se preze, e o nosso não poderia ser diferente. Residência oficial de quem ocupar o cargo de presidente do país, também abriga o Museu da Casa do Governo que reúne em seu acervo peças relacionadas a história dos presidentes da Argentina. Há uma visita guiada ao local (que não fizemos, então não posso dizer como é), e para agendar você deve clicar neste link aqui. Os tours acontecem aos sábados, domingos e feriados ás 10 e ás 18 horas. O tour em inglês acontece nos mesmos dias ás 12:30 e ás 14:30. Para participar do tour é necessário agendar no máximo com 15 dias de antecedência.

 

Ponte Mujeres

Aproveitamos que estávamos na região e passeamos pela margem do Rio Díque para ver a famosa Ponte Mujeres. Cartão postal de Buenos Aires e parada obrigatória para fotos.

 

Dia 2

Avenida Independencia + Café Tortoni + Caminito + Señor Tango

 

Avenida Independencia

No nosso segundo dia na capital argentina começamos nosso passeio pela região entre Montserrat e San Nicola, caminhando pela Praça de Maio, Catedral Metropolitana de Buenos Aires e Avenida Independencia. Infelizmente visitamos a cidade durante o feriado do dia do trabalho argentino, então haviam várias manifestações pró e contra governo agendadas para aquela região, o que inviabilizou que nós pudéssemos apreciar totalmente o local. Fique atento caso você decida visitar Buenos Aires durante o mês de maio (perrengues de viagem? teve!)

 

Café Tortoni

Um dos cafés mais famosos do país, mescla cultura, com gastronomia e história. Vale a visita. Aprecie um típico café argentino com uma porção de churros. Não conseguimos apreciar melhor por conta do barulho das manifestações, mas faça um favor a você mesmo e visite!!!

 

Caminito

Localizado no bairro de La Boca, Caminito é uma veia pulsante em Buenos Aires com seus restaurantes, lojas, cafés e artistas por todos os lados. O local ganhou notoriedade após servir de inspiração para um tango muito famoso na Argentina, Caminito de 1926. Confesso que assisti ao melhor show de tango na Argentina em uma churrascaria extremamente simples localizada em Caminito. Não esqueça da parada obrigatória na loja de alfajores Havanna.

 

Señor Tango

Após consultar amigos que já haviam visitado a Argentina, optamos por visitar o Señor Tango como nossa noite de tango tradicional. O espetáculo é durante um jantar onde você paga o valor fechado e já vem tudo incluso. O show lembra um Cirque Du Soleil de uma certa maneira e representa todo o orgulho dos argentinos por sua cultura. Confesso que eu esperava mais do show… talvez a culpa tenha sido do show de tango que vimos em Caminito que foi surpreendente. Um dos pontos positivos da atração é o oferecimento de traslado do hotel para o local. Isso ajudou muito uma vez que não tínhamos carro alugado na cidade. O show acontece todas as noites com horários diferentes no verão e no inverno. Tarifas diferenciadas por telefone caso haja um argentino no grupo. Informações no link aqui.

 

Dia 3

Shopping Abasto + La Bombonera

 

Shopping Abasto

Praticamente o Shopping Morumbi de Buenos Aires. Se visitar, indico sem pestanejar a loja da marca local Prune, onde comprei uma jaqueta de couro sensacional. A jaqueta infelizmente não aguentou o calor togolês e desgastou e já tinha passado da garantia, mas sonho até hoje com outras jaquetas da marca (fica a dica).

La Bombonera

Encerramos nossa visita a Buenos Aires visitando o estádio do Boca Juniors, a famosa Bombonera. Com capacidade para 49 mil pessoas sentadas (padrão mínimo FIFA). O estádio tem este apelido porque tem o formato de uma caixa de bombons. É possível fazer uma visita guiada. Informações clique aqui.

 

Lembrando que não é necessário visto para visitar a Argentina (brasileiros). Por ser parte do Mercosul, podemos entrar no país com nosso RG (atual com menos de 10 anos de emissão). Se você é cidadão de um país que não faça parte do Mercosul ou seja vizinho da Argentina, para entrar você deve ter passaporte e dependendo da sua nacionalidade pode ser necessário visto. Em caso de dúvidas clique aqui para saber se você precisa ou não de visto para uma visita de turismo máxima por 90 dias. Como qualquer outro país estrangeiro, você deve ter sua passagem de volta já emitida para ser admitido no país.

A moeda da Argentina é o Peso Argentino e há caixas 24 horas disponíveis em todos os lugares, cartões de crédito também são amplamente aceitos. Se você receber dinheiro em mal estado no país, não se assuste, você conseguirá passar a nota pra frente sem problema. A economia local não aceita pechincha com bons olhos, então evite. Gorjeta no país é bem vinda porém não é uma obrigação. Como qualquer país com fluxo turístico, dê gorjetas em restaurantes, para taxistas apenas se eles ajudarem com bagagens pesadas, para arrumadeiras no hotel, etc.

Para chegar em Buenos Aires há dois aeroportos principais: Aeroparque e Ezeiza. Sendo o primeiro o aeroporto dentro da cidade praticamente perto de tudo e o Ezeiza mais longe porém o que voa para destinos internacionais (como Europa e EUA).

Essa foi a nossa visita relâmpago a Buenos Aires, tenho certeza de que existem um milhão de outros passeios e pontos turísticos imperdíveis que deixamos de fora da nossa visita por falta de tempo. Quem sabe a gente tenha a oportunidade de voltar e conhecer mais desse país incrível um dia. Porém este post pode servir de ponto de partida caso você esteja planejando uma ida a capital da Argentina. De qualquer maneira, tenho certeza de que sua viagem será incrível pois o povo argentino é sensacional e amistoso e a comida deles é excepcional. Don’t cry for me Argentina, I will be back S2

 

Até o próximo post =0)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks Califórnia EUA Nevada Quando Viajar Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Death Valley National Park – Parte 1

09 de março de 2018

Quando decidimos fazer uma road trip pelo sudoeste americano meu marido tinha apenas uma única e singela reinvindicação: teríamos que passar pelo Death Valley. Não importava para onde eu queria ir, o que queria ver, fazer, comer, desde que ele pudesse ver com os próprios olhos o famoso Vale da Morte. Confesso que eu não tinha conhecimento algum sobre a região e o nome me dava calafrios. O parque foi uma surpresa sem tamanho. Tanto que foi o local que passamos mais dias de todos os locais que visitamos nessa viagem, 3 no total. Foi o local das fotos mais sensacionais, das paisagens mais inóspitas, foi onde vimos a beleza da falta de água ou da água salinizada em estado puro. Hoje compartilho com vocês o que ver, fazer, onde dormir, comer e como se preparar para visitar o deserto mais famosos dos EUA.

O Death Valley está localizado na Califórnia, mas faz fronteira com o estado de Nevada. Se você visitar tanto Los Angeles ou Las Vegas como porta de entrada para essa região do país, terá fácil acesso pelos dois lados. 95% do parque é considerado área selvagem e por isso visitar a área requer planejamento. Desde entender as mudanças bruscas de temperatura que ocorrem dentro do próprio parque como onde dormir ou comer, pode ser vital para que a sua visita não se torne uma dor de cabeça. Antes de pegar estrada passamos em um mercado em Las Vegas e compramos provisões. Como nunca nenhum de nós tínhamos visitado um deserto antes, li sobre o que deveríamos ter conosco. Então tínhamos barras de cereais, aproximadamente 20 litros de água em garrafas de 2 litros, Gatorade, snacks diversos, barras de cereal, chocolates, e mais um monte de itens diversificados.

No caminho passamos por paisagens incríveis. Era justamente o que nós tínhamos em mente, dirigir numa estrada sem fim e sem outras pessoas ao redor. Passávamos por outros carros a cada 20 minutos e olhe lá. Se você curte dirigir sem se preocupar com semáforo, pedestres e quer apenas apreciar a natureza em estado bruto com uma música bacana no sistema de som do carro, este tipo de viagem é perfeito para você.

Nós saímos de Las Vegas no estado de Nevada e pegamos a Rodovia 160 em direção a Pahrump. Aconselho os amantes de fotografia a pararem no acostamento (com segurança por favor) e a tirarem fotos da rodovia sem fim. Nunca antes dirigimos por estradas que era possível enxergar mais de 10 milhas á nossa frente e não ver nenhum carro, a experiência é sem dúvida muito diferente. Fique atento pois há relatos de coiotes nessa região e não quero que você seja atacado por um. Essa rota é também muito indicada para os amantes de motocicleta. Acredito que fazer essa viagem nessa época do ano (inverno) de moto deve ser fantástica.

Nós finalmente chegamos no Death Valley pela entrada de Amargosa (a entrada sul do parque). Paramos na placa de entrada do parque e já começamos a ter uma noção do que teríamos pela frente, NADA. Mas não um nada que não seja interessante, mas o nada em estado bruto. Você pode simplesmente rodar um filme no Death Valley que a sensação será a de que você está literalmente em outro planeta.

Logo após o local onde está a placa com o nome do parque há a entrada em si. Ali você deve efetuar o pagamento no quiosque de acordo com os valores que estão fixados no totem. Também é possível pegar mapas e o jornal informativo. Aconselho veementemente que você use o banheiro mesmo que não queira. Banheiros no Death Valley são escassos. O que é interessante é que não tem ninguém efetuando a cobrança da entrada. Entende-se que você será uma pessoa honesta e fará o pagamento.

A primeira parada da nossa jornada dentro do parque foi Zabriskie Point, local árido chamado de badlands por ser de difícil travessia. Essa parte lembra muito a superfície da lua. No local á 5 milhões de anos atrás era o Furnace Creek Lake que secou, porém deixou milhões de vestígios até hoje, sensacional.

De lá partimos para o Visitor Center que diferente de outros parques, está localizado mais ao centro na região que também se chama Furnace Creek. Ao chegarmos no local ficamos surpresos com a quantidade de visitantes. Os meses de novembro-fevereiro são considerados a alta temporada do parque, pois é a única época do ano que é possível fazer trilhas no Death Valley. Por ser um dos locais mais quentes do mundo, os amantes de trekking e da natureza optam por visitar no inverno americano. Claro que não sabíamos disso, pois estamos começando agora a nossa vida de desbravadores de parques nacionais.

No Visitor Center conversamos com os park rangers, pedimos informações e diferente de outros parques, este tem opções de comida para venda. O que é sensacional pois o local é completamente deserto. Como opções tinham sanduiches natural, Gatorade, potato chips e barras de cereal. Praticamente o que tínhamos comprado para essa visita. Há também uma área de picnic do lado de fora com inúmeros bancos. Pelo tamanho da instalação, acredito que durante as férias escolares americanas o local deva ficar extremamente lotado. Há também banheiros e indico a utilização.

Como a luz do dia já estava chegando ao fim, decidimos dirigir para a cidade de Beatty no estado de Nevada. Não se engane, não era longe. Como no Visitor Center era o único local onde nossa internet estava funcionando, ali aproveitamos para reservar um quarto. Sorte de principiantes em viagens deste tipo, encontramos acomodação no Death Valley Inn. Hotel extremamente simples como 99% dos hotéis na região do vale. Para aquela noite só precisávamos mesmo de cama, chuveiro e ar quente que funcionasse, pois a temperatura ao por do sol caiu vertiginosamente.

No meio do caminho quando percebemos que éramos o único carro na estrada dentro do parque, estacionamos e apagamos todas as luzes. O Ezio foi corajoso o suficiente de descer do carro para apreciar as estrelas. Não desci, o medo me paralisou. Fiquei com muito medo de ser atacada por um coiote ou outro animal faminto. Abri a janela do carro e coloquei metade do corpo para fora para apreciar o céu mais lindo da vida. Estar no meio do nada fez com que nossa visão do céu fosse aquela do Google. Vimos estrelas que nem sabíamos que existiam. Ficar ali parada no meio do deserto do Vale da Morte apreciando as estrelas com meu marido deu um novo sentido para a ideia de viagem a dois. Estar em contato com a natureza, ouvir a respiração um do outro, estar atento ao movimento de qualquer folha que seja para não ser surpreendido por um animal. Foi um momento muito especial.

Quando percebemos que estávamos sendo observados por um animal que estava cada vez mais próximo, nos trancamos no carro no escuro e ficamos ali parados atentos para ver o que era. Após uns cinco minutos vimos dois pares de olhos nos encarando muito mais perto do que pensávamos e quando acendemos os faróis do carro vimos dois coiotes a nossa espreita. Claro que eles correram ao perceberem que o carro começou a se mexer, mas foi tenso.

Deixo registrado que visitar o Death Valley é para pessoas que não estão procurando luxo durante a sua viagem. Eu deixo claro que não curto acampar, nunca gostei. Sou libriana, gosto de conforto, uso chapinha no cabelo e maquiagem para ir malhar. Dito isso, mesmo eu com todas as minhas frescuras, confesso que amei o primeiro dia. Sair do local comum e se deixar  surpreender por lugares que jamais pesquisei a respeito ou tinha a intenção de conhecer. No final das contas acho que viajar é isso, é um eterno aprender e surpreender. Que graça tem ser uma menina da cidade e só viajar para cidades?

No próximo post falo sobre o segundo e o terceiro dia dentro do Death Valley, porque ficamos mais tempo por lá do que nos outros parques que visitamos nessa viagem e porque este se tornou o nosso local favorito com promessas de volta.

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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Arizona EUA Onde comer Quando Viajar Viagens

Epic USA Road Trip – Arizona – Antelope Canyon

30 de janeiro de 2018

Ao sair do Grand Canyon pela Desert View Drive decidimos dirigir até a cidade de Page. Lá nossa intenção era visitar dois locais específicos: Horseshoe Bend e Antelope Canyon. Pegamos a rodovia 69 e depois seguimos pela 89. Toda essa região está localizada na área dos índios Navajo. Chamada de Navajo National Reserve, essa é a maior área de posse de uma tribo indígena americana e cobre partes do Arizona, Utah e Novo México. Eu não tinha conhecimento algum antes dessa viagem sobre como funcionam as reservas, eu sabia que os índios por aqui tinham vários direitos assegurados por lei (descobri ao visitar o Museum do Índio Americano aqui em Washington), mas visitar uma reserva foi bem instrutivo.

Em Page nos hospedamos no hotel Best Western View of Lake Powell. Bom hotel com bom café da manhã. O hotel na verdade era bem sossegado, talvez porque viajamos no período entre o Thanksgiving e o Natal. Essa viagem foi go with the flow, então fizemos a reserva um dia antes e conseguimos nos hospedar sem problema. Caso você viaje no pico do verão americano, talvez seja melhor verificar a disponibilidade o quanto antes.

Em Page contratamos a Antelope Canyon Tours para fazer o passeio. Não é possível acessar essa área da reserva sem guias navajos credenciados. No passado turistas faleceram porque não conheciam a região e visitaram o Lower Antelope Canyon num dia onde o tempo mudou e a chuva inundou a fissura. A chuva na verdade nem ocorreu em Page, aconteceu na cidade vizinha, mas foi o suficiente para inundar o local e matar 15 turistas. Apenas um integrante da tribo Navajo que acompanhava o grupo sobreviveu, pois ele tinha treinamento em inundações. Hoje após este trágico episódio os navajos conseguiram uma autorização governamental especial para a exploração da área e algumas melhorias foram instaladas, inclusive um sistema de alerta para o risco iminente de inundação nas fissuras.

Existem dois cânions para visitar em Page, o Upper e o Lower. O Upper que visitamos é o número 1 em visitas. Tanto por ser mais fácil de ser acessado como pela incidência de luz ser mais direta e criar efeitos mais significativos para as fotos. O Lower Antelope Canyon além de ser mais difícil de acessar (você deve descer escadas instaladas na borda da fissura, o que dificulta o acesso de pessoas com deficiência motora e diminui assim o número de visitantes), este cânion não tem tantos jogos de luzes naturais que fizeram seu vizinho mais famoso e mais visitado.

É possível obter informações sobre os tours oferecidos pela internet mesmo. A agência que fechamos o pacote nos levou por um trajeto que envolvia rua asfaltada e off road. Após uns 20 minutos de carro chegamos ao local. O trajeto pode ser bem rough, então segure bem os seus pertences para não cair do carro. Eles dividem os turistas entre vários guias e os guias procuram espaçar os grupos entre si para que todos possam ter a oportunidade de tirar quantas fotos forem possíveis.

A caverna em si é estreita. Se você for claustrofóbico pode ser bem desconfortável. A entrada da caverna é larga e vai estreitando no final. O passeio consiste em ir e voltar pelo mesmo caminho e o guia vai mostrando os melhores lugares para tirar fotos. Confesso que fiquei bem impressionada com o conhecimento do guia navajo sobre fotografia, luz e ângulo. Mesmo quem não tem uma DSRL ou uma câmera mais potente consegue fotos incríveis com o celular.

Este ponto em Page é concorridíssimo por fotógrafos do mundo inteiro. Tanto que na alta temporada é bem difícil conseguir tickets para visitar no mesmo dia ou de um dia para o outro. Se você tem a intenção de ir até lá e já sabe as datas da sua viagem para a região, aconselho que você já entre em contato e reserve os tickets com as operadoras de turismo local.

Conversando com o guia, fomos informados que o pico de visitação ocorre no verão, quando a incidência do sol no cânion bate diretamente numa posição onde as fotos saem mais bonitas. Quando voltamos para o hotel comparamos nossas fotos com as fotos da internet e realmente percebemos que a iluminação faz toda a diferença neste passeio. Como não somos fotógrafos profissionais, isso não me incomodou, e eu também não tinha ido para esta cidade apenas para este passeio. Se você for a Page com essa intenção em mente, saiba que entre maio e setembro são os mais difíceis de conseguir tickets pois fotógrafos profissionais agendam com até um ano de antecedência. E o melhor horário para o tour focado mais em fotografia do que sightseen é o tour das 11:30 da manhâ. Mas este é justamente o tour que os tickets esgotam rapidamente. Fique de olho no site.

Pelo sightseeing tour nós pagamos cerca de U$90 o casal. Mesmo sendo um tour de aproximadamente uma hora, valeu muito a pena. Eu não faria o Lower Antelope Canyon por puro medo de uma inundação, e por achar desnecessário fazer dois tours semelhantes. Mas cada turista sabe o que tem em mente para fazer a sua viagem única e inesquecível.

No final do dia descobrimos que a cidade de Page é tão pequena, que tem um número muito limitado de lugares para comer. Porém encontramos um restaurante tailândes excelente. Comemos no Dara Thai Restaurant. Nós comemos um Pad Thai maravilhoso. Fica a dica.

No próximo post falo sobre o Horseshoe Bend também em Page e falo sobre o que vimos ao dirigir por dentro da reserva da tribo Navajo.

 

Até lá =)

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Por Érica Brasilino

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Africa Documentação de Viagem Mauritius Quando Viajar Viagens

Ilhas Maurício

18 de abril de 2017

“Maurício foi criada primeiro, depois o paraíso.” Mark Twain

Após uma pausa merecida de duas semanas fora do Togo, depois de 7 longos meses por aqui, volto a blogar hoje justamente sobre o nosso destino de férias: As Ilhas Maurício. No post de hoje vou comentar porque escolhemos o destino e mais curiosidades sobre este país encantador no meio do Oceano Índico.

Abre

Crédito: O Globo

Ao pesquisar destinos para nossa petit pause, sabíamos que iríamos viajar pela África. Por já morar neste continente, queríamos conhecer um país diferente por aqui mesmo.  Temos uma lista de locais para viajar e Maurício estava no top 3. Mesmo morando num país onde o verão nos presenteia com a sua presença praticamente 365 dias do ano, queríamos um local onde pudéssemos unir praias deslumbrantes com turismo de aventura. Estávamos em dúvida entre quais das ilhas focar uma vez que Mauritius, Reunion, Rodrigues e Seychelles estão relativamente na mesma região, queríamos ter a certeza de que nossa escolha seria uma ilha que oferecesse eco turismo, turismo de aventura, história e praias de tirar o fôlego. Curiosidade: Seychelles foi o destino de lua de mel dos príncipes William e Kate. Após muito pesquisar, batemos o martelo por Mauritius e não nos decepcionamos.

Chegar em Mauritius saindo do Togo não foi nada fácil. As conexões para as ilhas saem todas de Joanesburgo na África do Sul e não temos vôo direto para lá… não tínhamos, porque lógico que após comprar nossas passagens fomos informados de que a South African vai começar a operar este destino à partir de junho. Ohh well… dirigimos por 5 horas para Accra a capital do país vizinho, Ghana. Vou postar depois única e exclusivamente sobre o perrengue ridículo que foi esta jornada. De Accra, voamos para Joanesburgo e de Joburg voamos para Mauritius. Quando o avião começou a se aproximar da ilha, confesso que todo o perrengue do deslocamento foi superado, o espetáculo começa antes mesmo de você colocar os pés na ilha.

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Crédito: Érica Brasilino

Localizada a 800km da costa da ilha de Madagáscar, a ilha tem como vizinho mais próximo a ilha Reunion que seria um departamento (estado) da França. Há 14 vôos diários entre as duas ilhas com duração de 30 minutos. Pensamos que teríamos tempo para ver Reunion mas vai ficar para a próxima viagem. Maurício foi descoberta pelos portugueses (claro) em 1505. O país se tornou independente em 1968. É um país democrático com eleições diretas e é considerado o país mais rico da África. A ilha inteira tem uma população aproximada de 1.2 milhões de pessoas e o seu produto principal é o açúcar. Ele é plantado por 90% da área de cultivo. O idioma oficial é o francês e o crioulo. Você encontrará pessoas que falam um pouco de inglês mas com o sotaque extremamente carregado. É muito difícil visitar o país falando apenas português ou espanhol. A população de Maurício é predominantemente de origem indiana. Conversando com locais soubemos que chegam a 70% dos habitantes. Isso se reflete tanto na culinária local como no número incontável de templos hindus espalhados em cada esquina. O restante da populaçao é de origem africana, chinesa e expatriados europeus.

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Pointe d’Esny – Crédito: Érica Brasilino

Após essa mini introdução te pergunto: porque ir? Porque é um dos locais mais lindos do planeta Terra. Os tons de azul se misturam de uma maneira no horizonte que não dá pra saber onde termina o mar e começa o céu. O verde das montanhas no lado oposto ao mar são um plus. Para quem é brasileiro como eu, muito me recorda as praias do litoral norte, só que com o azul infinito no horizonte. A ilha é cercada por uma enorme barreira de corais que faz com que 90% das praias sejam uma enorme piscina de água morna e areia branca. A alta temporada na ilha é entre dezembro e março, quando o preço dos resorts estão nas alturas e a ilha está lotada de gente por todos os lados. Optamos por abril pois sabíamos que a temperatura estaria mais amena e os preços estavam mais em conta. Para chegar às ilhas Maurício saindo de São Paulo fiz uma simulação no Kayak para setembro e vi passagens de ida e volta pela South African por U$1650 aproximadamente R$5250 reais na cotação de hoje. Este vôo com escala em Joanesburgo seria longo no retorno, com uma espera de 15 horas entre os vôos. Neste caso eu aconselharia pegar uma escala maior de 48 horas e passar pelo menos 2 dias por lá. O máximo que já fiquei num aeroporto foram 7 horas e confesso que é um porre.

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Pereybere – Crédito: Érica Brasilino

Brasileiros não precisam solicitar visto antecipadamente. O visto é emitido no aeroporto na chegada, e você precisa apresentar o bilhete de volta para poder ser admitido no país. No guichê da imigração, eles pediram para apresentarmos o voucher de retorno, as reservas de hotéis e o mais importante a caderneta de vacinação internacional com a comprovação da vacina de febre amarela.

No quesito acomodações a ilha oferece 3 tipos: residências, bed and breakfasts (pousadas) e resorts. Os preços variam muito e tudo aqui vai depender de quanto você está disposto a pagar. Nós não somos fãs de resorts, uma vez que não ficamos dentro do hotel. Só precisamos mesmo de uma cama confortável, chuveiro quente e ar condicionado. Nessa viagem porém, diversificamos a nossa estadia pois dirigimos por toda a ilha e pudemos nos hospedar em 4 hotéis diferentes. Nos próximos posts vou dividir a ilha por regiões e falarei sobre os locais onde ficamos e o que fazer em cada região. Mas só para ter uma idéia na média temporada (shoulder season) uma residência que loca no mínimo quatro noites fica em torno de U$653, um bed and breakfast que loca no mínimo três noites, você pode encontrar quartos por U$336 o período e os resorts… well… eles começam a conversar com você, se você estiver disposto a pagar U$350 por noite. E claro tudo depende da localização do resort e do quarto que você escolher. Vimos resorts que a noite custa facilmente U$1400.

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Resort Tessarouk na exclusiva ilha Aux Cerfs – Crédito: Érica Brasilino

No que diz respeito a transporte nós optamos por alugar um carro. Após muito pesquisar descobri que existe uma diferença bem grande entre alugar nas empresas que estão dentro do aeroporto e com as menores, locais. Optamos por uma locadora pequena familiar e pagamos cerca de 30% mais barato no valor total do carro para os 15 dias. A ilha utiliza a mão inglesa, então meu marido ficou responsável por dirigir. Achei muito confuso. Eu teria matado a gente facilmente pois tudo é feito pelo lado esquerdo. Até o câmbio do carro é do lado esquerdo. No way. Ter um carro disponível foi uma mão na roda. Percebemos ao longo das duas semanas que haviam dois tipos de turistas por lá: os que faziam tudo sozinhos com mapas e gps (a.k.a: nós) e os que tinham motorista particular. Honestamente eu não me sentiria confortável com um motorista por lá, uma vez que as estradas são muito estreitas e muito sinuosas. Não apenas tínhamos mais liberdade para fazer o que quiséssemos a hora que bem entendessemos, como também me senti mais segura com o marido na direção e não um local. Mas ai vai de cada pessoa, como já mencionei em posts anteriores, há vários tipos de turistas. A locação do carro começa a partir de U$56 a diária para um carro compacto.

E por fim o dinheiro em Mauritius é a Rúpia de Maurício. 1 dolar é equivalente a 35 rupias. Cartões são aceitos por praticamente toda a ilha, mas é importante ter rúpias trocadas caso você decida viajar pelo interior da ilha e queira parar para comprar uma coca cola por exemplo. E também para dar gorjetas ou comer na praia em alguns raros quiosques que não aceitam cartões de crédito. Por 200 rúpias em média você come um prato de arroz, salada e filé de peixe na maioria dos restaurantes. Por 60 rúpias uma porção de batata frita, 198 rúpias um número 1 completo no McDonald’s.

Nós próximos posts vou comentar sobre os passeios que fizemos, onde nos hospedamos, o que comemos e as melhores praias. Confesso que já estou com saudades de Mauritius.

Até o próximo post  =0)

 

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Quando Viajar Saindo do Brasil

Como organizar uma viagem?

11 de janeiro de 2017

Que tal começar o ano organizando mais viagens? Com um pouco de pesquisa e determinação é possível tirar aquela viagem fantástica do papel e realizar o seu sonho.

Quando meu marido diz: estaremos de ferias no mês tal, para mim é como se ele falasse que eu emagreci ou que ganhei na loteria. É a melhor frase que ele pode me dizer, não importa a época do ano. Sempre quando ele define o período que pode se ausentar na empresa, começa do meu lado os preparativos para uma aventura. Mas como decidir para onde ir? O que fazer? Quanto gastar? No post de hoje vou listar as etapas para organizar as nossas férias. Quem sabe este post ajuda você a tirar o seu projeto do papel.

Decidir o destino para nós não é tão difícil uma vez que nós dois temos o mesmo gosto por lugares de praia ou de turismo de aventura. Se puder unir os dois numa única viagem, melhor ainda. Por falarmos espanhol/inglês/francês e  português, confesso que sempre damos preferência para destinos que falem os idiomas que sabemos. Este ano como estamos morando na África, o idioma não será fator determinante para nossa escolha de destino, apenas listamos o que gostaríamos de conhecer aqui neste continente por ordem de preferência e vamos tentar ver o maior número de lugares possíveis.

De acordo com a época da viagem e uma lista de pelo menos 2 lugares em mente começo a pesquisar sobre o clima durante o mês das nossas férias. O que mais queremos evitar são surpresas desagradáveis e ir por exemplo para o Caribe durante a temporada de furacões e ficar preso no hotel ou correndo perigo de vida. Além de perder dinheiro pode ser inclusive perigoso. Se o clima estiver bom para a época desejada pulo para a próxima etapa da organização que seria pesquisar se é alta ou baixa temporada no destino escolhido. Para mim este é um dos itens mais importantes. Viajar em alta temporada não apenas significa que os preços de passagens e hospedagens estarão nas alturas, mas também que você pode levar horas para conseguir comer ou nem conseguir entrar em alguns lugares.

Nós dois somos adeptos de viajar sempre no contra fluxo. Dito isso, visitamos Campos do Jordão e Monte Verde no verão. Pois é nada de lareira e fondue para nós, em contrapartida encontramos cidades vazias e com preços acessíveis. Orlando das 4 vezes que já visitamos apenas 1 calhou de ser em agosto durante as férias americanas. Além do calor insuportável, a Disney estava infernal. A montanha russa Seven Dwarfs Mine Train a mais nova atração do Magic Kingdom tinha fila de espera de 4 horas sem contar a quantidade absurda de carrinhos de bebês e crianças chorando para todos os lados. Foi um dia mais estressante do que animado para nós.  A melhor época de visitar Orlando entre todas as que já fomos é novembro. Os alunos estão em provas tanto nos Estados Unidos como no Brasil, os parques já estão com a decoração de Natal, o clima já não esta mais tão quente como o Saara e você repete os brinquedos. Fomos na Hulk Roller Coaster na Universal 5 vezes seguidas!

Batido o martelo quanto ao destino começo a saga das passagens aéreas. Verifico sempre no Decolar.com e no Kayak.com. Estes são sem dúvida meus dois sites favoritos. A companhia aérea que estiver mais barata eu entro em contato diretamente no site deles e fecho por lá. Geralmente sai mais em conta no site da própria empresa do que nos sites parceiros pois você evita pagar taxas intermediárias. Quando começo a pesquisar passagens tem outro macete… por qual aeroporto viajar?

Se você estiver em São Paulo há a opção de voar por Congonhas, Viracopos e Guarulhos. Congonhas é sempre mais caro. Por ser localizado no coração da cidade, as passagens partindo de CGH sempre são mais caras. Guarulhos e Viracopos acabam sendo opções mais em conta para destinos domésticos e internacionais. A grande questão é… quanto tempo de deslocamento você terá e o mais importante quanto vai gastar para chegar até estes aeroportos. Já viajei pelos 3 e cada um tem suas peculiaridades.

Se viajar por GRU utilizando GOL ou TAM ambas oferecem serviço de traslado sem custo adicional partindo de CGH e do Terminal Tietê. Nos sites das cias aéreas você pode acessar o horário de chegada e saída e todas as rotas oferecidas. Já o aeroporto de Viracopos principal HUB da Azul linhas aéreas tem um serviço de ônibus ate CGH. Em todos estes casos você deve apresentar o bilhete aéreo impresso para poder embarcar sem custo. Caso você vá viajar para o exterior saindo de GRU aconselho a utilizar o Airport Bus Service. Sempre uso este serviço ao visitar minha família no Brasil. Desembarco em GRU, compro minha passagem por menos de 60 reais e vou até Congonhas. Confortável, eles disponibilizam água gelada, wifi e você vai sem preocupação até o seu destino. De lá pego um táxi e em 30 minutos estou sentada na sala da minha mãe. Claro que hoje em dia há o Uber. Mas acho mais fácil usar o Uber para ir para o aeroporto. Ao chegar é muito mais complicado pois a saída de GRU é lotada de taxis cadastrados e eles podem encrencar com um carro preto por lá. Lembre-se que para viagens internacionais é sempre bom chegar com 3 horas de antecedência ao aeroporto e viagens nacionais 2 horas são o suficiente. Caso a viagem seja em alta temporada ou véspera de feriados, aconselho acrescentar mais tempo para poder fazer o check in e passar pela segurança com calma. É importante você ter em mente como será seu deslocamento para o aeroporto pois a pior coisa que tem é viajar já estressado preocupado se chegar ao aeroporto a tempo ou não.

Após comprar as passagens começo a pesquisar sobre as atrações no destino. O que faremos? Será uma viagem cultural? Eco turismo? Praia 24 horas por dia? Aqui a lição de casa é mais intensa e minha bíblia neste caso se resume em Tripadvisor, Mochileiros.com e Lonely Planet. Recorro a amigos também que já tenham visitado o destino que tenho em mente para pegar dicas. Neste momento pesquisar onde ficam as atrações é primordial para se ter uma ideia de onde ficaremos hospedados e como chegaremos ate lá após sair do aeroporto.  Nesta etapa monto um roteiro para apresentar ao meu marido e coloco no papel o que faremos em cada dia da viagem em cada cidade visitada. Há pessoas que não gostam deste tipo de planejamento e que gostam de fazer o que der na telha no momento que acordam. Cada um tem um estilo de viagem e nós estamos habituados a já sair de casa com uma programação impressa onde colocamos endereços das atrações, valores dos passeios, como chegaremos até lá. Talvez este não seja o seu estilo de viagem, após 4 anos juntos descobrimos que este modelo funciona perfeitamente pra gente.

Após ter uma ideia das atrações que iremos visitar no destino, começo a pensar nos hotéis. Nessa etapa o meu serviço preferido é sem dúvidas o Booking.com. Aqui o fator custo/benefício/localização é primordial. Para poder definir onde ficaremos levo em consideração se a cidade conta com serviço de transporte acessível, se alugaremos carro/moto, se usaremos serviço de empresas de receptivo local para os passeios, se há restaurantes perto para jantar, se é seguro. Não é apenas o fator preço por noite que levamos em conta onde nos hospedar. Quando fizemos nosso mochilão pela Espanha, fizemos 13 cidades em 3 semanas. Nos primeiros 4 dias como ficamos em Madri sem carro optamos por um Hostel bem simples, mas ao lado da estação de Metro Sol. Uma mão na roda pois fizemos tudo a pé por lá. Já na Costa Rica, numa das cidades no centro do país optamos por um resort all inclusive pois queríamos ter a experiência de relaxar nas piscinas aquecidas naturalmente pelo vulcão Arenal. Tudo depende do tipo de viajante que você é: você curte luxo ou você fica feliz com uma cama limpa e ar condicionado + wifi?

Algo muito importante para nós é ter acesso a comida internacional. Nós não somos aventureiros no quesito comida. Não nos ofereça uma sopa de tartaruga ou sangue de cobra. Sempre nos mantemos fiéis ao combo comida italiana, mexicana, libanesa, japonesa, brasileira e cubana. Se houver um destes no local já estamos felizes. Sempre pesquiso onde comer no Tripadvisor, Yelp e Foursquare. Nessas pesquisas em uma das cidades que visitamos na Costa Rica descobrimos um restaurante no topo de uma árvore simplesmente original e fantástico. Surpresas de viagem que o destino nos da.

E tão importante quanto é verificar se o país de destino pede visto de entrada ou caderneta de vacinação em dia. Lembre se sempre de que para sair do Brasil seu passaporte deve ter mais de 6 meses para vencer e alguns países são bem amistosos com o Brasil e não precisamos de vistos de entrada ou se precisar podemos requerer na entrada no país. Mas cada país é soberano sobre suas regras. Fique atento. Caso precise solicitar seu passaporte neste artigo aqui explico sobre como solicitar o seu.

Sei que o post ficou longo, mas pelo menos dá uma ideia de como organizar uma viagem. E você já tem em mente quais lugares visitará em 2017? Nós já temos nossa lista pronta.

Feliz ano novo e ótimas viagens para vocês,

Até o próximo post  =0)

 

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Por Érica Brasilino

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América EUA Quando Viajar Viagens Washington

Quando viajar para Washington D.C?

06 de junho de 2016

Além da acomodação, transporte e orçamento disponível para as férias , muitas vezes não pensamos no essencial para se ter uma ótima viagem: Qual época visitar o destino escolhido?

Muitas vezes nos preocupamos apenas quando a empresa pode nos liberar para curtir a tão sonhada e merecida férias. So que devemos nos preocupar em pesquisar se o destino será o ideal para quando podemos viajar.

Se você escolheu Washington D.C como seu destino, você deve levar alguns itens em consideração para definir a melhor época para visitar essa cidade incrível.

Inverno Americano – Dezembro a Março

Cheguei em DC no dia 3 de janeiro ou seja 3 semanas após o início do inverno. Posso falar com propriedade. É muito frio para o nosso padrão brasileiro. O que mais pode incomodar aqui em DC na verdade é o vento. A ventania na cidade é apavorante. Às vezes eu tinha medo do vento me levar. As temperaturas chegam aos -17C facilmente. Os dias são de um cinza interminável. Porém raramente chove. E quando chove claro que a chuva se torna neve pois está abaixo de zero. Se você tiver roupa adequada para enfrentar o inverno, isso não é um problema. Eu sai para todos os cantos da cidade durante estes 3 meses de inverno e confesso que prefiro a cidade para turistar nessa época. Não tem quase ninguém a não ser os próprios moradores e pessoas que aqui estão á trabalho e aproveitam para passear. É uma ótima pedida para fazer tudo o que durante os meses quentes é impossível como conseguir tickets para as atrações mais concorridas.  Nada que touca, luvas, cachecol, segunda pele, calça de lã, botas para neve, meias e um ótimo casaco de inverno por cima de mais umas 4 camadas de malhas não resolvam. Se eu que sou friorenta sobrevivi você também consegue.

Primavera Americana – Março a Junho

Tá aí uma estação extremamente interessante. A primavera é bem marcante aqui na parte norte do país. Em março, as pessoas alérgicas sofrem. Mas sofrem demais. Como as árvores pela cidade decidem entrar no pico do florescimento todas ao mesmo tempo, o pólen voa por toda a cidade. Até eu que não sofro de nenhuma ite (rinite, sinusite, etc) precisei tomar remédio. Era uma sinfonia de espirros por todos os lugares. Rostos inchados, narizes escorrendo e corrida às farmácias. Se você tem problemas severos de alergia eu aconselho que você não venha para DC em março. Porém, você com certeza perderá uma das épocas mais lindas dessa cidade. Nunca na minha vida vi cores tão lindas por todos os lados como na época do festival das cerejeiras. A cidade inteira fica coberta de rosas e as multidões chegam aos montes para ver de perto a beleza das árvores. A temperatura ainda é extremamente fria, não se engane. Varia entre -14C a 3C. Em abril é a época das chuvas. E este ano por incrível que pareça bateu o recorde e choveu incessantemente por 21 dias consecutivos. Eu evitei sair para turistar porque ninguém merece. Estamos no início de junho e finalmente esquentou. Estamos com as temperaturas entre 12C e 28C. Esta semana até deu pra pegar uma piscina só que as multidões já começaram a andar pela cidade. Conversando com locais, descobri que eu devo correr e visitar o restante das atrações até o final de junho pois em julho além de ser extremamente quente a cidade estará um inferno para passear.

Verão Americano – Junho a Setembro

Essa é uma estação que pode ser bem complicada para visitar Washington. Nos meses de junho, julho e agosto a cidade fica lotada por conta das férias escolares (lembre que o calendário escolar aqui é diferente). Os americanos chegam aos montes para aproveitar os museus e os incontáveis passeios gratuitos. Se você não estiver dentro de um local com ar condicionado no último nível, sua experiência turística pode ser bem desagradável. A cidade além de ser extremamente quente é muito úmida. Ficamos com o corpo pegajoso o dia inteiro. Porém os dias são compridos, no pico do solstício de verão até 8:30 da noite é possível ainda estar claro. Protetor solar e guarda chuva para se proteger do sol são itens indispensáveis por aqui.

Outono Americano – Setembro a Dezembro

Sem dúvida a minha estação favorita para visitar Washington. O calor começa a perder forças e o Pumpkin Spice Latte volta com tudo ao cardápio do Starbucks (sim, beba todos os dias porque a edição é limitada). A cidade fica exuberante, com tons de amarelo, laranja e vermelho por todos os lados. Se você ama as cores outonais, essa é a melhor época do ano para visitar a capital americana. Fiz um passeio fotográfico no pico do outono em outubro no Rock Creek Park e as fotos ficaram lindas. Ta aí uma ótima época também para contratar fotógrafos profissionais e tirar fotos de família para os cartões de Natal. Nessa época é sempre bom andar com um casaco na bolsa pois as temperaturas tendem a cair à noite.

 

E você, já decidiu qual época prefere visitar Washington D.C?

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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