Africa Benin Onde comer

Benin

07 de Março de 2017

Hoje falo sobre minha visita de 4 dias ao Benin o pais que mais exportou escravos no Oeste da África.

Como chegar ao Benin?

Saindo de São Paulo há um voo entre Guarulhos e Lomé (capital do Togo) e daqui há uma conexão para Cotonou (capital do Benin). Na cotação de hoje vi estes dois trechos por U$1100 Trumps na Decolar.com. Viajamos de carro entre o Togo e o Benin e o processo na fronteira foi bem diferente de tudo o que já passei. Saindo do Togo você passa pelo guichê para carimbarem a saída do pais. Na entrada no Benin você estaciona o carro novamente e passa no guichê onde o oficial pergunta o motivo da sua viagem e quanto tempo ira ficar por lá. O interessante aqui e que você sai do carro nos dois lados da fronteira. Para cidadãos brasileiros o visto pode ser emitido na própria fronteira e você paga as taxas alfandegarias por lá. Como eu sou da turma que acha que o precavido não se molha… eu já tinha solicitado meu visto no Consulado Honorário do Benin no Togo então foi mais rápido. Por $10 000CFA (aproximadamente 50 reais) eu solicitei um visto de uma semana (acabei de ver no site da Embaixada do Benin no Brasil que o visto de dois meses múltiplas entradas custa R$100). O máximo que eles concedem são três meses. A foto abaixo foi retirada de um site local do Togo, uma vez que fotografias são proibidas na fronteira.

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Credito: http://news.icilome.com

Logo após cruzar a fronteira ficamos na cidade de Grand Popo no primeiro dia. A praia e espetacular porem eu não recomendo de maneira nenhuma o hotel em que ficamos Bel Azur. Em Grand Popo visitei a casa de um senhor que sozinho faz o que o Projeto Tamar faz no Brasil. Ele recolhe os ovos de tartaruga na praia em frente a sua casa e enterra na areia ate elas nascerem. Alimenta os filhotes por dez dias e depois as lança ao mar. Ele nos explicou que o governo ate ajudava no inicio (há 22 anos atrás) mas a verba a muitos anos foi cortada por falta de dinheiro. Hoje ele vive com contribuições que recebe de turistas (que não são muitos por motivos óbvios) e de moradores. Eu que já visitei o Projeto Tamar em Ubatuba e em Fernando de Noronha fiquei bem comovida com o trabalho dele. Uma pessoa quase sem instrução ter essa visão de proteger um animalzinho indefeso. Ganhou meu coração.

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O que sao aqueles tres pontinhos na areia? Tartaruguinhas bebes.

Almoçamos no Alberge de Grand Popo que foi uma grata surpresa. Localizado num casarão antigo da época da ocupação portuguesa, a comida e excelente e a vista primorosa. Como tenho muito receio de comer fora da minha casa por medo de intoxicação alimentar por má higiene eu pedi uma salada de tomates com abacate e de sobremesa pedi uma banana flambada. Uma delicia.

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Credito: Erica Brasilino

A tarde seguimos viagem para Cotonou… aí foi um grande choque. Eu sempre ouvia nossa ajudante Berenice falar que as motos por lá são como enxames de abelha… e ela não estava brincando.

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Credito: Pius Utomi Ekpei/AFP

 

Vir de Washington/São Paulo pra Lomé já foi um susto muito grande…, mas Cotonou se superou. A quantidade de motos por habitante e absurda. Os zemidjans (moto taxistas) usam uma camiseta amarela para identificar a categoria (o que facilita e muito a vida de quem tem que pegar um taxi uma vez que você sabe para quem acenar… diferente de Lomé que você acena para qualquer um e não sabe quem é taxi e quem é pessoa normal). Fiz vários vídeos porque eu fiquei impressionada com a desorganização no transito. Ate comentei que eu não dirigiria nunca por lá…, mas eu também falava isso de Lomé e hoje vou para todos os lados.

Em Cotonou ficamos hospedados no Urban Suites. Foi uma adorável surpresa após o susto que levamos no hotel em Grand Popo. A localização do hotel nao e das melhores… longe da area dos melhores restaurantes, mas o hotel não deixou a desejar. O café da manha deles e nota 10 com iogurtes, pães, sucos, chás, café, chocolate, omelete e frutas. Fiquei bem satisfeita com o serviço.  Tem também wifi (velocidade africana… bem inferior a São Paulo/EUA), piscina e guarda na porta 24 horas.

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Urban Suites Cotonou

Por la visitamos a Obama Beach (of course). Nessa região ficam os melhores hotéis e as embaixadas. Vimos a americana, a cubana, a chinesa, mas não vi a do Brasil. E nessa área também ficam os melhores restaurantes. Confesso que fiquei com invejinha de quem mora lá… comemos muito bem durante nossa estadia. Após 6 meses sem quase nada de opção para comer fora aqui no Togo, foi maravilhoso poder comer algo diferente. Por lá indico:

Bangkok Terrasse – Comida Tailandesa

Tudo lá nos agradou. Desde a decoração, ao serviço (não é padrão africano que demora 1 hora para chegar o prato a sua mesa). Pedimos de entrada dois tipos diferentes de dumplings (como se fossem guiozas fritos) um de camarão (sensacional) e um de frango (não tão bom quanto o outro). E de prato principal pedimos um pad thai de camarão com frango (misto). Comemos ate nos fartar

Bistrot Japonais Daruma – Comida Japonesa

Quase chorei de emoção ao comer lá. Comida japonesa de qualidade e tão difícil de encontrar… e no Daruma e de comer de joelhos. Pedimos vários itens do cardápio para petiscar e tudo estava maravilhosamente delicioso. Pedimos guioza, rolinho primavera, sunomono, frango picante frito, camarão gigante empanado e sashimis. E para melhorar o que já estava fantástico o suco de manga deles natural e divino. Vai ganhar um review no Tripadvisor com certeza.

Festival des Glaces – Lanchonete/Pizzaria/Sorveteria

Outro motivo para me fazer voltar a Cotonou foi este achado. Paramos por lá somente porque o local estava bombando e seguindo a lógica paulistana lugar que bomba e porque é bom. E não decepcionou. Como aqui no Togo, locais que são de libaneses geralmente são os melhores em atendimento e qualidade la segue a mesma linha. Pedi um sorvete de duas bolas sendo uma de Kinder Ovo e Coco. Era tão maravilhoso que o marido deixou o dele de Pistacho e quis comer o meu. Enquanto estávamos por la vimos outras mesas serem servidas pratos que pareciam ser muito bons como pizza, ou frango com cuscuz e batata frita (cuscuz aqui e servido como arroz e não e este que você esta pensando não).

Enfim deixei os links ao longo do post caso você vá para o Benin ficar mais fácil a pesquisa. No próximo post falarei apenas sobre a nossa visita a Ouidah, a cidade onde o Voodoo foi concebido.

E você ficou curioso sobre o Benin? Deixe seus comentários pra mim.

Ate o próximo post  =0)

 

 

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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