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Qual o melhor cartão de crédito para milhas?

25 de abril de 2019

Nossa última viagem de férias agora no início de abril foi para a Tailândia e o destino foi decidido por conta das milhas. A ideia inicial era irmos para Portugal fazer uma road trip pelo país de 3 semanas, inclusive eu já estava trabalhando no roteiro dessa viagem a 4 meses. Quando finalmente sentamos para emitir os bilhetes percebemos que nossas milhas seriam suficientes apenas para as passagens de uma pessoa e a outra teríamos que pagar U$1500 pelo mesmo trecho. Por curiosidade pesquisamos então o valor da passagem para Lisboa saindo de São Paulo e para a nossa surpresa o voo GRU-LIS estava R$1200 e o voo MIA-LIS U$650. Para piorar a situação ambos os trechos eram voos diretos enquanto saindo de DC teríamos escalas ridículas em Bruxelas, Paris ou Filadélfia. Detestamos fazer escalas desnecessárias então abortamos a operação Portugal. Por mais que estivesse nos nossos planos a muito tempo, não ganhamos dinheiro em árvore para gastar sem pensar.

Começamos então a jogar destinos aleatórios no sistema e para nossa surpresa nossas milhas emitiriam passagens de ida e volta para duas pessoas para Tóquio, Roma e Maldivas. Foi então que após uma rápida pesquisa no Youtube num domingo de folga batemos o martelo e decidimos ir para a Tailândia. Em 2015 quando o Ezio morava no Paquistão ele passou uma semana em Bangkok e Pataya e tinha muita curiosidade em conhecer as ilhas mais ao sul do país e como eu nunca tinha pisado na Ásia seria uma ótima oportunidade. Conseguimos fechar passagens por U$200 para cada um (taxas de embarque nos 4 aeroportos) e seguimos felizes para o Sudeste Asiático. 

Após comentar num post do Instagram sobre as milhas e sobre os lounges que usamos durante o trajeto de ida e volta, aprendi que tanto eu como meus amigos (principalmente os que estão no Brasil) temos pouquíssimo ou quase nenhum conhecimento sobre o fantástico mundo das milhas. Então no post de hoje decidi compartilhar com vocês o que aprendi ao pesquisar sobre o assunto. Vou comentar tanto sobre o cartão que usamos aqui nos EUA para milhas e vou mencionar os melhores no Brasil.

Estados Unidos

Chase Saphire Reserve

Descobrimos este cartão assim que voltamos aos Estados Unidos quase dois anos atrás. TUDO o que compramos passamos no cartão para poder gerar milhas. Se você pagar contas em restaurantes e gastar com viagens (hotéis, passagens, passeios em agências de viagens) você gera 3x mais pontos. Claro que existe um custo… pagamos U$450 por ano para ter este cartão o que seria uma taxa de U$37,50 por mês e U$75 para cada cartão adicional. Porém nestes dois anos que temos, já viajamos de graça (tickets de ida e volta para nós dois) para Utah, Brasil, República Dominicana com escala de 4 dias em Miami e pagamos U$200 nos tickets (de cada um) para a Tailândia. Vale muito o investimento da taxa anual do cartão.

Ao gastar U$4000 nos primeiros três meses a Chase te dá um bônus de 50000 milhas de presente. Levando em consideração que pagamos t.u.d.o com o cartão, ficou fácil de gastar este valor em 90 dias. Todos os anos no aniversário da abertura da conta com a Chase você ganha U$300 de annual travel credit como reembolso do que foi gasto com viagens ao longo dos últimos 12 meses. O cartão também possibilita upgrades de assento, uso de lounges no mundo inteiro (através do Priority Pass) e não há taxa de uso no exterior para moeda estrangeira (alguns cartões cobram por exemplo 3% do valor da compra no exterior como uma penalidade por você utilizar seu cartão de crédito fora do seu país de domicilio).

As passagens devem ser emitidas diretamente no site Chase Ultimate Travel.

Brasil

Após pesquisar para poder entender o mundo das milhas no Brasil, percebi que não sabemos muito disso por aí porque existe uma briga infinita entre os bancos onde cada banco tem seus benefícios e para piorar, para você ter acesso a tal cartão você tem de ser correntista daquele banco e movimentar um valor x por mês (tanto na conta corrente como no próprio extrato do cartão de crédito), o que dependendo do cartão não é acessível a todos os mortais. Vejo que o mundo das milhas no Brasil é mais para a elite do que para o cidadão comum. O que é uma pena porque se fosse mais acessível você teria um número muito maior de pessoas viajando e gerando emprego e dinheiro para o turismo brasileiro… enfim papo para um outro post.

Porto Seguro Visa Infinite

Anuidade R$1320 ou 12x de R$110. Há maneiras de diminuir ou isentar o valor da anuidade de acordo com os seus gastos mensais, no site do cartão há explicações bem detalhadas sobre. Você pode solicitar até 4 cartões adicionais gratuitamente.

Programa de fidelidade Porto Seguro onde suas milhas geradas pelo uso do cartão podem ser trocadas por produtos, serviços Porto Seguro e milhas aéreas. Os pontos valem por 24 meses então tem de ficar atento para não perder as milhas. O maior benefício deste cartão ao meu ver é poder usar mais de 1000 salas VIP ao redor do mundo com direito a acompanhante. Se você tem seu próprio negócio e movimenta valores altos no cartão e tem como objetivo ter um cartão que facilite tanto a compra de passagens como o uso de lounges, este cartão é o mais indicado. Apesar de ser um cartão para uma determinada classe de clientes, aconselho que você pesquise a respeito, quem sabe ele seja viável por conta do seu trabalho ou até do seu negócio. Se você já tiver um cartão Gold de qualquer outra instituição com limite de R$30.000,00 eles aceitam analisar a sua solicitação. Envie e-mail para cartao.infinite@portoseguro.com.br e a analise de acordo com usuários do cartão não demora mais do que cinco dias.

Mastercard Black

Não importa qual banco você tem conta corrente, neste caso os benefícios serão oferecidos pela Mastercard. E tratando de viagens segue a lista de benefícios que um portador deste cartão terá acesso:

– Despesas Médicas

– Evacuação de Emergência (nunca pensamos sobre isso, mas se o país destino sofrer um ataque terrorista ou após um tsunami, se você sobreviver e quiser sair do país essa assistência será primordial)

– Repatriação de Restos Mortais (custa em média U$20.000,00 repatriar um corpo para o Brasil, sua família tem este valor caso o impensável aconteça?)

– Retorno de criança e idoso

– Viagem de Familiar em situação de emergência (caso você precise operar de emergência no exterior e precise da ajuda de um familiar)

– Transporte VIP de/para o aeroporto

– Cobertura de até R$100.000,00 no caso de evacuação médica de emergência (se você tiver de voar num avião hospital por exemplo de volta ao Brasil)

– Certificado de Schengen (este item merece um post futuro somente sobre ele)

– Sala VIP Mastercard Black em Guarulhos

– Concierge (você sabe para que serve o serviço de concierge do seu cartão?)

Cobertura válida em todos os países do mundo 24 horas por dia, 365 dias por ano, 7 dias por semana.

Se você se interessar pelo Black, aconselho entrar em contato com a central do seu banco pois cada banco cobra um valor de anuidade que pode ser isento ou não. Este seria um dos cartões mais acessíveis e com melhores benefícios depois do Visa Infinite.

Eu poderia ficar horas aqui falando sobre cartões e seus benefícios, mas vou deixar como referencia o link do site Melhores Destinos que acabou de ser atualizado este mês sobre o assunto. Tem cada cartão que você imaginar no Brasil explicando item por item e comparativo entre eles. Meu post foi apenas uma introdução, como você já percebeu há inúmeras variáveis no momento de pedir o cartão certo para você de acordo com o seu perfil e vida financeira. Espero poder ter dado uma pequena contribuição sobre o mundo das milhas através de cartões de crédito. Independente do cartão que você escolher, use com sabedoria e moderação (vai por mim… eu SEI o que é gastar como louca).

Até o próximo post =0)

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida

A necessidade do tempo para você mesmo

16 de abril de 2019

Para quem nos conhece, vocês sabem que meu marido tem um trabalho que o obriga a passar muito tempo fora de casa. Ele viaja muitas vezes ao mês e já chegou a passar apenas 4 dias em um mês em casa. É difícil… principalmente para mim que não tenho familiares em Washington DC e minhas melhores amigas estão a quilômetros de distância em São Paulo. Chega a ser solitário muitas vezes e a Isabella é a minha válvula de escape mental (Isabella minha gata togolesa maravilhosa).

Amo o Ezio mais que tudo nessa vida e casei com ele sabendo dos dissabores da vida de uma esposa de diplomata. Após longos 9 anos no Consulado Americano em SP vi vários casamentos naufragarem por justamente a esposa ficar de saco cheio de ser o segundo plano na vida do oficial. A quantidade de divórcios no Foreign Service e traições é imensa. 

Durante este assignment que estamos em Washington DC a única maneira que temos de ficarmos realmente juntos é nas férias. Então tentamos a cada quatro meses tirar umas semanas para viajarmos e curtimos nosso tempo e fortificarmos a nossa relação. Estamos viajando juntos desde o dia 28 de março (escrevo este artigo hoje dia 11 de abril) pela Tailândia e hoje ele foi fazer um passeio e eu decidi tirar o dia para mim.

Muita gente pode ver essa decisão como falta de amor ou não querer estar junto, muito pelo contrario!!!

A nossa cultura brasileira e/ou latina é muito apegada aos familiares e relacionamentos e neste caso chega a ser até muito grudenta. Quando começamos a namorar eu não entendia essa ideia do ME TIME que o Ezio tanto tentava impor. Tanto que a primeira vez que ele me disse por telefone que aquela sexta feira não íamos nos encontrar pois ele queria um tempo sozinho doeu na alma. Meu lado irracional brasileiro viu algo como: ele não me ama, ele não me quer, ele tem outra. Sofri por quase 48 horas até encontrar com ele novamente e constatar que tudo estava ótimo do jeito que estava na última vez que nos encontramos, a única coisa que ele queria era ver os filmes dele, tomar uma cerveja conversando com a família pelo Skype sem a namorada estar por perto e do whatever he wanted. 

Levei um bom tempo para entender essa parte da cultura americana do grupo de amigos que saem uma vez por semana sem as namoradas/esposas para baterem um papo e serem eles mesmos. Pra mim era inconcebível isso.

Hoje estamos juntos non stop por 15 dias seguidos e vou te falar… que delícia ter tempo para sentar no meu notebook e escrever. Amo escrever e quando ele esta por perto eu não consigo concentrar. É como ter um filho e ter que prestar atenção no que ele precisa/está falando 24 horas por dia. Tão bom sentar aqui no quarto do hotel olhando o Mar de Andaman azul pela janela e poder divagar sobre a vida. Acho que o me time deveria inclusive ser instituído como clausula obrigatória de casamento para ser cumprida por toda a vida. 

Estou aqui aguardando meu shuttle para o centro da cidade, vou até Patong Beach para gastar meu tempo livre comprando e olhando vitrines como se não houvesse amanha. Ele está num passeio de zipline com ATV no meio da mata. Está aí uma coisa que detesto é passeio no meio da mata com mosquitos me comendo, mas fui obrigada a aprender a gostar para poder me divertir com ele ao longo destes 6 anos de relacionamento. Tudo bem ensinei ele a gostar da Disney e do Harry Potter (e de tapioca também).

Relacionamento saudável deveria ser assim, você aprender a fazer coisas juntos, mas não se importar que o outro tenha tempo para fazer o que bem entende também e a vida seguir e estar tudo bem. Se você precisa desse tempo, nunca é tarde para começar a praticar o me time. Não precisa ser somente quando sair de férias pode ser quando se está na sua rotina também. Comece com 30 minutos por semana e vá aumentando aos poucos. Peça para a sua melhor metade cuidar das crianças caso seja necessário assim todos ajudam. Você vai ver como será melhor para você e para o seu relacionamento. 

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Por Érica Brasilino

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Outros

Três anos do blog!

11 de abril de 2019

Oi gente,

E hoje este espaço completa três anos!!! Meu Deus tanta coisa aconteceu de abril de 2016 até hoje. Criei o blog quando estávamos em Lomé no Togo e eu tinha muito tempo em mãos e quase nada para fazer como uma trailing spouse. Ser expatriada e esposa de diplomata num país onde eu não dominava o idioma me tornou criativa. Tive de me reinventar para não surtar e não me sentir inútil. Por conta desse espaço conheci tanta gente bacana que trouxe para a minha vida fora do virtual, respondo inúmeras perguntas sobre casamento com americano (sendo que o blog nem é sobre imigração porém este é o artigo número um acessado por aqui) e conheci outros blogs sensacionais (e perfis do Instagram também).

Já tive vontade de deletar o blog inúmeras vezes, agora morando nos EUA e de volta ao mercado de trabalho fica tão complicado manter ele atualizado na frequência de antes… e não é por falta de assunto não, tenho mais de 35 ideias anotadas no meu bloco de notas para posts. Me sinto tão exaurida por trabalhar com o público que quando chego em casa quero sentar e ver uma besteira qualquer no Youtube pois minha cabeça está cansada demais para escrever. Mas sempre que alguém me pergunta sobre DC ou algum outro destino que já fomos é sempre gratificante poder mandar o link para a pessoa e falar para ela dar uma espiada por aqui pois já mencionei a respeito… por conta disso sigo escrevendo quando dá. Neste momento mesmo estou no avião sobrevoando o Oceano Índico indo em direção ao nosso destino das férias deste ano e resolvi escrever

Escrever se tornou uma grande paixão e para poder ter um blog a pesquisa é fundamental. Você não pode em pleno 2019 escrever algo que não seja verdade. Não é apenas a sua reputação online que esta em jogo mas também sua carreira profissional, principalmente quando você usa o blog como parte do seu portfólio no seu currículo profissional. Manter um blog por tanto tempo principalmente durante a minha estadia no Togo sem um emprego fixo foi primordial durante a minha contratação no meu atual empregador. Mostrar para o meu manager que eu mantive minha cabeça funcionando intelectualmente e fazendo trabalhos voluntários foi essencial. Se você que lê este blog é como eu e não curte YouTube como uma plataforma de criação (nada contra eles, eu mesmo sou consumidora voraz de vídeos por lá, só não me vejo produzindo conteúdo em vídeo) e adora escrever, pense em criar um blog sobre um assunto que você goste. Sempre é muito prazeroso dissertar sobre o que entendemos e gostamos.

Já recebi inúmeras propostas para profissionalizar o blog, transformar o conteúdo em canal, post pago… mas não é a minha pegada. Por conta do trabalho do Ezio não posso me tornar uma pessoa “famosa” na internet. Respeito o nosso ganha pão e sei que nosso estilo de vida é possível por conta do trabalho dele, então por respeito a carreira que ele construiu eu mantenho o meu espaço pequeno mas com leitores de qualidade que estão aqui porque precisam de informações específicas sobre algo que eu já presenciei e posso compartilhar a respeito.


Obrigada pela audiência nestes três anos, tem sido uma incrível jornada e um prazer dividir alguns detalhes dessa minha louca vida com vocês.

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Por Érica Brasilino

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América Brasil Rio de Janeiro Viagens

O Rio de Janeiro continua lindo…

14 de março de 2019

Estava aqui fazendo back up de fotos desde 2005 e percebi que fui algumas vezes ao Rio de Janeiro e nunca escrevi sobre este destino… mesmo tendo um post inacabado no rascunho sobre Utah, senti uma vontade absurda de falar sobre o Rio que pra mim é uma das cidades mais lindas que eu já conheci na vida.

Ahhh o Rio…

Mesmo já tendo visitado ilhas surreais como Fernando de Noronha e Mauricio, não hesito em dizer que o Rio de Janeiro é uma poesia. Principalmente se você tiver a oportunidade de chegar à cidade num fim de tarde de verão pelo aeroporto Santos Dumont… ver pela cabine do avião toda a exuberância da cidade maravilhosa é um deleite aos olhos. Não vou entrar aqui em detalhes sobre como a cidade está desesperadamente precisando de ajuda principalmente na área de segurança pública, não cabe a este simples blog fazer isso pois essa não é função deste espaço.

Visitei o Rio em 2011 sozinha a trabalho e aproveitei para fazer o combo clássico Cristo Redentor, Pão de Açúcar e Arcos da Lapa. Depois voltei em 2013 já namorando meu marido e fui mostrar ao gringo porque o Rio é a cidade mais famosa do Brasil aqui no exterior. Em 2015 antes de sair do Brasil fiz uma última viagem ao Rio com a minha amiga Fran e fiz de novo os pontos turísticos de sempre pois… porque não??? Compartilho com vocês hoje dicas do que ver, fazer, como visitar, onde comer e onde não se hospedar (sim também falo mal de hospedagem ruim).

Como chegar ao Rio?

Se você está no Brasil isso é fácil, qualquer cia aérea que opere no país viaja para lá. Agora se você sair dos EUA, aconselho pesquisar passagens tanto para São Paulo (aeroporto de Guarulhos) ou para o próprio Rio (aeroporto do Galeão). Muitas vezes voar via São Paulo é mais em conta e você pode sempre fazer um vôo interno entre As duas cidades, uma vez que a ponte aérea SP-RJ é de aproximadamente 50 minutos e os vôos são baratos. Passagens entre Washington DC e o Rio de Janeiro custam aproximadamente U$826 ida e volta e passagens entre SP – RJ custam U$69 ida e volta.

Onde se hospedar no Rio?

This is the million dollar question!!! Eu já fiquei em um hotel sensacional, num hostel mea boca, num hotel de péssima qualidade e no apartamento de amigos… claro que se você conhece alguém na cidade o ideal sempre será ficar com algum conhecido (tanto pelo custo benefício como pela probabilidade de entrar numa roubada ser menor). Menciono aqui os hotéis que já fiquei:

Rio Othon Palace: Sem dúvida o melhor hotel que eu já me hospedei no Rio de Janeiro. De frente para o mar na praia de Copacabana este hotel oferece vistas incríveis da principal praia da cidade e muitas amenidades como wifi, café da manhã, piscina, academia, serviço de quarto. Se eu voltar ao Rio e minhas amigas não puderem me hospedar, o Othon é com certeza a minha opção na cidade maravilhosa.

Solar Hostel Beach Copacabana: Se você procura hospedagem em conta no Rio, os hostels são uma ótima opção. Eu nunca tinha me hospedado em hostel e confesso que não é para mim. Curto a privacidade de um quarto só meu e dividir banheiro para mim foi bem difícil. Tanto que diminui minha estadia na cidade pois não gostei da experiência. Tenho amigas que amam este tipo de hospedagem, pois elas querem fazer amizades ao viajarem sozinhas e é uma maneira de fazer passeios com pessoas diferentes e dividir o custo. Again, não é a minha praia mas fica a dica. O hostel oferece dormitório misto, feminino e quarto privativo. Como o Rio de Janeiro tem a hospedagem mais cara do Brasil… talvez vale a pena dar uma conferida nessa opção.

Ibis Budget Rio de Janeiro Centro: Um dos piores hotéis que nos hospedamos na vida. Como já mencionei, o Rio de Janeiro oferece a hospedagem mais cara do Brasil (talvez perca hoje em dia apenas para Fernando de Noronha). Optamos por ficar no Centro pois queríamos estar próximos ao aeroporto e não queríamos perder tempo com congestionamento ao entrar/sair da cidade. A única coisa que nos animou neste hotel foi a localização, fora isso o quarto era minúsculo, no último dia estávamos completamente roxos de tanto bater as canelas na quina da cama. A cama era de metal, então fazia um barulho horroroso. Além disso tínhamos uma cama extra em cima da nossa cama de casal e meu marido bateu a cabeça diversas vezes. Foi uma péssima experiência.

Transporte no Rio

Eu nunca aluguei carro no Rio de Janeiro, sempre usei um misto de Uber + táxi, + transporte público e sempre deu super certo. Não acredito que seja muito difícil mesmo para quem não fala nada de português se comunicar no transporte. Nada que um Google Translator não resolva.

O que ver e fazer na Cidade Maravilhosa?

Claro que você deve começar pelo combo clássico Cristo Redentor + Pão de Açúcar. Na minha primeira ida a cidade além dos dois cartões postais do Brasil, visitei a Lapa a noite para cair no samba. Na segunda ida ao Rio com o meu gringo favorito, além dos pontos que eu já conhecia nós incluímos a Confeitaria Colombo, um passeio pela Lapa durante o dia, Praia de Copacabana e pulamos de asa delta da pedra do Arpoador. Na terceira e última ida ao Rio fiz um passeio de helicóptero saindo do Pão de Açúcar. Foi sensacional. Ainda não vi tudo o que queria no Rio… quero fazer o Parque Lage, ir em Niterói passar uma tarde tomando uma cerveja com a minha bestie Flávia, quero ir ao Museu do Amanhã, quero tomar sol em Copa tomando mate gelado e comendo bixxxcoito Globo. Ahhh Rio… não sou carioca, mas amo essa cidade bicho.

Cristo Redentor

Já visitei o Cristo 3 vezes e nunca me canso de subir aos pés de uma das maravilhas modernas. Há uma energia lá em cima que me fascina tanto. Gosto de subir, tocar a base do Cristo, rezar, agradecer, apreciar a vista do Rio lá embaixo e observar as pessoas se estapearem com paus de selfie e com braços abertos na foto mais clichê do Brasil. Juro que morro de inveja de super celebridades que fecham o Cristo para casar… sonho meu celebrar o amor aos pés do Cristo com a Cidade Maravilhosa lá embaixo. Você pode subir o morro tanto da maneira clássica com o bondinho ou se preferir você pode ir a pé. Sim… eu e a minha amiga Fran tivemos a idéia de jerico de subir a pé num dos dias mais quentes da história da minha vida. Claro que despreparadas que somos, não tínhamos uma garrafa de água sequer. No meio do caminho vimos macaquinhos, vimos passarinhos e paramos dois caras no meio da trilha implorando por um gole de água… pois é… quem não viaja não tem história para contar. Eu aconselho a subir de trem pois além de ser a maneira tradicional você ainda curte o ar fresco da floresta da Tijuca. o Trem foi a primeira estrada de ferro do país e foi inaugurado pelo Dom Pedro II.

Para visitar o Cristo via Trem do Corcovado você deve ir até a Rua do Cosme Velho, 513. Aconselho a comprar os tickets com antecedência. Você pode comprar clicando aqui. Os tickets custam R$79 adultos, R$25,50 idosos a partir de 60 anos (que sejam residentes no Brasil) e crianças pagam R$51. Lembrancinhas na loja oficial são absurdamente caras, keep that in mind.

Pão de Açúcar

Localizado no Bairro da Urca, o conjunto de três morros é sem dúvidas um dos cartões postais mais conhecidos do Brasil. Este é um passeio que você consegue contemplar a beleza do Rio de ângulos distintos. No complexo você pode relaxar tomando açaí, sorvete, fazendo uma refeição numa das lanchonetes ou até mesmo fazer um piquenique. Para ter acesso ao topo do Morro do Pão de Açúcar você paga R$110 reais (se comprar no local) ou R$99 se comprar no site oficial com antecedência. No site eles oferecem vários pacotes com preços diferenciados, desde ter o bondinho apenas para você e seus acompanhantes até fazer um tour histórico onde um guia explica como funciona os bastidores da operação. Você pode acessar os valores dos tickets clicando aqui. Eu acho a vista do bondinho maravilhosa sem contar que não há limite de tempo para você ficar lá em cima, ou seja da para passar um dia ou uma tarde bem aprazíveis no local.

Bondinho
Vista de dentro do Bondinho
Morro do Pão de Açúcar visto do Aterro do Flamengo

Lapa

Ir ao Rio de Janeiro e não ir num samba na Lapa, não é visitar o Rio. Por sorte amigos de muitos anos da minha mãe que vivem na cidade me levaram para um pagodão na Lapa na minha primeira visita ao Rio. Eles me levaram ao Beco do Rato. Foi simplesmente sensacional. Sexta feira abre a partir das 18 com cerveja estupidamente gelada e um sambão de primeira qualidade (preciso voltar ao Rio pra ontem pra cair no samba minha gente). Também vi a famosa Escadaria Selarón a noite (ela durante o dia é muito mais linda). Na minha segunda visita ao Rio, fomos à Lapa durante o dia e passamos uma meia hora olhando os azulejos tradicionais na escadaria. Queríamos subir e ver o bairro lá em cima, mas fomos avisados por um morador que meu marido era gringo demais para andar por al comigo… seguimos o conselho e pegamos o caminho da roça 🙁

Beco do Rato

Fiz alguns outros passeios no Rio, mas como o post está ficando enorme, vou dividir em duas partes. Este roteiro curtinho é ideal para um final de semana prolongado de 3 dias onde você vai fazer apenas o básico do Rio num bate e volta (considerando se você for saindo de São Paulo).

Se você visitar o Rio, me deixa uma mensagem com o seu Instagram e compartilha comigo suas fotos de viagem… tenho certeza de que sua viagem ao Rio será inesquecível.

Até o próximo post =0)


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Por Érica Brasilino

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América América do Norte American National Parks Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Capitol Reef National Park

04 de fevereiro de 2019

Como sempre começamos nossa visita ao Capitol Reef pelo Visitor Center. Localizado na entrada do parque, lá pudemos pegar as informações do dia sobre quais estradas dentro do parque estavam abertas/fechadas, se tinha algum ranger program (programa com funcionários onde você pode aprender sobre geologia, fauna, flora e outras curiosidades sobre o local) e claro comprar meu imã de geladeira, marcadores de livros e itens sobre o parque. Sempre que visitamos os National Parks, eu faço questão de comprar alguma coisa para ajudar a manter os parques que para mim são a melhor invenção americana. Também aproveito para carimbar o meu Diário de Viagem onde anoto os principais acontecimentos do dia para depois poder escrever aqui as minhas impressões sobre os locais que visitamos.

Visitamos a região de Utah em Outubro e ainda estava absurdamente quente. Fique atento a este detalhe para você poder se prevenir do sol ou do frio em excesso na região. Comparando a viagem que fizemos em dezembro de 2017 para a mesma região, aprendemos que as temperaturas mais amenas sempre serão melhores para poder aproveitar as trilhas sem maiores problemas de insolação e afins.

Dirigir pelo Capitol Reef é Wow atrás de Wow!!!

O cenário dentro do parque é de cair o queixo, mesmo que você esteja com o tempo curto e tenha apenas tempo de dirigir por dentro dele sem fazer as trilhas, já da para ter uma ideia da imensidão de beleza que o Capitol Reef tem para oferecer aos seus visitantes. Um verdadeiro playground para quem curte este tipo de viagem.

Nossa segunda parada foi a região de Fruita e seu distrito histórico. Lá você pode ver a casa do ferreiro, a antiga escola dos primeiros peregrinos que migraram para essa região, o museu e a Gifford House, casa que está aberta até hoje e serve como um lembrete de como os Mórmons que migraram para Utah viviam a 200 anos atrás. Lá é possível comprar torta de maça e de pera, a mesma receita das famílias que fundaram a região e foi passada de geração para geração. Caso você queira comer a famosa torta, deve visitar essa área cedo pois eles fazem apenas 200 unidades por dia.

Também em Fruita é possível colher maças, peras e outras frutas na hora. Há uma taxa caso você tenha interesse em levar para viagem. Havia uma caixa para o pagamento da coleta das frutas mas não lembro ver nenhum aviso sobre o valor em si. Acredito que era algo como pague quanto vale.

Continuamos nossa visita pela Scenic Drive de 13 quilômetros. Parte dessa estrada é possível dirigir com carros convencionais, destes que você pode alugar em qualquer locadora americana. Porém quanto mais adentramos na trilha, mais percebemos que tração nas 4 rodas era primordial, principalmente se você pegar chuva e estiver no meio da trilha. A terra pode facilmente virar lama e atolar o carro. Verificamos a previsão do tempo e o dia estava claro sem chuvas, então seguimos sem medo. Foi sem dúvidas uma das trilhas mais lindas que já fizemos nos Estados Unidos.

Parece uma pintura de tão lindo S2

Sempre que fazemos essas viagens gostamos de pensar sobre como somos pequenos perante a imensidão do mundo á nossa frente. Poder fugir da civilização e das multidões da cidade grande onde moramos sempre é um prazer. Eu não curtia esse tipo de viagem e confesso que no início do meu namoro com o Ezio eu tinha dificuldade de entender o porque de ele querer desbravar lugares que ninguém ia. Hoje passamos o ano pensando no próximo National Park e qual roteiro vamos montar. Poder dirigir em regiões onde a natureza está em seu estado bruto e encontrar animais selvagens no seu habitat natural é algo que nos fascina. Tenho muito a agradecer o Ezio por ter me ensinado isso.

Se você decidir fazer algumas das trilhas dentro do parque, algumas dicas de segurança são primordiais:

1- Sempre avise a alguém sobre seus planos de viagem. Caso você suma e não dê noticias após o tempo combinado com seu contato, essa pessoa poderá contactar a equipe do National Park Service e você pode ser encontrado mais rápido

2- O Capitol Reef tem um ambiente desértico, tendo isso mente, se for caminhar, mantenha-se nas trilhas e carregue água em abundância. Se for no verão, não esqueça de aplicar protetor solar e sempre reaplique de duas em duas horas. Lembre de carregar essenciais como barrinhas de cereais, frutas e qualquer outro tipo de snack saudável e leve para o dia.

3- Não é possível armar barracas fora das áreas designadas e sempre pergunte no Visitor Center se é necessário alguma licença especial para pernoitar no parque. Do contrário faça como nós e alugue um quarto de hotel nas redondezas (não sou adepta de dormir em barracas at all)

4- Lembre que você deve apenas apreciar a paisagem, qualquer remoção, posse ou tráfico de animais ou itens do parque, pode levar a prisão ou expulsão do local.

Espero que você tenha uma experiência inesquecível caso decida visitar o Capitol Reef National Park, nós adoramos nossa experiência por lá.

Acaba não mundão!

No próximo post vou falar sobre nossa visita a Moab, umas das cidades mais incríveis de Utah e lar de dois dos maiores National Parks do estado,

Até lá =0)

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Por Érica Brasilino

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