Documentação de Viagem Estilo de Vida Outros Saindo do Brasil

Green Card através do Casamento

14 de maio de 2019

***Antes de continuar a leitura deste post, esclareço que não tenho conhecimento jurídico sobre imigração para os Estados Unidos da América. Este blog é de cunho pessoal e relata a minha experiência com essa situação descrita no post. Caso você tenha dúvidas mais detalhadas sobre a sua situação pessoal, aconselho a procurar um advogado de imigração aqui nos EUA e/ou a Embaixada dos EUA no BrasilEmbaixada do Brasil aqui nos EUA ou o USCIS que é o departamento responsável em aprovar ou não as petições e solicitações de  imigração de estrangeiros para cá. Eu não tenho nenhum vínculo com órgãos governamentais e não tenho autoridade para instruir ninguém quanto a este assunto.*** 

Este é um post que eu me neguei a escrever por muito tempo… meu blog não é sobre imigração e o único artigo que eu tenho neste espaço sobre casar com americano é o número um de acessos no Google Brasil sobre o assunto. O mais louco é que eu nem paguei para impulsionar o post, falantes de português no mundo inteiro acessam o meu humilde blog para ler sobre este assunto porque tem dúvidas sobre o tema e há muita informação desencontrada na blogosfera.

Decidi finalmente falar sobre isso por aqui única e exclusivamente para direcionar três amigas que estão passando pelo mesmo processo que eu enfrentei. Como eu tenho que explicar para elas o passo a passo, porque não transformar este assunto em um post? Já deixo avisado de antemão que não sou advogada, não trabalho com processo de imigração e este artigo é um relato único e exclusivo sobre o processo para a situação que eu passei. Caso você tenha perguntas mais específicas ou sua situação esteja irregular nos EUA, eu o/a aconselho veementemente a procurar um escritório/advogado de imigração.

Por conta do trabalho do meu noivo (hoje marido), nós íamos morar no Togo até julho de 2019, então tínhamos tempo de sobra para aplicar para o meu Green Card e nem estávamos preocupados sobre este assunto; tanto é que na ocasião eu estava no final do processo para receber a residência togolesa!!! Porém a vida nos pregou uma peça e tivemos de mudar para os EUA 2 anos antes do planejado. Chegamos aqui em junho de 2017 e casamos em setembro, enquanto eu estava no visto de turismo. Na minha entrada no país deixei claro ao oficial de imigração que estávamos assignados no Togo e que nossa vinda repentina para cá não tinha sido arquitetada, não sabíamos quanto tempo iríamos ficar, se iríamos voltar para a África ou se iam nos mandar para outro país. Mostrei a ele que tinha duas malas de 23 quilos e minha gata Isabella a tira colo e não tínhamos ideia do que ia acontecer nas nossas vidas. Após me sabatinarem com perguntas especificas sobre visto e sobre a vida no Togo, eles autorizaram a minha entrada no país e me deram 180 dias (6 meses) para ficar sob o visto de turismo B2. Durante este tempo eu não podia trabalhar, podia estudar apenas curso de idiomas com duração de 17 horas e 59 minutos (a partir de 18 horas semanais eu já deveria aplicar para mudar meu visto para estudante F ou J). Eu sabia que estava refém de um visto que me podaria de muita coisa.

Um mês após nossa volta, fomos informados de que ficaríamos oficialmente nos EUA por um período de 24 meses. Como o E ia assumir uma função nova por aqui nosso casamento teve de ser antecipado. O que para nós não foi nada absurdo pois já estávamos juntos por 4 anos e 8 meses. Casar era o próximo passo natural no nosso relacionamento. Não foi do jeito que eu queria… no Brasil cercada da minha família e das minhas melhores amigas. Acabou sendo um elope intimista (já falei sobre ele brevemente neste post aqui). Nessa nossa vida cigana diplomática aprendi que quanto mais você planeja, mais tudo dá tremendamente errado.

Como o casamento aconteceu nos EUA, decidimos já ajustar o status e por consequência não pude sair do país por vários meses. Aconteceram inúmeros problemas durante o processo com o USCIS que tornaram minha espera lenta e dolorosa onde perdi dois tios para o câncer com uma diferença de dois meses apenas entre cada perda sem contar problemas com a faculdade que eu cursava no Brasil online que tinha sido iniciada enquanto estávamos no Togo. Se você vai casar com um americano nos Estados Unidos, saiba que ao aplicar para o ajuste em solo americano, você ficará preso/a no país sem poder ir para nenhum outro lugar além da fronteira americana durante o processo até você receber a Parole (documento que autoriza viagens para fora dos EUA enquanto aguarda a entrevista final para o Green Card) ou receber o próprio GC (cada caso é um caso). Nós não tínhamos planejado vir para os Estados Unidos casar, simplesmente aconteceu de o trabalho dele na África encerrar antes do tempo previsto (deveríamos sair de Lomé em julho deste ano). Se lá atrás tivessem nos falado de que ficaríamos apenas 10 meses em Lomé, teríamos evitado várias dores de cabeça. Mas acredito piamente que a vida nos manda os limões de acordo com o tamanho da cachaça que a gente aguenta tomar.

Casamos em setembro e um mês depois enviei os documentos para o USCIS para ajustar o status (nome dado para solicitantes que estão sob um visto legalmente nos EUA e desejam mudar a categoria deste visto). No meu caso eu estava sob um visto de não imigrante e estávamos solicitando a mudança para o visto de imigrante LPR (legal permanent resident algo como Residente Permanente Legal). Existem várias outras opções para imigrar para os EUA por conta do casamento, este é o caminho se você já se encontra em solo americano e foi admitido no país legalmente.

Como eu fazia faculdade online na Anhembi Morumbi em São Paulo eu era esperada na faculdade em dezembro daquele ano para realizar as provas de final do semestre. Por conta disso juntamente com os meus formulários para o ajuste eu fiz a solicitação do Travel Document para que eu pudesse sair dos EUA enquanto o processo do GC estava em curso. Minha solicitação foi deferida e fui informada pelo site de que receberia o documento juntamente com a Work Permit (conhecido como EAD Combo Card ou Parole). Meu documento foi produzido em dezembro, apenas dois meses após eu enviar toda a documentação para o USCIS.

Em meados de junho quando estava de férias no Brasil recebi a informação de que minha entrevista para o GC seria em agosto. E também enquanto estava fora dos EUA fiz algumas entrevistas de emprego e inclusive assinei o contrato com o meu primeiro e atual empregador nos EUA. Uma semana após a entrevista recebi meu GC de dois anos em casa e graças a Deus a vida entrou nos eixos. Entre o momento que eu enviei os documentos para o ajuste de status até receber de fato o Green Card foram exatamente 10 meses. Vendo hoje até que não foi um tempo muito grande se comparado com outras pessoas que conheço, mas quando você está efetivamente esperando pelo documento sem poder fazer nada, cada dia parece uma eternidade.

Eu fiz tudo sem advogados, contei com a ajuda de uma amiga que trabalha na área de imigração e tem experiência com formulários oficiais da mesma maneira que eu, por conta do nosso antigo empregador. Claro que nossa experiência ajudou muito e fez com que eu e o meu esposo economizássemos. Apenas para preencher os forms há advogados que cobram a partir de U$2000 podendo chegar a U$25000 se a pessoa tiver problemas com a justiça por exemplo.

Lembrando mais uma vez que CADA CASO É UM CASO.

Resta você e a sua melhor metade analisarem se vale a pena você passar por este processo no seu país de residência ou em solo americano. Se você decidir aplicar e esperar em outro país, neste caso o processo é diferente e depende se você peticionar para casar aqui ou peticionar após o casamento para mudar e residir aqui. Você também não terá nenhum controle sobre o tempo de processamento desta petição juntamente ao DHS – Department of Homeland Security. É muito importante você ter todos os prós e os contras em mente ao decidir como ajustar o seu status. Sempre explico para as pessoas e peço para elas analisarem se vale mais a pena esperar o processo no Brasil por exemplo sem poder entrar aqui ou se vale a pena esperar o processo aqui sem poder sair para lugar nenhum. Confesso que eu odiei esperar o processo aqui, eu me sentia refém do sistema e ter a sensação de que não podia simplesmente entrar num avião e ir ao Brasil em uma emergência de última hora mexeram muito com o meu emocional. Tive momentos de fúria onde eu falava para o meu marido que eu ia abandonar tudo e voltar para São Paulo. Participo de várias comunidades na internet para pessoas nessa situação e vejo que os sentimentos de angústia e não poder fazer nada são compartilhados por todos. Hoje estou feliz que isso tudo passou e agora não preciso me preocupar, mas não vou mentir e dizer que o processo foi um mar de rosas, porque não foi.

O bacana é que durante este tempo conheci muita gente legal, brasileiros que como eu se apaixonaram por um americano/a e navegaram este mar burocrático da imigração da mesma maneira que eu e afirmo, todos nos desesperamos quando precisamos trabalhar e não podemos, todos achamos que o dia tem 50 horas enquanto seu esposo/a sai para trabalhar e você fica em casa de mãos atadas. Mas a boa notícia é que você vai sobreviver a esse turbilhão de emoções e burocracia.

Se você decidir ajustar o status em solo americano, no próximo post vou explicar o passo a passo de como eu preenchi os formulários, como enviei eles para o USCIS, quais documentos de suporte enviei e o tempo entre cada etapa do processo.

Fiqueligado =0)

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Outros Viagens

O que é Sala Vip no aeroporto?

08 de maio de 2019

Quem acompanhou meus stories em abril viu que utilizamos vários lounges na nossa última viagem para a Tailândia e fizeram várias perguntas do que é e como funciona. Desfrutamos dos serviços oferecidos nas salas VIP Turkish Airlines Lounge no aeroporto de Dulles International em Washington DC, Al Maha Lounge no Doha International Airport no Qatar e Coral Premium Departure Lounge no Phuket International na Tailândia.

Primeiro… o que seria uma sala Vip?

É uma área dentro do aeroporto que pode ser administrada por uma companhia aérea, uma empresa de cartões de crédito ou até mesmo um lounge particular associado a essas empresas. Nessa área você pode descansar, efetuar refeições, assistir TV, usar o wi-fi, tomar banho, ler jornais, receber massagens, orar… A grande maioria das pessoas que utilizam essas salas são viajantes frequentes de negócios ou pessoas com maior poder aquisitivo que tem cartões de crédito com limites altíssimos (as vezes até sem limites) que oferecem este serviço como mimo, porém qualquer mortal pode usar essas salas.

Como acessar as salas VIP?

Talvez o seu cartão de credito ofereça este serviço e você nem sabe. De uma pesquisada no site do seu cartão, já pensou se você pode usar e não tá sabendo? Se você faz parte de algum cadastro como viajante frequente de alguma cia aérea como Gol ou Latam, verifique se tem direito. Se viajar de business class ou primeira classe, muitas vezes esse bilhete dá o direito a acessar a sala VIP. Caso não possua nenhuma das opções citadas, algumas salas oferecem a opção de comprar o pass de acesso. Neste caso vale pesquisar antes da sua viagem para saber se alguma sala no aeroporto por onde você vai passar tem essa opção.

Vale a pena pagar para acessar a sala VIP?

Você precisa analisar o tempo que você vai passar no aeroporto para decidir se vale a pena pagar. Nossa conexão em Doha para a Tailândia foi de 4 horas, que eu já considero tempo demais para ficar sentado no portão de embarque desconfortável. Nosso cartão Chase que eu mencionei no ultimo post presenteou o Ezio com o cartão do Priority Pass, então nós dois acessamos a sala VIP gratuitamente (a sala VIP vai cobrar a taxa de uso do lounge da administradora do cartão e nós não seremos cobrados por isso pois é um dos benefícios do Chase Saphire). Na volta para casa, tivemos uma escala de 7 horas em Doha. Chegamos na sala VIP meia noite e meia e nosso voo era as 8 da manhã seguinte. O lounge salvou a nossa vida. Nós jantamos, dormimos, tomamos café da manhã e eu ainda tomei banho. Claro que não tinha camas disponíveis, mas foi muito melhor do que esperar 7 horas no portão de embarque. O Ezio inclusive trabalhou no lounge utilizando a área de office deles. Neste caso mesmo se não tivéssemos o cartão da Priority Pass, teria valido a pena pagar pelo serviço porque senão teríamos gastado muito mais dinheiro com táxi para deslocar do aeroporto até o hotel, pernoite no hotel e outro táxi do hotel para o aeroporto para descansar menos de 7 horas. Após pesquisar informações para este post, descobri que há inclusive salas VIP com camas e quartos separados em alguns aeroportos mundo afora. É muito benefício para voos longos minha gente, pesquisem a respeito.

O que vou encontrar numa sala VIP?

Primeiramente comida que vai variar de acordo com o país e/ou cidade onde você estiver. O que é muito interessante porque se você por exemplo estiver apenas de passagem por aquele país, poderá ter uma experiência da culinária local sem sair do aeroporto. Em Doha pudemos experimentar doces típicos do Qatar no Al Maha Lounge, o que foi bem legal e sem custo extra. A comida oferecida nos lounges segue o horário de café da manhã, almoço e jantar e caso você não esteja com fome para uma refeição completa, sempre há opções de petiscos para todos os gostos. Há também uma seleção muito boa de bebidas alcoólicas e não alcoólicas. A área de alimentação segue o estilo buffet, mas na grande maioria conta com alguns garçons disponíveis para que eles controlem a quantidade de bebidas alcoólicas ingeridas pelos passageiros. A vantagem de esperar na sala VIP é o conforto oferecido de poder sentar num local mais exclusivo com menos bagunça comparada a área de embarque. Nessa área você também conta com monitores onde você pode acompanhar informações sobre o seu voo para não perder a hora do seu embarque e eventuais mudanças de portão.

Meus cartões de crédito não oferecem este benefício, há outra maneira de acessar?

Sim!!! Pelo Priority Pass você consegue acessar salas VIP em mais de 120 países. O bacana do Priority Pass é que não importa qual companhia aérea você está voando ou qual a categoria do seu voo, se você for membro é possível acessar o lounge. A associação tem um custo anual a partir de U$99 (para a associação mais básica) e você pode comparar todos os valores clicando aqui.

Espero que você tenha aprendido um pouquinho sobre salas VIP e se necessário e possível possa usufruir desse serviço, caso você já tenha usado em algum aeroporto, compartilha comigo a sua experiência e o que você mais gostou ou não curtiu de maneira nenhuma mundo afora.

Até o próximo post =0)

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Por Érica Brasilino

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Compras Estilo de Vida Outros Resenha de Produtos Viagens

Qual o melhor cartão de crédito para milhas?

25 de abril de 2019

Nossa última viagem de férias agora no início de abril foi para a Tailândia e o destino foi decidido por conta das milhas. A ideia inicial era irmos para Portugal fazer uma road trip pelo país de 3 semanas, inclusive eu já estava trabalhando no roteiro dessa viagem a 4 meses. Quando finalmente sentamos para emitir os bilhetes percebemos que nossas milhas seriam suficientes apenas para as passagens de uma pessoa e a outra teríamos que pagar U$1500 pelo mesmo trecho. Por curiosidade pesquisamos então o valor da passagem para Lisboa saindo de São Paulo e para a nossa surpresa o voo GRU-LIS estava R$1200 e o voo MIA-LIS U$650. Para piorar a situação ambos os trechos eram voos diretos enquanto saindo de DC teríamos escalas ridículas em Bruxelas, Paris ou Filadélfia. Detestamos fazer escalas desnecessárias então abortamos a operação Portugal. Por mais que estivesse nos nossos planos a muito tempo, não ganhamos dinheiro em árvore para gastar sem pensar.

Começamos então a jogar destinos aleatórios no sistema e para nossa surpresa nossas milhas emitiriam passagens de ida e volta para duas pessoas para Tóquio, Roma e Maldivas. Foi então que após uma rápida pesquisa no Youtube num domingo de folga batemos o martelo e decidimos ir para a Tailândia. Em 2015 quando o Ezio morava no Paquistão ele passou uma semana em Bangkok e Pataya e tinha muita curiosidade em conhecer as ilhas mais ao sul do país e como eu nunca tinha pisado na Ásia seria uma ótima oportunidade. Conseguimos fechar passagens por U$200 para cada um (taxas de embarque nos 4 aeroportos) e seguimos felizes para o Sudeste Asiático. 

Após comentar num post do Instagram sobre as milhas e sobre os lounges que usamos durante o trajeto de ida e volta, aprendi que tanto eu como meus amigos (principalmente os que estão no Brasil) temos pouquíssimo ou quase nenhum conhecimento sobre o fantástico mundo das milhas. Então no post de hoje decidi compartilhar com vocês o que aprendi ao pesquisar sobre o assunto. Vou comentar tanto sobre o cartão que usamos aqui nos EUA para milhas e vou mencionar os melhores no Brasil.

Estados Unidos

Chase Saphire Reserve

Descobrimos este cartão assim que voltamos aos Estados Unidos quase dois anos atrás. TUDO o que compramos passamos no cartão para poder gerar milhas. Se você pagar contas em restaurantes e gastar com viagens (hotéis, passagens, passeios em agências de viagens) você gera 3x mais pontos. Claro que existe um custo… pagamos U$450 por ano para ter este cartão o que seria uma taxa de U$37,50 por mês e U$75 para cada cartão adicional. Porém nestes dois anos que temos, já viajamos de graça (tickets de ida e volta para nós dois) para Utah, Brasil, República Dominicana com escala de 4 dias em Miami e pagamos U$200 nos tickets (de cada um) para a Tailândia. Vale muito o investimento da taxa anual do cartão.

Ao gastar U$4000 nos primeiros três meses a Chase te dá um bônus de 50000 milhas de presente. Levando em consideração que pagamos t.u.d.o com o cartão, ficou fácil de gastar este valor em 90 dias. Todos os anos no aniversário da abertura da conta com a Chase você ganha U$300 de annual travel credit como reembolso do que foi gasto com viagens ao longo dos últimos 12 meses. O cartão também possibilita upgrades de assento, uso de lounges no mundo inteiro (através do Priority Pass) e não há taxa de uso no exterior para moeda estrangeira (alguns cartões cobram por exemplo 3% do valor da compra no exterior como uma penalidade por você utilizar seu cartão de crédito fora do seu país de domicilio).

As passagens devem ser emitidas diretamente no site Chase Ultimate Travel.

Brasil

Após pesquisar para poder entender o mundo das milhas no Brasil, percebi que não sabemos muito disso por aí porque existe uma briga infinita entre os bancos onde cada banco tem seus benefícios e para piorar, para você ter acesso a tal cartão você tem de ser correntista daquele banco e movimentar um valor x por mês (tanto na conta corrente como no próprio extrato do cartão de crédito), o que dependendo do cartão não é acessível a todos os mortais. Vejo que o mundo das milhas no Brasil é mais para a elite do que para o cidadão comum. O que é uma pena porque se fosse mais acessível você teria um número muito maior de pessoas viajando e gerando emprego e dinheiro para o turismo brasileiro… enfim papo para um outro post.

Porto Seguro Visa Infinite

Anuidade R$1320 ou 12x de R$110. Há maneiras de diminuir ou isentar o valor da anuidade de acordo com os seus gastos mensais, no site do cartão há explicações bem detalhadas sobre. Você pode solicitar até 4 cartões adicionais gratuitamente.

Programa de fidelidade Porto Seguro onde suas milhas geradas pelo uso do cartão podem ser trocadas por produtos, serviços Porto Seguro e milhas aéreas. Os pontos valem por 24 meses então tem de ficar atento para não perder as milhas. O maior benefício deste cartão ao meu ver é poder usar mais de 1000 salas VIP ao redor do mundo com direito a acompanhante. Se você tem seu próprio negócio e movimenta valores altos no cartão e tem como objetivo ter um cartão que facilite tanto a compra de passagens como o uso de lounges, este cartão é o mais indicado. Apesar de ser um cartão para uma determinada classe de clientes, aconselho que você pesquise a respeito, quem sabe ele seja viável por conta do seu trabalho ou até do seu negócio. Se você já tiver um cartão Gold de qualquer outra instituição com limite de R$30.000,00 eles aceitam analisar a sua solicitação. Envie e-mail para cartao.infinite@portoseguro.com.br e a analise de acordo com usuários do cartão não demora mais do que cinco dias.

Mastercard Black

Não importa qual banco você tem conta corrente, neste caso os benefícios serão oferecidos pela Mastercard. E tratando de viagens segue a lista de benefícios que um portador deste cartão terá acesso:

– Despesas Médicas

– Evacuação de Emergência (nunca pensamos sobre isso, mas se o país destino sofrer um ataque terrorista ou após um tsunami, se você sobreviver e quiser sair do país essa assistência será primordial)

– Repatriação de Restos Mortais (custa em média U$20.000,00 repatriar um corpo para o Brasil, sua família tem este valor caso o impensável aconteça?)

– Retorno de criança e idoso

– Viagem de Familiar em situação de emergência (caso você precise operar de emergência no exterior e precise da ajuda de um familiar)

– Transporte VIP de/para o aeroporto

– Cobertura de até R$100.000,00 no caso de evacuação médica de emergência (se você tiver de voar num avião hospital por exemplo de volta ao Brasil)

– Certificado de Schengen (este item merece um post futuro somente sobre ele)

– Sala VIP Mastercard Black em Guarulhos

– Concierge (você sabe para que serve o serviço de concierge do seu cartão?)

Cobertura válida em todos os países do mundo 24 horas por dia, 365 dias por ano, 7 dias por semana.

Se você se interessar pelo Black, aconselho entrar em contato com a central do seu banco pois cada banco cobra um valor de anuidade que pode ser isento ou não. Este seria um dos cartões mais acessíveis e com melhores benefícios depois do Visa Infinite.

Eu poderia ficar horas aqui falando sobre cartões e seus benefícios, mas vou deixar como referencia o link do site Melhores Destinos que acabou de ser atualizado este mês sobre o assunto. Tem cada cartão que você imaginar no Brasil explicando item por item e comparativo entre eles. Meu post foi apenas uma introdução, como você já percebeu há inúmeras variáveis no momento de pedir o cartão certo para você de acordo com o seu perfil e vida financeira. Espero poder ter dado uma pequena contribuição sobre o mundo das milhas através de cartões de crédito. Independente do cartão que você escolher, use com sabedoria e moderação (vai por mim… eu SEI o que é gastar como louca).

Até o próximo post =0)

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida

A necessidade do tempo para você mesmo

16 de abril de 2019

Para quem nos conhece, vocês sabem que meu marido tem um trabalho que o obriga a passar muito tempo fora de casa. Ele viaja muitas vezes ao mês e já chegou a passar apenas 4 dias em um mês em casa. É difícil… principalmente para mim que não tenho familiares em Washington DC e minhas melhores amigas estão a quilômetros de distância em São Paulo. Chega a ser solitário muitas vezes e a Isabella é a minha válvula de escape mental (Isabella minha gata togolesa maravilhosa).

Amo o Ezio mais que tudo nessa vida e casei com ele sabendo dos dissabores da vida de uma esposa de diplomata. Após longos 9 anos no Consulado Americano em SP vi vários casamentos naufragarem por justamente a esposa ficar de saco cheio de ser o segundo plano na vida do oficial. A quantidade de divórcios no Foreign Service e traições é imensa. 

Durante este assignment que estamos em Washington DC a única maneira que temos de ficarmos realmente juntos é nas férias. Então tentamos a cada quatro meses tirar umas semanas para viajarmos e curtimos nosso tempo e fortificarmos a nossa relação. Estamos viajando juntos desde o dia 28 de março (escrevo este artigo hoje dia 11 de abril) pela Tailândia e hoje ele foi fazer um passeio e eu decidi tirar o dia para mim.

Muita gente pode ver essa decisão como falta de amor ou não querer estar junto, muito pelo contrario!!!

A nossa cultura brasileira e/ou latina é muito apegada aos familiares e relacionamentos e neste caso chega a ser até muito grudenta. Quando começamos a namorar eu não entendia essa ideia do ME TIME que o Ezio tanto tentava impor. Tanto que a primeira vez que ele me disse por telefone que aquela sexta feira não íamos nos encontrar pois ele queria um tempo sozinho doeu na alma. Meu lado irracional brasileiro viu algo como: ele não me ama, ele não me quer, ele tem outra. Sofri por quase 48 horas até encontrar com ele novamente e constatar que tudo estava ótimo do jeito que estava na última vez que nos encontramos, a única coisa que ele queria era ver os filmes dele, tomar uma cerveja conversando com a família pelo Skype sem a namorada estar por perto e do whatever he wanted. 

Levei um bom tempo para entender essa parte da cultura americana do grupo de amigos que saem uma vez por semana sem as namoradas/esposas para baterem um papo e serem eles mesmos. Pra mim era inconcebível isso.

Hoje estamos juntos non stop por 15 dias seguidos e vou te falar… que delícia ter tempo para sentar no meu notebook e escrever. Amo escrever e quando ele esta por perto eu não consigo concentrar. É como ter um filho e ter que prestar atenção no que ele precisa/está falando 24 horas por dia. Tão bom sentar aqui no quarto do hotel olhando o Mar de Andaman azul pela janela e poder divagar sobre a vida. Acho que o me time deveria inclusive ser instituído como clausula obrigatória de casamento para ser cumprida por toda a vida. 

Estou aqui aguardando meu shuttle para o centro da cidade, vou até Patong Beach para gastar meu tempo livre comprando e olhando vitrines como se não houvesse amanha. Ele está num passeio de zipline com ATV no meio da mata. Está aí uma coisa que detesto é passeio no meio da mata com mosquitos me comendo, mas fui obrigada a aprender a gostar para poder me divertir com ele ao longo destes 6 anos de relacionamento. Tudo bem ensinei ele a gostar da Disney e do Harry Potter (e de tapioca também).

Relacionamento saudável deveria ser assim, você aprender a fazer coisas juntos, mas não se importar que o outro tenha tempo para fazer o que bem entende também e a vida seguir e estar tudo bem. Se você precisa desse tempo, nunca é tarde para começar a praticar o me time. Não precisa ser somente quando sair de férias pode ser quando se está na sua rotina também. Comece com 30 minutos por semana e vá aumentando aos poucos. Peça para a sua melhor metade cuidar das crianças caso seja necessário assim todos ajudam. Você vai ver como será melhor para você e para o seu relacionamento. 

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Por Érica Brasilino

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Outros

Três anos do blog!

11 de abril de 2019

Oi gente,

E hoje este espaço completa três anos!!! Meu Deus tanta coisa aconteceu de abril de 2016 até hoje. Criei o blog quando estávamos em Lomé no Togo e eu tinha muito tempo em mãos e quase nada para fazer como uma trailing spouse. Ser expatriada e esposa de diplomata num país onde eu não dominava o idioma me tornou criativa. Tive de me reinventar para não surtar e não me sentir inútil. Por conta desse espaço conheci tanta gente bacana que trouxe para a minha vida fora do virtual, respondo inúmeras perguntas sobre casamento com americano (sendo que o blog nem é sobre imigração porém este é o artigo número um acessado por aqui) e conheci outros blogs sensacionais (e perfis do Instagram também).

Já tive vontade de deletar o blog inúmeras vezes, agora morando nos EUA e de volta ao mercado de trabalho fica tão complicado manter ele atualizado na frequência de antes… e não é por falta de assunto não, tenho mais de 35 ideias anotadas no meu bloco de notas para posts. Me sinto tão exaurida por trabalhar com o público que quando chego em casa quero sentar e ver uma besteira qualquer no Youtube pois minha cabeça está cansada demais para escrever. Mas sempre que alguém me pergunta sobre DC ou algum outro destino que já fomos é sempre gratificante poder mandar o link para a pessoa e falar para ela dar uma espiada por aqui pois já mencionei a respeito… por conta disso sigo escrevendo quando dá. Neste momento mesmo estou no avião sobrevoando o Oceano Índico indo em direção ao nosso destino das férias deste ano e resolvi escrever

Escrever se tornou uma grande paixão e para poder ter um blog a pesquisa é fundamental. Você não pode em pleno 2019 escrever algo que não seja verdade. Não é apenas a sua reputação online que esta em jogo mas também sua carreira profissional, principalmente quando você usa o blog como parte do seu portfólio no seu currículo profissional. Manter um blog por tanto tempo principalmente durante a minha estadia no Togo sem um emprego fixo foi primordial durante a minha contratação no meu atual empregador. Mostrar para o meu manager que eu mantive minha cabeça funcionando intelectualmente e fazendo trabalhos voluntários foi essencial. Se você que lê este blog é como eu e não curte YouTube como uma plataforma de criação (nada contra eles, eu mesmo sou consumidora voraz de vídeos por lá, só não me vejo produzindo conteúdo em vídeo) e adora escrever, pense em criar um blog sobre um assunto que você goste. Sempre é muito prazeroso dissertar sobre o que entendemos e gostamos.

Já recebi inúmeras propostas para profissionalizar o blog, transformar o conteúdo em canal, post pago… mas não é a minha pegada. Por conta do trabalho do Ezio não posso me tornar uma pessoa “famosa” na internet. Respeito o nosso ganha pão e sei que nosso estilo de vida é possível por conta do trabalho dele, então por respeito a carreira que ele construiu eu mantenho o meu espaço pequeno mas com leitores de qualidade que estão aqui porque precisam de informações específicas sobre algo que eu já presenciei e posso compartilhar a respeito.


Obrigada pela audiência nestes três anos, tem sido uma incrível jornada e um prazer dividir alguns detalhes dessa minha louca vida com vocês.

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Por Érica Brasilino

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