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Epic USA Road Trip – Califórnia – Yosemite National Park

10 de Abril de 2018

Uma das últimas paradas da nossa road trip pelos Estados Unidos em dezembro foi o Yosemite National Park. Este era um dos únicos lugares da minha lista que era parada obrigatória. O parque não desapontou e após essa visita entendi porque ele é um dos queridinhos dos americanos. No post de hoje explico sobre como visitar, onde se hospedar e o que fazer num dos parques mais lindos que já visitei por aqui.

A noite anterior nós já havíamos pernoitado pela região e escolhemos o Gunn House Historical Hotel na cidade de Sonora. O hotel em si se mistura com a história da cidade e tem uma sala de café da manhã incrível. Impossível não ser transportado para o século passado ao tomar uma xícara de chá num prédio construído com pedras. Se você tiver tempo, vale gastar umas 2 horas andando por Sonora. Uma das inúmeras cidades que nasceram por conta da corrida do ouro americana, eles tem inclusive um museu que fala sobre a Gold Rush.

Entramos no parque pelo lado oeste, pela rodovia 140. A estrada tem um visual de cair o queixo e já é uma viagem a parte. O motorista infelizmente não consegue apreciar muito a paisagem uma vez que a estrada é bem estreita em alguns trechos é cheia de curvas. Mas os passageiros se esbaldam com a beleza da região. Aconselho que você faça o download um mapa off-line ou use mapa de papel, pois o celular já começa a ficar intermitente nessa área. Sinal de wifi pelo parque é grátis para quem se hospedar lá dentro ou se você decidir pagar o pacote de dados por dia. Então não é possível depender única e exclusivamente dele.

Outro fator importantíssimo para visitar o Yosemite é ficar de olho na previsão do tempo, especialmente se você visitar o parque no inverno (nosso caso). Nós não sabíamos se conseguiríamos porque a previsão era de neve. Tanto que a rodovia de acesso mais bonita do parque (Tioga Pass) já estava fechada e não conseguimos nem chegar perto dela. Como visitamos Mammoth Lakes e o Lake Tahoe, estávamos do lado leste do Yosemite e tivemos de dar uma volta enorme para entrar pelo lado oeste do parque por conta do fechamento da região. Pesquise as condições da estrada se você pretende visitar o parque entre novembro-março. Verifique inclusive o Twitter oficial do Parque e do departamento de estradas da Califórnia que atualizam a conta deles diariamente com informações importantes para os turistas.

Quanto mais próximo do parque menos opções para abastecer o carro e quando finalmente encontrar um posto o preço será mais alto (em torno de U$4 o gallon), fique atento.

Ao entrarmos no parque já demos de cara com um mirante que só podia ser traduzido como WOW, o Big Crane Flat. Confesso que me emocionei em ver ao vivo o Half Dome e o El Captain logo assim na entrada do parque. Mesmo enfrentando um vento congelante e um sol mentiroso, a beleza do Yosemite antes mesmo de chegar ao Visitor’s Center e o Yosemite Valley já me deixou extasiada.

Como essa viagem foi no estilo “decidimos o que fazer ao chegarmos no local”, percebemos no caminho entre Sonoma e o parque que chegar até o Village levaria muito tempo (algo em torno de 2 horas pelo menos) e que deveríamos pernoitar por lá. Não sabíamos porém, se conseguiríamos uma vez que os hotéis lá dentro esgotam as reservas com meses e meses de antecedência. Por sorte descobrimos que ainda tinham algumas vagas no Yosemite Valley Lodge e conseguimos reservar um quarto para uma noite. Quando for ao Yosemite JAMAIS faça isso, principalmente se for entre a primavera-verão. Este é um dos parques considerados premier nos EUA e a procura por ele é insana. Só conseguimos uma vaga por ser inverno e antes do Natal, fomos informados pela recepcionista do Lodge que em qualquer outra época do ano isso é impossível.

O Lodge é um dos hotéis mais em conta dentro do parque (mais barato ainda seria acampar no parque). Pagamos U$190 por uma noite num quarto com duas camas, mini-cozinha, banheiro e uma varanda.

Para passear pelo parque você pode tanto dirigir seu próprio carro ou você pode utilizar o sistema de ônibus que deixa você nas principais paradas. Logo após fazer o check in no Lodge meu marido optou por dar uma volta de ônibus para se familiarizar com o sistema e saber exatamente onde iríamos no dia seguinte.

Para comer o parque oferece algumas opções para quem não estiver num motor home e não for cozinhar a própria comida. Nós utilizamos o Mountain Room que ficava no nosso hotel. Comida simples estilo cafeteria com bandejão. Não é nada de outro mundo, apenas cumpre o que promete. Dentro do parque também há um supermercado (sim!!!). O Village Store tem desde comida até itens mais finos como tem também opções para presentes. Adorei passar um tempinho lá dentro escolhendo meus souvenires de viagem.

Se você estiver viajando on the budget, aconselho levar sua própria comida. O Yosemite Park se mostrou um local bem caro para um parque nacional. Inclusive este foi um dos parques mais caros que visitamos nesta viagem. Lembre de que o Yosemite é lar de vários ursos e animais selvagens, então siga as orientações de segurança e nunca deixe comida no carro ou fácil acesso para animais. Existem várias maneiras de manter sua alimentação segura em parques nacionais e vou falar sobre isso em outro post.

 

E o que fizemos por lá afinal?

Nossa visita foi condensada, passamos uma tarde inteira, uma noite e um dia inteiro por lá. Tenho plena consciência de que não vimos metade do que deveríamos e sabemos que vamos voltar para explorar numa outra estação com temperaturas mais amenas. Mas para quem foi em pleno inverno nós até que fizemos muita coisa:

 

– Ranger Talk

Participamos de uma palestra de uma hora com um professor de botânica dentro do parque. Ele nos deu uma explicação bem interessante sobre as árvores e plantas encontradas na região como os tipos de animais que essas plantas atraem. Foi bem bacana, porém é super boring para crianças (lembrando que a palestra claro é totalmente em inglês). Para informações sobre a programação cultural do parque clique aqui

 

– Starry Skies Walking

Este foi o ponto alto do nosso primeiro dia no parque (fora ter entrado pela Big Crane Flat e ter se maravilhado com a vista). Essa caminhada noturna durou aproximadamente 90 minutos e uma park ranger contou lendas indígenas sobre a criação dos céus dessa região dos Estados Unidos. Quer ainda mais magia? Foi a noite que aconteceu uma das maiores chuvas de meteoros da atualidade. Foi simplesmente um espetáculo a parte. Não apenas as histórias contadas pela ranger eram incríveis mas o céu do Yosemite é lindissimo. Como não tem luzes de nenhuma cidade muito próxima, é possível ver praticamente tudo sem a ajuda de telescópios. Caso você decida pernoitar dentro do parque, aconselho veementemente a fazer estou tour. Pagamos U$10 cada um. Informações neste link aqui.

 

– Lower Falls Trail

No segundo dia aproveitamos para fazer a trilha da Yosemite Falls. A cachoeira é linda. Ouvimos de um outro visitante frequente que a visão das águas é ainda mais impressionante após o inverno quando todo o gelo e neve começam a derreter e enchem os rios do parque. Deve ser realmente incrível uma vez que o parque neste momento está semi-fechado por conta de risco de inundação. Que loucura!

 

 

– The Majestic Hotel

Fizemos uma visita guiada ao Majestic Hotel que foi construído em 1927 dentro do parque. A diária do hotel é de apenas U$530 dólares por noite (leia com ironia por favor). O local é fenomenal, desde a arquitetura como a decoração rústica. Vários presidentes e chefes de estado já passaram pelo hotel ao longo dos anos e nas semanas que antecedem o Natal eles oferecem um jantar de gala chamado Bracebridge que é inspirado em banquetes medievais. Custa U$400 por pessoa e são servidos 7 pratos desde entrada até o cafezinho final. Durante o jantar de gala há encenação com atores sobre os costumes de época. Caso tenha interesse você pode encontrar mais informações aqui.

 

– Mirror Lake Trail

Considerada uma trilha fácil, passamos aproximadamente 2 horas praticando essa atividade. A caminhada em si não é difícil, mas o terreno não é convidativo para pessoas com mobilidade reduzida. Como visitamos no inverno o lago não estava cheio então o “espelho” que é esperado nessa região não estava tão visível. Valeu pela caminhada com o meu marido e as palhaçadas que contávamos um ao outro no caminho.

 

– Tunnel View

Quando achávamos que o Yosemite não tinha mais nada para nos surpreender… eis que na saída do parque demos de cara com o mirante mais belo de todos. O Tunnel View é sem dúvidas o local mais espetacular que vimos nessa viagem. Finalizar a nossa visita ali foi mágico. Ficamos abraçados apreciando aquela vista espetacular. Prometemos voltar lá um dia.

 

Voce pode obter mais informações sobre o que ver e fazer no Yosemite acessando a página principal do parque. Caso visite a Califórnia, inclua este parque no seu roteiro. O Yosemite é um dos locais mais lindos que já visitei nos Estados Unidos e com certeza quero voltar para explorar ainda mais este local tão exuberante.

 

Até o próximo post  =)

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Por Érica Brasilino

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Epic USA Road Trip – Califórnia – Lake Tahoe

29 de Março de 2018

Saímos de Mammoth Lakes em direção ao Lake Tahoe. O lago fica na divisa entre os estados de Nevada e da Califórnia. Meu marido queria passar por lá antes de seguirmos para o Yosemite National Park, então aproveitamos que estávamos dirigindo pela região e fomos checar o local.

O Lake Tahoe é o maior lago alpino da América do Norte (lago alpino é um lago situado em altitudes elevadas). O lago é um dos pontos turísticos mais visitados da Califórnia.

Não sei se porque nós já havíamos visitado lugares deslumbrantes nessa road trip, eu honestamente não consegui achar o Lake Tahoe tudo o que falam. Claro que tudo é uma questão de perspectiva e o bacana de ser turista é que nem sempre um local que é o máximo para uma pessoa será para outra.

Então o que fizemos por lá? Fizemos o tour básico que todo turista de primeira viagem em Lake Tahoe faz, dirigimos ao redor de todo o lago para ter uma ideia do local.

Quem visita o Lake Tahoe no inverno geralmente quer esquiar, mas como já tínhamos passado pela estação de Mammoth Lakes, não visitamos nenhuma estação de esqui. Tiramos o dia para dirigir e apreciar a vista montanhosa com o lago ao centro.

Na região de Stateline do lado de Nevada perto do lago, é possível se hospedar em cassinos no mesmo esquema de Las Vegas. Tem inclusive um Hard Rock Café por lá.

Ao sairmos de Lake Tahoe seguimos para o Donner Memorial State Park. Localizado ao norte de Lake Tahoe, o parque estava na minha lista de viagem desde que viajei para a Califórnia a primeira vez em 2012.

O parque foi criado para preservar o local chamado Donner Camp, exatamente onde os membros do grupo Donner ficaram presos no inverno de 1846-1847 num local sem abrigo e com quase nada de suprimentos. Aqueles que sobreviveram do grupo tiveram de recorrer ao canibalismo. Caso você tenha curiosidade sobre a fatídica situação do Donner Party clique aqui para ler mais a respeito.

No parque ao visitarmos o Visitor’s Center, pudemos ver vídeos sobre o grupo Donner e ver exibições com peças reais encontradas na região que pertenciam aos sobreviventes. A história é fascinante e também é um retrato de como funcionavam os grupos que fizeram parte da corrida do ouro na Califórnia. Vale a pena visitar o parque caso você esteja na região do Lake Tahoe.

Nossa viagem pela Califórnia continua no próximo post que será o último sobre a nossa road trip, onde vou falar sobre o Yosemite National Park, o parque que eu mais queria ver nessa viagem.

 

Até lá  =)

 

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Por Érica Brasilino

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Epic USA Road Trip – Califórnia – Mammoth Lakes

21 de Março de 2018

Chegamos à cidade após sairmos do Death Valley. Depois que li o guia da Lonely sobre a Califórnia a uns anos atrás, descobri a região e me apaixonei. Eu sabia que um dia iríamos visitar, e calhou de termos tempo nessa viagem. Mammoth está a 4 horas de carro do Death Valley e a paisagem muda completamente ao chegar na área. Montanhas cobertas de neve, frio que nos obriga a usar o mais pesado dos casacos, equipamentos de esqui, chocolate quente, e tudo o mais que você sempre viu nos filmes e na TV sobre este tipo de cidade.

Ao chegarmos focamos a nossa visita a Mammoth Mountain, estação de esqui utilizada pela equipe nacional americana de esqui para os treinos olímpicos e paraolímpicos. O local tem uma infraestrutura estupenda, não sei se por que estávamos visitando uma estação de esqui pela primeira vez e não temos parâmetro para comparar com outras, achamos tudo muito moderno, limpo, organizado e caro.

A estação oferece pacotes e atividades para todas as idades (não para todos os bolsos). Eu nunca esquiei e na verdade nunca tive nenhuma vontade de esquiar na vida, sou uma pessoa de praia e estava lá mais pela curiosidade de entender como funciona este tipo de turismo e curtir um pouco as montanhas cobertas de neve. Dito isso, entre todas as opções disponíveis a que mais nos interessou seria andar de Snowmobile, uma espécie de jet ski para a neve. Infelizmente não conseguimos fazer o passeio pois como visitamos Mammoth no inicio da temporada de inverno, ainda não tinha nevado o suficiente para podermos andar com segurança no equipamento. As únicas atividades disponíveis eram na ocasião o esqui e a Gondola Ride.

A Gondola Ride é basicamente um teleférico que vai desde a base da montanha até o topo, com uma parada na montanha usada pelos esquiadores de nível básico antes de seguir para o topo da segunda montanha onde os praticantes de esqui mais experientes e profissionais podem aproveitar por sua conta e risco (a segunda montanha é mais alta, mais íngreme e mais perigosa). No nosso caso, subimos até a última montanha e fizemos um tour pelo local. Vários turistas principalmente mais idosos ou com crianças de colo faziam este passeio. No topo da última montanha há uma cafeteria com vista panorâmica e há também uma loja de souvenir e um museu explicativo sobre a montanha e a região. A vista é espetacular.

O bacana da Gondola Ride é que você pode passar o tempo que quiser nas duas estações e é possível ter uma ideia de como funciona o esporte. Vimos vários professores ensinando todas as idades, vimos profissionais que simplesmente se jogavam montanha abaixo fazendo manobras espetaculares e vimos crianças aprendendo desde cedo o que é o esporte. Porém é um programa caro e realmente o público que faz este tipo de turismo é seleto. Ao passear por uma das lojas conheci o Felipe, um estudante brasileiro que trabalhava lá durante o inverno como parte de um programa de intercâmbio. Ele comentou conosco que é muito raro encontrar brasileiros por lá e que no dia anterior os Jonas Brothers estavam no local com a amiga Selena Gomez e que as irmãs Kardashian são frequentadoras assíduas. Já dá para ter uma ideia do local só por este comentário.

Mammoth é uma região lindíssima que vale muito a pena ser visitada. Os preços, porém, são salgados, mesmo para nós que pagamos em dólar. Deixo abaixo alguns valores para vocês terem noção do que estou falando:

  • Ticket 1 dia para utilizar a montanha U$160 por pessoa
  • Aula de esqui + ticket para teleférico + aluguel de equipamento por 2 horas U$209 por pessoa
  • Snowmobille tour (o que mais nos interessava) aqui menciono os preços para o tour onde iriamos os dois no mesmo equipamento (eu não tenho a necessidade de pilotar, prefiro ir como passageira assim tiro fotos): Tour de 90 mins U$159 e Tour de 180 mins U$299
  • Snow Play Park (local onde você e seus filhos podem descer uma montanha menor e menos perigosa de boia) U$40 por pessoa para 75mins de diversão
  • Gondola ride (suba a montanha de teleférico e veja a região do topo) U$27 por pessoa, fique o tempo que quiser em qualquer uma das montanhas. A viagem entre as montanhas é ilimitada e você pode passar quanto tempo quiser. No momento em que você descer até a base, acaba a validade do ticket
  • Snowcat Tour (tour num veiculo próprio fechado, aquecido, próprio para a neve, com parada para um picnic num local cênico) entre U$60 a U$65 por adulto, preço varia de acordo com o horário escolhido para o tour.
  • Diária hotel por U$109 a noite num quarto com banheiro compartilhado ou
  • Diária hotel por U$199 a noite num quarto com banheiro privativo

Agora que você tem uma ideia de quanto custa visitar uma estação de esqui e quanto custa a brincadeira, fica mais fácil para você decidir qual rim vender para poder esquiar (hahaahaha).

Mammoth Lakes é só esqui? NÃO!!! Milhares de turistas visitam para fazer trilhas, ver lagos deslumbrantes e sentir na pele o friozinho Californiano.

Após sairmos de Mammoth pegamos a estrada e visitamos no caminho o Lake June. Estava deserto, mas acredito que no verão deva ser muito visitado, pois vimos várias instalações para turismo.

Mammoth Lakes me lembrou Campos do Jordão de uma certa maneira. É uma cidade cercada de montanhas onde a maioria dos turistas visitam na época de inverno para esquiar. A região é belíssima e se nós tivéssemos mais tempo, iríamos explorar com certeza. Quem sabe numa próxima oportunidade a gente possa fazer isso com mais tempo.

No próximo post vou falar sobre nossa próxima parada nessa épica viagem de carro, o Lake Tahoe.

 

Até lá  =)

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Epic USA Road Trip – Califórnia – Death Valley National Park – Parte 2

13 de Março de 2018

Começamos o nosso segundo dia no Death Valley fazendo uma viagem no tempo, mais precisamente para a época da corrida do ouro americana em 1848. Visitamos logo ao amanhecer a cidade de Rhyolite, uma das inúmeras cidades fantasma entre os estados da Califórnia e Nevada. Na cidade é possível ver partes de construções da época como a mercearia, a estação de trem, partes do banco e da cadeia. Foi interessante ver uma cidade praticamente no meio do nada, que foi construída por conta da extração dos minérios e do mesmo jeito que surgiu rapidamente, foi abandonada na mesma velocidade. Ao andar pela cidade para fotografar, fiquei imaginando como era difícil viver naquela época naquela cidade em especifico, o calor absurdo e o frio extremo que eles deveriam passar naquela região.

Ao sairmos de Rhyolite dirigimos por aproximadamente 1:30hr sentido norte dentro do Death Valley (sim você leu certo, dirigimos por todo este tempo dentro do parque!!!) e fomos visitar a cratera do vulcão Ubehebe. O vulcão tem aproximadamente 1 km de extensão e os especialistas presumem que ele tenha entre 2000 a 7000 anos. Existem três trilhas na região do vulcão e nós optamos pela mais fácil, a trilha entre o estacionamento e o topo do vulcão, para termos a visão dele de cima. Confesso que tenho medo de visitar vulcões, essa foi a terceira experiência que tive (as outras duas foram na Costa Rica), e sempre acho que um vulcão adormecido pode acordar do nada e ploft, já era. Mas o vulcão é uma visão e tanto.

Após visitarmos o Ubehebe Crater dirigimos por mais uma hora até chegarmos a outro ponto dentro do Death Valley, um dos locais que eu mais queria visitar por lá, a Mesquite Flat Sand Dunes. As dunas vista de longe na estrada são um show á parte. Acessar as dunas é facílimo uma vez que há estacionamento no local. Para você tirar fotos sem muitas pegadas de outros visitantes na areia, ou você visita a região ao amanhecer ou você deve estar disposto a caminhar muito para poder chegar as dunas mais altas. Como já estávamos na metade do dia e ainda queríamos tentar ver outros pontos do parque, essa não era a nossa intenção. As distâncias percorridas dentro do Death Valley são insanas. Como é possível ver mais de 15 quilômetros sem obstáculos na sua frente na estrada, tem se a impressão errada de que tudo é perto. Ledo engano.

Das dunas dirigimos por mais 45 minutos até chegarmos ao Badwater Basin. O caminho até lá foi simplesmente surreal. Não tem como visitar o Death Valley sem pensar que você viajou para outro planeta. Tanto que o local já foi locação de inúmeros filmes de Hollywood e entre estes filmes o clássico Star Wars. Eu como fotógrafa amadora já fiquei extasiada, imagine os profissionais.

 

Badwater Basin é o ponto de elevação mais baixo dos Estados Unidos, estando 86 metros abaixo do nível do mar. Quando visitar o local olhe para trás para a montanha chamada Dante, pois há uma placa indicando exatamente o nível do mar. Ter essa ideia é interessante. O local é totalmente coberto por sal e como visitamos no final do dia, ver o por do sol por lá foi insano. Honestamente eu não esperava que o Death Valley pudesse ser tão bonito.

Como escureceu rapidamente, precisávamos de um local para dormir e não tínhamos a intenção de dirigir para a cidade que dormimos no dia anterior. Há pouquíssimas opções de lodging dentro do parque, então dirigimos até a área de Panamint Springs e nos hospedamos no Panamint Springs Resort. Esqueça a ideia de resort, no Death Valley é só um nome. Por não ser alta temporada, por sorte conseguimos um chalé, mas o tamanho do chalé… era uma piada. Não pudemos nem tirar nossas malas do carro, tivemos de pegar apenas os itens que precisávamos no porta malas e levar até a calcinha na mão para dentro do quarto. Uma pessoa muito alta ou com sobrepeso honestamente não caberia dentro da cabin. Importante mencionar que caso você pense em fazer uma road trip e incluir o Death Valley na alta temporada, não faça como nós que não tínhamos nenhuma reserva, você corre um grande risco de dormir dentro do seu carro.

No dia seguinte o café da manhã no único restaurante disponível na região custava U$10 por pessoa. Não tem muito o que fazer, ou você aceita pagar este valor ou você morre de fome. O café era decente com café, leite, chá, suco de laranja, ovos mexidos, batatas. E é necessário comer bem para poder enfrentar o dia no parque, uma vez que praticamente não tem nada por longas distâncias. Ao lado do restaurante/lodging também tem um posto de gasolina com a tarifa mais alta que já vi nos EUA, cerca de U$4 o gallon. Ou você abastece ou você não tem como passear (e consequentemente também não tem como sair do parque!).

Ao sairmos do resort demos de cara com dois coiotes lindíssimos. Fomos obrigados a parar e apreciar a beleza destes animais. Claro que não saímos do carro e nem abrimos a janela, pois ficamos com medo. É importante lembrar que os parques nacionais multam visitantes que são pegos alimentando os animais, nunca, jamais alimente nenhum destes bichos ao encontrar com eles, pois eles se tornam agressivos contra outros visitantes no futuro, esperando que eles também os alimentem.

Seguimos na sequência para a Artists Drive Pallete, que de acordo com as fotos no Instagram seria o ponto alto do nosso dia. E realmente não decepcionou, o local é simplesmente fenomenal. Tanto a estrada como as montanhas são deslumbrantes. Pedi para meu esposo parar o carro no meio do caminho e ficamos ali extasiados com tanta beleza em um único lugar. Acredito que durante a alta temporada deve ser um congestionamento sem fim. Ficamos com medo de aparecerem outros coiotes pelo caminho, mas nós caminhamos a pé pelo local mesmo assim. Breathtaking!

De lá seguimos para o Dante’s View, um ponto de observação no topo da montanha Dante que dá para ver toda a extensão do Badwater Basin que visitamos no dia anterior. De cima dá para ter uma noção como o basin está realmente muito abaixo do nível do mar. As pessoas no basin vistas de cima, pareciam pequenas formigas. Do topo da montanha Dante o frio era insuportável, estava pelo menos 25C mais frio do que na base da montanha. Leve roupa de frio mesmo no verão, senão a experiência lá em cima se torna insuportável (o que pode ser uma pena, já que a vista é linda).

Para finalizar nossa visita ao parque, decidimos dirigir na Emigrant Canyon Rd. No meio do caminho percebemos que precisaríamos de um dia inteiro para essa região. A vista era espetacular, mas a estrada era totalmente deserta e perigosa de dirigir. Uma sessão em particular descendo uma montanha foi a que mais me assustou. As curvas eram totalmente fechadas e vimos apenas um trailer descendo muitos quilômetros a nossa frente. Caso tivéssemos um problema no meio do caminho, muito dificilmente iriam nos encontrar no mesmo dia. Como também o dia já ia começar a escurecer e precisávamos sair de dentro da região do Vale da Morte para achar um local para dormir no fim do dia, decidimos dar meia volta. Meu marido ficou bem decepcionado por não poder ver o fim da trilha, mas decidimos que para a nossa segurança era melhor voltar. Fica para a próxima visita, porque com certeza no futuro vamos voltar ao Death Valley, é impossível ver tudo em apenas 3 dias.

Saímos do parque e seguimos para a cidade de Lone Pine, onde paramos para abastecer e jantar. Achamos um restaurante fantástico chamado Mt Whitney Restaurant, que é muito famoso por ter sido visitado por inúmeros artistas de Hollywood que dormiam na região quando filmavam filmes e seriados no passado em Death Valley. As fotos na parede impressionam. A comida também era muito boa. Enfim seguimos até a cidade de Bishop onde passamos a noite no hotel Vagabond Inn e começamos a pesquisar sobre o que fazer no dia seguinte.

 

Considerações finais sobra o Death Valley:

Vá!!!! Sem dúvida superou as pouquíssimas expectativas que eu tinha sobre o local. É a segunda vez que meu marido indica um local para viagens (geralmente sou eu quem bate o martelo sobre nossos destinos de férias) e ele me surpreendeu. Vá entre novembro-janeiro pois é quando você conseguirá aproveitar melhor para andar pelo parque. No verão é um dos locais mais quentes do mundo, então não é uma boa ideia. E vá preparado para passar mais de dois dias no parque. Passamos uma tarde e dois dias inteiros e não vimos tudo.

E você conhece o Death Valley? Já visitou? Planeja visitar? Se tiver dúvidas a respeito deixe suas impressões na caixa de comentários

 

Até o próximo post  =)

 

 

 

 

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América American National Parks Califórnia EUA Nevada Quando Viajar Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Death Valley National Park – Parte 1

09 de Março de 2018

Quando decidimos fazer uma road trip pelo sudoeste americano meu marido tinha apenas uma única e singela reinvindicação: teríamos que passar pelo Death Valley. Não importava para onde eu queria ir, o que queria ver, fazer, comer, desde que ele pudesse ver com os próprios olhos o famoso Vale da Morte. Confesso que eu não tinha conhecimento algum sobre a região e o nome me dava calafrios. O parque foi uma surpresa sem tamanho. Tanto que foi o local que passamos mais dias de todos os locais que visitamos nessa viagem, 3 no total. Foi o local das fotos mais sensacionais, das paisagens mais inóspitas, foi onde vimos a beleza da falta de água ou da água salinizada em estado puro. Hoje compartilho com vocês o que ver, fazer, onde dormir, comer e como se preparar para visitar o deserto mais famosos dos EUA.

O Death Valley está localizado na Califórnia, mas faz fronteira com o estado de Nevada. Se você visitar tanto Los Angeles ou Las Vegas como porta de entrada para essa região do país, terá fácil acesso pelos dois lados. 95% do parque é considerado área selvagem e por isso visitar a área requer planejamento. Desde entender as mudanças bruscas de temperatura que ocorrem dentro do próprio parque como onde dormir ou comer, pode ser vital para que a sua visita não se torne uma dor de cabeça. Antes de pegar estrada passamos em um mercado em Las Vegas e compramos provisões. Como nunca nenhum de nós tínhamos visitado um deserto antes, li sobre o que deveríamos ter conosco. Então tínhamos barras de cereais, aproximadamente 20 litros de água em garrafas de 2 litros, Gatorade, snacks diversos, barras de cereal, chocolates, e mais um monte de itens diversificados.

No caminho passamos por paisagens incríveis. Era justamente o que nós tínhamos em mente, dirigir numa estrada sem fim e sem outras pessoas ao redor. Passávamos por outros carros a cada 20 minutos e olhe lá. Se você curte dirigir sem se preocupar com semáforo, pedestres e quer apenas apreciar a natureza em estado bruto com uma música bacana no sistema de som do carro, este tipo de viagem é perfeito para você.

Nós saímos de Las Vegas no estado de Nevada e pegamos a Rodovia 160 em direção a Pahrump. Aconselho os amantes de fotografia a pararem no acostamento (com segurança por favor) e a tirarem fotos da rodovia sem fim. Nunca antes dirigimos por estradas que era possível enxergar mais de 10 milhas á nossa frente e não ver nenhum carro, a experiência é sem dúvida muito diferente. Fique atento pois há relatos de coiotes nessa região e não quero que você seja atacado por um. Essa rota é também muito indicada para os amantes de motocicleta. Acredito que fazer essa viagem nessa época do ano (inverno) de moto deve ser fantástica.

Nós finalmente chegamos no Death Valley pela entrada de Amargosa (a entrada sul do parque). Paramos na placa de entrada do parque e já começamos a ter uma noção do que teríamos pela frente, NADA. Mas não um nada que não seja interessante, mas o nada em estado bruto. Você pode simplesmente rodar um filme no Death Valley que a sensação será a de que você está literalmente em outro planeta.

Logo após o local onde está a placa com o nome do parque há a entrada em si. Ali você deve efetuar o pagamento no quiosque de acordo com os valores que estão fixados no totem. Também é possível pegar mapas e o jornal informativo. Aconselho veementemente que você use o banheiro mesmo que não queira. Banheiros no Death Valley são escassos. O que é interessante é que não tem ninguém efetuando a cobrança da entrada. Entende-se que você será uma pessoa honesta e fará o pagamento.

A primeira parada da nossa jornada dentro do parque foi Zabriskie Point, local árido chamado de badlands por ser de difícil travessia. Essa parte lembra muito a superfície da lua. No local á 5 milhões de anos atrás era o Furnace Creek Lake que secou, porém deixou milhões de vestígios até hoje, sensacional.

De lá partimos para o Visitor Center que diferente de outros parques, está localizado mais ao centro na região que também se chama Furnace Creek. Ao chegarmos no local ficamos surpresos com a quantidade de visitantes. Os meses de novembro-fevereiro são considerados a alta temporada do parque, pois é a única época do ano que é possível fazer trilhas no Death Valley. Por ser um dos locais mais quentes do mundo, os amantes de trekking e da natureza optam por visitar no inverno americano. Claro que não sabíamos disso, pois estamos começando agora a nossa vida de desbravadores de parques nacionais.

No Visitor Center conversamos com os park rangers, pedimos informações e diferente de outros parques, este tem opções de comida para venda. O que é sensacional pois o local é completamente deserto. Como opções tinham sanduiches natural, Gatorade, potato chips e barras de cereal. Praticamente o que tínhamos comprado para essa visita. Há também uma área de picnic do lado de fora com inúmeros bancos. Pelo tamanho da instalação, acredito que durante as férias escolares americanas o local deva ficar extremamente lotado. Há também banheiros e indico a utilização.

Como a luz do dia já estava chegando ao fim, decidimos dirigir para a cidade de Beatty no estado de Nevada. Não se engane, não era longe. Como no Visitor Center era o único local onde nossa internet estava funcionando, ali aproveitamos para reservar um quarto. Sorte de principiantes em viagens deste tipo, encontramos acomodação no Death Valley Inn. Hotel extremamente simples como 99% dos hotéis na região do vale. Para aquela noite só precisávamos mesmo de cama, chuveiro e ar quente que funcionasse, pois a temperatura ao por do sol caiu vertiginosamente.

No meio do caminho quando percebemos que éramos o único carro na estrada dentro do parque, estacionamos e apagamos todas as luzes. O Ezio foi corajoso o suficiente de descer do carro para apreciar as estrelas. Não desci, o medo me paralisou. Fiquei com muito medo de ser atacada por um coiote ou outro animal faminto. Abri a janela do carro e coloquei metade do corpo para fora para apreciar o céu mais lindo da vida. Estar no meio do nada fez com que nossa visão do céu fosse aquela do Google. Vimos estrelas que nem sabíamos que existiam. Ficar ali parada no meio do deserto do Vale da Morte apreciando as estrelas com meu marido deu um novo sentido para a ideia de viagem a dois. Estar em contato com a natureza, ouvir a respiração um do outro, estar atento ao movimento de qualquer folha que seja para não ser surpreendido por um animal. Foi um momento muito especial.

Quando percebemos que estávamos sendo observados por um animal que estava cada vez mais próximo, nos trancamos no carro no escuro e ficamos ali parados atentos para ver o que era. Após uns cinco minutos vimos dois pares de olhos nos encarando muito mais perto do que pensávamos e quando acendemos os faróis do carro vimos dois coiotes a nossa espreita. Claro que eles correram ao perceberem que o carro começou a se mexer, mas foi tenso.

Deixo registrado que visitar o Death Valley é para pessoas que não estão procurando luxo durante a sua viagem. Eu deixo claro que não curto acampar, nunca gostei. Sou libriana, gosto de conforto, uso chapinha no cabelo e maquiagem para ir malhar. Dito isso, mesmo eu com todas as minhas frescuras, confesso que amei o primeiro dia. Sair do local comum e se deixar  surpreender por lugares que jamais pesquisei a respeito ou tinha a intenção de conhecer. No final das contas acho que viajar é isso, é um eterno aprender e surpreender. Que graça tem ser uma menina da cidade e só viajar para cidades?

No próximo post falo sobre o segundo e o terceiro dia dentro do Death Valley, porque ficamos mais tempo por lá do que nos outros parques que visitamos nessa viagem e porque este se tornou o nosso local favorito com promessas de volta.

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América EUA Nevada Onde comer Viagens

Epic USA Road Trip – Nevada – 1 Noite em Las Vegas

21 de Fevereiro de 2018

Saímos do Zion National Park em direção ao Death Valley National Park, porém tinha Las Vegas no meio do caminho… e no último segundo decidimos quando estávamos na estrada pernoitar por lá. Conseguimos reservar um quarto no Planet Hollywood Resort and Casino muito em conta no App do Booking.com, porém estacionar neste hotel… foi o pior pesadelo da nossa vida de turista.

O Planet Hollywood compartilha o prédio do estacionamento com o Caesars Palace e com o Miracle Mile Mall. Além da rua do estacionamento ser bem escondida e difícil de encontrar… após estacionar você tem de atravessar o shopping inteiro com as malas até chegar ao cassino para depois encontrar o lobby do hotel. Foi ridículo. Depois de passar pelo estresse do estacionamento, nós finalmente fizemos check in e pelo menos fomos agraciados com uma ótima suite. Uma das melhores inclusive desta viagem.

Subir para a nossa suite foi uma maravilha, porque logo na elevador demos de cara com a minha diva maior. Britney Spears que estava inclusive com um show fixo no Planet Hollywood. A residência dela por lá chegou ao fim mas eles estão com shows do Pitbull, Jennifer Lopez, Lionel Ritchie e Backstreet Boys. Você pode obter informações sobre os espetáculos aqui.

Mas o que fazer quando se tem apenas uma noite em Las Vegas?

Decidimos focar na região do próprio hotel para não ter que lidar com estacionamento. Então começamos a noite com drinks e aperitivos no Margaritaville. Lá indicamos o Last Mango in Paris que é uma margarita feita com tequila de manga, Cointreau de laranja, suco de cranberry e margarita blend. E de aperitivo fomos de Volcano Nachos, que são tortilla chips, cobertas com chili, queijo, pico de galo, guacamole, creme azeda e pimenta jalapeño. Uma porção serve bem 2 pessoas e sobra.

Saímos do restaurante e andamos até o Bellagio para assistir o show das águas. Você pode encontrar o cronograma com os horários do show clicando aqui. Confesso que eu não esperava ser algo tão legal.

E terminamos a noite vendo um show burlesque chamado Crazy Girls. O melhor era que o show estava em cartaz exatamente no nosso hotel. Derrubei várias barreiras e pré-conceitos ao assistir um show burlesque. Haviam muitos casais na audiência e o público era predominantemente mais velho. O show é de aproximadamente 1:30hr de duração e é um show de dança onde as mulheres estão semi ou completamente nuas. Não é permitido tocar nas garotas quando elas interagem com a audiência. Achei o show de extremo bom gosto e as mulheres eram lindíssimas. Também pelo fato do show estar em cartaz no Planet Hollywod, já demonstra que não é um show qualquer.

Passei alguns minutinhos andando pelo cassino após o show e apostei U$3 míseros dólares nas máquinas. Realmente Las Vegas não é o meu tipo favorito de viagem. Vegas me atrai mais pela quantidade de restaurantes e entretenimento fora dos cassinos do que apostar dinheiro e perder. Tenho outros lugares favoritos pelos EUA. Tanto que nunca voamos especificamente para turistar apenas em Vegas, sempre passamos por lá vindo ou indo para algum outro lugar. Claro que a beleza das luzes da cidade a noite é um espetáculo á parte. No dia seguinte seguimos viagem até o Vale da Morte, então nem exploramos tanto a vida noturna por lá.

 

No próximo post falo sobre nossa visita de 3 dias ao Death Valley National Park, um dos locais mais inóspitos dos EUA.

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks EUA Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Zion National Park

09 de Fevereiro de 2018

Que tal fazer trilhas incríveis em um dos parques nacionais mais bonitos dos Estados Unidos? Hoje falo sobre o Zion National Park.

Para visitar o Zion, nós escolhemos a cidade de La Verkin como nossa base. A cidade está a aproximadamente 30 minutos da entrada principal do parque e os preços eram bem mais acessíveis. Por termos feito essa viagem em dezembro o fluxo de visitantes era muito inferior ao fluxo esperado durante as férias de verão. Tanto que conseguimos acomodação no hotel de um dia para o outro. Essa road trip foi na base do vamos decidir o que fazer quando acordarmos e se gostarmos do local ficamos mais tempo nele. Se você decidir visitar os parques entre abril-setembro, é preciso começar a reservar hotéis com no mínimo 6 meses ou mais de antecedência. Em La Verkin nós ficamos no Best Western Plus Zion West. Eles oferecem café da manhã incluso no valor da diária. Nada de outro mundo não, mas dá para enganar o estômago.

Começamos o dia pelo Visitor Center e seguimos as instruções do park ranger. Por ser inverno o parque estava bem vazio, então pudemos dirigir nosso próprio carro ao invés de usar o sistema de shuttle do parque. Dirigimos por toda a extensão do Zion até o último viewpoint, o nº9 chamado Temple of Sinawava. Lá fizemos a trilha Riverside Walk que tem 3.5km. O interessante dessa trilha é que ela é acessível para portadores de deficiência motora. A caminhada é bem tranquila, a trilha é pavimentada e é ao lado do rio. Pudemos caminhar, ouvir o barulho da água, dos pássaros, observar a natureza.

Ao chegar no final da trilha, avistamos o início do caminho para a trilha mais famosa do parque The Narrows. De acordo com o parque, ela leva 8 horas para ser feita, são 15 kms de extensão e você tem que pernoitar ao chegar no final da trilha para voltar no dia seguinte. Sem contar que ela é feita em sua maior parte por dentro do rio. Se eu tivesse equipamento correto e estivesse em condições físicas, faria essa trilha com certeza, as fotos na internet são simplesmente fenomenais.

Voltamos pela trilha até o estacionamento e dirigimos até o viewpoint nº5 e decidimos fazer a trilha Lower Emerald Pool. Essa trilha tem 2km e pode ser feita em aproximadamente 1 hora. Porém nós levamos quase 2 horas pois já haviam partes da trilha que estavam com gelo, principalmente a parte onde tivemos que caminhar por baixo da cachoeira.

O visual de cima nessa parte do parque é bem bonito. O Zion tem jogos de luzes bem interessante dependendo de quando você visita ele. Tudo depende da estação do ano e como os raios solares estão incidindo dentro do parque. No geral eu achei o parque muito bonito, mas muito gelado, mesmo se comparar com o Bryce que visitamos no dia anterior numa cidade a uma hora de distância do Zion e com 18C de temperatura mais frio. Talvez no verão seja menos desconfortável a experiência pelo parque.

Vimos animais diferentes pelo parque, o que foi bem interessante. Mas seguimos as instruções das placas e admiramos eles de longe.

No geral visitar o Zion foi uma experiência bem diferente. Como tínhamos visto o Bryce e o Grand Canyon antes e ambos os parques a visão dos canyons é por cima, neste pudemos ter a visão de baixo para cima, então muitas vezes ao longo do dia nos pegamos olhando para o alto para poder ver toda a magnitude das rochas. O Zion pode ser muito frio durante o mês de dezembro e este é um parque que eu definitivamente adoraria voltar com a temperatura mais amena para poder aproveitar melhor. Mas indiferente do tempo, a beleza dele é única.

Dicas para aproveitar melhor o parque:

– A scenic drive que utilizamos para nos locomover entre os viewpoints é fechada para o público durante a primavera-verão quando o sistema de shuttle está operando. Fique atento as datas de funcionamento no site clicando aqui.

– Se você visitar o parque na alta temporada, chegue cedo para garantir um lugar no estacionamento para o seu veículo. O estacionamento já está lotado por volta das 10 da manhã. Caso chegue após este horário, o ideal é encontrar estacionamento na cidade de Springdale e de lá pegar o shuttle bus gratuito para o parque.

– Leve sempre água em abundância. Há estações para encher as garrafas de água pelo parque. Para localizar as estações use o mapa do parque que está disponível no Visitor’s Center

– Caminhe de acordo com o seu condicionamento físico. Caso não seja adepto da prática de esportes no dia a dia, de preferência para as caminhadas consideradas fácil – moderada. Na entrada das trilhas há informações vitais sobre o tamanho da trilha, tempo aproximado para realizar o percurso (ida e volta). Não faça uma trilha além do seu limite por mais que você queira muito ver algo naquele local (eu mesma queria ver a Narrows… vejo ela pelo Instagram!).

– Não alimente nenhum dos animais que encontrar pelo parque. Eles se tornam agressivos contra outros visitantes no futuro para poder roubar comida deles.

– Deposite seu lixo nos espaços designados. Não deixe rastros ou restos de comidas no meio ambiente. Preserve o parque para futuras gerações

– Sempre use o banheiro antes de começar uma trilha, mesmo que você não esteja com vontade de usar o banheiro!

– Se decidir fazer a trilha The Narrows, você é responsável por recolher os seus dejetos (fezes). Existem sacos descartáveis para este fim nas lojas dentro do parque

– Sempre faça sua trilha em fila indiana para dar espaço aos hikers (caminhantes) que vierem no sentido contrário

– Faça suas caminhadas em silêncio ou faça o mínimo de barulho possível. Seja gentil para com os outros visitantes para que eles possam apreciar a natureza

– Os visitantes que estão subindo a trilha, sempre tem a preferência. Caso seja um local estreito, deixe espaço para quem sobe passar primeiro.

 

Lembrando que o parque está aberto 365 dias do anos 24 horas por dia. Você pode obter informações sobre os valores de entrada clicando aqui.

No próximo post continuo postando sobre a nossa road trip pelos EUA. O próximo destino será Las Vegas.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks EUA Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Bryce Canyon National Park

06 de Fevereiro de 2018

Você já pensou em fazer uma trilha no meio de formações rochosas com de mais de 2700 metros de altura? Então te apresento o Bryce Canyon National Park.

Ao chegarmos na cidade de Bryce Canyon nos hospedamos no histórico hotel Ruby’s Inn que hoje faz parte da rede Best Western. Ao mudar-se para Bryce em 1916, Reuben C. (Ruby) Syrett descobriu que ao lado do seu rancho havia um canyon com vistas espetaculares. Ele ficou tão impressionado com a beleza do local que decidiu hospedar visitantes que passavam pela cidade. Em 1928 Bryce Canyon se tornou um parque nacional e Ruby conseguiu autorização do governo para formalizar seu “tourist rest” transformando assim o seu rancho em um hotel oficialmente. O resto é história.

O complexo é simplesmente enorme e te transporta para uma daquelas cidades do século passado no meio oeste americano. É uma pena que não tenhamos passado mais tempo por lá, adoraria ter tido a oportunidade de desbravar as lojinhas locais.

Como sempre começamos nosso passeio pelo Visitor’s Center. Como já é de praxe quando visitamos um parque nacional, assistimos o filme introdutório sobre a história do parque, entendemos a geologia (por cima, claro) do local, observamos as exposições sobre os animais que podemos encontrar pelo caminho durante o dia e vou na lojinha do parque comprar meus ímãs de geladeira e carimbar o meu Travel Diary/Travel Planner com o stamp oficial do parque. Aproveitamos sempre também para usar o banheiro, eu não sou muito fã dos banheiros químicos espalhados pelos parques.

Acredito que a informação mais importante que nos foi passada pelo Park Ranger foi a que todos os 13 viewpoints do parque estão localizados do lado direito. Dito isso optamos por dirigir por todo o parque até o último viewpoint, que é também o local mais alto do parque. Fomos até o Rainbow Point e começamos a explorar por lá.

O Bryce Canyon é famoso por suas formações rochosas meio alaranjadas que em vários locais tem a formação de um anfiteatro.

Por termos visitado no inverno, o Rainbow Point foi bem sofrido de ser apreciado. Essa parte mais alta do parque ventava tanto que nem mesmo com nossa roupa pesada de frio, conseguimos ficar muito tempo apreciando a paisagem. Tinham turistas que não estavam tão preparados como nós estávamos e eles nem saíram do carro. Este dia foi o dia mais frio que pegamos na nossa viagem, pela manhã acordamos e estava -17C com sensação térmica de -27C.

De lá começamos a voltar em direção a saída do parque e íamos parando nos viewpoints. Na mesma área onde estacionamos o carro para ver o Rainbow Point, fica a entrada da trilha para o Yovimpa Point. Fique atento para não perder. Quase não vimos de tão escondidinho que é.

No Ponderosa Canyon demos de cara com  dois pássaros enormes. O mais engraçado é que eles estavam parados justamente de onde dava para ter o melhor ângulo para fotos do viewpoint. Os park rangers sempre avisam para as pessoas não alimentarem nenhum animal nos parques porque eles se tornam agressivos. Há inclusive placas pelo parque informando o valor da multa altíssima para quem for pego alimentando os animais.

Um dos viewpoints mais espetaculares é o Inspiration Point. Como o nome é quase um spoiler do que te espera, para mim é um dos mais bonitos. E fomos num dia que estava mega vazio, então eu e o meu marido nos abraçamos e ficamos ali em silêncio absorvendo toda aquela beleza e pensando como o cara lá de cima é maravilhoso (e o calor do corpo do outro também ajudava a continuar lá apreciando a vista).

O Sunset Viewpoint era o mais esperado por mim neste parque. Exatamente porque neste viewpoint esta a entrada da trilha Navajo Loop de onde é possível ver o Thor’s Hammer e a formação rochosa Wall Street. Essa foi a única trilha que fizemos no parque, mas valeu muito a pena. Foi nessa trilha que me dei conta de que o sistema de parques nacionais dos Estados Unidos é maravilhoso. E foi nessa trilha que me apaixonei por este tipo de viagem e já tenho pelo menos umas 3 viagens meio programadas na cabeça para os próximos anos por outros parques por aqui.

A Navajo Loop tem aproximadamente 2.2km de extensão e acredita-se que da para fazer ela entre 1 ou 2 horas, dependendo do seu ritmo, mas ela não é um loop no inverno. Ela é considerada uma trilha de nível intermediário. A descida é muito sossegada, o problema é a volta. Ela se torna uma subida muito íngreme. Nós não temos preparo físico nenhum e fizemos a trilha. Não foi “de boa”, mas foi o suficiente para eu decidir voltar a malhar para poder continuar fazendo este tipo de turismo no futuro.

A descida da trilha é bem sossegada, e quanto mais você desce mais interessante fica. Fiquei um pouco assustada porque afunila bastante (chega a ser claustrofóbico) e eu não me senti muito confiante/confortável em passar entre rochas com espaços mínimos entre si. Mas eu queria muito ver o que tinha do outro lado da trilha. Continuamos andando até que não parecia mais tão promissora a vista, então demos meia volta e subimos em direção ao início da trilha. Foi um sacrifício, não vou mentir. O que ajudou a subida foi a água que tínhamos conosco. É impossível fazer trilhas sem carregar água o suficiente para a ida e volta. Quando chegamos no topo da trilha vimos que tinha uma “bifurcação”, então seguimos por ela tendo como companhia do lado esquerdo o famoso Martelo do Thor. A vista é espetacular.

E do nada chegamos exatamente onde eu queria chegar, a vista que eu tinha em mente ao pesquisar sobre este parque no Instagram e no Google:

Ficamos ali do topo da trilha admirando o vazio e a imensidão do Canyon á nossa frente. Quando nos demos conta o sol já estava se pondo e as cores no anfiteatro ficaram ainda mais bonitas. Foi um pôr do sol memorável.

Como escureceu muito rapidamente não conseguimos ver mais nada pelo parque, mas o dia foi muito bem aproveitado. Saímos do Bryce Canyon e dirigimos em direção ao Zion National Parque, que será a estrela do próximo post.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América EUA O que fazer em Washington DC Viagens Virgínia Washington

Theodore Roosevelt Island

03 de Março de 2017

A Theodore Roosevelt Island é uma ilha/monumento localizada no Rio Potomac na divisa dos estados da Virgínia e Washington DC e é uma homenagem  ao 24º presidente dos EUA. O interessante é que geograficamente a ilha faz parte do Distrito de Columbia mas só pode ser acessada pelo estado da Virgínia… coisas da geografia.

O parque é ótimo para caminhar, correr e levar seu cachorro de estimação para esticar as pernas. No verão escaldante de D.C é uma delícia caminhar por entre bosques e árvores na sombra projetada da ilha. O único porém é que a ilha esta exatamente na rota do aeroporto nacional Ronald Reagan então sua caminhada será acompanhada de aviões voando baixo a cada 3 minutos. Se isso não for um empecilho para você, aproveite.

O parque é aberto das 6am as 10pm mas no inverno em D.C por volta de 4 da tarde já esta escurecendo, e como o parque é totalmente circulado por água, nos meses mais frios a temperatura pode ser um problema para visitar e praticar exercícios por lá. Entre outubro e abril o banheiro da ilha é fechado para o público por conta do inverno, mas eles disponibilizam banheiros químicos.

O parque oferece 3 trilhas e pessoas iniciantes conseguem realizar as três sem nenhum problema. Em duas horas no máximo é possível cobrir toda a extensão da ilha a pé

No mês de outubro eles oferecem uma programação especial por conta do aniversário do senhor Theodore Roosevelt e várias atividades são oferecidas por park rangers. Você pode acessar o calendário deles neste link aqui.

De uma das partes da ilha é possível ver o Washington Harbor do outro lado do rio Potomac.

E você conhece ou planeja visitar a Theodore Roosevelt Island? Deixe suas impressões nos comentários abaixo.

Até o próximo post  =0)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks EUA O que fazer em Washington DC Viagens Virgínia Washington

Arlington National Cemetery

24 de Fevereiro de 2017

Nenhuma visita a Washington D.C é completa sem uma parada obrigatória no Cemitério Nacional de Arlington, o cemitério militar mais famoso dos E.U.A. Aberto na época da Guerra Civil americana, ele é conhecido por ser o lar eterno de mais de 400 mil veteranos (e contando). Entre as personalidades que lá foram enterradas com honras militares estão o ex-presidente e ex primeira dama John Kennedy e Jacqueline Kennedy Onassis, o ex senador Robert Kennedy, há também uma tumba simbólica para os integrantes da espaçonave Challenger que explodiu em janeiro de 1986 ao vivo perante os olhos incrédulos de milhares de pessoas ao redor do mundo que acompanhavam pela T.V a missão. Se quiser mais informações sobre esse fato clique aqui (em inglês).

Você pode pensar que visitar um cemitério é algo macabro ou tenebroso. Tem sim seu lado melancólico, mas o tour é tão rico em informações que vale a pena. O cemitério foi palco da primeira comemoração do feriado americano do Memorial Day em maio de 1868 dando inicio a tradição de relembrar aqueles que morreram em combate (tão patriótico). O cemitério é famoso por ser o único que tem representantes de todas as guerras que os E.U.A já participaram. Há também os restos mortais de 3 inimigos americanos (dois italianos e um alemão) que faleceram na região metropolitana de Washington durante seu cativeiro. Como a convenção de Genebra impõe a obrigatoriedade de serviço funeral para presos de guerra, Arlington por ser o cemitério mais próximo de onde eles faleceram acabou sendo o local onde o enterro foi realizado. Há também pelo menos 4000 escravos livres enterrados na sessão 27 do cemitério com a nomenclatura “citizen”. Todos eles moravam ao redor do terreno que hoje abriga Arlington, uma vez que essa região era conhecida por ser uma terra onde todos os escravos viviam livres. Durante o período de transição no final da era escravocrata, os escravos que conseguiam sua liberdade construíam sua vida nessa região.

O cemitério pode ser visitado a pé (não aconselho) ou com o tour (pago).  A pé você andará (muito) entre milhares de tumbas sem saber quem foram algumas daquelas pessoas. Já com o tour, o guia (em inglês) mostra exatamente por qual sessão do cemitério você esta passando, quem esta enterrado ali e também conta histórias bem interessantes sobre algumas das personalidades famosas na história americana. Evite visitar durante o feriado de Memorial Day ou Veterans Day, é absolutamente lotado.

Dentro do cemitério há um anfiteatro em estilo grego romano onde todos os anos e celebrado o feriado do Memorial Day. Ali também ocorre a  famosa troca da guarda na tumba do soldado desconhecido onde um representante sem identificação das três maiores guerras (Vietnã, I Guerra e II Guerra Mundial) estão enterrados. A solenidade é bem tocante. E ao lado da tumba do senhor John Kennedy Jr. fica a famosa chama eterna que (diz a lenda) nunca se apaga.

Você pode acessar o cemitério atravessando a ponte atrás do Lincoln Memorial, Se estiver vindo pelo National Mall e tiver muito no pique de continuar perdendo calorias, a vista é deslumbrante. Se preferir pegue um táxi ou um Uber por U$4 (preço de agosto/2016). A entrada do cemitério custa U$13.50 para adultos, metade para crianças, e U$10 para idosos. Militares e veteranos que comparecerem uniformizados a entrada é grátis ou U$6,75 para adultos e metade do valor para crianças de militares. O cemitério é o único local em D.C que esta aberto 365 dias no ano. A troca da guarda acontece a cada hora cheia (1:00, 2:00, etc.) de outubro a março e a cada meia hora (1:30, 2:00) de abril a setembro. Durante outubro a março o cemitério está aberto das 8am as 5pm e de abril a setembro das 8am as 7pm.

Nota: No Memorial Day, marines colocam uma bandeira dos EUA em CADA UMA das mais de 400 000 tumbas, Impressive.

E voce já visitou ou planeja visitar o Arlington National Cemetery? Compartilha comigo a sua experiência.

Até o próximo post  =0)

 

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Por Érica Brasilino

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América EUA O que fazer em Washington DC Viagens Washington

Islamic Center de Washington D.C

21 de Fevereiro de 2017

Localizada na Avenida Massachusetts, o Islamic Center of Washington é uma mesquita e um centro cultural que pode ser visitado por turistas e curiosos sobre o mundo islâmico. O centro foi construído em 1948 após o falecimento do embaixador da Turquia. Como não haviam locais apropriados na cidade para realizar o seu funeral, a comunidade decidiu que precisava de um local para celebrar a fé muçulmana. O dinheiro para a obra foi captado pelo embaixador do Egito nos EUA, senhor Kamil Abdul Rahim.

Após os ataques de 11 de setembro o então presidente George W. Bush visitou pessoalmente a mesquita para assegurar  os cidadãos americanos que o povo muçulmano é um povo de paz.

Além da mesquita o prédio tem uma vasta biblioteca e salas de aula onde são ministrados cursos sobre o Islã e o idioma árabe. Eles também oferecem vários serviços a comunidade local como ensinamentos para quem gostaria de se converter ao islamismo, casamentos, aconselhamento matrimonial, doações de roupas e comidas para os necessitados entre outros. Para acessar a lista completa de serviços oferecidos acesse este link.

Como sempre dirigíamos pela região tínhamos muita curiosidade sobre o centro e descobrimos que a Eventbrite oferece o tour. Pagamos U$20 por pessoa e agendamos para um sábado. Durante o tour é solicitado que as mulheres cubram a cabeça ao entrar na área principal da mesquita e todos devem entrar descalços. Braços e pernas devem estar totalmente cobertos para a visitação. Eles explicaram os princípios do Quoran e Alá para a comunidade muçulmana e responderam as mais diversas perguntas. Após o tour foi oferecido um café da manha onde pudemos interagir com pessoas da comunidade local. Foi bem interessante. Lembrando que não é um tour onde eles tentam converter as pessoas e sim responder perguntas e curiosidades que todos temos a respeito. Acredito que mesmo sendo pago considerando a atual situação no mundo, qualquer tipo de conhecimento a respeito do assunto é válido.

E você já visitou ou tem curiosidade em visitar um centro islâmico? Caso tenha visitado compartilhe suas impressões nos comentários.

Até o próximo post  =0)

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Por Érica Brasilino

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América EUA O que fazer em Washington DC Viagens Washington

USNO – Observatório Naval dos EUA

17 de Fevereiro de 2017

Um dos locais que visitamos enquanto morávamos em D.C foi o Observatório Naval. Além de ser a residência oficial do vice-presidente americano também é uma das agências científicas mais antigas do país, e um dos poucos observatórios do mundo localizados dentro de uma área urbana. Vale citar que ele foi construído na época longe do que era considerado a cidade e com o passar do tempo Washington foi crescendo e chegou ao patamar que é hoje. Mas o que fazer e como agendar a visita a este lugar?

IMPORTANTE: O USNO é uma facilidade militar. Dito isso tenha em mente que eles podem cancelar a visitar a qualquer momento por qualquer motivo, inclusive no mesmo dia da sua visita (short notice). Não agende uma visita a Washington apenas para este tour. Acesse o site e leia cuidadosamente as informações (em inglês). As visitas acontecem duas segundas feiras por mês das 19:30 as 21:30. Uma pessoa pode agendar um grupo de até 20 pessoas. Após submeter o formulário eles entrarão em contato com você confirmando se sua solicitação será atendida.

No dia da visita o que esperar do tour?

Chegue meia hora antes para poder fazer o check in na portaria. A entrada do USNO esta ao lado da Embaixada da Nova Zelândia, é bem fácil encontrar ela pelo Google Maps. Não é permitido estacionar dentro da facilidade militar, mas há estacionamento na rua em frente ao prédio e a rua é bem sossegada e com militares fazendo a segurança da residência do Vice-Presidente, então vá tranquilo. Militares solicitarão o seu passaporte (estrangeiros) ou documento de identificação simples com foto se você for americano para confirmação de identidade e após permitirem a sua entrada você será escaneado (muito semelhante ao check in de segurança dos aeroportos). O prédio é uma instalação militar antiga então não ha rampas de acesso para pessoas com mobilidade reduzida. Tenha isso em mente ao agendar o tour pois no final, após as 21:30 você terá que caminhar dentro da base de volta ao estacionamento e no escuro.

Mas o que é este tour afinal?

O tour começa com uma apresentação sobre a missão e história do Observatório Naval, eles explicam sobre as responsabilidades do departamento do tempo e a história de como começou a ser contabilizado o tempo com precisão. Talvez se o cientista do dia da nossa visita fosse um pouco mais lúdico a apresentação seria legal, foi bem monótona. Por fim vem a parte que todo mundo anseia no tour, se o céu estiver “aberto” sem nebulosidade você é levado para o prédio localizado morro acima onde fica o telescópio histórico de 1895 com direito a um astrônomo para explicar o que você exatamente esta olhando. Essa parte do tour é tão legal que faz valer a pena ir neste tour mesmo a introdução tendo sido super enfadonha. Pegamos uma linda noite de verão em julho e fomos presenteados com uma vista espetacular da lua, Vênus, Mercúrio e Saturno e seus anéis.

No caminho de volta ao estacionamento no final do tour avistamos uma família de veados pela propriedade, encantador.

E você curte astronomia? Já fez ou planeja fazer este tour? Compartilha comigo nos comentários abaixo.

Até o próximo post  =0)

 

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Por Érica Brasilino

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