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Como organizar a sua casa e viver com menos?

24 de março de 2017

Quando passei por São Paulo no último mês de agosto, minha amiga carioca Juliana do Ela Disse foi me visitar na cidade. Como boa anfitriã que sou, levei a Ju para o Conjunto Nacional na Paulista e lá demos uma passadinha pela Livraria Cultura. E no meio de tantos livros legais nos deparamos com o livro Reorganize a Sua Casa da Geralin Thomas. Como estava de mudança, o livro veio no momento certo. Ele dá dicas preciosas de como organizar melhor cada cômodo da sua casa para ter uma vida melhor, uma casa mais organizada e ter mais prazer de viver nessa casa. Não pensei duas vezes e comprei o livro mesmo com a mala já abarrotada de coisas para trazer para Lomé vinda de Washington DC. Eu sempre fui compradora compulsiva então organizar uma mudança não foi tarefa das mais fáceis. Quem não gosta de uma liquidação?

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Os Delírios de Consumo de Becky Bloom.

Quando estava organizando minha primeira saída do Brasil tive de me desfazer de itens que tinha acumulado durante minhas viagens aos EUA. Com a idéia de que talvez fosse demorar a voltar lá eu sempre comprava compulsivamente. Eu tinha caixas e caixas com itens fechados em casa de maquiagem, cremes para o corpo, cremes de cabelo, cabides, material de escritório e mais um monte de coisas que quando chegamos no Walmart da vida achamos que precisamos e compramos no impulso. Doei várias coisas para a minha mãe e o que não dei pra ela decidi colocar a venda no meu FB. Minhas amigas fizeram a festa e eu fiz uma graninha extra. Aproveitei também para doar peças de roupa que eu não usava a mais de uma estação (convenhamos se não usei até agora… não tinha porque fazer peso na minha mala…).

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Sex and the City

Ao chegar no Togo recebemos cerca de 200 caixas na mudança. Foi uma loucura. Tinham coisas que não víamos desde 2014 quando empacotaram nossas coisas pela primeira vez. Cada caixa aberta era uma surpresa porque honestamente haviam coisas que eu nem lembrava mais que tínhamos. Como eu ja tinha finalizado a leitura do Reorganize a Sua Casa, eu já estava preparada para me livrar de muitas coisas. Doamos muitos itens para a nossa ajudante e para os vizinhos. O livro oferece planilhas que ajudam você a determinar o que realmente é necessário e o que você está guardando apenas por guardar. Confesso que eu consegui liberar muito espaço mas ainda estou tentando doar mais coisas do marido, uma vez que como todo americano, ele adora comprar e acumular.

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A autora também tem uma página (em inglês), a Metropolitan Organizing, onde ela dá dicas e disponibiliza gratuitamente várias outras planilhas para ajudar na sua organização. É especialmente legal para recém casadas que de repente precisam criar uma rotina para dar conta de tudo e não sabem por onde começar. É uma boa idéia adaptar para a sua realidade e incluir a família na ajuda para manter a casa em ordem.

E você, tem alguma dica de livro, site, planilha, para compartilhar?

Até o próximo post  =0)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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Livros Viagens

Quanto do idioma local e necessario para sobreviver no exterior?

18 de novembro de 2016

Este ano comecei a estudar francês porque mudaria para um pais francofonico (falante de língua francesa). Finalizei os dois livros básicos na Aliança Francesa em Washington DC. Como já falo outros 3 idiomas achei que seria extremamente fácil aprender o quarto… ledo engano

Sou nativa em português, fluente em inglês e intermediaria em espanhol. Foi ai que todos os meus problemas começaram… como meu conhecimento de espanhol não e fluente e ainda sofro com conjugações de alguns verbos… meu cérebro acha que francês e espanhol e tudo a mesma coisa…

Minha turma de francês na Aliança em DC era um mix cultural. Uma completa torre de babel. Eramos um mix de brasileiros, colombianos, espanhóis, americanos, indianos e alemães. A única que precisava de francês realmente num período muito curto de tempo era eu…

O português, o espanhol e o francês tem varias palavras em comum, então durante a explicação da matéria eu percebia claramente que os falantes de espanhol e português na sala tinham uma certa vantagem. Os americanos que não falavam nenhum outro idioma sofriam horrores. A alemã então coitada… parecia que estava indo para a forca… Percebi que quando eu não conseguia formar uma frase em francês meu cérebro automaticamente apertava a tecla espanhol e la estava eu dando respostas como “Yo tambien…” quando na verdade eu tinha que responder “Moi aussie…” uma zona!!!

Dai chegou a prova de fogo e me mudei de mala e cuia para Lome no Togo. Cheguei no aeroporto e alem de ser a única mulher a desembarcar sozinha ninguém falava inglês. La estava eu com minha mochila nas costas, passaporte e caderneta de vacinação na mão prestando atenção no que as pessoas estavam fazendo a minha frente para poder usar a boa  velha mímica. Decorei minha frase favorita “Je ne parle pas francais, je suis Érica, je suis bresilienne.”. Descobri que a ultima palavra me abre sorrisos amistosos em todos os lugares aqui.

Passei pela imigração e cá estou eu a dois meses já. Num pais que 100% da população fala seu idioma tribal local e metade fala um francês muito diferente do que eu estava aprendendo em sala de aula. Eu me viro. Ando com meu Google Tradutor no celular para cima e para baixo, aponto imagens na tela do celular, dou risada de mim mesma com meu francês rudimentar e me jogo no mundo. O mais importante sempre e você tentar começar a sua comunicação no idioma local com um sorriso e dizer a verdade. Eu sempre falo bom dia, meu nome e Érica, desculpe não falo francês, pergunto se alguém fala inglês (tudo isso em frances) e geralmente encontro alguém com inglês básico pronto pra ajudar. E vou me virando. Eles ficam muito felizes quando eu tento me comunicar no idioma deles. Sempre me ensinam, me corrigem e dao risada comigo dos meus erros. Meu vocabulário tem crescido horrores. Pergunto para as pessoas que falam inglês tudo o que posso sobre a cultura local, costumes, comidas, politica. Sou extremamente curiosa sobre tudo aqui.

Acredito que o fato de eu ser comunicativa também ajuda muito. O segredo e não ter medo de se comunicar. Ja comprei ate cloro para a piscina com um senhor que não falava um A em inglês.

Meus dois livros básicos na Aliança na foram em vão… Aprendi os dias da semana, meses do ano, contar (importantíssimo para poder lidar com números gente!!!!). Tenho um professor de francês duas vezes por semana que ficou chocado quando eu disse para ele que eu precisava de licao de casa pois era uma pessoa extremamente visual e precisava praticar repetições principalmente de gramatica. E segue a vida. Como moraremos ate 2019 por aqui meu plano e sair daqui com o inglês de intermediário para avançado. I hope so.

Muitas vezes e frustrante saber 3 idiomas e aqui ter a sensação de que eu não sei nada na verdade. Porem e um desafio. E a vida só tem graça quando você se desafia.

Vou deixar uma dica de leitura caso você pense em viajar para um pais que fale francês. Se você não tiver ideia do que “u la la” significa acabei de ler o Guia de Conversação – Frances para Leigos. Ele tem frases prontas para situações do dia a dia, principalmente numa viagem. Alem de ser escrito em português ele utiliza a nossa fonética para explicar como pronunciar as palavras em francês. Alem de barato e super pratico. Comprei na Saraiva do Morumbi Shopping. Fica a dica.

Ate o próximo post  =0)

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Por Érica Brasilino

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