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Um dia na Filadélfia

30 de abril de 2018

A Filadélfia é a maior cidade do estado da Pensilvânia e a segunda cidade mais populosa da costa leste americana, perdendo apenas para Nova Iorque. Uma das cidades mais importante e antiga dos Estados Unidos, vale muito a pena dedicar pelo menos um dia para passear pelas suas ruas e entender e aprender como começou a revolução que culminou com a independência americana. Se você estiver baseado em Washington D.C a viagem de carro leva aproximadamente 3 horas, mas a cidade pode ser facilmente acessada também por Nova Iorque de carro em aproximadamente 2 horas.

A Filadélfia foi palco no dia 4 de julho de 1776 do Primeiro Congresso Continental onde foi assinada a Declaração de Independência e onde o Sino da Liberdade foi tocado anunciando que o país estava finalmente livre da Inglaterra. O governo do novo país foi formado na cidade até ser transferido para a recém construída Washington D.C.

Agora que você já tem uma ideia da importância da cidade para os Estados Unidos, o que ver e fazer ao visitar a Filadélfia? No post de hoje conto para vocês o meu roteiro condensado que fiz em 7 horas de visita num dia cinza, frio e chuvoso.

Comecei o dia saindo de Washington ás 7 da manhã. Gastei aproximadamente U$16 entre os 3 pedágios que encontrei pelo caminho. Nota mental: leve dinheiro trocado. As 10 da manhã eu já estava no estacionamento do Independence Visitor Center. O estacionamento custa U$20 para o dia inteiro, porém se você chegar antes das 9 da manhã ele custa U$14 para o mesmo período. Achei o preço decente se comparado ao valor do estacionamento com Washington DC (U$25 o dia perto do National Mall). Você encontra mais informações sobre o estacionamento clicando aqui. Claro que você também pode estacionar pela cidade ou em outros locais, eu achei este o mais conveniente entre as opções. O bom de estacionar é que você fica livre para andar pela cidade e descobrir as belezas locais sem se preocupar com o carro. A Filadélfia foi eleita a 4º cidade americana mais fácil de se locomover a pé. Aproveite as ruas lindas e arborizadas para se esbaldar com a história dos EUA.

O Visitor Center é uma ótima pedida para quem não planejou a viagem com antecedência e não tem ideia do que visitar. Lá é possível pegar informações sobre todos os tours oferecidos, horários de shows, dicas de restaurantes e muito mais. Eles oferecem também banheiro, telefones, caixas 24 horas e quiosques com lembranças da cidade.

Do outro lado da rua do Visitor Center fica a President’s House, a casa onde os senhores George Washington e John Adams o primeiro e o segundo presidentes viveram e comandaram a nação enquanto as mentes mais importantes do país os ajudavam a escrever a Declaração de Independência, a Constituição Americana e a Declaração de Direitos em tradução livre. Eles viveram nessa casa com mais 9 escravos que pertenciam a George Washington e foram transferidos de sua residência oficial a Mount Vernon na Virgínia para a Filadélfia. O interessante é que estes escravos viviam e trabalhavam para os homens que pregavam que todo americano tinha o direito de ser livre, mas nem todos os americanos usufruíam dessa liberdade. Interessante e bem controverso não é mesmo? É possível ler e ouvir trechos dos diários dos escravos que estão em exibição no local falando sobre seus sentimentos e pontos de vista sobre o novo país que nascia diante dos seus olhos. Toda a informação está disponibilizada em inglês.

Anexo a casa é possível acessar o complexo onde está o Liberty Bell. Você pode não apenas ver o Sino da Liberdade que foi tocado para anunciar a liberdade dos EUA como é possível tocar numa parte do sino e ler sobre como ele foi produzido, o real significado simbólico para a nação no momento em que a declaração foi proclamada e também aprender sobre como este sino é importante para pessoas de todo o mundo que já o visitaram, desde o Papa até figuras como Nelson Mandela que tanto lutou pela liberdade em seu próprio país. Só tenha muita paciência, tirar uma foto no local não é nada fácil…

Ao sair do Liberty Bell Center logo na rua de trás está localizado o suntuoso prédio que abrigou as mentes mais brilhantes dos Estados Unidos durante o período pré e pós declaração de independência chamado de Independence Hall. No local é oferecido tours diários por park rangers (totalmente em inglês) onde eles explicam de acordo com historiadores e objetos encontrados ou doados ao longo dos anos pelos familiares dos pais da independência, como aconteceram os fatos, como cada um dos Founding Fathers pensavam, o que cada um deles deu como explicação para poderem fazer com que as 13 colônias britânicas concordassem que era a hora de serem livres. Para quem é aficionado por história como eu, o tour é uma viagem no tempo. O tour acontece em momentos específicos do dia e dependendo da época que você visitar a cidade, talvez seja necessário reservar tickets com antecedência. Você pode conseguir mais informações sobre o tour clicando aqui. No local há uma gift store do National Park Service onde você pode adquirir imãs de geladeira, calendários e mais uma infinidade de itens para o seu travel journal 🙂

Ao sair do Independence Hall encontrei com minha amiga Vanessa que estava morando na cidade e ela me levou para conhecer o Reading Terminal Market, uma espécie de Mercadão Municipal onde as pessoas vão para comprar frutas, verduras, legumes, queijos e também comer o famoso Philly Cheesesteak, sanduíche tradicional da Filadélfia. Como o dia estava muito frio e chuvoso o mercado estava lotado, porém conseguimos uma mesa no único local que vendia cerveja por lá o Molly Malloy’s. Colocamos o papo em dia bebendo uma cervejinha estupidamente gelada. O sanduíche era tão grande que nós compartilhamos um e saímos de lá satisfeitas. Aproveitei também para comprar chocolates artesanais no quiosque da Mueller Chocolate Co. Eles são a loja mais conhecida de chocolates da Filadélfia por vender chocolates em formatos excêntricos. É possível comer um pé de chocolate por exemplo. Alguns chocolates eu confesso que achei de mal gosto… só que o sabor… delicioso.

Como a chuva deu uma trégua fui visitar a rua mais antiga dos EUA: Elfreth’s Alley. As casas foram construídas entre 1728 e 1836 e hoje é tombada como patrimônio nacional americano. A rua é linda e bucólica, porém não tem onde estacionar nas redondezas. Todas as vagas são praticamente designadas para moradores locais com licença afixada no carro. Como eu já tinha tirado o carro do estacionamento do Visitor Center, tive de dar a volta e ver a rua de dentro do meu carro. A dica aqui é não usar o próprio carro pela cidade, mas sim usufruir se possível do sistema do Big Bus para poder descer e subir onde quiser com mais liberdade. Você pode clicar aqui para mais informações sobre os valores do ônibus turístico e seus pontos de parada.

Perto da Elfreth’s Alley está localizada a casa da senhora Betsy Ross, onde foi produzida a primeira bandeira norte americana. Também tombada como patrimônio americano, é possível fazer um tour guiado e ver uma das casas mais famosas da história do país. Como eu não tinha onde estacionar, parei o carro do outro lado da rua e fotografei pelo lado de fora, mas fiquei muito chateada porque eu sabia que tinha uma exibição lá dentro. Ficou como promessa para um retorno a Filadélfia.

Para finalizar o dia passei pelo Philadelphia Museum of Art que ficou extremamente famoso no filme de 1976 Rocky. Logo ao lado do museu há uma escultura em tamanho real do Sylvester Stallone caracterizado como o personagem. Mas o mais engraçado mesmo foi ver várias pessoas fazendo vídeos subindo as escadas correndo ao som da música icônica do filme. Eles chegavam ao topo das escadas mortos, porque vamos combinar que o Stallone estava em ótima condição física durante as filmagens.

Enfim foi um dia muito produtivo, vi mais do que eu esperava pela cidade, claro que preciso voltar com tempo para poder absorver melhor outros detalhes como o prédio da prefeitura que é lindíssimo ou a cadeia local que é famosa por ter sido o lar de vários criminosos famosos no passado. Se você visitar a Filadélfia aconselho que passe pelo menos uma noite por lá para poder ter tempo de ver mais do que eu vi.

E você, conhece a Filadélfia? Qual parte da cidade eu não fui que devo ir da próxima vez? Não conhece e tem dúvidas? Deixa mensagem pra mim nos comentários abaixo,

 

Até o próximo post =0)

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Por Érica Brasilino

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Epic USA Road Trip – Califórnia – Yosemite National Park

10 de abril de 2018

Uma das últimas paradas da nossa road trip pelos Estados Unidos em dezembro foi o Yosemite National Park. Este era um dos únicos lugares da minha lista que era parada obrigatória. O parque não desapontou e após essa visita entendi porque ele é um dos queridinhos dos americanos. No post de hoje explico sobre como visitar, onde se hospedar e o que fazer num dos parques mais lindos que já visitei por aqui.

A noite anterior nós já havíamos pernoitado pela região e escolhemos o Gunn House Historical Hotel na cidade de Sonora. O hotel em si se mistura com a história da cidade e tem uma sala de café da manhã incrível. Impossível não ser transportado para o século passado ao tomar uma xícara de chá num prédio construído com pedras. Se você tiver tempo, vale gastar umas 2 horas andando por Sonora. Uma das inúmeras cidades que nasceram por conta da corrida do ouro americana, eles tem inclusive um museu que fala sobre a Gold Rush.

Entramos no parque pelo lado oeste, pela rodovia 140. A estrada tem um visual de cair o queixo e já é uma viagem a parte. O motorista infelizmente não consegue apreciar muito a paisagem uma vez que a estrada é bem estreita em alguns trechos é cheia de curvas. Mas os passageiros se esbaldam com a beleza da região. Aconselho que você faça o download um mapa off-line ou use mapa de papel, pois o celular já começa a ficar intermitente nessa área. Sinal de wifi pelo parque é grátis para quem se hospedar lá dentro ou se você decidir pagar o pacote de dados por dia. Então não é possível depender única e exclusivamente dele.

Outro fator importantíssimo para visitar o Yosemite é ficar de olho na previsão do tempo, especialmente se você visitar o parque no inverno (nosso caso). Nós não sabíamos se conseguiríamos porque a previsão era de neve. Tanto que a rodovia de acesso mais bonita do parque (Tioga Pass) já estava fechada e não conseguimos nem chegar perto dela. Como visitamos Mammoth Lakes e o Lake Tahoe, estávamos do lado leste do Yosemite e tivemos de dar uma volta enorme para entrar pelo lado oeste do parque por conta do fechamento da região. Pesquise as condições da estrada se você pretende visitar o parque entre novembro-março. Verifique inclusive o Twitter oficial do Parque e do departamento de estradas da Califórnia que atualizam a conta deles diariamente com informações importantes para os turistas.

Quanto mais próximo do parque menos opções para abastecer o carro e quando finalmente encontrar um posto o preço será mais alto (em torno de U$4 o gallon), fique atento.

Ao entrarmos no parque já demos de cara com um mirante que só podia ser traduzido como WOW, o Big Crane Flat. Confesso que me emocionei em ver ao vivo o Half Dome e o El Captain logo assim na entrada do parque. Mesmo enfrentando um vento congelante e um sol mentiroso, a beleza do Yosemite antes mesmo de chegar ao Visitor’s Center e o Yosemite Valley já me deixou extasiada.

Como essa viagem foi no estilo “decidimos o que fazer ao chegarmos no local”, percebemos no caminho entre Sonoma e o parque que chegar até o Village levaria muito tempo (algo em torno de 2 horas pelo menos) e que deveríamos pernoitar por lá. Não sabíamos porém, se conseguiríamos uma vez que os hotéis lá dentro esgotam as reservas com meses e meses de antecedência. Por sorte descobrimos que ainda tinham algumas vagas no Yosemite Valley Lodge e conseguimos reservar um quarto para uma noite. Quando for ao Yosemite JAMAIS faça isso, principalmente se for entre a primavera-verão. Este é um dos parques considerados premier nos EUA e a procura por ele é insana. Só conseguimos uma vaga por ser inverno e antes do Natal, fomos informados pela recepcionista do Lodge que em qualquer outra época do ano isso é impossível.

O Lodge é um dos hotéis mais em conta dentro do parque (mais barato ainda seria acampar no parque). Pagamos U$190 por uma noite num quarto com duas camas, mini-cozinha, banheiro e uma varanda.

Para passear pelo parque você pode tanto dirigir seu próprio carro ou você pode utilizar o sistema de ônibus que deixa você nas principais paradas. Logo após fazer o check in no Lodge meu marido optou por dar uma volta de ônibus para se familiarizar com o sistema e saber exatamente onde iríamos no dia seguinte.

Para comer o parque oferece algumas opções para quem não estiver num motor home e não for cozinhar a própria comida. Nós utilizamos o Mountain Room que ficava no nosso hotel. Comida simples estilo cafeteria com bandejão. Não é nada de outro mundo, apenas cumpre o que promete. Dentro do parque também há um supermercado (sim!!!). O Village Store tem desde comida até itens mais finos como tem também opções para presentes. Adorei passar um tempinho lá dentro escolhendo meus souvenires de viagem.

Se você estiver viajando on the budget, aconselho levar sua própria comida. O Yosemite Park se mostrou um local bem caro para um parque nacional. Inclusive este foi um dos parques mais caros que visitamos nesta viagem. Lembre de que o Yosemite é lar de vários ursos e animais selvagens, então siga as orientações de segurança e nunca deixe comida no carro ou fácil acesso para animais. Existem várias maneiras de manter sua alimentação segura em parques nacionais e vou falar sobre isso em outro post.

 

E o que fizemos por lá afinal?

Nossa visita foi condensada, passamos uma tarde inteira, uma noite e um dia inteiro por lá. Tenho plena consciência de que não vimos metade do que deveríamos e sabemos que vamos voltar para explorar numa outra estação com temperaturas mais amenas. Mas para quem foi em pleno inverno nós até que fizemos muita coisa:

 

– Ranger Talk

Participamos de uma palestra de uma hora com um professor de botânica dentro do parque. Ele nos deu uma explicação bem interessante sobre as árvores e plantas encontradas na região como os tipos de animais que essas plantas atraem. Foi bem bacana, porém é super boring para crianças (lembrando que a palestra claro é totalmente em inglês). Para informações sobre a programação cultural do parque clique aqui

 

– Starry Skies Walking

Este foi o ponto alto do nosso primeiro dia no parque (fora ter entrado pela Big Crane Flat e ter se maravilhado com a vista). Essa caminhada noturna durou aproximadamente 90 minutos e uma park ranger contou lendas indígenas sobre a criação dos céus dessa região dos Estados Unidos. Quer ainda mais magia? Foi a noite que aconteceu uma das maiores chuvas de meteoros da atualidade. Foi simplesmente um espetáculo a parte. Não apenas as histórias contadas pela ranger eram incríveis mas o céu do Yosemite é lindissimo. Como não tem luzes de nenhuma cidade muito próxima, é possível ver praticamente tudo sem a ajuda de telescópios. Caso você decida pernoitar dentro do parque, aconselho veementemente a fazer estou tour. Pagamos U$10 cada um. Informações neste link aqui.

 

– Lower Falls Trail

No segundo dia aproveitamos para fazer a trilha da Yosemite Falls. A cachoeira é linda. Ouvimos de um outro visitante frequente que a visão das águas é ainda mais impressionante após o inverno quando todo o gelo e neve começam a derreter e enchem os rios do parque. Deve ser realmente incrível uma vez que o parque neste momento está semi-fechado por conta de risco de inundação. Que loucura!

 

 

– The Majestic Hotel

Fizemos uma visita guiada ao Majestic Hotel que foi construído em 1927 dentro do parque. A diária do hotel é de apenas U$530 dólares por noite (leia com ironia por favor). O local é fenomenal, desde a arquitetura como a decoração rústica. Vários presidentes e chefes de estado já passaram pelo hotel ao longo dos anos e nas semanas que antecedem o Natal eles oferecem um jantar de gala chamado Bracebridge que é inspirado em banquetes medievais. Custa U$400 por pessoa e são servidos 7 pratos desde entrada até o cafezinho final. Durante o jantar de gala há encenação com atores sobre os costumes de época. Caso tenha interesse você pode encontrar mais informações aqui.

 

– Mirror Lake Trail

Considerada uma trilha fácil, passamos aproximadamente 2 horas praticando essa atividade. A caminhada em si não é difícil, mas o terreno não é convidativo para pessoas com mobilidade reduzida. Como visitamos no inverno o lago não estava cheio então o “espelho” que é esperado nessa região não estava tão visível. Valeu pela caminhada com o meu marido e as palhaçadas que contávamos um ao outro no caminho.

 

– Tunnel View

Quando achávamos que o Yosemite não tinha mais nada para nos surpreender… eis que na saída do parque demos de cara com o mirante mais belo de todos. O Tunnel View é sem dúvidas o local mais espetacular que vimos nessa viagem. Finalizar a nossa visita ali foi mágico. Ficamos abraçados apreciando aquela vista espetacular. Prometemos voltar lá um dia.

 

Voce pode obter mais informações sobre o que ver e fazer no Yosemite acessando a página principal do parque. Caso visite a Califórnia, inclua este parque no seu roteiro. O Yosemite é um dos locais mais lindos que já visitei nos Estados Unidos e com certeza quero voltar para explorar ainda mais este local tão exuberante.

 

Até o próximo post  =)

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Por Érica Brasilino

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