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Epic USA Road Trip – Arizona – Grand Canyon National Park

26 de janeiro de 2018

Para visitar o Grand Canyon decidimos que nossa base seria a cidade de Tusayan. Essa cidade fica a 15 minutos da entrada sul do parque. Tusayan é uma cidadezinha com ótima infraestrutura para turistas. Oferece diversas opções de hotéis, restaurantes, posto de gasolina, supermercado, entre outras facilidades. Nos hospedamos no Holiday Inn Express Tusayan.

Como decidimos passar duas noites na região, optamos por um hotel de categoria intermediária. Foi uma ótima decisão. A acomodação era grande e confortável e o café da manhã contava com várias opções entre sucos, chás, café, leite, iogurte, pães, bolos e etc… O único, porém, era a internet que não era tão rápida. Talvez pela quantidade de turistas que estavam utilizando a mesma rede ou por estarmos muito afastados das cidades principais. Mas essa questão da internet foi algo que percebemos ao longo de toda a nossa road trip. Como passamos por muitos lugares isolados, haviam momentos em que a internet ficava intermitente ou simplesmente parava de funcionar.

Se você visitar o Grand Canyon na alta temporada e decidir se hospedar em Tusayan, o National Park Service oferece shuttle buses gratuitos durante os meses de março a setembro entre a cidade e o parque. De acordo com informações distribuídas pela própria administração do Grand Canyon, os estacionamentos já estão completamente lotados entre 11 e 13 da tarde, por este motivo eles aconselham os visitantes a usarem o sistema de ônibus. O serviço funciona de segunda a segunda das 8am as 9:45pm. Os ônibus passam em intervalos de 20 minutos.

Os shuttles que ligam o parque a Tusayan deixam os visitantes no Visitor Center, se você optar pelo serviço, você já deve ter comprado as entradas para o parque antecipadamente. Clique aqui e veja como adquirir o seu passe. Do visitor center já é possível começar o dia fazendo as trilhas ou pegando o ônibus interno para os viewpoints em toda a parte sul do Grand Canyon. Há duas rotas internas, a Orange e a Blue. Cada rota leva em média uma hora para ser feita caso você não desça do ônibus ao longo do trajeto. No visitor center é possível ter acesso a dicas do que fazer durante a sua visita de acordo com o tempo que você tem disponível para visitar o parque.

No primeiro dia assistimos ao vídeo introdutório sobre a história do Grand Canyon, para entender e decidir exatamente o que veríamos no nosso passeio. Claro que também aproveitei para comprar meu imã de geladeira e outras coisinhas na lojinha do parque. Pegamos nosso mapa e jornal informativo e nos preparamos para a aventura do dia.

Como praticamente 90% dos visitantes começam a visitação pelo viewpoint mais próximo do estacionamento principal (lado direito do mapa), decidimos que seríamos do contra e dirigimos ate o último view point do lado esquerdo até chegarmos ao Hermits Rest. Foi uma ótima ideia uma vez que estava bem vazio.

Na sequência fizemos uma visita guiada ao Kolb Studio. É uma casa histórica construída no Grand Canyon que funcionou durante décadas como a residência da família Kolb e também como estúdio fotográfico do Grand Canyon. O tour é interessantíssimo e acontece apenas 1 vez por dia. Ele é limitado a 15 pessoas apenas, então se você tiver interesse em aprender como o Grand Canyon foi descoberto pelos turistas através das fotos dos irmãos Kolb e também ter uma vista privilegiada, não perca este tour. Mais informações em como conseguir os ingressos aqui.

Ao final do tour do Kolb Studio, decidimos fazer uma pequena parte da trilha chamada Bright Angel trail. Essa é a trilha mais famosa do parque e a melhor conservada. Se você é novato em trilhas como eu, essa é a sua melhor opção. Crianças, jovens, adultos e idosos conseguem fazer, mesmo que parcialmente e as vistas são espetaculares. O meu único problema com essa trilha… é que ela é utilizada pelos turistas que decidem fazer o tour com a mula/jegue. Então esteja ciente de que você tem que compartilhar a trilha ocasionalmente com estes animais dóceis e queridos. Só que eles fazem suas necessidades ao andar… e o cheiro pode não ser dos mais agradáveis, principalmente num dia quente de verão.

Uma das iniciativas mais bacanas no Grand Canyon é a Go Green que incentiva os turistas a carregarem sua própria garrafa de água e a reutilizar a mesma com várias estações de água pelo parque. Ao invés de comprar água nas lojas do parque, use as estações espalhadas por todo o South Rim e encha sua garrafinha. Além de economizar $ você ajuda o planeta com a redução do uso das garrafas plásticas. Bem bacana. Lembrando que durante o inverno a água pode congelar, então tenha sempre um plano B.

No nosso segundo e último dia no Grand Canyon, começamos a nossa visita pelo Yavapai Point Museum e Viewpoint. Este museu é mais focado na geologia do parque, mas a vista… é de cair o queixo.

Após sairmos do museu, começamos a nossa rota sentido leste (east) pela Desert View Drive. A rota tem aproximadamente 40 kms e conta com 6 viewpoints. Na minha opinião, as vistas dessa parte do parque são muito mais bonitas do que o lado West. Os 3 últimos viewpoints são os grandes astros do parque (Lipan Point, Navajo Point e Desert View Watchtower).

Nós passamos praticamente dois dias visitando o Grand Canyon. Se você não tiver todo este tempo eu o aconselho a focar na Bright Angel Trail e dirigir até a Watchtower viewpoint. Claro que é uma pena visitar um local único como este com o tempo contado.

Saímos do Grand Canyon e fomos em direção a cidade de Page também no Arizona. O que não sabíamos era que dirigir por dentro da Reserva dos índios Navajo seria uma experiência única. Falo sobre essa parte da viagem no próximo post.

 

Até lá   =)

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Por Érica Brasilino

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