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Smithsonian National Museum of the American Indian

29 de julho de 2016

Hoje falo sobre a visita ao meu museu favorito (entre os gratuitos) em D.C. O National Museum of the American Indian. Eu sei que ele não figura entre os mais visitados e muitas pessoas com tempo reduzido de viagem nem se dão ao trabalho de entrar nele. O que é uma pena pois este museu e riquíssimo em informações, história e cultura.

Este museu está localizado no National Mall ao lado do Smithsonian Air and Space Museum. O prédio já é um show à parte, pois foi feito como uma alusão às ocas de índios. Ele foi aberto em 2004 e é totalmente dedicado à vida, língua, literatura, história e arte dos índios do hemisfério sul das Américas.

Comece seu tour pelo Potomac Atrium logo na entrada do museu, pegue um mapa (em português!!!) para se ambientar. Os voluntários indicarão que você deve começar sua visita pelo 4º andar e ir descendo. Caso tenha tempo reduzido este museu oferece tours de 45 minutos à uma hora com docentes explicando os pontos mais importantes da historia indígena nas Américas Central e do Norte. Lembrando que no átrio sempre tem algum evento acontecendo como danças, apresentações de música nativa, etc.

Indo de elevador diretamente para o quarto andar há um cinema onde começa a exposição. Eles exibem um filme de 13 minutos chamado Who We Are (Quem Somos Nós) que irá te introduzir no mundo indígena. No quarto andar também tem as exposições Our Universes (Nossos Universos) que trata sobre as crenças indígenas e The Treaties Between the USA and the American Indian Nations (Os Tratados entre os EUA e as Nações de Índios Americanos).

No terceiro andar a principal exibição na minha opinião se chama The Great Inka Road que fala sobre a engenharia rústica indígena utilizada para a construção de Machu Pichu ligando Cusco no Peru à Colômbia, Equador, Bolívia, Argentina e Chile. Só de imaginar que sem nenhum dos recursos modernos eles foram capazes de construir um império. É simplesmente sensacional.

Confesso que uma das exibições que mais me chocaram foi uma instalação que exibe entrevistas com descendentes dos povos que foram expulsos de suas casas para a construção dos EUA. Acho que me tocou, pois quando visitei Porto Seguro na Bahia muito se assemelha a nossa própria historia. Os índios que eram os nativos e viviam livres de repente se viram a mercê do branco colonizador e foram enganados, expulsos ou pior mortos em sua terra para a expansão dos países como hoje conhecemos. Muitos foram embriagados e assinaram papéis vendendo suas terras à preço de banana, outros tantos morreram por adquirir doenças do homem branco ao se misturarem. Suas mulheres foram estupradas e seus filhos assassinados.

Aqui neste museu também há uma exposição exaltando o trabalho de integração realizado entre vários índios com os colonizadores como no caso da famosa Pocahontas que aprendeu a falar inglês e foi uma grande intermediadora entre sua tribo e os ingleses, vindo mais tarde a se converter católica para poder casar com o colonizador John Smith e a viver com ele na Inglaterra.

Eu que não sou de comprar nada nas lojas dos museus neste aqui acabei me encantando com um filtro dos sonhos e tenho ele ao lado da minha cama para espantar as energias ruins. Parte das vendas são revertidas para assistir as tribos que as produzem. Se você tiver com dólares sobrando, ajude. É possível comprar desde roupas típicas, bolsas, copos, bijuterias, quadros, à uma infinidade de itens indígenas.

E outra coisa bem interessante por á é o Mitsitam Native Cafe onde você pode comer comida tipicamente indígena. Eu não comi mas vi pessoas falando muito bem da comida.

Lembrando que o museu funciona das 10am as 5:30pm todos os dias exceto no Natal. A estação de metrô mais próxima é a L’Enfant Plaza.

Caso você tenha visitado o museu comenta aqui as suas impressões,

Até o próximo post  =)

 

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Por Érica Brasilino

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Smithsonian National Air & Space Museum

25 de julho de 2016

Hora de falar sobre a menina dos olhos do National Mall. O museu que divide o primeiro lugar com o famoso Museu de História Natural. Simmmmm vamos falar sobre o Smithsonian National Air & Space Museum, o rock star que recebeu no ano passado cerca de 6.9 milhões de visitantes de acordo com o site oficial do Instituto Smithsonian. Ele figura nas listas de TEM DE VISITAR de todos os sites de turismo que falam sobre Washington D.C. Já perdi as contas de quantas vezes eu visitei este museu. Ele é tão grande que ou você reserva uma dia inteiro para visitar com calma ou você divide sua visita em etapas caso seja possível. Tem tanta coisa para ver e fazer que você pode facilmente gastar mais de 4 horas lá dentro.

Ao chegar ao museu te aconselho a ir direto para o balcão de informações. Lá você pode pegar um mapa do local e se informar que horas acontecem as visitas guiadas gratuitas. Caso você tenha pouco tempo essas visitas guiadas vão te levar pelas principais instalações do museu com informações corretas dadas por docentes voluntários. Lá também é possível verificar os horários dos filmes que estarão em cartaz caso você tenha tempo. Eles tem um cinema IMAX 3D que sempre apresentam filmes relacionados com o ar e o espaço que são os temas do museu. Cada filme tem em média 30 a 45 minutos de duração. Os tours têm 1 hora e meia de duração em média e seguem uma ordem cronológica da história da aviação. Para aqueles que precisam de uma visita vapt vupt essa é a melhor maneira de aproveitar bem o museu. As visitas acontecem geralmente às 10:30 e as 13:00. Só esperar perto do balcão do Welcome Center bem em frente à entrada. Caso você visite DC no verão fique atento ao site para ver se eles oferecem o tour em outros horários.

Eu dividi o museu em várias visitas. A primeira vez que fui fiz o andar de cima, depois voltei para fazer o andar de baixo e já fui várias vezes para ver os filmes. O bacana é que você pode ir la só para ver um filme como um cinema normal.

Por ser um museum sobre a aviação e afins, olhe sempre para cima. Muitos aviões estão pendurados no teto e para ver eles melhor, nada como estar no segundo andar do museu. No segundo andar você poderá ver o Módulo Lunar, o Módulo de Comando da Apollo original, o avião criado em 1903 pelos irmãos Wright (pois é, depois de ir neste museu fui ler mais sobre o Santos Dumont e descobri que nosso herói é uma farsa… triste isso), aviões da Segunda Guerra Mundial, vai poder entrar no nariz de um Boeing 747 e ver a cabine de comando. No segundo andar do museu também está localizado o Planetário e custa U$9 (sim as atrações a parte do museu são pagas… mas acho que vale super a pena uma vez que eles não cobram absolutamente nada para você ver as outras atrações e aprender pra caramba com elas).

No andar da entrada que seria o primeiro andar, estão as exposições que falam sobre o início e os anos de ouro da aviação, tem também uma exposição que fala como os Estados Unidos evoluíram à partir da aviação e nessa parte aqui eu como comissária de bordo que sou (por formação não por atuação) fiquei encantada com a exposição dos uniformes, o processo de seleção das comissárias no início dos anos 50, a evolução do serviço de bordo, a evolução da divisão da primeira classe, bussiness class e classe econômica, a luta do primeiro piloto negro para conseguir trabalhar na época do movimento Civil Rights, foram tantas informações que eu fiquei horas apenas nesta parte do museu. No primeiro andar também tem uma instalação sobre a corrida espacial na década de 60.

No andar da entrada tem também a bilheteria para o cinema IMAX (dica: se assistir mais de um filme o primeiro ticket custa U$9 e o segundo custa U$6). Tem também simuladores de vôo que custam entre U$7 a U$10. O preço varia se você já viu um filme no dia e aí tem direito a desconto ou depende do tipo de simulador que você for. Eu não brinquei em nenhum mas o pessoal lá parecia estava super animado.

Após caminhar feito um camelo dentro deste museu, se tiver fome tem um McDonald’s enorme. Aproveite por que este é o único museu do National Mall que tem uma lanchonete com preços mais ou menos decentes. Todos os outros museus tem cafeterias, mas você paga em média U$16 por uma pizza mais ou menos e um suco de laranja.

Lembrando que o Air and Space Museum tem uma coleção tão vasta, que ela não está abrigada em apenas um único local, o Smithsonian tem outra instalação na cidade de Chantilly no estado vizinho da Virgínia e fica a mais ou menos uma hora de carro saindo de D.C. Este museu está praticamente ao lado do aeroporto internacional Dulles. Já visitei os dois e adianto que o outro e tão sensacional quanto este do National Mall.

Bom espero não ter me alongado muito… o museu é enorme e tem muita coisa para ver. Tentei condensar ao máximo com as informações mais importantes. Saliento que para chegar neste museu a estação de metrô mais próxima é a L’Enfant Plaza. Ela está à um quarteirão apenas e fica muito mais próxima do que se você descer na estação Smithsonian (dica de quem conhece D.C como a palma da mão e já andou muito a pé pra cima e pra baixo debaixo de neve e debaixo de sol escaldante). O museu é grátis e está aberto das 10am às 5:30pm (no verão na alta temporada fica aberto até às 7:30pm).

Se você visitar ou já visitou o Air and Space Museum deixe seu comentário abaixo, vou adorar saber as suas impressões sobre o local.

Até o próximo post  =)

 

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Por Érica Brasilino

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Hirshhorn Museum and Sculpture Garden

21 de julho de 2016

Continuando nossa andança pelos museus do National Mall, o post de hoje é sobre o Hishhorn Museum e o Sculpture Garden. Eles fazem parte do grupo Smithsonian e também são gratuitos. Este museu abriga arte moderna e contemporânea e está exatamente na metade do caminho entre o Capitólio e o Washington Monument, podendo ser acessado pelas estações L’Enfant Plaza e Smithsonian do metrô (sendo a primeira a mais próxima).

Do lado de fora do prédio há um jardim de esculturas. Confesso que quando visitei estava tão frio (temperaturas extremamente negativas para a brasileira aqui) que não gastei muito tempo apreciando as esculturas. Eu queria mesmo era entrar correndo no prédio para aproveitar a calefação deles.

No momento eles estão com 6 exibições fixas. Confesso que não sou muito fã de arte moderna… Eu prefiro história na verdade, então não fiquei muito tempo no Hishhorn.

O museu abre das 10am as 5:30pm e o jardim de esculturas esta aberto das 7:30am até anoitecer. Mas lembre-se que o anoitecer por aqui varia de acordo com as estações do ano. Em janeiro as 5:30pm já está tão escuro que parece ser 10 da noite. No verão por volta de 8:30 até as 9:00 da noite é quando escurece. O museu abre todos os dias exceto no Natal e a entrada como já mencionei acima é grátis. Se você é como eu e não entende de arte moderna, eu aconselho uma visita guiada. O Hishhorn oferece dois tours por dia às 12:30 e as 3:30 da tarde sem agendamento prévio. Compareça ao balcão de informações neste horário que o guia começa o tour por lá.

Caso você visite o Hishhorn compartilhe comigo a sua experiência nos comentários abaixo.

Até o próximo post  =)

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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Arthur M. Sackler Gallery & National Museum of African Art

18 de julho de 2016

Hoje falo sobre dois museus super escondidinhos no National Mall que quase ninguém da atenção para eles. O Arthur M. Sackler Gallery & o National Museum of African Art. Ambos fazem parte do grupo Smithsonian e estão localizados na parte de trás do Smithsonian Institution Building. A entrada deles é pelo Enid A Haupt Garden e estão localizados bem abaixo do jardim. Os dois museus são conectados por um túnel subterrâneo e você consegue fazer os dois em um único dia.

A Sackler Gallery é um museu de obras asiáticas e possui a maior biblioteca sobre o assunto nos EUA. Foi aberta ao público em 1987 e ganhou este nome pois foi o senhor Sackler quem doou cerca de 1000 objetos da sua coleção pessoal avaliados em aproximadamente U$50 milhões de dólares mais U$4 milhões de dólares em espécie para a instituição (fonte: wikipedia.org).

O museu tem em sua coleção peças da China, Índia, Coréia e Japão. Entre as peças estão fotografias, cerâmicas, pinturas e outras peças relacionadas à cultura asiática.

Uma das partes mais interessantes na minha opinião é a The Peacock Room que foi desenvolvida para um magnata britânico em 1908 para ele exibir sua coleção de cerâmica asiática. Ver a mesma sala mais de um século depois num museu em outro país é fabuloso.

Já o museu ao lado como diz o nome, é focado em arte africana: National Museum of African Art.

Eu confesso que estava com uma curiosidade maior sobre este museu uma vez que vamos morar na África pelos próximos meses.

Este museu começou meio que informalmente na década de 60. Um diplomata americano que viveu em vários países da África colecionava objetos de cada país que teve a oportunidade de visitar. Pessoas que sabiam do interesse do senhor Warren M. Robbins em arte africana contribuíram financeiramente para que ele continuasse a adquirir peças para a coleção. No final dos anos 70 o senhor Robbins contactou o Congresso americano e ofereceu sua vasta coleção para o governo e para o Instituto Smithsonian. Após acertarem a compra da coleção decidiram alocar as pecas no espaço no National Mall que está até hoje. O governo de Oman no final de 2013 fez a maior doação da história do museu de U$1.8 milhões de dólares.

O museu não é grande, mas tem exibições fixas bem interessantes. Peças africanas, fotografias, pinturas, salas onde você pode ouvir os sons e ritmos africanos de vários países. Há uma sala que você senta e ouve os sons de uma feira ao ar livre na África com seus gritos e ruídos. A instalação que mais me interessou na verdade foi uma de fotografias sobre a família real do Benin. Interessante ver a vida da família real, cercada de riqueza e glamour no meio da África sub-sahariana.

Os museus são gratuitos e funcionam de domingo a domingo das 10 da manhã as 5:30 da tarde. Fecham no dia 25 de dezembro apenas. Eles podem ser acessados facilmente pela estação Smithsonian do metrô.

Caso você visite um destes museus, deixe seu comentário abaixo e me fale sobre sua experiência.

Até o próximo post  =)

 

 

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Por Érica Brasilino

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Museus Smithsonian

14 de julho de 2016

O post hoje é sobre os Museus que fazem parte do Instituto Smithsonian que estão por toda D.C e também em NYC e que fazem parte do grupo de lugares mais visitados dos EUA, recebendo todos os anos cerca de 28 milhões de visitantes. É gente que não acaba mais. De acordo com dados oficiais do site do grupo Smithsonian, em 2015 os mais visitados dividindo o primeiro lugar foram o National Air and Space Museum e o National Museum of Natural History com 6.9 milhões de visitantes cada, seguidos pelo National Museum of American History em segundo lugar com 4.1 milhões de visitantes e em terceiro lugar o National Zoo com 2.2 milhões de visitantes. Os dados impressionam.

Mas quem foi o senhor James Smithson e porque ele foi tão importante para os EUA sem ao menos ser americano?

James Smithson era um cientista nascido na França que adquiriu a cidadania britânica e viveu entre 1765-1829 e morreu sem deixar herdeiros. Em seu testamento ele declarou seu único sobrinho como herdeiro total. Porém para ter acesso a esse dinheiro  este deveria casar e ter filhos. Caso seu sobrinho viesse a falecer sem constituir família toda a sua fortuna “deveria ser entregue para o governo americano para que fosse empregado em um Instituto chamado Smithsonian para financiar a busca pelo conhecimento contínuo.

O restante é história. Hoje o Smithsonian Institution é composto por 19 museus e um zoológico sendo que a entrada para eles é gratuita. Isso mesmo GRATUITA e vive de doações de benfeitores, vendas de comidas e bebidas em suas áreas de alimentação, venda de produtos licenciados, exposições especiais temporárias, vendas de tickets para os seus filmes em 3D e etc.

O Smithsonian é sem dúvida parte da cultura americana e um dos motivos principais pelos quais vale muito a pena visitar Washington. Nestes meses que estou por aqui, sempre temos algo para visitar gratuito graças a este senhor gentil e visionário.

O prédio principal é carinhosamente conhecido como The Castle. Mas o nome verdadeiro seria Smithsonian Institution Building. Nele você encontra o Visitor Center para todos os Museus e lá também seria o quartel general do instituto pois muitos trabalham na parte administrativa neste local. O prédio se destaca por ter o estilo dos castelos do século 12 e é considerado um marco histórico nacional americano.

Muita gente pula este prédio quando esta com pouco tempo para visitar D.C, mas se não for o seu caso eu aconselho você a dar um pulinho lá. No prédio você tem acesso a informações para planejar sua visita aos museus com informações de horários, exibições especiais, filmes e assim pode ter uma ideia do que visitar antes de começar sua peregrinação pelo National Mall. No fundo do “castelo” tem um belíssimo jardim chamado Enid A. Haupt Garden que fica simplesmente precioso na época das cherry blossoms que mencionei neste post aqui e você também pode acessar dois museus desconhecidos do grande público que fazem parte do grupo Smithsonian o Freer Gallery of Art e o Arthur M. Sackler Gallery.

Acredito que você vai gastar cerca de 1 hora e meia para ver o castelo e passear pelo jardim. Lá você encontra peças originais de quando o castelo foi construído, fotos sobre o trabalho do senhor Smithson, etc. É uma viagem no tempo. Se você curtir museus é uma boa pedida.

Seguem abaixo fotos que tirei em diferentes épocas do castelo neste ano de 2016 assim dá para ter uma ideia como ele muda com as estações do ano.

Caso você tenha a chance de visitar o prédio comente abaixo e me diga o que você achou a respeito.

Até o próximo post  =)

 

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Por Érica Brasilino

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United States Holocaust Memorial Museum – Museu do Holocausto

12 de julho de 2016

Para mim este museu é um must visit de D.C. Se você não tem muito tempo na cidade e só pode fazer um único museu… eu aconselho com toda a certeza do mundo visitar o Museu do Holocausto. Por que? Simplesmente para lembrar como a humanidade consegue ser maldosa, escrota, perversa, doentia, vingativa, repugnante e qualquer outro adjetivo asqueroso que você queira colocar aqui neste parágrafo nunca será o suficiente para descrever o que foi o Holocausto.

O Museu do Holocausto está ao lado do Bureau of Engraving and Printing (Casa da Moeda) que eu falei no post anterior e pode ser encontrado clicando aqui. Se você vier para D.C na alta temporada, deve ir ao quiosque localizado em frente ao Museu e ao Bureau na Raoul Wallenburg Place e retirar ingressos para o mesmo dia. Lembre-se quanto mais cedo chegar ao quiosque mais cedo será sua visita. Se você preferir, por U$1 clicando aqui você consegue comprar seu ticket para o dia e horário desejado antecipadamente. O museu funciona de segunda á sexta feira das 10am as 5pm. Eu aconselho vir com tempo pois ele é enorme e você poderá ver com calma as exibições. De acordo com informações no site do próprio museu as pessoas levam em média entre 1 a 3 horas lá dentro. Eu fiquei 5 horas.

Eu já tive a oportunidade de visitar o Museu do Holocausto quatro vezes. Ele é composto por uma exibição fixa que é exatamente a que precisa de tickets para visitar e tem as temporárias que ficam no andar de baixo do museu. A primeira vez que visitei em 2014 fiquei tão atônita com a exposição permanente e sai de lá tão chocada que não tive cabeça para fazer o restante do museu. Este ano visitei novamente e dei ênfase a exposição temporária que este ano se chama They Were Neighbors (Eles eram vizinhos).

Quando você entra no Museu e vai pegar a fila de acordo com o seu horário do ticket para a exposição permanente, você tem biombos nas paredes com milhões de passaportes com histórias de pessoas que vivenciaram o Holocausto. Você pode pegar um (está dividido em homens e mulheres). Confesso que sempre pego um de cada. Nestes passaportes tem a foto e informações pessoais de pessoas reais. Cada página conta o que foi acontecendo com aquelas pessoas com o passar dos anos e a cada andar que você visita no museu (são 3 andares inteiros) ele indica para você ir virando a página e ver o Holocausto através da experiência de vida daquela pessoa e o que aconteceu com ela.

Você entra num elevador e um funcionário do museu te transporta para a Alemanha nazista. Ele te dá orientações e pede para que você fique em silêncio pois não é apenas um museu e sim um memorial aos quase 11 milhões de mortos. Sim você leu certo, 11 milhões de seres humanos foram brutalmente assassinados durante o período mais negro da história mundial.

Quando o elevador abre as portas… você é transportado para um local que você jamais pensou ter existido…

A exposição começa do último andar e você vem descendo pelo prédio. O terceiro andar é completamente voltado ao ideal nazista de uma nação perfeita. Como Adolf Hitler utilizou sua boa oratória para impregnar no cérebro dos jovens alemães que apenas os brancos de olhos azuis seriam a verdadeira raça ariana e os merecedores de viver numa Alemanha expurga de todo o mal (que na cabeça dele eram os negros, judeus, ciganos, pessoas com deformidades físicas, psicológicas e afins). Ao entrar nessa parte inicial é um choque absurdo. Você esquece o mundo lá fora e ouve aqueles discursos inflamados do Hitler em filmes reais feitos pelos nazistas e imagens chocantes de jovens loiros, altos e perfeitos sorrindo como se estivessem diante do Messias. É explicado em detalhes como Hittler chegou ao poder pelo Partido Nazista em 1933 e a explosão da Segunda Guerra Mundial em Setembro de 1939. Eu não consigo entender como milhões de alemães simplesmente aceitavam a verdade do líder deles como uma verdade suprema e aceitavam as atrocidades que aconteciam.

Descendo para o segundo andar entramos na parte da exposição que fala sobre o desenrolar do Holocausto e a evolução do nazismo com a criação dos guetos onde os judeus foram confinados em bairros inteiros enquanto o governo alemão tomava posse de suas casas e riquezas para continuar financiando a máquina de guerra. Também nessa parte da exposição temos uma clara ideia de como era realizado o transporte dos presos até os campos de concentração, a vida nos campos, o trabalho braçal ao qual eles eram forçados e a eliminação de presos através de fuzilamentos ou câmara de gás.

Descendo para o primeiro e último andar chegamos ao final da guerra com a liberação dos presos que sobreviveram ao Holocausto e a vitória dos aliados contra os nazistas. Tem também lembranças do que foi encontrado no país que ficou aos pedaços após a guerra.

Na saída da exposição fixa há um cinema onde há relatos de pessoas que sobreviveram ao Holocausto. Fiquei muito tempo lá dentro… sentei e chorei assistindo relato atrás de relato do que aquelas pessoas viveram. E não chorei sozinha. Vi homens, mulheres, adultos e adolescentes com lágrimas nos olhos assistindo pessoas reais contando coisas que mantiveram gravadas na memória até hoje. É impossível visitar este museu sem sair de lá tocado. É impossível não comparar o que aconteceu lá com o que vemos todos os dias na TV ou na Internet por vários lugares do mundo até hoje.

Quando sair dessa área da exposição permanente não esqueça de visitar no último andar a exposição temporária. Não sei de quanto em quanto tempo eles mudam mas hoje como já mencionei acima há a exposição They Were Neighbors que fala sobre os judeus que foram denunciados a Gestapo (a polícia alemã) por seus próprios vizinhos, amigos, colegas de trabalho, namorados, em troca de algum cargo no governo Hitler ou unicamente por inveja dos bens que aquelas famílias tinham, e quem os entregava acabava recebendo algum dinheiro do governo ou a oportunidade de continuar com o negócio dessas famílias. Chocante e absurdo. No andar da entrada/saída sempre tem algum convidado especial sentadinho perto do guichê de informações. Este ano tive o imenso prazer de conhecer uma gentil senhora alemã/americana que sobreviveu ao Holocausto. Vi que ela estava conversando com um casal e como sou curiosa cheguei perto e fiquei ouvindo ela narrar a história de vida dela. Quando as lágrimas começaram a escorrer pelo rosto dela eu chorei junto. O casal agradeceu a conversa e se foi. Ela me chamou mais pra perto perguntou meu nome e me contou mais algumas coisas sobre a vinda dela para os EUA após o fim da guerra. No final eu perguntei se podia abraçar ela pois no meu país temos o hábito de abraçar pessoas que desejamos o bem. Ela abriu um sorriso enorme e perguntou de onde eu era e disse que o abraço de uma brasileira sempre seria bem vindo.

Neste andar também tem uma exposição sobre o Holocausto para as crianças caso você esteja viajando com crianças pequenas e queira explicar ludicamente para o seu filho/a sobre o ocorrido.

Enfim… desculpem me pelo post longo… mas acredito que este museu é sensacional. Eu sai de lá diferente da pessoa que entrou. E acredito que esta tenha sido uma das melhores experiências que eu tive aqui em D.C.

Como diz o cartaz que tem na entrada do museu: “Da próxima vez que você ver injustiça, da próxima vez que você presenciar o ódio, da próxima vez que você ouvir falar de genocídio PENSE SOBRE O QUE VOCÊ VIU”

Se você visitou o museu compartilhe comigo nos comentários o que você achou do que viu por lá.

Até o próximo post =)

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Por Érica Brasilino

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Bureau of Engraving and Printing

08 de julho de 2016

Hoje a estrela do blog é o Bureau of Engraving and Printing a “Casa da Moeda” dos Estados Unidos.

O Bureau of Engraving and Printing é aberto ao público (como vários prédios públicos governamentais em DC) só que dependendo da época do ano  pode ser mais difícil visitar. Os tours guiados são realizadas de segunda à sexta  feira das 9am as 2pm a cada 15 minutos. Entre março e agosto que é a alta temporada em DC, há visitas entre 2pm e 6pm. Verifique no site as datas exatas antes de ir. Como todo prédio governamental aberto ao público para visitação, o Bureau não é aberto aos finais de semana, feriados nacionais e na semana entre o Natal e o Ano Novo.

Para visitar, vá até  o quiosque que está  localizado na Raoul Wallenburg Place (antigo 15th St, SW) e pegue tíquetes para o mesmo dia. Dica: Quanto mais cedo você chegar ao quiosque, maiores são as chances de conseguir. Ele está aberto à partir das 8 da manhã. No dia que fui, cheguei ao quiosque por volta de 10 e peguei entradas para as 2:00 da tarde. Isso porque era baixa temporada… Se estiver em DC no alto verão, chegue lá antes das 8 para formar fila. Este quiosque é o mesmo que distribui entradas para o Museu do Holocausto que está ao lado do prédio do Bureau. Vale a pena pegar ingressos para as duas atrações uma seguida da outra. Dica numero 2: Se puder visite primeiro o Bureau, o tour vai levar 30 minutos e você pode se dar mais 30 minutinhos para andar pela loja na saída do tour e comprar algo caso queira e ir para o prédio ao lado para fazer o Museu do Holocausto. No dia que visitei peguei ingresso para o Bureau a 1:00 e para o Museu do Holocausto as 2. Deu tempo de sobra. Por que falo para fazer o Museu depois? Porque você pode caminhar o quanto quiser no museu sem pressa.

Voltando ao tour… Vá para a porta do Bureau aproximadamente 30 minutos antes do marcado no seu tíquete. Há uma  fila na porta e você deve seguir as instruções de segurança. Lembre-se você estará entrando num prédio governamental onde as normas de segurança são rígidas.

Na entrada tem todo aquele check de segurança estilo aeroporto e depois todos assistem a um vídeo explicativo em inglês sobre o trabalho que é realizado por lá. Depois eles dividem este grupo enorme em grupos menores e guias levam o grupo por toda a linha de produção e explicam o passo a passo de como é feito o dinheiro no Tio Sam.

A grande sacada é que você acha que vai ver de perto… nope. Os corredores ficam no topo e vemos de cima. O vidro que separa os visitantes do dinheiro real é extremamente grosso e a prova de balas. Porém, ver a quantidade absurda de dinheiro que é produzida lá todos os dias e descobrir curiosidades como por exemplo que uma nota leva duas semanas para ficar pronta ou caso uma folha saia com problema por conta de um jato de tinta defeituoso, toda uma sequência enorme de dinheiro é destruída por não passar no controle de qualidade é surreal. Estes são apenas alguns dos detalhes que aprendi ao fazer o tour. Você também vai aprender sobre como o dinheiro americano evoluiu com o passar dos anos, como eram as linhas de produção no passado e etc.

Fotos lá dentro são expressamente proibidas, então infelizmente todas as fotos deste post são fotos de alguma outra fonte. Mas dá pra ter uma ideia do que é visitar o Bureau of Engraving and Printing.

No final do tour você claro vai sair por uma lojinha. Lá eles vendem desde pacotinhos de dinheiro destruído (porque alguém compraria isso??), notas de dólares inteiras como as que você ve acima antes de serem cortadas (de novo porque alguém compra isso??) e o item mais famoso da loja que são as notas de U$2 que praticamente saíram de circulação e são raras. Eles fazem pouquíssimas por mês e cada nota de U$2 custa U$8. Eu comprei uma para dar de presente pro meu noivo e ele ficou encantado. Voce me pergunta: Érica por que gastar 8 Obamas numa nota que se você for usar custa 2 Obamas? Porque um dia essas notas vão valer muito dinheiro! Coisa de colecionador…

Se você visitar me diga o que achou nos comentários,

Até o próximo post   =)

 

 

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Independence Day

05 de julho de 2016

E o feriado mais importante para os americanos finalmente chegou. O dia em que o Will Smith salvou o planeta Terra dos alienígenas 20 anos atrás 🙂

Brincadeiras a parte, o 4 de Julho, o dia da Independência Americana é a comemoração do 4 de Julho de 1776 quando as 13 colônias declararam a sua independência do Império Britânico se tornando um país livre.

Decidimos ficar em D.C neste ferido. De acordo com tudo o que li, Washington tem a melhor queima de fogos do país para a ocasião. Well… os jornais daqui estavam puxando a sardinha para Washington mas ontem a noite descobri que a melhor mesmo fica em NYC e é organizada pela loja de departamentos Macy’s. Pela TV eles estimavam 3 milhões de pessoas por lá acompanhando a queima. Foi realmente lindo demais de acordo com as imagens do senhor Google.

Começamos a pesquisar locais para ver os fogos aqui em D.C e descobrimos que a grande massa turística vai para o National Mall. De praticamente todos os locais do Mall da pra ter uma vista sensacional.

Também podíamos optar ver os fogos do Capitol Hill. Lembrando que nessa área poderíamos tentar um espaço na escadaria da Suprema Corte ou da Biblioteca do Congresso.

Porém descobrimos que nessa parte do National Mall é realizada a celebração oficial do canal de televisão PBS então tudo estava cercado por policiais e as pessoas estavam sentadas lá desde as 10 da manhã guardando lugar. Choveu durante o dia por aqui e não queríamos perder o nosso feriado sentados na chuva sendo que tínhamos outras coisas para fazer.

Se fôssemos muito ricos de acordo com os sites que pesquisamos poderíamos alugar um quarto de hotel bem chique com vista para o National Mall e passar a noite lá. Mas a brincadeira custava a partir de U$400. Dirigimos por alguns desses hotéis e as ruas estavam com vários check points de segurança e bem chatinho para estacionar. Estacionamento em D.C perto dos pontos turísticos pode chegar a U$30 facilmente. Pelo o que entendi somente pessoas com reservas comprovadas em hotéis podiam acessar essas ruas.

Outra opção seria ir para o Tidal Basin (o lago que comentei nos últimos posts); o topo do Kennedy Center for the Performing Arts; algum bar no último andar de algum prédio onde cobra-se entre U$20 a U$40 de entrada para qualquer pessoa; algum cruzeiro pelo Rio Potomac… tínhamos varias opções de lugares para escolher, o grande ponto aqui seria a locomoção. Se fôssemos para D.C ver os fogos estaríamos dependentes única e exclusivamente do metrô pois tudo estava praticamente inacessível para carros.

Outro ponto de onde se pode ver os fogos é do Iwo Jima Memorial que fica ao lado do Arlington Cemitery na Virgínia do outro lado do Rio Potomac.

Estar aqui no 4 de Julho, acho válido se você quer ter uma experiência tipicamente americana. Fogos são sempre lindos de se ver em qualquer lugar do mundo e nós temos nossa super queima de fogos no Réveillon do Rio. Porém aqui tem toda essa questão patriótica que vale super a pena vivenciar. Foi bem interessante conhecer mais da cultura americana após estudar por tantos anos inglês e ensinar o idioma por muitos anos no Brasil. Se puder viajar para D.C ou NYC nessa época, viaje sem pestanejar. Se tiver um pouco de conhecimento sobre a história americana a experiência será mais rica ainda.

No próximo post vou falar sobre a Casa da Moeda Americana ou como eles chamam aqui o Bureau of Engraving and Printing.

Até lá 🙂

 

 

 

 

 

 

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Por Érica Brasilino

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Tidal Basin

01 de julho de 2016

O Tidal Basin é um lago que pode ser visto de várias partes de D.C. Nele estão localizados 4 monumentos importantes do National Mall como mencionei no post anterior (Martin Luther King Jr, Franklin Delano Roosevelt, George Mason e Jefferson Memorial). O lago pode ser acessado pela avenida Independence próximo ao Martin Luther King Jr Memorial ou vindo do National Mall pela rua Raoul Wallenberg PL SW. Essa rua está localizada ao lado do Washington Monument.

Entre março e outubro o lago torna-se ainda mais interessante pois o quiosque dos pedalinhos é aberto para o público e você pode aproveitar para percorrer o lago e ver os monumentos por uma perspectiva diferente.

Se você quiser usufruir dos pedalinhos eles custam (preços pesquisados em julho de 2016) U$16 por hora para 2 pessoas, U$26 por hora para 4 pessoas e os recém comprados pedalinhos em forma de Cisne custam U$30 por hora para duas pessoas.  Os pedalinhos funcionam 7 dias por semana das 10:00am as 6:00pm mas o último embarque tem que ser realizado as 5:00pm. Eu acredito que a vista do National Mall a partir do pedalinho deve ser única. Porém, confesso que não tive coragem de pagar tantos Obamas assim para brincar neles. Como 90% dos passeios em DC são grátis, eu achei extremamente caro. Mas vai de cada um. Se você for,  por favor deixe seu relato nos comentários, quem sabe eu mude de ideia 🙂

Se você tiver em um grupo de mais de 10 pessoas eles pedem para fazer a reserva antecipadamente. As reservas são aceitas apenas de segunda a sexta entre 10 da manha e 1 da tarde. Maiores informações podem ser obtidas no site oficial deles clicando aqui.

A época mais concorrida para visitar o lago é durante o Festival das Cherry Blossom. Este festival comemora o início da primavera de 1912 quando o Japão presenteou os EUA com centenas de árvores cerejeiras marcando a amizade entre os dois países. As árvores na verdade, podem ser vistas por toda a cidade mas o local onde elas mais impressionam é no Tidal Basin. A cidade fica frenética. Os jornais só falam disso por semanas. Tudo isso porque não há uma data certa para acontecer!!!!! Eles tem câmeras espalhadas por todo o lago 24 horas por dia e os especialistas ficam de olho todo santo dia para poder determinar quando 70% delas estarão com as flores abertas simultaneamente. Eles ficam de olho nos botões de rosa e a partir daí determinam a data do festival. O festival dura um mês em média e cada final de semana há atrações diferentes. E o grande finale ocorre no último domingo quando a cidade fica entupida principalmente de japoneses que viajam para DC para fotografar a beleza das árvores. É insano. Claro que por estar aqui eu vi as árvores em diferentes estágios mas se você quer viajar para ver elas no pico do florescimento, aconselho a ficar de olho na câmera do lago e ter a possibilidade de agendar sua viagem em cima da hora. O site para acompanhar as câmeras você encontra aqui e explicações sobre os botões de rosa aqui (sites em inglês).

Se você tiver a sorte de estar em DC para o festival aproveite ao máximo. Confesso que eu me tornei uma caçadora de árvores de cerejeira este ano para tirar o maior número de fotos. Somente um adendo, caso você ou alguém no seu grupo de viagem sofra de alguma ite… (rinite, sinusite, etc) eu aconselho a não visitar a cidade nessa época. O pólen está por todos os lados e até eu que não tenho problema respiratório fiquei com o nariz problemático. É impossível andar por DC sem sofrer nessa época uma vez que praticamente todas as árvores  entram no seu peek bloom simultaneamente. Outra coisa… lembre que não apenas você, mas milhares de outras pessoas estarão praticamente brigando para tirar fotos nas árvores que estão mais bonitas… seja paciente. Por este motivo todas as vezes que fui caçar as árvores, fui sozinha… o meu marido queria morrer com as multidões.

 

Até o próximo post 🙂

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Por Érica Brasilino

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