Categoria: Estilo de Vida

Estilo de Vida Outros

Como enviar dinheiro entre o Brasil e os EUA?

10 de novembro de 2017

Quem é meu amigo e acompanha o blog sabe que eu comentei neste post aqui que eu mantenho a minha conta aberta no Brasil e tenho vida financeira normalmente nos dois países. Hoje explico sobre como faço as transações entre as duas contas e como pago taxas menores por elas.

Para pagar contas no Brasil, todos os meses eu preciso transferir dinheiro do Chase daqui para o Citibank aí. Eu utilizo o Transferwise. Antes de usar, eu havia pesquisado sobre a Western Union, que é uma das instituições mais famosas no mundo, para o envio de dinheiro internacionalmente; já tinha conversado com o gerente da minha conta no Brasil e com a gerente da minha conta aqui e tudo era muito caro. Só para ter uma ideia, para enviar dinheiro do Brasil para cá, eu pagaria em média a partir de R$50 reais por operação, e o caminho inverso sairia por aproximadamente U$50 (valores de agosto de 2016). Sem contar que quanto maior o valor a transferir, maior a taxa de IOF e afins.

A salvação surgiu num post da minha amiga Cibelle que mora na Inglaterra. Por aquelas bandas ela estava usando o Transferwise e eu então decidi testar. Baixei o App e me cadastrei. Não vou mentir porque este post não é pago como 90% dos posts a respeito do App que li pela internet. Não foi fácil cadastrar. Na verdade, foi um perrengue absurdo. Tudo porque tive de entrar em contato com o Citibank e descobrir um tal de um número IBAN que seria o número da minha própria conta, porém para transações internacionais. Após quase meia hora com o atendente na linha que também nem sabia o que era o IBAN, tive de pedir para ele esperar enquanto eu testava as informações que ele me passou. O engraçado foi que os dados da conta americana foram super fáceis de inserir no App, claro que a burocracia/dor de cabeça ia rolar do lado do Brasil. Mas após uma longa tentativa, finalmente consegui cadastrar tudo. Fiz um teste e enviei 10 reais para os USA e 10 dólares para o Brasil. O App dizia que em até 5 dias o dinheiro chegaria, mas em todas as minhas transações o dinheiro chegou no dia seguinte. Claro que sempre transfiro com uma janela de tempo o suficiente para pagar contas sem atraso. Mas o sistema nunca falhou e as taxas são muito baixas.

Após inserir todos os dados, fica tudo salvo no App e todos os meses eu volto lá para transferir, e em menos de 3 minutos envio dinheiro entre os dois países por um valor decente e sem pagar taxas de IOF e ou conversão. Mas como isso é possível? Porque os caras que desenvolveram o App (os mesmos por trás do Skype) tiveram uma sacada genial. O dinheiro na verdade nunca sai do país. Eles encontram pessoas no sistema que precisem por exemplo receber dinheiro nos EUA quando eu preciso enviar para o Brasil. Dai eles cruzam essas informações e quando eu envio daqui para o BR, o meu dinheiro é enviado para a conta da Transferwise aqui e o mesmo acontece no BR com alguém que precise enviar para cá. Como o valor não cruza fronteiras, ele é apenas enviado entre bancos dentro do mesmo país. Não me pergunte como, deve rolar uma matemática absurda nesse esquema (hellloooo eu sou de humanas!!!), mas o que importa é que eu nunca paguei mais de U$5 para enviar dinheiro para o BR, e isso me deixa muito feliz.

P.S: As transações que faço todos os meses são entre USAxBR e ou BRxUSA. Envio da minha conta pessoal americana para a minha conta pessoal brasileira e vice e versa. Nunca enviei para outros países além dos Estados Unidos ou para terceiros. Uma vez que o dinheiro chega na minha conta no BR eu faço transferência/DOC se necessário ou pago contas normalmente pela internet banking. Caso você tenha alguma dúvida referente a pagamentos para terceiros e em outros países que não sejam os EUA, aconselho entrar em contato com a Transferwise diretamente. Também nunca efetuei pagamentos de boletos para mandar dinheiro, apesar de ser uma opção no site/app, então não tenho como explicar sobre como funciona essa parte do sistema.

 

 

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Outros

Como funciona uma mudança entre países para o corpo diplomático?

07 de novembro de 2017

Quem me conhece e me acompanha no Instagram viu que a exatamente uma semana recebemos nossa mudança do Togo. Saímos de lá em junho e agora após quase 5 meses finalmente nos reencontramos com os nossos pertences. Uma das delícias e/ou dissabores de ser uma pessoa nômade (no meu caso por conta do trabalho do meu marido), é não ter a certeza de nada em momento nenhum. Quando nos preparamos para o Togo, a princípio íamos ficar lá até agosto de 2019. Por uma dessas jogadas do destino, estamos de volta a Washington. Só que lidar com toda a logística de uma mudança internacional não é fácil.

Ao sairmos de um país onde estamos alocados, saímos apenas com o que podemos carregar de acordo com a nossa passagem aérea. No meu caso eu vim com duas malas de 23 quilos, uma mochila, a mala de transporte da Bella e mais uma mala para ela. E apenas isso. Como sabíamos que nossa mudança levaria muito tempo, tínhamos que ter em mente o que poderíamos precisar durantes estes meses. Aí é que está o grande problema. Você SEMPRE precisa de algo que não está com você… e sempre compra a mais, e de repente se vê com 5 itens de uma coisa que se você morasse numa casa normal sem mudar sempre, teria apenas 1.

Por não trabalhar, eu não precisei me preocupar com roupa social, então no meu caso foi muito mais fácil. Meu esposo por outro lado focou nos seus ternos, pois alguém nessa casa tem que fazer dinheiro. Agora imagine você, essa logística toda quando a família tem filhos. A loucura é totalmente dobrada.

Quando preparamos a casa para a mudança, devemos separar duas levas de transporte. Uma se chama UAB e a outra HHE. Tecnicamente o UAB são duas caixas enormes que chegam geralmente na sua casa ou onde você indicar dentro de 2 a 4 semanas após você chegar no seu novo destino. Como essa parte da mudança chega mais rápido e tem limitações do que pode/não pode transportar (porque viaja de avião), decidimos mandar o maior número de roupas e sapatos possíveis. Principalmente roupa de frio porque não tínhamos ideia de quanto tempo a mudança mesmo levaria para chegar e não queríamos gastar dinheiro novamente com roupa especial para o frio de -15C de Washington. Neste carregamento que foi entregue em agosto aproveitei para também colocar todos os meus itens de maquiagem. Maquiagem é caro demais e eu não queria que ela ficasse debaixo do sol Togolês por meses a fio até liberarem a carga do porto de Lomé. Afinal minhas makes são minhas prioridades (quando a Bella não esta envolvida CLARO).

Em agosto recebemos o UAB e desde então estávamos vivendo apenas com estes itens. Só que ao alugar uma casa nova, lembre que nem colheres nós tínhamos. Ao voltarmos para os Estados Unidos ficamos no limbo… precisamos comer, lavar, passar, cozinhar… e não temos nada. Quando alugamos uma casa/apartamento aqui, temos apenas o básico: fogão, geladeira, lavadora de louça, lava e seca roupas. O restante estava tudo em caixas entre o Togo e os EUA.  Compramos os itens mais vagabundos que você imaginar na vida… por pura necessidade… e algumas coisas decidimos não gastar dinheiro. Não apenas para economizar, mas também porque depois não teríamos espaço para guardar tudo o que compramos. Tivemos que comprar por exemplo ferro e tábua de passar roupa, uma TV mixuruca para assistir… um mini enxoval.

Enfim na terça passada finalmente entregaram a nossa vida inteira embalada em 190 caixas do HHE. Os carregadores chegaram e começaram aquela loucura. O apartamento que antes parecia enorme sem nada foi ficando cada vez menor. E de repente eles foram embora e deixaram para trás um rastro de zona generalizada para todos os lados. Na primeira noite dormimos com bicicletas no nosso quarto e pneus de carro na sala. O cansaço físico e emocional é tão grande que é muito comum as pessoas entrarem em colapso emocional. Eu estava tão perdida que eu não sabia por onde tentar começar a arrumar. Meu esposo teve de me sentar e tentar me acalmar porque entrei num colapso nervoso instantâneo. Ele foi fantástico ao arrumar o quarto de hospedes e categorizar fileiras de caixas separando por categorias como cozinha, quarto, banheiro. Eu não teria pensado melhor. Na quarta feira fomos cuidar das coisas grandes que não iam ficar dentro de casa como carro, moto, bicicletas e os pneus. Conseguimos emplacar o carro e a moto, fazer seguro, inspeção e estacionar. Depois foquei em arrumar o nosso quarto o máximo que eu pude. Porque pelo menos no final do dia precisávamos fechar a porta do quarto e deixar o caos do lado de fora e dormir num local tranquilo.

Hoje quase uma semana depois já levei mais de 10 caixas para doação no Goodwill, já abri metade das 190 caixas e o nosso quarto e a cozinha estão pelo menos 70% organizados. As caixas já estão todas dentro de um único cômodo e aos poucos voltou a parecer com uma casa novamente. Meu esposo viajou a trabalho e estou fazendo tudo sozinha desde sexta. Mas não posso tirar o credito dele de ter me acalmado e ter feito o máximo que ele pôde para me ajudar.

Não consigo imaginar fazer tudo isso com filhos. Eu tiro o meu chapéu para todos os diplomatas e expatriados pelo mundo afora que fazem toda essa mudança com 3, 4, 5 filhos e cachorros e gatos. Eu não daria conta.

Espero que até o mês que vem a casa já esteja totalmente arrumada. Não vou me estressar mais. Preciso focar nas minhas provas finais da faculdade daqui a 15 dias. E preciso de um break também. Desde junho quando saímos do Togo temos matado um leão por semana. Não foi fácil. Porém, já tenho ciência que em agosto de 2019, levantamos a lona e partimos para o próximo posto. E começara tudo outra vez.

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Outros

Mais um ano de vida!

12 de outubro de 2017

O tempo… implacável como sempre… não para nunca. E completei mais um ano de vida. Estes últimos doze meses não foram nada fáceis, foram porradas atrás de porradas, apunhaladas pelas costas, mudanças, mala nas costas, recomeços, novos começos e no fim… resiliência.

Minha vida por si só daria uma bela saga de livros com direito a vários volumes de sucesso. Minhas amigas mais próximas dizem que no dia que eu resolver lançar minhas memórias, vou ficar milionária.

Mas o post de hoje eu só quero agradecer. Quando completei 35 anos em outubro do ano passado a única coisa que eu queria era saúde e forças para enfrentar 36 meses de Togo pela frente. Estávamos na África a apenas um mês e eu jurava que íamos ficar lá ate agosto de 2019. Ledo engano…

Quanto aprendizado em 12 meses… um novo idioma… não fluente, mas o suficiente para não me sentir tão perdida se for para um país que fala francês amanhã (Monsieur Trudeau… ça va bien?), uma nova cultura… um novo continente… 4 novos países…

Aprendi mais uma vez com uma bela apunhalada pelas costas que quem sorri para você e você abraça como seu novo amigo de infância… se fala mal de todo mundo para você, vai com certeza lascar você com os outros. Isso é fato. Nunca, jamais, em hipótese alguma, abra as portas da sua casa para uma pessoa com apenas um mês de amizade. Fica a dica!

Ver meu noivo trabalhar feito um camelo, sábado, domingo, feriado e mal ficar em casa comigo me fez apreciar o pão nosso de cada dia. Eu poderia ter bancado a louca que faz escândalo porque estava no edi do mundo, sozinha, com a internet que mal funcionava, isolada e amargurada. Imagina que relacionamento terrível teríamos se ao invés de entender que ele estava trabalhando feito louco para dar conta do trabalho eu apenas reclamasse que ele não tinha tempo para mim? Eu mesma teria separado de mim!

Adotamos a Bella… mesmo meu digníssimo sabendo que todas as alergias do mundo acometem o nariz dele… ele topou trazer aquela pequena bola de pelos para casa, para eu ter companhia. Tem um ano que nossa casa vive cheia de pelos…, mas sou tão feliz por ter trazido ela para nossa vida. A bicha é chata para cacete, só vem perto da gente quando ela quer…, mas é minha companhia constante todos os dias (mesmo contra a vontade dela).

Fiz voluntariado, vi de perto uma pobreza que eu nunca na vida imaginei existir… imagina… isso aí só existe na National Geographic… e ela esta ali, esfregada na nossa cara, 24 horas por dia nas ruas da África… ajudamos 4 famílias diferentes a ter uma vida menos pior com salários dignos trabalhando na nossa casa. Fiz amigos brasileiros que estão lá doando a vida deles todos os dias por amor ao próximo. Aprendi que amigo de verdade vai na sua casa orar com você quando você liga meio depressivo (mas aceita que após a oração você abra uma cervejinha para desestressar).

Visitamos um dos locais mais exuberantes do planeta… foi difícil para cacete chegar lá… dirigimos 5 horas até Accra em Gana, voamos ate Joanesburgo, voamos até Mahebourgh no meio do oceano índico… mas valeu cada segundo das 24 horas para chegar nas Ilhas Maurício. E visitar um local que estava na sua lista e seu noivo nunca tinha ouvido falar na vida, mas topou ir só porque você queria ir… eu sou muito sortuda.

Visitei minha família por apenas 5 dias. Mas foram os 5 dias mais importantes do ano para minha mãe. Ver minha mãe voltar a acreditar no amor e ser pedida em casamento foi um dos momentos mais lindos do ano. Compartilhar com ela e o Adalberto aquele momento foi mágico. Gratidão por ver minha mãe feliz e finalmente com uma pessoa que a merece.

Voltar pra África e organizar uma mudança entre continentes sozinha. S.O.Z.I.N.H.A. Enfrentar leões enquanto sua melhor metade estava resolvendo o nosso futuro a distancia. Chorei, me desesperei, me descabelei, mas consegui, cuidei de tudo, dei tchau para os meus amigos mais próximos do Togo e vim de mala e cuia e com a Bella embaixo do braço de volta pra América. Ela miou, chorou, tentou escapar, esperneou, se assustou, tentou assustar pessoas… mas chegou aqui. Tudo bem que agora ela desenvolveu uma síndrome de pânico e todas as vezes que ela vê malas ela se esconde e não a achamos de jeito nenhum, mas esta aqui, linda e maravilhosa com a gente.

E por fim… casar… sim… quando eu ia imaginar que ia terminar o ano oficialmente como a senhora Veloso? Tínhamos planos de casar, mas só em 2019 quando saíssemos da África. Íamos fazer algo no meio do caminho para as duas famílias participarem… no fim das contas… casamos, numa tarde de segunda feira… num local escolhido a dedo para simbolizar a nossa vida itinerante. Foi simples, singelo, discreto, mas foi com amor do jeito que tinha que ser.

Perdi dois entes queridos muito próximos e não pude me despedir… aprendi na pele o que é morar no exterior e não poder dizer tchau para os seus familiares que partem. Não poder abraçar uma tia que sofre uma perda, não poder passar pelo luto com a sua família, receber um áudio de WhatsApp avisando algo que você não gostaria de escutar…, mas a vida segue… dia após dia…

Ganhei uma nova amiga… a Flávia… que mesmo longe é sempre tão presente. Foi um daqueles presentes que a vida joga no nosso colo assim de graça… depois de muito descer o cacete em você. Eu queria mesmo poder sentar com ela num fim de tarde ensolarado e ficar bêbada falando besteiras… por enquanto o WhatsApp dá conta do recado.

Estes últimos 12 meses foram insanos…, mas estou aqui, firme e aprendendo a cada dia a ser resiliente. Nunca essa palavra fez tanto sentido na minha vida como agora. Hoje é mais um 12 de outubro, mais um aniversario, mais um ano de vida. Para os próximos 12 meses só peço saúde para mim e para os meus. Nos programamos tanto e muitas vezes a vida é interrompida do nada. Só quero saúde, o resto a gente vai dando conta ao longo do caminho.

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Gatos Outros

Pet Sitter – Babá para animais

26 de setembro de 2017

Você tem animais de estimação? Já deixou de viajar porque não tinha com quem deixar o seu animalzinho? Ou sempre que vai se ausentar, precisa pedir favores para amigos e familiares para ter a certeza que seu bichinho será bem cuidado?

Minha Bella mais bela

Pois essa semana precisei me ausentar de casa por quase uma semana e estava desesperada com o que eu faria com a Bella. Como surgiu a oportunidade de vir para NY enquanto meu esposo trabalhava, fiquei no impasse de vir me divertir ou ficar em casa com a minha gatinha. Por morarmos longe dos nossos familiares e não estarmos mais na África onde tínhamos empregada, fiquei aterrorizada com a viagem iminente e a ideia da Bella ficar sozinha e desamparada em casa.

Após muito considerar… decidi contratar uma Pet Sitting Company que foi indicado por várias pessoas do trabalho do meu esposo. Eles têm um site onde você faz um cadastro e responde um questionário enorme sobre você, sua casa e seu animalzinho. Após o cadastro abre uma pagina com a agenda e você solicita o serviço para os dias e a faixa de horário que você achar mais conveniente. Após este cadastro inicial, a empresa entrou em contato comigo para confirmar os dados e disse que a sitter designada para o meu bairro entraria em contato após a confirmação do serviço para agendarmos uma “consultation” antes da minha viagem. No dia e horário combinados, conheci a Diana. Ela foi bem profissional e simpática e fez várias perguntas sobre a Bella, os hábitos dela, horários de refeição, onde guardamos a comida, quantas vezes deveria trocar a areia e etc… Após nossa entrevista com muito cuidado levei ela até o meu quarto onde a Bellinha estava escondida na minha cama embaixo do edredom. Ela é muito medrosa e quando ouve vozes de quem não conhece ela se esconde no mesmo momento. A Diana conseguiu ver a Bella por 3 minutos, o suficiente para minha gatinha cheirar a sitter e sumir.

Como viajei na terça, após várias pesquisas em blogs aqui da gringa, decidimos que a Bella poderia ficar dois dias sozinha em casa com água e comida e que iríamos agendar a sitter para um dia sim dois não. Então a princípio a Diana ficou agendada para a sexta. Como voltamos no sábado a noite, pelas minhas contas ficaria tudo bem. Mas como sou mega preocupada com o bem estar da minha gatinha, na quarta a noite contatei a Diana por SMS e perguntei se ela poderia antecipar a visita a minha casa. Ela prontamente reagendou para um dia antes do programado a visita e na quinta feira ela foi lá em casa.

Enfim, ela disse que a Bella tinha comido toda a ração molhada e tinha comido metade da ração seca. Ela também bebeu água e usou a areia dela normalmente. Fiquei aliviada. Minha maior preocupação era que ela parasse de comer por estresse ou por depressão por estar sozinha, mas aparentemente ela estava bem. Também tem o fato de ela ter ficado em casa no ambiente dela e não mudando de hotel em hotel por três semanas como fizemos em junho. Claro que o ideal seria ter um pet sitter disponível todos os dias durante a viagem, mas é um serviço relativamente caro. Vou deixar algumas dicas caso você considere contratar este tipo de serviço para a sua próxima viagem.

Contrate uma empresa/pessoa de confiança que venha com referências. Optei pela Fetch! Pet Care que atende muitas áreas dos EUA e honestamente estou muito satisfeita com o serviço deles. Eles estão super habituados a trabalhar com diplomatas uma vez que viajamos muito e muitos de nós temos animais de estimação. Foi uma indicação de vários outros colegas do corpo diplomático. A Fetch! oferece sitters que tem os antecedentes criminais checados e também é uma empresa com seguro, caso qualquer coisa aconteça é muito mais fácil processar eles ou acionar o seguro. Eles também enviam o contrato de prestação de serviços por e-mail onde todas as informações de segurança estão lá disponíveis caso surja alguma dúvida.

Um dos benefícios do pet sitter, é que o seu bichinho vai ficar na casa dele. Não terá o estresse de ir para um hotel e ficar com outros animais. No caso da Bella além de ela ainda não ser castrada, ela não teve contato com outros animais desde os 2 meses de vida. Ela ficaria mais estressada ou até doente. Sem contar que muitos hotéis para animais não aceitam os que não são castrados como ela.

Comunicação é primordial. Explique para o sitter quais são as necessidades do seu animalzinho, onde você guarda comida, areia, treats, brinquedos. Quantas vezes a areia deve ser trocada, onde estão os sacos de lixo para as fezes do animal, ele/ela toma alguma medicação? Onde fica esse remédio, qual a dosagem e quantas vezes por dia/semana? Além de mencionar tudo isso na entrevista/consulta, deixe anotado para o sitter essas informações em local visível. Se na correria da viajem, você esquecer, mande um SMS para o sitter relembrando ele/ela de tudo.

Certifique-se de que os valores acertados estejam de acordo com os serviços/dias prestados. Geralmente nos finais de semana, feriados ou após as oito da noite, a tarifa costuma ser maior. Tenha certeza do que você esta pagando antes do sitter comparecer a sua casa. Nós acertamos $20 cada visita de 15 minutos. Não precisamos de mais tempo que isso uma vez que a Bella NUNCA irá aparecer para interagir com a sitter. Na primeira visita a Diana achou ela escondida atrás da nossa cama e quando a Diana finalmente a encontrou, claro que a Bella fez que ia atacar. Ohh boy!

Para feriados e datas comemorativas, indico que você faça reserva com antecedência. Assim que souber sua data de viagem, já reserve. Natal e férias escolares são as datas mais concorridas para este tipo de serviço.

Lembre de deixar um contato de emergência com a sitter ou a empresa. Pode ser tanto o veterinário de confiança do seu bichinho como um parente próximo que more perto (amigo também serve).

Combine como será a entrega da chave para o serviço. Como temos serviço de concierge no nosso prédio, deixamos a chave com a recepção e eles ficaram responsáveis de guardar a chave em segurança para nós. Eles sabiam o dia e horário que a Diana ia passar lá em casa, como eu troquei os dias no meio da viagem, eu liguei na recepção do nosso prédio para dar novas instruções. Ela teve acesso sem maiores problemas.

Após arranjar o serviço, entrevistar a sitter e organizar a casa para a sua viagem, não esqueça de deixar comida, areia e medicação o suficiente para a sitter não ter que se preocupar.

Viaje com paz de espírito sabendo que o seu animalzinho, que faz parte da sua família esta em boas mãos e na casa dele.

E você como faz com o seu animalzinho quando precisa viajar?

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida EUA New York Outros Viagens Washington

Viagem de ônibus entre Washington DC (Union Station) e NYC (Port Authority)

22 de setembro de 2017

Essa semana minha melhor metade está trabalhando em NYC e aproveitei para visitar a cidade enquanto ele esta por aqui. Como vim a NYC mês passado de trem, decidi que este mês iria testar o serviço de ônibus entre as duas cidades. Meu marido não gostou muito da ideia, mas consegui convencer ele. Comprei passagem de ida pela Greyhound e paguei apenas U$10. São aproximadamente R$35. O valor é muito atrativo e hoje vou explicar como funciona utilizar este sistema.

Em Washington DC a estação rodoviária fica no segundo andar da Union Station. O complexo da estação serve o serviço de metrô, ônibus e trens da Amtrak. Ao comprar pela internet você pode imprimir o ticket em casa. Eles pedem que o passageiro chegue com 30 minutos de antecedência para o horário de saída do ônibus. Cheguei a estação com uma hora e meia de antecedência de embarque pois como a Union Station também é um mini shopping, já vim preparada para almoçar e fazer tudo com calma. Na hora de embarcar você deve ir ao segundo andar da estação onde também está localizado o guichê da Greyhound. No site diz que se você tiver o ticket impresso, é só embarcar. Não caia neste conto. É uma boa passar por lá para poder imprimir uma identificação para a sua mala que vai no bagageiro (na parte inferior do ônibus).

Na sequência você vai passar por um funcionário da rodoviária que irá te indicar qual fila você deve pegar. Ao passar por essa área, notei que há uma sala de espera climatizada com televisor bem na entrada da área de embarque dos ônibus do lado direito. Mas como eu estava curiosa pelo sistema rodoviário americano, decidi não entrar nessa sala de espera.

Um funcionário antes do embarque passa avaliando as malas dos passageiros e indicando se eles precisam identificar ou não a bagagem. Como viajei com uma mala pequena de mão mais uma mochila, ele disse que não tinha necessidade dessa identificação, até mesmo porque meu ônibus não ia parar em nenhuma outra cidade antes de chegar em NY (sorte a minha, porque a essa altura a fila já estava enorme e se eu tivesse que pegar ela de novo, não pegaria um bom local no ônibus).

Ao embarcar vi um grupo de senhoras africanas tentando embarcar preferencialmente e vi quando uma senhora americana na mesma faixa etária delas reclamou que quem mora aqui tem que se adaptar as regras daqui e não trazer as regras do seu local de origem para os EUA, e deveria aceitar que não tem embarque prioritário. Ficamos todos com cara de paisagem na fila por conta da torta de climão…

Quando o embarque começou, o funcionário recolheu as passagens e indicou que cada passageiro colocasse a sua própria mala no bagageiro do ônibus. Babado e confusão. Vi mulheres com malas pesadíssimas sem nenhuma ajuda por parte dos funcionários da rodoviária. Mais ou menos assim… trouxe muito peso? Problema seu. O último problema que percebi foi um casal alemão que ao embarcar por último não encontrou dois assentos disponíveis para eles. Um dos funcionários pediu para eles descerem do ônibus e pegarem o próximo das 2 da tarde. Fiquei com a sensação de que a empresa foi desorganizada ao vender os tickets e aparentemente não tem muito controle de quantas tickets foram vendidos. E se não tivesse o ônibus da duas da tarde… como seria?

No ônibus o sistema de climatização estava a todo vapor, então se decidir fazer uma viagem dessas, aconselho a levar um casaquinho mesmo no verão. Há tomadas nas poltronas em frente aos assentos e pelo menos onde eu estava sentada, não estava funcionando. O bagageiro acima das poltronas é minúsculo, se você viajar com uma mochila muito cheia, essa terá que ir no seu pé no assento a sua frente.

O motorista ao iniciar a viagem fez um briefing e falou sobre o horário estimado de chegada ao destino, portão programado para a chegada, explicou sobre a existência de banheiro no fundo do ônibus e sobre o wi-fi. Eles juravam que tinha serviço de wi-fi a bordo, tentei por diversas vezes conectar e nada. Depois de umas cinco tentativas desisti.

Meu colega de banco era uma das pessoas mais desagradáveis com quem eu tive o desprazer de viajar na minha existência. Mesmo após o motorista pedir que as pessoas utilizassem os equipamentos eletrônicos com fones de ouvido, o babaca fingiu não ter entendido. Na metade da viagem a minha vontade era de esfregar o celular na cara dele… tive de praticar a paciência até a hora que a bateria do celular dele acabou e ele dormiu.

No geral a viagem em si foi confortável, o ônibus da Greyhound entrega o que promete: assentos confortáveis e uma viagem relativamente segura entre o ponto A e B. Pelo valor acho que valeu a pena. O que você deve considerar na verdade é se vale a pena por apenas U$11 viajar ao lado de um público diferente do público do trem. Percebi que as pessoas que fazem o trajeto no trem são mais business people e consequentemente muito mais educadas. Tanto que mesmo a classe econômica do trem é muito diferente do ônibus. Viajei com muitos turistas fazendo mochilão entre as duas cidades, muitos imigrantes da África e da América Central e do Sul. Estes foram os mais mal-educados na viagem. É uma pena dizer isso, mas foi essa a grande diferença que notei entre quem viaja de trem e quem viaja de ônibus por aqui.

O trajeto entre NYC e DC de ônibus leva 4:20hrs e de trem varia entre 2:30hrs e 3:20hrs dependendo de quanto você esta disposto a pagar. Minha volta a DC esta programada de trem. Honestamente não pretendo mais utilizar ônibus de viagem entre cidades por aqui. É uma economia que pra mim, não valeu a pena, por U$39 a mais eu poderia ter ido de trem, no vagão silencioso  e com internet rápida disponível. Never again!!!

E você já fez alguma viagem de ônibus pelo exterior? Como foi?

 

 

 

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Outros

Genius Bar – Apple

20 de setembro de 2017

Genius Bar é uma estação localizada dentro das lojas Apple onde os Geniuses (funcionários altamente treinados pela Apple) ajudam os usuários dos produtos Apple (fonte Wikipedia).

Você sabia que é possível efetuar pequenos reparos nos seus eletrônicos Apple e melhorar o funcionamento deles? Quando voltamos para os EUA em junho, um dos primeiros itens da minha to do list era agendar um atendimento no Genius Bar e levar meus eletrônicos para um check up.

Meu MacBook Air que já está completando 4 anos de vida, começou a esquentar mais do que o normal enquanto morávamos no Togo. Ao esquentar, o ventilador interno na parte do teclado começou a fazer um barulho horrível que dava a impressão de que o computador ia levantar vôo a qualquer minuto. Ao levar na Apple para darem uma olhada, os técnicos fizeram vários testes no sistema ali na minha frente. Depois, levaram meu note pro fundo da loja e após uns 20 minutos, constataram que o computador por dentro estava totalmente coberto de areia!!!!! Me perguntaram várias vezes se eu morava de frente pro mar e se levava o notebook pra praia… até que eu comentei que morava no oeste da África. Fui informada que durante os meses do Harmattan (o vento que bate no Saara e voa por todo o continente) os equipamentos eletrônicos, mesmo dentro de casa recebem uma quantidade muito grande de areia, que entra e se aloja por baixo das teclas e assim impedem a passagem de ar e consequentemente esquentam o equipamento fazendo com que o mesmo acione a ventoinha com mais potencia e claro, mais barulho. Eles abriram meu computador, sugaram toda a areia e voilá. Meu MacBook esta novo em folha. DE GRAÇA.

Meu iPad mini também estava bem lentinho e uma técnica me indicou reinicializar ele, reinstalar tudo do zero. Ela mesma efetuou o back up de tudo na iCloud e me devolveu o iPad zerado, como seu eu tivesse acabado de comprar ele. Também DE GRAÇA.

E por fim meu iPhone (6S) estava com problema no alto falante, algumas vezes o som não tocava. Se eu recebesse uma mensagem de áudio por exemplo, tinha vezes que não reproduzia o som, a não ser que inserisse o fone de ouvido. Para ouvir pelo próprio auto falante era preciso reinicializar o aparelho. Ali na minha frente outro técnico fez alguns testes que nós simples mortais não sabemos a combinação de códigos para fazer e após 15 minutos meu iPhone foi devolvido e segundo o técnico, não me daria mais problemas. Adivinha… DE GRAÇA.

Para conseguir estes atendimentos gratuitos da Apple, você tem que ser o dono do aparelho e ter uma conta ativa na Apple Store (aquela conta que você configura com o seu email para poder fazer atualizações e/ou baixar conteúdos). Você clica neste link aqui e agenda o seu horário na Apple Store mais próxima. Não sei em outras cidades, mas sei que tem no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Verdade seja dita, dos três equipamentos que levei, o único que não resolveu 100% foi meu MacBook Air. Uma vez por mês ainda da uma super aquecida e a ventoinha trabalha a todo vapor. Mas meu computador esta entrando no que a Apple chama de tempo de validade para um notebook (eles estimam que após 5 anos de uso é hora de trocar de equipamento). O iPhone esta novo em folha e o iPad também esta bem mais rápido.

Eu sou applemaníaca, até comento isso no meu perfil no blog, então como uma cliente fiel da marca, confesso que fico surpresa com a atenção que os funcionários da loja tratam os clientes com aparelhos em uso já a bastante tempo. E pra mim este é o maior diferencial da Apple, não ser tratada como dispensável porque já tenho um aparelho. Muitas vezes ao entrar numa loja para trocar, reembolsar, ou qualquer outro motivo que não seja uma compra, você já sente na pele a indiferença dos vendedores, que pensam que você esta ali para encher o saco e não aumentar a cota de venda deles. Eu agendei três equipamentos simultaneamente para reparos na Apple Store e fui atendida por três funcionários diferentes, cada um especialista em um dos equipamentos e TODOS com um sorriso no rosto. Não tem satisfação maior para um usuário/cliente/entusiasta de uma marca/produto do que ser bem tratado. Se há aparelhos la fora melhores que a Apple?Claro que tem, talvez não melhores mas no pareo em termos de qualidade, porém não pretendo deixar de usar Apple tão cedo, pois o pós venda deles é o melhor do mercado hoje em dia.

 

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Por Érica Brasilino

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Documentação de Viagem Estilo de Vida Outros

Quando a viagem para o exterior pode se tornar uma dor de cabeça

12 de setembro de 2017

Este final de semana acompanhamos estarrecidos a força do furação Irma que desolou ilhas no Caribe e deixou mais de 6 milhões de pessoas na Flórida alagadas e sem energia elétrica. Milhões ainda estão fora do estado e o governador ontem a noite implorou que essas pessoas evitem voltar para casa, pois nem estradas estão preparadas para receber eles de volta como os serviços públicos ainda vão levar dias para voltarem ao normal.

E no meio de todo este caos tem os turistas. Se passar por uma situação dessas é uma dor de cabeça sem fim para quem mora aqui, imagina para quem está apenas de passagem.

Quando viajamos ao exterior, temos que tomar precauções, muitas vezes juntamos dinheiro por muito tempo para a viagem dos sonhos mas imprevistos acontecem. Desde uma pedra na vesícula no interior da Itália até óbito repentino (sim acontece com mais frequência do que você pode imaginar), podem tirar o sono dos familiares que ficaram no seu país de origem e muitas vezes sem dinheiro para poder trasladar o corpo do turista de volta ao Brasil. Mas como tentar resolver em partes este tipo de dor de cabeça quando viajamos?

Seguro Viagem

O primeiro e mais importante item de um viajante (profissional ou não) é o seguro viagem. A maioria dos cartões de crédito internacionais no Brasil oferecem o seguro de viagem caso o titular do cartão e a pessoa que irá utilizar a passagem sejam a mesma pessoa. Se o cartão oferecer, peça ao atendente que envie para o seu e-mail a apólice do seguro viagem e tenha a cópia impressa com você. Mesmo na era da tecnologia, cópias impressas ainda são mais aceitas em situações de emergência no exterior do que versões eletrônicas. Se o seu cartão não oferecer o seguro, recomendo que você entre em contato com o seu agente de seguros para que ele indique a melhor opção para você. O seguro viagem cobre desde custas médico hospitalares até traslado do corpo casa haja óbito. Acredite, em caso de falecimento no exterior, você estará ajudando e muito a sua família se por ventura algo aconteça. Acompanhei de perto dois casos de falecimento de brasileiros (um nos EUA o outro em Belize) e o trauma causado aos familiares que não tinham dinheiro para as custas  de transporte foram enormes.

Cópias de Documentos

Após cuidar do seguro viagem, indico que você faça cópias dos seus documentos. Passaporte, RG, CPF entre outros. Caso você tenha seu passaporte furtado ou simplesmente perca ele, você deverá contactar a missão diplomática brasileira mais próxima do seu destino de viagem e agendar um atendimento de emergência. Principalmente se você estiver fazendo aquelas viagens que pretende cruzar várias fronteiras, como na Europa.

Contatos no Exterior

E por falar em contactar a missão diplomática no exterior… sempre leve com você os telefones e endereços mais importantes. Neste caso o da missão diplomática brasileira mais próximo (consulado ou embaixada do Brasil), telefones dos cartões de crédito no exterior (muitos cartões como o AMEX oferecem uma linha telefônica que português no exterior), telefone e endereço do hotel onde vai ficar hospedado, telefone e nomes de contatos de emergência no exterior. Estes dados não devem estar apenas no seu celular, é importante manter uma cópia escrita na carteira ou na bolsa. Caso aconteça algo com você e por ventura você perca a consciência, é importante que um terceiro tenha acesso a estas informações para te auxiliar.

Informar roteiro de viagem para alguém de confiança

Uma das medidas mais importante em todas as viagens que faço, é enviar um e-mail para a minha mãe com todos os dados da minha viagem. Ela nunca abre estes e-mails… porque geralmente nós fazemos 13 cidades em 21 dias e passamos por 8 hotéis diferentes. Minha mãe não consegue entender nossa necessidade de pé na estrada. Porém ela tem lá o nosso roteiro com todas as informações detalhadas, onde estaremos a cada dia, telefone dos hotéis que pretendemos ficar, países onde faremos escalas e afins. Já atendi um caso no passado no meu antigo empregador que um brasileiro veio a óbito no Japão mas morava na Austrália. Quando descobriram o corpo, a mãe atônita jurava que não era o filho dela porque ele morava em outro país. Please… sempre informe alguém sobre o seu paradeiro.

Deixo abaixo a cartilha elaborada pelo Itamaraty explicando como obter um seguro de viagem e também o link deles com orientações gerais para quem vai viajar ao exterior. Vale a pena dar uma olhada.

Assistência de Viagem

Orientações Gerais Itamaraty

Claro que existem outras medidas de segurança, mas essas são as mais importantes quando viajamos para o exterior. Você cumpre algumas dessas medidas ou nunca parou para pensar sobre elas?

 

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Outros

Mudança para o exterior – Devo encerrar minha vida financeira no Brasil?

08 de setembro de 2017

Uma pergunta que sempre respondo para meus amigos interessados em morar no exterior, é o que eu fiz com a minha vida financeira no Brasil. Há muitas dúvidas sobre encerrar tudo de vez ou manter a distância.

O primeiro passo e o mais importante de todos foi deixar com minha mãe uma procuração de plenos poderes. Ela pode resolver qualquer coisa pra mim, desde abrir e encerrar contas e até pegar um empréstimo em meu nome. Claro que minha mãe é a pessoa que eu mais confio no mundo, então confiança é fundamental. Caso você não tenha alguém que você confie cegamente eu o aconselho a deixar uma procuração limitada especificando por exemplo que essa pessoa pode apenas fazer uma coisa ou outra. Quando você vai ao cartório fazer a procuração, geralmente os atendentes são muito prestativos e te perguntam tudo o que você quer autorizar ou não.

Eu optei por deixar minha vida financeira e contas em aberto no Brasil. Por vários motivos. Primeiro porque minha conta tinha muitos anos e meu relacionamento com o banco é excelente. Como meu crédito é muito positivo com eles, seria besteira fechar a conta. Em segundo lugar eu quis manter um cartão de crédito no Brasil pois em datas comemorativas como aniversário, Natal e afins, eu posso usar meu cartão daí nos sites do Brasil e mandar entregar presentes para familiares e amigos e assim evitar pagar taxas internacionais por utilizar o cartão daqui.

Caso você não tenha interesse em pagar a cesta de serviços do seu banco, saiba que há uma lei brasileira que obriga TODOS os bancos no país a abrirem contas para pessoas físicas sem cobrança de taxa mensal. E foi exatamente o que fiz, conversei com o meu gerente na época e migrei a minha conta que era master plus mega blaster para a de Serviços Essenciais.

De acordo com o BCB – Banco Central do Brasil, não importa o banco, ele tem por obrigação de oferecer este serviço. O problema é que muitas vezes os gerentes não querem abrir essas contas pois elas não geram lucro para as instituições e o funcionário do banco não ganha pontos com a sua meta mensal de vendas. Veja no gráfico abaixo os serviços inclusos na conta de serviços essenciais.

Eu como sou precavida por natureza, imprimi a lei e levei comigo no dia que fui ao banco mudar a minha conta antes de sair do Brasil. Claro que o gerente tentou de todas as maneiras me mostrar as “desvantagens” de mudar a conta para uma com limitações de serviços. Mas eu já havia feito a lição de casa e deixei claro que só iria movimentar a conta pela internet.

É importante frisar que você não pode zerar essa conta. Eu deixo dinheiro nela rendendo na poupança e quando preciso enviar dinheiro para o Brasil eu envio da minha conta americana para a brasileira e de lá eu transfiro ou pago contas normalmente pela internet. Para quem mora fora é ainda melhor pois quando vou ao Brasil, não preciso usar a conta daqui para efetuar saques em moeda local e pagar taxas absurdas de saque internacionais.

Se você mantém sua vida financeira no Brasil é preciso lembrar que dependendo da quantidade de dinheiro enviada do exterior para o Brasil no período de um ano, talvez seja necessário declarar o Imposto de Renda e recolher os impostos. Tudo isso eu explicarei em outros posts.

Indico que antes de decidir mudar a cesta de pacotes do seu banco, dê uma pesquisada antes com a sua instituição bancária brasileira qual a melhor opção. Vou deixar abaixo alguns links sobre a conta de serviços essenciais.

Banco Central do Brasil

Serviços Essenciais Bradesco

Serviços Essenciais Itaú

Serviços Essenciais Santander

Serviços Essenciais Caixa

Serviços Essencias Banco do Brasil

Serviços Essenciais Citibank – Pesquisei o site do Citi sobre o pacote de serviços essenciais e não encontrei informações a respeito no site, porém como sou correntista deles, sei que eles aplicam a lei. É só levar a lei impressa até sua agência e em minutos a conta é modificada. A lei pode ser encontrada neste link aqui. E também neste artigo do Hora 1 entre milhares de outros artigos na internet a respeito.

Boa sorte!

 

 

 

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Outros

Ensino à Distância – EAD

01 de setembro de 2017

Você já considerou voltar a estudar, mas por algum motivo pensa ser impossível? Tanto pelo deslocamento, como pelo bebê recém-nascido que você não tem com quem deixar? Ou até mesmo por morar num país inóspito onde não tem nada para fazer no dia a dia (conhece alguém que passou por isso?), então que tal agregar conhecimento e manter o cérebro ativo?

Pois bem… quando mudamos para o Togo eu sabia que trabalhar na economia local seria bem difícil, uma vez que os valores salariais eram infinitamente menores do que os oferecidos no mercado brasileiro e com quatro funcionários dentro de casa cuidando de tudo, eu não tinha praticamente nada para fazer o dia inteiro, além de cuidar da Bella ou ir para a academia (uma vez na vida outra na morte porque a preguiça sempre falava mais alto, claro).

Após considerar as minhas alternativas, decidi voltar a estudar. Sou comissária de bordo por formação (técnica) e nunca atuei na área. Enquanto eu decidia se eu largava meu emprego de segunda a sexta que pagava bem no Consulado e corria atrás da aviação, conheci meu noivo, que mesmo não sendo da aviação, virou meu mundo de cabeça para baixo e me fez viver com a mochila/casa nas costas pulando de país em país a cada dois anos. Como ainda faltava a lacuna do diploma universitário a ser preenchido, decidi que o EAD no Brasil seria minha melhor opção. Tanto pelo diploma, como pela oportunidade de me dedicar 100% aos estudos e a desculpa de ir ao Brasil duas vezes ao ano para fazer provas (mentira, vou mesmo para comer feito louca, comprar feito doida, e abraçar familiares e amigos hahahahaha).

Hoje vejo que o EAD ainda é tabu para milhares de pessoas que sem tempo, mas com internet em casa, ainda relutam em optar por esta modalidade de ensino. Primeiro mesmo que você tenha uma vida maluca como a minha, você sempre tem uma hora do seu dia disponível para usar o Facebook. Ao invés de logar lá, faça o login no site da faculdade e leia a matéria uma hora por dia. Eu estudo Eventos na Anhembi Morumbi. Não seria a minha primeira opção de curso se eu estudasse presencialmente, mas confesso que me apaixonei pelo curso (apesar de ter umas matérias do capeta que eu odeio). Provas para acesso a universidades pagas no Brasil, vocês sabem que não são nenhum monstro, e eu já era ex aluna deles, então do Togo mesmo eu fiz a minha reabertura de matrícula. Paguei o boleto online e voilá, já estava matriculada novamente.

Você tem acesso a plataforma e a quatro unidades (enormes) de cada matéria após a matrícula.

Dentro de cada unidade é disponibilizado para o aluno o material para ler e estudar, vídeos complementares postados pelos professores para ilustrar algum ponto da matéria, games com perguntas e respostas que testam o seu conhecimento sobre aquela unidade, e por fim cada unidade tem sua atividade obrigatória valendo nota que pode ser um fórum onde você deve interagir com o professor e os colegas de “classe” sobre um tema proposto dentro do conteúdo ensinado, podem ser perguntas de múltipla escolha ou até mesmo uma outra tarefa como visitas a eventos e desenvolvimento de conteúdo explicativo sobre o evento visitado, etc.

Antes de realizar cada atividade você pode enviar perguntas para o professor no fórum correspondente de cada matéria, onde o professor responde as suas dúvidas e você tem também acesso as perguntas dos outros alunos para poder ler e estudar. Há também vídeo aulas ao vivo, onde o professor pré-determina uma data e hora para o encontro e faz um resumo da matéria, e você pode interagir com os colegas e os professores enviando perguntas. Caso não seja possível assistir aquela aula ao vivo elas ficam disponibilizadas na plataforma para acessar no dia seguinte.

A frequência é medida através da quantidade de atividades que você envia no prazo determinado pela faculdade e a prova final presencial é obrigatória para aprovação por nota e presença. Confesso que no inicio eu tinha medo de não dar conta ou de gastar dinheiro em vão num sistema que fosse mentiroso/enganador. Mas a faculdade me surpreendeu. Tanto que após este curso eu já sei qual pós vou fazer no mesmo modelo de ensino. Gostei tanto do EAD que já estou realizando um outro curso que nada tem a ver com a faculdade simultaneamente online.

A faculdade online pode ser a solução dos seus problemas, como falta de tempo, dinheiro (o EAD geralmente é mais barato do que o presencial), deslocamento, falta de babá para o seu bebê, viagens frequentes a trabalho, enfim, milhares de empecilhos que possam surgir e não permitir que você volte a estudar. Hoje eu sou defensora desta modalidade de ensino e acredito que seja importante falar à respeito para que as pessoas percam o preconceito contra o EAD.

Vale lembrar que nada são flores e você precisa controlar seu tempo e sua agenda e encontrar tempo para o estudo. Mesmo organizando uma mudança e passando pela loucura de mudar entre dois continentes, eu estou firme e forte no estudo. Você precisa ter uma agenda e seguir um cronograma à risca. Eu geralmente dedico de 2 a 4 horas por dia para estudar, porque não é apenas ler a matéria, mas o ensino a distancia você deve buscar o conhecimento, então tem que pesquisar palavras que você não entenda na apostila, buscar exemplos extra na internet, etc., mas no fim conhecimento é a única coisa que nunca podem tirar de você.

 

E você, já fez algum curso a distancia? Como foi a sua experiência?

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Por Érica Brasilino

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Compras Estilo de Vida

Planner – Você precisa de um?

22 de agosto de 2017

No mundo atual onde o celular praticamente substituiu um grande número de objetos, entre eles a calculadora, a máquina fotográfica, o despertador, mesmo o aparelho sendo dotado de agenda, eu desisti de usar a do telefone e uso um Planner. Mas o que seria um planner e para que ele serve?

Planner ou planejador em tradução livre é um caderno/agenda/ferramenta que ajuda você a manter a sua vida organizada. Eu utilizava a agenda e o bloco de notas no celular, mas mesmo assim não conseguia me organizar. Quando minha comadre Christiane foi me visitar no Togo, ela me deu uma aula particular sobre o One Note da Microsoft. Eu achei o App fantástico, baixei a versão para o MacBook mas mesmo assim faltava algo. E o que faltava? ESCREVER!

Como eu curto escrever, para mim ter um caderno a mão era essencial. E comecei a pesquisar modelos de Planners para organizar não apenas as idéias que eu tenho para o blog, mas para organizar os meus estudos da faculdade e de um outro curso que eu inventei fazer agora no Brasil. Sem contar que eu preciso organizar as tarefas da casa, a vida do gato, as receitas para o cardápio da semana. Ser dona de casa/estudante/blogueira/esposa não é fácil, e ter uma ferramenta como o planner à mão fazem uma grande diferença se você é uma pessoa visual como eu sou.

O meu é da Ashley G pra Blue Sky. Comprei na Staples e estou adorando ter um planner. Além de ser uma mão na roda para anotar coisas rapidamente, consegui me organizar melhor para dividir o meu dia entre os estudos da faculdade, do curso de maquiadora e cuidar da casa. Sem contar que acabo economizando bateria do celular uma vez que não fico olhando ele a todo instante para verificar a minha agenda do dia ou o bloco de notas e depois entrar no Facebook e perder horas a fio que poderiam ser utilizadas otimizando o meu dia. Ponto para o planner.

Pesquisei no Brasil sobre planners e aparentemente eles começaram a ser vendidos por ai. Vi umas empresas que fazem uns lindinhos e que você pode inclusive personalizar de acordo com as suas necessidades. Mas prepare o bolso, eles não são tão baratos. Essa é apenas uma idéia de algo que uso e acho que vale a pena recomendar. Os planners personalizáveis contém refis de acordo com o perfil de cada pessoa como dieta, exercício físico, estudantes, profissionais, professores. Vale a pena pesquisar um de acordo com os seus gostos pessoais ou verificar no Pinterest como montar um DIY (faça você mesmo).

Deixo abaixo indicações de três sites que eu encontrei enquanto pesquisava para poder escrever este post. Um é o blog da Bruna Bezerra que curte fazer o planner dela por conta própria e além disso ela é uma fofa e deixa uns freebies disponíveis para download caso você não seja uma pessoa tão criativa (meu caso). O blog dela é o Através da Linha. E também me apaixonei pelos planners vendidos no Brasil pela A.Craft e a EverTop. Quero um de cada marca.

E você, como faz para organizar o seu dia?

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida

Porquê desisti do cabelo encaracolado?

11 de agosto de 2017

Já fui enrolada, lisa, loira, morena, ruiva. Hoje voltei para a progressiva… e algumas pessoas me perguntam o porquê…

Quero meu cabelo de volta!

Primeiro… honestamente nunca foi a minha intenção deixar de fazer parte do time das alisadas. Aconteceu única e exclusivamente porquê ano passado quando estávamos de mudança para a África eu sabia que não conseguiria encontrar por lá o tratamento que eu estava habituada a fazer. As mulheres africanas não tem a mesma textura de cabelo que nós deste lado de cá do oceano e eu não queria ficar com o cabelo pela metade (raiz enrolada e ponta lisa). Eu não tenho essa paciência que as meninas têm de esperar o cabelo crescer e fazer texturas durante este meio tempo para passar pelo processo de transição. Eu tiro o meu chapéu para as meninas que fazem isso diariamente. É uma luta. Quando meu cabelo estava exatamente do jeito que eu sempre quis (foto acima), manter ele daquele jeito me custava cerca de 100 reais para colorir + 300 reais em média para a progressiva a cada 90 dias. Quando chegamos nos EUA todos os lugares que eu fui (meu noivo pacientemente me levou em dezenas e teve de lidar com a minha frustração ao ouvir sempre as mesmas respostas) queriam me cobrar 500 dólares somente para a progressiva. E nem era a progressiva mas o que eles chamam de queratina. Aqui não se faz progressiva e encontrar um latino ou brasileiro que faça é um parto. Faltando 30 dias para a nossa viagem para o Togo eu fiz o primeiro corte…

Eu sabia que era uma medida paliativa e que eu teria de encarar o problema de frente… mas a cabeleireira ficou com medo de eu me arrepender e depois processar ela… (aqui é a terra do processo). Este corte pra mim não foi tão drástico porque eu já tive este mesmo corte muitas vezes, então pra mim foi natural. Até que faltando alguns dias para viajar de vez para a África me enchi de coragem e fiz o famoso BC (big chopp):

Não vou mentir… não foi nada fácil lidar com os sentimentos conflitantes que passaram pela minha cabeça após cortar o cabelo. Eu não me sentia feminina, eu sentia falta de passar a mão pela minha cabeça e sentir toda aquela imensidão de cabelo que eu sempre tive. Sem contar que este tipo de corte pede que você gaste mais tempo com maquiagem e acessórios uma vez que o cabelo não está mais em evidência e sim o seu rosto. O Ezio foi um fofo durante todo o processo e sempre me assegurava de que me ama de qualquer maneira, com qualquer cabelo, de qualquer jeito. Meus amigos incentivadores e sempre mencionaram o quanto eu era louca ou corajosa e isso me animava a não chorar todos os dias com saudades do meu cabelão. Ao chegar no Togo confesso que gostei de ter tomado a decisão do cabelo curto. Além de fazer um calor absurdo por lá na casa dos 47C, a água também mudou a textura do meu cabelo.

Quando meu cabelo começou a crescer foi que as coisas começaram a complicar… o cabelo encaracolado precisa de muito tempo para deixar ele no lugar. Claro que como eu no momento estou num período sabático, isso não é um problema. O problema é que eu não tenho saco. Foi aí que me lembrei o motivo pelo qual eu optei pela progressiva quando eu tinha 19 anos de idade:  PRATICIDADE. Eu não tenho paciência para cuidar de cabelo, gosto de coisas práticas e rápidas. Sem contar que ao acordar, eu parecia o Ravengar de tão armado que ele estava. Quanto mais meu cabelo crescia, mais eu fazia uso de faixas, lenços, bandanas, presilhas. Mas tem dias que você tem que sair correndo e/ou acordou atrasada… e ai como fica? Usar turbantes na África é fácil… eu não sei como é usar eles no Brasil, nos EUA, ou em outros lugares… e honestamente… eu já gosto de maquiagem às 5 da manhã… eu não sei se quero chamar a atenção pelo combo maquiagem + turbante num dia que meu cabelo não estiver legal. Mas essa sou eu, se alguém estiver lendo e fizer isso eu acho ótimo. Cada um de nós sabemos até onde vai os nossos limites.

Enfim… estes foram os motivos pelos quais eu voltei ao time da progressiva. Isso é muito pessoal e vai de pessoa para pessoa. Tenho amigas que desistiram da progressiva e estão lindas com seus cachos ao vento e super se adaptaram. Quem sabe um dia eu me adapte. Hoje a minha vontade de voltar á química falou mais alto e eu fiz no Brasil e já estou pesquisando lugares para continuar fazendo aqui. Sei que vai levar um tempo para o meu cabelo voltar a ser o que era na primeira foto deste post, mas não estou com pressa. Se amanhã eu cansar do visual liso, volto a cortar. Eu não tenho problemas com grandes mudanças. E acho que o bacana hoje em dia é ter a liberdade de poder ter o cabelo que a gente quiser e bem entender, sem ter que dar satisfações para ninguém. Se você cansou da progressiva, faça a transição capilar, se cansou da transição, volte para a progressiva. Você só deve satisfações para você mesma.

Feliz, sendo escrava da química novamente 🙂

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida

Organizadores

23 de Maio de 2017

Como vocês já devem ter percebido, eu sou a louca da organização. Preciso de listas para tudo na minha vida. Tanto que todos os meus compromissos são anotados no calendário do celular e sincronizados com o computador e o iPad para garantir que não deixarei de fazer nada.

Uma das minhas últimas aquisições, foram dois pads Knock Knock a venda na Amazon. Você encontra pads para todos os tipos de situações do seu dia a dia, desde: quais são seus objetivos diários e semanais, tarefas a serem cumpridas (ok… neste caso eu não preciso comprar um pad, eu uso o App Lembrete da Apple), organização da casa (quem vai fazer o que), diário alimentar, lista de mercado, etc. Tem tantas coisas legais que os aficionados por papelaria como eu inventarão uma desculpa para comprar alguns.

Claro que tem uns no site que não valem a pena: como o paper voodoo (sério!!!), tem até um que você pode listar as porcarias que você tem feito na sua vida. Porém entre estes non sense, acabei comprando dois, que pra mim são bem interessantes.

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This Week Pad

O pad acima seria o This Week. Comprei ele para organizar as tarefas semanais que a  nossa ajudante Bernice tem para fazer pela casa. Geralmente às sextas feiras eu preencho o da semana seguinte e já deixo fixo na porta da geladeira. Deixo anotado o cardápio da semana que ela cozinha às segundas, quartas e sextas e também deixo anotado se vamos ter algum acontecimento extraordinário na casa, como receber algum amigo nosso para jantar ou outra coisa do gênero. Quando viajamos mês passado, deixei anotados os dias de medicação da Bella (nossa filha felina), algumas tarefas de limpeza sazonais como lavar cortinas, limpar armários, etc. É uma mão na roda.

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Pack This Pad

Já o segundo pad que eu comprei (e o que eu mais gostei) é o Pack This Pad. Seria basicamente a lista mais que perfeita para você poder organizar sua mala de viagem. Simples, porém contém praticamente tudo o que eu comentei no post Como montar uma lista de viagens. É muito comum nós esquecermos uma coisa ou outra numa viagem, mas com uma lista dessa em mãos fica muito mais fácil se preocupar apenas com a viagem em si.

E você, curte artigos de papelaria ou montar listas de afazeres?

Até o próximo post  =0)

 

 

 

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