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Ilhas Maurício – O lado leste da ilha

16 de Maio de 2017

Após dois intensos meses onde viajamos de férias + recebemos minha melhor amiga em casa aqui no Togo + provas finais de semestre na faculdade… volto a postar sobre as Ilhas Maurício.

Ao chegarmos ao aeroporto Sir Seewoosagur Ramgoolam, os agentes de imigração pediram para apresentarmos passagens de volta e o endereço onde nos hospedaríamos completo com telefone e pessoa de contato. Pelo o que nos foi explicado por um dos locais, como Mauritius é o país mais rico do continente africano, eles querem evitar imigração ilegal a todo custo. Mesmo com reservas efetuadas em três locais diferentes, apresentamos apenas o contato do primeiro hotel e não houve maiores problemas. A vacina contra febre amarela também é obrigatória para poder entrar no país.

 

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Aeroporto SSR – Sir Seewoosagur Ramgoolam

O primeiro hotel que nos hospedamos na ilha foi o ChillPill Guest House. A dona, uma senhora francesa muito simpática foi de uma atenção absurda durante a reserva quando nos explicou sobre o processo de imigração na chegada à ilha, e também nos orientou com informações sobre onde ir e o que fazer. Dividimos a ilha em três partes para poder dirigir e conhecer melhor. O primeiro hotel ficava a apenas 10 minutos de carro do aeroporto, e foi muito fácil localizar utilizando o Google Maps.

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Vista do nosso quarto no Chill Pill Guest House

A vista do hotel foi sem dúvida um dos motivos pelo qual escolhemos o Chill Pill. Após oito meses seguidos no Togo, estávamos necessitados de ver algo bonito. Nosso quarto tinha o balcão de frente pro mar e acordávamos todos os dias com o barulho do oceano. Reservamos o hotel pelo Booking, mas após bater um papo com eles, optamos por fazer a reserva diretamente com o hotel, além de economizarmos com uma taxa mais em conta, eles também evitaram pagar a taxa intermediária pro site. O café da manhã era simples com pães, geléia, sucos, café, iogurte, chá e ovos.

Neste lado da ilha optamos por comer em alguns restaurantes que estavam no guia da Lonely Planet. Visitamos o indiano La Vielle Rouge e comemos um frango apimentado dos deuses; o restaurante com comida crioula local Le Bougainville – adendo: não tivemos coragem de comer comida local, pois eles adoram pimenta e eu já tinha passado muito mal com queda de pressão na noite anterior quando visitamos o restaurante indiano – acabamos optando por uma pizza mesmo. Pedimos drinks mas achamos o teor alcoólico muito alto; no dia seguinte comemos no McDonald’s (eu precisava de junk food). Uma das coisas mais interessantes do McDonald’s local é que há apenas 5 opções de lanches com carne e mais de 10 com lanches de frango. Como a população é predominantemente descendente de indianos, quase não se come carne por lá. Existem McChickens de tudo quanto é jeito que você imaginar: duplo, triplo, picante, extra picante, sem pimenta, grelhado, frito. É insana a quantidade de frango consumida por lá.

Deste lado da ilha visitamos as praias de Blue Bay, Pointe D’Esny, La Cambuse, Trou D’Eau Douce, Palmar, Belle Mare e Gris Gris. Uma mais deslumbrante que a outra. A mais bonita de todas é sem dúvida Blue Bay e Palmar. Blue Bay é utilizada pelos locais para aulas de natação para as crianças. Por ser uma piscina natural, a praia, totalmente sem ondas só é utilizada pelos turistas para fotos. O azul infinito chega a ser surreal. Pegamos uma corzinha em Palmar que estava praticamente deserta. Uma das coisas mais interessantes a se notar sobre Mauritius, é a divisão entre praias de locais e para turistas. Há praias públicas por toda a ilha, e você pode com certeza visitar qualquer uma delas. Porém nós optamos por não usarmos as praias onde os locais frequentam. Era muito comum ver mulheres vestidas completamente nas praias dos locais, ou grupos fazendo oferendas ao Lorde Ganesha por exemplo… eu não me senti confortável em tirar a roupa e mostrar meu corpo tatuado por lá. Já as praias frequentadas por turistas você vê todos os tipos de pessoas (além de alguns poucos locais). Mas fica a seu critério e como você se sente mais confortável.

 

E nesta parte da ilha visitamos alguns pontos turísticos que não são propriamente na praia mas com vistas espetaculares. Entre eles a cascata Rochester Falls que eu veementemente não aconselho a visitar sozinho. Nós somos turistas que fazem tudo sozinhos com guia de viagem, gps e coragem. Achamos a localização péssima para se chegar se não for num 4×4 e achamos as pessoas que estavam por lá muito estranhas. Talvez se tivéssemos ido até lá com um grupo + guia teríamos nos sentido mais seguros. Quando chegamos haviam dois casais alemães que estavam indo embora e mais três locais que estavam lá de bobeira sentados olhando pro nada. Quem fica de bobeira no meio do mato olhando pro nada? Não pensamos duas vezes e saímos correndo de lá.  Visitamos também a formação rochosa “que chora” La Roche Qui Pleure na região de Souilac e a vista espetacular do Le Souffleur. Ambos super fáceis de se encontrar pelo GPS mas aconselho a prestar atenção caso chova. Se chover um dia antes e você tiver alugado um carro pequeno, evite. O caminho é entre buracos e lama. A vista compensa e se for o caso, contrate uma agência. E pra finalizar este lado da ilha visitamos a Pointe du Diable e vimos a deslumbrante Lion Mountain.

Este lado da ilha não tem tanto entretenimento. É menos visitado por turistas. A grande maioria evita essa região para dormir e passa rapidamente por lá. Claro que na alta temporada se as outras regiões já estiverem lotadas e sem vagas de hotel, é uma boa opção se hospedar por lá. Se voltarmos um dia a Mauritius, passaremos pelo lado leste rapidamente só para olhar para a Blue Bay e nada mais.

Nos próximos posts falarei sobre as outras regiões da ilha.

Até lá  =0)

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Por Érica Brasilino

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