Estilo de Vida

A necessidade do tempo para você mesmo

16 de abril de 2019

Para quem nos conhece, vocês sabem que meu marido tem um trabalho que o obriga a passar muito tempo fora de casa. Ele viaja muitas vezes ao mês e já chegou a passar apenas 4 dias em um mês em casa. É difícil… principalmente para mim que não tenho familiares em Washington DC e minhas melhores amigas estão a quilômetros de distância em São Paulo. Chega a ser solitário muitas vezes e a Isabella é a minha válvula de escape mental (Isabella minha gata togolesa maravilhosa).

Amo o Ezio mais que tudo nessa vida e casei com ele sabendo dos dissabores da vida de uma esposa de diplomata. Após longos 9 anos no Consulado Americano em SP vi vários casamentos naufragarem por justamente a esposa ficar de saco cheio de ser o segundo plano na vida do oficial. A quantidade de divórcios no Foreign Service e traições é imensa. 

Durante este assignment que estamos em Washington DC a única maneira que temos de ficarmos realmente juntos é nas férias. Então tentamos a cada quatro meses tirar umas semanas para viajarmos e curtimos nosso tempo e fortificarmos a nossa relação. Estamos viajando juntos desde o dia 28 de março (escrevo este artigo hoje dia 11 de abril) pela Tailândia e hoje ele foi fazer um passeio e eu decidi tirar o dia para mim.

Muita gente pode ver essa decisão como falta de amor ou não querer estar junto, muito pelo contrario!!!

A nossa cultura brasileira e/ou latina é muito apegada aos familiares e relacionamentos e neste caso chega a ser até muito grudenta. Quando começamos a namorar eu não entendia essa ideia do ME TIME que o Ezio tanto tentava impor. Tanto que a primeira vez que ele me disse por telefone que aquela sexta feira não íamos nos encontrar pois ele queria um tempo sozinho doeu na alma. Meu lado irracional brasileiro viu algo como: ele não me ama, ele não me quer, ele tem outra. Sofri por quase 48 horas até encontrar com ele novamente e constatar que tudo estava ótimo do jeito que estava na última vez que nos encontramos, a única coisa que ele queria era ver os filmes dele, tomar uma cerveja conversando com a família pelo Skype sem a namorada estar por perto e do whatever he wanted. 

Levei um bom tempo para entender essa parte da cultura americana do grupo de amigos que saem uma vez por semana sem as namoradas/esposas para baterem um papo e serem eles mesmos. Pra mim era inconcebível isso.

Hoje estamos juntos non stop por 15 dias seguidos e vou te falar… que delícia ter tempo para sentar no meu notebook e escrever. Amo escrever e quando ele esta por perto eu não consigo concentrar. É como ter um filho e ter que prestar atenção no que ele precisa/está falando 24 horas por dia. Tão bom sentar aqui no quarto do hotel olhando o Mar de Andaman azul pela janela e poder divagar sobre a vida. Acho que o me time deveria inclusive ser instituído como clausula obrigatória de casamento para ser cumprida por toda a vida. 

Estou aqui aguardando meu shuttle para o centro da cidade, vou até Patong Beach para gastar meu tempo livre comprando e olhando vitrines como se não houvesse amanha. Ele está num passeio de zipline com ATV no meio da mata. Está aí uma coisa que detesto é passeio no meio da mata com mosquitos me comendo, mas fui obrigada a aprender a gostar para poder me divertir com ele ao longo destes 6 anos de relacionamento. Tudo bem ensinei ele a gostar da Disney e do Harry Potter (e de tapioca também).

Relacionamento saudável deveria ser assim, você aprender a fazer coisas juntos, mas não se importar que o outro tenha tempo para fazer o que bem entende também e a vida seguir e estar tudo bem. Se você precisa desse tempo, nunca é tarde para começar a praticar o me time. Não precisa ser somente quando sair de férias pode ser quando se está na sua rotina também. Comece com 30 minutos por semana e vá aumentando aos poucos. Peça para a sua melhor metade cuidar das crianças caso seja necessário assim todos ajudam. Você vai ver como será melhor para você e para o seu relacionamento. 

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Por Érica Brasilino

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Outros

Três anos do blog!

11 de abril de 2019

Oi gente,

E hoje este espaço completa três anos!!! Meu Deus tanta coisa aconteceu de abril de 2016 até hoje. Criei o blog quando estávamos em Lomé no Togo e eu tinha muito tempo em mãos e quase nada para fazer como uma trailing spouse. Ser expatriada e esposa de diplomata num país onde eu não dominava o idioma me tornou criativa. Tive de me reinventar para não surtar e não me sentir inútil. Por conta desse espaço conheci tanta gente bacana que trouxe para a minha vida fora do virtual, respondo inúmeras perguntas sobre casamento com americano (sendo que o blog nem é sobre imigração porém este é o artigo número um acessado por aqui) e conheci outros blogs sensacionais (e perfis do Instagram também).

Já tive vontade de deletar o blog inúmeras vezes, agora morando nos EUA e de volta ao mercado de trabalho fica tão complicado manter ele atualizado na frequência de antes… e não é por falta de assunto não, tenho mais de 35 ideias anotadas no meu bloco de notas para posts. Me sinto tão exaurida por trabalhar com o público que quando chego em casa quero sentar e ver uma besteira qualquer no Youtube pois minha cabeça está cansada demais para escrever. Mas sempre que alguém me pergunta sobre DC ou algum outro destino que já fomos é sempre gratificante poder mandar o link para a pessoa e falar para ela dar uma espiada por aqui pois já mencionei a respeito… por conta disso sigo escrevendo quando dá. Neste momento mesmo estou no avião sobrevoando o Oceano Índico indo em direção ao nosso destino das férias deste ano e resolvi escrever

Escrever se tornou uma grande paixão e para poder ter um blog a pesquisa é fundamental. Você não pode em pleno 2019 escrever algo que não seja verdade. Não é apenas a sua reputação online que esta em jogo mas também sua carreira profissional, principalmente quando você usa o blog como parte do seu portfólio no seu currículo profissional. Manter um blog por tanto tempo principalmente durante a minha estadia no Togo sem um emprego fixo foi primordial durante a minha contratação no meu atual empregador. Mostrar para o meu manager que eu mantive minha cabeça funcionando intelectualmente e fazendo trabalhos voluntários foi essencial. Se você que lê este blog é como eu e não curte YouTube como uma plataforma de criação (nada contra eles, eu mesmo sou consumidora voraz de vídeos por lá, só não me vejo produzindo conteúdo em vídeo) e adora escrever, pense em criar um blog sobre um assunto que você goste. Sempre é muito prazeroso dissertar sobre o que entendemos e gostamos.

Já recebi inúmeras propostas para profissionalizar o blog, transformar o conteúdo em canal, post pago… mas não é a minha pegada. Por conta do trabalho do Ezio não posso me tornar uma pessoa “famosa” na internet. Respeito o nosso ganha pão e sei que nosso estilo de vida é possível por conta do trabalho dele, então por respeito a carreira que ele construiu eu mantenho o meu espaço pequeno mas com leitores de qualidade que estão aqui porque precisam de informações específicas sobre algo que eu já presenciei e posso compartilhar a respeito.


Obrigada pela audiência nestes três anos, tem sido uma incrível jornada e um prazer dividir alguns detalhes dessa minha louca vida com vocês.

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Por Érica Brasilino

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América Brasil Rio de Janeiro Viagens

O Rio de Janeiro continua lindo…

14 de março de 2019

Estava aqui fazendo back up de fotos desde 2005 e percebi que fui algumas vezes ao Rio de Janeiro e nunca escrevi sobre este destino… mesmo tendo um post inacabado no rascunho sobre Utah, senti uma vontade absurda de falar sobre o Rio que pra mim é uma das cidades mais lindas que eu já conheci na vida.

Ahhh o Rio…

Mesmo já tendo visitado ilhas surreais como Fernando de Noronha e Mauricio, não hesito em dizer que o Rio de Janeiro é uma poesia. Principalmente se você tiver a oportunidade de chegar à cidade num fim de tarde de verão pelo aeroporto Santos Dumont… ver pela cabine do avião toda a exuberância da cidade maravilhosa é um deleite aos olhos. Não vou entrar aqui em detalhes sobre como a cidade está desesperadamente precisando de ajuda principalmente na área de segurança pública, não cabe a este simples blog fazer isso pois essa não é função deste espaço.

Visitei o Rio em 2011 sozinha a trabalho e aproveitei para fazer o combo clássico Cristo Redentor, Pão de Açúcar e Arcos da Lapa. Depois voltei em 2013 já namorando meu marido e fui mostrar ao gringo porque o Rio é a cidade mais famosa do Brasil aqui no exterior. Em 2015 antes de sair do Brasil fiz uma última viagem ao Rio com a minha amiga Fran e fiz de novo os pontos turísticos de sempre pois… porque não??? Compartilho com vocês hoje dicas do que ver, fazer, como visitar, onde comer e onde não se hospedar (sim também falo mal de hospedagem ruim).

Como chegar ao Rio?

Se você está no Brasil isso é fácil, qualquer cia aérea que opere no país viaja para lá. Agora se você sair dos EUA, aconselho pesquisar passagens tanto para São Paulo (aeroporto de Guarulhos) ou para o próprio Rio (aeroporto do Galeão). Muitas vezes voar via São Paulo é mais em conta e você pode sempre fazer um vôo interno entre As duas cidades, uma vez que a ponte aérea SP-RJ é de aproximadamente 50 minutos e os vôos são baratos. Passagens entre Washington DC e o Rio de Janeiro custam aproximadamente U$826 ida e volta e passagens entre SP – RJ custam U$69 ida e volta.

Onde se hospedar no Rio?

This is the million dollar question!!! Eu já fiquei em um hotel sensacional, num hostel mea boca, num hotel de péssima qualidade e no apartamento de amigos… claro que se você conhece alguém na cidade o ideal sempre será ficar com algum conhecido (tanto pelo custo benefício como pela probabilidade de entrar numa roubada ser menor). Menciono aqui os hotéis que já fiquei:

Rio Othon Palace: Sem dúvida o melhor hotel que eu já me hospedei no Rio de Janeiro. De frente para o mar na praia de Copacabana este hotel oferece vistas incríveis da principal praia da cidade e muitas amenidades como wifi, café da manhã, piscina, academia, serviço de quarto. Se eu voltar ao Rio e minhas amigas não puderem me hospedar, o Othon é com certeza a minha opção na cidade maravilhosa.

Solar Hostel Beach Copacabana: Se você procura hospedagem em conta no Rio, os hostels são uma ótima opção. Eu nunca tinha me hospedado em hostel e confesso que não é para mim. Curto a privacidade de um quarto só meu e dividir banheiro para mim foi bem difícil. Tanto que diminui minha estadia na cidade pois não gostei da experiência. Tenho amigas que amam este tipo de hospedagem, pois elas querem fazer amizades ao viajarem sozinhas e é uma maneira de fazer passeios com pessoas diferentes e dividir o custo. Again, não é a minha praia mas fica a dica. O hostel oferece dormitório misto, feminino e quarto privativo. Como o Rio de Janeiro tem a hospedagem mais cara do Brasil… talvez vale a pena dar uma conferida nessa opção.

Ibis Budget Rio de Janeiro Centro: Um dos piores hotéis que nos hospedamos na vida. Como já mencionei, o Rio de Janeiro oferece a hospedagem mais cara do Brasil (talvez perca hoje em dia apenas para Fernando de Noronha). Optamos por ficar no Centro pois queríamos estar próximos ao aeroporto e não queríamos perder tempo com congestionamento ao entrar/sair da cidade. A única coisa que nos animou neste hotel foi a localização, fora isso o quarto era minúsculo, no último dia estávamos completamente roxos de tanto bater as canelas na quina da cama. A cama era de metal, então fazia um barulho horroroso. Além disso tínhamos uma cama extra em cima da nossa cama de casal e meu marido bateu a cabeça diversas vezes. Foi uma péssima experiência.

Transporte no Rio

Eu nunca aluguei carro no Rio de Janeiro, sempre usei um misto de Uber + táxi, + transporte público e sempre deu super certo. Não acredito que seja muito difícil mesmo para quem não fala nada de português se comunicar no transporte. Nada que um Google Translator não resolva.

O que ver e fazer na Cidade Maravilhosa?

Claro que você deve começar pelo combo clássico Cristo Redentor + Pão de Açúcar. Na minha primeira ida a cidade além dos dois cartões postais do Brasil, visitei a Lapa a noite para cair no samba. Na segunda ida ao Rio com o meu gringo favorito, além dos pontos que eu já conhecia nós incluímos a Confeitaria Colombo, um passeio pela Lapa durante o dia, Praia de Copacabana e pulamos de asa delta da pedra do Arpoador. Na terceira e última ida ao Rio fiz um passeio de helicóptero saindo do Pão de Açúcar. Foi sensacional. Ainda não vi tudo o que queria no Rio… quero fazer o Parque Lage, ir em Niterói passar uma tarde tomando uma cerveja com a minha bestie Flávia, quero ir ao Museu do Amanhã, quero tomar sol em Copa tomando mate gelado e comendo bixxxcoito Globo. Ahhh Rio… não sou carioca, mas amo essa cidade bicho.

Cristo Redentor

Já visitei o Cristo 3 vezes e nunca me canso de subir aos pés de uma das maravilhas modernas. Há uma energia lá em cima que me fascina tanto. Gosto de subir, tocar a base do Cristo, rezar, agradecer, apreciar a vista do Rio lá embaixo e observar as pessoas se estapearem com paus de selfie e com braços abertos na foto mais clichê do Brasil. Juro que morro de inveja de super celebridades que fecham o Cristo para casar… sonho meu celebrar o amor aos pés do Cristo com a Cidade Maravilhosa lá embaixo. Você pode subir o morro tanto da maneira clássica com o bondinho ou se preferir você pode ir a pé. Sim… eu e a minha amiga Fran tivemos a idéia de jerico de subir a pé num dos dias mais quentes da história da minha vida. Claro que despreparadas que somos, não tínhamos uma garrafa de água sequer. No meio do caminho vimos macaquinhos, vimos passarinhos e paramos dois caras no meio da trilha implorando por um gole de água… pois é… quem não viaja não tem história para contar. Eu aconselho a subir de trem pois além de ser a maneira tradicional você ainda curte o ar fresco da floresta da Tijuca. o Trem foi a primeira estrada de ferro do país e foi inaugurado pelo Dom Pedro II.

Para visitar o Cristo via Trem do Corcovado você deve ir até a Rua do Cosme Velho, 513. Aconselho a comprar os tickets com antecedência. Você pode comprar clicando aqui. Os tickets custam R$79 adultos, R$25,50 idosos a partir de 60 anos (que sejam residentes no Brasil) e crianças pagam R$51. Lembrancinhas na loja oficial são absurdamente caras, keep that in mind.

Pão de Açúcar

Localizado no Bairro da Urca, o conjunto de três morros é sem dúvidas um dos cartões postais mais conhecidos do Brasil. Este é um passeio que você consegue contemplar a beleza do Rio de ângulos distintos. No complexo você pode relaxar tomando açaí, sorvete, fazendo uma refeição numa das lanchonetes ou até mesmo fazer um piquenique. Para ter acesso ao topo do Morro do Pão de Açúcar você paga R$110 reais (se comprar no local) ou R$99 se comprar no site oficial com antecedência. No site eles oferecem vários pacotes com preços diferenciados, desde ter o bondinho apenas para você e seus acompanhantes até fazer um tour histórico onde um guia explica como funciona os bastidores da operação. Você pode acessar os valores dos tickets clicando aqui. Eu acho a vista do bondinho maravilhosa sem contar que não há limite de tempo para você ficar lá em cima, ou seja da para passar um dia ou uma tarde bem aprazíveis no local.

Bondinho
Vista de dentro do Bondinho
Morro do Pão de Açúcar visto do Aterro do Flamengo

Lapa

Ir ao Rio de Janeiro e não ir num samba na Lapa, não é visitar o Rio. Por sorte amigos de muitos anos da minha mãe que vivem na cidade me levaram para um pagodão na Lapa na minha primeira visita ao Rio. Eles me levaram ao Beco do Rato. Foi simplesmente sensacional. Sexta feira abre a partir das 18 com cerveja estupidamente gelada e um sambão de primeira qualidade (preciso voltar ao Rio pra ontem pra cair no samba minha gente). Também vi a famosa Escadaria Selarón a noite (ela durante o dia é muito mais linda). Na minha segunda visita ao Rio, fomos à Lapa durante o dia e passamos uma meia hora olhando os azulejos tradicionais na escadaria. Queríamos subir e ver o bairro lá em cima, mas fomos avisados por um morador que meu marido era gringo demais para andar por al comigo… seguimos o conselho e pegamos o caminho da roça 🙁

Beco do Rato

Fiz alguns outros passeios no Rio, mas como o post está ficando enorme, vou dividir em duas partes. Este roteiro curtinho é ideal para um final de semana prolongado de 3 dias onde você vai fazer apenas o básico do Rio num bate e volta (considerando se você for saindo de São Paulo).

Se você visitar o Rio, me deixa uma mensagem com o seu Instagram e compartilha comigo suas fotos de viagem… tenho certeza de que sua viagem ao Rio será inesquecível.

Até o próximo post =0)


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Por Érica Brasilino

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América América do Norte American National Parks Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Capitol Reef National Park

04 de fevereiro de 2019

Como sempre começamos nossa visita ao Capitol Reef pelo Visitor Center. Localizado na entrada do parque, lá pudemos pegar as informações do dia sobre quais estradas dentro do parque estavam abertas/fechadas, se tinha algum ranger program (programa com funcionários onde você pode aprender sobre geologia, fauna, flora e outras curiosidades sobre o local) e claro comprar meu imã de geladeira, marcadores de livros e itens sobre o parque. Sempre que visitamos os National Parks, eu faço questão de comprar alguma coisa para ajudar a manter os parques que para mim são a melhor invenção americana. Também aproveito para carimbar o meu Diário de Viagem onde anoto os principais acontecimentos do dia para depois poder escrever aqui as minhas impressões sobre os locais que visitamos.

Visitamos a região de Utah em Outubro e ainda estava absurdamente quente. Fique atento a este detalhe para você poder se prevenir do sol ou do frio em excesso na região. Comparando a viagem que fizemos em dezembro de 2017 para a mesma região, aprendemos que as temperaturas mais amenas sempre serão melhores para poder aproveitar as trilhas sem maiores problemas de insolação e afins.

Dirigir pelo Capitol Reef é Wow atrás de Wow!!!

O cenário dentro do parque é de cair o queixo, mesmo que você esteja com o tempo curto e tenha apenas tempo de dirigir por dentro dele sem fazer as trilhas, já da para ter uma ideia da imensidão de beleza que o Capitol Reef tem para oferecer aos seus visitantes. Um verdadeiro playground para quem curte este tipo de viagem.

Nossa segunda parada foi a região de Fruita e seu distrito histórico. Lá você pode ver a casa do ferreiro, a antiga escola dos primeiros peregrinos que migraram para essa região, o museu e a Gifford House, casa que está aberta até hoje e serve como um lembrete de como os Mórmons que migraram para Utah viviam a 200 anos atrás. Lá é possível comprar torta de maça e de pera, a mesma receita das famílias que fundaram a região e foi passada de geração para geração. Caso você queira comer a famosa torta, deve visitar essa área cedo pois eles fazem apenas 200 unidades por dia.

Também em Fruita é possível colher maças, peras e outras frutas na hora. Há uma taxa caso você tenha interesse em levar para viagem. Havia uma caixa para o pagamento da coleta das frutas mas não lembro ver nenhum aviso sobre o valor em si. Acredito que era algo como pague quanto vale.

Continuamos nossa visita pela Scenic Drive de 13 quilômetros. Parte dessa estrada é possível dirigir com carros convencionais, destes que você pode alugar em qualquer locadora americana. Porém quanto mais adentramos na trilha, mais percebemos que tração nas 4 rodas era primordial, principalmente se você pegar chuva e estiver no meio da trilha. A terra pode facilmente virar lama e atolar o carro. Verificamos a previsão do tempo e o dia estava claro sem chuvas, então seguimos sem medo. Foi sem dúvidas uma das trilhas mais lindas que já fizemos nos Estados Unidos.

Parece uma pintura de tão lindo S2

Sempre que fazemos essas viagens gostamos de pensar sobre como somos pequenos perante a imensidão do mundo á nossa frente. Poder fugir da civilização e das multidões da cidade grande onde moramos sempre é um prazer. Eu não curtia esse tipo de viagem e confesso que no início do meu namoro com o Ezio eu tinha dificuldade de entender o porque de ele querer desbravar lugares que ninguém ia. Hoje passamos o ano pensando no próximo National Park e qual roteiro vamos montar. Poder dirigir em regiões onde a natureza está em seu estado bruto e encontrar animais selvagens no seu habitat natural é algo que nos fascina. Tenho muito a agradecer o Ezio por ter me ensinado isso.

Se você decidir fazer algumas das trilhas dentro do parque, algumas dicas de segurança são primordiais:

1- Sempre avise a alguém sobre seus planos de viagem. Caso você suma e não dê noticias após o tempo combinado com seu contato, essa pessoa poderá contactar a equipe do National Park Service e você pode ser encontrado mais rápido

2- O Capitol Reef tem um ambiente desértico, tendo isso mente, se for caminhar, mantenha-se nas trilhas e carregue água em abundância. Se for no verão, não esqueça de aplicar protetor solar e sempre reaplique de duas em duas horas. Lembre de carregar essenciais como barrinhas de cereais, frutas e qualquer outro tipo de snack saudável e leve para o dia.

3- Não é possível armar barracas fora das áreas designadas e sempre pergunte no Visitor Center se é necessário alguma licença especial para pernoitar no parque. Do contrário faça como nós e alugue um quarto de hotel nas redondezas (não sou adepta de dormir em barracas at all)

4- Lembre que você deve apenas apreciar a paisagem, qualquer remoção, posse ou tráfico de animais ou itens do parque, pode levar a prisão ou expulsão do local.

Espero que você tenha uma experiência inesquecível caso decida visitar o Capitol Reef National Park, nós adoramos nossa experiência por lá.

Acaba não mundão!

No próximo post vou falar sobre nossa visita a Moab, umas das cidades mais incríveis de Utah e lar de dois dos maiores National Parks do estado,

Até lá =0)

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Por Érica Brasilino

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América do Norte American National Parks EUA Onde comer Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Na estrada de Salt Lake City para Capitol Reef National Park

28 de janeiro de 2019

Na segunda mega viagem por parques nacionais que decidimos realizar, resolvemos voltar ao estado de Utah, que se tornou o nosso estado favorito nos Estados Unidos da América.

Voamos de Washington DC até SLC e de lá alugamos um carro para usar na nossa road trip. Dica número 1: alugue seu carro com antecedência. Salt Lake City recebe um fluxo de turistas absurdo e a cidade ainda não é tão preparada para eles quando o assunto é aluguel de carros. Ao chegarmos no terminal de aluguel de carros do aeroporto de SL, quase surtamos com o tamanho da fila. E para piorar não tinha o carro que pagamos na reserva, a locadora queria nos dar um carro inferior com a desculpa que seria tão bom quanto o que havíamos escolhido… como nós sabíamos que íamos para fora da capital com o carro e queríamos um carro com tração nas 4 rodas para enfrentar estrada de terra, não ia ser fácil nos convencer do contrário. Enfim… foi mega estressante chegar na cidade e resolver isso de cara após voar. Make sure que a sua reserva é com uma companhia grande como a Hertz ou a Localiza. E mesmo assim bata o pé caso o atendente não te entregue pelo o que você pagou.

Depois de resolvermos o babado da locadora, decidimos procurar um local para comer. Pelo Yelp encontramos um restaurante com ótimas recomendações e decidimos arriscar: Chronic Tacos. A comida na realidade era bem meia boca comparada aos mexicanos aqui de Washington. Fui de taco de carnitas e o Ezio optou por um burrito. O preço é acessível mas já comi melhores.

Não é o melhor da vida, mas na hora da fome…

Logo após o almoço decidimos pegar a estrada e ir direto para o nosso hotel perto do Capitol Reef National Park na cidade de Caineville. Enfrentamos quase cinco horas de estrada e vimos pelo caminho paisagens deslumbrantes. Estrada entre montanhas, céu com arco íris. Utah nunca nos decepciona.

O caminho pode ser longo ou uma delícia… a escolha é sua 😉

Vale mencionar que nosso tipo de turismo não é agradável para muita gente. Nós curtimos por o pé na estrada e pegar ruas de terra que mal aparecem no mapa, curtimos as estradas mais curvas perto de montanhas pois essas geralmente são as que oferecem as vistas mais incríveis. Nunca nosso caminho é o mais rápido recomendado pelo Google Maps. Então fica mais uma dica caso você curta dirigir e desbravar lugares que muito provavelmente você não voltará, sempre opte pelas estradas alternativas, elas geralmente são as que escondem os cenários mais lindos.

Meu modelo favorito em algum lugar no meio do nada em Utah

Quando finalmente chegamos no nosso destino percebemos que estávamos no meio do nada, literalmente. Fomos parar em Caineville no hotel Rodeway Inn Capitol Reef. O hotel fica a trinta minutos de carro da entrada do parque, porém o preço é decente e já fica na rota de saída caso na sequência você esteja a caminho do Arches e do Canyonlands National Park. Escolhemos este hotel pela conveniência da localização.

Se você é adepto de hotéis boutique, este não é o hotel para você. Este hotel é para o viajante backpacker, que só precisa de cama e de um chuveiro quente. Não tem nada de glamour no meio do nada do Utah, o café da manhã é o padrão americano (bem ruinzinho por sinal), mas você consegue descansar para poder aproveitar longas horas de caminhada no dia seguinte. A diária custa em média U$80 e o estacionamento é grátis. Aceita animais de estimação e a internet lá é quase nula. Lembre, quanto mais próximo você estiver dos parques nacionais, menos sinal de internet você terá, este tipo de viagem é para te isolar do mundo e para curtir a natureza, não para te manter conectado.

No próximo post falo sobre o que ver e fazer no Capitol Reef National Park, até lá =0)

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Por Érica Brasilino

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