EUA O que fazer em Washington DC Washington

National Museum of the American Indian

29 de julho de 2016

Hoje vou falar sobre a visita ao meu museu favorito em DC. O National Museum of the American Indian. Sei que ele não figura entre os mais visitados e muitas pessoas com tempo reduzido de viagem nem se dão ao trabalho de entrar nele. O que e uma pena pois este museu e riquíssimo.

Museum_of_the_American_Indian_DC_2007

Credito: wikipedia.org

Este museu esta localizado no National Mall ao lado do Air and Space Museum. So o prédio já e um marco pois lembram ocas de índios. Este de DC foi aberto em 2004 e e totalmente dedicado a vida, língua, literatura, historia e arte dos índios do hemisfério sul das Américas.

IMG_0611

Credito: Érica Brasilino

Comece seu tour pelo Potomac Atrium logo na entrada do museu, pegue um mapa (em português!!!) do museu para se ambientar. Os voluntários indicarão que você deve começar sua visita pelo 4 andar e ir descendo. Caso tenha tempo reduzido este museu oferece tours de 45 minutos a uma hora com docentes explicando os pontos mais importantes da historia indígena nas Américas Central e do Norte. Lembrando que no átrio sempre tem algum evento acontecendo como danças, apresentações de musica nativa, etc.

Indo de elevador diretamente para o quarto andar há um cinema onde começa a exposição. Eles exibem um filme de 13 minutos chamado Who We Are (Quem Somos Nos) que ira te introduzir no mundo indígena. No quarto andar também tem as exposições Our Universes (Nossos Universos) que trata sobre as crenças indígenas e The Treaties Between the USA and the American Indian Nations (Os Tratados entre os EUA e as Nacoes de Indios Americanos).

No terceiro andar a principal exibição na minha opinião se chama The Great Inka Road que fala sobre a engenharia rústica indígena utilizada para a construção de Machu Pichu ligando Cusco no Peru a Colômbia, Equador, Bolívia, Argentina e Chile. So de imaginar que sem nenhum dos recursos modernos eles foram capazes de construir um império. E simplesmente sensacional.

Confesso que uma das exibições que mais me chocaram foi uma instalação que exibe entrevistas com descendentes dos povos que foram expulsos de suas casas para a construção dos EUA. Acho que me tocou pois quando visitei Porto Seguro na Bahia muito se assemelha a nossa própria historia. Os índios que eram os nativos e viviam livres de repente se viram a mercê do branco colonizador e foram enganados, expulsos ou pior mortos em sua terra para a expansão dos países como hoje conhecemos. Muitos foram embriagados e assinaram papeis vendendo suas terras a preços de banana, outros tantos morreram por adquirir doenças do homem branco ao se misturarem. Suas mulheres foram estupradas e seus filhos assassinados.

Aqui neste museu também há uma exposição exaltando o trabalho de integração realizado entre vários índios com os colonizadores como no caso da famosa Pocahontas que aprendeu a falar inglês e foi uma grande intermediadora entre sua tribo e os ingleses, vindo anos mais tarde a se converter católica para poder casar com o colonizador John Smith e a viver com ele na Inglaterra.

Baptism_of_Pocahontas

Credito: wikipedia.org

Eu que não sou de comprar nada nas lojas dos museus neste aqui acabei me encantando com um filtro dos sonhos e tenho ele ao lado da minha cama para espantar as energias ruins enquanto durmo. Poderia facilmente ter comprado mais itens na loja do museu porem as coisas são meio salgadas por aqui pois eles revertem parte das vendas para as tribos que as produzem. Se você tiver com dólares sobrando ajude. Tem desde roupas típicas, bolsas, copos, bijuterias, quadros, a uma infinidade de itens indígenas.

E outra coisa bem interessante por la e o Mitsitam Native Cafe onde você pode comer comida tipicamente indígena. Eu não comi mas vi pessoas falando muito bem dos sabores indígenas.

Lembrando que o museu funciona das 10am as 5:30pm todos os dias exceto no Natal. A estacao de metro mais próxima e a L’Enfant Plaza.

Caso você tenha visitado o museu comenta aqui as suas impressões.

Ate o próximo post!

 

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Por Érica Brasilino

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