América EUA Nevada Onde comer Viagens

Epic USA Road Trip – Nevada – 1 Noite em Las Vegas

21 de Fevereiro de 2018

Saímos do Zion National Park em direção ao Death Valley National Park, porém tinha Las Vegas no meio do caminho… e no último segundo decidimos quando estávamos na estrada pernoitar por lá. Conseguimos reservar um quarto no Planet Hollywood Resort and Casino muito em conta no App do Booking.com, porém estacionar neste hotel… foi o pior pesadelo da nossa vida de turista.

O Planet Hollywood compartilha o prédio do estacionamento com o Caesars Palace e com o Miracle Mile Mall. Além da rua do estacionamento ser bem escondida e difícil de encontrar… após estacionar você tem de atravessar o shopping inteiro com as malas até chegar ao cassino para depois encontrar o lobby do hotel. Foi ridículo. Depois de passar pelo estresse do estacionamento, nós finalmente fizemos check in e pelo menos fomos agraciados com uma ótima suite. Uma das melhores inclusive desta viagem.

Subir para a nossa suite foi uma maravilha, porque logo na elevador demos de cara com a minha diva maior. Britney Spears que estava inclusive com um show fixo no Planet Hollywood. A residência dela por lá chegou ao fim mas eles estão com shows do Pitbull, Jennifer Lopez, Lionel Ritchie e Backstreet Boys. Você pode obter informações sobre os espetáculos aqui.

Mas o que fazer quando se tem apenas uma noite em Las Vegas?

Decidimos focar na região do próprio hotel para não ter que lidar com estacionamento. Então começamos a noite com drinks e aperitivos no Margaritaville. Lá indicamos o Last Mango in Paris que é uma margarita feita com tequila de manga, Cointreau de laranja, suco de cranberry e margarita blend. E de aperitivo fomos de Volcano Nachos, que são tortilla chips, cobertas com chili, queijo, pico de galo, guacamole, creme azeda e pimenta jalapeño. Uma porção serve bem 2 pessoas e sobra.

Saímos do restaurante e andamos até o Bellagio para assistir o show das águas. Você pode encontrar o cronograma com os horários do show clicando aqui. Confesso que eu não esperava ser algo tão legal.

E terminamos a noite vendo um show burlesque chamado Crazy Girls. O melhor era que o show estava em cartaz exatamente no nosso hotel. Derrubei várias barreiras e pré-conceitos ao assistir um show burlesque. Haviam muitos casais na audiência e o público era predominantemente mais velho. O show é de aproximadamente 1:30hr de duração e é um show de dança onde as mulheres estão semi ou completamente nuas. Não é permitido tocar nas garotas quando elas interagem com a audiência. Achei o show de extremo bom gosto e as mulheres eram lindíssimas. Também pelo fato do show estar em cartaz no Planet Hollywod, já demonstra que não é um show qualquer.

Passei alguns minutinhos andando pelo cassino após o show e apostei U$3 míseros dólares nas máquinas. Realmente Las Vegas não é o meu tipo favorito de viagem. Vegas me atrai mais pela quantidade de restaurantes e entretenimento fora dos cassinos do que apostar dinheiro e perder. Tenho outros lugares favoritos pelos EUA. Tanto que nunca voamos especificamente para turistar apenas em Vegas, sempre passamos por lá vindo ou indo para algum outro lugar. Claro que a beleza das luzes da cidade a noite é um espetáculo á parte. No dia seguinte seguimos viagem até o Vale da Morte, então nem exploramos tanto a vida noturna por lá.

 

No próximo post falo sobre nossa visita de 3 dias ao Death Valley National Park, um dos locais mais inóspitos dos EUA.

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América EUA Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Zion National Park

09 de Fevereiro de 2018

Que tal fazer trilhas incríveis em um dos parques nacionais mais bonitos dos Estados Unidos? Hoje falo sobre o Zion National Park.

Para visitar o Zion, nós escolhemos a cidade de La Verkin como nossa base. A cidade está a aproximadamente 30 minutos da entrada principal do parque e os preços eram bem mais acessíveis. Por termos feito essa viagem em dezembro o fluxo de visitantes era muito inferior ao fluxo esperado durante as férias de verão. Tanto que conseguimos acomodação no hotel de um dia para o outro. Essa road trip foi na base do vamos decidir o que fazer quando acordarmos e se gostarmos do local ficamos mais tempo nele. Se você decidir visitar os parques entre abril-setembro, é preciso começar a reservar hotéis com no mínimo 6 meses ou mais de antecedência. Em La Verkin nós ficamos no Best Western Plus Zion West. Eles oferecem café da manhã incluso no valor da diária. Nada de outro mundo não, mas dá para enganar o estômago.

Começamos o dia pelo Visitor Center e seguimos as instruções do park ranger. Por ser inverno o parque estava bem vazio, então pudemos dirigir nosso próprio carro ao invés de usar o sistema de shuttle do parque. Dirigimos por toda a extensão do Zion até o último viewpoint, o nº9 chamado Temple of Sinawava. Lá fizemos a trilha Riverside Walk que tem 3.5km. O interessante dessa trilha é que ela é acessível para portadores de deficiência motora. A caminhada é bem tranquila, a trilha é pavimentada e é ao lado do rio. Pudemos caminhar, ouvir o barulho da água, dos pássaros, observar a natureza.

Ao chegar no final da trilha, avistamos o início do caminho para a trilha mais famosa do parque The Narrows. De acordo com o parque, ela leva 8 horas para ser feita, são 15 kms de extensão e você tem que pernoitar ao chegar no final da trilha para voltar no dia seguinte. Sem contar que ela é feita em sua maior parte por dentro do rio. Se eu tivesse equipamento correto e estivesse em condições físicas, faria essa trilha com certeza, as fotos na internet são simplesmente fenomenais.

Voltamos pela trilha até o estacionamento e dirigimos até o viewpoint nº5 e decidimos fazer a trilha Lower Emerald Pool. Essa trilha tem 2km e pode ser feita em aproximadamente 1 hora. Porém nós levamos quase 2 horas pois já haviam partes da trilha que estavam com gelo, principalmente a parte onde tivemos que caminhar por baixo da cachoeira.

O visual de cima nessa parte do parque é bem bonito. O Zion tem jogos de luzes bem interessante dependendo de quando você visita ele. Tudo depende da estação do ano e como os raios solares estão incidindo dentro do parque. No geral eu achei o parque muito bonito, mas muito gelado, mesmo se comparar com o Bryce que visitamos no dia anterior numa cidade a uma hora de distância do Zion e com 18C de temperatura mais frio. Talvez no verão seja menos desconfortável a experiência pelo parque.

Vimos animais diferentes pelo parque, o que foi bem interessante. Mas seguimos as instruções das placas e admiramos eles de longe.

No geral visitar o Zion foi uma experiência bem diferente. Como tínhamos visto o Bryce e o Grand Canyon antes e ambos os parques a visão dos canyons é por cima, neste pudemos ter a visão de baixo para cima, então muitas vezes ao longo do dia nos pegamos olhando para o alto para poder ver toda a magnitude das rochas. O Zion pode ser muito frio durante o mês de dezembro e este é um parque que eu definitivamente adoraria voltar com a temperatura mais amena para poder aproveitar melhor. Mas indiferente do tempo, a beleza dele é única.

Dicas para aproveitar melhor o parque:

– A scenic drive que utilizamos para nos locomover entre os viewpoints é fechada para o público durante a primavera-verão quando o sistema de shuttle está operando. Fique atento as datas de funcionamento no site clicando aqui.

– Se você visitar o parque na alta temporada, chegue cedo para garantir um lugar no estacionamento para o seu veículo. O estacionamento já está lotado por volta das 10 da manhã. Caso chegue após este horário, o ideal é encontrar estacionamento na cidade de Springdale e de lá pegar o shuttle bus gratuito para o parque.

– Leve sempre água em abundância. Há estações para encher as garrafas de água pelo parque. Para localizar as estações use o mapa do parque que está disponível no Visitor’s Center

– Caminhe de acordo com o seu condicionamento físico. Caso não seja adepto da prática de esportes no dia a dia, de preferência para as caminhadas consideradas fácil – moderada. Na entrada das trilhas há informações vitais sobre o tamanho da trilha, tempo aproximado para realizar o percurso (ida e volta). Não faça uma trilha além do seu limite por mais que você queira muito ver algo naquele local (eu mesma queria ver a Narrows… vejo ela pelo Instagram!).

– Não alimente nenhum dos animais que encontrar pelo parque. Eles se tornam agressivos contra outros visitantes no futuro para poder roubar comida deles.

– Deposite seu lixo nos espaços designados. Não deixe rastros ou restos de comidas no meio ambiente. Preserve o parque para futuras gerações

– Sempre use o banheiro antes de começar uma trilha, mesmo que você não esteja com vontade de usar o banheiro!

– Se decidir fazer a trilha The Narrows, você é responsável por recolher os seus dejetos (fezes). Existem sacos descartáveis para este fim nas lojas dentro do parque

– Sempre faça sua trilha em fila indiana para dar espaço aos hikers (caminhantes) que vierem no sentido contrário

– Faça suas caminhadas em silêncio ou faça o mínimo de barulho possível. Seja gentil para com os outros visitantes para que eles possam apreciar a natureza

– Os visitantes que estão subindo a trilha, sempre tem a preferência. Caso seja um local estreito, deixe espaço para quem sobe passar primeiro.

 

Lembrando que o parque está aberto 365 dias do anos 24 horas por dia. Você pode obter informações sobre os valores de entrada clicando aqui.

No próximo post continuo postando sobre a nossa road trip pelos EUA. O próximo destino será Las Vegas.

 

Até lá  =)

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Por Érica Brasilino

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América EUA Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Bryce Canyon National Park

06 de Fevereiro de 2018

Você já pensou em fazer uma trilha no meio de formações rochosas com de mais de 2700 metros de altura? Então te apresento o Bryce Canyon National Park.

Ao chegarmos na cidade de Bryce Canyon nos hospedamos no histórico hotel Ruby’s Inn que hoje faz parte da rede Best Western. Ao mudar-se para Bryce em 1916, Reuben C. (Ruby) Syrett descobriu que ao lado do seu rancho havia um canyon com vistas espetaculares. Ele ficou tão impressionado com a beleza do local que decidiu hospedar visitantes que passavam pela cidade. Em 1928 Bryce Canyon se tornou um parque nacional e Ruby conseguiu autorização do governo para formalizar seu “tourist rest” transformando assim o seu rancho em um hotel oficialmente. O resto é história.

O complexo é simplesmente enorme e te transporta para uma daquelas cidades do século passado no meio oeste americano. É uma pena que não tenhamos passado mais tempo por lá, adoraria ter tido a oportunidade de desbravar as lojinhas locais.

Como sempre começamos nosso passeio pelo Visitor’s Center. Como já é de praxe quando visitamos um parque nacional, assistimos o filme introdutório sobre a história do parque, entendemos a geologia (por cima, claro) do local, observamos as exposições sobre os animais que podemos encontrar pelo caminho durante o dia e vou na lojinha do parque comprar meus ímãs de geladeira e carimbar o meu Travel Diary/Travel Planner com o stamp oficial do parque. Aproveitamos sempre também para usar o banheiro, eu não sou muito fã dos banheiros químicos espalhados pelos parques.

Acredito que a informação mais importante que nos foi passada pelo Park Ranger foi a que todos os 13 viewpoints do parque estão localizados do lado direito. Dito isso optamos por dirigir por todo o parque até o último viewpoint, que é também o local mais alto do parque. Fomos até o Rainbow Point e começamos a explorar por lá.

O Bryce Canyon é famoso por suas formações rochosas meio alaranjadas que em vários locais tem a formação de um anfiteatro.

Por termos visitado no inverno, o Rainbow Point foi bem sofrido de ser apreciado. Essa parte mais alta do parque ventava tanto que nem mesmo com nossa roupa pesada de frio, conseguimos ficar muito tempo apreciando a paisagem. Tinham turistas que não estavam tão preparados como nós estávamos e eles nem saíram do carro. Este dia foi o dia mais frio que pegamos na nossa viagem, pela manhã acordamos e estava -17C com sensação térmica de -27C.

De lá começamos a voltar em direção a saída do parque e íamos parando nos viewpoints. Na mesma área onde estacionamos o carro para ver o Rainbow Point, fica a entrada da trilha para o Yovimpa Point. Fique atento para não perder. Quase não vimos de tão escondidinho que é.

No Ponderosa Canyon demos de cara com  dois pássaros enormes. O mais engraçado é que eles estavam parados justamente de onde dava para ter o melhor ângulo para fotos do viewpoint. Os park rangers sempre avisam para as pessoas não alimentarem nenhum animal nos parques porque eles se tornam agressivos. Há inclusive placas pelo parque informando o valor da multa altíssima para quem for pego alimentando os animais.

Um dos viewpoints mais espetaculares é o Inspiration Point. Como o nome é quase um spoiler do que te espera, para mim é um dos mais bonitos. E fomos num dia que estava mega vazio, então eu e o meu marido nos abraçamos e ficamos ali em silêncio absorvendo toda aquela beleza e pensando como o cara lá de cima é maravilhoso (e o calor do corpo do outro também ajudava a continuar lá apreciando a vista).

O Sunset Viewpoint era o mais esperado por mim neste parque. Exatamente porque neste viewpoint esta a entrada da trilha Navajo Loop de onde é possível ver o Thor’s Hammer e a formação rochosa Wall Street. Essa foi a única trilha que fizemos no parque, mas valeu muito a pena. Foi nessa trilha que me dei conta de que o sistema de parques nacionais dos Estados Unidos é maravilhoso. E foi nessa trilha que me apaixonei por este tipo de viagem e já tenho pelo menos umas 3 viagens meio programadas na cabeça para os próximos anos por outros parques por aqui.

A Navajo Loop tem aproximadamente 2.2km de extensão e acredita-se que da para fazer ela entre 1 ou 2 horas, dependendo do seu ritmo, mas ela não é um loop no inverno. Ela é considerada uma trilha de nível intermediário. A descida é muito sossegada, o problema é a volta. Ela se torna uma subida muito íngreme. Nós não temos preparo físico nenhum e fizemos a trilha. Não foi “de boa”, mas foi o suficiente para eu decidir voltar a malhar para poder continuar fazendo este tipo de turismo no futuro.

A descida da trilha é bem sossegada, e quanto mais você desce mais interessante fica. Fiquei um pouco assustada porque afunila bastante (chega a ser claustrofóbico) e eu não me senti muito confiante/confortável em passar entre rochas com espaços mínimos entre si. Mas eu queria muito ver o que tinha do outro lado da trilha. Continuamos andando até que não parecia mais tão promissora a vista, então demos meia volta e subimos em direção ao início da trilha. Foi um sacrifício, não vou mentir. O que ajudou a subida foi a água que tínhamos conosco. É impossível fazer trilhas sem carregar água o suficiente para a ida e volta. Quando chegamos no topo da trilha vimos que tinha uma “bifurcação”, então seguimos por ela tendo como companhia do lado esquerdo o famoso Martelo do Thor. A vista é espetacular.

E do nada chegamos exatamente onde eu queria chegar, a vista que eu tinha em mente ao pesquisar sobre este parque no Instagram e no Google:

Ficamos ali do topo da trilha admirando o vazio e a imensidão do Canyon á nossa frente. Quando nos demos conta o sol já estava se pondo e as cores no anfiteatro ficaram ainda mais bonitas. Foi um pôr do sol memorável.

Como escureceu muito rapidamente não conseguimos ver mais nada pelo parque, mas o dia foi muito bem aproveitado. Saímos do Bryce Canyon e dirigimos em direção ao Zion National Parque, que será a estrela do próximo post.

 

Até lá  =)

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Epic USA Road Trip – Arizona – Horseshoe Bend, Navajo Bridge e Marble Canyon

02 de Fevereiro de 2018

No último post comentei sobre a nossa visita ao Antelope Canyon, localizado na cidade de Page. Outra atração imperdível em Page é a formação Horseshoe Bend. Indicado pela minha amiga Ninna, quando ela viu no Facebook que estávamos numa road trip, ele generosamente compartilhou a informação sobre este destino comigo. Eu nunca tinha ouvido falar e ao pesquisar a respeito, meu queixo caiu.

Horseshoe Bend é uma curva do Rio Colorado que tem a aparência de uma ferradura. A área é aberta ao público e você não precisa pagar para ter acesso. No local tem estacionamento e banheiros químicos. A acessibilidade não é das melhores para pessoas portadoras de deficiência motora. A caminhada entre o estacionamento e o viewpoint é de aproximadamente 20 minutos. Mas a vista… espetacular.

Tenho visto diversas fotos nas redes sociais do local. Cada época do ano e horário do dia vai determinar as cores que você verá no Canyon. Claro que existe muita foto photoshopada na internet, mas nada compara quando você vê o canyon ao vivo.

Após passarmos aproximadamente uma hora no local, pegamos a estrada e começamos a dirigir em direção a Utah. Sabíamos que teríamos uma longa estrada pelo caminho, porém não tínhamos ideia de como essa estrada seria fascinante. Dizer que o Arizona é bonito é pouco.

Na região de Bitter Springs nos deparamos com Port of Page. Uma formação rochosa que foi cortada ao meio para a passagem da rodovia.

Pegamos um desvio pela rodovia 89A que rendeu inúmeras fotos fabulosas e chegamos até a Navajo Bridge. Essa é 1 das 7 pontes que passam sobre o rio Colorado. A ponte data de 1873 e foi construída pelos primeiros moradores da região, em sua maioria mórmons que fugiam da perseguição na época. A ponte esta localizada em uma área deslumbrante em frente ao Marble Canyon. O Marble Canyon é o ponto de partida para aqueles que querem cruzar o Grand Canyon de barco.

Dirigimos por dentro da Glen Canyon Reserve e chegamos a conclusão de que não veríamos metade do que tínhamos para ver na região. O local é simplesmente fantástico, daqueles que você quer colocar uma trilha sonora bacana no som do carro e dirigir por uma estrada sem fim, sem outros carros ao redor e apenas com a natureza como companhia. Para quem esta interessado em fugir da cidade grande, este tipo de viagem é perfeito.

Essa mesma estrada nos levou diretamente para a entrada norte do Grand Canyon. Infelizmente não conseguimos ver essa parte do parque pois ela já estava fechada para o inverno. Mais uma desculpa para voltarmos com tempo no futuro.

Nós seguimos até a cidade de Bryce e jantamos no restaurante do hotel Bryce Canyon Pines. O restaurante estava lotado, mas ele também não era tão grande assim. Caso você faça um pit stop neste local, eu recomendo o fish sandwich.

No próximo post vou falar sobre a visita que fizemos ao Bryce Canyon National Park.

 

Até lá   =)

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Por Érica Brasilino

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Arizona EUA Onde comer Quando Viajar Viagens

Epic USA Road Trip – Arizona – Antelope Canyon

30 de Janeiro de 2018

Ao sair do Grand Canyon pela Desert View Drive decidimos dirigir até a cidade de Page. Lá nossa intenção era visitar dois locais específicos: Horseshoe Bend e Antelope Canyon. Pegamos a rodovia 69 e depois seguimos pela 89. Toda essa região está localizada na área dos índios Navajo. Chamada de Navajo National Reserve, essa é a maior área de posse de uma tribo indígena americana e cobre partes do Arizona, Utah e Novo México. Eu não tinha conhecimento algum antes dessa viagem sobre como funcionam as reservas, eu sabia que os índios por aqui tinham vários direitos assegurados por lei (descobri ao visitar o Museum do Índio Americano aqui em Washington), mas visitar uma reserva foi bem instrutivo.

Em Page nos hospedamos no hotel Best Western View of Lake Powell. Bom hotel com bom café da manhã. O hotel na verdade era bem sossegado, talvez porque viajamos no período entre o Thanksgiving e o Natal. Essa viagem foi go with the flow, então fizemos a reserva um dia antes e conseguimos nos hospedar sem problema. Caso você viaje no pico do verão americano, talvez seja melhor verificar a disponibilidade o quanto antes.

Em Page contratamos a Antelope Canyon Tours para fazer o passeio. Não é possível acessar essa área da reserva sem guias navajos credenciados. No passado turistas faleceram porque não conheciam a região e visitaram o Lower Antelope Canyon num dia onde o tempo mudou e a chuva inundou a fissura. A chuva na verdade nem ocorreu em Page, aconteceu na cidade vizinha, mas foi o suficiente para inundar o local e matar 15 turistas. Apenas um integrante da tribo Navajo que acompanhava o grupo sobreviveu, pois ele tinha treinamento em inundações. Hoje após este trágico episódio os navajos conseguiram uma autorização governamental especial para a exploração da área e algumas melhorias foram instaladas, inclusive um sistema de alerta para o risco iminente de inundação nas fissuras.

Existem dois cânions para visitar em Page, o Upper e o Lower. O Upper que visitamos é o número 1 em visitas. Tanto por ser mais fácil de ser acessado como pela incidência de luz ser mais direta e criar efeitos mais significativos para as fotos. O Lower Antelope Canyon além de ser mais difícil de acessar (você deve descer escadas instaladas na borda da fissura, o que dificulta o acesso de pessoas com deficiência motora e diminui assim o número de visitantes), este cânion não tem tantos jogos de luzes naturais que fizeram seu vizinho mais famoso e mais visitado.

É possível obter informações sobre os tours oferecidos pela internet mesmo. A agência que fechamos o pacote nos levou por um trajeto que envolvia rua asfaltada e off road. Após uns 20 minutos de carro chegamos ao local. O trajeto pode ser bem rough, então segure bem os seus pertences para não cair do carro. Eles dividem os turistas entre vários guias e os guias procuram espaçar os grupos entre si para que todos possam ter a oportunidade de tirar quantas fotos forem possíveis.

A caverna em si é estreita. Se você for claustrofóbico pode ser bem desconfortável. A entrada da caverna é larga e vai estreitando no final. O passeio consiste em ir e voltar pelo mesmo caminho e o guia vai mostrando os melhores lugares para tirar fotos. Confesso que fiquei bem impressionada com o conhecimento do guia navajo sobre fotografia, luz e ângulo. Mesmo quem não tem uma DSRL ou uma câmera mais potente consegue fotos incríveis com o celular.

Este ponto em Page é concorridíssimo por fotógrafos do mundo inteiro. Tanto que na alta temporada é bem difícil conseguir tickets para visitar no mesmo dia ou de um dia para o outro. Se você tem a intenção de ir até lá e já sabe as datas da sua viagem para a região, aconselho que você já entre em contato e reserve os tickets com as operadoras de turismo local.

Conversando com o guia, fomos informados que o pico de visitação ocorre no verão, quando a incidência do sol no cânion bate diretamente numa posição onde as fotos saem mais bonitas. Quando voltamos para o hotel comparamos nossas fotos com as fotos da internet e realmente percebemos que a iluminação faz toda a diferença neste passeio. Como não somos fotógrafos profissionais, isso não me incomodou, e eu também não tinha ido para esta cidade apenas para este passeio. Se você for a Page com essa intenção em mente, saiba que entre maio e setembro são os mais difíceis de conseguir tickets pois fotógrafos profissionais agendam com até um ano de antecedência. E o melhor horário para o tour focado mais em fotografia do que sightseen é o tour das 11:30 da manhâ. Mas este é justamente o tour que os tickets esgotam rapidamente. Fique de olho no site.

Pelo sightseeing tour nós pagamos cerca de U$90 o casal. Mesmo sendo um tour de aproximadamente uma hora, valeu muito a pena. Eu não faria o Lower Antelope Canyon por puro medo de uma inundação, e por achar desnecessário fazer dois tours semelhantes. Mas cada turista sabe o que tem em mente para fazer a sua viagem única e inesquecível.

No final do dia descobrimos que a cidade de Page é tão pequena, que tem um número muito limitado de lugares para comer. Porém encontramos um restaurante tailândes excelente. Comemos no Dara Thai Restaurant. Nós comemos um Pad Thai maravilhoso. Fica a dica.

No próximo post falo sobre o Horseshoe Bend também em Page e falo sobre o que vimos ao dirigir por dentro da reserva da tribo Navajo.

 

Até lá =)

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Por Érica Brasilino

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