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Epic USA Road Trip – Califórnia – Death Valley National Park – Parte 2

13 de março de 2018

Começamos o nosso segundo dia no Death Valley fazendo uma viagem no tempo, mais precisamente para a época da corrida do ouro americana em 1848. Visitamos logo ao amanhecer a cidade de Rhyolite, uma das inúmeras cidades fantasma entre os estados da Califórnia e Nevada. Na cidade é possível ver partes de construções da época como a mercearia, a estação de trem, partes do banco e da cadeia. Foi interessante ver uma cidade praticamente no meio do nada, que foi construída por conta da extração dos minérios e do mesmo jeito que surgiu rapidamente, foi abandonada na mesma velocidade. Ao andar pela cidade para fotografar, fiquei imaginando como era difícil viver naquela época naquela cidade em especifico, o calor absurdo e o frio extremo que eles deveriam passar naquela região.

Ao sairmos de Rhyolite dirigimos por aproximadamente 1:30hr sentido norte dentro do Death Valley (sim você leu certo, dirigimos por todo este tempo dentro do parque!!!) e fomos visitar a cratera do vulcão Ubehebe. O vulcão tem aproximadamente 1 km de extensão e os especialistas presumem que ele tenha entre 2000 a 7000 anos. Existem três trilhas na região do vulcão e nós optamos pela mais fácil, a trilha entre o estacionamento e o topo do vulcão, para termos a visão dele de cima. Confesso que tenho medo de visitar vulcões, essa foi a terceira experiência que tive (as outras duas foram na Costa Rica), e sempre acho que um vulcão adormecido pode acordar do nada e ploft, já era. Mas o vulcão é uma visão e tanto.

Após visitarmos o Ubehebe Crater dirigimos por mais uma hora até chegarmos a outro ponto dentro do Death Valley, um dos locais que eu mais queria visitar por lá, a Mesquite Flat Sand Dunes. As dunas vista de longe na estrada são um show á parte. Acessar as dunas é facílimo uma vez que há estacionamento no local. Para você tirar fotos sem muitas pegadas de outros visitantes na areia, ou você visita a região ao amanhecer ou você deve estar disposto a caminhar muito para poder chegar as dunas mais altas. Como já estávamos na metade do dia e ainda queríamos tentar ver outros pontos do parque, essa não era a nossa intenção. As distâncias percorridas dentro do Death Valley são insanas. Como é possível ver mais de 15 quilômetros sem obstáculos na sua frente na estrada, tem se a impressão errada de que tudo é perto. Ledo engano.

Das dunas dirigimos por mais 45 minutos até chegarmos ao Badwater Basin. O caminho até lá foi simplesmente surreal. Não tem como visitar o Death Valley sem pensar que você viajou para outro planeta. Tanto que o local já foi locação de inúmeros filmes de Hollywood e entre estes filmes o clássico Star Wars. Eu como fotógrafa amadora já fiquei extasiada, imagine os profissionais.

 

Badwater Basin é o ponto de elevação mais baixo dos Estados Unidos, estando 86 metros abaixo do nível do mar. Quando visitar o local olhe para trás para a montanha chamada Dante, pois há uma placa indicando exatamente o nível do mar. Ter essa ideia é interessante. O local é totalmente coberto por sal e como visitamos no final do dia, ver o por do sol por lá foi insano. Honestamente eu não esperava que o Death Valley pudesse ser tão bonito.

Como escureceu rapidamente, precisávamos de um local para dormir e não tínhamos a intenção de dirigir para a cidade que dormimos no dia anterior. Há pouquíssimas opções de lodging dentro do parque, então dirigimos até a área de Panamint Springs e nos hospedamos no Panamint Springs Resort. Esqueça a ideia de resort, no Death Valley é só um nome. Por não ser alta temporada, por sorte conseguimos um chalé, mas o tamanho do chalé… era uma piada. Não pudemos nem tirar nossas malas do carro, tivemos de pegar apenas os itens que precisávamos no porta malas e levar até a calcinha na mão para dentro do quarto. Uma pessoa muito alta ou com sobrepeso honestamente não caberia dentro da cabin. Importante mencionar que caso você pense em fazer uma road trip e incluir o Death Valley na alta temporada, não faça como nós que não tínhamos nenhuma reserva, você corre um grande risco de dormir dentro do seu carro.

No dia seguinte o café da manhã no único restaurante disponível na região custava U$10 por pessoa. Não tem muito o que fazer, ou você aceita pagar este valor ou você morre de fome. O café era decente com café, leite, chá, suco de laranja, ovos mexidos, batatas. E é necessário comer bem para poder enfrentar o dia no parque, uma vez que praticamente não tem nada por longas distâncias. Ao lado do restaurante/lodging também tem um posto de gasolina com a tarifa mais alta que já vi nos EUA, cerca de U$4 o gallon. Ou você abastece ou você não tem como passear (e consequentemente também não tem como sair do parque!).

Ao sairmos do resort demos de cara com dois coiotes lindíssimos. Fomos obrigados a parar e apreciar a beleza destes animais. Claro que não saímos do carro e nem abrimos a janela, pois ficamos com medo. É importante lembrar que os parques nacionais multam visitantes que são pegos alimentando os animais, nunca, jamais alimente nenhum destes bichos ao encontrar com eles, pois eles se tornam agressivos contra outros visitantes no futuro, esperando que eles também os alimentem.

Seguimos na sequência para a Artists Drive Pallete, que de acordo com as fotos no Instagram seria o ponto alto do nosso dia. E realmente não decepcionou, o local é simplesmente fenomenal. Tanto a estrada como as montanhas são deslumbrantes. Pedi para meu esposo parar o carro no meio do caminho e ficamos ali extasiados com tanta beleza em um único lugar. Acredito que durante a alta temporada deve ser um congestionamento sem fim. Ficamos com medo de aparecerem outros coiotes pelo caminho, mas nós caminhamos a pé pelo local mesmo assim. Breathtaking!

De lá seguimos para o Dante’s View, um ponto de observação no topo da montanha Dante que dá para ver toda a extensão do Badwater Basin que visitamos no dia anterior. De cima dá para ter uma noção como o basin está realmente muito abaixo do nível do mar. As pessoas no basin vistas de cima, pareciam pequenas formigas. Do topo da montanha Dante o frio era insuportável, estava pelo menos 25C mais frio do que na base da montanha. Leve roupa de frio mesmo no verão, senão a experiência lá em cima se torna insuportável (o que pode ser uma pena, já que a vista é linda).

Para finalizar nossa visita ao parque, decidimos dirigir na Emigrant Canyon Rd. No meio do caminho percebemos que precisaríamos de um dia inteiro para essa região. A vista era espetacular, mas a estrada era totalmente deserta e perigosa de dirigir. Uma sessão em particular descendo uma montanha foi a que mais me assustou. As curvas eram totalmente fechadas e vimos apenas um trailer descendo muitos quilômetros a nossa frente. Caso tivéssemos um problema no meio do caminho, muito dificilmente iriam nos encontrar no mesmo dia. Como também o dia já ia começar a escurecer e precisávamos sair de dentro da região do Vale da Morte para achar um local para dormir no fim do dia, decidimos dar meia volta. Meu marido ficou bem decepcionado por não poder ver o fim da trilha, mas decidimos que para a nossa segurança era melhor voltar. Fica para a próxima visita, porque com certeza no futuro vamos voltar ao Death Valley, é impossível ver tudo em apenas 3 dias.

Saímos do parque e seguimos para a cidade de Lone Pine, onde paramos para abastecer e jantar. Achamos um restaurante fantástico chamado Mt Whitney Restaurant, que é muito famoso por ter sido visitado por inúmeros artistas de Hollywood que dormiam na região quando filmavam filmes e seriados no passado em Death Valley. As fotos na parede impressionam. A comida também era muito boa. Enfim seguimos até a cidade de Bishop onde passamos a noite no hotel Vagabond Inn e começamos a pesquisar sobre o que fazer no dia seguinte.

 

Considerações finais sobra o Death Valley:

Vá!!!! Sem dúvida superou as pouquíssimas expectativas que eu tinha sobre o local. É a segunda vez que meu marido indica um local para viagens (geralmente sou eu quem bate o martelo sobre nossos destinos de férias) e ele me surpreendeu. Vá entre novembro-janeiro pois é quando você conseguirá aproveitar melhor para andar pelo parque. No verão é um dos locais mais quentes do mundo, então não é uma boa ideia. E vá preparado para passar mais de dois dias no parque. Passamos uma tarde e dois dias inteiros e não vimos tudo.

E você conhece o Death Valley? Já visitou? Planeja visitar? Se tiver dúvidas a respeito deixe suas impressões na caixa de comentários

 

Até o próximo post  =)

 

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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