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Documentação de Viagem Estilo de Vida Outros Saindo do Brasil

Green Card através do Casamento

14 de maio de 2019

***Antes de continuar a leitura deste post, esclareço que não tenho conhecimento jurídico sobre imigração para os Estados Unidos da América. Este blog é de cunho pessoal e relata a minha experiência com essa situação descrita no post. Caso você tenha dúvidas mais detalhadas sobre a sua situação pessoal, aconselho a procurar um advogado de imigração aqui nos EUA e/ou a Embaixada dos EUA no BrasilEmbaixada do Brasil aqui nos EUA ou o USCIS que é o departamento responsável em aprovar ou não as petições e solicitações de  imigração de estrangeiros para cá. Eu não tenho nenhum vínculo com órgãos governamentais e não tenho autoridade para instruir ninguém quanto a este assunto.*** 

Este é um post que eu me neguei a escrever por muito tempo… meu blog não é sobre imigração e o único artigo que eu tenho neste espaço sobre casar com americano é o número um de acessos no Google Brasil sobre o assunto. O mais louco é que eu nem paguei para impulsionar o post, falantes de português no mundo inteiro acessam o meu humilde blog para ler sobre este assunto porque tem dúvidas sobre o tema e há muita informação desencontrada na blogosfera.

Decidi finalmente falar sobre isso por aqui única e exclusivamente para direcionar três amigas que estão passando pelo mesmo processo que eu enfrentei. Como eu tenho que explicar para elas o passo a passo, porque não transformar este assunto em um post? Já deixo avisado de antemão que não sou advogada, não trabalho com processo de imigração e este artigo é um relato único e exclusivo sobre o processo para a situação que eu passei. Caso você tenha perguntas mais específicas ou sua situação esteja irregular nos EUA, eu o/a aconselho veementemente a procurar um escritório/advogado de imigração.

Por conta do trabalho do meu noivo (hoje marido), nós íamos morar no Togo até julho de 2019, então tínhamos tempo de sobra para aplicar para o meu Green Card e nem estávamos preocupados sobre este assunto; tanto é que na ocasião eu estava no final do processo para receber a residência togolesa!!! Porém a vida nos pregou uma peça e tivemos de mudar para os EUA 2 anos antes do planejado. Chegamos aqui em junho de 2017 e casamos em setembro, enquanto eu estava no visto de turismo. Na minha entrada no país deixei claro ao oficial de imigração que estávamos assignados no Togo e que nossa vinda repentina para cá não tinha sido arquitetada, não sabíamos quanto tempo iríamos ficar, se iríamos voltar para a África ou se iam nos mandar para outro país. Mostrei a ele que tinha duas malas de 23 quilos e minha gata Isabella a tira colo e não tínhamos ideia do que ia acontecer nas nossas vidas. Após me sabatinarem com perguntas especificas sobre visto e sobre a vida no Togo, eles autorizaram a minha entrada no país e me deram 180 dias (6 meses) para ficar sob o visto de turismo B2. Durante este tempo eu não podia trabalhar, podia estudar apenas curso de idiomas com duração de 17 horas e 59 minutos (a partir de 18 horas semanais eu já deveria aplicar para mudar meu visto para estudante F ou J). Eu sabia que estava refém de um visto que me podaria de muita coisa.

Um mês após nossa volta, fomos informados de que ficaríamos oficialmente nos EUA por um período de 24 meses. Como o E ia assumir uma função nova por aqui nosso casamento teve de ser antecipado. O que para nós não foi nada absurdo pois já estávamos juntos por 4 anos e 8 meses. Casar era o próximo passo natural no nosso relacionamento. Não foi do jeito que eu queria… no Brasil cercada da minha família e das minhas melhores amigas. Acabou sendo um elope intimista (já falei sobre ele brevemente neste post aqui). Nessa nossa vida cigana diplomática aprendi que quanto mais você planeja, mais tudo dá tremendamente errado.

Como o casamento aconteceu nos EUA, decidimos já ajustar o status e por consequência não pude sair do país por vários meses. Aconteceram inúmeros problemas durante o processo com o USCIS que tornaram minha espera lenta e dolorosa onde perdi dois tios para o câncer com uma diferença de dois meses apenas entre cada perda sem contar problemas com a faculdade que eu cursava no Brasil online que tinha sido iniciada enquanto estávamos no Togo. Se você vai casar com um americano nos Estados Unidos, saiba que ao aplicar para o ajuste em solo americano, você ficará preso/a no país sem poder ir para nenhum outro lugar além da fronteira americana durante o processo até você receber a Parole (documento que autoriza viagens para fora dos EUA enquanto aguarda a entrevista final para o Green Card) ou receber o próprio GC (cada caso é um caso). Nós não tínhamos planejado vir para os Estados Unidos casar, simplesmente aconteceu de o trabalho dele na África encerrar antes do tempo previsto (deveríamos sair de Lomé em julho deste ano). Se lá atrás tivessem nos falado de que ficaríamos apenas 10 meses em Lomé, teríamos evitado várias dores de cabeça. Mas acredito piamente que a vida nos manda os limões de acordo com o tamanho da cachaça que a gente aguenta tomar.

Casamos em setembro e um mês depois enviei os documentos para o USCIS para ajustar o status (nome dado para solicitantes que estão sob um visto legalmente nos EUA e desejam mudar a categoria deste visto). No meu caso eu estava sob um visto de não imigrante e estávamos solicitando a mudança para o visto de imigrante LPR (legal permanent resident algo como Residente Permanente Legal). Existem várias outras opções para imigrar para os EUA por conta do casamento, este é o caminho se você já se encontra em solo americano e foi admitido no país legalmente.

Como eu fazia faculdade online na Anhembi Morumbi em São Paulo eu era esperada na faculdade em dezembro daquele ano para realizar as provas de final do semestre. Por conta disso juntamente com os meus formulários para o ajuste eu fiz a solicitação do Travel Document para que eu pudesse sair dos EUA enquanto o processo do GC estava em curso. Minha solicitação foi deferida e fui informada pelo site de que receberia o documento juntamente com a Work Permit (conhecido como EAD Combo Card ou Parole). Meu documento foi produzido em dezembro, apenas dois meses após eu enviar toda a documentação para o USCIS.

Em meados de junho quando estava de férias no Brasil recebi a informação de que minha entrevista para o GC seria em agosto. E também enquanto estava fora dos EUA fiz algumas entrevistas de emprego e inclusive assinei o contrato com o meu primeiro e atual empregador nos EUA. Uma semana após a entrevista recebi meu GC de dois anos em casa e graças a Deus a vida entrou nos eixos. Entre o momento que eu enviei os documentos para o ajuste de status até receber de fato o Green Card foram exatamente 10 meses. Vendo hoje até que não foi um tempo muito grande se comparado com outras pessoas que conheço, mas quando você está efetivamente esperando pelo documento sem poder fazer nada, cada dia parece uma eternidade.

Eu fiz tudo sem advogados, contei com a ajuda de uma amiga que trabalha na área de imigração e tem experiência com formulários oficiais da mesma maneira que eu, por conta do nosso antigo empregador. Claro que nossa experiência ajudou muito e fez com que eu e o meu esposo economizássemos. Apenas para preencher os forms há advogados que cobram a partir de U$2000 podendo chegar a U$25000 se a pessoa tiver problemas com a justiça por exemplo.

Lembrando mais uma vez que CADA CASO É UM CASO.

Resta você e a sua melhor metade analisarem se vale a pena você passar por este processo no seu país de residência ou em solo americano. Se você decidir aplicar e esperar em outro país, neste caso o processo é diferente e depende se você peticionar para casar aqui ou peticionar após o casamento para mudar e residir aqui. Você também não terá nenhum controle sobre o tempo de processamento desta petição juntamente ao DHS – Department of Homeland Security. É muito importante você ter todos os prós e os contras em mente ao decidir como ajustar o seu status. Sempre explico para as pessoas e peço para elas analisarem se vale mais a pena esperar o processo no Brasil por exemplo sem poder entrar aqui ou se vale a pena esperar o processo aqui sem poder sair para lugar nenhum. Confesso que eu odiei esperar o processo aqui, eu me sentia refém do sistema e ter a sensação de que não podia simplesmente entrar num avião e ir ao Brasil em uma emergência de última hora mexeram muito com o meu emocional. Tive momentos de fúria onde eu falava para o meu marido que eu ia abandonar tudo e voltar para São Paulo. Participo de várias comunidades na internet para pessoas nessa situação e vejo que os sentimentos de angústia e não poder fazer nada são compartilhados por todos. Hoje estou feliz que isso tudo passou e agora não preciso me preocupar, mas não vou mentir e dizer que o processo foi um mar de rosas, porque não foi.

O bacana é que durante este tempo conheci muita gente legal, brasileiros que como eu se apaixonaram por um americano/a e navegaram este mar burocrático da imigração da mesma maneira que eu e afirmo, todos nos desesperamos quando precisamos trabalhar e não podemos, todos achamos que o dia tem 50 horas enquanto seu esposo/a sai para trabalhar e você fica em casa de mãos atadas. Mas a boa notícia é que você vai sobreviver a esse turbilhão de emoções e burocracia.

Se você decidir ajustar o status em solo americano, no próximo post vou explicar o passo a passo de como eu preenchi os formulários, como enviei eles para o USCIS, quais documentos de suporte enviei e o tempo entre cada etapa do processo.

Fiqueligado =0)

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Outros Viagens

O que é Sala Vip no aeroporto?

08 de maio de 2019

Quem acompanhou meus stories em abril viu que utilizamos vários lounges na nossa última viagem para a Tailândia e fizeram várias perguntas do que é e como funciona. Desfrutamos dos serviços oferecidos nas salas VIP Turkish Airlines Lounge no aeroporto de Dulles International em Washington DC, Al Maha Lounge no Doha International Airport no Qatar e Coral Premium Departure Lounge no Phuket International na Tailândia.

Primeiro… o que seria uma sala Vip?

É uma área dentro do aeroporto que pode ser administrada por uma companhia aérea, uma empresa de cartões de crédito ou até mesmo um lounge particular associado a essas empresas. Nessa área você pode descansar, efetuar refeições, assistir TV, usar o wi-fi, tomar banho, ler jornais, receber massagens, orar… A grande maioria das pessoas que utilizam essas salas são viajantes frequentes de negócios ou pessoas com maior poder aquisitivo que tem cartões de crédito com limites altíssimos (as vezes até sem limites) que oferecem este serviço como mimo, porém qualquer mortal pode usar essas salas.

Como acessar as salas VIP?

Talvez o seu cartão de credito ofereça este serviço e você nem sabe. De uma pesquisada no site do seu cartão, já pensou se você pode usar e não tá sabendo? Se você faz parte de algum cadastro como viajante frequente de alguma cia aérea como Gol ou Latam, verifique se tem direito. Se viajar de business class ou primeira classe, muitas vezes esse bilhete dá o direito a acessar a sala VIP. Caso não possua nenhuma das opções citadas, algumas salas oferecem a opção de comprar o pass de acesso. Neste caso vale pesquisar antes da sua viagem para saber se alguma sala no aeroporto por onde você vai passar tem essa opção.

Vale a pena pagar para acessar a sala VIP?

Você precisa analisar o tempo que você vai passar no aeroporto para decidir se vale a pena pagar. Nossa conexão em Doha para a Tailândia foi de 4 horas, que eu já considero tempo demais para ficar sentado no portão de embarque desconfortável. Nosso cartão Chase que eu mencionei no ultimo post presenteou o Ezio com o cartão do Priority Pass, então nós dois acessamos a sala VIP gratuitamente (a sala VIP vai cobrar a taxa de uso do lounge da administradora do cartão e nós não seremos cobrados por isso pois é um dos benefícios do Chase Saphire). Na volta para casa, tivemos uma escala de 7 horas em Doha. Chegamos na sala VIP meia noite e meia e nosso voo era as 8 da manhã seguinte. O lounge salvou a nossa vida. Nós jantamos, dormimos, tomamos café da manhã e eu ainda tomei banho. Claro que não tinha camas disponíveis, mas foi muito melhor do que esperar 7 horas no portão de embarque. O Ezio inclusive trabalhou no lounge utilizando a área de office deles. Neste caso mesmo se não tivéssemos o cartão da Priority Pass, teria valido a pena pagar pelo serviço porque senão teríamos gastado muito mais dinheiro com táxi para deslocar do aeroporto até o hotel, pernoite no hotel e outro táxi do hotel para o aeroporto para descansar menos de 7 horas. Após pesquisar informações para este post, descobri que há inclusive salas VIP com camas e quartos separados em alguns aeroportos mundo afora. É muito benefício para voos longos minha gente, pesquisem a respeito.

O que vou encontrar numa sala VIP?

Primeiramente comida que vai variar de acordo com o país e/ou cidade onde você estiver. O que é muito interessante porque se você por exemplo estiver apenas de passagem por aquele país, poderá ter uma experiência da culinária local sem sair do aeroporto. Em Doha pudemos experimentar doces típicos do Qatar no Al Maha Lounge, o que foi bem legal e sem custo extra. A comida oferecida nos lounges segue o horário de café da manhã, almoço e jantar e caso você não esteja com fome para uma refeição completa, sempre há opções de petiscos para todos os gostos. Há também uma seleção muito boa de bebidas alcoólicas e não alcoólicas. A área de alimentação segue o estilo buffet, mas na grande maioria conta com alguns garçons disponíveis para que eles controlem a quantidade de bebidas alcoólicas ingeridas pelos passageiros. A vantagem de esperar na sala VIP é o conforto oferecido de poder sentar num local mais exclusivo com menos bagunça comparada a área de embarque. Nessa área você também conta com monitores onde você pode acompanhar informações sobre o seu voo para não perder a hora do seu embarque e eventuais mudanças de portão.

Meus cartões de crédito não oferecem este benefício, há outra maneira de acessar?

Sim!!! Pelo Priority Pass você consegue acessar salas VIP em mais de 120 países. O bacana do Priority Pass é que não importa qual companhia aérea você está voando ou qual a categoria do seu voo, se você for membro é possível acessar o lounge. A associação tem um custo anual a partir de U$99 (para a associação mais básica) e você pode comparar todos os valores clicando aqui.

Espero que você tenha aprendido um pouquinho sobre salas VIP e se necessário e possível possa usufruir desse serviço, caso você já tenha usado em algum aeroporto, compartilha comigo a sua experiência e o que você mais gostou ou não curtiu de maneira nenhuma mundo afora.

Até o próximo post =0)

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Por Érica Brasilino

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