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Um dia na Filadélfia

30 de abril de 2018

A Filadélfia é a maior cidade do estado da Pensilvânia e a segunda cidade mais populosa da costa leste americana, perdendo apenas para Nova Iorque. Uma das cidades mais importante e antiga dos Estados Unidos, vale muito a pena dedicar pelo menos um dia para passear pelas suas ruas e entender e aprender como começou a revolução que culminou com a independência americana. Se você estiver baseado em Washington D.C a viagem de carro leva aproximadamente 3 horas, mas a cidade pode ser facilmente acessada também por Nova Iorque de carro em aproximadamente 2 horas.

A Filadélfia foi palco no dia 4 de julho de 1776 do Primeiro Congresso Continental onde foi assinada a Declaração de Independência e onde o Sino da Liberdade foi tocado anunciando que o país estava finalmente livre da Inglaterra. O governo do novo país foi formado na cidade até ser transferido para a recém construída Washington D.C.

Agora que você já tem uma ideia da importância da cidade para os Estados Unidos, o que ver e fazer ao visitar a Filadélfia? No post de hoje conto para vocês o meu roteiro condensado que fiz em 7 horas de visita num dia cinza, frio e chuvoso.

Comecei o dia saindo de Washington ás 7 da manhã. Gastei aproximadamente U$16 entre os 3 pedágios que encontrei pelo caminho. Nota mental: leve dinheiro trocado. As 10 da manhã eu já estava no estacionamento do Independence Visitor Center. O estacionamento custa U$20 para o dia inteiro, porém se você chegar antes das 9 da manhã ele custa U$14 para o mesmo período. Achei o preço decente se comparado ao valor do estacionamento com Washington DC (U$25 o dia perto do National Mall). Você encontra mais informações sobre o estacionamento clicando aqui. Claro que você também pode estacionar pela cidade ou em outros locais, eu achei este o mais conveniente entre as opções. O bom de estacionar é que você fica livre para andar pela cidade e descobrir as belezas locais sem se preocupar com o carro. A Filadélfia foi eleita a 4º cidade americana mais fácil de se locomover a pé. Aproveite as ruas lindas e arborizadas para se esbaldar com a história dos EUA.

O Visitor Center é uma ótima pedida para quem não planejou a viagem com antecedência e não tem ideia do que visitar. Lá é possível pegar informações sobre todos os tours oferecidos, horários de shows, dicas de restaurantes e muito mais. Eles oferecem também banheiro, telefones, caixas 24 horas e quiosques com lembranças da cidade.

Do outro lado da rua do Visitor Center fica a President’s House, a casa onde os senhores George Washington e John Adams o primeiro e o segundo presidentes viveram e comandaram a nação enquanto as mentes mais importantes do país os ajudavam a escrever a Declaração de Independência, a Constituição Americana e a Declaração de Direitos em tradução livre. Eles viveram nessa casa com mais 9 escravos que pertenciam a George Washington e foram transferidos de sua residência oficial a Mount Vernon na Virgínia para a Filadélfia. O interessante é que estes escravos viviam e trabalhavam para os homens que pregavam que todo americano tinha o direito de ser livre, mas nem todos os americanos usufruíam dessa liberdade. Interessante e bem controverso não é mesmo? É possível ler e ouvir trechos dos diários dos escravos que estão em exibição no local falando sobre seus sentimentos e pontos de vista sobre o novo país que nascia diante dos seus olhos. Toda a informação está disponibilizada em inglês.

Anexo a casa é possível acessar o complexo onde está o Liberty Bell. Você pode não apenas ver o Sino da Liberdade que foi tocado para anunciar a liberdade dos EUA como é possível tocar numa parte do sino e ler sobre como ele foi produzido, o real significado simbólico para a nação no momento em que a declaração foi proclamada e também aprender sobre como este sino é importante para pessoas de todo o mundo que já o visitaram, desde o Papa até figuras como Nelson Mandela que tanto lutou pela liberdade em seu próprio país. Só tenha muita paciência, tirar uma foto no local não é nada fácil…

Ao sair do Liberty Bell Center logo na rua de trás está localizado o suntuoso prédio que abrigou as mentes mais brilhantes dos Estados Unidos durante o período pré e pós declaração de independência chamado de Independence Hall. No local é oferecido tours diários por park rangers (totalmente em inglês) onde eles explicam de acordo com historiadores e objetos encontrados ou doados ao longo dos anos pelos familiares dos pais da independência, como aconteceram os fatos, como cada um dos Founding Fathers pensavam, o que cada um deles deu como explicação para poderem fazer com que as 13 colônias britânicas concordassem que era a hora de serem livres. Para quem é aficionado por história como eu, o tour é uma viagem no tempo. O tour acontece em momentos específicos do dia e dependendo da época que você visitar a cidade, talvez seja necessário reservar tickets com antecedência. Você pode conseguir mais informações sobre o tour clicando aqui. No local há uma gift store do National Park Service onde você pode adquirir imãs de geladeira, calendários e mais uma infinidade de itens para o seu travel journal 🙂

Ao sair do Independence Hall encontrei com minha amiga Vanessa que estava morando na cidade e ela me levou para conhecer o Reading Terminal Market, uma espécie de Mercadão Municipal onde as pessoas vão para comprar frutas, verduras, legumes, queijos e também comer o famoso Philly Cheesesteak, sanduíche tradicional da Filadélfia. Como o dia estava muito frio e chuvoso o mercado estava lotado, porém conseguimos uma mesa no único local que vendia cerveja por lá o Molly Malloy’s. Colocamos o papo em dia bebendo uma cervejinha estupidamente gelada. O sanduíche era tão grande que nós compartilhamos um e saímos de lá satisfeitas. Aproveitei também para comprar chocolates artesanais no quiosque da Mueller Chocolate Co. Eles são a loja mais conhecida de chocolates da Filadélfia por vender chocolates em formatos excêntricos. É possível comer um pé de chocolate por exemplo. Alguns chocolates eu confesso que achei de mal gosto… só que o sabor… delicioso.

Como a chuva deu uma trégua fui visitar a rua mais antiga dos EUA: Elfreth’s Alley. As casas foram construídas entre 1728 e 1836 e hoje é tombada como patrimônio nacional americano. A rua é linda e bucólica, porém não tem onde estacionar nas redondezas. Todas as vagas são praticamente designadas para moradores locais com licença afixada no carro. Como eu já tinha tirado o carro do estacionamento do Visitor Center, tive de dar a volta e ver a rua de dentro do meu carro. A dica aqui é não usar o próprio carro pela cidade, mas sim usufruir se possível do sistema do Big Bus para poder descer e subir onde quiser com mais liberdade. Você pode clicar aqui para mais informações sobre os valores do ônibus turístico e seus pontos de parada.

Perto da Elfreth’s Alley está localizada a casa da senhora Betsy Ross, onde foi produzida a primeira bandeira norte americana. Também tombada como patrimônio americano, é possível fazer um tour guiado e ver uma das casas mais famosas da história do país. Como eu não tinha onde estacionar, parei o carro do outro lado da rua e fotografei pelo lado de fora, mas fiquei muito chateada porque eu sabia que tinha uma exibição lá dentro. Ficou como promessa para um retorno a Filadélfia.

Para finalizar o dia passei pelo Philadelphia Museum of Art que ficou extremamente famoso no filme de 1976 Rocky. Logo ao lado do museu há uma escultura em tamanho real do Sylvester Stallone caracterizado como o personagem. Mas o mais engraçado mesmo foi ver várias pessoas fazendo vídeos subindo as escadas correndo ao som da música icônica do filme. Eles chegavam ao topo das escadas mortos, porque vamos combinar que o Stallone estava em ótima condição física durante as filmagens.

Enfim foi um dia muito produtivo, vi mais do que eu esperava pela cidade, claro que preciso voltar com tempo para poder absorver melhor outros detalhes como o prédio da prefeitura que é lindíssimo ou a cadeia local que é famosa por ter sido o lar de vários criminosos famosos no passado. Se você visitar a Filadélfia aconselho que passe pelo menos uma noite por lá para poder ter tempo de ver mais do que eu vi.

E você, conhece a Filadélfia? Qual parte da cidade eu não fui que devo ir da próxima vez? Não conhece e tem dúvidas? Deixa mensagem pra mim nos comentários abaixo,

 

Até o próximo post =0)

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Por Érica Brasilino

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América EUA Nevada Onde comer Viagens

Epic USA Road Trip – Nevada – 1 Noite em Las Vegas

21 de fevereiro de 2018

Saímos do Zion National Park em direção ao Death Valley National Park, porém tinha Las Vegas no meio do caminho… e no último segundo decidimos quando estávamos na estrada pernoitar por lá. Conseguimos reservar um quarto no Planet Hollywood Resort and Casino muito em conta no App do Booking.com, porém estacionar neste hotel… foi o pior pesadelo da nossa vida de turista.

O Planet Hollywood compartilha o prédio do estacionamento com o Caesars Palace e com o Miracle Mile Mall. Além da rua do estacionamento ser bem escondida e difícil de encontrar… após estacionar você tem de atravessar o shopping inteiro com as malas até chegar ao cassino para depois encontrar o lobby do hotel. Foi ridículo. Depois de passar pelo estresse do estacionamento, nós finalmente fizemos check in e pelo menos fomos agraciados com uma ótima suite. Uma das melhores inclusive desta viagem.

Subir para a nossa suite foi uma maravilha, porque logo na elevador demos de cara com a minha diva maior. Britney Spears que estava inclusive com um show fixo no Planet Hollywood. A residência dela por lá chegou ao fim mas eles estão com shows do Pitbull, Jennifer Lopez, Lionel Ritchie e Backstreet Boys. Você pode obter informações sobre os espetáculos aqui.

Mas o que fazer quando se tem apenas uma noite em Las Vegas?

Decidimos focar na região do próprio hotel para não ter que lidar com estacionamento. Então começamos a noite com drinks e aperitivos no Margaritaville. Lá indicamos o Last Mango in Paris que é uma margarita feita com tequila de manga, Cointreau de laranja, suco de cranberry e margarita blend. E de aperitivo fomos de Volcano Nachos, que são tortilla chips, cobertas com chili, queijo, pico de galo, guacamole, creme azeda e pimenta jalapeño. Uma porção serve bem 2 pessoas e sobra.

Saímos do restaurante e andamos até o Bellagio para assistir o show das águas. Você pode encontrar o cronograma com os horários do show clicando aqui. Confesso que eu não esperava ser algo tão legal.

E terminamos a noite vendo um show burlesque chamado Crazy Girls. O melhor era que o show estava em cartaz exatamente no nosso hotel. Derrubei várias barreiras e pré-conceitos ao assistir um show burlesque. Haviam muitos casais na audiência e o público era predominantemente mais velho. O show é de aproximadamente 1:30hr de duração e é um show de dança onde as mulheres estão semi ou completamente nuas. Não é permitido tocar nas garotas quando elas interagem com a audiência. Achei o show de extremo bom gosto e as mulheres eram lindíssimas. Também pelo fato do show estar em cartaz no Planet Hollywod, já demonstra que não é um show qualquer.

Passei alguns minutinhos andando pelo cassino após o show e apostei U$3 míseros dólares nas máquinas. Realmente Las Vegas não é o meu tipo favorito de viagem. Vegas me atrai mais pela quantidade de restaurantes e entretenimento fora dos cassinos do que apostar dinheiro e perder. Tenho outros lugares favoritos pelos EUA. Tanto que nunca voamos especificamente para turistar apenas em Vegas, sempre passamos por lá vindo ou indo para algum outro lugar. Claro que a beleza das luzes da cidade a noite é um espetáculo á parte. No dia seguinte seguimos viagem até o Vale da Morte, então nem exploramos tanto a vida noturna por lá.

 

No próximo post falo sobre nossa visita de 3 dias ao Death Valley National Park, um dos locais mais inóspitos dos EUA.

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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Arizona EUA Onde comer Viagens

Epic USA Road Trip – Arizona – Horseshoe Bend, Navajo Bridge e Marble Canyon

02 de fevereiro de 2018

No último post comentei sobre a nossa visita ao Antelope Canyon, localizado na cidade de Page. Outra atração imperdível em Page é a formação Horseshoe Bend. Indicado pela minha amiga Ninna, quando ela viu no Facebook que estávamos numa road trip, ele generosamente compartilhou a informação sobre este destino comigo. Eu nunca tinha ouvido falar e ao pesquisar a respeito, meu queixo caiu.

Horseshoe Bend é uma curva do Rio Colorado que tem a aparência de uma ferradura. A área é aberta ao público e você não precisa pagar para ter acesso. No local tem estacionamento e banheiros químicos. A acessibilidade não é das melhores para pessoas portadoras de deficiência motora. A caminhada entre o estacionamento e o viewpoint é de aproximadamente 20 minutos. Mas a vista… espetacular.

Tenho visto diversas fotos nas redes sociais do local. Cada época do ano e horário do dia vai determinar as cores que você verá no Canyon. Claro que existe muita foto photoshopada na internet, mas nada compara quando você vê o canyon ao vivo.

Após passarmos aproximadamente uma hora no local, pegamos a estrada e começamos a dirigir em direção a Utah. Sabíamos que teríamos uma longa estrada pelo caminho, porém não tínhamos ideia de como essa estrada seria fascinante. Dizer que o Arizona é bonito é pouco.

Na região de Bitter Springs nos deparamos com Port of Page. Uma formação rochosa que foi cortada ao meio para a passagem da rodovia.

Pegamos um desvio pela rodovia 89A que rendeu inúmeras fotos fabulosas e chegamos até a Navajo Bridge. Essa é 1 das 7 pontes que passam sobre o rio Colorado. A ponte data de 1873 e foi construída pelos primeiros moradores da região, em sua maioria mórmons que fugiam da perseguição na época. A ponte esta localizada em uma área deslumbrante em frente ao Marble Canyon. O Marble Canyon é o ponto de partida para aqueles que querem cruzar o Grand Canyon de barco.

Dirigimos por dentro da Glen Canyon Reserve e chegamos a conclusão de que não veríamos metade do que tínhamos para ver na região. O local é simplesmente fantástico, daqueles que você quer colocar uma trilha sonora bacana no som do carro e dirigir por uma estrada sem fim, sem outros carros ao redor e apenas com a natureza como companhia. Para quem esta interessado em fugir da cidade grande, este tipo de viagem é perfeito.

Essa mesma estrada nos levou diretamente para a entrada norte do Grand Canyon. Infelizmente não conseguimos ver essa parte do parque pois ela já estava fechada para o inverno. Mais uma desculpa para voltarmos com tempo no futuro.

Nós seguimos até a cidade de Bryce e jantamos no restaurante do hotel Bryce Canyon Pines. O restaurante estava lotado, mas ele também não era tão grande assim. Caso você faça um pit stop neste local, eu recomendo o fish sandwich.

No próximo post vou falar sobre a visita que fizemos ao Bryce Canyon National Park.

 

Até lá   =)

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Por Érica Brasilino

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Arizona EUA Onde comer Quando Viajar Viagens

Epic USA Road Trip – Arizona – Antelope Canyon

30 de janeiro de 2018

Ao sair do Grand Canyon pela Desert View Drive decidimos dirigir até a cidade de Page. Lá nossa intenção era visitar dois locais específicos: Horseshoe Bend e Antelope Canyon. Pegamos a rodovia 69 e depois seguimos pela 89. Toda essa região está localizada na área dos índios Navajo. Chamada de Navajo National Reserve, essa é a maior área de posse de uma tribo indígena americana e cobre partes do Arizona, Utah e Novo México. Eu não tinha conhecimento algum antes dessa viagem sobre como funcionam as reservas, eu sabia que os índios por aqui tinham vários direitos assegurados por lei (descobri ao visitar o Museum do Índio Americano aqui em Washington), mas visitar uma reserva foi bem instrutivo.

Em Page nos hospedamos no hotel Best Western View of Lake Powell. Bom hotel com bom café da manhã. O hotel na verdade era bem sossegado, talvez porque viajamos no período entre o Thanksgiving e o Natal. Essa viagem foi go with the flow, então fizemos a reserva um dia antes e conseguimos nos hospedar sem problema. Caso você viaje no pico do verão americano, talvez seja melhor verificar a disponibilidade o quanto antes.

Em Page contratamos a Antelope Canyon Tours para fazer o passeio. Não é possível acessar essa área da reserva sem guias navajos credenciados. No passado turistas faleceram porque não conheciam a região e visitaram o Lower Antelope Canyon num dia onde o tempo mudou e a chuva inundou a fissura. A chuva na verdade nem ocorreu em Page, aconteceu na cidade vizinha, mas foi o suficiente para inundar o local e matar 15 turistas. Apenas um integrante da tribo Navajo que acompanhava o grupo sobreviveu, pois ele tinha treinamento em inundações. Hoje após este trágico episódio os navajos conseguiram uma autorização governamental especial para a exploração da área e algumas melhorias foram instaladas, inclusive um sistema de alerta para o risco iminente de inundação nas fissuras.

Existem dois cânions para visitar em Page, o Upper e o Lower. O Upper que visitamos é o número 1 em visitas. Tanto por ser mais fácil de ser acessado como pela incidência de luz ser mais direta e criar efeitos mais significativos para as fotos. O Lower Antelope Canyon além de ser mais difícil de acessar (você deve descer escadas instaladas na borda da fissura, o que dificulta o acesso de pessoas com deficiência motora e diminui assim o número de visitantes), este cânion não tem tantos jogos de luzes naturais que fizeram seu vizinho mais famoso e mais visitado.

É possível obter informações sobre os tours oferecidos pela internet mesmo. A agência que fechamos o pacote nos levou por um trajeto que envolvia rua asfaltada e off road. Após uns 20 minutos de carro chegamos ao local. O trajeto pode ser bem rough, então segure bem os seus pertences para não cair do carro. Eles dividem os turistas entre vários guias e os guias procuram espaçar os grupos entre si para que todos possam ter a oportunidade de tirar quantas fotos forem possíveis.

A caverna em si é estreita. Se você for claustrofóbico pode ser bem desconfortável. A entrada da caverna é larga e vai estreitando no final. O passeio consiste em ir e voltar pelo mesmo caminho e o guia vai mostrando os melhores lugares para tirar fotos. Confesso que fiquei bem impressionada com o conhecimento do guia navajo sobre fotografia, luz e ângulo. Mesmo quem não tem uma DSRL ou uma câmera mais potente consegue fotos incríveis com o celular.

Este ponto em Page é concorridíssimo por fotógrafos do mundo inteiro. Tanto que na alta temporada é bem difícil conseguir tickets para visitar no mesmo dia ou de um dia para o outro. Se você tem a intenção de ir até lá e já sabe as datas da sua viagem para a região, aconselho que você já entre em contato e reserve os tickets com as operadoras de turismo local.

Conversando com o guia, fomos informados que o pico de visitação ocorre no verão, quando a incidência do sol no cânion bate diretamente numa posição onde as fotos saem mais bonitas. Quando voltamos para o hotel comparamos nossas fotos com as fotos da internet e realmente percebemos que a iluminação faz toda a diferença neste passeio. Como não somos fotógrafos profissionais, isso não me incomodou, e eu também não tinha ido para esta cidade apenas para este passeio. Se você for a Page com essa intenção em mente, saiba que entre maio e setembro são os mais difíceis de conseguir tickets pois fotógrafos profissionais agendam com até um ano de antecedência. E o melhor horário para o tour focado mais em fotografia do que sightseen é o tour das 11:30 da manhâ. Mas este é justamente o tour que os tickets esgotam rapidamente. Fique de olho no site.

Pelo sightseeing tour nós pagamos cerca de U$90 o casal. Mesmo sendo um tour de aproximadamente uma hora, valeu muito a pena. Eu não faria o Lower Antelope Canyon por puro medo de uma inundação, e por achar desnecessário fazer dois tours semelhantes. Mas cada turista sabe o que tem em mente para fazer a sua viagem única e inesquecível.

No final do dia descobrimos que a cidade de Page é tão pequena, que tem um número muito limitado de lugares para comer. Porém encontramos um restaurante tailândes excelente. Comemos no Dara Thai Restaurant. Nós comemos um Pad Thai maravilhoso. Fica a dica.

No próximo post falo sobre o Horseshoe Bend também em Page e falo sobre o que vimos ao dirigir por dentro da reserva da tribo Navajo.

 

Até lá =)

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Por Érica Brasilino

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Califórnia EUA Onde comer Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Beverly Hills e Bel Air

16 de janeiro de 2018

Chegamos em Los Angeles pelo aeroporto LAX e alugamos um Chrysler 300 na Alamo. Sabíamos que o carro seria a nossa segunda casa por 21 dias, e precisávamos tanto de segurança como de conforto, e o carro não decepcionou. Tanto a performance como o sistema de navegação utilizando o sistema iCar da Apple, passando pelo espaço no bagageiro fizeram deste carro um dos melhores que já dirigimos em viagens aqui nos Estados Unidos. A semana de locação saiu por aproximadamente U$200. Essa não é a categoria mais em conta para alugar, mas tudo depende do que você procura quando precisa dirigir por dias e dias como foi o nosso caso. Se você tiver curiosidade sobre o modelo, deixo aqui o link oficial da Chrysler para você.

Após resolver tudo com a locadora seguimos para o La Quinta Inn no bairro de Inglewood. Com suítes a partir de U$105 por noite, além de estar localizado a 5 minutos do aeroporto, o hotel oferece café da manhã (o café nos surpreendeu, melhor do que esperávamos), wifi, estacionamento coberto privativo e transfer de/para o aeroporto LAX.

No dia seguinte fizemos check out e fomos encontrar uma amiga que mora na cidade e eu não via a muito tempo. Nos encontramos no Le Pain Quotidien perto da famosa UCLA – University of California (vale dirigir por dentro do campus para ter uma noção de como é a vida universitária nos EUA). O restaurante é uma graça e o menu deles é excelente. Eu optei por um pain au chocolat e um café, meu marido foi de avocado e tomato omelete. O que mais gosto dessa “padaria” são as mesas comunitárias. Se você visitar uma cidade americana e ver uma loja da rede, não pense duas vezes, pare e tome um café por lá. É uma ótima opção.

Aproveitamos que estávamos na região, e após nos despedirmos da minha amiga, dirigimos por Bel Air e Beverly Hills.

Estes bairros são famosos por conta das séries Um Maluco no Pedaço e Barrados no Baile, além dos filmes As Patricinhas de Beverly Hills e Uma Linda Mulher, entre outros. A região é simplesmente linda e as casas de tirar o fôlego. Por lá recomendo dirigir pela Rodeo Drive que seria a Alameda Santos de Los Angeles. Não que tenhamos condições de comprar alguma coisa nas lojas grifadas, mas não custa tomar um sorvete andando por calçadas onde os ricos e famosos passeiam com frequência. Eu jurava que ia tropeçar numa Kardashian, mas não foi dessa vez.

Outro passeio imperdível nessa parte da cidade é fazer um tour pela casa dos famosos. Você pode tanto fazer este passeio com um grupo ou você pode comprar pela cidade o mapa com o endereço dos artistas por aproximadamente U$10. Eu peguei alguns endereços na internet em outros blogs de viagem e compartilho aqui alguns com vocês:

  • Michael Jackson – 100 N. Carolwood Drive
  • Walt Disney –355 N Carolwood Dr
  • Tom Cruise –1111 Calle Vista Dr
  • Jennifer Aniston –1026 Ridgedale Dr

Neste site aqui você consegue mapear muitos outros endereços de artistas caso você tenha tempo e curiosidade de dirigir pelo local. Outro ponto de interesse é o hotel onde foi filmado Uma Linda Mulher. O Beverly Wilshire da rede Four Seasons, é muito visitado por curiosos que querem tirar uma foto no lobby da famosa locação de um dos maiores filmes românticos da nossa era.

Não passeamos muito no nosso segundo dia na cidade porque o trânsito em Los Angeles consegue ser pior do que o trânsito de São Paulo numa sexta feira chuvosa antes de um feriado prolongado. Queríamos partir o quanto antes para o nosso próximo destino que não era perto de onde estávamos. Pelo menos deu para sentir um pouquinho da vibe do local. Estar onde o cinema acontece é meio mágico, e a oportunidade de tropeçar numa celebridade é real. Essa foi a minha segunda vez nessa região, eu já tinha visitado Los Angeles em 2012, e num período de 5 anos muita coisa mudou. Porém a quantidade de carros por lá só piorou. No próximo post vou contar sobre o nosso terceiro dia de viagem, nossa visita a região de Yucca Valley.

Até lá 🙂

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Por Érica Brasilino

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Africa Mauritius Onde comer Viagens

Ilhas Maurício – O lado norte da ilha

26 de maio de 2017

Quando estávamos planejando nossa viagem a Mauritius, decidimos dividir a ilha em três partes e nos hospedarmos em três pontos distintos para podermos conhecer essa ilha ao máximo. Não somos viajantes que ficam apenas 4 dias na capital e dizemos que conhecemos tal país, gostamos de nos aprofundar na história, cultura local e entender onde estamos pisando. Confesso que a primeira parte da viagem me deixou extasiada quanto a beleza exuberante de muitas praias, mas achei Mahebourg a cidade onde nos hospedamos velha e sem muitos atrativos turísticos. Por ser um dos primeiros pontos de entrada na ilha na época das grandes navegações, Mahebourg não é muito bem cuidada.

Seguimos para o norte e no caminho paramos para conhecer o Chateau Labourdonnais. Uma das casas mais bonitas da ilha, construída pela família mais importante da região na época das grandes navegações, hoje funciona como museu e rumaria. Além da visita guiada à mansão e aos jardins (sensacionais), também é possível fazer degustação de rum, uma das bebidas mais produzidas no país. No local também tem um restaurante muito chique (e caríssimo) onde os locais vão para eventos e reuniões.

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Chateau Labourdonnais

Após conhecer o chateau fizemos check in na nossa morada no norte, um apartamento sensacional do grupo Element Bay 2. Ficamos surpresos com a limpeza, decoração, velocidade da internet e atenção dos locatários. Por ser um apartamento convencional, nós pudemos ir ao mercado e fazer o nosso próprio café da manhã. Também tínhamos acesso a internet e uma Smart TV com Netflix. O serviço de recepção do grupo locatário foi sensacional, eles deslocaram uma funcionária para nos falar das comodidades do apartamento fora todas as oportunidades de passeio da ilha.

No dia seguinte escolhemos a praia de Mont Choisy para passar umas horinhas. A praia é pública e conta com alguns food trucks de comida e bebida. A água de um azul lindíssimo e mar calmo são uma linda combinação. Depois dirigimos até a ponta mais norte da ilha, Cap Malheureux (Cabo da Má Sorte em francês) e ficamos extasiados com a vista do local.

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Cap Malheureux

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Entardecer em Pereybere/Grand Baie (sem filtro)

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Pegando uma cor em Mont Choisy

Reservamos um dia inteiro para ir na exclusiva Ilê Aux Cerfs. Dirigimos até a praia de Trou d’Eau Douce e de lá pegamos a embarcação para a ilha. Ilê Aux Cerfs é uma ilha privada onde você pode passar o dia em águas cristalinas ou pode aproveitar para experimentar os três restaurantes e bares, há também várias atividades aquáticas que podem ser contratadas por lá. Bem visitada por turistas e locais, você pode tanto optar por passar o dia inteiro ou metade do dia. Passamos meio dia por lá, pois fomos justamente no único dia chuvoso das nossas férias. Ao sair da ilha dirigimos para o Hindu Temple na região de Poste de Flacq. A entrada do templo é por uma rua medonha… tivemos a sensação de que íamos para um abatedouro… mas felizmente não desistimos e visitamos o local. O templo fica situado numa área verde lindíssima e tem uma vista privilegiada do rio e do mar. Fizemos uma visita guiada onde o neto do fundador do templo nos explicou sobre a origem da religião hindu, a crença no Ganesha, Shiva e outros deuses. Foi uma aula de religião e cultura. Fizemos nossas preces e fomos abençoados. Não há taxa de entrada mas eles pedem uma doação ao final do tour.

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Ponto de Embarcação em Trou d’Eau Douce

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É possível ver a água azul turquesa na exclusiva Ilê Aux Cerfs mesmo com um temporal a caminho

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No caminho entre Trou d’Eau Douce e Ilê Aux Cerfs é possível se hospedar no exclusivo Shangri-lá Resort onde só se chega de barco. Diárias à partir de EUR 283

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Hindu Temple

No nosso último dia no lado norte fomos conhecer um dos mais famosos pontos turísticos de Mauritius, o jardim botânico Sir Seewoosagur Ramgoolam Botanic Garden. Uma bonita área verde no meio de uma das maiores cidades da ilha, o ponto alto da nossa visita foi sem dúvida o maravilhoso lago onde há vitória régias gigantes trazidas do meu amado Brasil. De tirar o fôlego. Depois fomos almoçar no único shopping da ilha o Le Caudan Waterfront, por ser um sábado estava apinhado de gente, o que não foi uma experiência agradável. Indicamos o Arabia Gourmet Café onde provamos wraps árabes sensacionais. Como já visitamos outras marinas na Espanha, Brasil e EUA, essa não nos impressionou tanto.

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Sir Seewoosagur Ramgoolam Botanic Garden

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Le Caudan Waterfront

Deste lado da ilha indicamos o restaurante italiano Luigi’s. A pizza deles é divina e o restaurante é bem frequentado. Por estar no Lonely Planet e no Tripadvisor, vá sabendo que pode haver espera para sentar. Fomos atendidos em português (de Portugal) por um garçom (uma adorável surpresa).

Escrever sobre Mauritius me deixa com vontade de voltar para lá…

Até o próximo post  =0)

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Por Érica Brasilino

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Africa Mauritius Onde comer Viagens

Ilhas Maurício – O lado leste da ilha

16 de maio de 2017

Após dois intensos meses onde viajamos de férias + recebemos minha melhor amiga em casa aqui no Togo + provas finais de semestre na faculdade… volto a postar sobre as Ilhas Maurício.

Ao chegarmos ao aeroporto Sir Seewoosagur Ramgoolam, os agentes de imigração pediram para apresentarmos passagens de volta e o endereço onde nos hospedaríamos completo com telefone e pessoa de contato. Pelo o que nos foi explicado por um dos locais, como Mauritius é o país mais rico do continente africano, eles querem evitar imigração ilegal a todo custo. Mesmo com reservas efetuadas em três locais diferentes, apresentamos apenas o contato do primeiro hotel e não houve maiores problemas. A vacina contra febre amarela também é obrigatória para poder entrar no país.

 

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Aeroporto SSR – Sir Seewoosagur Ramgoolam

O primeiro hotel que nos hospedamos na ilha foi o ChillPill Guest House. A dona, uma senhora francesa muito simpática foi de uma atenção absurda durante a reserva quando nos explicou sobre o processo de imigração na chegada à ilha, e também nos orientou com informações sobre onde ir e o que fazer. Dividimos a ilha em três partes para poder dirigir e conhecer melhor. O primeiro hotel ficava a apenas 10 minutos de carro do aeroporto, e foi muito fácil localizar utilizando o Google Maps.

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Vista do nosso quarto no Chill Pill Guest House

A vista do hotel foi sem dúvida um dos motivos pelo qual escolhemos o Chill Pill. Após oito meses seguidos no Togo, estávamos necessitados de ver algo bonito. Nosso quarto tinha o balcão de frente pro mar e acordávamos todos os dias com o barulho do oceano. Reservamos o hotel pelo Booking, mas após bater um papo com eles, optamos por fazer a reserva diretamente com o hotel, além de economizarmos com uma taxa mais em conta, eles também evitaram pagar a taxa intermediária pro site. O café da manhã era simples com pães, geléia, sucos, café, iogurte, chá e ovos.

Neste lado da ilha optamos por comer em alguns restaurantes que estavam no guia da Lonely Planet. Visitamos o indiano La Vielle Rouge e comemos um frango apimentado dos deuses; o restaurante com comida crioula local Le Bougainville – adendo: não tivemos coragem de comer comida local, pois eles adoram pimenta e eu já tinha passado muito mal com queda de pressão na noite anterior quando visitamos o restaurante indiano – acabamos optando por uma pizza mesmo. Pedimos drinks mas achamos o teor alcoólico muito alto; no dia seguinte comemos no McDonald’s (eu precisava de junk food). Uma das coisas mais interessantes do McDonald’s local é que há apenas 5 opções de lanches com carne e mais de 10 com lanches de frango. Como a população é predominantemente descendente de indianos, quase não se come carne por lá. Existem McChickens de tudo quanto é jeito que você imaginar: duplo, triplo, picante, extra picante, sem pimenta, grelhado, frito. É insana a quantidade de frango consumida por lá.

Deste lado da ilha visitamos as praias de Blue Bay, Pointe D’Esny, La Cambuse, Trou D’Eau Douce, Palmar, Belle Mare e Gris Gris. Uma mais deslumbrante que a outra. A mais bonita de todas é sem dúvida Blue Bay e Palmar. Blue Bay é utilizada pelos locais para aulas de natação para as crianças. Por ser uma piscina natural, a praia, totalmente sem ondas só é utilizada pelos turistas para fotos. O azul infinito chega a ser surreal. Pegamos uma corzinha em Palmar que estava praticamente deserta. Uma das coisas mais interessantes a se notar sobre Mauritius, é a divisão entre praias de locais e para turistas. Há praias públicas por toda a ilha, e você pode com certeza visitar qualquer uma delas. Porém nós optamos por não usarmos as praias onde os locais frequentam. Era muito comum ver mulheres vestidas completamente nas praias dos locais, ou grupos fazendo oferendas ao Lorde Ganesha por exemplo… eu não me senti confortável em tirar a roupa e mostrar meu corpo tatuado por lá. Já as praias frequentadas por turistas você vê todos os tipos de pessoas (além de alguns poucos locais). Mas fica a seu critério e como você se sente mais confortável.

 

E nesta parte da ilha visitamos alguns pontos turísticos que não são propriamente na praia mas com vistas espetaculares. Entre eles a cascata Rochester Falls que eu veementemente não aconselho a visitar sozinho. Nós somos turistas que fazem tudo sozinhos com guia de viagem, gps e coragem. Achamos a localização péssima para se chegar se não for num 4×4 e achamos as pessoas que estavam por lá muito estranhas. Talvez se tivéssemos ido até lá com um grupo + guia teríamos nos sentido mais seguros. Quando chegamos haviam dois casais alemães que estavam indo embora e mais três locais que estavam lá de bobeira sentados olhando pro nada. Quem fica de bobeira no meio do mato olhando pro nada? Não pensamos duas vezes e saímos correndo de lá.  Visitamos também a formação rochosa “que chora” La Roche Qui Pleure na região de Souilac e a vista espetacular do Le Souffleur. Ambos super fáceis de se encontrar pelo GPS mas aconselho a prestar atenção caso chova. Se chover um dia antes e você tiver alugado um carro pequeno, evite. O caminho é entre buracos e lama. A vista compensa e se for o caso, contrate uma agência. E pra finalizar este lado da ilha visitamos a Pointe du Diable e vimos a deslumbrante Lion Mountain.

Este lado da ilha não tem tanto entretenimento. É menos visitado por turistas. A grande maioria evita essa região para dormir e passa rapidamente por lá. Claro que na alta temporada se as outras regiões já estiverem lotadas e sem vagas de hotel, é uma boa opção se hospedar por lá. Se voltarmos um dia a Mauritius, passaremos pelo lado leste rapidamente só para olhar para a Blue Bay e nada mais.

Nos próximos posts falarei sobre as outras regiões da ilha.

Até lá  =0)

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Africa Benin Onde comer

Benin

07 de março de 2017

Hoje falo sobre minha visita de 4 dias ao Benin o país que mais exportou escravos no Oeste da África.

Como chegar ao Benin?

Saindo de São Paulo há um vôo entre Guarulhos e Lomé (capital do Togo) e daqui há uma conexão para Cotonou (capital do Benin). Na cotação de hoje vi estes dois trechos por U$1100 Trumps na Decolar.com. Viajamos de carro entre o Togo (onde moramos) e o Benin e o processo na fronteira foi bem diferente de tudo o que já passei. Saindo do Togo você passa pelo guichê para carimbarem a saída do país. Na entrada no Benin você estaciona o carro novamente e passa no guichê onde o oficial pergunta o motivo da sua viagem e quanto tempo irá ficar por lá. O interessante aqui é que você sai do carro nos dois lados da fronteira. Para cidadãos brasileiros o visto pode ser emitido na própria fronteira e você paga as taxas alfandegarias por lá. Como eu sou da turma que acha que o precavido não se molha… eu já tinha solicitado meu visto no Consulado Honorário do Benin no Togo então foi mais rápido. Por $10.000 CFA (aproximadamente 50,00 reais) eu solicitei um visto de uma semana (acabei de ver no site da Embaixada do Benin no Brasil que o visto de dois meses múltiplas entradas custa R$100 se você solicitar aí). O máximo que eles concedem são três meses. A foto abaixo foi retirada de um site local do Togo, uma vez que fotografias são proibidas na fronteira.

Logo após cruzar a fronteira ficamos na cidade de Grand Popo no primeiro dia. A praia é espetacular porem eu não recomendo de maneira nenhuma o hotel em que ficamos Bel Azur. Em Grand Popo visitei a casa de um senhor que sozinho faz o que o Projeto Tamar faz no Brasil. Ele recolhe os ovos de tartaruga na praia em frente a sua casa e enterra na areia ate elas nascerem. Alimenta os filhotes por dez dias e depois as lança ao mar. Ele nos explicou que o governo até ajudava no início (há 22 anos atrás) mas a verba a muitos anos foi cortada por falta de dinheiro. Hoje ele vive com contribuições que recebe de turistas (que não são muitos por motivos óbvios) e de moradores. Eu que já visitei o Projeto Tamar em Ubatuba e em Fernando de Noronha fiquei bem comovida com o trabalho dele. Uma pessoa quase sem instrução ter essa visão de proteger um animalzinho indefeso. Ganhou meu coração.

Almoçamos no Alberge de Grand Popo que foi uma grata surpresa. Localizado num casarão antigo da época da ocupação portuguesa, a comida é excelente e a vista primorosa. Como tenho muito receio de comer fora da minha casa por medo de intoxicação alimentar por má higiene eu pedi uma salada de tomates com abacate e de sobremesa pedi uma banana flambada, uma delícia.

Á tarde seguimos viagem para Cotonou… aí foi um grande choque. Eu sempre ouvia nossa ajudante Berenice falar que as motos por lá são como enxames de abelha… e ela não estava brincando…

Vir de Washington/São Paulo pra Lomé já foi um susto muito grande…, mas Cotonou se superou. A quantidade de motos por habitante é absurda. Os zemidjans (moto taxistas) usam uma camiseta amarela para identificar a categoria (o que facilita e muito a vida de quem tem que pegar uma mototaxi uma vez que você sabe para quem acenar… diferente de Lomé que você acena para qualquer um e não sabe quem é taxi e quem é pessoa normal). Fiz vários vídeos porque eu fiquei impressionada com a desorganização no trânsito. Até comentei que eu não dirigiria nunca por lá…, mas eu também falava isso de Lomé e hoje vou para todos os lados. P.S: na minha segunda visita a Cotonou, dirigi sem medo.

Em Cotonou ficamos hospedados no Urban Suites. Foi uma adorável surpresa após o susto que levamos no hotel em Grand Popo. A localização do hotel não é das melhores… longe da área dos melhores restaurantes, mas o hotel não deixou a desejar. O café da manha deles é nota 10 com iogurtes, pães, sucos, chás, café, chocolate, omelete e frutas. Fiquei bem satisfeita com o serviço.  Eles oferecem wifi (velocidade africana… bem inferior ao que você está acostumado em São Paulo/EUA), piscina e guarda na porta 24 horas.

Na cidade visitamos a Obama Beach (of course). Nessa região ficam os melhores hotéis e as embaixadas. Vimos a americana, a cubana, a chinesa, mas não vi a do Brasil. E nessa área também ficam os melhores restaurantes. Confesso que fiquei com invejinha de quem mora lá… os diplomatas que estão servindo em Cotonou tem uma vida social muito melhor do que nós no Togo. Após 6 meses sem quase nada de opção para comer fora aqui no Togo, foi maravilhoso poder comer algo diferente. Por lá indico:

Bangkok Terrasse – Comida Tailandesa

Tudo lá nos agradou. Desde a decoração, ao serviço (não é padrão africano que demora 1 hora para chegar o prato a sua mesa). Pedimos de entrada dois tipos diferentes de dumplings (como se fossem guiozas fritos) um de camarão (sensacional) e um de frango (não tão bom quanto o outro). E de prato principal pedimos um pad thai de camarão com frango (misto). Comemos até nos fartar.

Bistrot Japonais Daruma – Comida Japonesa

Quase chorei de emoção ao comer lá. Comida japonesa de qualidade é tão difícil de encontrar… e no Daruma é de comer de joelhos. Pedimos vários itens do cardápio para petiscar e tudo estava maravilhosamente delicioso. Pedimos guioza, rolinho primavera, sunomono, frango picante frito, camarão gigante empanado e sashimis. E para melhorar o que já estava fantástico o suco de manga deles natural é divino. Vai ganhar um review no Tripadvisor com certeza.

Festival des Glaces – Lanchonete/Pizzaria/Sorveteria

Outro motivo para me fazer voltar a Cotonou foi este achado. Paramos por lá somente porque o local estava bombando e seguindo a lógica paulistana lugar que bomba é porque é bom, e não decepcionou. Como aqui no Togo, locais que são de libaneses geralmente são os melhores em atendimento e qualidade, lá segue a mesma linha. Pedi um sorvete de duas bolas sendo uma de Kinder Ovo e Coco. Era tão maravilhoso que o marido deixou o dele de Pistacho e quis comer o meu. Enquanto estávamos por lá vimos outras mesas serem servidas pratos que pareciam ser muito bons como pizza, ou frango com cuscuz e batata frita (cuscuz aqui é servido como arroz e não é este que você esta pensando não, aqui é o cuscuz marroquino).

Enfim deixei os links ao longo do post caso você vá para o Benin ficar mais fácil a pesquisa. No próximo post falarei apenas sobre a nossa visita a Ouidah, a cidade onde o Voodoo foi concebido.

E você ficou curioso sobre o Benin? Deixe seus comentários pra mim na caixa abaixo,

Até o próximo post  =0)

 

 

 

 

 

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América EUA O que fazer em Washington DC Onde comer Viagens Washington

Tour de Volta ao Mundo em Washington D.C

03 de fevereiro de 2017

O Passport DC – Around The World Tour acontece nos dois primeiros finais de semana de maio em Washington. Durante este dia as embaixadas abrem as portas para um festival de comida, danças e um banho de cultura para todos os gostos. Das 10 da manha às 4 da tarde você pode tomar café da manhã no Brasil, almoçar no Japão e comer um lanche da tarde na Espanha. De quebra ainda pode tomar um café na Colômbia para fechar com chave de ouro.

A região é considerada a melhor para se viver na cidade, tanto que foi apelidada de Millionaires Row no final da década de 19. A grande depressã0 na década de 20 fez com que vários magnatas vendessem suas casas a preço de banana para o governo, que revendeu elas para missões diplomáticas estrangeiras. A primeira a ser instalada na região foi a Embaixada Britânica em 1925 seguida da missão Japonesa em 1931. Toda a região é preservada pelo Massachusetts Avenue Historic District e as mansões são tombadas como patrimônio americano.

passportdc_2011-map

Caso você decida participar do festival eu o aconselho a escolher o seu top 3 e não perder tempo com as outras embaixadas, é uma loucura e não dá tempo de entrar em todas. Tínhamos em mente visitar as missões do Japão, México e Brasil para acompanhar as apresentações e claro comer, impossível. Ao chegar à embaixada do Brasil a fila estava quilométrica. Descobri no dia do festival que a embaixada do nosso amado Brasil é uma das queridinhas do festival e uma das que mais tem fila para entrar. No quesito arquitetura a minha embaixada favorita é sem dúvidas a da Indonésia. A beleza já começa na calçada, lindíssima.

No segundo final de semana acontece o European Embassy Tour. Como diz o nome, as embaixadas dos países europeus abrem suas portas mais uma vez para o segundo final de semana do festival. Na nossa próxima estadia em D.C já aprendi a lição e estaremos às 7 da manhã na porta da embaixada brasileira para comer tapioca.

Caso você esteja interessado em participar do festival fique de olho na página principal do evento neste link aqui, onde você pode se informar sobre quais missões abrirão as portas este ano para o público.

E você já participou deste evento ou planeja participar? Divide a sua experiência comigo nos comentários abaixo,

 

Até o próximo post  =0)

 

 

 

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América EUA O que fazer em Washington DC Onde comer Viagens Washington

Chinatown em Washington D.C

24 de janeiro de 2017

O bairro de Chinatown em Washington é uma daquelas regiões que turistas com um pouquinho mais de tempo desbravam por serem entusiastas da culinária e cultura asiática ou moradores da cidade visitam porque tem uma seleção incrível de restaurantes, bares e locais para passear.  Tem muita coisa bacana por lá e no post de hoje vou mencionar o que eu adoro fazer na região além de comer comida chinesa.

O que fazer?

Smithsonian American Art Museum

Museu totalmente dedicado a arte americana sendo o primeiro museu dedicado ao tema. Rico em peças indígenas, latino americanas entre outros. Está na minha lista para nossa próxima visita a D.C.

 

Martin Luther King Jr Memorial Library – Central Library

Biblioteca da cidade, residentes e não residentes podem aplicar para ter um cadastro e pegar livros emprestados, usar os computadores e afins.

 

Madame Tussauds Washington DC

Famoso museu de cera onde você pode tirar fotos hilárias com os seus ídolos da música, cinema e afins. Como já visitei o de Los Angeles não visitei este aqui. Para mim quem viu um viu todos. Quem nunca visitou vale o passeio. Pesquisando para escrever este post descobri que esse museu em D.C tem todos os 44 presidentes americanos e outras figuras ilustres na história dos Estados Unidos como Martin Luther King Jr. Acabou de entrar para a minha lista de lugares á visitar na próxima temporada em D.C. De acordo com o site se você comprar os ingressos antecipados eles custam U$17,60 e crianças com menos de dois anos entram de graça.

 

Ford’s Theater

O teatro que ficou mundialmente famoso por ter sido palco do assassinato do Presidente Lincoln. Tour guiado, mini museu e uma infinidade de informações sobre o fatídico dia. Se você curte história o passeio é um prato cheio. Comentei sobre ele neste post aqui.

 

Capital One Arena

Ginásio poli esportivo onde acontecem jogos e também apresentações musicais entre outras atividades. Durante sua visita vale dar uma olhada no site deles e verificar quais atrações estarão em cartaz. Durante nossa temporada em D.C houveram várias partidas do Washington Capitals (time profissional de hóquei sobre o gelo), mas shame on me não fomos a nenhum jogo. Sempre tinha outro evento no mesmo dia. Mais um que ficou pra próxima temporada na cidade.

 

National Building Museum

Museu Nacional dedicado a arquitetura, engenharia, construção, design e desenvolvimento urbano. Caso seja sua área de atuação vale a visita.

 

International Spy Museum

Um dos poucos museus pagos de D.C, este museu é tão fantástico que falo apenas sobre ele aqui. Vale a visita e todos os Obamas pagos para entrar nele (muito provavelmente você pagará Trumps após ler este post…).

 

Onde comer?

Minha parte favorita desse bairro são as inúmeras opções de restaurantes, cafés e afins. Listo aqui os meus favoritos.

 

Hard Rock Café Washington DC

Dando continuidade a nossa tradição de visitar o Hard Rock Café em qualquer lugar do mundo que estivermos (já visitamos em Los Angeles, Las Vegas, San Francisco, Washington DC, Orlando, Miami, Key West, Cancun, Buenos Aires, Madri e Barcelona). Sei que a comida não é nada saudável, mas… sempre que visitamos pedimos o Jumbo Combo que é composto por Asinhas de Frango, Anéis de Cebola, Spinach Artichoke com pão de parmesão, Bruschetta e Chicken Tenders. Se estamos a muito tempo fora dos Estados Unidos optamos pelo famoso Mac and Cheese (o deles é divino). Se o meu marido esta afim de comer hambúrguer, o favorito dele é o Hickory Barbecue Bacon Cheeseburger que vem com queijo cheedar, onion rings, molho barbecue e otras cositas más. E para fazer aquela mistura bem maldosa no nosso estômago um copão de cerveja estupidamente gelado.

 

Rosa Mexicano

Temos uma tara por comida mexicana e este aqui é um dos nossos favoritos em D.C. Indico que você experimente a Guacamole en Molcajete que nada mais é que a tradicional guacamole preparada na sua frente. Nachos de Tres Quesos também é uma boa pedida. As porções são bem servidas e muitas vezes ficamos apenas nos aperitivos com uma Corona bem geladinha. Porém se você for na intenção de uma refeição completa indico o Tacos de Pescado a la Parilla que são tacos de peixe com molho tártaro e jalapeño. Uma delícia. As sangrias e os mojitos por lá também são muito bons.

 

Reren

Restaurante Asiático considerado um dos melhores de Washington. No dia do Ano Novo Chinês estava com fila de espera de duas horas. Mas vale muito a pena. No menu sempre opto por Fire balls que são bolinhas de batata fritas com um molhinho picante delicioso, Handmade Pork Dumplings que seriam um guioza de carne de porco e meu favorito Grandma’s Style Pancake que não é uma panqueca mas como se fosse um sanduíche com carne desfiada acebolada, é de comer de joelhos.

 

E você já visitou Chinatown? Planeja visitar? Compartilha comigo a sua experiência.

 

Até o próximo post  =0)

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América EUA O que fazer em Washington DC Onde comer Viagens Washington

Eastern Market

06 de dezembro de 2016

Toda cidade grande tem seu mercado central onde é possível encontrar de tudo e mais um pouco, Washington não seria diferente. Localizada na estação de metrô do mesmo nome, o Eastern Market é um dos meus locais favoritos em Washington D.C.

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Se você conhece o Mercado Municipal de São Paulo, não ficará tão impressionado com este de D.C. Até porque o nosso em São Paulo é grandioso. Espaço, número de expositores, tamanho do sanduíche de mortadela. Esse mercado é um espaço mais alternativo, para quem curte artesanato, feirinha hippie, frutas de produtores locais sem química (entenda-se mais caros). O Eastern Market é o local ideal para fazer sua feira da semana sem medo de agrotóxicos, comprar aquela pasta italiana fresca, um salame de qualidade, guacamole sem conservantes. Mas tenha em mente que você pagará um valor mais alto por isso.

Aberto em 1873 o prédio faz parte do plano original de Pierre L’Enfant da criação de Washington D.C de 1791. Desenhado pelo mesmo arquiteto que desenhou o Smithsonian Arts and Industries Building, este é um dos únicos prédios que está aberto até os dias atuais na cidade com a mesma função da qual foi planejado. O prédio faz parte do National Historic Landmark.

O Eastern Market abre de terça a sexta feira das 7 da manha ás 19, sábados das 7 ás 18 e domingos das 9 ás 17. Fechado as segundas feiras.

Caso já tenha visitado ou pense em visitar, deixe uma mensagem na caixa abaixo e compartilhe comigo sua experiência por lá.

Atá o próximo post  =0)

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