América América do Norte American National Parks Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Capitol Reef National Park

04 de fevereiro de 2019

Como sempre começamos nossa visita ao Capitol Reef pelo Visitor Center. Localizado na entrada do parque, lá pudemos pegar as informações do dia sobre quais estradas dentro do parque estavam abertas/fechadas, se tinha algum ranger program (programa com funcionários onde você pode aprender sobre geologia, fauna, flora e outras curiosidades sobre o local) e claro comprar meu imã de geladeira, marcadores de livros e itens sobre o parque. Sempre que visitamos os National Parks, eu faço questão de comprar alguma coisa para ajudar a manter os parques que para mim são a melhor invenção americana. Também aproveito para carimbar o meu Diário de Viagem onde anoto os principais acontecimentos do dia para depois poder escrever aqui as minhas impressões sobre os locais que visitamos.

Visitamos a região de Utah em Outubro e ainda estava absurdamente quente. Fique atento a este detalhe para você poder se prevenir do sol ou do frio em excesso na região. Comparando a viagem que fizemos em dezembro de 2017 para a mesma região, aprendemos que as temperaturas mais amenas sempre serão melhores para poder aproveitar as trilhas sem maiores problemas de insolação e afins.

Dirigir pelo Capitol Reef é Wow atrás de Wow!!!

O cenário dentro do parque é de cair o queixo, mesmo que você esteja com o tempo curto e tenha apenas tempo de dirigir por dentro dele sem fazer as trilhas, já da para ter uma ideia da imensidão de beleza que o Capitol Reef tem para oferecer aos seus visitantes. Um verdadeiro playground para quem curte este tipo de viagem.

Nossa segunda parada foi a região de Fruita e seu distrito histórico. Lá você pode ver a casa do ferreiro, a antiga escola dos primeiros peregrinos que migraram para essa região, o museu e a Gifford House, casa que está aberta até hoje e serve como um lembrete de como os Mórmons que migraram para Utah viviam a 200 anos atrás. Lá é possível comprar torta de maça e de pera, a mesma receita das famílias que fundaram a região e foi passada de geração para geração. Caso você queira comer a famosa torta, deve visitar essa área cedo pois eles fazem apenas 200 unidades por dia.

Também em Fruita é possível colher maças, peras e outras frutas na hora. Há uma taxa caso você tenha interesse em levar para viagem. Havia uma caixa para o pagamento da coleta das frutas mas não lembro ver nenhum aviso sobre o valor em si. Acredito que era algo como pague quanto vale.

Continuamos nossa visita pela Scenic Drive de 13 quilômetros. Parte dessa estrada é possível dirigir com carros convencionais, destes que você pode alugar em qualquer locadora americana. Porém quanto mais adentramos na trilha, mais percebemos que tração nas 4 rodas era primordial, principalmente se você pegar chuva e estiver no meio da trilha. A terra pode facilmente virar lama e atolar o carro. Verificamos a previsão do tempo e o dia estava claro sem chuvas, então seguimos sem medo. Foi sem dúvidas uma das trilhas mais lindas que já fizemos nos Estados Unidos.

Parece uma pintura de tão lindo S2

Sempre que fazemos essas viagens gostamos de pensar sobre como somos pequenos perante a imensidão do mundo á nossa frente. Poder fugir da civilização e das multidões da cidade grande onde moramos sempre é um prazer. Eu não curtia esse tipo de viagem e confesso que no início do meu namoro com o Ezio eu tinha dificuldade de entender o porque de ele querer desbravar lugares que ninguém ia. Hoje passamos o ano pensando no próximo National Park e qual roteiro vamos montar. Poder dirigir em regiões onde a natureza está em seu estado bruto e encontrar animais selvagens no seu habitat natural é algo que nos fascina. Tenho muito a agradecer o Ezio por ter me ensinado isso.

Se você decidir fazer algumas das trilhas dentro do parque, algumas dicas de segurança são primordiais:

1- Sempre avise a alguém sobre seus planos de viagem. Caso você suma e não dê noticias após o tempo combinado com seu contato, essa pessoa poderá contactar a equipe do National Park Service e você pode ser encontrado mais rápido

2- O Capitol Reef tem um ambiente desértico, tendo isso mente, se for caminhar, mantenha-se nas trilhas e carregue água em abundância. Se for no verão, não esqueça de aplicar protetor solar e sempre reaplique de duas em duas horas. Lembre de carregar essenciais como barrinhas de cereais, frutas e qualquer outro tipo de snack saudável e leve para o dia.

3- Não é possível armar barracas fora das áreas designadas e sempre pergunte no Visitor Center se é necessário alguma licença especial para pernoitar no parque. Do contrário faça como nós e alugue um quarto de hotel nas redondezas (não sou adepta de dormir em barracas at all)

4- Lembre que você deve apenas apreciar a paisagem, qualquer remoção, posse ou tráfico de animais ou itens do parque, pode levar a prisão ou expulsão do local.

Espero que você tenha uma experiência inesquecível caso decida visitar o Capitol Reef National Park, nós adoramos nossa experiência por lá.

Acaba não mundão!

No próximo post vou falar sobre nossa visita a Moab, umas das cidades mais incríveis de Utah e lar de dois dos maiores National Parks do estado,

Até lá =0)

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Por Érica Brasilino

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América do Norte American National Parks EUA Onde comer Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Utah – Na estrada de Salt Lake City para Capitol Reef National Park

28 de janeiro de 2019

Na segunda mega viagem por parques nacionais que decidimos realizar, resolvemos voltar ao estado de Utah, que se tornou o nosso estado favorito nos Estados Unidos da América.

Voamos de Washington DC até SLC e de lá alugamos um carro para usar na nossa road trip. Dica número 1: alugue seu carro com antecedência. Salt Lake City recebe um fluxo de turistas absurdo e a cidade ainda não é tão preparada para eles quando o assunto é aluguel de carros. Ao chegarmos no terminal de aluguel de carros do aeroporto de SL, quase surtamos com o tamanho da fila. E para piorar não tinha o carro que pagamos na reserva, a locadora queria nos dar um carro inferior com a desculpa que seria tão bom quanto o que havíamos escolhido… como nós sabíamos que íamos para fora da capital com o carro e queríamos um carro com tração nas 4 rodas para enfrentar estrada de terra, não ia ser fácil nos convencer do contrário. Enfim… foi mega estressante chegar na cidade e resolver isso de cara após voar. Make sure que a sua reserva é com uma companhia grande como a Hertz ou a Localiza. E mesmo assim bata o pé caso o atendente não te entregue pelo o que você pagou.

Depois de resolvermos o babado da locadora, decidimos procurar um local para comer. Pelo Yelp encontramos um restaurante com ótimas recomendações e decidimos arriscar: Chronic Tacos. A comida na realidade era bem meia boca comparada aos mexicanos aqui de Washington. Fui de taco de carnitas e o Ezio optou por um burrito. O preço é acessível mas já comi melhores.

Não é o melhor da vida, mas na hora da fome…

Logo após o almoço decidimos pegar a estrada e ir direto para o nosso hotel perto do Capitol Reef National Park na cidade de Caineville. Enfrentamos quase cinco horas de estrada e vimos pelo caminho paisagens deslumbrantes. Estrada entre montanhas, céu com arco íris. Utah nunca nos decepciona.

O caminho pode ser longo ou uma delícia… a escolha é sua 😉

Vale mencionar que nosso tipo de turismo não é agradável para muita gente. Nós curtimos por o pé na estrada e pegar ruas de terra que mal aparecem no mapa, curtimos as estradas mais curvas perto de montanhas pois essas geralmente são as que oferecem as vistas mais incríveis. Nunca nosso caminho é o mais rápido recomendado pelo Google Maps. Então fica mais uma dica caso você curta dirigir e desbravar lugares que muito provavelmente você não voltará, sempre opte pelas estradas alternativas, elas geralmente são as que escondem os cenários mais lindos.

Meu modelo favorito em algum lugar no meio do nada em Utah

Quando finalmente chegamos no nosso destino percebemos que estávamos no meio do nada, literalmente. Fomos parar em Caineville no hotel Rodeway Inn Capitol Reef. O hotel fica a trinta minutos de carro da entrada do parque, porém o preço é decente e já fica na rota de saída caso na sequência você esteja a caminho do Arches e do Canyonlands National Park. Escolhemos este hotel pela conveniência da localização.

Se você é adepto de hotéis boutique, este não é o hotel para você. Este hotel é para o viajante backpacker, que só precisa de cama e de um chuveiro quente. Não tem nada de glamour no meio do nada do Utah, o café da manhã é o padrão americano (bem ruinzinho por sinal), mas você consegue descansar para poder aproveitar longas horas de caminhada no dia seguinte. A diária custa em média U$80 e o estacionamento é grátis. Aceita animais de estimação e a internet lá é quase nula. Lembre, quanto mais próximo você estiver dos parques nacionais, menos sinal de internet você terá, este tipo de viagem é para te isolar do mundo e para curtir a natureza, não para te manter conectado.

No próximo post falo sobre o que ver e fazer no Capitol Reef National Park, até lá =0)

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Por Érica Brasilino

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América do Norte American National Parks Arizona Utah Viagens

Epic USA Road Trip – Parte 2

21 de janeiro de 2019

Quando decidimos viajar por seis parques nacionais americanos em novembro de 2017 (você pode ler sobre eles aqui no blog), jamais imaginamos que iríamos nos apaixonar perdidamente por este tipo de viagem. Tivemos a oportunidade de conhecer um lado dos Estados Unidos pouco divulgado lá fora, tanto que o número de brasileiros que encontramos nesses parques é muito reduzido comparados aos montes que você tromba na Times Square, e os que encontramos em sua grande maioria já moraram aqui ou tem algum parente que mora no país e conhece sobre estes parques. Me sinto na obrigação de falar sobre essa imensidão tão linda de paisagens em locais não muito visitados aqui no Tio Sam. Hoje entendo porque tantos diplomatas que eu conheço ficam emputecidos em atender 4500 pessoas por dia que solicitavam vistos para os EUA (isso em 2016 quando eu sai do consulado) e 90% delas respondiam em seus questionários que o motivo da viagem era New York ou Orlando. As vezes aparecia um filho de Deus indo para a Califórnia. Reduzir um país com paisagens deslumbrantes a apenas alguns míseros locais para conhecer é o mesmo que dizer que o Brasil se resume apenas ao Rio De Janeiro. Você ai do outro lado da tela sabe que é mentira, que o Brasil vai muito além do eixo Rio-SP.

Dito isso… hoje começo a segunda série sobre viagens épicas por locais fenomenais aqui no hemisfério norte. Dessa vez não cruzamos vários estados e focamos somente no meu estado favorito da vida: UTAH!!!!! Sim você leu certo, Utah ganhou o meu coração de uma maneira tão inexplicável que já fiz o marido prometer que iremos voltar lá assim que possível. Então nos próximos posts vocês lerão sobre a nossa última expedição ao estado mais fantástico de todos e lar do Mighty 5 (Arches, Bryce, Canyonlands, Capitol Reef e Zion). E também um pequeno detour que nos custou sete horas a mais na estrada na fronteira com o Arizona para realizar um sonho antigo: conhecer a incrível reserva Navajo de Monument Valley.

Espero que você curta ler a respeito, porque eu já estou animada de escrever sobre estes lugares incríveis e postar fotos deslumbrantes. Sinta o gostinho do que vou falar vendo o vídeo oficial do governo americano sobre o Utah e seus parques nacionais clicando aqui. Está em inglês mas as imagens…

Até o próximo post =0)

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Por Érica Brasilino

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América Bahia Brasil Onde comer Viagens

Uma semana no sul da Bahia

14 de janeiro de 2019

Eu já fui 4 vezes para a região do sul da Bahia, e cada uma das vezes tive uma percepção diferente de Porto Seguro, Arraial da Ajuda e Trancoso. Também estive lá em estágios diferentes da minha vida e com pessoas diferentes, o que também impacta na percepção da experiência turística como um todo. No post de hoje falo sobre o que ver e fazer na região turística mais acessível do Brasil, destino de férias de milhares de adolescentes em época de formatura e o local onde o Brasil nasceu.

Quem visita a região, com certeza está procurando um destino de praia. Preencha seus dias visitando diferentes municípios e aproveitando o mar azul e praias de águas mornas. A noite escolha dançar um forró em Arraial da Ajuda ou participar de um luau nas famosas barracas de praia de Porto Seguro, há opções de lazer para todos os bolsos e tipos de turista.

First things first…

Como chegar a Porto Seguro?

A cidade é bem servida de voos diários saindo de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Minas Gerais entre outras capitais brasileiras. Latam, Gol e Azul oferecem vôos saindo de São Paulo a partir de R$700 na baixa temporada.

Onde se hospedar?

Já me hospedei em Porto Seguro e em Arraial da Ajuda. Se você quer estar perto das praias com as barracas de entretenimento, perto do aeroporto, de uma cidade com mais estrutura e mais opções de comércio, recomendo que você se hospede em Porto Seguro. Se optar pelos hotéis próximos ao centro da cidade, muito provavelmente você nem precisará ter um carro disponível pois poderá fazer tudo a pé. Em Porto Seguro recomendo o hotel Best Western Shalimar Porto Seguro. Localizado de frente para o mar muito próximo a famosa Passarela do Álcool, o hotel tem infraestrutura que corresponde aos padrões internacionais da Rede Best Western, mas com toque de hotel no Brasil. Café da manhã, wi-fi, piscina, e outras amenidades inclusas na tarifa.

Se você gosta de agito durante o dia, mas quer sossego e descanso a noite, recomendo hospedagem em Arraial da Ajuda, cidade vizinha de Porto Seguro. Em Arraial tivemos a felicidade de nos hospedar na Pousada Vento Sul. Localizada na famosa Rua do Mucugê. Durante a nossa hospedagem tudo foi uma delícia. Desde o café da manhã preparado na hora com tapiocas diversas, ovos, pães, bolos, café, sucos, quanto a dedicação e cuidado dos proprietários. Confesso que após três anos fora do Brasil, o que mais me encantou foi a rede no nosso quarto. Como eu sentia falta de uma rede (sou neta e filha de cearenses… rede em casa é obrigatório!). Entrem em contato com a Adelaine e o Alessandro que vocês não se arrependerão.

Nunca me hospedei em Trancoso, tenho amigos que já ficaram lá. Eu não consideraria Trancoso para minha hospedagem por estar a pelo menos 1 hora de carro de Arraial da Ajuda. Acho muito isolada e a vibe de cidade do interior não me agrada (sou uma pessoa da cidade). Porém, Trancoso também é uma opção de hospedagem caso a sua intenção seja realmente se isolar de tudo durante a estadia e caso você esteja disposto a pagar mais por isso. A hospedagem na região é relativamente mais cara do que em Porto Seguro e Arraial, e por ser uma vila famosa entre os globais nas épocas de festas e feriados, acaba encarecendo consideravelmente o valor da hospedagem.

O que fazer na região?

Trancoso

Gosto de começar minhas viagens pelos lugares mais distantes. Então indico começar os passeios visitando Trancoso que está a 77 kms de Porto Seguro (aproximadamente 1:20hr de carro). Em Trancoso escolhemos ficar na Praia dos Coqueiros. Há também a opção da praia dos Nativos, ambas são belíssimas e com barracas de praia. Se você visitar sem uma grande operadora de serviço como a CVC, indico que escolha uma barraca que não seja utilizada pela empresa, pois quando os ônibus turísticos chegam, o serviço fica bem demorado e o local fica extremamente muvucado.

Após passar o dia curtindo a praia com sombra, cerveja gelada e petiscos (ainnn Brasil, como sinto falta desse esquema de praia), hora de conhecer a vila de Trancoso. Não tem muito o que fazer, é uma cidade de interior com um mar azul infinito logo a frente e a igreja como ponto central no Quadrado. Na vila você pode escolher entre vários restaurantes locais. Optamos por tomar um açaí maravilhoso e depois fotografamos a vila. Vimos a praia do alto do mirante localizado atrás da Igreja de São João Batista e minha mãe aproveitou para agradecer e orar como vários turistas católicos fazem, e eu fiquei ali observando um casal fazendo fotos de pré wedding. Dizem que a noite no vilarejo é mágica, mas nós não queríamos enfrentar a estrada á noite de volta para Arraial da Ajuda. Confesso que a estrada entre as duas cidades melhorou muito desde a última vez que visitei a Bahia em 2012.

Arraial da Ajuda

Cidade eleita para ser a nossa base na viagem deste ano, Arraial da Ajuda é sem dúvida a melhor opção de hospedagem na região sul da Bahia. Com inúmeros restaurantes para escolher com os mais variados tipos de culinária disponíveis, todas as noites era bem difícil decidir onde jantar, uma vez que tudo parecia muito bom. Entre os locais eleitos para nossas refeições, indico:

La Cantina do Arraial – Culinária Italiana

No cardápio elegemos a pizza margherita que foi uma ótima pedida para todos. A cerveja estava bem gelada e o vinho no ponto ideal.

Quintal Gourmet – Burger

Escondidinho no fundo de uma casa, não se acanhe em entrar e provar um delicioso hambúrguer artesanal feito na hora com uma porção caprichada de batata frita.

Mosaico Restaurante – Variedades

Entramos neste restaurante atraídos pelo músico que tinha uma mega voz e estava tocando uma seleção de músicas maravilhosas, porém fomos agraciados com comida de qualidade. Aqui fomos de quesadilla com guacamole e crepe de carne seca.

Churreria

Impossível não comer churros mesmo estando de dieta. Essa churreria escondida ao lado de várias lojas de bijouterias é uma grata surpresa. Escolhemos o tradicional de doce de leite. Durante a época da nossa visita eles estavam passando o ponto, talvez não esteja mais disponível este restaurante quando vocês visitarem (mas se ainda tiver aberto, coma muitos churros por mim).

Pizzaria Caminho da Praia

Ótima pizzaria na entrada da Rua do Mucugê. A massa da pizza é fininha e a seleção de pizzas é muito boa. Comemos duas noites seguidas por lá porque não conseguíamos nos decidir por qual sabor comer.

Sorveteria e Açaiteria D’Gust

Se eu contar para vocês que tomei açaí TODAS AS NOITES vocês acreditam? Não me julguem… sou apenas uma brasileira que sentem muita falta de açaí na gringa. Essa sorveteria é um must visit em Arraial. Algumas noites por semana eles oferecem açaí pela metade do preço.

Villa Carmel

Localizado na Broadway, fomos fisgados pelo cardápio que servia a famosa crepioca e eu estava a muito tempo curiosa por experimentar essa iguaria que sempre vejo no Instagram. Confesso que não gostei. Achei a massa muito pesada e fiquei conversando com a comida por horas até conseguir digerir. Os sucos, no entanto, são deliciosos.

O que fazer em Arraial durante o dia?

Praia claro! Passamos alguns dias sem fazer nada torrando embaixo do sol nordestino e comendo várias tranqueiras de praia. Fazia tempo que eu não viajava para não fazer nada. Honestamente não é o tipo de viagem que eu e o meu esposo fazemos, mas como minha mãe estava conosco e ela não está acostumada com este nosso ritmo de viagem, optamos por pegar leve. Em Arraial se você quiser dar uma variada nos seus passeios, talvez o Arraial da Ajuda Eco Park, parque aquático com piscina de ondas, tobo águas, tirolesas e de frente pro mar seja a sua pegada. Não visitei dessa vez, mas em 2012 lembro que me diverti bastante. Outra opção de passeio em Arraial da Ajuda é o passeio de Triciclo. Reservei para o meu esposo e ele adorou. Eu não fui e fiquei descansando no hotel (desculpa esfarrapada, eu queria mesmo era ver algum jogo da Copa do Mundo pela televisão hahaha). O Ezio gostou muito do passeio oferecido pela empresa Quadritur. Fiz as reservas por WhatsApp (tenho saudades dessa facilidade e informalidade brasileira muitas vezes) e por sorte eles aceitaram que pagássemos em dólares. Deixaram claro que não é comum, mas como não conseguimos trocar a tempo para ele fazer o passeio, eles aceitaram. A van da empresa foi buscar o E na porta da pousada e trouxeram ele no final do passeio. Estamos habituados a passeios de triciclos então ele já sabia o que esperar. No final, eles pararam por algumas praias e o E gostou muito da experiência (fica a dica).

Porto Seguro

A cidade que é sinônimo de adolescentes e formandos a mais de 2 décadas continua do mesmo jeito. Claro que está cada vez mais cheia e mais desenvolvida. Durante o dia os visitantes podem visitar as barracas para curtir o entretenimento com as cias de dança e os animadores. Este ano visitamos a Axé Moi e a Tôa Tôa. Entre as duas, a Axé Moi estava bem mais animada e com mais pessoas. Tôa Tôa tinha mais funcionários por clientes, porém o entretenimento estava menos interessante. Como a nossa intenção era apenas sentar para beber uma cerveja e petiscar, então não nos importamos muito. Ambas a barracas funcionam no mesmo esquema, abertas durante o dia para o público no geral e a noite você deve pagar entrada para curtir os luaus. Para quem curte é um prato cheio.

Memorial da Epopéia do Descobrimento

Museu particular que abriga uma coleção pequena sobre os colonizadores que primeiro chegaram a Porto Seguro, o ponto alto do memorial é a visita a réplica da caravela utilizada pelo grupo de Pedro Álvares Cabral em abril de 1500. Meu gringo ficou bem interessado em tudo o que viu e fez várias perguntas ao nosso guia. Funciona de segunda à sábado e fecha para o almoço. Entradas custam R$30 por pessoa.

City Tour na Cidade Alta

Subimos num final de tarde até a Cidade Alta para que minha mãe e meu marido pudessem fazer o passeio mais famoso da cidade. Contratamos um guia na entrada da cidade por R$60 e ele explicou como a cidade foi construída e como os portugueses catequizaram os locais e impuseram o seu modo de vida aos moradores. Fiz este passeio pela quarta vez na vida e mesmo assim até hoje, sempre escuto algo novo. Minha mãe perdeu o interesse pelo passeio na metade (ela não é muito fã de história), mas meu esposo amou aprender mais sobre o Brasil. Aconselho ir á tarde quando as operadoras de turismo já não estão mais no local e é possível ver tudo com calma e com um número bem reduzido de pessoas nas suas fotos. A vista da Costa do Descobrimento de cima é um deslumbre.

Passeio ao Recife de Fora

Este passeio acontece super cedo, saindo do cais de Porto Seguro em direção ao alto mar. É só comprar os tickets para uma das escunas e após aproximadamente 40 minutos de barco as embarcações atracam em alto mar, por conta da maré baixa onde formam-se piscinas naturais e os visitantes podem nadar no meio dos peixes que ficam presos nessas piscinas. É um passeio que não dura mais do que três horas, uma vez que a maré sobe muito rapidamente. Eu não sou muito fã de barcos, então não fizemos dessa vez.

Santa Cruz de Cabrália

Visitamos Cabrália, local onde foi rezada a primeira missa em solo brasileiro pelos padres jesuítas que vieram nas Caravelas com os navegadores. Não tem muito o que fazer de diferente na cidade, além de pegar uma cor numa das praias locais e fazer compras de artesanatos com os descendentes dos índios pataxós. Subimos até a vila histórica (como sempre no alto com uma vista ridiculamente linda para o mar e uma igreja no meio) para ver a cidade de cima e é muito parecida com várias cidades na costa brasileira. Tem o mesmo esquema de pagar um valor X para o guia local explicar para o seu grupo a história da região.

Se você é um viajante frequente e já visitou muitos outros lugares pelo mundo, Porto Seguro honestamente não vai te impressionar. É um destino de praia como vários outros pelo Brasil. Eu prefiro a costa de Pernambuco e do Ceará sem sombra de dúvidas. Porém, se você quer visitar para descansar e aprender história simultaneamente essa é uma ótima pedida. No nosso caso, voltei a Porto Seguro contra a minha vontade, meu esposo queria muito ver onde o Brasil nasceu uma vez que quando moramos na África, nós visitamos os locais de onde saiam as caravelas com os escravos que foram contrabandeados para as Américas, e ao visitarmos as Ilhas Maurício vimos onde as caravelas atracavam para reabastecer,  depois de sair da Índia com as especiarias, então para ele foi como encaixar mais uma peça no quebra cabeça da história da humanidade. Se eu volto a Porto Seguro uma quinta vez? Muito provavelmente não. Minha mãe ficou encantada com tudo, foi a primeira viagem de avião dela, e realmente abriu os olhos dela para o turismo, tanto que ela acabou de passar uma semana no Ceará com amigas (criei um monstro). Sem contar que tem uma diferença enorme entre pegar uma praia em Arraial da Ajuda e uma praia no litoral paulista.

De qualquer maneira fica a dica de viagem, praia sempre valerá a pena no Brasil, principalmente para quem mora no exterior e não tem praias tão lindas como no nordeste brasileiro. Qualquer praia tupiniquim dá de dez a zero na costa americana.

Até o próximo post =0)

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Por Érica Brasilino

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Estilo de Vida Outros Saindo do Brasil

A difícil decisão de partir

28 de novembro de 2018

Há exatamente três anos atrás eu abandonei tudo no Brasil por conta de um amor. Eu tinha um ótimo emprego, amigos, família, já tinha comprado um apartamento, carro, fazia uma viagem bacana por ano, mas me apaixonei loucamente e decidi seguir meu coração.

Eu nunca tinha pensado em sair do Brasil, muito pelo contrário sempre tive muito orgulho de ser brasileira e sempre me senti confortável na minha São Paulo. Por mais que eu já tivesse visitado alguns países eu sempre soube onde era o meu lugar no mundo.

A minha amada São Paulo

 

Pedir demissão não foi nada fácil… o dia que redigi a carta de demissão eu chorei horrores sentada na cozinha da minha mãe. O que eu estava fazendo? Jogando fora nove anos de empresa e tudo o que eu conhecia por um amor que eu tinha vivido por menos de dois anos no dia a dia e estava vivendo ele a quinze meses à distância. Minha mãe que acompanhou meus meses de tristeza longe do Ezio enquanto ele trabalhava em Islamabad disse: “vá ser feliz, se não der certo você sempre terá um lar para onde voltar, você fala outros idiomas e fome não vai passar se precisar voltar ao Brasil”. Imagino o quanto deve ter doído nela falar isso para mim, mas sem dúvida se não fosse a postura e o apoio dela, eu não teria seguido o meu destino.

O dia que fui embora foi o mais difícil da minha vida. Dar tchau pro meu irmão e pra minha mãe, beijar meu afilhado e dizer até um dia doeu no fundo da minha alma. Foram as piores 9 horas de vôo da minha história. Nunca contei pra ninguém, mas as comissárias tiveram de me dar um calmante para eu dormir. Eu não sabia o que o futuro me reservava, sabia que era filha de uma mãe solteira que tinha lutado muito para pagar o pouco de educação que eu tinha e que eu estava abrindo mão de viver o dia a dia com a minha família para viver um amor no exterior.

O dia de dar tchau 🙁

 

Cheguei em Washington D.C e esperei por longas oito horas o vôo do Ezio que estava vindo de Islamabad no Paquistão. Assisti vários capítulos da Além do Tempo (novela) pela internet até que um etíope funcionário do aeroporto veio perguntar se estava tudo bem. Ele viu que eu tinha desembarcado as 7 da manhã quando ele chegou para trabalhar e eram 2 da tarde, ele estava indo para casa e estava preocupado se alguém tinha esquecido de me pegar no aeroporto. Eu jamais vou esquecer a bondade dele. Expliquei que meu noivo ia chegar num vôo vindo de outra parte do mundo e eu estava bem.

As 4 da tarde o vôo do Ezio chegou e pro meu desespero todo mundo naquele vôo era careca. Quando ele finalmente apareceu e nos abraçamos após 3 meses sem nos ver (tínhamos nos encontrado em setembro na Espanha, onde passamos 21 dias juntos) eu chorei tudo o que estava preso na minha garganta. Estava aliviada que o tour dele longe tinha acabado, mas estava muito melancólica por ter deixado minha família para trás.

Primeiro dia da minha vida nova 28/11/2015

 

O resto é história: passamos oito meses em treinamento de francês em Washington antes de ir para o Togo, passamos um ano em Lomé e estamos de volta em DC a 17 meses. Não temos ideia de onde será o nosso próximo posto em julho do ano que vem. Adotamos a Isabella, visitamos lugares incríveis pelo mundo, casamos e formamos uma família. Temos nossos problemas como qualquer casal, mas estamos juntos a quase 6 anos entre altos e baixos.

Sinto falta do Brasil todos os dias: da minha gente, do idioma, da comida, da minha cultura, das minhas amigas, da minha mãe e do meu irmão, da minha família. Mas o WhatsApp tá aí e faço o possível para sempre estar em contato com eles. Perdi dois tios queridos e não pude me despedir. Isso é morar fora… muita gente tem uma ideia fantasiosa do que é ser imigrante e morar num outro país. Em falar 24 horas por dia um idioma que não é o seu, mas é o que tem pra hoje. Tem dias que meu cérebro da tilt e dou graças a Deus por ter dois colegas de trabalho brasileiros que me entendem e posso xingar o mundo e eles me entenderão. Tenho a Gabi, a Flávia, a Aline, a Juliana, a Chris, a Mirella e a Cascia que me aguentam quando estou surtada (mesmo a distancia). Sem essa rede de apoio ser imigrante não seria fácil.

As mulheres maravilhosas da minha vida (faltam algumas ai)

 

Se eu faria tudo de novo? Não tenha dúvidas!!!

Se eu voltaria a morar no Brasil? Hoje respondo com certeza que não. Sei que o amor da minha mãe e meu irmão é incondicional e minhas amigas continuarão minhas amigas não importa onde estou. Mas o meu lar é aqui (ou em qualquer outro país que eu tenha que mudar) ao lado do meu marido e da minha gata.

Morar na África me mostrou como sou abençoada nas pequenas coisas, me ensinou a acreditar em Deus em qualquer momento. Me deu a Isabella de presente quando eu nunca nem pensava em adotar um bichinho. E se existe reencarnação acredito piamente que a Isabella foi minha filha em outras vidas. Ela preenche o meu coração de maneiras que eu jamais imaginei ser possível.

Minha Bella mais bela

 

Ser imigrante é um misto de sabores e dissabores, é um contentamento descontente, é um aprendizado constante, ininterrupto e diário. É conquistar o mundo a cada dia, é perceber que não somos nada neste mundo e que viemos aqui para evoluir devagar e sempre.

O ser que virou minha vida de ponta cabeça

 

E no fim… é perceber que o nome do meu blog define exatamente quem sou hoje… uma louca pelo mundo.

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Por Érica Brasilino

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