Categoria: Outros

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Oi Gente

22 de julho de 2018

Vim tirar o pó do blog… dois meses de hiatos por aqui.

Estes últimos meses foram insanos, tive de pausar o blog para poder estudar as matérias da faculdade do segundo semestre do ano passado pois tinha que fazer provas para fechar essas matérias e também tive de finalizar as matérias do primeiro semestre deste ano. No total foram 9 provas finais!!!! E como coisa pouca é bobagem… tive de fazer um projeto integrado enorme valendo nota de fechamento, não sei como eu não surtei.

Para completar… no dia 1º de maio recebi minha autorização de trabalho e viagem (o famoso EAD Combo Card). Finalmente pude começar a procurar emprego por aqui. No mesmo dia disparei inúmeros CVs e fui chamada para fazer algumas entrevistas. Nisso o tempo que eu tinha livre para blogar acabou totalmente voltado para a faculdade e o envio de currículos e o blog ficou aqui á deriva. Não posso reclamar… afinal voltei para o mercado de trabalho apenas dois meses após enviar os CVs, para quem estava num período sabático de quase três anos, minha recolocação profissional foi em tempo recorde.

Finalmente pude ver minha família após um longo ano de saudades. Viajei para São Paulo para realizar as provas da faculdade e aproveitei para apertar todo mundo.  Aproveitamos  para visitar o sul da Bahia e levamos minha mãe na sua primeira viagem de avião (consegui!!!) e passamos uns dias no Nordeste. Meu marido finalmente pode conhecer onde o Brasil nasceu. Foi muito bom poder compartilhar a história do meu país com ele.

Volto a blogar essa semana falando sobre a Argentina! Fiquem ligados 🙂

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Outros

E eu me tornei uma trailing spouse!

09 de janeiro de 2018

Desde que eu me entendo por gente, minha mãe sempre trabalhou fora. Sempre foi motivo de orgulho para ela acordar as 5:00 da manhã, tomar café, se arrumar e partir para o ponto de ônibus sentido Moema. Passei minha infância/adolescência assistindo a minha mãe dia após dia, conquistar seu espaço no mercado de trabalho e com o seu esforço laboral, trazer para casa seu suado salário e dar uma vida digna para mim e meu irmão. Tudo indicava que eu estava seguindo o mesmo caminho, tinha um emprego estável que pagava bem em São Paulo, estava convicta de que me aposentaria lá e teria uma velhice confortável. INSS e aposentadoria privada engatilhada para complementar a renda. Até que este homem chegou na minha vida… e virou tudo de ponta cabeça.

Eu sempre tive muito orgulho da minha independência financeira e aos 25 anos já tinha uma moto, um carro e um apartamento comprado com meu ex marido. Para alguém que veio de um bairro periférico, filha de mãe solteira… eu já tinha de certa forma vencido na vida. Era só uma questão de administrar e cada vez mais guardar para o futuro e fazer uma viagem bacana por ano.

Quando começaram as conversas sobre abandonar minha carreira e seguir meu atual esposo mundo afora… sempre fomos adultos o suficiente para sentar e analisar todos os prós e contras. E levei 15 meses para finalmente decidir seguir o coração. Quando ele foi para o Paquistão e ficamos namorando a distância e nos encontrando a cada 4 meses… percebi que ou seguia ele até o fim do mundo, ou escolheria a minha carreira e seria frustrada num relacionamento futuro qualquer por puro medo.

Os primeiros meses como uma trailing spouse foram muito difíceis para me adaptar. Passei de uma mulher independente que comprava uma bolsa da Michael Kors de R$1500 para uma noiva que recebia mesada. Estipulamos um valor X por semana e lembro que a primeira vez que ele deixou dinheiro para mim e foi trabalhar me senti um lixo. Chorei o dia inteiro de vergonha. Lembro que levei pelo menos 3 meses para comentar com ele que precisava de alguma coisa. Chegou ao extremo de ele me ligar e eu não poder atender o telefone porque meu crédito tinha acabado e eu não queria pedir. Foi ridículo. Até que decidimos abrir uma conta para mim aqui e ele passou a transferir o dinheiro diretamente para lá, então eu uso o cartão, faço o que tenho que fazer e não vejo ele fazer os depósitos. Pode parecer ridículo… mas funcionou melhor após essa decisão.

Foram precisas várias conversas ao longo destes dois anos para eu entender que tenho um papel fundamental no nosso relacionamento e que ser dona de casa/trailing spouse que não trabalha, não significa que não tenha o meu valor. Durante o meu tempo na África, me tornei administradora da nossa casa em tempo integral, onde eu gerenciava 4 funcionários, controlava as compras da casa, administrava a folha de pagamento e os problemas do pessoal, e ainda tinha que ser a esposa a altura do representante estrangeiro em terras longínquas. Foram inúmeros eventos que tive de organizar por conta do trabalho dele na nossa casa. De certa forma, isso é um tipo de trabalho. Trocamos as senhas de sites como Walmart e Amazon e eu não precisava esperar ele chegar em casa para fazermos as compras da semana. Eu mesma sentava, pedia online e duas semanas depois nossa despensa estava abastecida. Ter independência novamente foi primordial para reestabelecer a minha segurança como mulher.

Além de tudo isso, eu precisava me sentir útil. Uma das piores coisas de ficar em casa é a sensação de que você não é mais interessante porque não tem conteúdo para conversar com o seu marido. Por conta dessa minha inquietação e necessidade de desafios eu voltei a estudar. Me matriculei na faculdade no Brasil e estou cursando Eventos na Anhembi Morumbi. Também faço uma especialização do meu curso de Maquiadora Profissional pela Make Up Academy da Renata Meins online e estava cursando francês três vezes por semana particular em casa com um professor no Togo. Fazia voluntariado com dois grupos diferentes em Lomé e de vez quando dava um pulo na academia. E comecei este blog, pois precisava manter a mente ativa. Por conta do blog conheci muita gente bacana da rede de blogueiros de viagem e fiz uma amigona para a vida (você Flávia).

 

As pessoas que olham de fora, pensam que a vida de quem é uma trailing spouse é só festa, cafés da manhã com outras spouses, viagens e afins. Não… não é. Temos um gap no currículo (o meu já está de dois anos) e quando voltamos para o mercado de trabalho temos que explicar para o empregador em potencial porque, apesar do nosso conhecimento e experiência estamos fora do mercado de trabalho. Manter-se ocupada é também benéfico para o currículo para o dia que você decidir voltar a trabalhar. Meus artigos neste humilde blog têm alcançado muitas pessoas no Linkedin desde que conectei ele com a rede de empregos e sempre recebo visitas no meu perfil de pessoas de vários ramos. Já até fiz freelas de tradução português/inglês inclusive para empresas de tecnologia do Vale do Silício por conta do meu perfil atualizado por lá.

Confesso que muito me incomodava em Lomé ser conhecida como a esposa da pessoa tal. É uma perda de identidade de uma certa maneira. Você deixa de ser uma profissional com vida própria para ser a mulher de alguém. Enquanto eu sei que várias mulheres no Togo (talvez até no Brasil) dariam uma perna para estarem no meu lugar, eu quero ser reconhecida por ser a Érica, uma profissional que fala 4 idiomas, que escreve um blog e que já fez voluntariado na África, não apenas como a esposa do Ezio (babe I love you and you know what I mean).

Colocar a nossa carreira em pausa é uma das maiores demonstrações de amor que podemos dar para os nossos spouses. É colocar a nossa necessidade em segundo plano por conta do objetivo do próximo, mas nada mais é do que também ser um jogador de um time. Porque se ambos não estiverem unidos no mesmo objetivo, não há casamento que aguente, e o que mais tem nesse nosso ramo são casamentos infelizes e histórias de adultérios de cair o queixo.

Sem contar que quando mudamos para um novo local, o spouse que tem a carreira esta ocupadíssimo com o seu novo trabalho enquanto você esta em casa miseravelmente tentando entender como funciona o novo país, as vezes sem internet ou televisão por semanas a fio, com apenas uma panela para cozinhar. E tem de organizar toda a mudança quando ela chega de navio após meses e meses a fio. Tem que fazer amizades do zero e tem de ser um poço de otimismo e amor para quando o spouse chegar em casa deprimido ou chateado, reafirmarmos que esta tudo bem e que conseguiremos passar por mais essa.

 

Essas mudanças podem ser muito solitárias, principalmente se você faz parte de um casal sem filhos (nosso caso). Passei vários dias sozinha por mais de 14 horas em casa no meio do nada no Togo porque tínhamos acabado de chegar e ele precisava se adaptar e catch up on stuff right away. Mas ninguém nunca disse que seria fácil.

No final das contas, o importante é encontrar a sua felicidade, é ser resiliente e auto suficiente para poder saber o que fazer com o seu tempo livre e não se sentir culpada por ter tempo livre. É descobrir prazer em pequenas coisas como ler um livro numa terça chuvosa após ter limpado a casa com o gato no seu colo. É não dar atenção ao que a sociedade espera de você, mas sim ao que faz você e a sua melhor metade feliz. Se no final das contas estiver funcionando para vocês, isso é o que importa.

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Por Érica Brasilino

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Elopement Wedding

05 de janeiro de 2018

Quando decidi escrever sobre o nosso elopement wedding, comecei a pesquisar sites em português para saber se isso está na moda no Brasil.  Pelo visto não… tanto que é mais fácil encontrar artigos sobre destination weddings do que elopements. Mas o que seria exatamente um elopement wedding?

Merriam Webster Dictionary

To elope: Fugir para casar em segredo contra a vontade dos pais (passado)

To elope: Casamento íntimo onde apenas os noivos estão presentes (atualidade)

 

Porque cada vez mais os casais no exterior optam por este tipo de casamento?

Por mil e um motivos… cada casal tem o seu… o mais importante num elopement wedding é o amor e o comprometimento do casal. Dito isso, não significa que o seu dia não possa ser digno de um conto de fadas, ou o casamentos dos seus sonhos, muito pelo contrário… você pode se vestir como uma princesa se quiser… porém somente você, sua melhor metade, o juiz de paz e muito provavelmente um fotógrafo verão este grande dia. Tem momentos na vida que é tudo muito complicado e você só precisa ser prático… o Elopement Wedding pode ser a solução para vários dos seus problemas.

Nós já estávamos noivos desde 2014 e morando juntos desde o final de 2015. Nós dois já éramos divorciados então já sabíamos exatamente como funciona um casamento que não deu certo… e claro… nós dois não queremos passar por nada daquilo novamente. Hoje após quase 5 anos juntos e vivendo os últimos dois anos praticamente como marido e mulher, o casamento seria obviamente algo muito natural. Mesmo assim, ao ligarmos para informar as pessoas mais próximas que havíamos casado… foi no mínimo engraçado… minha mãe era a única que sabia que íamos casar no dia tal na hora tal. Ao ligarmos para a mãe dele, ela aceitou de uma maneira linda e disse que já éramos casados para ela. As irmãs dele, cada uma reagiu de uma maneira, e minhas melhores amigas… tenho histórias engraçadas para contar sobre a reação de cada uma delas (num próximo post quem sabe?).

No nosso caso, se fôssemos organizar um casamento tradicional… mesmo que fosse um casamento pequeno, quando começamos a tentar entender a logística que envolveria um casamento entre duas pessoas de dois países distintos… seria tudo muito complicado (sem contar estressante e caro). Se casássemos no Brasil, a família e os amigos dele daqui teriam que se deslocar para São Paulo, se casássemos aqui… minha família muito provavelmente não conseguiria vir completa e eu honestamente não gostaria de casar apenas com um lado da família envolvido. Na minha cabeça não é justo que apenas um dos lados possa compartilhar este momento conosco e não a minha avó ou o meu afilhado por exemplo. Como tudo estava ficando muito complicado e pra nós este dia tinha de ser prático e prazeroso… simplesmente optamos por elope.

Ao pesquisar sobre o tema, fiquei chocada em como isso é sério aqui nos EUA. No Pinterest há milhões de ideias para se copiar, desde a decoração do local onde você irá elope até as cores que você pode usar. Afinal não é porque serão apenas vocês dois que você não pode se sentir plena e feliz no seu grande dia. Como nós optamos por casar na estação de trem Union Station, escolhi um vestido lindinho da Antix Store (que eu secretamente já tinha comprado pensando no casamento no cartório). A oficiante do casamento foi contratada através da agencia DC Elopements, considerada uma das melhores dos EUA, eleita vários anos seguidos pelo The Knot (maior site de casamentos daqui) como uma das mais confiáveis. Ela foi de uma doçura e gentileza absurda conosco. Ao chegarmos na estação, ela já nos esperava no local combinado, fizemos os nossos votos e ela nos declarou marido e mulher. Quando as pessoas perceberam que era um casamento, já tinha acontecido (hahahaha).

A escolha do local no elopement wedding é um dos fatores chaves para este tipo de cerimônia. Por não ser um casamento tradicional, você pode casar onde quiser e onde a lei no país que você estiver permitir. Como estamos sempre com a casa nas costas indo de um país para outro por conta do emprego dele, a estação de trem simbolicamente representa nossa vida itinerante.

Quando pesquisei a respeito, a maioria das americanas diziam que estavam cansadas de fazerem a lista de convidados, ou experimentar bolos diferentes, ou escolher as cores da cerimônia. Eu lembro que mesmo com um pequeno casamento, a primeira vez que casei foi um perrengue danado. Realmente não ter que passar por tudo aquilo de novo, fez valer a pena o casamento a dois.

Ao finalizarmos a cerimônia, optamos por sentar na nossa pizzaria favorita e nos deliciamos com uma pizza maravilhosa de pepperoni. Afinal de contas… pizza sempre é sinônimo de uma refeição feliz. Por ser um casamento íntimo, você pode se dar ao luxo de ir almoçar ou jantar no Figueira Rubaiyat por exemplo se for o seu desejo.

Acredito que no final do dia o que conta, é você estar em paz com você e com a sua melhor metade, sem dívidas, sem conflitos, sem encheção de saco por conta da prima que foi convidada e a irmã dela não, e saber que fez a escolha certa. Mesmo que as famílias reclamem, os amigos não entendam… no final, quem realmente amar o casal, vai entender e depois vai encher vocês de carinho e afeto. Mas por favor, se não curtir a ideia… continuem fazendo festas maravilhosas de casamento, afinal bem casados são sempre muito bem vindos S2.

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Por Érica Brasilino

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Férias

28 de novembro de 2017

Postagem rápida para informar que estou oficialmente de férias!!!

Após uma montanha russa de emoções que começou sua subida íngreme em junho deste ano e correu desembestada quase sem parar até semana passada… estamos de férias. Não é o destino original que planejamos (uma road trip pela Bahia) mas é o que deu pra organizar nos últimos 15 dias. Nossa vida aqui é sempre assim, planejamos A mas acabamos por fazer o B, SEMPRE.

Volto de férias uns dias antes do Natal (simmmmmm, teremos quase um mês de ócio), então planejo voltar a postar em janeiro após as festas de final de ano. Digamos que será um mês meio sabático para renovar as energias deste ano que foi tão intenso.

Então é isso… um Feliz Natal e um ótimo 2018, com muita luz, saúde, amor, paz, realizações, harmonia e sucesso para todos nós.

Quem quiser acompanhar a nossa viagem idealizada e planejada em apenas duas semanas, me segue no Instagram, vou atualizar lá durante nossa próxima aventura por este mundo afora.

Nos vemos no ano que vem S2

Érica

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Outros

Casar com um americano no Brasil ou nos Estados Unidos?

24 de novembro de 2017

***Antes de continuar a leitura deste post, esclareço que não tenho conhecimento jurídico sobre imigração para os Estados Unidos da América. Este blog é de cunho pessoal e relata a minha experiência com essa situação descrita no post. Caso você tenha dúvidas mais detalhadas sobre a sua situação pessoal, aconselho a procurar um advogado de imigração aqui nos EUA e/ou a Embaixada dos EUA no Brasil; Embaixada do Brasil aqui nos EUA ou o USCIS que é o departamento responsável em aprovar ou não as petições e solicitações de  imigração de estrangeiros para cá. Eu não tenho nenhum vínculo com órgãos governamentais e não tenho autoridade para instruir ninguém quanto a este assunto.*** 

 

 

 

O cupido te pegou e você tá morrendo de amores por um americano… veio o pedido de casamento e agora vem a dúvida… casar no Brasil ou nos Estados Unidos? No post de hoje vou explicar as diferenças para a realização do casamento civil no cartório em São Paulo ou na corte em Washington DC.

 

 

Brasil

Visitei o cartório do meu distrito em São Paulo e fui informada de todos os documentos necessários para casar. Sai de lá e fui para o bar mais próximo chorar lágrimas de sangue. Segue a lista:

 

– Primeiramente o estrangeiro deve ter entrado legalmente no Brasil. Sendo assim, apresentar ao cartório o passaporte do estrangeiro com o visto brasileiro válido e o carimbo de entrada

– Certidão de nascimento com a data de validade de seis meses. Para mim essa era uma das exigências mais ridículas de todas. Primeiro que a pessoa teria que entrar em contato com o local onde sua certidão foi emitida e pedir uma nova via. Meu marido é nascido em Cuba e cortou laços com o país de origem com 3 anos de idade. Impossível conseguir essa certidão.

– Declaração de Estado Civil. Essa declaração pode ser obtida no consulado americano mais próximo da sua cidade. Vulgarmente chamada de certidão de solteiro, ela é emitida na hora. Para agendar sua visita ao American Citizen Services em São Paulo, clique aqui.

– Declaração de Residência.

– CPF caso o estrangeiro seja residente do Brasil

– Taxa do cartório

– Presença obrigatória do estrangeiro para dar entrada na documentação. Caso não seja possível, tem de apresentar uma Procuração. Para informações de qual tipo de procuração, pergunte diretamente no cartório onde pretende casar como emitir a sua

– Caso o estrangeiro não fale português, é obrigatória a presença de um intérprete em cada uma das fases do processo

– Vale lembrar também que cada cartório é soberano sobre quais documentos o estrangeiro deve apresentar, o indicado é que a parte brasileira do casal vá até o cartório da sua comarca para assim como eu, chorar de desespero pela burrocracia

– Documentos estrangeiros para serem aceitos no Brasil precisam ser traduzidos para o português por um tradutor juramentado e na sequência devem ser autenticados no Consulado/Embaixada do Brasil mais próximo da cidade onde o estrangeiro reside no exterior. Para sanar suas dúvidas sobre o que é notarizar um documento, clique aqui.

– Após o casamento no Brasil, a certidão de casamento deve ser traduzida para o inglês por um tradutor juramentado que seja afiliado ao Consulado/Embaixada dos EUA no Brasil. Após traduzir a certidão, é necessário levar este documento para autenticar no cartório brasileiro e depois levar ele para ser autenticado no American Citizen Services do Consulado/Embaixada dos EUA mais próximo. Este trâmite se chama notarização consular. Sem este selo, sua certidão de casamento não é válida nos EUA.

 

Estados Unidos

Apesar de os estados americanos serem independentes e cada um ter o direito de exigir os documentos que bem entendem para o casamento civil, muitos deles são extremamente simples e você consegue inclusive casar no mesmo dia que dá entrada na papelada. Vou explicar como foi casar em Washington DC.

O casamento no Washington DC Court é o mais rápido, prático e indolor possível. Um dos dois noivos pode comparecer a corte com os seguintes documentos:

 

– Documentos de identificação com foto dos noivos. O estrangeiro deve apresentar o passaporte e o americano pode apresentar a carteira de habilitação

– Formulário de solicitação de casamento preenchida (clique aqui para obter o formulário).

– Pagamento da taxa de U$35 da licença de casamento

– Pagamento da taxa de U$10 pela certidão de casamento (documento oficial que será expedido após o casamento ser lavrado). *A diferença entre os dois documentos é que a licença de casamento você pode levar para qualquer officiant da comarca de DC realizar o ato para você, caso não queira casar na Corte.

– Se quiser casar na Corte, o agendamento é grátis e a agenda deles está sempre com um gap de aproximadamente 2-3 semanas, e a sala onde o casamento é celebrado cabe aproximadamente 15 pessoas.

– Se você preferir, você mesmo ou o seu noivo/a pode celebrar o seu casamento pagando uma taxa de U$25 para se tornar um temporary officiant.

– Após o casamento ser formalizado, deve-se levar a marriage license de volta a Corte para ela ser lavrada e assim receber a certidão de casamento original com assinatura e selo do juiz. Lembrando que a licença de casamento não expira se for emitida em Washington DC e você tem tempo de sobra para organizar o casamento. Porém, após a marriage license ser assinada e datada, você tem até 30 dias para retornar a licença para a Corte para a certidão original ser produzida.

– Após ter a certidão de casamento em mãos, lembre de traduzir a mesma com um tradutor juramentado para o português e leve a certidão até o Consulado/Embaixada do Brasil mais próximo da sua residência para a certidão ser lavrada e validada no Brasil. Eu utilizo os serviços da Day Translations aqui nos EUA e eles são fantásticos, profissionais e super rápidos. Como o trâmite para a certidão ser válida no Brasil é mais complicado, vou explicar ele num outro post.

 

Boa sorte qualquer que seja a sua decisão de casar no Brasil ou nos EUA, o importante é ser feliz.

 

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Por Érica Brasilino

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Relacionamento Intercultural

21 de novembro de 2017

Quem vê minhas fotos no Instagram com o meu marido, pensa que nossa vida são apenas flores. Não são. Como qualquer ser humano normal, temos nossas dificuldades e desentendimentos, e para temperar tudo isso ainda temos as nossas diferenças culturais. Ao mesmo tempo que relacionamentos com pessoas de outras nacionalidades sejam excitantes, como qualquer relacionamento temos nossas dificuldades de comunicação que se multiplicam quando digo uma coisa e ele entende outra.

Comecei a aprender inglês aos 9 anos de idade e quando conheci o Ezio, eu jurava que era a expert no idioma. Ledo engano. Tudo aquilo que você aprendeu no CCAA da vida cai por terra quando você precisa expressar raiva, ciúmes, medo, saudades e por aí vai. Não apenas o idioma pode ser um fator de dificuldade, mas também o contexto cultural onde você e a pessoa foram criados.

Meu marido é cubano/americano e sempre brinco que só casei com ele por conta do seu lado latino. É muito mais fácil para mim, expor os meus sentimentos em português do que em inglês. Não por falta de vocabulário, mas simplesmente porque sempre acho muito mais verdadeiro quando solto um “eu te amo” no meu idioma do que o famoso I love you. Da mesma maneira que eu sei que quando ele solta um “cunho” em espanhol, significa que ele esta realmente emputecido.

Ao longo dos nossos quase 5 anos juntos, já tivemos situações onde eu falei uma coisa e ele entendeu outra. Quando ele fala para mim por exemplo I adore you, em inglês o adore é muito mais forte que o love. Enquanto em português o eu te adoro pelo menos para mim não tem tanto impacto como o eu amo você. Outra diferença foi quando eu disse para ele uma vez que estava nervous e isso deixou ele muito preocupado. Porque o nervous tem uma conotação negativa aqui e no Brasil podemos estar nervosos simplesmente porque vamos fazer uma prova e sabemos que não iremos bem.

No nosso inicio de namoro, uma das coisas que mais me irritavam como brasileira, era essa questão de personal space. Eu nunca entendi direito essa coisa americana de “preciso de espaço”. Se eu pudesse, ficaria com ele todas as noites, grudadas e ele um dia me cortou na cara dura dizendo que precisava de espaço. Acho que por estar no Brasil, eu me senti muito mais confortável em virar para ele e dizer: “olha aqui querido… se você ficar fazendo esses joguinhos de espaço vou te dar um espaço enorme e a fila vai andar”.

Claro que o fato de o espanhol ser o primeiro idioma dele, torna tudo muito mais fácil. Nossa comunicação é uma mistura de três idiomas constantemente. Eu uso português praticamente o tempo inteiro, para ele aperfeiçoar o que ele já sabe e continuar praticando para poder se comunicar com os meus familiares e amigos. Quando temos de tratar algo importante e quero ter certeza de que não haverá erros, optamos pelo inglês. Além do meu inglês ser muito melhor do que o português dele, é muito mais rápido e eu não preciso ficar explicando o que quis dizer o tempo todo. O espanhol usamos com frequência porque eu preciso praticar para poder falar com a família dele. Meu portunhol dá para o gasto. Soltamos uma frase ou outra em francês, mas percebo que vamos acabar esquecendo o idioma porque aqui quase não usamos.

Outras situações apareceram ao longo do tempo. Por exemplo, americanos são super contra PDA (public display of affection) ou se você preferir demonstrações publicas de afeto. Eu tive de aprender ao longo dos anos a não abraçar e beijar ele na rua. Porém ele aprendeu a segurar a minha mão quando estamos em público ou num shopping. Ele sabe da minha necessidade de toque e eu entendo que não posso dar um beijão nele no meio da rua. É uma troca. Já percebi várias vezes que somos mais afetuosos um com o outro do que outros casais interculturais. Mas acho que não é nada relacionado com o tamanho do amor que um casal tem pelo outro, mas simplesmente pelo meu lado emocional/brasileiro gritar tão forte.

Mas nem só de problemas vive um casal intercultural. Uma das atitudes dele que me fizeram cair de amores é o fato de ele sempre abrir a porta do carro para mim. E hoje mesmo após muito tempo juntos, ele ainda o faz. Uma outra atitude que aos olhos de algumas pessoas pode soar banal, mas para mim faz toda a diferença, é o fato de ele me agradecer por ter feito o jantar, ou por ter limpado a casa, ou por ter ido ao mercado. O que na minha cabeça é algo que eu deva fazer por ser uma mulher casada e dona de casa que no momento não trabalha fora, para ele é motivo de agradecimento. Isso não tem preço.

Um outro acontecimento muito marcante na nossa diferença cultural é a troca de presentes em datas comemorativas. No inicio do namoro, eu dei para ele um relógio caríssimo da Victor Hugo. Devo ter gastado metade do meu salário mensal na ocasião num mega relógio de aniversário para ele. Meu marido sempre foi extremamente generoso comigo em presentes, viagens e afins e eu queria muito retribuir a altura. Lembro como se fosse hoje o dia que entreguei o presente para ele. A cara dele foi no chão, eu não conseguia entender se era raiva, vergonha, mas vi na cara dele que ele estava muito puto. A primeira coisa que ele me falou foi: “somente pela caixa de presente, imagino que você deve ter pago uma fortuna nele, quanto foi? “. Eu nunca me senti tão ultrajada em toda a minha vida. Eu achando que ele ia cair de amores pelo presente e ele me pergunta o valor do relógio. Disse que não falaria o valor porque não importava (realmente para mim, naquele momento não importava mesmo). Ele levantou do restaurante onde estávamos e dirigiu ate a loja mais próxima. Fomos calados do restaurante até a loja e ao chegar lá ele simplesmente queria devolver o relógio e queria que a loja reembolsasse o meu cartão. Eu não entendi nada até que ele me disse que ele deveria ser a pessoa a presentear generosamente e não o contrario uma vez que nossa diferença salarial era grande. Disse que apenas o meu amor, cuidado e carinho com ele eram o suficiente e que ficaria muito mais feliz com um cartão sincero ou um jantar feito por mim do que um relógio de 4 dígitos no pulso. Eu nunca na minha vida esperaria algo assim. Claro que ele foi informado que reembolsos no Brasil são quase impossíveis e que ou trocaríamos o relógio por outro item da loja para mim ou ele ficaria com o relógio. Ele ficou passado com o sistema brasileiro de devolução (inexistente) e hoje usa o relógio feliz e contente. O engraçado é que ele tem um carinho absurdo pelo presente e sempre usa em ocasiões especiais. Porém deixou claro que aquele seria o primeiro e ultimo presente que eu gastaria uma pequena fortuna.

Essas são apenas algumas das situações que passamos e que compartilho com vocês para explicar que um relacionamento intercultural é desafiador. Não é impossível, mas requer carinho, atenção, vontade de entender, abraçar e respeitar a cultura do outro. Eu cresci muito como pessoa e aprendi a me colocar no lugar dele e a ver as situações com outros olhos desde que comecei a namorar o meu esposo. No fim de tudo, o que vale é ser feliz.

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Por Érica Brasilino

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Mais um ano de vida!

12 de outubro de 2017

O tempo… implacável como sempre… não para nunca. E completei mais um ano de vida. Estes últimos doze meses não foram nada fáceis, foram porradas atrás de porradas, apunhaladas pelas costas, mudanças, mala nas costas, recomeços, novos começos e no fim… resiliência.

Minha vida por si só daria uma bela saga de livros com direito a vários volumes de sucesso. Minhas amigas mais próximas dizem que no dia que eu resolver lançar minhas memórias, vou ficar milionária.

Mas o post de hoje eu só quero agradecer. Quando completei 35 anos em outubro do ano passado a única coisa que eu queria era saúde e forças para enfrentar 36 meses de Togo pela frente. Estávamos na África a apenas um mês e eu jurava que íamos ficar lá ate agosto de 2019. Ledo engano…

Quanto aprendizado em 12 meses… um novo idioma… não fluente, mas o suficiente para não me sentir tão perdida se for para um país que fala francês amanhã (Monsieur Trudeau… ça va bien?), uma nova cultura… um novo continente… 4 novos países…

Aprendi mais uma vez com uma bela apunhalada pelas costas que quem sorri para você e você abraça como seu novo amigo de infância… se fala mal de todo mundo para você, vai com certeza lascar você com os outros. Isso é fato. Nunca, jamais, em hipótese alguma, abra as portas da sua casa para uma pessoa com apenas um mês de amizade. Fica a dica!

Ver meu noivo trabalhar feito um camelo, sábado, domingo, feriado e mal ficar em casa comigo me fez apreciar o pão nosso de cada dia. Eu poderia ter bancado a louca que faz escândalo porque estava no edi do mundo, sozinha, com a internet que mal funcionava, isolada e amargurada. Imagina que relacionamento terrível teríamos se ao invés de entender que ele estava trabalhando feito louco para dar conta do trabalho eu apenas reclamasse que ele não tinha tempo para mim? Eu mesma teria separado de mim!

Adotamos a Bella… mesmo meu digníssimo sabendo que todas as alergias do mundo acometem o nariz dele… ele topou trazer aquela pequena bola de pelos para casa, para eu ter companhia. Tem um ano que nossa casa vive cheia de pelos…, mas sou tão feliz por ter trazido ela para nossa vida. A bicha é chata para cacete, só vem perto da gente quando ela quer…, mas é minha companhia constante todos os dias (mesmo contra a vontade dela).

Fiz voluntariado, vi de perto uma pobreza que eu nunca na vida imaginei existir… imagina… isso aí só existe na National Geographic… e ela esta ali, esfregada na nossa cara, 24 horas por dia nas ruas da África… ajudamos 4 famílias diferentes a ter uma vida menos pior com salários dignos trabalhando na nossa casa. Fiz amigos brasileiros que estão lá doando a vida deles todos os dias por amor ao próximo. Aprendi que amigo de verdade vai na sua casa orar com você quando você liga meio depressivo (mas aceita que após a oração você abra uma cervejinha para desestressar).

Visitamos um dos locais mais exuberantes do planeta… foi difícil para cacete chegar lá… dirigimos 5 horas até Accra em Gana, voamos ate Joanesburgo, voamos até Mahebourgh no meio do oceano índico… mas valeu cada segundo das 24 horas para chegar nas Ilhas Maurício. E visitar um local que estava na sua lista e seu noivo nunca tinha ouvido falar na vida, mas topou ir só porque você queria ir… eu sou muito sortuda.

Visitei minha família por apenas 5 dias. Mas foram os 5 dias mais importantes do ano para minha mãe. Ver minha mãe voltar a acreditar no amor e ser pedida em casamento foi um dos momentos mais lindos do ano. Compartilhar com ela e o Adalberto aquele momento foi mágico. Gratidão por ver minha mãe feliz e finalmente com uma pessoa que a merece.

Voltar pra África e organizar uma mudança entre continentes sozinha. S.O.Z.I.N.H.A. Enfrentar leões enquanto sua melhor metade estava resolvendo o nosso futuro a distancia. Chorei, me desesperei, me descabelei, mas consegui, cuidei de tudo, dei tchau para os meus amigos mais próximos do Togo e vim de mala e cuia e com a Bella embaixo do braço de volta pra América. Ela miou, chorou, tentou escapar, esperneou, se assustou, tentou assustar pessoas… mas chegou aqui. Tudo bem que agora ela desenvolveu uma síndrome de pânico e todas as vezes que ela vê malas ela se esconde e não a achamos de jeito nenhum, mas esta aqui, linda e maravilhosa com a gente.

E por fim… casar… sim… quando eu ia imaginar que ia terminar o ano oficialmente como a senhora Veloso? Tínhamos planos de casar, mas só em 2019 quando saíssemos da África. Íamos fazer algo no meio do caminho para as duas famílias participarem… no fim das contas… casamos, numa tarde de segunda feira… num local escolhido a dedo para simbolizar a nossa vida itinerante. Foi simples, singelo, discreto, mas foi com amor do jeito que tinha que ser.

Perdi dois entes queridos muito próximos e não pude me despedir… aprendi na pele o que é morar no exterior e não poder dizer tchau para os seus familiares que partem. Não poder abraçar uma tia que sofre uma perda, não poder passar pelo luto com a sua família, receber um áudio de WhatsApp avisando algo que você não gostaria de escutar…, mas a vida segue… dia após dia…

Ganhei uma nova amiga… a Flávia… que mesmo longe é sempre tão presente. Foi um daqueles presentes que a vida joga no nosso colo assim de graça… depois de muito descer o cacete em você. Eu queria mesmo poder sentar com ela num fim de tarde ensolarado e ficar bêbada falando besteiras… por enquanto o WhatsApp dá conta do recado.

Estes últimos 12 meses foram insanos…, mas estou aqui, firme e aprendendo a cada dia a ser resiliente. Nunca essa palavra fez tanto sentido na minha vida como agora. Hoje é mais um 12 de outubro, mais um aniversario, mais um ano de vida. Para os próximos 12 meses só peço saúde para mim e para os meus. Nos programamos tanto e muitas vezes a vida é interrompida do nada. Só quero saúde, o resto a gente vai dando conta ao longo do caminho.

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Gatos Outros

Pet Sitter – Babá para animais

26 de setembro de 2017

Você tem animais de estimação? Já deixou de viajar porque não tinha com quem deixar o seu animalzinho? Ou sempre que vai se ausentar, precisa pedir favores para amigos e familiares para ter a certeza que seu bichinho será bem cuidado?

Minha Bella mais bela

Pois essa semana precisei me ausentar de casa por quase uma semana e estava desesperada com o que eu faria com a Bella. Como surgiu a oportunidade de vir para NY enquanto meu esposo trabalhava, fiquei no impasse de vir me divertir ou ficar em casa com a minha gatinha. Por morarmos longe dos nossos familiares e não estarmos mais na África onde tínhamos empregada, fiquei aterrorizada com a viagem iminente e a ideia da Bella ficar sozinha e desamparada em casa.

Após muito considerar… decidi contratar uma Pet Sitting Company que foi indicado por várias pessoas do trabalho do meu esposo. Eles têm um site onde você faz um cadastro e responde um questionário enorme sobre você, sua casa e seu animalzinho. Após o cadastro abre uma pagina com a agenda e você solicita o serviço para os dias e a faixa de horário que você achar mais conveniente. Após este cadastro inicial, a empresa entrou em contato comigo para confirmar os dados e disse que a sitter designada para o meu bairro entraria em contato após a confirmação do serviço para agendarmos uma “consultation” antes da minha viagem. No dia e horário combinados, conheci a Diana. Ela foi bem profissional e simpática e fez várias perguntas sobre a Bella, os hábitos dela, horários de refeição, onde guardamos a comida, quantas vezes deveria trocar a areia e etc… Após nossa entrevista com muito cuidado levei ela até o meu quarto onde a Bellinha estava escondida na minha cama embaixo do edredom. Ela é muito medrosa e quando ouve vozes de quem não conhece ela se esconde no mesmo momento. A Diana conseguiu ver a Bella por 3 minutos, o suficiente para minha gatinha cheirar a sitter e sumir.

Como viajei na terça, após várias pesquisas em blogs aqui da gringa, decidimos que a Bella poderia ficar dois dias sozinha em casa com água e comida e que iríamos agendar a sitter para um dia sim dois não. Então a princípio a Diana ficou agendada para a sexta. Como voltamos no sábado a noite, pelas minhas contas ficaria tudo bem. Mas como sou mega preocupada com o bem estar da minha gatinha, na quarta a noite contatei a Diana por SMS e perguntei se ela poderia antecipar a visita a minha casa. Ela prontamente reagendou para um dia antes do programado a visita e na quinta feira ela foi lá em casa.

Enfim, ela disse que a Bella tinha comido toda a ração molhada e tinha comido metade da ração seca. Ela também bebeu água e usou a areia dela normalmente. Fiquei aliviada. Minha maior preocupação era que ela parasse de comer por estresse ou por depressão por estar sozinha, mas aparentemente ela estava bem. Também tem o fato de ela ter ficado em casa no ambiente dela e não mudando de hotel em hotel por três semanas como fizemos em junho. Claro que o ideal seria ter um pet sitter disponível todos os dias durante a viagem, mas é um serviço relativamente caro. Vou deixar algumas dicas caso você considere contratar este tipo de serviço para a sua próxima viagem.

Contrate uma empresa/pessoa de confiança que venha com referências. Optei pela Fetch! Pet Care que atende muitas áreas dos EUA e honestamente estou muito satisfeita com o serviço deles. Eles estão super habituados a trabalhar com diplomatas uma vez que viajamos muito e muitos de nós temos animais de estimação. Foi uma indicação de vários outros colegas do corpo diplomático. A Fetch! oferece sitters que tem os antecedentes criminais checados e também é uma empresa com seguro, caso qualquer coisa aconteça é muito mais fácil processar eles ou acionar o seguro. Eles também enviam o contrato de prestação de serviços por e-mail onde todas as informações de segurança estão lá disponíveis caso surja alguma dúvida.

Um dos benefícios do pet sitter, é que o seu bichinho vai ficar na casa dele. Não terá o estresse de ir para um hotel e ficar com outros animais. No caso da Bella além de ela ainda não ser castrada, ela não teve contato com outros animais desde os 2 meses de vida. Ela ficaria mais estressada ou até doente. Sem contar que muitos hotéis para animais não aceitam os que não são castrados como ela.

Comunicação é primordial. Explique para o sitter quais são as necessidades do seu animalzinho, onde você guarda comida, areia, treats, brinquedos. Quantas vezes a areia deve ser trocada, onde estão os sacos de lixo para as fezes do animal, ele/ela toma alguma medicação? Onde fica esse remédio, qual a dosagem e quantas vezes por dia/semana? Além de mencionar tudo isso na entrevista/consulta, deixe anotado para o sitter essas informações em local visível. Se na correria da viajem, você esquecer, mande um SMS para o sitter relembrando ele/ela de tudo.

Certifique-se de que os valores acertados estejam de acordo com os serviços/dias prestados. Geralmente nos finais de semana, feriados ou após as oito da noite, a tarifa costuma ser maior. Tenha certeza do que você esta pagando antes do sitter comparecer a sua casa. Nós acertamos $20 cada visita de 15 minutos. Não precisamos de mais tempo que isso uma vez que a Bella NUNCA irá aparecer para interagir com a sitter. Na primeira visita a Diana achou ela escondida atrás da nossa cama e quando a Diana finalmente a encontrou, claro que a Bella fez que ia atacar. Ohh boy!

Para feriados e datas comemorativas, indico que você faça reserva com antecedência. Assim que souber sua data de viagem, já reserve. Natal e férias escolares são as datas mais concorridas para este tipo de serviço.

Lembre de deixar um contato de emergência com a sitter ou a empresa. Pode ser tanto o veterinário de confiança do seu bichinho como um parente próximo que more perto (amigo também serve).

Combine como será a entrega da chave para o serviço. Como temos serviço de concierge no nosso prédio, deixamos a chave com a recepção e eles ficaram responsáveis de guardar a chave em segurança para nós. Eles sabiam o dia e horário que a Diana ia passar lá em casa, como eu troquei os dias no meio da viagem, eu liguei na recepção do nosso prédio para dar novas instruções. Ela teve acesso sem maiores problemas.

Após arranjar o serviço, entrevistar a sitter e organizar a casa para a sua viagem, não esqueça de deixar comida, areia e medicação o suficiente para a sitter não ter que se preocupar.

Viaje com paz de espírito sabendo que o seu animalzinho, que faz parte da sua família esta em boas mãos e na casa dele.

E você como faz com o seu animalzinho quando precisa viajar?

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida EUA New York Outros Viagens Washington

Viagem de ônibus entre Washington DC (Union Station) e NYC (Port Authority)

22 de setembro de 2017

Essa semana minha melhor metade está trabalhando em NYC e aproveitei para visitar a cidade enquanto ele esta por aqui. Como vim a NYC mês passado de trem, decidi que este mês iria testar o serviço de ônibus entre as duas cidades. Meu marido não gostou muito da ideia, mas consegui convencer ele. Comprei passagem de ida pela Greyhound e paguei apenas U$10. São aproximadamente R$35. O valor é muito atrativo e hoje vou explicar como funciona utilizar este sistema.

Em Washington DC a estação rodoviária fica no segundo andar da Union Station. O complexo da estação serve o serviço de metrô, ônibus e trens da Amtrak. Ao comprar pela internet você pode imprimir o ticket em casa. Eles pedem que o passageiro chegue com 30 minutos de antecedência para o horário de saída do ônibus. Cheguei a estação com uma hora e meia de antecedência de embarque pois como a Union Station também é um mini shopping, já vim preparada para almoçar e fazer tudo com calma. Na hora de embarcar você deve ir ao segundo andar da estação onde também está localizado o guichê da Greyhound. No site diz que se você tiver o ticket impresso, é só embarcar. Não caia neste conto. É uma boa passar por lá para poder imprimir uma identificação para a sua mala que vai no bagageiro (na parte inferior do ônibus).

Na sequência você vai passar por um funcionário da rodoviária que irá te indicar qual fila você deve pegar. Ao passar por essa área, notei que há uma sala de espera climatizada com televisor bem na entrada da área de embarque dos ônibus do lado direito. Mas como eu estava curiosa pelo sistema rodoviário americano, decidi não entrar nessa sala de espera.

Um funcionário antes do embarque passa avaliando as malas dos passageiros e indicando se eles precisam identificar ou não a bagagem. Como viajei com uma mala pequena de mão mais uma mochila, ele disse que não tinha necessidade dessa identificação, até mesmo porque meu ônibus não ia parar em nenhuma outra cidade antes de chegar em NY (sorte a minha, porque a essa altura a fila já estava enorme e se eu tivesse que pegar ela de novo, não pegaria um bom local no ônibus).

Ao embarcar vi um grupo de senhoras africanas tentando embarcar preferencialmente e vi quando uma senhora americana na mesma faixa etária delas reclamou que quem mora aqui tem que se adaptar as regras daqui e não trazer as regras do seu local de origem para os EUA, e deveria aceitar que não tem embarque prioritário. Ficamos todos com cara de paisagem na fila por conta da torta de climão…

Quando o embarque começou, o funcionário recolheu as passagens e indicou que cada passageiro colocasse a sua própria mala no bagageiro do ônibus. Babado e confusão. Vi mulheres com malas pesadíssimas sem nenhuma ajuda por parte dos funcionários da rodoviária. Mais ou menos assim… trouxe muito peso? Problema seu. O último problema que percebi foi um casal alemão que ao embarcar por último não encontrou dois assentos disponíveis para eles. Um dos funcionários pediu para eles descerem do ônibus e pegarem o próximo das 2 da tarde. Fiquei com a sensação de que a empresa foi desorganizada ao vender os tickets e aparentemente não tem muito controle de quantas tickets foram vendidos. E se não tivesse o ônibus da duas da tarde… como seria?

No ônibus o sistema de climatização estava a todo vapor, então se decidir fazer uma viagem dessas, aconselho a levar um casaquinho mesmo no verão. Há tomadas nas poltronas em frente aos assentos e pelo menos onde eu estava sentada, não estava funcionando. O bagageiro acima das poltronas é minúsculo, se você viajar com uma mochila muito cheia, essa terá que ir no seu pé no assento a sua frente.

O motorista ao iniciar a viagem fez um briefing e falou sobre o horário estimado de chegada ao destino, portão programado para a chegada, explicou sobre a existência de banheiro no fundo do ônibus e sobre o wi-fi. Eles juravam que tinha serviço de wi-fi a bordo, tentei por diversas vezes conectar e nada. Depois de umas cinco tentativas desisti.

Meu colega de banco era uma das pessoas mais desagradáveis com quem eu tive o desprazer de viajar na minha existência. Mesmo após o motorista pedir que as pessoas utilizassem os equipamentos eletrônicos com fones de ouvido, o babaca fingiu não ter entendido. Na metade da viagem a minha vontade era de esfregar o celular na cara dele… tive de praticar a paciência até a hora que a bateria do celular dele acabou e ele dormiu.

No geral a viagem em si foi confortável, o ônibus da Greyhound entrega o que promete: assentos confortáveis e uma viagem relativamente segura entre o ponto A e B. Pelo valor acho que valeu a pena. O que você deve considerar na verdade é se vale a pena por apenas U$11 viajar ao lado de um público diferente do público do trem. Percebi que as pessoas que fazem o trajeto no trem são mais business people e consequentemente muito mais educadas. Tanto que mesmo a classe econômica do trem é muito diferente do ônibus. Viajei com muitos turistas fazendo mochilão entre as duas cidades, muitos imigrantes da África e da América Central e do Sul. Estes foram os mais mal-educados na viagem. É uma pena dizer isso, mas foi essa a grande diferença que notei entre quem viaja de trem e quem viaja de ônibus por aqui.

O trajeto entre NYC e DC de ônibus leva 4:20hrs e de trem varia entre 2:30hrs e 3:20hrs dependendo de quanto você esta disposto a pagar. Minha volta a DC esta programada de trem. Honestamente não pretendo mais utilizar ônibus de viagem entre cidades por aqui. É uma economia que pra mim, não valeu a pena, por U$39 a mais eu poderia ter ido de trem, no vagão silencioso  e com internet rápida disponível. Never again!!!

E você já fez alguma viagem de ônibus pelo exterior? Como foi?

 

 

 

 

 

 

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Estilo de Vida Outros

Genius Bar – Apple

20 de setembro de 2017

Genius Bar é uma estação localizada dentro das lojas Apple onde os Geniuses (funcionários altamente treinados pela Apple) ajudam os usuários dos produtos Apple (fonte Wikipedia).

Você sabia que é possível efetuar pequenos reparos nos seus eletrônicos Apple e melhorar o funcionamento deles? Quando voltamos para os EUA em junho, um dos primeiros itens da minha to do list era agendar um atendimento no Genius Bar e levar meus eletrônicos para um check up.

Meu MacBook Air que já está completando 4 anos de vida, começou a esquentar mais do que o normal enquanto morávamos no Togo. Ao esquentar, o ventilador interno na parte do teclado começou a fazer um barulho horrível que dava a impressão de que o computador ia levantar vôo a qualquer minuto. Ao levar na Apple para darem uma olhada, os técnicos fizeram vários testes no sistema ali na minha frente. Depois, levaram meu note pro fundo da loja e após uns 20 minutos, constataram que o computador por dentro estava totalmente coberto de areia!!!!! Me perguntaram várias vezes se eu morava de frente pro mar e se levava o notebook pra praia… até que eu comentei que morava no oeste da África. Fui informada que durante os meses do Harmattan (o vento que bate no Saara e voa por todo o continente) os equipamentos eletrônicos, mesmo dentro de casa recebem uma quantidade muito grande de areia, que entra e se aloja por baixo das teclas e assim impedem a passagem de ar e consequentemente esquentam o equipamento fazendo com que o mesmo acione a ventoinha com mais potencia e claro, mais barulho. Eles abriram meu computador, sugaram toda a areia e voilá. Meu MacBook esta novo em folha. DE GRAÇA.

Meu iPad mini também estava bem lentinho e uma técnica me indicou reinicializar ele, reinstalar tudo do zero. Ela mesma efetuou o back up de tudo na iCloud e me devolveu o iPad zerado, como seu eu tivesse acabado de comprar ele. Também DE GRAÇA.

E por fim meu iPhone (6S) estava com problema no alto falante, algumas vezes o som não tocava. Se eu recebesse uma mensagem de áudio por exemplo, tinha vezes que não reproduzia o som, a não ser que inserisse o fone de ouvido. Para ouvir pelo próprio auto falante era preciso reinicializar o aparelho. Ali na minha frente outro técnico fez alguns testes que nós simples mortais não sabemos a combinação de códigos para fazer e após 15 minutos meu iPhone foi devolvido e segundo o técnico, não me daria mais problemas. Adivinha… DE GRAÇA.

Para conseguir estes atendimentos gratuitos da Apple, você tem que ser o dono do aparelho e ter uma conta ativa na Apple Store (aquela conta que você configura com o seu email para poder fazer atualizações e/ou baixar conteúdos). Você clica neste link aqui e agenda o seu horário na Apple Store mais próxima. Não sei em outras cidades, mas sei que tem no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Verdade seja dita, dos três equipamentos que levei, o único que não resolveu 100% foi meu MacBook Air. Uma vez por mês ainda da uma super aquecida e a ventoinha trabalha a todo vapor. Mas meu computador esta entrando no que a Apple chama de tempo de validade para um notebook (eles estimam que após 5 anos de uso é hora de trocar de equipamento). O iPhone esta novo em folha e o iPad também esta bem mais rápido.

Eu sou applemaníaca, até comento isso no meu perfil no blog, então como uma cliente fiel da marca, confesso que fico surpresa com a atenção que os funcionários da loja tratam os clientes com aparelhos em uso já a bastante tempo. E pra mim este é o maior diferencial da Apple, não ser tratada como dispensável porque já tenho um aparelho. Muitas vezes ao entrar numa loja para trocar, reembolsar, ou qualquer outro motivo que não seja uma compra, você já sente na pele a indiferença dos vendedores, que pensam que você esta ali para encher o saco e não aumentar a cota de venda deles. Eu agendei três equipamentos simultaneamente para reparos na Apple Store e fui atendida por três funcionários diferentes, cada um especialista em um dos equipamentos e TODOS com um sorriso no rosto. Não tem satisfação maior para um usuário/cliente/entusiasta de uma marca/produto do que ser bem tratado. Se há aparelhos la fora melhores que a Apple?Claro que tem, talvez não melhores mas no pareo em termos de qualidade, porém não pretendo deixar de usar Apple tão cedo, pois o pós venda deles é o melhor do mercado hoje em dia.

 

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Por Érica Brasilino

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Compras Gatos Outros

Viajando de carro com gatos

25 de julho de 2017

Ao voltar para os EUA fui informada pelo marido que iríamos tirar uns dias de folga. Não porque queríamos, mas por conta do cronograma da nova posição dele. Não tivemos tempo de organizar nada, de reservar nada, de pensar em nada. Após 8 dias de volta a DC já íamos por o pé na estrada rumo a Miami para a casa da minha sogra. O que fazer com a Bella? Levar ela com a gente ou deixar ela num hotel para pets? Após muito pesquisar decidimos levar ela com a gente. Mesmo sabendo que seria estressante, não queríamos nos separar dela e o pior já tinha passado (a viagem de avião entre o Togo e os EUA).

Foram 6 dias de estrada (3 para descer para Miami e 3 para voltar para Washington), 3415 quilomêtros, 4 hotéis pelo caminho, casa da minha sogra e uma gatinha aventureira. Mas como organizar tudo isso? A primeira decisão foi a de não reservar hotel. Não sabíamos como estaria o humor dela, como estaria o trânsito (estamos em plena época de férias de verão por aqui), então decidimos que iríamos dirigir até onde conseguíssemos e quando estivéssemos cansados pararíamos para comer e enquanto comíamos, íamos procurar um hotel pela região que fosse pet friendly.

Feliway

 

O primeiro dia foi bem estressante… a Bella mal tinha se adaptado ao hotel que estávamos em DC (ficamos 8 dias por lá) e de repente se viu na malinha de transporte de novo… 20 minutos antes de colocar ela lá dentro usamos o spray de feromônios da Feliway. Não estou sendo paga para falar sobre o produto para vocês (queria eu!!!!). É caro ai no Brasil gente, não vou mentir. Inclusive como comentei no post sobre como voar com gatinhos (disponível aqui) eu comprei em São Paulo pois não tinha no Togo e a viagem aconteceu de última hora. Paguei R$234 na Cobasi. Um assalto a mão armada mas o produto realmente funciona. Ao alocar ela no carro optamos por posicionar a mala de transporte no chão no banco atrás do motorista (após ler milhões de blogs falando sobre como viajar com gatinhos de carro, os relatos eram categóricos em mencionar que dentro do carro o chão é o local mais seguro para o gatinho). Também é a maneira mais fácil para quem estiver sentado no banco do passageiro poder checar se esta tudo bem com o animalzinho. O primeiro dia foi um inferno. Ela chorou, se debateu, tentou escapar da mala… até que conseguiu!!! Quando percebemos ela já estava embaixo dos pés do Ezio entre os pedais do carro. Um mega perigo. Eu realmente achei que não íamos conseguir chegar em Miami. Com muito custo consegui alocar ela dentro da mala novamente, vi por onde ela tinha passado e usei um dos cadeados da minha mala de viagens para segurar bem o fecho da mala dela. E pra tentar acalma-la usei uma echarpe por cima para deixar ela no escuro. Meia hora depois de muito miar, se debater e afins, ela percebeu que não tinha escapatória e dormiu.

Quando fizemos check in no hotel a prioridade foi ela. Trouxemos a caixa de areia no porta malas com a areia que ela já estava usando, então pelo menos este cheiro era familiar. Já deixamos também prontos os potinhos de viagem de água e comida. Ao abrir a malinha ela saiu correndo procurando o primeiro lugar escuro e escondido que pôde encontrar. Como não achou ela se jogou embaixo dos cobertores na cama. E de madrugada ouvimos ela andando pelo quarto reconhecendo o território, comeu, bebeu água, usou a caixa de areia e dormiu. O segundo dia já foi mais sossegado, houveram algumas tentativas de escapar mas foram em vão. Durante os 3 dias descendo para Miami, todos os restaurantes que paramos para comer ao longo do caminho, foram fáceis de entrar com ela. Eu colocava a malinha embaixo da mesa entre as minhas pernas e ela ficava bem quietinha. Como também tinha o barulho de pessoas, pratos e afins, ela mesma ficava o mais quieta possível para não ser notada.

Na casa da minha sogra ela ficou duas semanas dentro do nosso quarto. Fomos para Orlando por uns dias e minha sogra ficou de olho nela. Graças a Deus tudo correu bem.

Ao voltar para Miami após ler a respeito de remédios homeopáticos para gatos, acabamos comprando este aqui. Deve-se dissolver uma colher de chá no potinho de água uma vez por dia. Segundo as instruções o remédio é um calmante natural. Sei que este remédio operou milagres pois na viagem de volta para DC essa gata APAGOU por 3 dias seguidos. Ela entrava no carro e dormia profundamente. Não sei se foi o spray de feromônios, o calmante, o fato de ela já ter se habituado a mala de transporte e o balanço do carro… sei que ela dormiu durante o dia no carro super tranquila.

Natural Pet Pharmaceuticals

 

Enfim esta foi a nossa experiência ao viajar de carro com a Bella. Cada gatinho tem um temperamento e muito provavelmente pode responder aos estímulos de maneira distinta. Se eu faria tudo de novo? Não. Só fizemos por pura necessidade e porque não estamos ainda alocados na nossa casa. Mas na próxima viagem pretendo deixar ela reinando lindamente na casa dela.

E você já viajou de carro com o seu gatinho? Compartilha comigo a sua experiência,

Até o próximo post  =0)

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Por Érica Brasilino

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Outros

Um mês fora do Togo

19 de julho de 2017

Olá gente tudo bem?

Hoje completa um mês que deixamos o Togo oficialmente. O tempo passa rápido demais. Desde que chegamos aos EUA tiramos 3 semanas de férias para descansar a mente. Pela primeira vez nos últimos 4 anos tiramos férias sem destino e sem nada programado. Para quem tem mania de seguir roteiros de férias como eu foi muito estranho. Durante este tempo meu marido até pediu para eu programar alguma coisa e ler sobre possíveis atrações que eu gostaria de ver/fazer/visitar. Mas eu estava tão esgotada física e emocionalmente após todo o estresse das últimas 6 semanas que meu cérebro simplesmente deu uma pane. Sabe quando você não consegue saber nem por onde começar? Eu honestamente nunca tive isso antes… a sensação é a de que o cérebro estava tão cheio de informações e comandos e que estava entrando em tilt. Resolvi que pela primeira vez ia me permitir pensar no que fazer apenas na manhã do dia seguinte. Então as últimas semanas foram apenas de acordar, ver a programação cultural da cidade e decidir se íamos ou não.

Para não dizer que não fizemos nada fomos para Orlando por uns dias (pior decisão da vida… nunca mais iremos para os parques em meses de férias de verão – falarei mais sobre isso quando postar sobre a Disney). Fomos para a praia, passeamos por Miami, encontramos amigos queridos em Orlando e em Miami e curtimos a família do marido. Era exatamente o que precisávamos… de um tempo entre pessoas queridas para recarregar as energias após sair de Lomé.

Sei que deixei o blog abandonado, mas eu precisava desocupar a mente. O blog é um hobby querido… poder colocar em palavras dicas ou coisas que eu considero serem úteis para o próximo. Mas honestamente precisava me afastar por um tempo. Não somos super heróis, não somos máquinas invencíveis… precisamos muitas vezes nos isolar para olhar pra dentro e perguntar se está tudo bem.

Enfim… este é apenas um post/desabafo/prestação de contas. Sei que algumas pessoas visitam o blog com frequência e estava tudo parado por aqui… mas aqui estou

Um cheiro e até o próximo post  =0)

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Por Érica Brasilino

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