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Feriado Prolongado em Buenos Aires

25 de julho de 2018

Num fim de semana prolongado decidimos visitar a charmosa Buenos Aires, a capital da nossa vizinha Argentina. No post de hoje compartilho com vocês algumas dicas do que ver e fazer nessa cidade que é puro charme com ares de Europa.

Quando visitamos Buenos Aires sabíamos que não tínhamos muito tempo disponível, então focamos em passear pelas ruas da capital e sentir um pouco como é a vibe e o clima local.

Voamos para a Argentina pela Aerolíneas Argentinas saindo de São Paulo. Confesso que foi a primeira vez que voamos por essa companhia e não gostamos do atendimento deles. Acredito que outros passageiros tenham uma opinião contrária, mas numa próxima ida a Argentina, evitaremos voar com eles.

Em Buenos Aires nós reservamos o Abasto Hotel. Localizado na Avenida Corrientes, uma das principais avenidas da cidade, o hotel oferece wifi gratuito, estacionamento e transfer de/para o aeroporto. O café nós tivemos de pagar a parte, mas o serviço é impecável. Na esquina quase em frente ao hotel está localizado o Shopping Abasto, onde há várias opções de restaurantes e cafés.

Em Buenos Aires nós contratamos o serviço de uma amiga minha de infância que mora na cidade. A Simone Almeida fez o nosso traslado de/para o aeroporto, câmbio de reais para pesos e também fez nossos passeios turísticos. Ter alguém que conhece a cidade foi primordial para que a gente pudesse aproveitar a cidade com o pouco tempo que tínhamos disponível. Caso você tenha interesse entre em contato com a Simone Almeida pelo Instagram dela @monybaiana

 

Mas o que fizemos por lá?

Dia 1

Cemitério da Recoleta + Hard Rock Café + Casa Rosada + Ponte Mujeres

 

Cemitério da Recoleta

Começamos a desbravar Buenos Aires por um de seus bairros mais clássicos, a Recoleta. Cidade que começou a ser povoada em 1871 com a chegada de famílias ricas que fugiam de uma praga de febre amarela. Por ser um local onde abastados moravam, claro que o cemitério não seria diferente. Você pode torcer o nariz e se perguntar porque incluir um cemitério num passeio de férias. Porque este cemitério é praticamente um museu a céu aberto. Com suas lápides e mausoléus extravagantes, quanto mais oponente a morada final de uma pessoa, mais dinheiro aquela família mostrava ter para a sociedade. O cemitério também é famoso por ser o local onde está enterrada Eva Perón e Carlos Gardel. Contrate um guia local para ouvir as histórias de terror sobre personalidades famosas do folclore argentino, torna a visita muito mais interessante. A entrada do cemitério é grátis e ele abre todos os dias das 7am as 5:30pm.

 

Hard Rock Café Buenos Aires

Apenas mais uma unidade da rede de hambúrguer americana. Nada de diferente caso você conheça alguma das outras unidades. Demos uma passadinha por lá para tomar uma cerveja após sair do cemitério, pois está praticamente do outro lado da rua. Aberto de domingo a quinta das 12pm a 1am e as sextas e sábados das 12pm as 2am.

 

Casa Rosada

A casa mais famosa da Argentina claro que tem que fazer parte de qualquer roteiro que se preze, e o nosso não poderia ser diferente. Residência oficial de quem ocupar o cargo de presidente do país, também abriga o Museu da Casa do Governo que reúne em seu acervo peças relacionadas a história dos presidentes da Argentina. Há uma visita guiada ao local (que não fizemos, então não posso dizer como é), e para agendar você deve clicar neste link aqui. Os tours acontecem aos sábados, domingos e feriados ás 10 e ás 18 horas. O tour em inglês acontece nos mesmos dias ás 12:30 e ás 14:30. Para participar do tour é necessário agendar no máximo com 15 dias de antecedência.

 

Ponte Mujeres

Aproveitamos que estávamos na região e passeamos pela margem do Rio Díque para ver a famosa Ponte Mujeres. Cartão postal de Buenos Aires e parada obrigatória para fotos.

 

Dia 2

Avenida Independencia + Café Tortoni + Caminito + Señor Tango

 

Avenida Independencia

No nosso segundo dia na capital argentina começamos nosso passeio pela região entre Montserrat e San Nicola, caminhando pela Praça de Maio, Catedral Metropolitana de Buenos Aires e Avenida Independencia. Infelizmente visitamos a cidade durante o feriado do dia do trabalho argentino, então haviam várias manifestações pró e contra governo agendadas para aquela região, o que inviabilizou que nós pudéssemos apreciar totalmente o local. Fique atento caso você decida visitar Buenos Aires durante o mês de maio (perrengues de viagem? teve!)

 

Café Tortoni

Um dos cafés mais famosos do país, mescla cultura, com gastronomia e história. Vale a visita. Aprecie um típico café argentino com uma porção de churros. Não conseguimos apreciar melhor por conta do barulho das manifestações, mas faça um favor a você mesmo e visite!!!

 

Caminito

Localizado no bairro de La Boca, Caminito é uma veia pulsante em Buenos Aires com seus restaurantes, lojas, cafés e artistas por todos os lados. O local ganhou notoriedade após servir de inspiração para um tango muito famoso na Argentina, Caminito de 1926. Confesso que assisti ao melhor show de tango na Argentina em uma churrascaria extremamente simples localizada em Caminito. Não esqueça da parada obrigatória na loja de alfajores Havanna.

 

Señor Tango

Após consultar amigos que já haviam visitado a Argentina, optamos por visitar o Señor Tango como nossa noite de tango tradicional. O espetáculo é durante um jantar onde você paga o valor fechado e já vem tudo incluso. O show lembra um Cirque Du Soleil de uma certa maneira e representa todo o orgulho dos argentinos por sua cultura. Confesso que eu esperava mais do show… talvez a culpa tenha sido do show de tango que vimos em Caminito que foi surpreendente. Um dos pontos positivos da atração é o oferecimento de traslado do hotel para o local. Isso ajudou muito uma vez que não tínhamos carro alugado na cidade. O show acontece todas as noites com horários diferentes no verão e no inverno. Tarifas diferenciadas por telefone caso haja um argentino no grupo. Informações no link aqui.

 

Dia 3

Shopping Abasto + La Bombonera

 

Shopping Abasto

Praticamente o Shopping Morumbi de Buenos Aires. Se visitar, indico sem pestanejar a loja da marca local Prune, onde comprei uma jaqueta de couro sensacional. A jaqueta infelizmente não aguentou o calor togolês e desgastou e já tinha passado da garantia, mas sonho até hoje com outras jaquetas da marca (fica a dica).

La Bombonera

Encerramos nossa visita a Buenos Aires visitando o estádio do Boca Juniors, a famosa Bombonera. Com capacidade para 49 mil pessoas sentadas (padrão mínimo FIFA). O estádio tem este apelido porque tem o formato de uma caixa de bombons. É possível fazer uma visita guiada. Informações clique aqui.

 

Lembrando que não é necessário visto para visitar a Argentina (brasileiros). Por ser parte do Mercosul, podemos entrar no país com nosso RG (atual com menos de 10 anos de emissão). Se você é cidadão de um país que não faça parte do Mercosul ou seja vizinho da Argentina, para entrar você deve ter passaporte e dependendo da sua nacionalidade pode ser necessário visto. Em caso de dúvidas clique aqui para saber se você precisa ou não de visto para uma visita de turismo máxima por 90 dias. Como qualquer outro país estrangeiro, você deve ter sua passagem de volta já emitida para ser admitido no país.

A moeda da Argentina é o Peso Argentino e há caixas 24 horas disponíveis em todos os lugares, cartões de crédito também são amplamente aceitos. Se você receber dinheiro em mal estado no país, não se assuste, você conseguirá passar a nota pra frente sem problema. A economia local não aceita pechincha com bons olhos, então evite. Gorjeta no país é bem vinda porém não é uma obrigação. Como qualquer país com fluxo turístico, dê gorjetas em restaurantes, para taxistas apenas se eles ajudarem com bagagens pesadas, para arrumadeiras no hotel, etc.

Para chegar em Buenos Aires há dois aeroportos principais: Aeroparque e Ezeiza. Sendo o primeiro o aeroporto dentro da cidade praticamente perto de tudo e o Ezeiza mais longe porém o que voa para destinos internacionais (como Europa e EUA).

Essa foi a nossa visita relâmpago a Buenos Aires, tenho certeza de que existem um milhão de outros passeios e pontos turísticos imperdíveis que deixamos de fora da nossa visita por falta de tempo. Quem sabe a gente tenha a oportunidade de voltar e conhecer mais desse país incrível um dia. Porém este post pode servir de ponto de partida caso você esteja planejando uma ida a capital da Argentina. De qualquer maneira, tenho certeza de que sua viagem será incrível pois o povo argentino é sensacional e amistoso e a comida deles é excepcional. Don’t cry for me Argentina, I will be back S2

 

Até o próximo post =0)

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Por Érica Brasilino

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Outros

Oi Gente

22 de julho de 2018

Vim tirar o pó do blog… dois meses de hiatos por aqui.

Estes últimos meses foram insanos, tive de pausar o blog para poder estudar as matérias da faculdade do segundo semestre do ano passado pois tinha que fazer provas para fechar essas matérias e também tive de finalizar as matérias do primeiro semestre deste ano. No total foram 9 provas finais!!!! E como coisa pouca é bobagem… tive de fazer um projeto integrado enorme valendo nota de fechamento, não sei como eu não surtei.

Para completar… no dia 1º de maio recebi minha autorização de trabalho e viagem (o famoso EAD Combo Card). Finalmente pude começar a procurar emprego por aqui. No mesmo dia disparei inúmeros CVs e fui chamada para fazer algumas entrevistas. Nisso o tempo que eu tinha livre para blogar acabou totalmente voltado para a faculdade e o envio de currículos e o blog ficou aqui á deriva. Não posso reclamar… afinal voltei para o mercado de trabalho apenas dois meses após enviar os CVs, para quem estava num período sabático de quase três anos, minha recolocação profissional foi em tempo recorde.

Finalmente pude ver minha família após um longo ano de saudades. Viajei para São Paulo para realizar as provas da faculdade e aproveitei para apertar todo mundo.  Aproveitamos  para visitar o sul da Bahia e levamos minha mãe na sua primeira viagem de avião (consegui!!!) e passamos uns dias no Nordeste. Meu marido finalmente pode conhecer onde o Brasil nasceu. Foi muito bom poder compartilhar a história do meu país com ele.

Volto a blogar essa semana falando sobre a Argentina! Fiquem ligados 🙂

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Por Érica Brasilino

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Saindo do Brasil

Carteira de Matrícula Consular

10 de maio de 2018

Você sabe o que é e para que serve a Carteira de Matrícula Consular (CMC)? Hoje explico sobre este documento extremamente importante que qualquer brasileiro que reside no exterior deveria ter, mas pouquíssimos sabem do que se trata.

A CMC é um documento de identificação fornecido pela representação diplomática do Brasil no exterior e serve para que o Brasil tenha no seu banco de dados as informações pessoais dos seus cidadãos que residem na sua área de jurisdição. Também serve para que as autoridades locais tenham no idioma local, informações sobre o cidadão. Dados como nome completo, data de nascimento, fotografia e endereço são disponibilizadas na carteira.

Além de servir como identificação, a CMC também serve para que o consulado ou embaixada do Brasil, tenha registrado as informações de contato do cidadão. Em caso de emergência, o governo brasileiro consegue rapidamente contatar ou o cidadão no exterior ou os seus familiares no Brasil, através dos dados atualizados fornecidos no ato da inscrição.

A CMC muitas vezes é aceita como documento de identificação no país onde o cidadão reside. É importante frisar que a CMC não menciona a condição migratória do seu portador. Caso o portador esteja no país de maneira irregular, não há nenhuma menção na CMC a respeito. O consulado/embaixada do Brasil também não questiona o solicitante da CMC qual a sua situação no exterior (legal ou ilegal) no momento que o documento é solicitado. A CMC não vale como CNH.

Qualquer pessoa que fique pelo menos 3 meses no exterior numa única região, é aconselhável fazer o documento. A CMC é grátis e para solicitar você deve entrar em contato com o consulado ou embaixada do Brasil mais próximos da sua residência.

Eu já solicitei a CMC duas vezes, uma para a Embaixada do Brasil em Lomé e a outra aqui no Consulado do Brasil em Washington DC. Os dois documentos são diferentes mas ambos tem a mesma informação.

Para mim o mais importante em obter a CMC local, era para evitar andar com o meu passaporte pela cidade antes de ter documentos locais expedidos. Utilizava a CMC como documento de identificação na África e sempre foi aceita quando precisei apresentar para alguma autoridade local. O mesmo aconteceu durante um período aqui nos EUA até eu tirar minha habilitação do estado da Virgínia e outros documentos oficiais americanos.

Não é obrigatório solicitar este documento mas ele é altamente recomendado. Aconselho principalmente para você meu amigo que mora no exterior e tem familiares simples que falem apenas português. Caso (bate na madeira) aconteça alguma coisa com você, como seus familiares irão resolver qualquer problema a distância com autoridades locais de onde você vive sem que o país onde você esta não sabe quem você é e não tenha seus dados? Pense nisso principalmente se você estiver em situação irregular, onde quer que você esteja neste mundão afora. Durante o período que trabalhei no Consulado Americano em SP, cansei de atender pessoas que tinham perdido parentes no exterior e não sabiam nem por onde começar a resolver a questão. Se o brasileiro fosse cadastrado com a representação brasileira local, tudo seria mais fácil de resolver. Pense nisso.

Vale lembrar também que caso você perca seu passaporte e precise voltar para o Brasil, a CMC serve como documento para embarque sem que você precise emitir um novo passaporte. Porém a CMC é recolhida quando você retorna ao país.

Não esqueça, para solicitar sua Carteira de Matrícula Consular você deve contatar a Embaixada ou Consulado do Brasil mais próximos da sua residência.

 

Até o próximo post  =)

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Por Érica Brasilino

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América American National Parks EUA Onde comer Pensilvânia Viagens

Um dia na Filadélfia

30 de abril de 2018

A Filadélfia é a maior cidade do estado da Pensilvânia e a segunda cidade mais populosa da costa leste americana, perdendo apenas para Nova Iorque. Uma das cidades mais importante e antiga dos Estados Unidos, vale muito a pena dedicar pelo menos um dia para passear pelas suas ruas e entender e aprender como começou a revolução que culminou com a independência americana. Se você estiver baseado em Washington D.C a viagem de carro leva aproximadamente 3 horas, mas a cidade pode ser facilmente acessada também por Nova Iorque de carro em aproximadamente 2 horas.

A Filadélfia foi palco no dia 4 de julho de 1776 do Primeiro Congresso Continental onde foi assinada a Declaração de Independência e onde o Sino da Liberdade foi tocado anunciando que o país estava finalmente livre da Inglaterra. O governo do novo país foi formado na cidade até ser transferido para a recém construída Washington D.C.

Agora que você já tem uma ideia da importância da cidade para os Estados Unidos, o que ver e fazer ao visitar a Filadélfia? No post de hoje conto para vocês o meu roteiro condensado que fiz em 7 horas de visita num dia cinza, frio e chuvoso.

Comecei o dia saindo de Washington ás 7 da manhã. Gastei aproximadamente U$16 entre os 3 pedágios que encontrei pelo caminho. Nota mental: leve dinheiro trocado. As 10 da manhã eu já estava no estacionamento do Independence Visitor Center. O estacionamento custa U$20 para o dia inteiro, porém se você chegar antes das 9 da manhã ele custa U$14 para o mesmo período. Achei o preço decente se comparado ao valor do estacionamento com Washington DC (U$25 o dia perto do National Mall). Você encontra mais informações sobre o estacionamento clicando aqui. Claro que você também pode estacionar pela cidade ou em outros locais, eu achei este o mais conveniente entre as opções. O bom de estacionar é que você fica livre para andar pela cidade e descobrir as belezas locais sem se preocupar com o carro. A Filadélfia foi eleita a 4º cidade americana mais fácil de se locomover a pé. Aproveite as ruas lindas e arborizadas para se esbaldar com a história dos EUA.

O Visitor Center é uma ótima pedida para quem não planejou a viagem com antecedência e não tem ideia do que visitar. Lá é possível pegar informações sobre todos os tours oferecidos, horários de shows, dicas de restaurantes e muito mais. Eles oferecem também banheiro, telefones, caixas 24 horas e quiosques com lembranças da cidade.

Do outro lado da rua do Visitor Center fica a President’s House, a casa onde os senhores George Washington e John Adams o primeiro e o segundo presidentes viveram e comandaram a nação enquanto as mentes mais importantes do país os ajudavam a escrever a Declaração de Independência, a Constituição Americana e a Declaração de Direitos em tradução livre. Eles viveram nessa casa com mais 9 escravos que pertenciam a George Washington e foram transferidos de sua residência oficial a Mount Vernon na Virgínia para a Filadélfia. O interessante é que estes escravos viviam e trabalhavam para os homens que pregavam que todo americano tinha o direito de ser livre, mas nem todos os americanos usufruíam dessa liberdade. Interessante e bem controverso não é mesmo? É possível ler e ouvir trechos dos diários dos escravos que estão em exibição no local falando sobre seus sentimentos e pontos de vista sobre o novo país que nascia diante dos seus olhos. Toda a informação está disponibilizada em inglês.

Anexo a casa é possível acessar o complexo onde está o Liberty Bell. Você pode não apenas ver o Sino da Liberdade que foi tocado para anunciar a liberdade dos EUA como é possível tocar numa parte do sino e ler sobre como ele foi produzido, o real significado simbólico para a nação no momento em que a declaração foi proclamada e também aprender sobre como este sino é importante para pessoas de todo o mundo que já o visitaram, desde o Papa até figuras como Nelson Mandela que tanto lutou pela liberdade em seu próprio país. Só tenha muita paciência, tirar uma foto no local não é nada fácil…

Ao sair do Liberty Bell Center logo na rua de trás está localizado o suntuoso prédio que abrigou as mentes mais brilhantes dos Estados Unidos durante o período pré e pós declaração de independência chamado de Independence Hall. No local é oferecido tours diários por park rangers (totalmente em inglês) onde eles explicam de acordo com historiadores e objetos encontrados ou doados ao longo dos anos pelos familiares dos pais da independência, como aconteceram os fatos, como cada um dos Founding Fathers pensavam, o que cada um deles deu como explicação para poderem fazer com que as 13 colônias britânicas concordassem que era a hora de serem livres. Para quem é aficionado por história como eu, o tour é uma viagem no tempo. O tour acontece em momentos específicos do dia e dependendo da época que você visitar a cidade, talvez seja necessário reservar tickets com antecedência. Você pode conseguir mais informações sobre o tour clicando aqui. No local há uma gift store do National Park Service onde você pode adquirir imãs de geladeira, calendários e mais uma infinidade de itens para o seu travel journal 🙂

Ao sair do Independence Hall encontrei com minha amiga Vanessa que estava morando na cidade e ela me levou para conhecer o Reading Terminal Market, uma espécie de Mercadão Municipal onde as pessoas vão para comprar frutas, verduras, legumes, queijos e também comer o famoso Philly Cheesesteak, sanduíche tradicional da Filadélfia. Como o dia estava muito frio e chuvoso o mercado estava lotado, porém conseguimos uma mesa no único local que vendia cerveja por lá o Molly Malloy’s. Colocamos o papo em dia bebendo uma cervejinha estupidamente gelada. O sanduíche era tão grande que nós compartilhamos um e saímos de lá satisfeitas. Aproveitei também para comprar chocolates artesanais no quiosque da Mueller Chocolate Co. Eles são a loja mais conhecida de chocolates da Filadélfia por vender chocolates em formatos excêntricos. É possível comer um pé de chocolate por exemplo. Alguns chocolates eu confesso que achei de mal gosto… só que o sabor… delicioso.

Como a chuva deu uma trégua fui visitar a rua mais antiga dos EUA: Elfreth’s Alley. As casas foram construídas entre 1728 e 1836 e hoje é tombada como patrimônio nacional americano. A rua é linda e bucólica, porém não tem onde estacionar nas redondezas. Todas as vagas são praticamente designadas para moradores locais com licença afixada no carro. Como eu já tinha tirado o carro do estacionamento do Visitor Center, tive de dar a volta e ver a rua de dentro do meu carro. A dica aqui é não usar o próprio carro pela cidade, mas sim usufruir se possível do sistema do Big Bus para poder descer e subir onde quiser com mais liberdade. Você pode clicar aqui para mais informações sobre os valores do ônibus turístico e seus pontos de parada.

Perto da Elfreth’s Alley está localizada a casa da senhora Betsy Ross, onde foi produzida a primeira bandeira norte americana. Também tombada como patrimônio americano, é possível fazer um tour guiado e ver uma das casas mais famosas da história do país. Como eu não tinha onde estacionar, parei o carro do outro lado da rua e fotografei pelo lado de fora, mas fiquei muito chateada porque eu sabia que tinha uma exibição lá dentro. Ficou como promessa para um retorno a Filadélfia.

Para finalizar o dia passei pelo Philadelphia Museum of Art que ficou extremamente famoso no filme de 1976 Rocky. Logo ao lado do museu há uma escultura em tamanho real do Sylvester Stallone caracterizado como o personagem. Mas o mais engraçado mesmo foi ver várias pessoas fazendo vídeos subindo as escadas correndo ao som da música icônica do filme. Eles chegavam ao topo das escadas mortos, porque vamos combinar que o Stallone estava em ótima condição física durante as filmagens.

Enfim foi um dia muito produtivo, vi mais do que eu esperava pela cidade, claro que preciso voltar com tempo para poder absorver melhor outros detalhes como o prédio da prefeitura que é lindíssimo ou a cadeia local que é famosa por ter sido o lar de vários criminosos famosos no passado. Se você visitar a Filadélfia aconselho que passe pelo menos uma noite por lá para poder ter tempo de ver mais do que eu vi.

E você, conhece a Filadélfia? Qual parte da cidade eu não fui que devo ir da próxima vez? Não conhece e tem dúvidas? Deixa mensagem pra mim nos comentários abaixo,

 

Até o próximo post =0)

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Por Érica Brasilino

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Epic USA Road Trip – Califórnia – Yosemite National Park

10 de abril de 2018

Uma das últimas paradas da nossa road trip pelos Estados Unidos em dezembro foi o Yosemite National Park. Este era um dos únicos lugares da minha lista que era parada obrigatória. O parque não desapontou e após essa visita entendi porque ele é um dos queridinhos dos americanos. No post de hoje explico sobre como visitar, onde se hospedar e o que fazer num dos parques mais lindos que já visitei por aqui.

A noite anterior nós já havíamos pernoitado pela região e escolhemos o Gunn House Historical Hotel na cidade de Sonora. O hotel em si se mistura com a história da cidade e tem uma sala de café da manhã incrível. Impossível não ser transportado para o século passado ao tomar uma xícara de chá num prédio construído com pedras. Se você tiver tempo, vale gastar umas 2 horas andando por Sonora. Uma das inúmeras cidades que nasceram por conta da corrida do ouro americana, eles tem inclusive um museu que fala sobre a Gold Rush.

Entramos no parque pelo lado oeste, pela rodovia 140. A estrada tem um visual de cair o queixo e já é uma viagem a parte. O motorista infelizmente não consegue apreciar muito a paisagem uma vez que a estrada é bem estreita em alguns trechos é cheia de curvas. Mas os passageiros se esbaldam com a beleza da região. Aconselho que você faça o download um mapa off-line ou use mapa de papel, pois o celular já começa a ficar intermitente nessa área. Sinal de wifi pelo parque é grátis para quem se hospedar lá dentro ou se você decidir pagar o pacote de dados por dia. Então não é possível depender única e exclusivamente dele.

Outro fator importantíssimo para visitar o Yosemite é ficar de olho na previsão do tempo, especialmente se você visitar o parque no inverno (nosso caso). Nós não sabíamos se conseguiríamos porque a previsão era de neve. Tanto que a rodovia de acesso mais bonita do parque (Tioga Pass) já estava fechada e não conseguimos nem chegar perto dela. Como visitamos Mammoth Lakes e o Lake Tahoe, estávamos do lado leste do Yosemite e tivemos de dar uma volta enorme para entrar pelo lado oeste do parque por conta do fechamento da região. Pesquise as condições da estrada se você pretende visitar o parque entre novembro-março. Verifique inclusive o Twitter oficial do Parque e do departamento de estradas da Califórnia que atualizam a conta deles diariamente com informações importantes para os turistas.

Quanto mais próximo do parque menos opções para abastecer o carro e quando finalmente encontrar um posto o preço será mais alto (em torno de U$4 o gallon), fique atento.

Ao entrarmos no parque já demos de cara com um mirante que só podia ser traduzido como WOW, o Big Crane Flat. Confesso que me emocionei em ver ao vivo o Half Dome e o El Captain logo assim na entrada do parque. Mesmo enfrentando um vento congelante e um sol mentiroso, a beleza do Yosemite antes mesmo de chegar ao Visitor’s Center e o Yosemite Valley já me deixou extasiada.

Como essa viagem foi no estilo “decidimos o que fazer ao chegarmos no local”, percebemos no caminho entre Sonoma e o parque que chegar até o Village levaria muito tempo (algo em torno de 2 horas pelo menos) e que deveríamos pernoitar por lá. Não sabíamos porém, se conseguiríamos uma vez que os hotéis lá dentro esgotam as reservas com meses e meses de antecedência. Por sorte descobrimos que ainda tinham algumas vagas no Yosemite Valley Lodge e conseguimos reservar um quarto para uma noite. Quando for ao Yosemite JAMAIS faça isso, principalmente se for entre a primavera-verão. Este é um dos parques considerados premier nos EUA e a procura por ele é insana. Só conseguimos uma vaga por ser inverno e antes do Natal, fomos informados pela recepcionista do Lodge que em qualquer outra época do ano isso é impossível.

O Lodge é um dos hotéis mais em conta dentro do parque (mais barato ainda seria acampar no parque). Pagamos U$190 por uma noite num quarto com duas camas, mini-cozinha, banheiro e uma varanda.

Para passear pelo parque você pode tanto dirigir seu próprio carro ou você pode utilizar o sistema de ônibus que deixa você nas principais paradas. Logo após fazer o check in no Lodge meu marido optou por dar uma volta de ônibus para se familiarizar com o sistema e saber exatamente onde iríamos no dia seguinte.

Para comer o parque oferece algumas opções para quem não estiver num motor home e não for cozinhar a própria comida. Nós utilizamos o Mountain Room que ficava no nosso hotel. Comida simples estilo cafeteria com bandejão. Não é nada de outro mundo, apenas cumpre o que promete. Dentro do parque também há um supermercado (sim!!!). O Village Store tem desde comida até itens mais finos como tem também opções para presentes. Adorei passar um tempinho lá dentro escolhendo meus souvenires de viagem.

Se você estiver viajando on the budget, aconselho levar sua própria comida. O Yosemite Park se mostrou um local bem caro para um parque nacional. Inclusive este foi um dos parques mais caros que visitamos nesta viagem. Lembre de que o Yosemite é lar de vários ursos e animais selvagens, então siga as orientações de segurança e nunca deixe comida no carro ou fácil acesso para animais. Existem várias maneiras de manter sua alimentação segura em parques nacionais e vou falar sobre isso em outro post.

 

E o que fizemos por lá afinal?

Nossa visita foi condensada, passamos uma tarde inteira, uma noite e um dia inteiro por lá. Tenho plena consciência de que não vimos metade do que deveríamos e sabemos que vamos voltar para explorar numa outra estação com temperaturas mais amenas. Mas para quem foi em pleno inverno nós até que fizemos muita coisa:

 

– Ranger Talk

Participamos de uma palestra de uma hora com um professor de botânica dentro do parque. Ele nos deu uma explicação bem interessante sobre as árvores e plantas encontradas na região como os tipos de animais que essas plantas atraem. Foi bem bacana, porém é super boring para crianças (lembrando que a palestra claro é totalmente em inglês). Para informações sobre a programação cultural do parque clique aqui

 

– Starry Skies Walking

Este foi o ponto alto do nosso primeiro dia no parque (fora ter entrado pela Big Crane Flat e ter se maravilhado com a vista). Essa caminhada noturna durou aproximadamente 90 minutos e uma park ranger contou lendas indígenas sobre a criação dos céus dessa região dos Estados Unidos. Quer ainda mais magia? Foi a noite que aconteceu uma das maiores chuvas de meteoros da atualidade. Foi simplesmente um espetáculo a parte. Não apenas as histórias contadas pela ranger eram incríveis mas o céu do Yosemite é lindissimo. Como não tem luzes de nenhuma cidade muito próxima, é possível ver praticamente tudo sem a ajuda de telescópios. Caso você decida pernoitar dentro do parque, aconselho veementemente a fazer estou tour. Pagamos U$10 cada um. Informações neste link aqui.

 

– Lower Falls Trail

No segundo dia aproveitamos para fazer a trilha da Yosemite Falls. A cachoeira é linda. Ouvimos de um outro visitante frequente que a visão das águas é ainda mais impressionante após o inverno quando todo o gelo e neve começam a derreter e enchem os rios do parque. Deve ser realmente incrível uma vez que o parque neste momento está semi-fechado por conta de risco de inundação. Que loucura!

 

 

– The Majestic Hotel

Fizemos uma visita guiada ao Majestic Hotel que foi construído em 1927 dentro do parque. A diária do hotel é de apenas U$530 dólares por noite (leia com ironia por favor). O local é fenomenal, desde a arquitetura como a decoração rústica. Vários presidentes e chefes de estado já passaram pelo hotel ao longo dos anos e nas semanas que antecedem o Natal eles oferecem um jantar de gala chamado Bracebridge que é inspirado em banquetes medievais. Custa U$400 por pessoa e são servidos 7 pratos desde entrada até o cafezinho final. Durante o jantar de gala há encenação com atores sobre os costumes de época. Caso tenha interesse você pode encontrar mais informações aqui.

 

– Mirror Lake Trail

Considerada uma trilha fácil, passamos aproximadamente 2 horas praticando essa atividade. A caminhada em si não é difícil, mas o terreno não é convidativo para pessoas com mobilidade reduzida. Como visitamos no inverno o lago não estava cheio então o “espelho” que é esperado nessa região não estava tão visível. Valeu pela caminhada com o meu marido e as palhaçadas que contávamos um ao outro no caminho.

 

– Tunnel View

Quando achávamos que o Yosemite não tinha mais nada para nos surpreender… eis que na saída do parque demos de cara com o mirante mais belo de todos. O Tunnel View é sem dúvidas o local mais espetacular que vimos nessa viagem. Finalizar a nossa visita ali foi mágico. Ficamos abraçados apreciando aquela vista espetacular. Prometemos voltar lá um dia.

 

Voce pode obter mais informações sobre o que ver e fazer no Yosemite acessando a página principal do parque. Caso visite a Califórnia, inclua este parque no seu roteiro. O Yosemite é um dos locais mais lindos que já visitei nos Estados Unidos e com certeza quero voltar para explorar ainda mais este local tão exuberante.

 

Até o próximo post  =)

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Por Érica Brasilino

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