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Arizona EUA Onde comer Quando Viajar Viagens

Epic USA Road Trip – Arizona – Antelope Canyon

30 de Janeiro de 2018

Ao sair do Grand Canyon pela Desert View Drive decidimos dirigir até a cidade de Page. Lá nossa intenção era visitar dois locais específicos: Horseshoe Bend e Antelope Canyon. Pegamos a rodovia 69 e depois seguimos pela 89. Toda essa região está localizada na área dos índios Navajo. Chamada de Navajo National Reserve, essa é a maior área de posse de uma tribo indígena americana e cobre partes do Arizona, Utah e Novo México. Eu não tinha conhecimento algum antes dessa viagem sobre como funcionam as reservas, eu sabia que os índios por aqui tinham vários direitos assegurados por lei (descobri ao visitar o Museum do Índio Americano aqui em Washington), mas visitar uma reserva foi bem instrutivo.

Em Page nos hospedamos no hotel Best Western View of Lake Powell. Bom hotel com bom café da manhã. O hotel na verdade era bem sossegado, talvez porque viajamos no período entre o Thanksgiving e o Natal. Essa viagem foi go with the flow, então fizemos a reserva um dia antes e conseguimos nos hospedar sem problema. Caso você viaje no pico do verão americano, talvez seja melhor verificar a disponibilidade o quanto antes.

Em Page contratamos a Antelope Canyon Tours para fazer o passeio. Não é possível acessar essa área da reserva sem guias navajos credenciados. No passado turistas faleceram porque não conheciam a região e visitaram o Lower Antelope Canyon num dia onde o tempo mudou e a chuva inundou a fissura. A chuva na verdade nem ocorreu em Page, aconteceu na cidade vizinha, mas foi o suficiente para inundar o local e matar 15 turistas. Apenas um integrante da tribo Navajo que acompanhava o grupo sobreviveu, pois ele tinha treinamento em inundações. Hoje após este trágico episódio os navajos conseguiram uma autorização governamental especial para a exploração da área e algumas melhorias foram instaladas, inclusive um sistema de alerta para o risco iminente de inundação nas fissuras.

Existem dois cânions para visitar em Page, o Upper e o Lower. O Upper que visitamos é o número 1 em visitas. Tanto por ser mais fácil de ser acessado como pela incidência de luz ser mais direta e criar efeitos mais significativos para as fotos. O Lower Antelope Canyon além de ser mais difícil de acessar (você deve descer escadas instaladas na borda da fissura, o que dificulta o acesso de pessoas com deficiência motora e diminui assim o número de visitantes), este cânion não tem tantos jogos de luzes naturais que fizeram seu vizinho mais famoso e mais visitado.

É possível obter informações sobre os tours oferecidos pela internet mesmo. A agência que fechamos o pacote nos levou por um trajeto que envolvia rua asfaltada e off road. Após uns 20 minutos de carro chegamos ao local. O trajeto pode ser bem rough, então segure bem os seus pertences para não cair do carro. Eles dividem os turistas entre vários guias e os guias procuram espaçar os grupos entre si para que todos possam ter a oportunidade de tirar quantas fotos forem possíveis.

A caverna em si é estreita. Se você for claustrofóbico pode ser bem desconfortável. A entrada da caverna é larga e vai estreitando no final. O passeio consiste em ir e voltar pelo mesmo caminho e o guia vai mostrando os melhores lugares para tirar fotos. Confesso que fiquei bem impressionada com o conhecimento do guia navajo sobre fotografia, luz e ângulo. Mesmo quem não tem uma DSRL ou uma câmera mais potente consegue fotos incríveis com o celular.

Este ponto em Page é concorridíssimo por fotógrafos do mundo inteiro. Tanto que na alta temporada é bem difícil conseguir tickets para visitar no mesmo dia ou de um dia para o outro. Se você tem a intenção de ir até lá e já sabe as datas da sua viagem para a região, aconselho que você já entre em contato e reserve os tickets com as operadoras de turismo local.

Conversando com o guia, fomos informados que o pico de visitação ocorre no verão, quando a incidência do sol no cânion bate diretamente numa posição onde as fotos saem mais bonitas. Quando voltamos para o hotel comparamos nossas fotos com as fotos da internet e realmente percebemos que a iluminação faz toda a diferença neste passeio. Como não somos fotógrafos profissionais, isso não me incomodou, e eu também não tinha ido para esta cidade apenas para este passeio. Se você for a Page com essa intenção em mente, saiba que entre maio e setembro são os mais difíceis de conseguir tickets pois fotógrafos profissionais agendam com até um ano de antecedência. E o melhor horário para o tour focado mais em fotografia do que sightseen é o tour das 11:30 da manhâ. Mas este é justamente o tour que os tickets esgotam rapidamente. Fique de olho no site.

Pelo sightseeing tour nós pagamos cerca de U$90 o casal. Mesmo sendo um tour de aproximadamente uma hora, valeu muito a pena. Eu não faria o Lower Antelope Canyon por puro medo de uma inundação, e por achar desnecessário fazer dois tours semelhantes. Mas cada turista sabe o que tem em mente para fazer a sua viagem única e inesquecível.

No final do dia descobrimos que a cidade de Page é tão pequena, que tem um número muito limitado de lugares para comer. Porém encontramos um restaurante tailândes excelente. Comemos no Dara Thai Restaurant. Nós comemos um Pad Thai maravilhoso. Fica a dica.

No próximo post falo sobre o Horseshoe Bend também em Page e falo sobre o que vimos ao dirigir por dentro da reserva da tribo Navajo.

 

Até lá =)

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Por Érica Brasilino

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American National Parks Arizona EUA Viagens

Epic USA Road Trip – Arizona – Grand Canyon National Park

26 de Janeiro de 2018

Para visitar o Grand Canyon decidimos que nossa base seria a cidade de Tusayan. Essa cidade fica a 15 minutos da entrada sul do parque. Tusayan é uma cidadezinha com ótima infraestrutura para turistas. Oferece diversas opções de hotéis, restaurantes, posto de gasolina, supermercado, entre outras facilidades. Nos hospedamos no Holiday Inn Express Tusayan.

Como decidimos passar duas noites na região, optamos por um hotel de categoria intermediária. Foi uma ótima decisão. A acomodação era grande e confortável e o café da manhã contava com várias opções entre sucos, chás, café, leite, iogurte, pães, bolos e etc… O único, porém, era a internet que não era tão rápida. Talvez pela quantidade de turistas que estavam utilizando a mesma rede ou por estarmos muito afastados das cidades principais. Mas essa questão da internet foi algo que percebemos ao longo de toda a nossa road trip. Como passamos por muitos lugares isolados, haviam momentos em que a internet ficava intermitente ou simplesmente parava de funcionar.

Se você visitar o Grand Canyon na alta temporada e decidir se hospedar em Tusayan, o National Park Service oferece shuttle buses gratuitos durante os meses de março a setembro entre a cidade e o parque. De acordo com informações distribuídas pela própria administração do Grand Canyon, os estacionamentos já estão completamente lotados entre 11 e 13 da tarde, por este motivo eles aconselham os visitantes a usarem o sistema de ônibus. O serviço funciona de segunda a segunda das 8am as 9:45pm. Os ônibus passam em intervalos de 20 minutos.

Os shuttles que ligam o parque a Tusayan deixam os visitantes no Visitor Center, se você optar pelo serviço, você já deve ter comprado as entradas para o parque antecipadamente. Clique aqui e veja como adquirir o seu passe. Do visitor center já é possível começar o dia fazendo as trilhas ou pegando o ônibus interno para os viewpoints em toda a parte sul do Grand Canyon. Há duas rotas internas, a Orange e a Blue. Cada rota leva em média uma hora para ser feita caso você não desça do ônibus ao longo do trajeto. No visitor center é possível ter acesso a dicas do que fazer durante a sua visita de acordo com o tempo que você tem disponível para visitar o parque.

No primeiro dia assistimos ao vídeo introdutório sobre a história do Grand Canyon, para entender e decidir exatamente o que veríamos no nosso passeio. Claro que também aproveitei para comprar meu imã de geladeira e outras coisinhas na lojinha do parque. Pegamos nosso mapa e jornal informativo e nos preparamos para a aventura do dia.

Como praticamente 90% dos visitantes começam a visitação pelo viewpoint mais próximo do estacionamento principal (lado direito do mapa), decidimos que seríamos do contra e dirigimos ate o último view point do lado esquerdo até chegarmos ao Hermits Rest. Foi uma ótima ideia uma vez que estava bem vazio.

Na sequência fizemos uma visita guiada ao Kolb Studio. É uma casa histórica construída no Grand Canyon que funcionou durante décadas como a residência da família Kolb e também como estúdio fotográfico do Grand Canyon. O tour é interessantíssimo e acontece apenas 1 vez por dia. Ele é limitado a 15 pessoas apenas, então se você tiver interesse em aprender como o Grand Canyon foi descoberto pelos turistas através das fotos dos irmãos Kolb e também ter uma vista privilegiada, não perca este tour. Mais informações em como conseguir os ingressos aqui.

Ao final do tour do Kolb Studio, decidimos fazer uma pequena parte da trilha chamada Bright Angel trail. Essa é a trilha mais famosa do parque e a melhor conservada. Se você é novato em trilhas como eu, essa é a sua melhor opção. Crianças, jovens, adultos e idosos conseguem fazer, mesmo que parcialmente e as vistas são espetaculares. O meu único problema com essa trilha… é que ela é utilizada pelos turistas que decidem fazer o tour com a mula/jegue. Então esteja ciente de que você tem que compartilhar a trilha ocasionalmente com estes animais dóceis e queridos. Só que eles fazem suas necessidades ao andar… e o cheiro pode não ser dos mais agradáveis, principalmente num dia quente de verão.

Uma das iniciativas mais bacanas no Grand Canyon é a Go Green que incentiva os turistas a carregarem sua própria garrafa de água e a reutilizar a mesma com várias estações de água pelo parque. Ao invés de comprar água nas lojas do parque, use as estações espalhadas por todo o South Rim e encha sua garrafinha. Além de economizar $ você ajuda o planeta com a redução do uso das garrafas plásticas. Bem bacana. Lembrando que durante o inverno a água pode congelar, então tenha sempre um plano B.

No nosso segundo e último dia no Grand Canyon, começamos a nossa visita pelo Yavapai Point Museum e Viewpoint. Este museu é mais focado na geologia do parque, mas a vista… é de cair o queixo.

Após sairmos do museu, começamos a nossa rota sentido leste (east) pela Desert View Drive. A rota tem aproximadamente 40 kms e conta com 6 viewpoints. Na minha opinião, as vistas dessa parte do parque são muito mais bonitas do que o lado West. Os 3 últimos viewpoints são os grandes astros do parque (Lipan Point, Navajo Point e Desert View Watchtower).

Nós passamos praticamente dois dias visitando o Grand Canyon. Se você não tiver todo este tempo eu o aconselho a focar na Bright Angel Trail e dirigir até a Watchtower viewpoint. Claro que é uma pena visitar um local único como este com o tempo contado.

Saímos do Grand Canyon e fomos em direção a cidade de Page também no Arizona. O que não sabíamos era que dirigir por dentro da Reserva dos índios Navajo seria uma experiência única. Falo sobre essa parte da viagem no próximo post.

 

Até lá   =)

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Por Érica Brasilino

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Califórnia EUA Nevada Viagens

Epic USA Road Trip – Nevada – Primm e Las Vegas

23 de Janeiro de 2018

Primm é uma cidade localizada exatamente na fronteira entre os estados da Califórnia e Nevada. A economia da cidade é totalmente baseada nos três cassinos que lá estão instalados. A cidade é uma “última” oportunidade para turistas que estão saindo do estado de Nevada fazerem suas apostas.

Quando saímos do Mojave National Preserve a ideia era dormir em Las Vegas. Porém estávamos completamente podres de cansados. Então decidimos pernoitar em Primm. Dentre as pouquíssimas opções que tínhamos nos arredores, escolhemos o Whiskey Pete’s Hotel & Casino. Ficamos completamente surpresos com o local. Os quartos acabaram de ser renovados e além de serem enormes estavam bem limpos. Talvez por não ter um fluxo de clientes tão grande quanto outros lugares, seja mais fácil manter o hotel decente.

Para nossa surpresa, no lobby do resort tem uma exposição sobre a morte de Bonnie e Clyde e por incrível que possa parecer, no meio do nada no deserto de Nevada está localizado o carro que foi completamente destruído no dia em que o casal de ladrões mais famoso dos EUA foi assassinado. Também na exposição é possível ver a camisa que Clyde estava usando no dia em que foi assassinado. Os objetos são expostos com cartas que atestam sua veracidade. Não sabíamos sobre essa exposição e quando nos deparamos com os artefatos, claro que pesquisamos no Google a respeito, e para nossa surpresa e espanto, estava lá, tudo devidamente comprovado. Uma daquelas surpresas de viagem não planejadas (obrigada universo). Caso queira mais informações sobre o carro e a exposição clique aqui.

Dentro do resort há um Ihop (famosa rede de café da manhã americano). Quando chegamos por volta de 10 da manhã o restaurante estava vazio, mas ao sairmos mais ou menos às 11:30 o local estava completamente lotado. Como Primm fica no meio do nada, muitos caminhoneiros também param nessa cidade para fazer uma refeição.

Se você estiver numa road trip e passar por Primm e estiver muito cansado para seguir viagem, eu aconselho você a pernoitar por lá. Fora os três cassinos, não espere mais nada da cidade. Entretenimento por lá é bem escasso.

Ao sairmos de Primm passamos rapidamente por Las Vegas. Não estava nos nossos planos parar na cidade pois queríamos seguir direto para o Grand Canyon no estado vizinho. Mas sabe como é.… da rodovia vimos os cassinos grandiosos de longe… então acabamos entrando na cidade. Demos uma volta pela Las Vegas Strip e paramos para almoçar num fast food da vida. Não queríamos perder muito tempo então decidimos que na volta passaríamos uma noite por lá. Nós já visitamos Las Vegas em 2013, então não era o nosso foco visitar a cidade nessa viagem.

No próximo post, vou falar sobre nossa próxima parada, o Parque Nacional do Grand Canyon no estado vizinho do Arizona.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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American National Parks Califórnia EUA Viagens

Epic USA Road Trip – Califórnia – Pioneertown, Joshua Tree National Park e Mojave National Preserve

19 de Janeiro de 2018

Após levar 5 horas para conseguir sair de Los Angeles (não estou exagerando), chegamos na cidade de Yucca Valley. Decidimos pernoitar nessa área pois queríamos visitar Pioneertown e o Joshua Tree National Park. Nos hospedamos no Motel 8 – Yucca Valley. O hotel é péssimo e não recomendamos para ninguém. O cheiro de mofo no quarto era horrendo e o café da manhã que eles anunciam na internet é uma piada. Lição aprendida nessa viagem: nem sempre um hotel com nota 8 no Booking será uma boa escolha. Por sorte a cidade tem um Denny’s e acabamos tomando café da manhã por lá. Como a cidade fica literalmente no meio do nada, não esperávamos nada 5 estrelas pela região. Quando você faz uma road trip pelos parques nacionais, deve estar preparado tanto para pagar muito dinheiro em hotéis de categoria superior ou tentar a sorte num hotel comum fora dos parques e passar raiva.

Começamos nosso dia subindo até Pioneertown. A cidade foi construída na década de 40 por figurões de Hollywood para servir como set de filmagens sobre o velho oeste. Em 2006 parte da cidade foi destruída por um incêndio na região, porém os bombeiros conseguiram salvar pelo menos a avenida principal da cidade onde você pode ver um saloon, estábulo, banco e casa de banho. Fomos até lá por pura curiosidade mesmo, não tem quase nada para fazer por lá. Porém para quem curte fotografia, a locação é incrível.

Em seguida fomos diretamente para o Joshua Tree National Park. Eu nunca tinha ouvido falar sobre este parque na vida, até ler o guia da Lonely Planet sobre os Parques Nacionais dos EUA. O parque é famoso por suas formações rochosas e por suas Joshua Trees (arvores de Josué) no meio do deserto. A maioria dos frequentadores deste parque, são escaladores (amadores ou profissionais), uma vez que o local possui as formações rochosas mais interessantes da Califórnia. O peak season para visitar o Joshua Tree é justamente no inverno americano, como o parque está localizado no deserto, é quase impossível praticar esportes por lá no alto verão.

Acessamos o Joshua Tree pela entrada localizada na 6554 Park Blvd. No Visitor Center é possível conversar com Park Rangers e descobrir a programação do dia, pegar mapas atualizados com as rotas abertas/fechadas para trilhas, tem também banheiros, exposição informativa sobre a geologia, fauna e flora do parque, entre outras informações. Nos visitor centers também é possível encontrar uma gift store com itens que são vendidos para manter o parque como calendários, ímãs de geladeira, livros, fotos, cartões postais, bichos de pelúcia e vários outros itens. Se visitar os parques nacionais, principalmente os menos famosos como o Joshua Tree, PLEASE, compre qualquer coisa por lá. O atual governo não destina muito dinheiro para o National Park Service e estes parques vivem única e exclusivamente das taxas de entrada pagas pelos turistas e os itens vendidos nas lojinhas.

O parque é aberto 24 horas por dia, porém algumas áreas são fechadas ao público por segurança durante a noite. Durante a nossa visita a temperatura máxima chegou aos 18C, no fim do dia, a temperatura tinha caído muito e estava por volta dos 2C.

Como a temperatura na área do deserto pode variar muito de um minuto para o outro, o parque indica o site do National Weather Service forecast for Joshua Tree National Park para que os visitantes monitorem o tempo. Não deixe de levar essa informação a sério e se prepare para quedas bruscas de temperatura se visitar no inverno. Outro item fundamental para visitar este parque é estar atento a sua segurança, o deserto é lindíssimo, mas pode ser extremamente perigoso se você não estiver preparado. Entre outras dicas, as principais de acordo com o próprio parque são:

– Não há serviço de internet ou celular dentro do parque

– Se for passar o dia dirigindo no parque, mantenha um estoque de pelo menos 4 litros de agua por pessoa, se for fazer trilhas ou escalar as pedras, dobre a quantidade por pessoa.

– Evite atividades extremas durante os dias de verão ou de calor intenso

– Proteja-se do sol usando óculos escuros, chapéu, protetor solar e labial

Dentro do parque há banheiros químicos em algumas áreas, lembre de usar sempre que ver um destes banheiros. Não há restaurantes ou hotéis dentro do parque. Caso você decida acampar, lembre que você deve ter com você tudo o que é necessário para a sua sobrevivência. Nós optamos por passar o dia dirigindo dentro do parque nas rotas asfaltadas. Levamos conosco muitas barras de cereal, snacks, chocolates, água, Gatorade e outros snacks.

Fizemos apenas uma trilha, a Hidden Valley Nature Trail. Depois de uns 40 minutos caminhando, sentimos que perdemos a trilha, e antes de entrar em pânico decidimos voltar. Talvez se fosse em outro lugar, nós não teríamos ficado com medo, mas o fato de estarmos no meio do deserto realmente nos assustou.

Após voltarmos em segurança para o nosso carro, dirigimos até o pico chamado Keys View que é um dos picos mais famosos por lá. Do lado direito do mirante é possível avistar a cidade de Palm Springs. A cidade é famosa por ter a maior quantidade de resorts e spas numa única cidade americana por metro quadrado. Os ricos e famosos de Hollywood adoram passar alguns finais de semana por lá cuidando do corpo e da mente. Já do lado esquerdo do mirante é possível ver Coachella. Sim a própria, a cidade que é famosa por conta de um dos maiores festivais de musica do mundo. E olhando mais ao longe, é possível num dia claro e sem neblina ver o México!!!

O Joshua Tree é um parque muito interessante, foi bem rica a experiência de visitar um parque praticamente no deserto. Eu não passaria mais do que dois dias por lá, acho que um dia inteiro é o suficiente caso você não tenha interesse em escalar diferentes pontos pelo local. O que mais me desanimou em explorar a região por mais de um dia foi a escassez de hotéis decentes. Caso você tenha visitado a área e saiba de uma acomodação melhor, por favor compartilhe comigo.

Ao sairmos do Joshua Tree, pegamos a estrada por dentro da Mojave National Preserve. A intenção era vermos a Kelso Dunes e a formação rochosa Hole in the Wall. Não contávamos que a reserva fosse TÃO grande e não tivesse praticamente NENHUM lugar para comer, dormir ou ir ao banheiro. Nos demos conta disso muito tarde. Só percebemos que seria uma furada tentar ver estes dois pontos turísticos quando eu precisei ir ao banheiro desesperadamente e tive de fazer xixi no deserto. Sim… justo eu, libriana e fina… fazendo xixi no meio do deserto. O meu medo de ser atacada por uma cobra ou um coiote quase me fez chorar. Infelizmente tivemos que seguir viagem para poder achar algum lugar para passar a noite. Porém fomos agraciados com um por do sol deslumbrante.

Nós não tínhamos noção de que a reserva fosse tão espetacular. Quando começamos a pesquisar sobre a nossa rota, pensávamos em parar por duas horas apenas. É uma pena porque descobrimos que é um local com uma beleza única e não muito divulgado. Porém agora temos em mente a idéia de quando meu marido se aposentar, alugaremos um RV e desbravaremos sem pressa essa região da Califórnia.

No final do dia estávamos tão exaustos que não conseguimos chegar a Las Vegas. Cruzamos a fronteira do estado e pernoitamos em Primm.

No próximo post conto para vocês sobre Primm, uma cidade no meio do nada.

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Por Érica Brasilino

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Epic USA Road Trip – Califórnia – Beverly Hills e Bel Air

16 de Janeiro de 2018

Chegamos em Los Angeles pelo aeroporto LAX e alugamos um Chrysler 300 na Alamo. Sabíamos que o carro seria a nossa segunda casa por 21 dias, e precisávamos tanto de segurança como de conforto, e o carro não decepcionou. Tanto a performance como o sistema de navegação utilizando o sistema iCar da Apple, passando pelo espaço no bagageiro fizeram deste carro um dos melhores que já dirigimos em viagens aqui nos Estados Unidos. A semana de locação saiu por aproximadamente U$200. Essa não é a categoria mais em conta para alugar, mas tudo depende do que você procura quando precisa dirigir por dias e dias como foi o nosso caso. Se você tiver curiosidade sobre o modelo, deixo aqui o link oficial da Chrysler para você.

Após resolver tudo com a locadora seguimos para o La Quinta Inn no bairro de Inglewood. Com suítes a partir de U$105 por noite, além de estar localizado a 5 minutos do aeroporto, o hotel oferece café da manhã (o café nos surpreendeu, melhor do que esperávamos), wifi, estacionamento coberto privativo e transfer de/para o aeroporto LAX.

No dia seguinte fizemos check out e fomos encontrar uma amiga que mora na cidade e eu não via a muito tempo. Nos encontramos no Le Pain Quotidien perto da famosa UCLA – University of California (vale dirigir por dentro do campus para ter uma noção de como é a vida universitária nos EUA). O restaurante é uma graça e o menu deles é excelente. Eu optei por um pain au chocolat e um café, meu marido foi de avocado e tomato omelete. O que mais gosto dessa “padaria” são as mesas comunitárias. Se você visitar uma cidade americana e ver uma loja da rede, não pense duas vezes, pare e tome um café por lá. É uma ótima opção.

Aproveitamos que estávamos na região, e após nos despedirmos da minha amiga, dirigimos por Bel Air e Beverly Hills.

Estes bairros são famosos por conta das séries Um Maluco no Pedaço e Barrados no Baile, além dos filmes As Patricinhas de Beverly Hills e Uma Linda Mulher, entre outros. A região é simplesmente linda e as casas de tirar o fôlego. Por lá recomendo dirigir pela Rodeo Drive que seria a Alameda Santos de Los Angeles. Não que tenhamos condições de comprar alguma coisa nas lojas grifadas, mas não custa tomar um sorvete andando por calçadas onde os ricos e famosos passeiam com frequência. Eu jurava que ia tropeçar numa Kardashian, mas não foi dessa vez.

Outro passeio imperdível nessa parte da cidade é fazer um tour pela casa dos famosos. Você pode tanto fazer este passeio com um grupo ou você pode comprar pela cidade o mapa com o endereço dos artistas por aproximadamente U$10. Eu peguei alguns endereços na internet em outros blogs de viagem e compartilho aqui alguns com vocês:

  • Michael Jackson – 100 N. Carolwood Drive
  • Walt Disney –355 N Carolwood Dr
  • Tom Cruise –1111 Calle Vista Dr
  • Jennifer Aniston –1026 Ridgedale Dr

Neste site aqui você consegue mapear muitos outros endereços de artistas caso você tenha tempo e curiosidade de dirigir pelo local. Outro ponto de interesse é o hotel onde foi filmado Uma Linda Mulher. O Beverly Wilshire da rede Four Seasons, é muito visitado por curiosos que querem tirar uma foto no lobby da famosa locação de um dos maiores filmes românticos da nossa era.

Não passeamos muito no nosso segundo dia na cidade porque o trânsito em Los Angeles consegue ser pior do que o trânsito de São Paulo numa sexta feira chuvosa antes de um feriado prolongado. Queríamos partir o quanto antes para o nosso próximo destino que não era perto de onde estávamos. Pelo menos deu para sentir um pouquinho da vibe do local. Estar onde o cinema acontece é meio mágico, e a oportunidade de tropeçar numa celebridade é real. Essa foi a minha segunda vez nessa região, eu já tinha visitado Los Angeles em 2012, e num período de 5 anos muita coisa mudou. Porém a quantidade de carros por lá só piorou. No próximo post vou contar sobre o nosso terceiro dia de viagem, nossa visita a região de Yucca Valley.

Até lá 🙂

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Por Érica Brasilino

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EUA Livros Viagens

Planejando uma viagem de última hora

12 de Janeiro de 2018

2017 foi o ano que tivemos que mudar tudo o que planejamos aos 45 minutos do segundo tempo no jogo da vida. Desde nossa volta repentina do Togo para os EUA antes do previsto, passando pelo nosso casamento que ia acontecer em agosto na Costa do Dendê na Bahia (rolou em setembro em Washington), sem contar outros perrengues que não valem a pena serem mencionados por aqui… foi o ano da resiliência. Claro que nossa última viagem do ano, não ia ser diferente.

A ideia era passar um mês no Brasil em novembro. Como eu ia voar para fazer provas na faculdade, íamos aproveitar para esta ser a nossa grande viagem do ano. Já tínhamos reservado hotéis, comprado passagens, reservado passeios. Meu marido ia finalmente voltar ao Brasil após 3 anos, minha família estava animada e excitada para nos abraçar após o nosso casamento. Estava tudo pronto quando fui informada que não podia deixar os EUA. Abafa o caso… chorei, gritei, esperneei, de nada adiantou… Além de ter de cancelar tudo, perder dinheiro com alguns hotéis e com a TAM, meu marido não podia simplesmente cancelar as férias dele. Nos vimos com 21 dias nas mãos já aprovados para poder fazer o que quiséssemos e eu totalmente devastada e depressiva sem cabeça para organizar mais nada. Eu já tinha gastado toda a minha energia montando um mega roteiro pelo nordeste brasileiro, como pensar em outro local faltando apenas 14 dias para viajar?

Sentei sem vontade na frente do computador e tive de decidir para onde iríamos. Só tinha uma condição: no roteiro que eu ia montar, tinha que incluir o Death Valley. Meu esposo colocou na cabeça que queria passar uns dias isolados dirigindo por estradas onde não teria nenhum outro vestígio de civilização além de nós…  Corri na Barnes and Nobles e comprei o guia USA National Parks da Lonely Planet e foi aí que tudo mudou. Após dois dias eu já tinha um esboço em mente. Íamos fazer uma road trip pela Califórnia passando pelo Death Valley, Yosemite e de lá íamos descer a Pacific Coastal Highway até Los Angeles. O problema foi que quanto mais nós líamos o guia… mais parques queríamos incluir no roteiro… e muito provavelmente os 21 dias não seriam suficiente para ver tudo o que tínhamos em mente. Depois de muito pesar a respeito, colocamos num papel os locais que queríamos ver em ordem de importância, jogamos no Google Maps e partir daí decidimos comprar apenas as passagens de ida e volta entre Washington D.C e Los Angeles e alugar o carro. Todo o restante da viagem ia ser no esquema decidir o que fazer ao acordar. Foi a primeira vez que viajamos assim e foi uma agradável surpresa. Eu sou a rainha das listas e no nosso roteiro geralmente coloco até a hora que vamos acordar… viajar sem nada definido foi libertador.

Roteiro

 

Então a partir do próximo post, vou dividir com vocês a nossa viagem épica por 6 dos maiores parques nacionais dos Estados Unidos localizados em 4 estados distintos. Vou compartilhar dicas sobre o Arizona, a Califórnia, Nevada e o Utah. O que ver, fazer, onde dormir, onde não dormir, onde comer e como chegar aos locais sensacionais que encontramos pelo caminho nessa viagem que nem pensávamos em fazer a dois meses atrás e acabou se tornando uma das nossas viagens mais legais.

 

Até o próximo post 🙂

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Outros

E eu me tornei uma trailing spouse!

09 de Janeiro de 2018

Desde que eu me entendo por gente, minha mãe sempre trabalhou fora. Sempre foi motivo de orgulho para ela acordar as 5:00 da manhã, tomar café, se arrumar e partir para o ponto de ônibus sentido Moema. Passei minha infância/adolescência assistindo a minha mãe dia após dia, conquistar seu espaço no mercado de trabalho e com o seu esforço laboral, trazer para casa seu suado salário e dar uma vida digna para mim e meu irmão. Tudo indicava que eu estava seguindo o mesmo caminho, tinha um emprego estável que pagava bem em São Paulo, estava convicta de que me aposentaria lá e teria uma velhice confortável. INSS e aposentadoria privada engatilhada para complementar a renda. Até que este homem chegou na minha vida… e virou tudo de ponta cabeça.

Eu sempre tive muito orgulho da minha independência financeira e aos 25 anos já tinha uma moto, um carro e um apartamento comprado com meu ex marido. Para alguém que veio de um bairro periférico, filha de mãe solteira… eu já tinha de certa forma vencido na vida. Era só uma questão de administrar e cada vez mais guardar para o futuro e fazer uma viagem bacana por ano.

Quando começaram as conversas sobre abandonar minha carreira e seguir meu atual esposo mundo afora… sempre fomos adultos o suficiente para sentar e analisar todos os prós e contras. E levei 15 meses para finalmente decidir seguir o coração. Quando ele foi para o Paquistão e ficamos namorando a distância e nos encontrando a cada 4 meses… percebi que ou seguia ele até o fim do mundo, ou escolheria a minha carreira e seria frustrada num relacionamento futuro qualquer por puro medo.

Os primeiros meses como uma trailing spouse foram muito difíceis para me adaptar. Passei de uma mulher independente que comprava uma bolsa da Michael Kors de R$1500 para uma noiva que recebia mesada. Estipulamos um valor X por semana e lembro que a primeira vez que ele deixou dinheiro para mim e foi trabalhar me senti um lixo. Chorei o dia inteiro de vergonha. Lembro que levei pelo menos 3 meses para comentar com ele que precisava de alguma coisa. Chegou ao extremo de ele me ligar e eu não poder atender o telefone porque meu crédito tinha acabado e eu não queria pedir. Foi ridículo. Até que decidimos abrir uma conta para mim aqui e ele passou a transferir o dinheiro diretamente para lá, então eu uso o cartão, faço o que tenho que fazer e não vejo ele fazer os depósitos. Pode parecer ridículo… mas funcionou melhor após essa decisão.

Foram precisas várias conversas ao longo destes dois anos para eu entender que tenho um papel fundamental no nosso relacionamento e que ser dona de casa/trailing spouse que não trabalha, não significa que não tenha o meu valor. Durante o meu tempo na África, me tornei administradora da nossa casa em tempo integral, onde eu gerenciava 4 funcionários, controlava as compras da casa, administrava a folha de pagamento e os problemas do pessoal, e ainda tinha que ser a esposa a altura do representante estrangeiro em terras longínquas. Foram inúmeros eventos que tive de organizar por conta do trabalho dele na nossa casa. De certa forma, isso é um tipo de trabalho. Trocamos as senhas de sites como Walmart e Amazon e eu não precisava esperar ele chegar em casa para fazermos as compras da semana. Eu mesma sentava, pedia online e duas semanas depois nossa despensa estava abastecida. Ter independência novamente foi primordial para reestabelecer a minha segurança como mulher.

Além de tudo isso, eu precisava me sentir útil. Uma das piores coisas de ficar em casa é a sensação de que você não é mais interessante porque não tem conteúdo para conversar com o seu marido. Por conta dessa minha inquietação e necessidade de desafios eu voltei a estudar. Me matriculei na faculdade no Brasil e estou cursando Eventos na Anhembi Morumbi. Também faço uma especialização do meu curso de Maquiadora Profissional pela Make Up Academy da Renata Meins online e estava cursando francês três vezes por semana particular em casa com um professor no Togo. Fazia voluntariado com dois grupos diferentes em Lomé e de vez quando dava um pulo na academia. E comecei este blog, pois precisava manter a mente ativa. Por conta do blog conheci muita gente bacana da rede de blogueiros de viagem e fiz uma amigona para a vida (você Flávia).

 

As pessoas que olham de fora, pensam que a vida de quem é uma trailing spouse é só festa, cafés da manhã com outras spouses, viagens e afins. Não… não é. Temos um gap no currículo (o meu já está de dois anos) e quando voltamos para o mercado de trabalho temos que explicar para o empregador em potencial porque, apesar do nosso conhecimento e experiência estamos fora do mercado de trabalho. Manter-se ocupada é também benéfico para o currículo para o dia que você decidir voltar a trabalhar. Meus artigos neste humilde blog têm alcançado muitas pessoas no Linkedin desde que conectei ele com a rede de empregos e sempre recebo visitas no meu perfil de pessoas de vários ramos. Já até fiz freelas de tradução português/inglês inclusive para empresas de tecnologia do Vale do Silício por conta do meu perfil atualizado por lá.

Confesso que muito me incomodava em Lomé ser conhecida como a esposa da pessoa tal. É uma perda de identidade de uma certa maneira. Você deixa de ser uma profissional com vida própria para ser a mulher de alguém. Enquanto eu sei que várias mulheres no Togo (talvez até no Brasil) dariam uma perna para estarem no meu lugar, eu quero ser reconhecida por ser a Érica, uma profissional que fala 4 idiomas, que escreve um blog e que já fez voluntariado na África, não apenas como a esposa do Ezio (babe I love you and you know what I mean).

Colocar a nossa carreira em pausa é uma das maiores demonstrações de amor que podemos dar para os nossos spouses. É colocar a nossa necessidade em segundo plano por conta do objetivo do próximo, mas nada mais é do que também ser um jogador de um time. Porque se ambos não estiverem unidos no mesmo objetivo, não há casamento que aguente, e o que mais tem nesse nosso ramo são casamentos infelizes e histórias de adultérios de cair o queixo.

Sem contar que quando mudamos para um novo local, o spouse que tem a carreira esta ocupadíssimo com o seu novo trabalho enquanto você esta em casa miseravelmente tentando entender como funciona o novo país, as vezes sem internet ou televisão por semanas a fio, com apenas uma panela para cozinhar. E tem de organizar toda a mudança quando ela chega de navio após meses e meses a fio. Tem que fazer amizades do zero e tem de ser um poço de otimismo e amor para quando o spouse chegar em casa deprimido ou chateado, reafirmarmos que esta tudo bem e que conseguiremos passar por mais essa.

 

Essas mudanças podem ser muito solitárias, principalmente se você faz parte de um casal sem filhos (nosso caso). Passei vários dias sozinha por mais de 14 horas em casa no meio do nada no Togo porque tínhamos acabado de chegar e ele precisava se adaptar e catch up on stuff right away. Mas ninguém nunca disse que seria fácil.

No final das contas, o importante é encontrar a sua felicidade, é ser resiliente e auto suficiente para poder saber o que fazer com o seu tempo livre e não se sentir culpada por ter tempo livre. É descobrir prazer em pequenas coisas como ler um livro numa terça chuvosa após ter limpado a casa com o gato no seu colo. É não dar atenção ao que a sociedade espera de você, mas sim ao que faz você e a sua melhor metade feliz. Se no final das contas estiver funcionando para vocês, isso é o que importa.

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Outros

Elopement Wedding

05 de Janeiro de 2018

Quando decidi escrever sobre o nosso elopement wedding, comecei a pesquisar sites em português para saber se isso está na moda no Brasil.  Pelo visto não… tanto que é mais fácil encontrar artigos sobre destination weddings do que elopements. Mas o que seria exatamente um elopement wedding?

Merriam Webster Dictionary

To elope: Fugir para casar em segredo contra a vontade dos pais (passado)

To elope: Casamento íntimo onde apenas os noivos estão presentes (atualidade)

 

Porque cada vez mais os casais no exterior optam por este tipo de casamento?

Por mil e um motivos… cada casal tem o seu… o mais importante num elopement wedding é o amor e o comprometimento do casal. Dito isso, não significa que o seu dia não possa ser digno de um conto de fadas, ou o casamentos dos seus sonhos, muito pelo contrário… você pode se vestir como uma princesa se quiser… porém somente você, sua melhor metade, o juiz de paz e muito provavelmente um fotógrafo verão este grande dia. Tem momentos na vida que é tudo muito complicado e você só precisa ser prático… o Elopement Wedding pode ser a solução para vários dos seus problemas.

Nós já estávamos noivos desde 2014 e morando juntos desde o final de 2015. Nós dois já éramos divorciados então já sabíamos exatamente como funciona um casamento que não deu certo… e claro… nós dois não queremos passar por nada daquilo novamente. Hoje após quase 5 anos juntos e vivendo os últimos dois anos praticamente como marido e mulher, o casamento seria obviamente algo muito natural. Mesmo assim, ao ligarmos para informar as pessoas mais próximas que havíamos casado… foi no mínimo engraçado… minha mãe era a única que sabia que íamos casar no dia tal na hora tal. Ao ligarmos para a mãe dele, ela aceitou de uma maneira linda e disse que já éramos casados para ela. As irmãs dele, cada uma reagiu de uma maneira, e minhas melhores amigas… tenho histórias engraçadas para contar sobre a reação de cada uma delas (num próximo post quem sabe?).

No nosso caso, se fôssemos organizar um casamento tradicional… mesmo que fosse um casamento pequeno, quando começamos a tentar entender a logística que envolveria um casamento entre duas pessoas de dois países distintos… seria tudo muito complicado (sem contar estressante e caro). Se casássemos no Brasil, a família e os amigos dele daqui teriam que se deslocar para São Paulo, se casássemos aqui… minha família muito provavelmente não conseguiria vir completa e eu honestamente não gostaria de casar apenas com um lado da família envolvido. Na minha cabeça não é justo que apenas um dos lados possa compartilhar este momento conosco e não a minha avó ou o meu afilhado por exemplo. Como tudo estava ficando muito complicado e pra nós este dia tinha de ser prático e prazeroso… simplesmente optamos por elope.

Ao pesquisar sobre o tema, fiquei chocada em como isso é sério aqui nos EUA. No Pinterest há milhões de ideias para se copiar, desde a decoração do local onde você irá elope até as cores que você pode usar. Afinal não é porque serão apenas vocês dois que você não pode se sentir plena e feliz no seu grande dia. Como nós optamos por casar na estação de trem Union Station, escolhi um vestido lindinho da Antix Store (que eu secretamente já tinha comprado pensando no casamento no cartório). A oficiante do casamento foi contratada através da agencia DC Elopements, considerada uma das melhores dos EUA, eleita vários anos seguidos pelo The Knot (maior site de casamentos daqui) como uma das mais confiáveis. Ela foi de uma doçura e gentileza absurda conosco. Ao chegarmos na estação, ela já nos esperava no local combinado, fizemos os nossos votos e ela nos declarou marido e mulher. Quando as pessoas perceberam que era um casamento, já tinha acontecido (hahahaha).

A escolha do local no elopement wedding é um dos fatores chaves para este tipo de cerimônia. Por não ser um casamento tradicional, você pode casar onde quiser e onde a lei no país que você estiver permitir. Como estamos sempre com a casa nas costas indo de um país para outro por conta do emprego dele, a estação de trem simbolicamente representa nossa vida itinerante.

Quando pesquisei a respeito, a maioria das americanas diziam que estavam cansadas de fazerem a lista de convidados, ou experimentar bolos diferentes, ou escolher as cores da cerimônia. Eu lembro que mesmo com um pequeno casamento, a primeira vez que casei foi um perrengue danado. Realmente não ter que passar por tudo aquilo de novo, fez valer a pena o casamento a dois.

Ao finalizarmos a cerimônia, optamos por sentar na nossa pizzaria favorita e nos deliciamos com uma pizza maravilhosa de pepperoni. Afinal de contas… pizza sempre é sinônimo de uma refeição feliz. Por ser um casamento íntimo, você pode se dar ao luxo de ir almoçar ou jantar no Figueira Rubaiyat por exemplo se for o seu desejo.

Acredito que no final do dia o que conta, é você estar em paz com você e com a sua melhor metade, sem dívidas, sem conflitos, sem encheção de saco por conta da prima que foi convidada e a irmã dela não, e saber que fez a escolha certa. Mesmo que as famílias reclamem, os amigos não entendam… no final, quem realmente amar o casal, vai entender e depois vai encher vocês de carinho e afeto. Mas por favor, se não curtir a ideia… continuem fazendo festas maravilhosas de casamento, afinal bem casados são sempre muito bem vindos S2.

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida

Feliz 2018

02 de Janeiro de 2018

2017 finalmente se foi e temos um ano novo inteirinho pela frente. 365 novas páginas para escrevermos e desenharmos do jeito que quisermos. E você já sabe quais serão as suas metas para este novo ciclo?

Eu tenho como objetivo para este novo ano metas comuns e fáceis de atingir para qualquer pessoa, mas acho que a principal delas é reduzir o uso das redes sociais. Por milhões de motivos, cheguei a conclusão de que preciso de mais tempo útil para mim e minha família, do que tempo gasto no computador/celular ou no iPad. Não vou deletar meus perfis, até mesmo porque é através deles que eu divulgo os posts deste humilde blog, mas preciso urgentemente viver mais. Perder dois tios muito próximos ano passado me fez ter a noção de finitude que nos cerca… e quero poder realizar mais coisas concretas este ano.

Algumas das minhas metas para 2018 são:

  • Emagrecer (quero eliminar 4 quilos)
  • Ir para a academia pelo menos 3x por semana
  • Ler mais livros (mesmo tendo zilhões de coisas da faculdade para ler, mesmo que eu leve um ano para ler um livro, vou ter sempre um livro ao lado da cama)
  • Atualizar o blog pelo menos 1x por semana (gostaria de manter a frequência de duas vezes do ano passado, mas estou sendo mais realista)
  • Comer mais frutas
  • Não gastar energia com coisas que não sejam saudáveis para a minha mente e o meu espírito
  • Economizar $$$ (desde que voltei da África, não gasto como antigamente, mas ainda dou umas escapulidas… não sou de ferro… morar nos EUA é um convite para a gastação de dinheiro desenfreada)
  • Fazer mais trabalhos manuais
  • Beber mais água
  • Conhecer pelo menos um novo país este ano
  • Reduzir o uso do Facebook, começando por eliminar o App do meu celular

Estes são apenas alguns itens da minha lista de resoluções para 2018. E você já montou a sua? Espero que este post sirva de inspiração para ajudar você a pensar e analisar o que você gostaria de se comprometer a fazer. Do lado de cá, eu me comprometo a revisitar este post no final do ano e comparar se eu fiz o que prometi, e se você fizer o mesmo?

Um beijo e feliz ano novo com muito sucesso e realizações.

 

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Por Érica Brasilino

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